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Medicina crítica (Colegio Mexicano de Medicina Crítica)

versão impressa ISSN 2448-8909

Resumo

RODRIGUEZ VARGAS, María Lucia; MEDINA BARRIOS, Juan Carlos; CRUZ ENRIQUEZ, Claudia Nelly  e  BRAVO SANTIBANEZ, Edgar. Tolerância da dieta enteral contínua em comparação com a dieta enteral intermitente em pacientes em estado de choque e uso de vasopressor. Med. crít. (Col. Mex. Med. Crít.) [online]. 2024, vol.38, n.1, pp.8-13.  Epub 16-Maio-2025. ISSN 2448-8909.  https://doi.org/10.35366/115675.

Introdução:

o estado de choque pode provocar alterações de fluxo a nível intestinal, na mucosa e na motilidade; neste estado, a norepinefrina é o vasopressor de primeira escolha. Foi demonstrado que a nutrição enteral precoce melhora o curso clínico dos pacientes e é comprovadamente segura quando usada com vasopressores; porém, existem diferentes modalidades de nutrição enteral (alimentação contínua e alimentação intermitente), no momento não se sabe qual das modalidades de oferta enteral apresenta melhor tolerância em pacientes com vasopressores.

Objetivo:

estabelecer a diferença na tolerância da dieta enteral contínua em comparação à dieta enteral intermitente em pacientes com vasopressores.

Material e métodos:

foram incluídos todos os pacientes internados em terapia intensiva com necessidade de norepinefrina nas doses de 0.1-0.3 μg/kg/min e dieta enteral nas primeiras 24 horas, os dois grupos de estudo foram aqueles com nutrição contínua e nutrição intermitente, ambos os grupos foram acompanhados por 5 dias, com observações de intolerância à alimentação enteral. A análise estatística foi realizada com teste χ2, análise univariada com RR e IC ao 95% e análise de regressão logística múltipla.

Resultados:

analisaram-se um total de 58 pacientes, entre os dois grupos não observou-se diferença na tolerância à dieta enteral (24.1% vs 17.2%, p = 0.520, RR 1.4, IC 95% 0.50-3.9), o principal sintoma de intolerância foi o resíduo gástrico (75%), relatou-se aumento na mortalidade em pacientes com intolerância à dieta enteral (p = 0.019, RR 3.84 IC 95% 1.24-11.8), e o uso de vasopressor duplo foi um fator de risco associado à intolerância à dieta enteral (OR 8.9, IC 95% 2.20-12.14).

Conclusões:

não há diferença na tolerância da dieta enteral intermitente em comparação à dieta enteral contínua em pacientes com choque e uso de norepinefrina.

Palavras-chave : nutrição enteral; nutrição contínua; nutrição intermitente; vasopressor.

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