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<journal-title><![CDATA[Estudios sociales (Hermosillo, Son.)]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nanotecnologia e meio ambiente para uma sociedade sustentável]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper has seven topics that discuss the relationship between Nanotechnology and Environment to build a Sustainable Society. In a glance is showed what is nanotechnology and its recent history (topics 1 and 2). In continuity is presented the theoretical bases to understand the relationship between environment and technological opportunities. The topic4 introduce nanotechnology in the reflection about environment and technological opportunities. Nanotechnology and Sustainable is discussed in the topic 5. After theses previews topic are presented the preliminary conclusions and suggestions to the theoretical reflections.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Dossier de nanotecnolog&iacute;a</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>Nanotecnologia e meio ambiente para uma sociedade sustent&aacute;vel</b></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Paulo Martins*</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>* Instituto de Pesquisas Tecnologicas do Estado de Sao Paulo &#150; IPT. Correo electr&oacute;nico: <a href="mailto:marpaulo1@uol.com.br">marpaulo1@uol.com.br</a></i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fecha de recepci&oacute;n: julio de 2008     <br>   Fecha de aceptaci&oacute;n: diciembre de 2008</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumen</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O presente texto come&ccedil;a por apresentar uma breve introdu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica descritiva da nanotecnologia e a seguir indica uma concep&ccedil;&atilde;o de como se articulam as oportunidades tecnol&oacute;gicas e o meio ambiente. Em continuidade &eacute; indicado como podemos estabelecer as rela&ccedil;&otilde;es entre a nanotecnologia, oportunidades tecnol&oacute;gicas e meio ambiente. Sendo a sociedade sustent&aacute;vel a meta a ser alcan&ccedil;ada, em seguida o texto indica as rela&ccedil;&otilde;es entre este tipo de sociedade e a nanotecnologia. Este texto &eacute; finalizado indicando algumas conclus&otilde;es preliminares relativas as interrelacoes entre nanotecnologia, oportunidades tecnol&oacute;gicas e meio ambiente no processo de constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade sustent&aacute;vel e indicando algumas quest&otilde;es te&oacute;ricas para a reflex&atilde;o coletiva</font>.</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras Chave:</b> nanotecnoogia, sociedade sustent&aacute;vel, meio ambiente, oportunidades tecnol&oacute;gicas</font>.</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Abstract</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">This paper has seven topics that discuss the relationship between Nanotechnology and Environment to build a Sustainable Society. In a glance is showed what is nanotechnology and its recent history (topics 1 and 2). In continuity is presented the theoretical bases to understand the relationship between environment and technological opportunities. The topic4 introduce nanotechnology in the reflection about environment and technological opportunities. Nanotechnology and Sustainable is discussed in the topic 5. After theses previews topic are presented the preliminary conclusions and suggestions to the theoretical reflections.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Key words:</b> nanotechnology, sustainable society, environment, technological opportunities</font>.</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="right"><font face="verdana" size="2">Edgard Morin, eminente cientista mundial, nos indica o contexto social em    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> que nos encontramos no atual est&aacute;gio do desenvolvimento    <br> hegem&ocirc;nico em nosso planeta    <br> "A NAVE ESPACIAL TERRA &Eacute; MOVIDA POR QUATRO MOTORES    <br> ASSOCIADOS E, AO MESMO TEMPO, DESCONTROLADOS: CI&Ecirc;NCIA,    <br> T&Eacute;CNICA, IND&Uacute;STRIA E CAPITALISMO (LUCRO).    <br> O PROBLEMA ESTA EM ESTABELECER UM CONTROLE    <br> SOBRE ESTES MOTORES: OS PODERES DA CI&Ecirc;NCIA, DA T&Eacute;CNICA,    <br> E DA IND&Uacute;STRIA DEVEM SER CONTROLADOS PELA &Eacute;TICA,    <br> QUE S&Oacute; PODE IMPOR SEU CONTROLE POR MEIO DA POL&Iacute;TICA" (<sup><a href="#notas">1</a></sup>)    <br> Portanto, o que temos &eacute;: "A SOCIEDADE ATUAL &Eacute; INSUSTENT&Aacute;VEL    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> TANTO PARA O PLANETA EM QUE HABITAMOS COMO PARA A MAIORIA    <br> DA POPULA&Ccedil;AO. O QUE TEMOS, PORTANTO, &Eacute; UMA ORDEM DE UM MUNDO A SUFERAR" (<sup><a href="#notas">2</a></sup>)    <br> A ordem de um mundo a superar sempre nos coloca a quest&atilde;o da utopia.    <br>   M&aacute;rio Quintana nos da uma dica em rela&ccedil;&atilde;o a isto    <br>   DAS UTOPIAS    <br> Se as coisas s&atilde;o inating&iacute;veis... ora!/ N&atilde;o &eacute; motivo para n&atilde;o quer&ecirc;&#150;las...    <br> Que tristes os caminhos, se n&atilde;o fora/ A presen&ccedil;a distante das estrelas! (<sup><a href="#notas">3</a></sup>)    <br>   Essa utopia pode ser nomeada como:    <br> "....A META A SER ATINGIDA &Eacute; A SOCIEDADE SUSTENT&Aacute;VEL,    <br> CARACTERIZADA GROSSO MODO COMO N&Atilde;O CAPITALISTA, EM    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> QUE A QUESTAO AMBIENTAL &Eacute; ENTENDIDA COMO UM FATOR DE RESTRI&Ccedil;AO    <br> DE PRIMEIRA ORDEM AS ATIVIDADES ECONOMICAS" (<sup><a href="#notas">4</a></sup>).    <br> Mas muitos est&atilde;o atravancando o caminho para a realiza&ccedil;&atilde;o    <br> desta utopia. Novamente, M&aacute;rio Quintana nos ensina em seu    <br> POEMINHA DO CONTRA:    <br> Todos estes que a&iacute; est&atilde;o/ Atravancando o meu caminho,    <br> Eles passar&atilde;o./ Eu passarinho! (<sup><a href="#notas">5</a></sup>)</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>1 Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A Nanotecnologia pode ser apresentada em duas formas. Na primeira delas, esta tecnologia se caracteriza atrav&eacute;s de dois aspectos principais. O primeiro deles se refere ao prefixo nano, que &eacute; indicador de medida. Um nano significa a bilion&eacute;sima parte de um metro, ou seja, 10&#150;9 metros. Portanto, nanotecnologia se refere somente a escala e n&atilde;o a objetos, como por exemplo a biotecnologia, onde o prefixo bios significa vida.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O segundo aspecto &eacute; que nanotecnologia se refere a uma s&eacute;rie de t&eacute;cnicas utilizadas para manipular a mat&eacute;ria na escala de &aacute;tomos e mol&eacute;culas que para serem enxergadas requerem microsc&oacute;pios especiais (STM e SPM).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para que os leitores possam exercitar as respectivas imagina&ccedil;&otilde;es podemos indicar que um &uacute;nico fio de cabelo humano tem a dimens&atilde;o de 80.000 nm (nan&ocirc;metros) de espessura, enquanto que 1 nm contem 10 &aacute;tomos de hidrog&ecirc;nio colocados lado a lado. A conhecid&iacute;ssima mol&eacute;cula de DNA tem o tamanho de aproximadamente 2,5 nm de largura, enquanto que um gl&oacute;bulo vermelho tem 5.000 nm de di&acirc;metro.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A segunda forma de apresentarmos a nanotecnologia se refere a considerar primeiro a nanoci&ecirc;ncia como o estudo dos princ&iacute;pios fundamentais de mol&eacute;culas e estruturas com uma dimens&atilde;o entre 1 a 100 nm (nan&ocirc;metros). A nanotecnologia seria ent&atilde;o a aplica&ccedil;&atilde;o destas mol&eacute;culas e nanoestruturas em dispositivos nanom&eacute;tricos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As part&iacute;culas nano embora sendo do mesmo elemento qu&iacute;mico se comportam de forma distinta &#150; em rela&ccedil;&atilde;o as part&iacute;culas maiores &#150; em termos de cores, propriedades termodin&acirc;micas, condutividade el&eacute;trica, etc . Portanto, o tamanho da part&iacute;cula &eacute; de suma import&acirc;ncia porque muda a natureza das intera&ccedil;&otilde;es das for&ccedil;as entre as mol&eacute;culas do material e assim, muda os impactos que estes processos ou produtos nanotecnol&oacute;gicos tem junto ao meio ambiente, a sa&uacute;de humana e a sociedade como um todo.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">S&atilde;o os comportamentos distintos acima referidos que interessam diretamente ao processo de produ&ccedil;&atilde;o industrial em curso, pois isto proporciona avan&ccedil;os incrementais na elabora&ccedil;&atilde;o de produtos j&aacute; conhecidos e aponta tamb&eacute;m para a introdu&ccedil;&atilde;o de novos produtos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mas como se criam as nanotestruturas com objetivos industriais? O leitor deve fixar a compreens&atilde;o de que duas s&atilde;o as t&eacute;cnicas para se criarem nanoestruturas, com variados n&iacute;veis de qualidade, velocidade e custos. Elas s&atilde;o conhecidas como "Botton&#150;up" (baixo para cima) e "Top&#150;down" (cima para baixo). &Eacute; preciso real&ccedil;ar que nos anos recentes a tend&ecirc;ncia de converg&ecirc;ncia entre estas t&eacute;cnicas esta em curso.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No que toca a t&eacute;cnica "Botton&#150;up" ela proporciona a constru&ccedil;&atilde;o de estruturas &aacute;tomo por &aacute;tomo ou mol&eacute;cula por mol&eacute;cula mediante tr&ecirc;s alternativas a saber:</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">a) s&iacute;ntese qu&iacute;mica (chemical Synthesis) , em geral utilizada para produzir mat&eacute;rias primas, nas quais s&atilde;o utilizadas mol&eacute;culas ou part&iacute;culas nano;</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">b) auto&#150;organiza&ccedil;&atilde;o ( self assembly). Nesta t&eacute;cnica, os &aacute;tomos ou mol&eacute;culas organizamse de forma aut&ocirc;noma por meio de intera&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas ou qu&iacute;micas construindo assim nanoestruturas ordenadas. Diversos sais em formas de cristais s&atilde;o obtidos por esta t&eacute;cnica;</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">c) organiza&ccedil;&atilde;o determinada (positional assembly). Neste caso, &aacute;tomos e mol&eacute;culas s&atilde;o deliberadamente manipulados e colocados em determinada ordem, um por um.</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o a t&eacute;cnica "Top&#150;down" (cima para baixo) esta tem por objetivo reproduzir algo, porem em menor escala que o original e com maior capacidade de processamento de informa&ccedil;&otilde;es, como em um chip por exemplo. Isto &eacute; feito mediante dois caminhos: engenharia de precis&atilde;o ou litografia. A ind&uacute;stria de semicondutores realizando isto nos &uacute;ltimos 30 anos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O desenvolvimento da nanotecnologia pode ser acompanhado via seu processo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o ocorrido em alguns pa&iacute;ses como Estados Unidos da Am&eacute;rica do Norte por exemplo.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Esta &eacute; uma das referencias para se demonstrar a import&acirc;ncia atual e futura da Nanotecnologia. Estas referencias podem ser institucionais como a National Nanotechnology Iniciative (<A href=http://www.nano.gov/ target="_blank">http://www.nano.gov/</A>)do governo do USA ou da Uni&atilde;o Europeia , atraves da sua diretoria de pesquisa (<A href=http://cordis.europa.eu/ target="_blank">http://cordis.europa.eu.int/nanotechnology/</A>) </font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para efeito desta introdu&ccedil;&atilde;o vamos aqui apresentar a vis&atilde;o de um importante cientista no campo da nanotecnologia. Richard Smalley, pr&ecirc;miio Nobel de Qu&iacute;mica de 1996.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">"O impacto da nanotecnologia na sa&uacute;de, riqueza e padr&atilde;o de vida do povo ser&aacute; pelo menos o equivalente as influencias combinadas da microeletronica, imagens para diagn&oacute;sticos medicos, engenharia de computa&ccedil;&atilde;o e pol&iacute;meros sint&eacute;ticos ocorridas neste s&eacute;culo (Smalley, 1999).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A contribui&ccedil;&atilde;o deste premio nobel j&aacute; falecido foi intensa e como produto de sua dedica&ccedil;&atilde;o a este tema foia sua contribui&ccedil;&atilde;o para a descobertas dos fulerenos . Estes carbonos 60 (C60 ) s&atilde;o a terceira forma de carbono mais est&aacute;vel , depois do diamante e grafite. Foram descobertos &#150; em 1985 &#150; pelas equipes de cientistas Harold Kroto, da Universidad de Sussex, James Heath, Sean O'Brien, Robert Curl y Richard Smalley, da Universidad de Rice, USA. Kroto Curl y a Smalley ganharam o premio Nobel de Quimica de 1996 pela colabora&ccedil;&atilde;o no descobrimento desta classe de composto. Abaixo a imagem de um fulereno.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Outra importante descoberta decorente da nanotecnologia foi o nanotubo de carbono que tem omportantes caracteristicas como ser 100 vezes mais resistente que o a&ccedil;o e 6 vezes mais leve que o aluminio. Isto, em conjunto com outras qualidades &#150; conditividade eletrica &#150; qualifica este produto com de uma infinidade de usos em termos industriais. Abaixo temos uma imagem de um nanotubo de carbono</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>2 Alguns asp&eacute;ctos hist&oacute;riocos recentes do desenolvimento da nanotecnologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">A id&eacute;ia de que a mat&eacute;ria &eacute; composta por &aacute;tomos j&aacute; tem cerca de 2400 anos, quando o fil&oacute;sofo grego Dem&oacute;crito defendia esta tese. Mas somente no final da d&eacute;cada de 50 do s&eacute;culo passado &eacute; que temos um fato que marca o inicio da Nanotecnologia em nossos tempos. A <a href="/img/revistas/estsoc/v17n34/a12f3.jpg" target="_blank">figura 3</a>&nbsp;abaixo indica os principais marcos hist&oacute;ricos nas historia recente da nanotecnologia.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O f&iacute;sico Norte Americano Richard Phillips Feynman (11/5/1918 &#150;15/2/1988) faz uma conferencia no dia 29 Dezembro de 1959 ,as 15h, em uma reuni&atilde;o da Sociedade Americana de F&iacute;sica realizada no Instituto de Tecnologia da Calif&oacute;rnia &#150; Caltech&#150; , denominada "There's Plenty of Room at the Bottom " (H&aacute; muito espa&ccedil;o l&aacute; em baixo) A primeira publica&ccedil;&atilde;o desta conferencia se deu em fevereiro de 1960 no Caltech's Engineering and Science, O texto completo encontra&#150;se dispon&iacute;vel neste site <A href=http://www.zyvex.com/nanotech/feynman.html target="_blank">http://www.zyvex.com/nanotech/feynman.html</A> .</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nesta palestra Feynman afirmava que "Os princ&iacute;pios da f&iacute;sica n&atilde;o falam contra a possibilidade de se manipular as coisas &aacute;tomo por &aacute;tomo". Apontou tamb&eacute;m para o que seria, a seu ver, a principal barreira para a manipula&ccedil;&atilde;o na escala nanom&eacute;trica: a impossibilidade de v&ecirc;&#150;la.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A IBM , 23 anos ap&oacute;s a palestra de Feynman , em 10 de Agosto de 1982, consegue a patente do denominado Microsc&oacute;pio de Varredura de Tunelamento Eletr&ocirc;nico (Scanning Tunneling Microscope &#150; STM) que permite a visualiza&ccedil;&atilde;o de imagens em tamanho nano. A partir deste microsc&oacute;pio outro foi desenvolvido, levando o nome de Microsc&oacute;pio de Microssondas Eletr&ocirc;nonicas de Varredura (Scanning Probe Microcospes &#150; SPM), que permite visualizar e manipular &aacute;tomos e mol&eacute;culas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Com o auxilio destes aparelhos foi possivel escrever parte do <a href="/img/revistas/estsoc/v17n34/a12f2.jpg" target="_blank">discurso de Richard P Fayman em escala nanometrica</a>, conforme pode ser visto a seguir.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O termo Nanotecnologia foi primeiro utilizado pelo Prof. Norio Taneguchi, da Universidade de Ci&ecirc;ncia de T&oacute;kio. Ele usou este termo para descrever a fabrica&ccedil;&atilde;o precisade novos materiais com toler&acirc;ncias nanom&eacute;tricas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nos anos 80 este termo adquire nova conota&ccedil;&atilde;o devido a publica&ccedil;&atilde;o do livro (1986) de K.Eric Dexler intitutado "Engines of Criation &#150; The New Era of Nanotecnology". Em 1992, com a publica&ccedil;&atilde;o da tese de doutorado deste mesmo autor, defendida no Massachusetts Institute of Technology &#150; MIT &#150; e cujo t&iacute;tulo &eacute; "Nanosystems: Molecular Machinery, Manufacturing and Computation" a nanotecnologia ganha novo impulso na comunidade cient&iacute;fica.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em 1989 novamente a empresa IBM marca sua presen&ccedil;a no desenvolvimento da nanotecnologia. Manipulando 35 atomos de Xenonio, conegue escrever &#150; com estes &aacute;tomos&#150; sua sigla em uma placa de n&iacute;quel. Esta imagem correu o mundo, anunciando um novo est&aacute;gio na nanotecnologia.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A decada de 90 continua proporcionando grandes avan&ccedil;os neste campo , como foi o caso dos nanotubos de carbonos , descobertos em 1991 &#150; sua import&acirc;ncia j&aacute; foi demontrada no item anterior &#150; e em 1992 a descoberta dos nanocones.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os marcos hist&oacute;ricos aqui apresentados n&atilde;o esgotam a hist&oacute;rica recente da nanotecnologia mas demonstram o empenho em se desenvolver teorias e t&eacute;cnicas que permitiram o avan&ccedil;o da nanotecnologia, materializado nas diversas aplica&ccedil;&otilde;es industriais realizadas vias novos processos e materiais nanotecnol&oacute;gicos. Todo este desenvolvimento ocorrido nas ultimas d&eacute;cadas nos pa&iacute;ses desenvolvidos contou com um suporte institucional amplo coordenado pelo Estado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>3 Meio ambiente e oportunidades tecnol&oacute;gicas</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Depreende&#150;se de seus argumentos tratar&#150;se da possibilidade de minimizar impactos ambientais e sociais do processo produtivo, atrav&eacute;s da inova&ccedil;&atilde;o (incremental ou revolucion&aacute;ria) decorrente do emprego das nanotecnologias nos processos produtivos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As oportunidades tecnol&oacute;gicas s&atilde;o aqui entendidas no sentido das possibilidades que as diversas tecnologias (biotecnologia, nanotecnologia, etc) apresentam para minimizar os impactos ambientais e sociais do processo produtivo atrav&eacute;s da inova&ccedil;&atilde;o seja ela incremental ou revolucion&aacute;ria. Para entender as rela&ccedil;&otilde;es entre meio ambiente e oportunidades tecnol&oacute;gicas &eacute; preciso responder a quest&atilde;o a seguir colocada:</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Como entender as rela&ccedil;&otilde;es entre tecnologia e meio ambiente?</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No campo neocl&aacute;ssico da teoria econ&ocirc;mica, representado pela economia ambiental e dos recursos naturais, o pressuposto adotado &eacute; que toda externalidade pode ser quantificada e em conseq&uuml;&ecirc;ncia receber uma valora&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria. Com isto estar&iacute;amos internalizando as externalidades.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As criticas a esta postura podem ser feitas sob v&aacute;rios aspectos. Um destes &eacute; o aspecto metodol&oacute;gico, pois, os neocl&aacute;ssicos trabalham fundamentados no individualismo metodol&oacute;gico, segundo o qual:</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">todas as institui&ccedil;&otilde;es, padr&otilde;es de comportamentos e processos sociais s&oacute; podem ser em princ&iacute;pio explicados em termos de indiv&iacute;duos: suas a&ccedil;&otilde;es, propriedades e rela&ccedil;&otilde;es. &Eacute; uma forma de reducionismo, o que quer dizer que nos leva a explicar os fen&ocirc;menos complexos em termos de seus componentes mais simples (Elster, 1989:37).</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para os neocl&aacute;ssicos os indiv&iacute;duos s&atilde;o livres, disp&otilde;em de todas as informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias &agrave; tomadas de decis&otilde;es e as tomam de forma racional, baseados em suas prefer&ecirc;ncias. O locus das a&ccedil;&otilde;es dos indiv&iacute;duos &eacute; o mercado. As cr&iacute;ticas a esta postura explicitam que as prefer&ecirc;ncias alteram&#150;se historicamente, o interesse pr&oacute;prio &eacute; uma caracteriza&ccedil;&atilde;o inadequada das prefer&ecirc;ncias, e, sob determinadas condi&ccedil;&otilde;es, a a&ccedil;&atilde;o "racional" n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel, mesmo que os indiv&iacute;duos sejam racionais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">A cr&iacute;tica feita pela economia ecol&oacute;gica &agrave; postura da economia ambiental (neocl&aacute;ssica) &eacute; que:</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">argumentamos contra la posibilidad de internalizacion convincente de las externalidades, sendo uno de los argumentos principales el de la ausencia de las generaciones futuras en los mercados actuales, aun se esos mercados se ampliam ecologicamente mediante simulaciones basadas en la disposicion a pagar, y no en pagos realmente efectuados. Pensamos que, en el mejor de los casos, los agentes econ&oacute;micos actuales valoram de manera arbitr&aacute;ria los efectos irreversibles e inciertos de nuestras acciones de hoy sobre las generaciones futuras. (...) La cr&iacute;tica ecol&oacute;gica se basa adem&aacute;s en la incertidumbre sobre el funcionamento de los sistemas ecol&oacute;gicos que impide radicalmente la aplicaci&oacute;n del an&aacute;lisis de externalidades. Hay externalidades que no conocemos. A otras, que conocemos, no sabemos darles um valor monetario actualizado, al no saber siquiera si son positivas o negativas (Alier, 1995: 46&#150;48).</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fica descartado para a an&aacute;lise que realizamos, o marco te&oacute;rico neocl&aacute;ssico, bem como sua vers&atilde;o expressa na economia ambiental e dos recursos naturais.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A nossa op&ccedil;&atilde;o &eacute; por trabalhar com a economia ecol&oacute;gica, entendida enquanto estudo da compatibilidade entre a economia humana e o meio ambiente no longo prazo. Esta compatibilidade n&atilde;o est&aacute; assegurada pela valora&ccedil;&atilde;o de recursos e servi&ccedil;os ambientais em mercados reais ou fict&iacute;cios.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Quem mais se coaduna com esta vis&atilde;o s&atilde;o os chamados evolucionistas, na medida em que no marco te&oacute;rico schumpeteriano aqui adotado, as externalidades devem ser olhadas numa perspectiva din&acirc;mica e de longo prazo. Os processos de mudan&ccedil;as est&atilde;o gerando ininterruptamente novas "externalidades" que devem ser tratadas de um jeito ou de outro.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No in&iacute;cio do s&eacute;culo quem polu&iacute;a as cidades eram os cavalos que produziam o esterco e n&atilde;o os carros com suas emiss&otilde;es de CO2, mesmo porque a capacidade de produ&ccedil;&atilde;o e o n&uacute;mero de empresas automobil&iacute;sticas nesta &eacute;poca, eram reduzidas. Durante v&aacute;rias d&eacute;cadas o padr&atilde;o produtivo parecia gerar apenas "externalidades" positivas. Com a institucionaliza&ccedil;&atilde;o do processo de produ&ccedil;&atilde;o em massa desses bens, a percep&ccedil;&atilde;o das externalidades foi mudando. Hoje sabemos que o padr&atilde;o produtivo tecnol&oacute;gico do p&oacute;s&#150;guerra resultou num ac&uacute;mulo de "externalidades" negativas, uma delas, as emiss&otilde;es de CO2, cujo volume, devido a quantidade de ve&iacute;culos existentes nas grandes metr&oacute;poles<sup><a href="#notas">6</a></sup>, torna o ar polu&iacute;do, acarretando doen&ccedil;as nas popula&ccedil;&otilde;es locais. Portanto, a percep&ccedil;&atilde;o das externalidades &eacute; historicamente datada ou evolutiva.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mesmo quando as externalidades negativas s&atilde;o muito evidentes e mesmo que haja possibilidades de trajet&oacute;rias tecnol&oacute;gicas alternativas no sentido de serem menos poluentes, estas s&atilde;o de dif&iacute;cil ado&ccedil;&atilde;o, dada a trajet&oacute;ria do desenvolvimento tecnol&oacute;gico dominante que na literatura especializada &eacute; referenciada enquanto fen&ocirc;meno de "lock in". Isto nos leva a enfatizar a necessidade de conhecermos as restri&ccedil;&otilde;es existentes tanto do lado da oferta como da demanda por novas tecnologias. Somente ao abrirmos a "caixa preta" cient&iacute;fico&#150;tecnol&oacute;gica &eacute; que poderemos identificar os mecanismos de auto&#150;refor&ccedil;o que implicam no "lock&#150;in".</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Assim sendo, para se determinar que o progresso tecnol&oacute;gico siga na dire&ccedil;&atilde;o pretendida (tecnologias limpas ou menos poluentes), devemos levar em conta o que escreveu Almeida:</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">"De acordo com a perspectiva evolucionista, a sele&ccedil;&atilde;o da tecnologia, a forma e o ritmo de sua difus&atilde;o no conjunto da economia, dependem do contexto hist&oacute;rico &#150; lato senso &#150; espec&iacute;fico. Para que a preocupa&ccedil;&atilde;o ambiental se torne um imperativo &#150; uma "restri&ccedil;&atilde;o direcional" &#150;ao desenvolvimento tecnol&oacute;gico, o meio social em quest&atilde;o &eacute; que deve ser capaz de imprimir tal direcionamento. Este &eacute; um ponto que, sem d&uacute;vida, merece maiores detalhamentos, remetendo a uma maior compreens&atilde;o das liga&ccedil;&otilde;es entre economia&#150;ecologia&#150;tecnologia."(Almedia, 1994: 55)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ainda para esta autora:</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Antes de proporem instrumentos espec&iacute;ficos de pol&iacute;tica ambiental, os evolucionistas se preocupam em precisar o que se entende por uma trajet&oacute;ria de desenvolvimento ecologicamente sustent&aacute;vel. Esta envolve uma reestrutura&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica baseada na difus&atilde;o de tecnologia Ambiental, definida como: termo gen&eacute;rico que abarca uma ampla variedade de t&eacute;cnicas, processos e produtos, os quais ajudam a evitar ou limitar os danos sobre meio ambiente. Os autores fazem distin&ccedil;&atilde;o entre este tipo de tecnologia (tamb&eacute;m denominada de clean/cleaner technology) e a tecnologia de controle/redu&ccedil;&atilde;o da polui&ccedil;&atilde;o (cleaning technology). Esta basicamente cuida da remo&ccedil;&atilde;o de poluentes e, muitas vezes, apenas desloca o problema ambiental (da &aacute;gua, para o solo ou ar). Em ess&ecirc;ncia, a polui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; evitada, o que &eacute; poss&iacute;vel com a clean&#150;process&#150;integrated&#150;technology, pelas quais as conseq&uuml;&ecirc;ncias ambientais de um produto s&atilde;o pesadas desde o momento de sua concep&ccedil;&atilde;o, envolvendo desde o seu design, passando pela sele&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria prima e insumos em geral, o processo produtivo, embalagem, distribui&ccedil;&atilde;o, consumo, at&eacute; a disposi&ccedil;&atilde;o final de seus res&iacute;duos (remo&ccedil;&atilde;o, destina&ccedil;&atilde;o e reciclagem do lixo) (Almedia, 1994:57).</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para Romero &amp; Salles&#150;Filho que trabalham neste mesmo referencial te&oacute;rico, o cerne da quest&atilde;o &eacute;:</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">considera&ccedil;&otilde;es de ordem ambiental por parte dos agentes econ&ocirc;micos tendem a fazer parte de suas estrat&eacute;gias inovativas na exata medida em que signifiquem oportunidades de cria&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia para a busca de vantagens competitivas. O conceito central sobre o qual esta id&eacute;ia est&aacute; baseada &eacute; o do mecanismo evolucion&aacute;rio de busca e sele&ccedil;&atilde;o proposto por Nelson &amp; Winter (1982). Adicionalmente trabalha&#150;se com as no&ccedil;&otilde;es de trajet&oacute;ria tecnol&oacute;gica, (...) heterogeneidade interindustrial ou das firmas (Romero, 1995:10).<sup><a href="#notas">7</a></sup></font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ap&oacute;s especificar os conceitos acima referenciados, Romero &amp; Salles&#150;Filho afirmam que: "A primeira pergunta que se deve fazer &eacute;: quais s&atilde;o as rela&ccedil;&otilde;es entre inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e meio ambiente dentro de um cen&aacute;rio de fortes mudan&ccedil;as nos fatores de press&atilde;o de sele&ccedil;&atilde;o? Complementarmente, deve&#150;se questionar em que medida as demandas de natureza ambiental (de ordem social, tecnol&oacute;gica, econ&ocirc;mica) mudam as agendas de busca por inova&ccedil;&otilde;es dos agentes econ&ocirc;micos. Para responder a essas perguntas &eacute; importante ter em mente que a quest&atilde;o ambiental na atualidade assumiu uma abrang&ecirc;ncia in&eacute;dita, n&atilde;o podendo mais ser eludida como j&aacute; ocorreu em v&aacute;rios momentos da hist&oacute;ria recente.</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">(...) Essa caracter&iacute;stica hist&oacute;rica imp&otilde;e mudan&ccedil;as no comportamento dos agentes econ&ocirc;micos. At&eacute; aqui tratada como uma externalidade, uma falha de mercado que pode ser corrigida atrav&eacute;s da precifica&ccedil;&atilde;o dos recursos, a quest&atilde;o ambiental tende a 'se tornar uma condi&ccedil;&atilde;o de desenvolvimento industrial moderno' (Godard, 1993:147). &Eacute; preciso pois interpret&aacute;&#150;la como um fator de sele&ccedil;&atilde;o nos ambientes concorrenciais e dessa forma internaliz&aacute;&#150;la na an&aacute;lise econ&ocirc;mica. Em outras palavras, a partir do momento em que a busca por inova&ccedil;&otilde;es passa a se dar num ambiente seletivo que tem como um de seus delimitadores a quest&atilde;o ambiental, n&atilde;o h&aacute; porque imaginar que esse processo de busca n&atilde;o v&aacute; tomar em conta, objetivamente, a explora&ccedil;&atilde;o de trajet&oacute;rias tecnol&oacute;gicas ligadas a esse 'constrangimento' dos ambientes seletivos. E isto vale tanto para inova&ccedil;&otilde;es 'end of pipe'. como para a gera&ccedil;&atilde;o de tecnologias limpas. A l&oacute;gica interativa entre meio ambiente e inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, nesta perspectiva, &eacute; uma s&oacute;, independentemente de se tratar de mudan&ccedil;as para reduzir a polui&ccedil;&atilde;o ou deple&ccedil;&atilde;o (Romero, 1995:15).</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os autores ressaltam que a incorpora&ccedil;&atilde;o da quest&atilde;o ambiental pelo ambiente econ&ocirc;mico seletivo &eacute; tendencial. <i>Isto significa que para os referidos autores, por princ&iacute;pio n&atilde;o existe a hip&oacute;tese de que o ambiente seletivo venha a compreender a quest&atilde;o ambiental em toda a sua extens&atilde;o, mesmo porque, isto &eacute; incompat&iacute;v</i><i>el com o modo de produ&ccedil;&atilde;o capitalista. Isto s&oacute; seria poss&iacute;vel quando a atividade econ&ocirc;mica </i>passasse a se <i>sujeitar, em primeira inst&acirc;ncia, </i>&agrave;s restri&ccedil;&otilde;es <i>de ordem ecol&oacute;gica. Decorrente disto, na vis&atilde;o dos autores, n&atilde;o ha a instala&ccedil;&atilde;o de um c&iacute;rculo virtuoso que: </i><i>"quanto maior a press&atilde;o de sele&ccedil;&atilde;o, mais os agentes responderiam e melhores seriam os resultados para o meio ambiente."(Romero,1995:17).</i></font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na qualifica&ccedil;&atilde;o da press&atilde;o de sele&ccedil;&atilde;o, os autores entendem que existem dois fatores importantes, a saber: 1) os ambientes seletivos cont&ecirc;m 4 &acirc;mbitos de especificidades: dos pa&iacute;ses, dos setores , das tecnologias e dos ativos . 2) "Timing" de incorpora&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">"Do primeiro ponto decorre que os ambientes seletivos n&atilde;o s&atilde;o os mesmos para todos, ao contr&aacute;rio, os agentes econ&ocirc;micos percebem as press&otilde;es de formas distintas, segundo seu caso particular. A import&acirc;ncia das press&otilde;es ambientais diferem nos pa&iacute;ses, s&atilde;o desiguais nos setores, assumem diferen&ccedil;as segundo o tipo de tecnologias e variam imensamente de acordo com o tipo de produto (alimentos, bens de consumo dur&aacute;veis, energia, etc).</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O grau de percep&ccedil;&atilde;o do problema, assim como a cria&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es formais e t&aacute;citas que regulam o bin&ocirc;mio produ&ccedil;&atilde;o/degrada&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apenas variam enormemente segundo as especificidades acima apontadas, mas s&atilde;o fun&ccedil;&atilde;o de um certo timing, cuja natureza &eacute; tamb&eacute;m em grande parte decorrente das especificidades (problemas mais ou menos vis&iacute;veis, mais ou menos prementes), bem como dos avan&ccedil;os na formula&ccedil;&atilde;o dos problemas e na indica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es. Assim, a interpreta&ccedil;&atilde;o que vimos dando at&eacute; aqui n&atilde;o significa que a&ccedil;&atilde;o dos agentes econ&ocirc;micos na busca de inova&ccedil;&otilde;es mais amig&aacute;veis do ponto de vista dos impactos ambientais levar&aacute; a uma solu&ccedil;&atilde;o do problema. &Eacute; portanto fundamental interferir na gest&atilde;o do timing, tendo em conta os v&aacute;rios n&iacute;veis de especificidades. Como os processos s&atilde;o irrevers&iacute;veis e as press&otilde;es vari&aacute;veis, o laissez faire dificilmente deixar&aacute; de provocar o agravamento da degrada&ccedil;&atilde;o ambiental (Romero, 1995:17&#150;18).</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nesta linha de pensamento tamb&eacute;m est&atilde;o os autores Cramer e Zegvel que apontam:</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O governo pode promover a cleaner technology pela imposi&ccedil;&atilde;o cuidadosa de impostos espec&iacute;ficos sobre t&eacute;cnicas, produtos, mat&eacute;rias&#150;primas ou atividades sociais que poluem o meio ambiente. Entretanto, para que sejam efetivos, esses impostos devem satisfazer certas condi&ccedil;&otilde;es. Os impostos devem ser suficientemente altos, devem ser dirigidos para pol&iacute;ticas tecnol&oacute;gicas e ambientais de longo prazo e as receitas devem ser empregadas para a promo&ccedil;&atilde;o de cleaner technology. Essas receitas podem ser utilizadas, por exemplo, para ajudas tempor&aacute;rias para aquelas empresas que est&atilde;o preparadas para desenvolver ou aplicar novas t&eacute;cnicas de meio ambiente (Cramer,1991:465).</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os autores acima referidos atribuem um papel fundamental &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o p&uacute;blica, particularmente dos consumidores e ambientalistas, para induzir as empresas a ter um comportamento ativo no desenvolvimento das "cleaner technologies" e na pol&iacute;tica ambiental em geral.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Afirmam os autores que:</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Se a preocupa&ccedil;&atilde;o com o meio ambiente continuar a aumentar, os consumidores exigir&atilde;o padr&otilde;es crescentemente mais altos de qualidade ambiental dos produtos que compram. De fato, isto pode vir a se tornar um dos meios principais para pressionar a ind&uacute;stria a estimular a produ&ccedil;&atilde;o mais limpa. As empresas que causam muita polui&ccedil;&atilde;o adquirir&atilde;o uma imagem ruim, comprometendo as suas chances de sobreviv&ecirc;ncia. Para atingir uma sociedade sustent&aacute;vel, esta "mobiliza&ccedil;&atilde;o" espec&iacute;fica da opini&atilde;o p&uacute;blica &eacute; essencial. Por fim, para atingir a reestrutura&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria da nossa economia, o controle governamental centralizado n&atilde;o &eacute; suficiente. Solu&ccedil;&otilde;es estruturais para problemas ambientais demandam um imput ativo do p&uacute;blico (Cramer,1991:466).</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em s&iacute;ntese, poder&iacute;amos dizer que assumimos este marco te&oacute;rico porque ele aponta para a import&acirc;ncia do contexto hist&oacute;rico, do grau de percep&ccedil;&atilde;o dos problemas ambientais, da cria&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es formais e t&aacute;citas, da a&ccedil;&atilde;o do meio social na determina&ccedil;&atilde;o da ado&ccedil;&atilde;o de tecnologias, das demandas de natureza ambiental que mudam as agendas de busca por inova&ccedil;&otilde;es dos agentes econ&ocirc;micos, da quest&atilde;o ambiental que &eacute; entendida enquanto uma condi&ccedil;&atilde;o de desenvolvimento industrial moderno, do Estado que tem um papel importante neste processo, da mobiliza&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o p&uacute;blica como fator essencial para se atingir a sociedade sustent&aacute;vel. Nada a ver, portanto, com o individualismo metodol&oacute;gico.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nesta concep&ccedil;&atilde;o, a economia ecol&oacute;gica &eacute; eminentemente uma economia politizada, pois, assumimos que os limites ecol&oacute;gicos &agrave; atividades econ&ocirc;micas ser&atilde;o objetos de debates cient&iacute;fico&#150;pol&iacute;ticos democr&aacute;ticos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O debate te&oacute;rico aqui apresentado neste t&oacute;pico 3, aponta para a seguintes sugest&otilde;es de reflex&atilde;o te&oacute;rica:</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Segundo um marco te&oacute;rico originalmente elaborado por Karl Marx e posteriormente trabalhado por James O"Connor, o capital apresenta dois tipos de contradi&ccedil;&atilde;o. A primeira delas j&aacute; sobejamente conhecida &eacute; a chamada contradi&ccedil;&atilde;o "capital x trabalho". A Segunda delas se refere a contradi&ccedil;&atilde;o "capital x natureza" onde os ciclos de reprodu&ccedil;&atilde;o se d&atilde;o em escalas diferentes de tempo, o que aponta para que em determinado momento da historia do capitalismo, n&atilde;o haver&aacute; mais recursos naturais suficientes para a produ&ccedil;&atilde;o de mercadorias e a reprodu&ccedil;&atilde;o ampliada do capital. Portanto, a Segunda contradi&ccedil;&atilde;o aponta para a escassez de recursos naturais, o que restringiria a produ&ccedil;&atilde;o capitalista.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Esta segunda contradi&ccedil;&atilde;o tem uma rela&ccedil;&atilde;o direta com o desenvolvimento recente das novas tecnologias &#150; biotecnologia e nanotecnologia</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A ci&ecirc;ncia, atrav&eacute;s da biotecnologia rompeu a barreira do melhoramento gen&eacute;tico, que antes era realizado entre os componentes de uma mesma esp&eacute;cie. Com a biotecnologia se rompe a barreira entre as esp&eacute;cies de tal forma que gens de esp&eacute;cies diferentes podem ser incorporados neste processo de melhoramento gen&eacute;tico.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Com a nanotecnologia outro avan&ccedil;o cient&iacute;fico se da. Trata&#150;se da possibilidade de se juntar o org&acirc;nico com o inorg&acirc;nico, onde a parte org&acirc;nica passa a ser a fonte de energia para a parte inorg&acirc;nica. A nanotecnologia ao proporcionar a capacidade de manipula&ccedil;&atilde;o de atamos e mol&eacute;culas, tem o potencial de produzir infinitas novas composi&ccedil;&otilde;es de &aacute;tomos e mol&eacute;culas que poder&atilde;o materializar infinitos novos materiais e , quando alem disto, proporciona tamb&eacute;m a uni&atilde;o entre mateira animada e inanimada, n&atilde;o estaria colocando por terra a segunda contradi&ccedil;&atilde;o (capital x natureza) por terra?</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em s&iacute;ntese, a reflex&atilde;o te&oacute;rica que temos que realizar &eacute; no sentido de avaliarmos se os recentes avan&ccedil;os cient&iacute;ficos e tecnol&oacute;gicos expressados pela converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica (biotecnologia, nanotecnologia, tecnologia de informa&ccedil;&atilde;o, cognotecnologia) n&atilde;o suprimem a validade da segunda contradi&ccedil;&atilde;o, a contradi&ccedil;&atilde;o entre capital e natureza.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>4 Nanotecnologia, oportunidades tecnol&oacute;gicas e meio ambiente</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Eacute; neste contexto te&oacute;rico sobre as rela&ccedil;&otilde;es entre oportunidades tecnol&oacute;gicas<sup><a href="#notas">8</a></sup> e meio ambiente que vamos refletir sobre as oportunidades em nanotecnologia . Tamb&eacute;m estar&atilde;o presente as contribui&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas sobre nanotecnologia que podem ser encontradas em Suchman, M.C. Social Science and Nanotechnology. In Nanotechnology: Revolutionary Opportunities &amp; Societal Implications. EC&#150;NSF 3rd Join Workshop on Nanotechnology. Lecce, Italy, 31 January &#150; 1 February, 2002.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">De maneira geral se aponta para que a nanotecnologia ira proporcionar um menor uso de mat&eacute;rias primas e energia para a realiza&ccedil;&atilde;o dos mesmos processos e produtos j&aacute; conhecidos. Claro que fazer as mesmas coisas com menor uso de mat&eacute;rias primas e energia &eacute; muito bom para o planeta que habitamos e para os diversos ecossistemas naturais.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mas &eacute; preciso que tenhamos claro que h&aacute; dois tipos de nanotecnologia do ponto de vista de seus impactos. Em primeiro lugar temos as nanotecnologias que promovem inova&ccedil;&otilde;es incrementais. Estas s&atilde;o tecnologias que manipulam estruturas em nanoescalas de subst&acirc;ncias em macro escalas, ou dito de outra forma, subst&acirc;ncias em macroescalas que s&atilde;o manipuladas por tecnologias que interferem em suas nanoestruturas. Aqui podem ser citados nanomateriais ligados a engenharia qu&iacute;mica e de materiais. Exemplos de aplica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o os pol&iacute;meros, membranas ultrafinas, etc.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Neste caso, j&aacute; temos experi&ecirc;ncias em como trabalhar em termos de pa&iacute;ses, setores industriais, das tecnologias e dos ativos, bem como , em termos de timing de incorpora&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Trata&#150;se de detalhar isto na pol&iacute;tica industrial &#150; parte relativa a nanotecnologia &#150; indicando tamb&eacute;m seus instrumentos junto a esta pol&iacute;tica. Isto tamb&eacute;m deve ser feito junto ao Programa Nano Brasil de Nanoci&ecirc;ncia e Nanotecnologia.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Cabe ressaltar que a sociedade j&aacute; tem experi&ecirc;ncia previa com inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas incrementais e que isto serve para que tenhamos uma base mais solida para a solu&ccedil;&atilde;o de problemas decorrentes destas inova&ccedil;&otilde;es incrementais, inclusive as advindas da nanotecnologia.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em segundo lugar temos a inova&ccedil;&otilde;es revolucion&aacute;rias promovidas pela nanotecnologia. Estas compreendem as tecnologias que controem mecanismos em nanoescalas para serem usados em ambientes de macroescala. Est&atilde;o vinculadas &agrave;s nanom&aacute;quinas e as &aacute;reas de engenharia mec&acirc;nica e da rob&oacute;tica. Como exemplo podemos citar sistemas de vigil&acirc;ncia em miniatura, j&aacute; utilizados por exemplo na guerra do Iraque, materializado em avi&otilde;es n&atilde;o tripulados, manipulados desde a Calif&oacute;rnia/USA.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Neste campo n&atilde;o temos experi&ecirc;ncia em termos de como trabalhar em termos de pa&iacute;ses, setores industriais, das tecnologias e dos ativos, bem como , em termos de timing de incorpora&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na implementa&ccedil;&atilde;o das inova&ccedil;&otilde;es incrementais da nanotecnologia deveremos observar as seguintes caracter&iacute;sticas:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">a) O tempo e ambiente em que ocorrem &eacute; de suma import&acirc;ncia e s&atilde;o definidos politicamente;</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">b) Afetam tanto a ind&uacute;stria como a grande pol&iacute;tica;</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">c) Diferen&ccedil;as entre discontinuidades pr&eacute;vias (inova&ccedil;&atilde;o incremental decorrentes de outras tecnologias) e as decorrentes da nanotecnologia s&atilde;o apenas de n&iacute;veis;</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">d) As transforma&ccedil;&otilde;es nas ind&uacute;strias ser&atilde;o sempre for&ccedil;adas e de risco, porem, j&aacute; observadas em outras ocasi&otilde;es;</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">e) As pol&iacute;ticas ser&atilde;o destinadas a produtos particulares e n&atilde;o a nanotecnologia em si;</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">f) Estudos e propostas de pol&iacute;ticas ser&atilde;o elaboradas casa a caso;</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">g) Os efeitos ser&atilde;o semelhantes ao semicondutores, pol&iacute;meros sint&eacute;ticos, telecomunica&ccedil;&atilde;o sem fio, etc.</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No que toca a implementa&ccedil;&atilde;o das inova&ccedil;&otilde;es revolucion&aacute;rias advindas da nanotecnologia devemos observar as seguintes caracter&iacute;sticas:</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">a) Ir&atilde;o confrontar a sociedade com quest&otilde;es pol&iacute;ticas profundas, sem precedente, ao permitir que humanos manipulem o mundo em dimens&atilde;o nunca vista;</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">b) As nanom&aacute;quinas abrem uma nova fronteira em que n&atilde;o h&aacute; regula&ccedil;&atilde;o para se tornar segura e produtiva essa atividade;</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">c) Apresentam qualidade e propriedade distintas, que ir&atilde;o gerar novas quest&otilde;es de responsabilidade e controle que est&atilde;o ligadas a tr&ecirc;s itens: invisibilidade, locomo&ccedil;&atilde;o e auto&#150;replica&ccedil;&atilde;o;</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">d) Se faz necess&aacute;rio repensar as bases legais e as estruturas normativas da sociedade. Tr&ecirc;s aspectos s&atilde;o importantes: monitoramento, propriedade e controle.</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>5 Sociedade sustent&aacute;vel e nanotecnologia</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dois s&atilde;o os pressupostos desta reflex&atilde;o. O primeiro deles se refere a que a meta a ser atingida &eacute; a sociedade sustent&aacute;vel, caraterizada grosso modo como uma sociedade n&atilde;o capitalista, em que a quest&atilde;o ambiental &eacute; entendida como um fator de restri&ccedil;&atilde;o de primeira ordem as atividades econ&ocirc;micas. O segundo pressuposto &eacute; que a sociedade sustent&aacute;vel ser&aacute; necessariamente uma sociedade democr&aacute;tica , fundada em uma nova cidadania, de car&aacute;ter radical, pois esta ser&aacute; o produto da constitui&ccedil;&atilde;o de sujeitos sociais ativos, que levam a constru&ccedil;&atilde;o da referida cidadania "de baixo para cima" com a participa&ccedil;&atilde;o direta dos setores exclu&iacute;dod, exigindo o "direito de ter direitos".</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Entre os direitos a ter direitos pelos quais os movimentos sociais lutam e criam novos direitos, encontam&#150;se os relativos a vida, ao meio ambiente e ao trabalho, que se apresentam devidamente entrela&ccedil;ados, pois n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel a existencia de vida sadia em meio ambiente degradado, como tamb&eacute;m ambiente degradado significa a impossibilidade de popula&ccedil;&otilde;es trabalharem.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Assim, devemos ter claro que todas as a&ccedil;&otilde;es que comprometem as condi&ccedil;&otilde;es ambientais de exist&ecirc;ncia e de trabalho das popula&ccedil;&otilde;es, como por exemplo os diversos tipos de polui&ccedil;&atilde;o, atentam contra direitos ambientais de indiv&iacute;duos e coletividade.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Portanto, trata&#150;se de entender que a crise ambiental produzida por este modelo insustent&aacute;vel de desenvolvimento &eacute; a manifesta&ccedil;&atilde;o de conflitos sociais que tem a natureza por base, e que quando esta se torna expl&iacute;cita exprime a conciencia de que um direito ambiental foi amea&ccedil;ado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Essa nova ordem de valores aponta para a introdu&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios democr&aacute;ticos nas rela&ccedil;&otilde;es mediadas pela natureza. Esses princ&iacute;pios democr&aacute;ticos s&atilde;o assim descritos por Acselrad: "a igualdade no usofruto dos recursos naturais e na distribui&ccedil;&atilde;o dos custos ambientais do desenvolvimento; a liberdade de acesso aos recursos naturais, respeitados os limites f&iacute;sicos e biol&oacute;gicos da capacidade de suporte da natureza; a solidariedade das popula&ccedil;&otilde;es de compartilharem o meio ambiente comum; o respeito a diversidade da natureza e aos diferentes tipos de rela&ccedil;&atilde;o que as popula&ccedil;&otilde;es com elas estabelecem; a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade no controle das rela&ccedil;&otilde;es entre os indiv&iacute;duos e a natureza" (Acselrad, 1992:19)</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na medida em que tais princ&iacute;pios sejam observados e tenhamos clareza de que o meio ambiente &eacute; o suporte natural de vida e do trabalho das popula&ccedil;&otilde;es, estaremos restringindo de forma mais consequente a degrada&ccedil;&atilde;o do meio ambiente e, por conseq&uuml;&ecirc;ncia, assegurando os direitos dos cidad&atilde;os a vida e ao trabalho.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por outro lado, &eacute; essa nova cidadania que ir&aacute; interferir na constitui&ccedil;&atilde;o do ambiente econ&ocirc;mico que levar&aacute; a que o interesse pela busca de inova&ccedil;&otilde;es e pela constru&ccedil;&atilde;o de trajet&oacute;rias que incluam a quest&atilde;o ambiental se torne um resultado l&oacute;gico da incorpora&ccedil;&atilde;o destas (inova&ccedil;&otilde;es e trajet&oacute;rias) pelos ambientes seletivos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>6 Conclus&otilde;es preliminares</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Embora a literatura aponte para o que j&aacute; foi especificado neste trabalho, ou seja, com a nanotecnologia poder&aacute; realizar processos e produtos j&aacute; conhecidos com menos mat&eacute;ria prima e energia, &eacute; preciso analisar isto para as inova&ccedil;&otilde;es incrementais e para as inova&ccedil;&otilde;es revolucion&aacute;rias. A partir do marco te&oacute;rico especificado no item nanotecnologia e oportunidades tecnol&oacute;gicas deve&#150;se refletir sobre como agir para que as inova&ccedil;&otilde;es incrementais e revolucion&aacute;rias tornem&#150;se uma "restri&ccedil;&atilde;o direcional" para que as empresas em seus processos de busca e sele&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias adotem aquelas que sejam ambientalmente corretas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tamb&eacute;m &eacute; preciso analisar as inova&ccedil;&otilde;es nanotecnol&oacute;gicas em rela&ccedil;&atilde;o a quest&atilde;o da sustentabilidade do planeta como um todo e/ou com rela&ccedil;&atilde;o a um ecossistema espec&iacute;fico. Isto se faz necess&aacute;rio para que possamos dimensionar a "muchila ecol&oacute;gica" que leva consigo um determinado produto que contenha componentes nanotecnol&oacute;gico. Exemplo disto &eacute; um chip de micro computador que carrega consigo uma "mochila ecol&oacute;gica" de 20k. Seria este processo sustent&aacute;vel do ponto de vista ambiental para determinado ecossistema natural ou para o planeta como um todo?</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na medida que no caso da nanotecnologia o tamanho da part&iacute;cula importa, pois, um mesmo elemento qu&iacute;mico em dimens&otilde;es macro tem comportamentos (f&iacute;sico, qu&iacute;mico, el&eacute;trico, etc) distintos quando se encontra em tamanho nano, por isto, aquilo que j&aacute; sabemos sobre as intera&ccedil;&otilde;es entre um elemento qu&iacute;mico e o meio ambiente, n&atilde;o podem ser transpostos mecanicamente para caso das nanoparticulas de um elemento qu&iacute;mico e suas intera&ccedil;&otilde;es com o meio ambiente. As pesquisas sobre os impactos das nanoparticulas no meio ambiente est&atilde;o se iniciando em ritmo de tartaruga, n&atilde;o h&aacute; ainda qualquer estudo conclusivo para qualquer elemento qu&iacute;mico. Portanto, aqui trata&#150;se de aplicar o principio da precau&ccedil;&atilde;o, antes de mais nada, e exigir que sejam desenvolvidas de forma concomitante pesquisas que levem a inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas advindas da nanotecnologia e pesquisas que levem a estudos toxicol&oacute;gicos e ecotoxicol&oacute;gicos devido ao uso e disposi&ccedil;&atilde;o destas nanoparticulas nos ecossistemas naturais.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Bibliograf&iacute;a</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Alier, J. M. (1995) <i>De la economia ecol&oacute;gica al ecologismo popular. </i>Montevideo, Ed. Nordan&#150;Comunidad. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658698&pid=S0188-4557200900020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Almeida, L. (1994) "T. Instrumentos de Pol&iacute;tica Ambiental: Debate Internacional e Quest&otilde;es para o Brasil". Campinas, IE/Unicamp, disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658699&pid=S0188-4557200900020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Acselrad, H. (1992) <i>Meio Ambiente e Democracia. Rio de Janeiro, </i>IBASE, pp19. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658700&pid=S0188-4557200900020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Comiss&atilde;o Europ&eacute;ia. Nanotecnologias, (2004) Inova&ccedil;&otilde;es para o Mundo de Amanh&atilde;. Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Investiga&ccedil;&atilde;o, Bruxelas. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658701&pid=S0188-4557200900020001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Cramer, J. &amp; Zegveld, W.C.L. (1991) "The Future Role of Technology in Environment Managemennt". <i>Future, </i>vol. 23, n.5, p.465 </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658702&pid=S0188-4557200900020001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Elster,  J.   M.   (2005) "Hoje".   S&atilde;o   Paulo,   Ed.   Paz  e  Terra,   1989,   Grupo   ETC. Nanotecnologia. Os Riscos da Tecnologia do Futuro. L &amp; PM Editores. Porto Alegre. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658703&pid=S0188-4557200900020001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Martins,   P.   R.   (coord),   (2005) <i>Nanotectnologia,  Sociedade  e  Meio Ambiente. </i>Associa&ccedil;&atilde;o Editorial Humanitas, S&atilde;o Paulo. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658704&pid=S0188-4557200900020001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;(coord), (2006) <i>Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente. </i>Trabalhos apresentados no segundo semin&aacute;rio internacional. S&atilde;o Paulo, Xama Editora. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658705&pid=S0188-4557200900020001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;(coord), (2007) <i>Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente em S&atilde;o Paulo, </i><i>Minas Gerais e Distrito Federal. </i>S&atilde;o Paulo, Xama Editora.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658706&pid=S0188-4557200900020001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;(coord)   (2007)  <i>A  Revolu&ccedil;&atilde;o  Invis&iacute;vel:  Desenvolvimento  Recente   da </i><i>Nanotecnologia no Brasil. </i></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658707&pid=S0188-4557200900020001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Marx, K. O, (1983) <i>Capital. </i>Livros I, II e III. Sao Paulo, Abril Cultural. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658708&pid=S0188-4557200900020001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">O'connor, J. (1998) <i>Natural Causes: Essays in Ecological Marxism. </i>New York, The Guilford Press. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658709&pid=S0188-4557200900020001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Romero, A. Salles F. S. (1995) "Din&acirc;mica de Inova&ccedil;&otilde;es sob Restri&ccedil;&otilde;es Ambientais". <i>Campinas,   </i>I  Semin&aacute;rio  de  Economia  do Meio  Ambiente  do   Instituto  de Economia da Unicamp, mimeog </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658710&pid=S0188-4557200900020001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Suchman, M.C. (2002) "Social Science and Nanotechnology", en <i>Nanotechnology: </i><i>Revolutionary  Opportunities &amp; Societal Implications. </i>EC&#150;NSF  3rd  Join Workshop on Nanotechnology. Lecce, Italy, 31 January &#150; 1 February </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658711&pid=S0188-4557200900020001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">The Royal Society. (2004) <i>Nanoscience and Nanotechnologies: Opportunities and </i><i>Incertanties.</i></font><font face="verdana" size="2">The Royal Society Publications. London. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658712&pid=S0188-4557200900020001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Wood, S. et al. (2003) <i>The Social and Economic Challenges of Nanotechnology. </i>ESRC, London.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658713&pid=S0188-4557200900020001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i><a name="notas"></a></i><b>NOTAS</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup> Morin, Edgard. <i>Por uma globaliza&ccedil;&atilde;o plural. </i>Folha De S&atilde;o Paulo Domingo, 31/3/02, p.a16.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup> Martins, Paulo R. <i>Por Uma Pol&iacute;tica Ecoindustrial. In O desafio da Sustentabilidade. Um debate socioambiental no Brasil, </i>Silva, Marina et all (org) S&atilde;o Paulo, Ed. Funda&ccedil;&atilde;o Perseu Abramo, 2000, p.111.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup> M&Aacute;RIO QUINTANA &#150; ESPELHO M&Aacute;GICO. <A href=http://www.pensador.info/autor/Mario_Quintana target="_blank">http://www.pensador.info/autor/Mario_Quintana</A></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup> Martins, Paulo R. <i>Por Uma Pol&iacute;tica Ecoindustrial. In O desafio da Sustentabilidade. Um debate socioambiental no Brasil, </i>Silva, Marina et all (org) S&atilde;o Paulo, Ed. Funda&ccedil;&atilde;o Perseu Abramo, 2000, p.111</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup> Quintana, M&aacute;rio. Poeminha do Contra <A href=http://www.pensador.info/autor/Mario_Quintana/3/ target="_blank">http://www.pensador.info/autor/Mario_Quintana/3</A></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>6</sup> O processo industrial que criou uma s&eacute;rie de externalidades negativas, tamb&eacute;m criou outras de car&aacute;ter positivos no caso da cidade de S&atilde;o Paulo, cuja base industrial foi o alicerce para que esta se tornasse uma cidade informacional, um centro internacional de servi&ccedil;os, conforme constata Milton Santos no seu livro "Por uma economia pol&iacute;tica da cidade."</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>7</sup> Os autores se fundamentaram em: (Nelson &amp; Winter, 1982: Dosi, 1984), (Pavitt, 1984; Dosi et alii, 1990; Bell &amp; Pavitt, 1993) ; (Penrose, 1971; Chandler, 1962; Teece et alii, 1992; Dosi <i>&amp; </i>Malerba,1995).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>8</sup> O entendimento sobre o significado desta express&atilde;o encontra&#150;se descrito no inicio do t&oacute;pico 3, pag 12</font></p>      ]]></body><back>
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