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Medicina crítica (Colegio Mexicano de Medicina Crítica)

versão impressa ISSN 2448-8909

Resumo

ALBUERNE ESTRADA, Isabella Joseline; AGUIRRE SANCHEZ, Janet Silvia  e  MARTINEZ DIAZ, Braulia Aurelia. Associação entre os níveis séricos de interleucina 6 e o desenvolvimento de lesão renal aguda na admissão à Unidade de Terapia Intensiva em pacientes com síndrome do desconforto respiratório grave. Med. crít. (Col. Mex. Med. Crít.) [online]. 2024, vol.38, n.6, pp.439-443.  Epub 25-Ago-2025. ISSN 2448-8909.  https://doi.org/10.35366/119230.

Introdução:

A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é uma condição crítica comum em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), caracterizada por uma resposta inflamatória generalizada e dano alveolar difuso, levando à insuficiência respiratória grave. A mortalidade associada à SDRA pode exceder 40%, especialmente em casos graves. Entre as complicações mais comuns da SDRA está a lesão renal aguda (LRA), uma rápida deterioração da função renal que contribui para o aumento da mortalidade e prolonga a permanência no hospital. A interleucina-6 (IL-6) é uma citocina pró-inflamatória que tem sido implicada na cascata inflamatória sistêmica e na lesão de órgãos, inclusive nos rins. No entanto, a função da IL-6 como biomarcador no desenvolvimento de LRA em pacientes com SDRA grave continua sendo uma área de debate, com estudos anteriores mostrando resultados mistos. Este estudo visa avaliar se os níveis séricos de IL-6 na admissão podem prever o desenvolvimento de LRA em pacientes com SDRA grave, com o objetivo de contribuir para uma melhor compreensão de seu valor clínico nessa população crítica.

Objetivos:

Determinar se os níveis séricos elevados de IL-6 na admissão à UTI estão associados ao desenvolvimento de LRA em pacientes com SDRA grave. Além disso, avaliar o desempenho preditivo da IL-6 para o desenvolvimento de LRA.

Material e métodos:

Foi realizado um estudo de coorte histórico em uma amostra de 98 pacientes adultos com diagnóstico de SDRA grave internados na UTI do Centro Médico ABC entre março de 2020 e março de 2024. Os níveis séricos de IL-6 e creatinina foram medidos na admissão, 48 e 72 horas depois. A análise estatística foi realizada usando testes de normalidade e análise de regressão logística para avaliar a associação entre IL-6 e LRA, bem como análise de curva ROC para avaliar o desempenho preditivo da IL-6.

Resultados:

Dos 98 pacientes, 39.8% (n = 39) desenvolveram LRA. A idade média dos pacientes foi de 61.5 anos (DP 18.0), e a LRA foi significativamente associada à idade (p < 0.05), mas não ao sexo. Quanto aos níveis de IL-6 na admissão, não foi encontrada nenhuma associação estatisticamente significativa com o desenvolvimento de LRA (RM: 1.0004; IC95% 0.999, 1.001). A análise da curva ROC para IL-6 mostrou uma área sob a curva de 0.568 (p = 0.259), indicando um baixo valor preditivo para LRA. No entanto, foi observada uma correlação positiva e significativa entre os níveis de IL-6 e as concentrações de creatinina em 72 horas (rho = 0.278, p = 0.006), sugerindo uma possível relação com a disfunção renal em estágios mais avançados.

Conclusões:

Embora os níveis séricos de IL-6 na admissão não tenham se mostrado um preditor significativo do desenvolvimento de LRA em pacientes com SDRA grave, a correlação observada entre as concentrações de IL-6 e creatinina em 72 horas indica que a IL-6 pode ter um papel no monitoramento da função renal em estágios posteriores. Esses achados sugerem que a IL-6 sozinha não é suficiente para prever a LRA na admissão, mas sua medição poderia complementar outros marcadores de função renal para o acompanhamento clínico desses pacientes. São necessários mais estudos para explorar o papel da IL-6 na evolução da LRA e seu possível uso como um marcador no manejo da função renal em pacientes em estado crítico.

Palavras-chave : interleucina 6; lesão renal aguda; síndrome do desconforto respiratório agudo; biomarcador.

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