RIDE. Revista Iberoamericana para la Investigación y el Desarrollo Educativo
ISSN 2007-7467
INCACUTIPA LIMACHI, Duverly Joao. El juego del niño indígena aymara y los saberes previos como fundamento para la educación intercultural. []. , 11, 22, e037. 20--2021. ISSN 2007-7467. https://doi.org/10.23913/ride.v11i22.887.
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El objetivo de esta investigación fue analizar el juego del niño indígena aymara. El método utilizado fue el cualitativo, ejecutado a través de las técnicas de entrevista en profundidad y observación participativa. Se trabajó con una muestra ajustada de cuatro maestros, siete padres de familia y 18 estudiantes del nivel primario de educación básica. Los hallazgos de la investigación denotan que en las actividades del juego de los niños se expresa una compleja red de conocimientos que evidencia los saberes previos. Estos conocimientos sirven para resolver problemas cotidianos de su entorno social y cultural que implican operaciones matemáticas, uso del lenguaje, desarrollo de la ciencia, práctica de valores, manifestación de creencias y cultura propia. Los conocimientos de los niños son muy desarrollados y útiles en la cotidianidad de la vida adulta, punto de partida en la educación intercultural. Se considera a la cultura indígena como una reliquia que se usa para observarla, cuidarla y exhibirla en “museos”, sin ninguna importancia en la vida escolar de los niños, inservible al momento de impartir la enseñanza programada. El currículo escolar afianza las relaciones de poder entre culturas, puesto que no toca a la población de “élite”, quienes son los que discriminan y quienes no están dispuestos ni interesados en reconocer y valorar en la misma dimensión que la suya a la cultura indígena. Al momento de diseñar modelos y programas educativos se propone revertir la educación actual, aquella que considera que los niños indígenas tienen conocimientos inferiores; adecuar el currículo de enseñanza intercultural a la multiplicidad de conocimientos que dispone y utiliza el niño indígena e implementar en todo el sistema educativo nacional privado y público.
^les^aThe objective of this research was to analyze the play of the indigenous Aymara child. The method used was the qualitative one, executed through the techniques of in-depth interview and participatory observation. We worked with an adjusted sample of four teachers, seven parents and 18 students from the primary level of basic education. The findings of the investigation denote that, in the activities of the children's game, a complex network of knowledge is expressed, which evidences previous knowledge. This knowledge serves to solve daily problems of their social and cultural environment that involve mathematical operations, use of language, development of science, practice of values, manifestation of beliefs and own culture. Children's knowledge is highly developed and useful in the daily life of adults, which should be the starting point in intercultural education. The indigenous culture is considered a relic that is used to observe it, care for it and exhibit it in "museums", without any importance in the school life of the children, useless at the time of the programmed teaching. The school curriculum reinforces power relations between cultures, since it does not touch the "elite" population who are the ones who discriminate and who are not willing or interested in recognizing and valuing indigenous culture in the same dimension as their own. When designing educational models and programs, the proposal is to reverse current education, which considers that indigenous children have inferior knowledge. To adapt the intercultural education curriculum to the multiplicity of knowledge that indigenous children have and use, and to implement it in the entire national private and public education system.
^len^aO objetivo da pesquisa foi analisar a brincadeira da criança indígena aymara. O método utilizado foi o qualitativo, executado através das técnicas de entrevista aprofundada e observação participativa. Trabalhamos com uma amostra ajustada de 4 professores, 7 pais e 18 crianças, alunos do nível primário do ensino básico. Os resultados da pesquisa mostram que uma complexa rede de conhecimentos se expressa nas atividades lúdicas das crianças, evidenciando conhecimentos anteriores. Este conhecimento serve para resolver problemas cotidianos em seu ambiente social e cultural, envolvendo operações matemáticas, uso da linguagem, desenvolvimento da ciência, prática de valores, manifestação de crenças e cultura própria. O conhecimento das crianças é altamente desenvolvido e útil na vida cotidiana dos adultos, e deve ser o ponto de partida na educação intercultural. A cultura indígena é considerada como uma relíquia que costuma ser observada, cuidada e exibida em "museus", sem qualquer importância na vida escolar das crianças, inutilizável na época do ensino programado. O currículo escolar reforça as relações de poder entre as culturas, já que não toca a população "de elite" que são os que discriminam e que não estão dispostos ou interessados em reconhecer e valorizar a cultura indígena na mesma dimensão que a sua. Ao elaborar modelos e programas educacionais, a proposta é reverter a educação atual, que considera que as crianças indígenas têm um conhecimento inferior. Adaptar o currículo de educação intercultural à multiplicidade de conhecimentos disponíveis e utilizados pelas crianças indígenas e implementá-lo em todo o sistema nacional de educação privada e pública.
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