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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Usos múltiplos de plantas do Cerrado: um estudo etnobotânico na comunidade sitio Pindura, Rosário oeste, Mato Grosso, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Los usos múltiples de las plantas de Sabana: un estudio de la comunidad "Sitio Pindura", Rosário Oeste, Mato Grosso, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Debido al impacto causado por la agropecuaria y por el acelerado proceso de industrialización, la flora de las sabanas está siendo profundamente alterada, así como la cultura popular de este bioma por el avance de la cultura moderna. En este contexto el presente trabajo tiene el objetivo de ampliar el conocimiento sobre las especies y familias botánicas con potencial de uso en el cerrado dentro del contexto etnobotánico que presupone la relación establecida entre seres humanos y plantas. Este estudio fue realizado en la comunidad "Sítio Pindura", en el municipio de Rosário Oeste, Mato Grosso, Brasil (lat. 14° 49' 41" S, e long. 56° 24' 51" W). Para la colecta de datos fue utilizada la técnica snow ball, donde fueron entrevistados 35 informantes, en entrevistas semiestructuradas, cuestionarios y recorrido de trillas en la región con habitantes de la comunidad. Fueron catalogadas 142 especies, pertenecientes a 123 géneros y distribuidas en 60 famílias botánicas. Las especies vegetales fueron incluidas en diversas categorías de uso, tales como: medicinal, alimentaria, leña, construcción, vigas y cercas, entre otras. La comunidad reveló un gran conocimiento sobre la flora de la sabana, a través de la intensa utilización de plantas nativas en su cotidiano. Así, los datos reflejan que este saber local sobre los recursos vegetales de las sabana tiene origen en las adaptaciones humanas e interacciones con el ecosistema, conocimiento adquirido a través de observaciones y vivencias con el medio ambiente, posibilitando un saber ecológico que se materializa en sus prácticas cotidianas.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Flora]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>Usos m&uacute;ltiplos de plantas do Cerrado: um estudo etnobot&acirc;nico na comunidade sitio Pindura, Ros&aacute;rio oeste, Mato Grosso, Brasil </b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="3"><b>Los usos m&uacute;ltiples de las plantas de Sabana: un estudio de la comunidad "Sitio Pindura", Ros&aacute;rio Oeste, Mato Grosso, Brasil</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>D&eacute;borah Lu&iacute;za Moreira<a href="#notas">*</a> , Germano Guarim&#150;Neto</b></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Depto. de Bot&acirc;nica e Ecologia. Instituto de Bioci&ecirc;ncias. Universidade Federal de Mato Grosso. 78 060&#150;900 &#150; Cuiab&aacute; &#150; MT. </i>Correio eletr&ocirc;nico: <a href="mailto:demoreiranx@yahoo.com.br">demoreiranx@yahoo.com.br</a>; <a href="mailto:guarim@ufmt.br">guarim@ufmt.br</a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Recibido: 18 enero 2008    <br> Aceptado: 7 enero 2009</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em virtude do impacto causado pela agropecu&aacute;ria e pelo acelerado processo de industrializa&ccedil;&atilde;o, a flora do Cerrado vem sendo profundamente alterada, assim como a cultura popular das pessoas que vivem desse bioma, pelo avan&ccedil;o da cultura moderna. Neste contexto, sob o enfoque da etnobot&acirc;nica, o presente trabalho tem o objetivo de ampliar o conhecimento sobre as esp&eacute;cies e fam&iacute;lias bot&acirc;nicas com potencial de uso no cerrado. A presente pesquisa foi realizada na Comunidade S&iacute;tio Pindura, no Munic&iacute;pio de Ros&aacute;rio Oeste, Mato Grosso, Brasil (lat. 14&deg; 49' 41" S, e long. 56&deg; 24<sup>' </sup>51" W). Foi utilizada a t&eacute;cnica de "bola de neve" (snow ball), para a escolha dos 35 informantes. Para coleta dos dados foram usadas entrevistas semi&#150;estruturadas, question&aacute;rios, e percursos em trilhas no cerrado com moradores da Comunidade. No levantamento etnobot&acirc;nico foram catalogadas 142 esp&eacute;cies, pertencentes a 123 g&ecirc;neros e distribu&iacute;das em 60 fam&iacute;lias bot&acirc;nicas. As esp&eacute;cies vegetais foram inclusas em diversas categorias de uso, tais como: alimentar, constru&ccedil;&atilde;o civil, lenha, medicinal, mour&otilde;es e cercas, entre outras. Foi constatado um grande conhecimento sobre a flora do cerrado, atrav&eacute;s da intensa utiliza&ccedil;&atilde;o de plantas nativas pelos moradores locais. O saber local sobre os recursos vegetais do cerrado tem origem nas adapta&ccedil;&otilde;es humanas e intera&ccedil;&otilde;es com o ecossistema, conhecimento adquirido atrav&eacute;s de observa&ccedil;&otilde;es e viv&ecirc;ncias com o meio ambiente, e que possibilita um saber ecol&oacute;gico que &eacute; materializado em suas pr&aacute;ticas cotidianas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#150;chave: </b>Flora, Cerrado, M&uacute;ltiplos usos, Etnobot&acirc;nica.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumen</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Debido al impacto causado por la agropecuaria y por el acelerado proceso de industrializaci&oacute;n, la flora de las sabanas est&aacute; siendo profundamente alterada, as&iacute; como la cultura popular de este bioma por el avance de la cultura moderna. En este contexto el presente trabajo tiene el objetivo de ampliar el conocimiento sobre las especies y familias bot&aacute;nicas con potencial de uso en el cerrado dentro del contexto etnobot&aacute;nico que presupone la relaci&oacute;n establecida entre seres humanos y plantas. Este estudio fue realizado en la comunidad "S&iacute;tio Pindura", en el municipio de Ros&aacute;rio Oeste, Mato Grosso, Brasil (lat. 14&deg; 49' 41" S, e long. 56&deg; 24' 51" W). Para la colecta de datos fue utilizada la t&eacute;cnica <i>snow ball, </i>donde fueron entrevistados 35 informantes, en entrevistas semiestructuradas, cuestionarios y recorrido de trillas en la regi&oacute;n con habitantes de la comunidad. Fueron catalogadas 142 especies, pertenecientes a 123 g&eacute;neros y distribuidas en 60 fam&iacute;lias bot&aacute;nicas. Las especies vegetales fueron incluidas en diversas categor&iacute;as de uso, tales como: medicinal, alimentaria, le&ntilde;a, construcci&oacute;n, vigas y cercas, entre otras. La comunidad revel&oacute; un gran conocimiento sobre la flora de la sabana, a trav&eacute;s de la intensa utilizaci&oacute;n de plantas nativas en su cotidiano. As&iacute;, los datos reflejan que este saber local sobre los recursos vegetales de las sabana tiene origen en las adaptaciones humanas e interacciones con el ecosistema, conocimiento adquirido a trav&eacute;s de observaciones y vivencias con el medio ambiente, posibilitando un saber ecol&oacute;gico que se materializa en sus pr&aacute;cticas cotidianas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palabras clave: </b>flora, sabana, usos m&uacute;ltiples, etnobot&aacute;nica.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O bioma cerrado est&aacute; localizado basicamente no planalto central do Brasil e &eacute; o segundo maior bioma do pa&iacute;s em &aacute;rea, apenas superado pela floresta amaz&ocirc;nica (Ribeiro &amp; Walter, 1998). Segundo Mendon&ccedil;a <i>et al. </i>(1998) este bioma possui uma flora estimada em sete mil esp&eacute;cies.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Entretanto, o crescimento populacional e a demanda por mais alimentos, associados &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es edafo&#150;clim&aacute;ticas favor&aacute;veis do cerrado, transformou essa regi&atilde;o em importante &aacute;rea para atividades agropecu&aacute;rias. O ritmo acelerado desta a&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas tem levado &agrave; perda de material gen&eacute;tico vegetal nativo, praticamente desconhecido do ponto de vista cient&iacute;fico (Viera &amp; Martins, 2000).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ainda h&aacute; necessidade de estudos voltados para a identifica&ccedil;&atilde;o de plantas potencialmente &uacute;teis do cerrado, principalmente quando comparada &agrave; diversidade e &agrave; &aacute;rea ocupada. O desconhecimento de sua riqueza e possibilidades s&atilde;o graves lacunas, especialmente quando Ratter <i>et al. </i>(1997) estimam que cerca de 40% do bioma j&aacute; tenha sido devastado e Kaplan <i>et al. </i>(1994) mostram que o cerrado possui somente 1.5% de sua extens&atilde;o protegida por lei, sendo atualmente a vegeta&ccedil;&atilde;o em maior risco no Brasil. &Eacute; preciso considerar que os recursos vegetais encontrados neste bioma, uma vez extintos, estar&atilde;o indispon&iacute;veis &agrave;s futuras gera&ccedil;&otilde;es. Entre estes, por exemplo, podese considerar o recurso terap&ecirc;utico oferecido pelas plantas medicinais (Guarim&#150;Neto &amp; Morais, 2003).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Guarim Neto (2001) ressalta que o cerrado no estado do Mato Grosso apresentase ainda repleto de possibilidades de aproveitamento dos seus recursos vegetais, e os primeiros detentores desse conhecimento bot&acirc;nico s&atilde;o as popula&ccedil;&otilde;es locais que utilizam desses recursos vegetais.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em virtude do impacto causado pela agropecu&aacute;ria e pelo acelerado processo de industrializa&ccedil;&atilde;o, a flora do cerrado vem sendo reduzida, assim como a rica cultura popular, pelo pr&oacute;prio avan&ccedil;o da cultura moderna.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Neste contexto este trabalho tem o objetivo de ampliar o conhecimento sobre as esp&eacute;cies e fam&iacute;lias bot&acirc;nicas com potencial de uso no cerrado, tornando esta informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel a posteriores pesquisas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <b>&Aacute;rea de estudo</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O presente estudo foi realizado em uma zona rural conhecida por S&iacute;tio (comunidade) Pindura, distante cerca de 24 km da sede de Ros&aacute;rio Oeste, Mato Grosso, Brasil. O munic&iacute;pio de Ros&aacute;rio Oeste pertence &agrave; mesorregi&atilde;o Centro&#150;Sul Mato&#150;grossense, distante aproximadamente 124 km da Capital, Cuiab&aacute;, trafegando pela BR&#150;163. Apresenta uma &aacute;rea de 8 530.37 km<sup>2</sup> de superficie territtorial, localizandose geograficamente entre 14&deg;50'10"S de latitude e 56&deg;25'39"W de longitude, a 192 m de altitude.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O n&uacute;mero de habitantes est&aacute; em torno de 18.450 com densidade demografica de 2.17 hab/Km<sup>2</sup>, sendo que 43% da popula&ccedil;&atilde;o est&atilde;o concentrados em zona rural (IBGE, 2000). As principais atividades econ&ocirc;micas do munic&iacute;pio s&atilde;o baseadas na agropecu&aacute;ria, acentuandose o cultivo de arroz e milho, havendo, em menor escala, atividades n&atilde;o econ&ocirc;micas como a agricultura de subsist&ecirc;ncia (Ferreira, 2001).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A forma&ccedil;&atilde;o geol&oacute;gica do munic&iacute;pio caracterizase por coberturas dobradas do Proteroz&oacute;ico, Grupo Alto Paraguai e Cuiab&aacute;. Os solos predominantes s&atilde;o Podz&oacute;lico vermelho amarelo (Tb Eutr&oacute;fico abr&uacute;ptico A moderado, textura m&eacute;dia/argilosa, relevo suave ondulado) e Cambissolo (Tb &Aacute;lico A moderado, textura m&eacute;dia, relevo suave ondulado). O relevo &eacute; do planalto dos Guimar&atilde;es, depress&atilde;o rio Paraguai, prov&iacute;ncia serrana, calha do rio Cuiab&aacute; (Ferreira, 2001).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A bacia hidrogr&aacute;fica relacionase as grandes bacias do Amazonas como a bacia do Prata Miranda &amp; Amorim (2000). O munic&iacute;pio abriga as cabeceiras mais altas do importante rio Cuiab&aacute;. O clima &eacute; tropical quente e sub&uacute;mido, com per&iacute;odo de 5 meses de seca, a temperatura m&eacute;dia anual &eacute; em torno dos 24&deg; C e a precipita&ccedil;&atilde;o anual em torno de 2000 mm. Pela classifica&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica de K&ouml;ppen podese caracterizar o clima local em Tropical de Savana (Aw).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Entre as fisionomias componentes do cerrado do munic&iacute;pio de Ros&aacute;rio Oeste est&atilde;o o cerrado (stricto sensu), o cerrado de encosta, o  cerrad&atilde;o, o campo&#150;limpo, o campo&#150;sujo, a mata ciliar (de cursos d'&aacute;gua no cerrado, tempor&aacute;rios; das margens do rio Cuiab&aacute;, com fei&ccedil;&atilde;o florestal), a vereda/buritizal, o campo &uacute;mido, o campo de murundus (Guarim Neto <i>et al., </i>2007).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>M&eacute;todos de coleta de dados</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Foram utilizadas t&eacute;cnicas etnogr&aacute;ficas correntes, sendo priorizado uma abordagem qualitativa na coleta de dados. Usando question&aacute;rios estruturados, entrevistas semi&#150;estruturadas e percursos em trilhas no cerrado, realizada com os moradores, di&aacute;rio de campo e grava&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As categorias de uso amostradas na <a href="/img/revistas/polib/n27/html/a10tabla1.htm" target="_blank">Tabela 1</a> e a aplicabilidade terap&ecirc;utica das esp&eacute;cies medicinais tratada na <a href="/img/revistas/polib/n27/html/a10tabla2.htm" target="_blank">Tabela 2</a> seguiram a classifica&ccedil;&atilde;o &ecirc;mica.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No protocolo de campo, inicialmente foi feita uma visita para o reconhecimento da &aacute;rea de estudo, com o intuito de contatar moradores da comunidade para o desenvolvimento do estudo.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Foram entrevistados 35 informantes, inclu&iacute;dos na amostra atrav&eacute;s da t&eacute;cnica de bola de neve (snow ball) (Thiollent, 1994, Becker, 1993). Foram priorizados atores sociais como raizeiros, benzedeiras, antigas parteiras, pessoas idosas e antigos moradores, com base nos pressupostos etnobot&acirc;nicos de Martin (1995) e Alexiades (1996), que estabelecem crit&eacute;rios e formas dessa obten&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As visitas aos domic&iacute;lios ocorreram nos per&iacute;odos matutino e vespertino, e as entrevistas foram feitas de forma individual, na resid&ecirc;ncia dos informantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ao utilizar os recursos vegetais o ser humano estabelece uma rela&ccedil;&atilde;o com o ambiente, elaborando um conceito pr&oacute;prio de seus elementos, definindo as rela&ccedil;&otilde;es etnoecol&oacute;gicas locais entre ele e o ecossistema, atrav&eacute;s da valora&ccedil;&atilde;o que d&aacute; as plantas. A relativa import&acirc;ncia de cada uso para as plantas que conhece e que maneja s&atilde;o expressas por informa&ccedil;&otilde;es que apontam o grau de consenso entre os informantes para determinada esp&eacute;cie vegetal, ou seja, o valor de uso, refletindo as prefer&ecirc;ncias das esp&eacute;cies mencionadas para os diversos usos particulares. Informa&ccedil;&otilde;es consensuais de valor de uso refletem a import&acirc;ncia de cada uso ou esp&eacute;cie por informante, visto que, em um maior n&uacute;mero de situa&ccedil;&otilde;es, &eacute; razo&aacute;vel assumir que o aumento de evidencia sobre um dado uso ou planta refletir&aacute;, provavelmente, na men&ccedil;&atilde;o destes (Phillips, 1996).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">"Valor de uso de cada esp&eacute;cie" (<b>VUsp</b>) representa a import&acirc;ncia cultural das esp&eacute;cies.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para calcular o "valor de uso" empregouse:</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">a. O "valor de uso de cada esp&eacute;cie" (sp) por cada informante <i>(<b>i</b>), </i>dado como:</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/polib/n27/a10s1.jpg"></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Onde, <i><b>Uspi</b> </i>&eacute; o n&uacute;mero de usos mencionados por informante <b>i</b> por esp&eacute;cie sp em cada evento, e <i><b>nspi</b> </i>&eacute; o n&uacute;mero de eventos com o informante <i><b>i</b> </i>por esp&eacute;cie sp.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">b. O "valor de uso global de cada esp&eacute;cie" (<b>VUsp</b>), dado como:</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/polib/n27/a10s2.jpg"></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Onde, <b>ns</b> &eacute; o numero de informantes entrevistado por cada esp&eacute;cie.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O valor de uso global das esp&eacute;cies foi calculado somente para planta citada por mais de um ator social.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O material bot&acirc;nico n&atilde;o identificado em campo foi identificado por meio de consulta a especialista, por meio de bibliografias especializadas e atrav&eacute;s da compara&ccedil;&atilde;o com excicatas do Herb&aacute;rio da Universidade Federal de Mato Grosso. A grafia dos taxa e dos autores foi conferida por meio da consulta &agrave; base de dados do Missouri Botanical Garden.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No levantamento etnobot&acirc;nico foram catalogadas 142 esp&eacute;cies do cerrado, pertencentes a 123 g&ecirc;neros e distribu&iacute;das em 60 fam&iacute;lias. A fam&iacute;lia bot&acirc;nica com maior n&uacute;mero de esp&eacute;cies foi Fabaceae (19 esp&eacute;cies), seguida de Bignoniaceae (7 esp&eacute;cies) e Apocynaceae e Vochysiaceae com seis esp&eacute;cies cada (<a href="/img/revistas/polib/n27/html/a10tabla1.htm" target="_blank">tabela 1</a>).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As esp&eacute;cies vegetais catalogadas foram inclusas em diversas categorias de uso, tais como: medicinal, alimentar, lenha, constru&ccedil;&atilde;o, mour&otilde;es/cercas, moveis e utens&iacute;lio (<a href="#f1">Fig. 1</a>). As categorias nas quais as plantas foram agrupadas correspondem &agrave;s categorias &eacute;ticas, nomeadas pelos pesquisadores.</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="f1"></a></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/polib/n27/a10f1.jpg"></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A categoria de uso mais representativa foi a medicinal (122 esp&eacute;cies), como <i>Camarea ericoides </i>A. St.&#150;Hil.(arnica), <i>Palicourea xanthophylla </i>M. Arg. (douradinha), <i>Simaba ferruginea </i>A. St.&#150;Hil. (calunga), seguindose as esp&eacute;cies com uso alimentar (21 esp&eacute;cies), como <i>Hancornia speciosa </i>B.A. Gomes (mangaba), <i>Eugenia dysenterica </i>DC. (orvalho), <i>Ecclinusa ramiflora </i>Mart, (fruta&#150;banana) e para lenha (21 esp&eacute;cies), como <i>Anadenanthera falcata </i>(Benth.) Speg. (angico), <i>Byrsonima coccolobifolia </i>Kunth (semaneira), <i>Dipteryx alata </i>Vogel (cumbaru). Sendo que 45 esp&eacute;cies pertencem a mais de uma categoria de uso.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As esp&eacute;cies usadas com finalidades medicinais muitas vezes pertencem tamb&eacute;m a outras categorias. Entre estas podemos citar <i>Dipteryx alata </i>Vogel (cumbaru), <i>Anadenanthera falcata </i>(Benth.) Speg. (angico), <i>Hancornia speciosa </i>B.A. Gomes (mangaba), mostrando assim uma multiplicidade de usos e maximiza&ccedil;&atilde;o do recurso. A categoria medicinal &eacute; representativa em trabalhos realizados no estado de Mato Grosso, como apontam van den Berg (1980), Guarim Neto (1984; 1987; 1996), Duarte (2001), Morais (2003) e Xavier (2005).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Guarim Neto (1985) ressalta o potencial da flora do cerrado do Estado de Mato Grosso, considerando o uso das esp&eacute;cies vegetais com diferentes finalidades, tais como, utiliza&ccedil;&atilde;o da madeira, o valor medicinal e as com frutos comest&iacute;veis.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">A Comunidade utiliza as esp&eacute;cies do cerrado com diversas finalidades, fazendo desde a extra&ccedil;&atilde;o de rem&eacute;dios como quina <i>(Strychnospseudoquina </i>A. St.&#150;Hil.), arnica <i>(Camarea ericoides </i>A. St.&#150;Hil.), mangava&#150;brava <i>(Lafoensiapacari </i>A. St.&#150;Hil.), a coleta de frutos tais como o orvalho <i>(Eugenia dysenterica </i>DC.), a mangaba <i>(Hancornia speciosa </i>B.A. Gomes) o piqui <i>(Caryocar brasiliense </i>Cambess.), o uso de lenha, como a semaneira <i>(Byrsonima coccolobifolia </i>Kunth, <i>Byrsonima verbascifolia </i>(L.) Rich, ex Juss.), o angico <i>(Anadenanthera falcata </i>(Benth.) Speg.), e a fabrica&ccedil;&atilde;o de utens&iacute;lios dom&eacute;sticos como peneiras e vassouras, utilizando o buriti <i>(Mauritia flexuosa </i>L.) e a bocai&uacute;va <i>(Acrocomia aculeata </i>(Jacq.) Lodd. ex Mart.) como mat&eacute;rias primas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Vale salientar a import&acirc;ncia das esp&eacute;cies arbustivas e arb&oacute;reas como fonte de combust&atilde;o (lenha), para preparar os alimentos. A busca da lenha no cerrado em geral &eacute; uma atividade feminina. As mulheres coletam ramos ca&iacute;dos no solo, confeccionando feixes desse material, que s&atilde;o amarrados e carregados at&eacute; a moradia sob os bra&ccedil;os ou na cabe&ccedil;a, esta protegida por pequena rodilha de tecido, para n&atilde;o machucar.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Atualmente, um dos grandes problemas das comunidades tradicionais do Centro&#150;Oeste do Brasil, &eacute; a aus&ecirc;ncia de seguran&ccedil;a alimentar, refor&ccedil;ada pela falta de mecanismos que promovam a gera&ccedil;&atilde;o de renda. Neste contexto o cerrado apresenta uma grande riqueza de esp&eacute;cies negligenciadas que podem ser consideradas "plantas do futuro" (Agostini&#150;Costa <i>et al., </i>2006).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dentre as esp&eacute;cies nativas citadas para uso alimentar destacamse o piqui <i>(Caryocar brasiliense </i>Cambess), a mangaba <i>(Hancornia speciosa </i>B.A. Gomes), o buriti <i>(Mauritia flexuosa </i>L.), o orvalho <i>(Eugenia dysenterica </i>Dc.), a fruta&#150;banana <i>(Ecclinusa ramiflora </i>Mart.) muito apreciados pelos moradores, sendo obtidos atrav&eacute;s do extrativismo. As frutas do cerrado complementam a dieta alimentar do sitiante. Siqueira (1981); Guarim Neto (1985); Almeida &amp; Silva (1994); Almeida <i>et al. </i>(1998); Proen&ccedil;a et al. (2000) validam o potencial econ&ocirc;mico das esp&eacute;cies frut&iacute;feras do cerrado para a vida e economia das popula&ccedil;&otilde;es humanas que habitam essas &aacute;reas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Como planta t&oacute;xica foi apontada apenas a planta denominada popularmente de p&eacute;de&#150;perdiz <i>(Simarouba versicolor A. </i>St.&#150;Hil.) que de acordo com os entrevistados n&atilde;o tem nenhuma utilidade. . "...P&eacute;de&#150;perdiz n&atilde;o presta pra nada, esse &eacute; veneno, n&atilde;o presta pra rem&eacute;dio nem pra madeira, a lenha dele se a fuma&ccedil;a for no olho cega..." (mulher, 76 anos).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os recursos vegetais do cerrado t&ecirc;m um papel importante na vida dos membros da comunidade pela diversidade de usos, manifestada na quantidade de esp&eacute;cies potencialmente econ&ocirc;micas que inclui as aliment&iacute;cias, artesanal, medicinais, forrageiras, madeireiras, ole&iacute;feras, entre outros.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A riqueza de esp&eacute;cies do cerrado tanto da flora quanto da fauna &eacute; muito expressiva, representando cerca de 30% da biodiversidade brasileira (Eiten 1972; Ribeiro &amp; Walter, 1998). O cerrado brasileiro est&aacute; entre os biomas de maior diversidade flor&iacute;stica do planeta com 6.249 esp&eacute;cies de plantas vasculares registradas at&eacute; o momento (Mendon&ccedil;a <i>et al., </i>1998). Entretanto, em fun&ccedil;&atilde;o da facilidade de desmatamento, boas condi&ccedil;&otilde;es de topografia e tipo de terreno, o cerrado representa a principal regi&atilde;o brasileira, produtora de gr&atilde;os e gado de corte. Com a ocupa&ccedil;&atilde;o das terras do cerrado para a produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola mecanizada, as &aacute;reas nativas v&ecirc;m sendo removidas em uma escala muito acelerada (Aguiar &amp; Camargo, 2004). Myers <i>et al. </i>(2000) apontam que nada menos do que 80% da &aacute;rea original do cerrado j&aacute; devem ter sido convertidas para &aacute;reas antr&oacute;picas, restando apenas 20% de &aacute;reas consideradas originais ou pouco perturbadas. Tal situa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m pode ser percebida nos remanescentes de cerrado do munic&iacute;pio e Ros&aacute;rio Oeste, onde a necessidade de implanta&ccedil;&atilde;o de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o de uso sustent&aacute;vel &eacute; extremamente necess&aacute;ria e urgente.</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/polib/n27/a10f2.jpg"></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As plantas medicinais &#150; Os entrevistados demonstraram um vasto conhecimento sobre plantas do cerrado com potencial medicinal, manifestado atrav&eacute;s das diferentes experi&ecirc;ncias pr&aacute;ticas do cotidiano. A vegeta&ccedil;&atilde;o &eacute; percebida como fonte vital para a Comunidade, sendo um importante componente da paisagem do S&iacute;tio Pindura. Podese observar que o uso de plantas como medicamentos &eacute; antigo, constituindo parte integrante da cultura local, que &eacute; mantida e perpetuada entre seus membros.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nesta categoria de uso, foram catalogadas 122 esp&eacute;cies, distribu&iacute;das em 109 g&ecirc;neros e 59 fam&iacute;lias bot&acirc;nicas (<a href="/img/revistas/polib/n27/html/a10tabla2.htm" target="_blank">Tab. 2</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Entre as plantas medicinais, a fam&iacute;lia bot&acirc;nica com maior n&uacute;mero de esp&eacute;cies citadas foi Fabaceae (17), seguida de Bignoniaceae (7), Rubiaceae (6) e Vochysiaceae(6).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Percebese que este saber sobre as utilidades da flora &eacute; din&acirc;mico, sendo fortemente transmitido atrav&eacute;s da oralidade, residindo a&iacute; tamb&eacute;m um dos motivos da import&acirc;ncia do registro escrito deste conhecimento, necess&aacute;rio para a manuten&ccedil;&atilde;o de um saber local consolidado no cotidiano das viv&ecirc;ncias e experi&ecirc;ncias humanas. Os entrevistados demonstraram grande respeito aos poderes curativos das plantas, como abaixo transcrito:</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">"... todas as plantas deve ter alguma serventia, deve servir como rem&eacute;dio pra curar alguma doen&ccedil;a, agente que n&atilde;o sabe, se t&aacute; aqui &eacute; porque &eacute; boa e servem pra alguma coisa..." (mulher, 76 anos).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Entre os entrevistados, cada esp&eacute;cie possui uma forma de uso, que envolve desde a parte coletada at&eacute; a forma e per&iacute;odo do dia e esta&ccedil;&atilde;o a ser colhida:</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> "... para tirar a &aacute;gua da emba&uacute;ba tem que fazer pra tirar a &aacute;gua da emba&uacute;ba tem que fazer um furo de tardinha na casca, e colocar uma vasilha pra aparar a &aacute;gua, e s&oacute; tirar cedinho, tem de ser no inicio da seca que &eacute; quando tem mais &aacute;gua..." (mulher, 69 anos).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As principais partes das plantas citadas para o preparo de rem&eacute;dios caseiros foram a casca, a folha e a raiz (<a href="/img/revistas/polib/n27/a10f3.jpg" target="_blank">Fig.3</a>).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Sobre este aspecto, Pasa <i>et al. </i>(2005) tamb&eacute;m apontaram a casca, a raiz e a folha como as partes mais usadas pela Comunidade de Concei&ccedil;&atilde;o&#150;A&ccedil;u, em Cuiab&aacute;, Mato Grosso.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Morais (2003) salienta que o uso de folhas no preparo dos ch&aacute;s &eacute; expressivo, destacandose das demais partes das plantas usadas na Comunidade do S&iacute;tio Angical, comunidade tamb&eacute;m do munic&iacute;pio de Ros&aacute;rio Oeste.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Eacute; sabido que as plantas possuem diferentes concentra&ccedil;&otilde;es de compostos qu&iacute;micos em suas partes. Ao longo do tempo foi desenvolvido um conhecimento que permitiu ao ser humano conhecer quais partes s&atilde;o mais &uacute;teis para uma dada finalidade. Podese concluir que a utiliza&ccedil;&atilde;o das folhas como rem&eacute;dio pode ser vista como uma estrat&eacute;gia de manejo, coletando um &oacute;rg&atilde;o que n&atilde;o comprometer&aacute; o desenvolvimento da planta. Em contrapartida, houve destaque para a utiliza&ccedil;&atilde;o de cascas e ra&iacute;zes, partes que se coletadas sem cuidados podem colaborar para o comprometimento das esp&eacute;cies:</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">"...A arniquinha, s&oacute; usa a raiz, a&iacute; agente p&otilde;e no &aacute;lcool, na garrafada ou faz o ch&aacute;, mas hoje t&aacute; mais dif&iacute;cil de encontrar, t&ecirc;m uns lugares que eu sei que tem, mas o povo que mora praquelas banda tira muito..." (mulher, 76 anos).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Foram mencionadas pela popula&ccedil;&atilde;o local, v&aacute;rias formas de utiliza&ccedil;&atilde;o das plantas, sendo que a mais expressiva foi o ch&aacute;, com 43%, no entanto outras formas tamb&eacute;m foram citadas (<a href="#f4">Fig. 4</a>).</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="f4"></a></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/polib/n27/a10f4.jpg"></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Atrav&eacute;s da bibliografia analisada para esta pesquisa, podemos apontar que ainda h&aacute; grande car&ecirc;ncia de estudos voltados para a identifica&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies com potencial medicinal no cerrado. Portanto, fazse necess&aacute;ria a realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisas como esta, para que possibilitem subsidiar posteriores estudos, como por exemplo, das qualidades terap&ecirc;uticas destas plantas, antes que o conhecimento e as esp&eacute;cies desapare&ccedil;am.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Etnoclassifica&ccedil;&atilde;o: como a comunidade percebe o ambiente circundante &#150; o conhecimento sobre a biodiversidade do cerrado estabelecese pela transmiss&atilde;o cultural processada pela rela&ccedil;&atilde;o cotidiana da Comunidade, e a forma como percebe os recursos vegetais a sua volta &eacute; manifestado atrav&eacute;s de suas experi&ecirc;ncias pr&aacute;ticas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A identifica&ccedil;&atilde;o dos vegetais geralmente se d&aacute; pela percep&ccedil;&atilde;o visual, t&aacute;til e olfativa treinada atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o da flora. A <a href="#t3">tabela 3</a> resume como s&atilde;o classificados e sistematizados aspectos relacionados &agrave;s plantas, em rela&ccedil;&atilde;o a uma classifica&ccedil;&atilde;o eticista (pela Ci&ecirc;ncia) e emicista (pela Comunidade).</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t3"></a></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/polib/n27/a10t3.jpg"></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os moradores da Comunidade S&iacute;tio Pindura identificam as esp&eacute;cies vegetais atrav&eacute;s de seus nomes populares, usando principalmente as partes foliares, os caules e frutos para esse reconhecimento. O que expressa o valor da planta para a popula&ccedil;&atilde;o &eacute; a sua utilidade, assim as esp&eacute;cies com maior n&uacute;mero de usos s&atilde;o mais valorosas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Analisando e utilizando os dados referentes a fisionomia da vegeta&ccedil;&atilde;o local, e partindo da percep&ccedil;&atilde;o e classifica&ccedil;&atilde;o oral da comunidade estudada, podemos indicar, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s unidades de paisagem do cerrado, seis tipos de fisionomias: "Cerrado de pedra", "Cerrado de areia", "Mata", "V&aacute;rzea", "Chapada" e "Campo" (<a href="#t4">tabela 4</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t4"></a></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/polib/n27/a10t4.jpg"></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No estudo sobre caracteriza&ccedil;&atilde;o das unidades de paisagens do cerrado foi observado que os membros da comunidade usam a palavra "mato" para designar a vegeta&ccedil;&atilde;o. Ent&atilde;o, quando se pergunta: "quais os tipos de mato que tem por aqui?", eles indicam: "cerrado", "mata", "v&aacute;rzea", "chapad&atilde;o" e "campo" para distinguir os tipos de vegeta&ccedil;&atilde;o, classificando o cerrado em dois tipos: "Cerrado de pedra" e "Cerrado de areia".</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A rela&ccedil;&atilde;o com o meio ambiente est&aacute; alicer&ccedil;ada na subsist&ecirc;ncia e no uso de diferentes tipos de unidades de paisagem e sua integra&ccedil;&atilde;o com a natureza proporciona v&aacute;rias pr&aacute;ticas e atividades, de forma a maximizar o uso desses ambientes, como a extra&ccedil;&atilde;o e coleta dos recursos vegetais, pesca, ca&ccedil;a, agricultura e pecu&aacute;ria de pequena escala.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A Comunidade do S&iacute;tio Pindura demonstrou um profundo conhecimento do cerrado, experimentado atrav&eacute;s da conviv&ecirc;ncia, observando&#150;o de perto e explorando suas potencialidades no cotidiano. Desta maneira a vegeta&ccedil;&atilde;o que os cerca desempenha um papel importante na sobreviv&ecirc;ncia desta Comunidade.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A Comunidade do S&iacute;tio Pindura possui um hist&oacute;rico cultural de intera&ccedil;&otilde;es com o ambiente cerrado, sustentada por um saber ecol&oacute;gico local, pois manejam e conservam os fragmentos de cerrado que servem como fonte direta de recursos naturais para Comunidade, de onde se obt&eacute;m rem&eacute;dios, frutos comest&iacute;veis, lenhas e madeiras que s&atilde;o &uacute;teis e exploram ainda a possibilidade de cria&ccedil;&atilde;o de gado dom&eacute;stico.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Este saber sobre os recursos vegetais do cerrado &eacute; fruto de suas adapta&ccedil;&otilde;es e intera&ccedil;&otilde;es com o ecossistema, conhecimento adquirido por meio de observa&ccedil;&otilde;es e experimenta&ccedil;&atilde;o, que gera um saber ecol&oacute;gico que &eacute; materializado em suas pr&aacute;ticas cotidianas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A Comunidade desenvolveu ao longo do tempo uma multiutiliza&ccedil;&atilde;o do ambiente e mais precisamente do cerrado, manipulando a paisagem natural, mas mantendo a hetero&#150;geneidade de habitat e maximizando o uso da variabilidade biol&oacute;gica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O multiuso que fazem do cerrado proporciona adapta&ccedil;&otilde;es &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es ambientais e &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es sazonais, requerendo um manejo adaptativo ecol&oacute;gico de forma que desenvolveram um profundo conhecimento dos recursos e de seus ciclos ecol&oacute;gicos de renova&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Assim, podemos caracterizar essa Comunidade como tradicional, com base nas condi&ccedil;&otilde;es de tempo de viv&ecirc;ncia, adaptabilidade &agrave; regi&atilde;o e &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o de saberes e fazeres peculiares, demonstrando que o ambiente e mais precisamente a utiliza&ccedil;&atilde;o das plantas convergem para a sustentabilidade das atividades tradicionais desenvolvidas pelos seus membros, homens e mulheres, seres humanos perfeitamente ajustados &agrave;s paisagens regionais.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A primeira autora agradece a CAPES pela Bolsa concedida. Agradecemos ainda ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico&#150;CNPq, pelo apoio financeiro ao Projeto e &agrave; comunidade pela colabora&ccedil;&atilde;o na pesquisa. Ainda, &agrave; Profa. Dra. Carmen E. Rodriguez Ortiz pelo resumen.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Agostini&#150;Costa, T. da S.; Silva, D.B. da; Vieira, R.F.; Sano, S.M. &amp; Ferreira, F.R., 2006. "Esp&eacute;cies de maior relev&acirc;ncia para a regi&atilde;o Centro&#150;Oeste". In: <i>Frutas nativas da regi&atilde;o Centro&#150;Oeste. Bras&iacute;lia. </i>EMBRAPA. Recursos Gen&eacute;ticos e Biotecnologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061747&pid=S1405-2768200900010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Aguiar, L.M.S. &amp; Camargo, A.J.A., 2004. <i>Cerrado: ecologia e caracteriza&ccedil;&atilde;o. </i>Bras&iacute;lia: EMBRAPA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061749&pid=S1405-2768200900010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Almeida, S.P. de &amp; Silva, J.A., 1994. <i>Piqui e buriti &#150; import&acirc;ncia alimentar para popula&ccedil;&otilde;es dos cerrado. </i>Planaltina (DF): EMBRAPA/CPAC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061751&pid=S1405-2768200900010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Almeida, S.P. de; Proen&ccedil;a, C.E.B.; Sano, S.M. &amp; Ribeiro, J.F., 1998. <i>Cerrado: esp&eacute;cies vegetais &uacute;teis. </i>Planaltina (DF): EMBRAPA/CPAC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061753&pid=S1405-2768200900010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Alexiades, M., 1996. <i>Selected guidelines for ethnobotanical research: a field manual. </i>New York: The New York Botanical Garden.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061755&pid=S1405-2768200900010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Becker, H.S., 1993. <i>M&eacute;todos de pesquisa em ci&ecirc;ncias sociais. </i>S&atilde;o Paulo: Ed. HUCTEC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061757&pid=S1405-2768200900010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Campos, M.D'O., 2002. "Etnoci&ecirc;ncia ou etnografia de saberes, t&eacute;cnicas e praticas?" In: Amorozo, M.C.M. <i>et al. M&eacute;todos de coleta e an&aacute;lise de dados em Etnobiologia, Etnoecologia e disciplinas correlatas. </i>Rio Claro: UNESP/CNPq.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061759&pid=S1405-2768200900010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Coutinho, L.M., 1978. "O conceito de Cerrado". <i>Revta. brasil. Bot., </i><b>1</b>: 17&#150;23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061761&pid=S1405-2768200900010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Duarte, T.G., 2001. <i>Um estudo etnoecol&oacute;gico sobre o uso de recursos vegetais em Nova Xavantina, Mato Grosso. </i>134f. 2001 Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Ecologia e Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade) &#150; Instituto de Bioci&ecirc;ncias, Universidade Federal de Mato Grosso. Cuiab&aacute;: Mato Grosso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061763&pid=S1405-2768200900010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Eiten, G., 1972. "The cerrado vegetation of Brazil". <i>The Botanical Review, </i><b>38</b>: 210&#150;341.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061765&pid=S1405-2768200900010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ferreira, J.C.V., 2001. <i>Mato Grosso e seus munic&iacute;pios. </i>Cuiab&aacute;: Secretaria de Estado de Educa&ccedil;&atilde;o/Ed. Buriti.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061767&pid=S1405-2768200900010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Geertz, C.O., 2000. <i>Saber local: novos ensaios em antropologia interpretativa. </i>Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061769&pid=S1405-2768200900010001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Guarim Neto, G., 1984. "Plantas medicinais utilizadas na medicina popular cuiabana&#150; um estudo preliminar". <i>Rev. Universidade, </i><b>4</b>(1): 45&#150;50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061771&pid=S1405-2768200900010001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, 1985. "Esp&eacute;cies frut&iacute;feras do cerrado Matogrossense (I)". <i>Boletim da Funda&ccedil;&atilde;o Brasileira para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, </i><b>20</b>: 46&#150;56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061773&pid=S1405-2768200900010001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, 1987. <i>Plantas utilizadas na medicina popular do Estado de Mato Grosso. </i>Bras&iacute;lia: CNPq.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061775&pid=S1405-2768200900010001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Guarim Neto, G., 1996. <i>Plantas medicinais do Estado de Mato Grosso. </i>Bras&iacute;lia, ABEAS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061777&pid=S1405-2768200900010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, 2001. "Flora medicinal, popula&ccedil;&otilde;es humanas e o ambiente de cerrado". <i>Horticultura brasileira, </i><b>19</b>: 203&#150;206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061779&pid=S1405-2768200900010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Guarim Neto, G. &amp; Morais, R.G. de., 2003. "Recursos medicinais de esp&eacute;cies do Cerrado de Mato Grosso: um estudo bibliogr&aacute;fico". <i>Acta Bot. Bras., </i><b>17</b>(4): 561&#150;584.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061781&pid=S1405-2768200900010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Guarim Neto, G.; Guarim, V.L.M.S.; Moreira, D.L.; Amaral, C.N. do &amp; Ferreira, H., 2007. <i>Estudo da flora, caracteriza&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o e etnobot&acirc;nica no Munic&iacute;pio de Ros&aacute;rio Oeste, Mato Grosso. </i>subs&iacute;dios para conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos vegetais em Cerrado. Cuiab&aacute;. UFMT/CNPq. Relat&oacute;rio final apresentado ao CNPq.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061783&pid=S1405-2768200900010001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">IBGE., 2000. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. <i>Censo demogr&aacute;fico ano 2000. </i>Bras&iacute;lia: IBGE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061785&pid=S1405-2768200900010001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Kaplan, M.A.C.; Figueiredo, M.R. &amp; Gottlieb, O.R., 1994. "Chemical diversity of plants from Brazilian Cerrados". <i>Anais da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias, </i><b>66</b>(Supl. 1&#150;parte I): 50&#150;55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061787&pid=S1405-2768200900010001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Martin, G.J., 1995. <i>Ethnobotany. a methods manual. </i>London: Chapman &amp; Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061789&pid=S1405-2768200900010001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mendon&ccedil;a, R.C. de; Felfili, J.M.; Walter, B.M.T.; Junior, M.C.S.; Rezende A.V.; Filgueiras, T.S. &amp; Nogueira, P.E., 1998. "Flora vascular do cerrado". In Sano, S.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061791&pid=S1405-2768200900010001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">M. &amp; Almeida, S. P. <i>Cerrado: Ambiente e flora. </i>Planaltina (DF): EMBRAPA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061793&pid=S1405-2768200900010001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Miranda, L. &amp; Amorim, L., 2000. <i>Mato Grosso: atlas geogr&aacute;fico. </i>Cuiab&aacute;: Entrelinhas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061795&pid=S1405-2768200900010001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Myers, N.; Mittermeier, R.A.; Mittermeier, C.G.; Fonseca, G.A.B. &amp; Kents, J., 2000. "Biodiversity hotspots for conservation priorites". <i>Nature, </i><b>403</b>: 852&#150;858.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061797&pid=S1405-2768200900010001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Morais, R.G., 2003. <i>Plantas medicinais e representa&ccedil;&otilde;es sobre sa&uacute;de e doen&ccedil;as na Comunidade de Angical </i>(Ros&aacute;rio Oeste, MT). 153f. 2003 (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Sa&uacute;de e Ambiente) &#150; Instituto de Sa&uacute;de Coletiva, Universidade Federal de Mato Grosso. Cuiab&aacute;: UFMT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061799&pid=S1405-2768200900010001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Noda, H., 2000<b>. </b><i>Na terra como na &aacute;gua: organiza&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o de recursos terrestres e aqu&aacute;ticos em uma comunidade da Amaz&ocirc;nia brasileira. </i>182f. 2000 (Tese de Doutorado em Ecologia e Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade)&#150;Instituto de Bioci&ecirc;ncias, Universidade Federal de Mato Grosso. Cuiab&aacute;: UFMT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061801&pid=S1405-2768200900010001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pasa, M. C.; Soares, J.J. &amp; Guarim Neto, G., 2005. "Estudo etnobot&acirc;nico na comunidade de Concei&ccedil;&atilde;o&#150;A&ccedil;u (alto da bacia do rio Aric&aacute;&#150;A&ccedil;u, MT, Brasil)". <i>Acta bot. Bras., </i><b>19</b>(2): 195&#150;207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061803&pid=S1405-2768200900010001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Posey, D.A., 1987. "Etnobiologia: teoria e pr&aacute;tica". In: Ribeiro, B. <i>Suma etnobiol&oacute;gica Brasileira. </i>vol<b>. </b>1. Rio de Janeiro: Ed. Petr&oacute;polis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061805&pid=S1405-2768200900010001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Proen&ccedil;a, C.; Oliveira, R.S. &amp; Silva, A.P., 2000. <i>Flores e frutos do cerrado. </i>Bras&iacute;lia: EdUnB.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061807&pid=S1405-2768200900010001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ratter, J.A.; Ribeiro, J. F. &amp; Bridgewater, S., 1997. 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Suplemento. VI Simp&oacute;sio de plantas medicinais do Brasil. pp. 163&#150;170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061819&pid=S1405-2768200900010001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Vieira, R.F. &amp; Martins, M.V.M., 2000. "Recursos Gen&eacute;ticos de Plantas Medicinais do Cerrado: uma compila&ccedil;&atilde;o de dados". <i>Revista Brasileira de Plantas Medicinais, </i><b>3</b>(1): 13&#150;36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061821&pid=S1405-2768200900010001000038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Xavier, F.F., 2005. <i>Conhecimento ecol&oacute;gico tradicional e recursos vegetais em Nossa Senhora da Guia, Cuiab&aacute;&#150;Mato Grosso. </i>89f. 2005 (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Ecologia e Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade) &#150; Instituto de Bioci&ecirc;ncias, Universidade Federal de Mato Grosso. Cuiab&aacute;: UFMT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6061823&pid=S1405-2768200900010001000039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><a name="notas"></a>Notas</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>* Bolsista CAPES.</i></font></p>      ]]></body><back>
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