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<journal-title><![CDATA[América Latina en la historia económica]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Instituto de Investigaciones Dr. José María Luis Mora]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Padrão de crescimento e sistema de transportes em Santa Catarina, 1880-1945]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article argues the economic formation of Santa Catarina, 1880 1945, the ways of transports and the way of communication. The standard of growth of the catarinense economy in this period was slow and based in the small mercantile production where each region was specialized in an economic activity. The combination of these two elements was unfolded in a system of disintegrated transport. Besides the introduction and a brief historiography review, the article is divided in four topics. Initially we will argue the economic formation of Santa Catarina, detaching the standard of growth, the main economic activities and the regional formations. After that, a general panorama of the broken up system of transport in Santa Catarina will be made: railroads and fluvial navigation. In third place, the text presents a brief sketch on the project of the Rede Catarinense de Viação Férrea. And finally, it will be argued the relation between the standard of growth and the transports in a specialized and broken up economy.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Art&iacute;culos</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>Padr&atilde;o de crescimento e sistema de transportes em Santa Catarina, 1880&#150;1945<a href="#notas">*</a></b></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Alcides Goularti Filho**</b></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>**  Doutor em Economia pelo Instituto  de Economia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), professor da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC).</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fecha de recepci&oacute;n: septiembre de 2008    <br> Fecha de aceptaci&oacute;n: junio de 2009</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <b>Resumo</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> O objetivo deste artigo &eacute; discutir a forma&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de Santa Catarina, 1880&#150;1945, com base nos meios de transportes e nas vias de comunica&ccedil;&atilde;o. O padr&atilde;o de crescimento da economia catarinense nesse per&iacute;odo era lento e pautado na pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil, em que cada microrregi&atilde;o se especializava numa atividade econ&ocirc;mica. A combina&ccedil;&atilde;o destes dois elementos desdobrou&#150;se num sistema de transporte desintegrado. Al&eacute;m da introdu&ccedil;&atilde;o e de uma breve revis&atilde;o historiogr&aacute;fica, o artigo est&aacute; dividido em quatro t&oacute;picos: inicialmente discutiremos a forma&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de Santa Catarina, destacando o padr&atilde;o de crescimento, as principais atividades econ&ocirc;micas e as forma&ccedil;&otilde;es microrregionais; em seguida, ser&aacute; feito um panorama geral do fragmentado sistema de transporte em Santa Catarina, que s&atilde;o as ferrovias e a navega&ccedil;&atilde;o fluvial; em terceiro lugar, ser&aacute; apresentado um breve esbo&ccedil;o sobre o projeto da Rede Catarinense de Via&ccedil;&atilde;o F&eacute;rrea, e por &uacute;ltimo, ser&aacute; discutida a rela&ccedil;&atilde;o entre o padr&atilde;o de crescimento e os transportes numa economia especializada e fragmentada.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <b>Palabras clave: </b>Transportes, padr&atilde;o de crescimento, Santa Catarina.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <b>Abstract</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> This article argues the economic formation of Santa Catarina, 1880 1945, the ways of transports and the way of communication. The standard of growth of the catarinense economy in this period was slow and based in the small mercantile production where each region was specialized in an economic activity. The combination of these two elements was unfolded in a system of disintegrated transport. Besides the introduction and a brief historiography review, the article is divided in four topics. Initially we will argue the economic formation of Santa Catarina, detaching the standard of growth, the main economic activities and the regional formations. After that, a general panorama of the broken up system of transport in Santa Catarina will be made: railroads and fluvial navigation. In third place, the text presents a brief sketch on the project of the Rede Catarinense de Via&ccedil;&atilde;o F&eacute;rrea. And finally, it will be argued the relation between the standard of growth and the transports in a specialized and broken up economy.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <b>Key words: </b>Transport, pattern of growth, Santa Catarina.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"> No &uacute;ltimo quartel do s&eacute;culo XIX o padr&atilde;o de crescimento da economia brasileira estava pautado no capital mercantil agr&aacute;rio exportador. O pa&iacute;s era formado por v&aacute;rios complexos regionais desintegrados entre si com forte inser&ccedil;&atilde;o externa. O maior complexo regional era o cafeeiro que abrangia os estados de S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro, cuja din&acirc;mica exercia influ&ecirc;ncia nas economias perif&eacute;ricas mais pr&oacute;ximas, como Minas Gerais, Paran&aacute; e Santa Catarina, que serviam como fornecedoras de g&ecirc;neros aliment&iacute;cios para os centros urbanos em expans&atilde;o. No Norte do pa&iacute;s, a borracha era o grande produto de exporta&ccedil;&atilde;o que formava um grande complexo extrativista integrando a regi&atilde;o &agrave; economia mundial. No Nordeste, apesar da longa e lenta decad&ecirc;ncia da economia a&ccedil;ucareira, a mecaniza&ccedil;&atilde;o de alguns engenhos ensaiava um novo impulso econ&ocirc;mico para a regi&atilde;o. No Maranh&atilde;o, ainda resistia a lavoura de algod&atilde;o e, no sul da Bahia, o cacau estava se expandindo. No Brasil meridional, destacavam&#150;se a pecu&aacute;ria de corte no sul do Rio Grande do Sul e a erva&#150;mate no Paran&aacute; e norte de Santa Catarina.<sup><a href="#notas">1</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Estes complexos regionais desenvolveram sistemas de transportes isolados para atender suas demandas: em S&atilde;o Paulo, o amplo sistema ferrovi&aacute;rio cortando todo interior paulista at&eacute; o porto de Santos; no Norte, o sistema de navega&ccedil;&atilde;o fluvial na bacia amaz&ocirc;nica; no Nordeste, como a planta&ccedil;&atilde;o de cana&#150;de&#150;a&ccedil;&uacute;car era pr&oacute;xima ao litoral, as ferrovias integravam as principais capitais e os portos; no Paran&aacute;, o sistema de navega&ccedil;&atilde;o fluvial combinava com as ferrovias em dire&ccedil;&atilde;o ao porto de Paranagu&aacute;; no Rio Grande do Sul as atividades pecu&aacute;rias e agr&iacute;colas eram atendidas por ferrovias e pela navega&ccedil;&atilde;o lacustre que escoavam a produ&ccedil;&atilde;o at&eacute; o porto de Rio Grande. Nos complexos regionais mais pr&oacute;ximos de S&atilde;o Paulo, onde havia a presen&ccedil;a da pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil, as demandas urbanas paulistas abriram novas oportunidades de investimentos em diversas microrregi&otilde;es, como foi o caso dos produtos t&ecirc;xteis e aliment&iacute;cios de Santa Catarina.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Este padr&atilde;o de crescimento baseado no capital mercantil agr&aacute;rio exportador seguiu&#150;se at&eacute; 1930, quando emerge um novo padr&atilde;o pautado na industrializa&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, esta industrializa&ccedil;&atilde;o ainda era restringida dada as defici&ecirc;ncias nas suas bases tecnol&oacute;gicas (falta de acumula&ccedil;&atilde;o vertical) e financeira (incapacidade dos bancos nacionais para financiar projetos vultosos de longo prazo). Este problema foi resolvido apenas nas d&eacute;cadas seguintes, p&oacute;s&#150;1956, com a interven&ccedil;&atilde;o do Estado que passou a comandar o projeto nacional de industrializa&ccedil;&atilde;o.<sup><a href="#notas">2</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Os estudos existentes, como o de Thom&eacute;<sup><a href="#notas">3</a></sup> que discuti a rela&ccedil;&atilde;o entre a Guerra do Contestado e a EFSPRG, o de Zumblick,<a href="#notas"><sup>4</sup></a> que trata de especifica&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas da Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina (EFDTC), e o de Wittmann<sup><a href="#notas">5</a></sup> que apresenta a arquitetura das esta&ccedil;&otilde;es da Estrada de Ferro Santa Catarina (EFSC) no trecho Indaial&#150;Blumenau, carecem de tratamento te&oacute;rico mais apurado que apontem suas contradi&ccedil;&otilde;es a partir do padr&atilde;o de crescimento da economia catarinense.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Destacando apenas os estados de S&atilde;o Paulo, Paran&aacute;, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, apenas Santa Catarina que n&atilde;o dispunha de um sistema de transporte integrado. Nossa hip&oacute;tese central neste artigo consiste em apresentar os elementos que promoveram este sistema de transporte fragmentado combinado com o padr&atilde;o de crescimento pautado na pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil. O padr&atilde;o de crescimento da economia catarinense nesse per&iacute;odo era lento e baseado na pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil, em que cada microrregi&atilde;o se especializava numa atividade econ&ocirc;mica. A combina&ccedil;&atilde;o destes dois elementos desdobrou&#150;se num sistema de transporte desintegrado. Nosso objetivo &eacute; discutir a forma&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de Santa Catarina de 1880 a 1945, que ocupa apenas 1.13% do territ&oacute;rio brasileiro, com base nos meios de transportes e nas vias de comunica&ccedil;&atilde;o. Apesar das subdivis&otilde;es do texto, h&aacute; tr&ecirc;s momentos importantes: o primeiro que discuti o padr&atilde;o de crescimento em Santa Catarina, centrado nos argumentos de Goularti Filho;<a href="#notas"><sup>6</sup></a> o segundo que apresenta o sistema de transporte catarinense, com base nas pesquisas que j&aacute; realizamos em fontes prim&aacute;rias; e por &uacute;ltimo, a conclus&atilde;o que combina os dois primeiros temas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Este artigo &eacute; uma s&iacute;ntese de uma ampla pesquisa que realizei sobre sistema de transportes em Santa Catarina (ferrovias, portos e navega&ccedil;&atilde;o) com base em fontes prim&aacute;rias como relat&oacute;rios de empresas, leis, decretos, mensagens, projetos, documentos avulsos, mapas, recortes de jornais, artigos de revistas, anu&aacute;rios e outros, pesquisados juntos &agrave;s principais bibliotecas e arquivos em Bras&iacute;lia, Rio de Janeiro, Curitiba e em Santa Catarina. Os resultados foram publicados de forma fragmentada em diversos congressos e per&iacute;odos nacionais. Neste artigo, estamos fazendo a s&iacute;ntese para o per&iacute;odo de 1880 a 1945, utilizando apenas as fontes secund&aacute;rias mais destacadas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b> BREVE REVIS&Atilde;O HISTORIOGR&Aacute;FICA: TRANSPORTES E PADR&Atilde;O DE ACUMULA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Na historiografia brasileira sobre transportes e padr&atilde;o de acumula&ccedil;&atilde;o podemos destacar algumas obras seminais que fundamentaram estudos regionais de hist&oacute;ria econ&ocirc;mica. Com rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro tema, Caio Prado J&uacute;nior, no cl&aacute;ssico <i>Forma&ccedil;&atilde;o do Brasil contempor&acirc;neo</i>, de 1942, tem um cap&iacute;tulo magistral que discute o papel desempenhado pelas vias de comunica&ccedil;&atilde;o e o meios de transportes na forma&ccedil;&atilde;o do Brasil. Segundo Prado Jr., o territ&oacute;rio brasileiro, com relevo acidentado, com extensa cobertura vegetal e com enormes obst&aacute;culos opostos ao tr&acirc;nsito, formou a vida material e criou um tipo social espec&iacute;fico: o indiv&iacute;duo fundador da vida social e da ordem econ&ocirc;mica. Havia uma estreita rela&ccedil;&atilde;o entre o espa&ccedil;o f&iacute;sico, os transportes e o indiv&iacute;duo. Ou seja, o caminho criou o "tipo social" .<sup><a href="#notas">7</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Outra obra de refer&ecirc;ncia &eacute; de Roberto Simonsen <i>Hist&oacute;ria econ&ocirc;mica do Brasil</i>, de 1944, que tamb&eacute;m estudou a navega&ccedil;&atilde;o fluvial e os caminhos das tropas como elementos determinantes no alargamento do territ&oacute;rio brasileiro para al&eacute;m do Tratado de Tordesilhas. Este sistema de transportes garantiram, em boa medida, o atual contorno das fronteiras brasileiras, e deram uma coes&atilde;o aos esparsos n&uacute;cleos de povoamento. Navega&ccedil;&atilde;o e caminhos foram os meios mais utilizados durante todo o per&iacute;odo colonial e o in&iacute;cio do imp&eacute;rio. As ferrovias aprofundaram este contorno econ&ocirc;mico durante a rep&uacute;blica. Para Simonsen, foi o uso dos transportes que definiu a forma&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio nacional.<sup><a href="#notas">8</a></sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"> H&aacute; uma vasta produ&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica cr&iacute;tica no Brasil sobre ferrovias, com destaque para os estudos sobre as ferrovias no complexo cafeeiro paulista. Fl&aacute;vio Saes tem dois importantes livros sobre transportes em S&atilde;o Paulo. O primeiro, <i>As ferrovias de S&atilde;o Paulo 1870&#150;1940</i>, de 1977, traz um amplo estudo desde as primeiras inciativas para a constru&ccedil;&atilde;o de ferrovias em S&atilde;o Paulo, passando pelo auge da "era ferrovi&aacute;ria" at&eacute; a mudan&ccedil;a do foco da pol&iacute;tica de transporte no Brasil, quando as rodovias assumem o comando do investimentos.<sup><a href="#notas">9</a></sup> No segundo estudo <i>A grande empresa de servi&ccedil;os p&uacute;blicos na economia cafeeira 1850&#150;1930</i>, de 1986, Saes insere os transportes na forma&ccedil;&atilde;o da economia paulista como um todo, destacando o papel dos investimentos externos e nacionais em bancos, servi&ccedil;os urbanos e com&eacute;rcio.<sup><a href="#notas">10</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Numa outra frente te&oacute;rica, podemos destacar a mais recente contribui&ccedil;&atilde;o de William R. Summerhill, <i>Order against Progress. Government, Foreign Investment, and Railroads in Brazil, 1854&#150;1913</i>, de 2003, cujas conclus&otilde;es do seu livro revelam que a "poupan&ccedil;a" gerada pela redu&ccedil;&atilde;o dos custos de transporte das ferrovias gerou consider&aacute;veis ganhos da economia brasileira antes de 1914 e abriu novas frentes de investimentos. Esta "poupan&ccedil;a" e os investimentos tiraram o Brasil de um longo per&iacute;odo de estagna&ccedil;&atilde;o no s&eacute;culo XIX, propiciando um r&aacute;pido crescimento econ&ocirc;mico no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX. Al&eacute;m disso, os investidores estrangeiros nas ferrovias brasileiras n&atilde;o conseguiu colher lucros proporcionais em rela&ccedil;&atilde;o aos investimentos. Foram as pol&iacute;ticas governamentais de subs&iacute;dios e a regulamenta&ccedil;&atilde;o que permitiram o Brasil obter a maior parte dos ganhos resultantes das melhorias em transportes.<sup><a href="#notas">11</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Nos estudos latino&#150;americanos Colin M. Lewis, realizou em 1985 um estudo comparativo entre o processo de expans&atilde;o ferrovi&aacute;ria no Brasil e na Argentina, intitulado <i>Railways and Industrialization: Argentina and Brazil, 1870&#150;1929</i>. Segundo Lewis, a constru&ccedil;&atilde;o das ferrovias tamb&eacute;m estava associada a id&eacute;ia da consolida&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio nas regi&otilde;es fronteiri&ccedil;as com objetivo de ampliar a autoridade nacional. Al&eacute;m disso, as ferrovias atendiam as necessidades de escoar a produ&ccedil;&atilde;o agr&aacute;ria e pecu&aacute;ria para o mercado externo. Por fim, Lewis argumenta que as ferrovias n&atilde;o dinamizam diretamente o setor manufatureiro mais concentrado, por&eacute;m, integrou o mercado nos n&iacute;veis local e regional.<sup><a href="#notas">12</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Sobre padr&atilde;o de acumula&ccedil;&atilde;o, destacamos a obra de Jo&atilde;o Manuel Cardoso de Mello, "O capitalismo tardio", tese defendida em 1975 e fundadora da Escola de Campinas, dentro do pensamento econ&ocirc;mico heterodoxo brasileiro. Cardoso de Mello, ap&oacute;s fazer uma revis&atilde;o critica do pensamento cepalino, elabora uma nova periodiza&ccedil;&atilde;o da economia brasileira cujo elemento unificador de cada per&iacute;odo &eacute; o movimento do capital, a sua metamorfose, a reprodu&ccedil;&atilde;o ampliada e a forma de valoriza&ccedil;&atilde;o. Entre 1880 e 1933, predominou o padr&atilde;o baseado no capital agr&aacute;rio mercantil exportador; de 1933 a 1956, j&aacute; pod&iacute;amos falar em industrializa&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m era restringida pelas fr&aacute;geis base t&eacute;cnicas e financeiras; a partir de 1956 entramos um processo acelerado de industrializa&ccedil;&atilde;o pesada com ciclos end&oacute;genos de acumula&ccedil;&atilde;o pautado na autodermina&ccedil;&atilde;o do capital.<sup><a href="#notas">13</a></sup> &Eacute; com base no padr&atilde;o de acumula&ccedil;&atilde;o do primeiro per&iacute;odo que pautaremos nosso estudos sobre Santa Catarina.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Nos estudos sobre forma&ccedil;&atilde;o regional, padr&atilde;o de acumula&ccedil;&atilde;o e transportes destacamos a tese de Wilson Cano, "Ra&iacute;zes da concentra&ccedil;&atilde;o industrial em S&atilde;o Paulo", defendida em 1975, cujo conte&uacute;do inspirou v&aacute;rios estudos sobre complexos regionais a partir da Escola de Campinas. Cano, com base em L&ecirc;nin, <i>O desenvolvimento do capitalismo na Russia</i>, parte da id&eacute;ia da forma&ccedil;&atilde;o do mercado interno a partir dos desdobramentos da acumula&ccedil;&atilde;o comandado pelo capital agr&aacute;rio mercantil. O fluxo mercantil, com a forma&ccedil;&atilde;o de um mercado de trabalho livre, liderou o processo de acumula&ccedil;&atilde;o propriciando o surgimento de outros investimentos, com destaque para os transportes, dentro do complexo cafeeriro.<sup><a href="#notas">14</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Os estudos de Saes, Cardoso de Mello e Cano, obras balisares para este artigo, em larga medida, est&atilde;o pautados em Marx, para quem os transportes "sigularizase por aparecer como continua&ccedil;&atilde;o de um processo de produ&ccedil;&atilde;o <i>dentro </i>de processo de circula&ccedil;&atilde;o e <i>para </i>o processo de circula&ccedil;&atilde;o".<a href="#notas"><sup>15</sup></a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>ORIGEM E CRESCIMENTO DO CAPITAL INDUSTRIAL, 1880&#150;1945</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> A vinda de novos imigrantes para as lavouras de caf&eacute; e para o Brasil meridional tornou&#150;se uma pol&iacute;tica econ&ocirc;mica deliberada pelo governo imperial somente a partir do &uacute;ltimo quartel do s&eacute;culo XIX. Com a chegada de mais imigrantes a Santa Catarina, a ocupa&ccedil;&atilde;o e a funda&ccedil;&atilde;o de novos n&uacute;cleos coloniais come&ccedil;aram a se dispersar, saindo do eixo norte e Vale do Itaja&iacute;, chegando at&eacute; ao sul da prov&iacute;ncia. Com a expans&atilde;o da fronteira agr&iacute;cola ap&oacute;s 1920, o oeste catarinense tamb&eacute;m passou a ser colonizado. Durante o per&iacute;odo de 1880 a 1945, podemos dizer que se originam e crescem em Santa Catarina as atividades industriais e extrativas (madeireira, alimentar, carbon&iacute;fera e t&ecirc;xtil) combinada com a pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil. Destacaremos a seguir a coloniza&ccedil;&atilde;o, a presen&ccedil;a da pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil e as ind&uacute;strias origin&aacute;rias em Santa Catarina no per&iacute;odo de 1880 a 1945.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <i>Coloniza&ccedil;&atilde;o e pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Nesse per&iacute;odo, de 1880 a 1945, ocorreram duas grandes mudan&ccedil;as sociodemogr&aacute;ficas em Santa Catarina: a primeira aconteceu com a entrada de imigrantes europeus, de 1875 a 1900, no Vale do Itaja&iacute;, no norte e no sul, e estendeu&#150;se num ritmo desacelerado at&eacute; o in&iacute;cio dos anos 1920; e a segunda com o movimento migrat&oacute;rio de imigrantes e descendentes provenientes do Rio Grande do Sul, a partir de 1917, em dire&ccedil;&atilde;o ao oeste catarinense, estendendo&#150;se at&eacute; os anos 1950, os quais faziam parte das frentes pioneiras de coloniza&ccedil;&atilde;o capitalista.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> A entrada de imigrantes em Santa Catarina no s&eacute;culo XIX acelerouse p&oacute;s&#150;1875, com a pol&iacute;tica imigrat&oacute;ria financiada pelo governo imperial, principalmente com os imigrantes alem&atilde;es e italianos, em menor propor&ccedil;&atilde;o com os poloneses, austr&iacute;acos, &aacute;rabes, eslavos e espanh&oacute;is. Os alem&atilde;es concentraramse mais na regi&atilde;o do Vale do Itaja&iacute; e norte; os italianos no sul e tamb&eacute;m no Vale do Itaja&iacute;, e os poloneses no Alto Vale do Rio Tijucas e no planalto norte.<sup><a href="#notas">16</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Para os imigrantes se instalarem, necessitavam basicamente de tr&ecirc;s suportes essenciais: financiamento governamental, terras dispon&iacute;veis e companhias colonizadoras. A viagem e a instala&ccedil;&atilde;o eram feitas por companhias colonizadoras privadas ou oficiais (estatal), que faziam contratos com o governo imperial que, por sua vez, se responsabilizava por financiar as viagens. Aos imigrantes foram distribu&iacute;das terras devolutas, que podiam ser pagas em esp&eacute;cie, dinheiro ou servi&ccedil;os prestados ao governo, como abertura de estradas e constru&ccedil;&otilde;es de pontes ou pr&eacute;dios p&uacute;blicos. A distribui&ccedil;&atilde;o dos lotes se dava de maneira diversa, tanto para as col&ocirc;nias do governo como para as privadas.<sup><a href="#notas">17</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> As companhias colonizadoras desempenharam um papel fundamental para fixar os imigrantes nas col&ocirc;nias catarinenses, no final do s&eacute;culo XIX, nas regi&otilde;es de Blumenau e Joinville; e nos anos de 1920 at&eacute; os anos de 1950, no oeste. Al&eacute;m das companhias colonizadoras, a constru&ccedil;&atilde;o de estradas carro&ccedil;&aacute;veis, de ferrovias e portos tamb&eacute;m foi fundamental para fixar os imigrantes desenvolver o mercado local e integrar a regi&atilde;o ao mercado nacional.<a href="#notas"><sup>18</sup></a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Apesar da exist&ecirc;ncia de &iacute;ndios kaingang e xokleng, da presen&ccedil;a de algumas fazendas de cria&ccedil;&atilde;o e de pequenas ro&ccedil;as de caboclos, foi somente com a constru&ccedil;&atilde;o da Estrada de Ferro S&atilde;o Paulo&#150;Rio Grande (EFSPRG) e com a demarca&ccedil;&atilde;o das terras feitas pelas companhias colonizadoras que o oeste, o Vale do Rio do Peixe e o planalto norte passaram a ser efetivamente ocupados de forma capitalista. At&eacute; ent&atilde;o, a regi&atilde;o era esparsamente povoada e fracamente monetizada.<sup><a href="#notas">19</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> A coloniza&ccedil;&atilde;o no oeste catarinense foi realizada por colonos ga&uacute;chos de origem &iacute;talo e teuto&#150;brasileira, que sa&iacute;ram do noroeste do Rio Grande do Sul. Desenvolveu&#150;se no oeste barriga&#150;verde tamb&eacute;m uma coloniza&ccedil;&atilde;o baseada no sistema col&ocirc;nia&#150;venda e na pequena propriedade, que era voltada para a economia de subsist&ecirc;ncia e para a comercializa&ccedil;&atilde;o do excedente, estimulando desde cedo a forma&ccedil;&atilde;o de um mercado interno que rapidamente se integrou &agrave; economia nacional por meio da ferrovia.<sup><a href="#notas">20</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> A presen&ccedil;a de v&aacute;rias pequenas atividades mercantis e manufatureiras (artesanato, pequena ind&uacute;stria) contribuiu para gerar uma acumula&ccedil;&atilde;o pulverizada e lenta, que, por um lado, era fundamental para criar uma base produtiva diversificada, e, por outro, em raz&atilde;o da lentid&atilde;o da acumula&ccedil;&atilde;o, era um entrave para gerar um comando capaz de conduzir a integra&ccedil;&atilde;o comercial e produtiva. Inicialmente, a pequena propriedade nivela econ&ocirc;mica e socialmente os pequenos agricultores, pulverizando a acumula&ccedil;&atilde;o. Com o desenvolvimento de atividades mercantis e a subordina&ccedil;&atilde;o de propriet&aacute;rios que acumulam com o excedente sobre os despossu&iacute;dos, come&ccedil;a a haver uma diferencia&ccedil;&atilde;o social e a forma&ccedil;&atilde;o de um ex&eacute;rcito de reserva.<sup><a href="#notas">21</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Na <a href="/img/revistas/alhe/n34/a5t1.jpg" target="_blank">tabela 1</a> podemos observa a presen&ccedil;as da pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil e das atividades artesanais nos principais n&uacute;cleos coloniais catarinenses, demonstrando a pulveriza&ccedil;&atilde;o da acumula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Num regime de pequena produ&ccedil;&atilde;o, como caracter&iacute;sticas gerais e tend&ecirc;ncia o pequeno propriet&aacute;rio n&atilde;o produz apenas para sua subsist&ecirc;ncia, mas sim tamb&eacute;m excedente com o intuito de comercializar. O mesmo acontece com os artes&atilde;os que entram na esfera mercantil, comercializando o resultado do seu trabalho. Muitos pequenos produtores, com o passar dos anos, arruinam&#150;se, e outros oscilam em &eacute;pocas de crise; por&eacute;m, inicialmente garantem uma base fundi&aacute;ria pulverizada. Num universo de v&aacute;rios pequenos produtores, h&aacute; aqueles que se proletarizam, os que acumulam e os que permanecem como m&eacute;dios propriet&aacute;rios, oscilando sempre em &eacute;poca de crise. Os pequenos produtores que se arruinam perdem seus meios de produ&ccedil;&atilde;o, tornam&#150;se oper&aacute;rios assalariados, convertendo&#150;se em mercadoria nas m&atilde;os dos novos capitalistas. Tamb&eacute;m existem aqueles que acumulam e ser&atilde;o os "pr&oacute;speros capitalistas", que surgem em detrimento dos produtores m&eacute;dios, adquirindo as propriedades falidas dos arruinados, tornando&#150;os prolet&aacute;rios. Os arruinados come&ccedil;am a formar um ex&eacute;rcito de reserva dispon&iacute;vel para a ind&uacute;stria emergente, dando ao capitalista o essencial para ampliar seu capital, o capital vari&aacute;vel.<sup><a href="#notas">22</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> As atividades agr&iacute;colas mercantis formaram o primeiro n&uacute;cleo gerador da acumula&ccedil;&atilde;o capitalista. O sistema col&ocirc;nia&#150;venda e a explora&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o&#150;de&#150;obra de expropriados deram condi&ccedil;&otilde;es para a forma&ccedil;&atilde;o de um mercado interno que se desdobrava e ampliava. Mesmo num regime de pequenos propriet&aacute;rios, surgem pequenos capitalistas que acumulam mais e passam a subordinar os mais fr&aacute;geis. Essa subordina&ccedil;&atilde;o ocorreu em virtude da diferencia&ccedil;&atilde;o social que se desenvolve dentro da pequena propriedade. Este &eacute; o movimento geral do regime de pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil, que apresentar formas diferencias de acordo com a forma&ccedil;&atilde;o socioespacial de cada regi&atilde;o. Estas caracter&iacute;sticas e tend&ecirc;ncias foi poss&iacute;vel observar na forma&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de Santa Catarina onde havia a presen&ccedil;a da pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <i>As ind&uacute;strias origin&aacute;rias</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Em Santa Catarina, a ind&uacute;stria origin&aacute;ria est&aacute; na erva&#150;mate, carv&atilde;o, madeira, t&ecirc;xtil e alimentar (farinha, a&ccedil;&uacute;car e derivados de su&iacute;nos e de leite). Estas atividades estavam distribu&iacute;das em todo o territ&oacute;rio catarinense, consolidando a forma&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de cada regi&atilde;o, onde se combinava com a pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil, integrando com a sua <i>hinterland </i>e o mercado nacional por meio de ferrovias e navega&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> A erva&#150;mate cobria todo o Brasil meridional e sul do Mato Grosso, a prov&iacute;ncia de Missiones na Argentina e o Paraguai. Em Santa Catarina, a erva concentrava&#150;se no Alto Vale do Rio Uruguai e no planalto norte, onde a extra&ccedil;&atilde;o teve in&iacute;cio no &uacute;ltimo quartel do s&eacute;culo XIX. A erva&#150;mate foi respons&aacute;vel, em boa medida, pela fixa&ccedil;&atilde;o inicial dos imigrantes de Joinville e de S&atilde;o Bento do Sul e pela constru&ccedil;&atilde;o da Estrada Dona Francisca e ramal ferrovi&aacute;rio da EFSPRG, ligando Porto Uni&atilde;o ao Porto de S&atilde;o Francisco (Linha S&atilde;o Francisco). Tamb&eacute;m era utilizada a navega&ccedil;&atilde;o fluvial nos rios Igua&ccedil;u e Negro entre Porto Uni&atilde;o e Mafra. Segundo Almeida,<sup><a href="#notas">23</a> </sup>da exporta&ccedil;&atilde;o aos engenhos para o beneficiamento do mate foi r&aacute;pido e Joinville tornou&#150;se um centro de comercializa&ccedil;&atilde;o e exporta&ccedil;&atilde;o. Formouse um corredor do mate entre as cidades de S&atilde;o Bento do Sul e Joinville, ambas subordinadas &agrave; pra&ccedil;a de Curitiba, que gerenciava grande parte dos neg&oacute;cios na regi&atilde;o. A regi&atilde;o era, na verdade, uma extens&atilde;o da economia ervateira do Paran&aacute;. A produ&ccedil;&atilde;o teve uma forte ascens&atilde;o nos anos 1910 e se estabilizou nos anos 1920 e 1930, come&ccedil;ando a declinar nas d&eacute;cadas seguintes, como podemos acompanhar na <a href="#t2">tabela 2</a>.</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"> <a name="t2"></a></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/alhe/n34/a5t2.jpg"></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> A descoberta do carv&atilde;o mineral em territ&oacute;rio catarinense deu&#150;se no in&iacute;cio do s&eacute;culo XIX. Na d&eacute;cada de 1850, inicia&#150;se a explora&ccedil;&atilde;o pr&oacute;ximo a Laguna, de forma artesanal e em pequena escala. No final desse s&eacute;culo, o carv&atilde;o despertou interesse dos ingleses que constru&iacute;ram a Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina, inaugurada em 1884, ligando os portos de Imbituba e Laguna.<sup><a href="#notas">24</a></sup> At&eacute; 1914, a explora&ccedil;&atilde;o seguiu de forma artesanal por pequenas iniciativas locais. Somente com os adventos da Primeira Guerra, devido &agrave; queda nas importa&ccedil;&otilde;es, &eacute; que efetivamente come&ccedil;aram as atividades carbon&iacute;feras de uma forma mais racional. Entre 1917 e 1922, foram fundadas cinco companhias carbon&iacute;feras. Nos anos 1930, surgem mais quatro companhias; nos anos 1940 mais 30; e nos 1950 mais oito, todas de pequenos propriet&aacute;rios locais.<sup><a href="#notas">25</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Por ser um mineral b&aacute;sico para a industrializa&ccedil;&atilde;o, em 1931 o governo Vargas decretou a obrigatoriedade do consumo de 10% de carv&atilde;o nacional. Em 1937 a cota foi elevada para 20% e em 1942, dentro do "esfor&ccedil;o de guerra", foi encampada toda a produ&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m das medidas institucionais, foram feitos investimentos estatais diretos, como o melhoramento no porto de Laguna e a constru&ccedil;&atilde;o pela Companhia Sider&uacute;rgica Nacional de Volta Redonda (CSN) de um lavador em Tubar&atilde;o, respons&aacute;vel pelo beneficiamento do carv&atilde;o destinado &agrave; pr&oacute;pria CSN.<sup><a href="#notas">26</a></sup> Na <a href="#t2">tabela 2</a> podemos acompanhar o crescimento exponencial da produ&ccedil;&atilde;o do carv&atilde;o catarinense durante a segunda guerra.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Para entendermos a origem do complexo madeireiro em Santa Catarina, sua forma&ccedil;&atilde;o e desdobramento, a premissa maior encontra&#150;se na disponibilidade abundante de recursos florestais, com destaque para a arauc&aacute;ria no planalto e oeste e a imbuia e canela na Mata Atl&acirc;ntica no Vale do Itaja&iacute;. A extra&ccedil;&atilde;o da madeira constitu&iacute;a&#150;se, na &eacute;poca, a fonte mais r&aacute;pida, f&aacute;cil e dispon&iacute;vel de acumula&ccedil;&atilde;o capitalista. Al&eacute;m da disponibilidade de recursos naturais, o surgimento de atividades ligadas &agrave; explora&ccedil;&atilde;o da madeira tem a ver com a expans&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o artesanal nas col&ocirc;nias, a qual estava vinculada ao alargamento do mercado interno. Entre as col&ocirc;nias fundadas por imigrantes, as localizadas no Vale do Rio do Peixe e planalto norte, dada a abund&acirc;ncia de recursos florestais para fomentar a acumula&ccedil;&atilde;o capitalista, foram as que continuaram dedicando&#150;se &agrave;s atividades madeireiras.<sup><a href="#notas">27</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Desenvolveram&#150;se duas atividades extrativistas na regi&atilde;o oeste: a extra&ccedil;&atilde;o da erva&#150;mate e a da madeira. A primeira era exercida mais ao noroeste, na divisa com o Paran&aacute;, e a segunda nos vales pr&oacute;ximos ao rio Uruguai, tendo Chapec&oacute; como munic&iacute;pio p&oacute;lo. A madeira fixava o homem na terra, pois existia uma imensa floresta de arauc&aacute;ria, cujas caracter&iacute;sticas eram tentadoras, tanto em termos de qualidade como em quantidade. A madeira definiu a atividade econ&ocirc;mica principal at&eacute; os anos de 1950.<sup><a href="#notas">28</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> No planalto norte e Alto Vale do Rio do Peixe, tendo Ca&ccedil;ador como munic&iacute;pio p&oacute;lo, a madeira tornou&#150;se a principal atividade econ&ocirc;mica da regi&atilde;o. A madeira era transportada pela EFSPRG, seguindo pela Linha S&atilde;o Francisco at&eacute; o porto. A crescente evolu&ccedil;&atilde;o das exporta&ccedil;&otilde;es da madeira pode ser acompanhada na <a href="#t3">tabela 3</a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font face="verdana" size="2"> <a name="t3"></a></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/alhe/n34/a5t3.jpg"></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> No que diz respeito &agrave; ind&uacute;stria t&ecirc;xtil de Santa Catarina, ela surgiu no final do s&eacute;culo XIX e estava basicamente circunscrita ao Vale do Itaja&iacute;, centrada nas cidades de Blumenau e Brusque, e no norte em Joinville e Jaragu&aacute; do Sul.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Na cidade de Blumenau ela surgiu com a chegada de novos imigrantes p&oacute;s&#150;1875, que eram provenientes da Sax&ocirc;nia, uma regi&atilde;o industrial na Alemanha rec&eacute;m&#150;unificada. Em 1880, &eacute; fundada a Gebr&uuml;der Hering, pelos irm&atilde;os Hermann Hering (mestre tecel&atilde;o) e Bruno Hering, base da atual Cia Hering. Em 1882, Johann Karsten comprou seis teares alem&atilde;es e montou uma pequena tecelagem, surgindo assim a Karsten. Em seguida, 1884, foi fundada a Garcia. Todas ficavam em Blumenau.<sup><a href="#notas">29</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Em Brusque, surgiu a B&uuml;ettner em 1875 e a Renaux em 1892.<a href="#notas"><sup>30</sup></a> Em Joinville, em 1881, surge a D&ouml;hler, fundada por Karl G. D&ouml;hler, um mestre tecel&atilde;o, que trouxe da Sax&ocirc;nia alguns fios e come&ccedil;ou a fabricar tecidos num pequeno tear de madeira feito por ele mesmo. Portanto, antes da virada do s&eacute;culo, j&aacute; estavam estabelecidas a Hering, Karsten, Garcia, Renaux, D&ouml;hler e B&uuml;ettner, as grandes marcas da ind&uacute;stria t&ecirc;xtil catarinense.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Nas primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, Blumenau j&aacute; apresenta tra&ccedil;os de um pequeno centro fabril perif&eacute;rico, com in&uacute;meras malharias e tecelagens, algumas de pequeno e outras de m&eacute;dio porte. Na verdade, segundo Castro,<a href="#notas"><sup>31</sup></a> Blumenau &eacute; uma experi&ecirc;ncia bem sucedida de ind&uacute;stria regional&#150;nacional, onde se assistiu a um precoce desenvolvimento voltado para dentro. Um dos primeiros grandes impulsos dado &agrave; ind&uacute;stria t&ecirc;xtil catarinense n&atilde;o foi gerado pelas suas for&ccedil;as end&oacute;genas locais, mas veio do outro lado do continente: a primeira guerra. Com a queda nas exporta&ccedil;&otilde;es de bens assalariados, a ind&uacute;stria t&ecirc;xtil barriga&#150;verde come&ccedil;a a conquistar o mercado nacional.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Os t&ecirc;xteis catarinenses talvez n&atilde;o conseguiriam se manter no mercado paulista e carioca at&eacute; 1930 &#150;al&eacute;m do mercado ga&uacute;cho&#150;, se n&atilde;o houvesse uma expans&atilde;o da renda promovida pelo complexo cafeeiro e pela diversifica&ccedil;&atilde;o industrial dos anos de 1920. Com a pol&iacute;tica cambial dos anos de 1920, ora valorizado ora desvalorizado, o setor foi beneficiado pelos dois lados, com o encarecimento das exporta&ccedil;&otilde;es e com a facilidade de importar novas m&aacute;quinas para repor o velho maquin&aacute;rio, desgastado durante o per&iacute;odo do conflito mundial. O segundo salto veio com a industrializa&ccedil;&atilde;o restringida p&oacute;s&#150;30 e a integra&ccedil;&atilde;o do mercado nacional, em parte promovida pelo fim do imposto de importa&ccedil;&atilde;o entre os estados, aumentando o fluxo de mercadorias nacionais entre as unidades federativas. No final dos anos 1960, o setor j&aacute; era formado por grandes empresas, com uma grande inser&ccedil;&atilde;o nacional, apresentando caracter&iacute;sticas de um oligop&oacute;lio competitivo.<sup><a href="#notas">32</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de alimentos em Santa Catarina, inicialmente ela estava ligada &agrave;s atividades agr&iacute;colas desenvolvidas pelos a&ccedil;orianos, o cultivo da cana&#150;de&#150;a&ccedil;&uacute;car para a fabrica&ccedil;&atilde;o da aguardente e do melado, da mandioca para a fabrica&ccedil;&atilde;o da farinha e do polvilho, do arroz, do caf&eacute; e das atividades pesqueiras. Com a vinda da segunda leva de imigrantes nos meados do s&eacute;culo XIX, come&ccedil;am a surgir novos produtos aliment&iacute;cios como a banha, manteiga, queijo e salame. A explica&ccedil;&atilde;o dessa diversifica&ccedil;&atilde;o deve ser buscada na tradi&ccedil;&atilde;o, trazida pelos imigrantes italianos, que eram pequenos camponeses. Com a vinda da terceira leva de imigrantes p&oacute;s&#150;1875, aumentou a diversidade e a oferta de alimentos, como os derivados de su&iacute;no e os do leite, o fabrico do vinho e tamb&eacute;m da farinha de mandioca.<sup><a href="#notas">33</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Dadas as caracter&iacute;sticas da coloniza&ccedil;&atilde;o em Santa Catarina, as atividades agr&iacute;colas, que resultavam na produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, eram todas praticadas por pequenos propriet&aacute;rios, que al&eacute;m de produzirem para a sua subsist&ecirc;ncia comercializavam o excedente junto ao mercado local e com os centros comerciais mais pr&oacute;ximos (Laguna, S&atilde;o Francisco, Joinville, Blumenau e Florian&oacute;polis). Do Vale do Itaja&iacute; as mercadorias eram transportadas de Blumenau at&eacute; o porto de Itaja&iacute; pela navega&ccedil;&atilde;o fluvial no rio Itaja&iacute;&#150;A&ccedil;u e do interior da col&ocirc;nia at&eacute; Blumenau pela Estrada de Ferro Santa Catarina.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Mesmo com a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos no sul, no Vale e no litoral, ser&aacute; com a coloniza&ccedil;&atilde;o do oeste catarinense que o setor ter&aacute; outros desdobramentos e definir&aacute; os rumos da ind&uacute;stria alimentar em Santa Catarina.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Nos anos de 1930, come&ccedil;am a surgir na regi&atilde;o casas comerciais que revendem alimentos e cereais para o interior de S&atilde;o Paulo e para a pr&oacute;pria capital paulista e que, mais tarde, nos anos de 1940, transformaram&#150;se em moinhos e em frigor&iacute;ficos.<sup><a href="#notas">34</a></sup> Mesmo com a transforma&ccedil;&atilde;o de pequenas propriedades em casas comerciais e depois em frigor&iacute;ficos e processadores de su&iacute;nos, o padr&atilde;o m&oacute;vel da acumula&ccedil;&atilde;o era o mercantil. Era na esfera da circula&ccedil;&atilde;o que residia a fonte maior da acumula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <i>Integra&ccedil;&atilde;o no mercado nacional</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> A partir da segunda metade dos anos 1910 at&eacute; o final dos anos de 1920, o valor das exporta&ccedil;&otilde;es catarinenses aumentou em seis vezes, ritmo que se manteve nos anos de 1930. No geral, o aumento das exporta&ccedil;&otilde;es catarinenses para o mercado interno de 1915 a 1929 deve ser entendido a partir das seguintes mudan&ccedil;as: <i>a</i>) a expans&atilde;o do complexo cafeeiro e seus desdobramentos na expans&atilde;o urbana em S&atilde;o Paulo;<sup><a href="#notas">35</a></sup> <i>b</i>) o forte processo de diversifica&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica ocorrida nos anos de 1920 em S&atilde;o Paulo e no Rio de Janeiro com o surgimento de novas ind&uacute;strias ligadas ao setor metal&#150;mec&acirc;nico e qu&iacute;mico;<a href="#notas"><sup>36</sup></a> <i>c</i>) a expans&atilde;o urbana na capital federal; <i>d</i>) a constru&ccedil;&atilde;o de ferrovias integrando a regi&atilde;o Sul ao Sudeste e de ferrovias ligando o interior catarinense aos portos; <i>e</i>) a proximidade com duas pra&ccedil;as importantes no cen&aacute;rio econ&ocirc;mico regional: Curitiba e Porto Alegre. Santa Catarina respondeu positivamente ao aumento da demanda nacional p&oacute;s&#150;1915. O forte dinamismo interno interagiu com o novo dinamismo da economia nacional.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> O salto obtido pela economia catarinense nos anos de 1930 e 1940 deve ser explicado pelo forte engajamento do estado com a economia nacional, principalmente a paulista, que estava num processo acelerado de forma&ccedil;&atilde;o de um parque industrial integrado. Os estados que estavam mais pr&oacute;ximos da economia paulista e que tinham estruturas socioecon&ocirc;micas mais avan&ccedil;adas do que as das antigas regi&otilde;es produtoras rapidamente se ajustaram &agrave;s demandas paulistas p&oacute;s&#150;30. A urbaniza&ccedil;&atilde;o e o aumento da classe oper&aacute;ria fizeram aumentar a demanda por produtos b&aacute;sicos: alimentos e vestu&aacute;rio. J&aacute; o crescimento da ind&uacute;stria sider&uacute;rgica, associado ao transporte de cabotagem e ferrovi&aacute;rio, fez aumentar a demanda por carv&atilde;o mineral.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Ao mesmo tempo que a ind&uacute;stria paulista nascia e se consolidava, a catarinense caminhava paralelamente. Com a crise dos anos 1930, o rompimento do padr&atilde;o monet&aacute;rio internacional e o aparecimento de novos agentes sociais, rompese o velho padr&atilde;o de acumula&ccedil;&atilde;o na economia brasileira, que era conduzido pelo setor mercantil agroexportador. A diversifica&ccedil;&atilde;o industrial dos anos 1920 exigia a continuidade do processo de crescimento, por&eacute;m em outras bases materiais e institucionais.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b> MEIOS DE TRANSPORTES E VIAS DE COMUNICA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Numa perspectiva da longa dura&ccedil;&atilde;o, temos que pensar a pol&iacute;tica de transportes no Brasil dentro do padr&atilde;o de crescimento e da forma&ccedil;&atilde;o de um sistema nacional de economia. No interior do pa&iacute;s, os caminhos das tropas e os rios naveg&aacute;veis por pequenas canoas eram as vias de comunica&ccedil;&atilde;o mais utilizadas no per&iacute;odo colonial. Com o advento do barco a vapor, os rios come&ccedil;aram a ser melhores utilizados como via de comunica&ccedil;&atilde;o.  Podemos afirmar que entre 1840 e 1880 predominou no Brasil a navega&ccedil;&atilde;o fluvial a vapor, com a constitui&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias companhias regionais e nacionais deste tipo de transportes. A navega&ccedil;&atilde;o surge em detrimento das estradas j&aacute; tra&ccedil;adas pelos tropeiros, que n&atilde;o eram prioridades para o governo imperial, uma vez que apostava na navega&ccedil;&atilde;o fluvial, a qual suplantou as estradas. O per&iacute;odo de 1880 a 1940 foi a era ferrovi&aacute;ria no Brasil. As ferrovias, como s&iacute;mbolo da modernidade e da velocidade, foram constru&iacute;das sem serem acompanhadas dos devidos melhoramentos na navega&ccedil;&atilde;o fluvial. A ferrovia ent&atilde;o suplantou a navega&ccedil;&atilde;o. A partir de 1940, vimos florescer no Brasil o sistema rodovi&aacute;rio, que chegou a todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s, integrando todo o territ&oacute;rio nacional. Em 1930, o pa&iacute;s tinha 32 000 km de ferrovias. As rodovias foram constru&iacute;das e pavimentas sem serem acompanhadas de melhoramentos nas ferrovias. Novamente, uma suplantou a outra. Nunca houve no Brasil uma moderniza&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua das diversas modalidades de transporte que permitisse que uma modalidade funcionasse integrada &agrave; outra.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Neste t&oacute;pico analisaremos separadamente os meios de transportes e as vias de comunica&ccedil;&atilde;o em Santa Catarina no per&iacute;odo de 1880 a 1945, destacando as ferrovias e a navega&ccedil;&atilde;o fluvial.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <i>Ferrovias</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"> N&atilde;o havia em Santa Catarina um sistema ferrovi&aacute;rio integrado, por&eacute;m, havia a presen&ccedil;a de ferrovias nas principals regi&otilde;es produtoras voltadas para o mercado nacional. No sul, para transportar o carv&atilde;o; no meio oeste, a madeira e os alimentos; no planalto norte, a madeira e a erva&#150;mate; e no Vale do Itaja&iacute;, a madeira e os alimentos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina&#150;Sul</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> A constru&ccedil;&atilde;o da Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina (EFDTC) pelo capital ingl&ecirc;s, de 1880 a 1884, no sul de Santa Catarina est&aacute; diretamente relacionada &agrave; descoberta do carv&atilde;o mineral na cabeceira do rio Tubar&atilde;o no munic&iacute;pio de Laguna e a necessidade de transport&aacute;&#150;lo at&eacute; um porto de embarque. Inicialmente eram 117 km ligando as minas aos portos de Imbituba e Laguna. A descoberta e a explora&ccedil;&atilde;o do carv&atilde;o no sul de Santa Catarina marcaram consideravelmente a paisagem e a socioeconomia da regi&atilde;o durante todo o s&eacute;culo  XX. A ferrovia do carv&atilde;o faz parte da forma&ccedil;&atilde;o e da consolida&ccedil;&atilde;o do complexo carbon&iacute;fero catarinense, transportando o mineral extra&iacute;do nas minas em dire&ccedil;&atilde;o ao lavador, &agrave; termoel&eacute;trica, &agrave; carboqu&iacute;mica e aos portos de Laguna e Imbituba, ou seja, a ferrovia integrava as unidades produtivas do complexo.<sup><a href="#notas">37</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> O complexo carbon&iacute;fero catarinense foi se expandindo ao longo do s&eacute;culo XX respondendo &agrave;s demandas nacionais de carv&atilde;o, destinadas ao transporte (ferrovias e navega&ccedil;&atilde;o fluvial e mar&iacute;tima a vapor), &agrave; siderurgia, &agrave; termoel&eacute;trica e &agrave; petroqu&iacute;mica. Podemos afirmar que a forma&ccedil;&atilde;o inicial do complexo come&ccedil;ou com as tr&ecirc;s unidades b&aacute;sicas: minas (companhia carbon&iacute;fera), ferrovia (EFDTC) e portos (Laguna e Imbituba) em 1884, quando foi inaugurado o primeiro trecho da ferrovia.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Durante este per&iacute;odo de 30 anos (1884 a 1914), em que cessou a extra&ccedil;&atilde;o do carv&atilde;o em Santa Catarina, a EFDTC perdeu a raz&atilde;o principal da sua exist&ecirc;ncia: transportar o carv&atilde;o da mina at&eacute; os portos. Al&eacute;m disso, havia os crescentes d&eacute;ficits financeiros advindos do fim do transporte do carv&atilde;o, uma vez que os transportes de passageiros, dos correios e das mercadorias advindas da pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil eram insuficientes para manter os altos custos da ferrovia. A manuten&ccedil;&atilde;o da estrada foi sendo negligenciada e a companhia inglesa n&atilde;o demonstrava mais interesse em manter esta linha ferrovi&aacute;ria que se caracterizava t&atilde;o&#150;somente como uma pequena ferrovia que atendia as demandas dos imigrantes que chegavam em Laguna e dirigiam&#150;se at&eacute; Azambuja.<sup><a href="#notas">38</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Entre 1918 e 1940, a EFDTC foi administrada pela Companhia Brasileira de Carv&atilde;o de Ararangu&aacute; (CBCA), pertencente &agrave;s Organiza&ccedil;&otilde;es Henrique Lage, que tamb&eacute;m extra&iacute;a o carv&atilde;o e era propriet&aacute;ria do porto de Imbituba, al&eacute;m de fazer o transporte mar&iacute;timo pela Companhia Nacional de Navega&ccedil;&atilde;o Costeira S. A. Em fun&ccedil;&atilde;o da descoberta de novas e grandes jazidas de carv&atilde;o na zona colonial de Crici&uacute;ma e Urussanga em 1913, foram aprovados estudos e projetos para o prolongamento dos trilhos at&eacute; o Vale do Ararangu&aacute;. O prolongamento da ferrovia cumpriria dois objetivos fundamentais: atender &agrave;s demandas crescentes de carv&atilde;o nacional e integrar as zonas coloniais a Laguna por meio de transporte mais eficiente. Os trilhos chegaram em Crici&uacute;ma no dia 1 de janeiro de 1919, quando foi entregue o trecho provis&oacute;rio, sendo inaugurado somente quatro anos ap&oacute;s na mesma data. As obras continuaram seguindo at&eacute; as margens do rio Ararangu&aacute;, sendo entregues ao tr&aacute;fego no dia 18 de janeiro de 1927, com um total de 239 quil&ocirc;metros.<sup><a href="#notas">39</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Diante da necessidade urgente de ampliar a produ&ccedil;&atilde;o do carv&atilde;o nacional e dada a insolv&ecirc;ncia das Organiza&ccedil;&otilde;es Henrique Lage, que j&aacute; vinha se arrastando desde meados de 1930, imediatamente ap&oacute;s a constitui&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Executiva do Plano Sider&uacute;rgico Nacional, por meio do decreto&#150;lei 2074 de 8 de mar&ccedil;o de 1940, a EFDTC foi resgatada pelo governo federal, ou seja, a partir deste momento, a EFDTC come&ccedil;ou a fazer parte da estrat&eacute;gia nacional de industrializa&ccedil;&atilde;o comandada pelo Estado dentro do Plano Sider&uacute;rgico Nacional.<sup><a href="#notas">40</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Estrada de Ferro S&atilde;o Paulo&#150;Rio Grande &#150;meio oeste e planalto norte</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Dentro do movimento de ocupa&ccedil;&atilde;o das fronteiras, de transforma&ccedil;&atilde;o de economias naturais em economias mercantis e na busca pela valoriza&ccedil;&atilde;o do capital que explorava atividades agr&aacute;rias voltadas para o mercado externo, o decreto 10432 de 9 de novembro de 1889 concedeu a Jo&atilde;o Teixeira Soares o privil&eacute;gio para construir uma ferrovia que partisse das margens do rio Itarar&eacute;, na prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo, onde terminava a ferrovia Sorocabana, at&eacute; Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e seus ramais.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> A extens&atilde;o do tronco principal e dos ramais somava 1 952 km, sendo o trecho Itarar&eacute;&#150;Rio Uruguai o mais importante, dividido em duas se&ccedil;&otilde;es: Itarar&eacute;&#150;Porto Uni&atilde;o e Porto Uni&atilde;o&#150;Rio Uruguai, com 941 km. Os trabalhos de constru&ccedil;&atilde;o efetivamente foram iniciados no dia 15 de novembro de 1895, a partir da cidade de Ponta Grossa, no Paran&aacute;, que seria utilizada como base para atacar as duas linhas: norte, em dire&ccedil;&atilde;o a Itarar&eacute;, e sul, em dire&ccedil;&atilde;o ao rio Uruguai. O primeiro trecho foi inaugurado em 16 de dezembro de 1899, numa extens&atilde;o de 228 km. A conclus&atilde;o da linha Itarar&eacute; at&eacute; o rio Uruguai ligava as ferrovias paulistas &agrave;s ga&uacute;chas, motivo que estimulava a Companhia EFSPRG a apostar no empreendimento, mesmo operando com d&eacute;ficits.<sup><a href="#notas">41</a></sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Em outubro de 1910, dentro do prazo fixado pelo governo federal, o trecho no territ&oacute;rio catarinense entre rio Igua&ccedil;u (divisa PR/SC) e rio Uruguai (divisa SC/RS) foi entregue para o tr&aacute;fego. Com o fim das obras, a linha Itarar&eacute;&#150;Rio Uruguai alcan&ccedil;ou a marca de 883 km. Junto com a EFSPRG, atuaram na regi&atilde;o a Serralheria Lumber e a Companhia de Coloniza&ccedil;&atilde;o Brazil Development, todas de propriedade de Percival Farquhar, formando uma tr&iacute;ade, que atuava em tr&ecirc;s frentes de valoriza&ccedil;&atilde;o do capital: transporte ferrovi&aacute;rio, extra&ccedil;&atilde;o vegetal (madeira e erva&#150;mate) e coloniza&ccedil;&atilde;o (venda de terras).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Mesmo com o in&iacute;cio das atividades extrativistas, a linha Itarar&eacute; (SP) ao rio Uruguai continuou operando com d&eacute;ficits. A madeira era a mercadoria mais transportada, seguida da erva&#150;mate e dos cereais, que eram destinados aos portos de S&atilde;o Francisco do Sul e Paranagu&aacute;, uma vez que a EFSPRG era integrada &agrave; Estrada de Ferro do Paran&aacute; (EFP).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Dentro do projeto nacional de industrializa&ccedil;&atilde;o no bojo da centraliza&ccedil;&atilde;o das tomadas de decis&atilde;o na m&atilde;o do Estado foi incorporado ao patrim&ocirc;nio da Uni&atilde;o a EFSPRG, que na oportunidade controlava tamb&eacute;m a EFP. E para resolver problemas de ordem jur&iacute;dica e financeira, finalmente em 1942 foi institu&iacute;da com personalidade pr&oacute;pria de natureza aut&aacute;rquica a Rede de Via&ccedil;&atilde;o Paran&aacute;&#150;Santa Catarina (RVPRSC).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Com a conclus&atilde;o do primeiro trecho da EFSPRG at&eacute; as margens do rio Igua&ccedil;u, em 1904, foram aprovados os estudos definitivos do primeiro trecho da linha ferrovi&aacute;ria, ligando o porto de S&atilde;o Francisco do Sul at&eacute; a vila de S&atilde;o Bento do Sul, passando pelas cidades de Joinville e Jaragu&aacute;, numa extens&atilde;o de 144 km. Logo em seguida os trabalhos foram iniciados, partindo da cidade de S&atilde;o Francisco do Sul. Em 1906, foi inaugurado em Joinville o primeiro trecho da Linha S&atilde;o Francisco. Esta ferrovia estava dentro das vias de comunica&ccedil;&atilde;o que formava o complexo ervateiro do Paran&aacute; e Santa Catarina. Finalmente, ap&oacute;s onze anos, foi inaugurado o tr&aacute;fego completo da Linha S&atilde;o Francisco em Porto Uni&atilde;o, elevando para 463 km a extens&atilde;o total da Linha.<sup><a href="#notas">42</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Como a Linha S&atilde;o Francisco fazia parte da Companhia EFSPRG, em 1930 ela tamb&eacute;m foi encampada pelo governo federal. As mudan&ccedil;as jur&iacute;dicas que ocorreram com a RVPRSC nas d&eacute;cadas seguintes tamb&eacute;m repercutiram na Linha S&atilde;o Francisco. Esta linha serviu como grande corredor de transporte de madeira e cereais do meio oeste e planalto norte catarinense. Como havia dois entroncamentos, um em Porto Uni&atilde;o, que ligava com Irati, seguindo para o norte do Paran&aacute;, e outro em Mafra, que ligava com a EFP, parte expressiva das cargas que desciam pela Linha S&atilde;o Francisco era proveniente do Paran&aacute;.<a href="#notas"><sup>43</sup></a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Estrada de Ferro Santa Catarina&#150;Vale do Itaja&iacute;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> O r&aacute;pido crescimento demogr&aacute;fico de Blumenau e o aumento das exporta&ccedil;&otilde;es de produtos alimentares, madeiras e t&ecirc;xteis exigiam que estas mercadorias fossem escoadas com mais rapidez e seguran&ccedil;a para o porto de Itaja&iacute;. Na era ferrovi&aacute;ria brasileira, a solu&ccedil;&atilde;o mais eficaz para colocar Blumenau e as col&ocirc;nias mais a oeste em contato com Itaja&iacute; seria a constru&ccedil;&atilde;o de uma ferrovia. Por&eacute;m, a prioridade inicial seria ligar as col&ocirc;nias mais a oeste com Blumenau, pois dali em diante o transporte fluvial j&aacute; era feito por uma companhia de navega&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Blumenau crescia e ampliava o com&eacute;rcio local com sua <i>hinterland </i>e com outros centros urbanos maiores. A falta de uma ferrovia estava limitando o crescimento das col&ocirc;nias mais a oeste de Blumenau. Para tanto, a companhia colonizadora respons&aacute;vel pela administra&ccedil;&atilde;o de Blumenau tratou de realizar acordos com bancos alem&atilde;es para financiar as obras ferrovi&aacute;rias. Foi formado um truste entre a Sociedade Colonizadora Hanse&aacute;tica, bancos e empresas, que fundaram, em Berlim, em 1907, a Companhia Estrada de Ferro Santa Catarina (EFSC). As obras come&ccedil;aram no mesmo ano.<sup><a href="#notas">44</a></sup> O primeiro trecho que liga Blumenau at&eacute; a esta&ccedil;&atilde;o Hansa, no km 69.7, foi entregue no dia 1 de outubro de 1909.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Em fun&ccedil;&atilde;o da primeira guerra mundial, quando o Brasil declarou a Alemanha como na&ccedil;&atilde;o inimiga, uma comiss&atilde;o militar ocupou a EFSC e o decreto 12907 de 1918 definiu sem efeito os contratos realizados entre a Uni&atilde;o e a Companhia. O decreto 15152 de 1921 arrendou a EFSC, os prolongamentos e a se&ccedil;&atilde;o fluvial ao governo do estado de Santa Catarina, por um prazo de 30 anos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Quando o governo estadual assumiu o controle da EFSC, em dezembro de 1922, a Companhia tinha a concess&atilde;o para prolongar a linha para leste, at&eacute; o porto de Itaja&iacute;, e para oeste, at&eacute; a fronteira com a Argentina. A extens&atilde;o da ferrovia seguiu para oeste, em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; EFSPRG, chegando em Rio do Sul em 1933. Em 1936, foram retomadas as obras em dire&ccedil;&atilde;o a leste para o porto de Itaja&iacute;, a mais importante do ponto de vista estrat&eacute;gico para a sobreviv&ecirc;ncia financeira da ferrovia (<a href="#t4">tabela 4</a>).<sup><a href="#notas">45</a></sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font face="verdana" size="2"> <a name="t4"></a></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/alhe/n34/a5t4.jpg"></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <i>Navega&ccedil;&atilde;o fluvial</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> A navega&ccedil;&atilde;o fluvial em Santa Catarina se fez presente em diversos pontos da vertente do Atl&acirc;ntico (Ararangu&aacute;, Tubar&atilde;o, Tijucas e Itapocu), por&eacute;m eram iniciativas individuais de canoeiros e pequenos comerciantes locais, que utilizavam pequenos barcos como meio de transporte para ligar vilas e comunidades. Entre Joinville e o porto de S&atilde;o Francisco do Sul havia navega&ccedil;&atilde;o fluvial no rio Cachoeira e na lagoa de Sagua&ccedil;u. No sul, havia a navega&ccedil;&atilde;o nas lagoas de Imaru&iacute; e de Santo Ant&ocirc;nio, ambas em Laguna. Nesta mesma regi&atilde;o, tamb&eacute;m havia o canal de navega&ccedil;&atilde;o ligando as cidades de Jaguaruna e Laguna, passando pelos rios Sang&atilde;o, da Madre e Tubar&atilde;o, numa extens&atilde;o de 31 km. Mais ao sul havia a navega&ccedil;&atilde;o entre Ararangu&aacute; e Torres, via rio Sangradouro e as lagoas do Caver&aacute; e Sombrio, chegando at&eacute; o rio Mampituba, numa extens&atilde;o de 45 km. Por&eacute;m, somente no rio Itaja&iacute;&#150;A&ccedil;u e na divisa como o Paran&aacute; (rios Igua&ccedil;u e Negro) que surgiram companhias capitalistas de navega&ccedil;&atilde;o fluvial a vapor organizadas e com fluxo constante de pessoas e mercadorias.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Navega&ccedil;&atilde;o no planalto norte na divisa com o Paran&aacute;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Duas atividades extrativistas marcaram a economia paranaense e catarinense na segunda metade do s&eacute;culo XIX, a erva&#150;mate e a madeira (arauc&aacute;ria). A floresta da arauc&aacute;ria predominava em grande parte do sul e sudoeste, centro do territ&oacute;rio paranaense, e a erva&#150;mate, junto com a arauc&aacute;ria, ao longo da divisa com Santa Catarina. Ambas as atividades foram respons&aacute;veis por movimentar grande parte da economia do Paran&aacute; e norte catarinense, orientando a ocupa&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica, a constru&ccedil;&atilde;o de estradas de rodagem, de ferrovias e a navega&ccedil;&atilde;o fluvial.<sup><a href="#notas">46</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> O rio Igua&ccedil;u, com 1 320 km, tem uma extens&atilde;o naveg&aacute;vel de 360 km ao longo do Segundo Planalto do Paran&aacute; na divisa com Santa Catarina, desde a cidade de Porto Amazonas (PR) at&eacute; Porto Uni&atilde;o (SC) e Uni&atilde;o da Vit&oacute;ria (PR). A navega&ccedil;&atilde;o no rio Igua&ccedil;u nos dois estados j&aacute; era praticada desde o per&iacute;odo colonial, mas efetivamente a navega&ccedil;&atilde;o a vapor iniciou em 1882. A partir desta data surgiram v&aacute;rias companhias de navega&ccedil;&atilde;o que desciam o rio Igua&ccedil;u e seguiam pelo rio Negro (tamb&eacute;m na divisa) at&eacute; a cidade de Mafra (SC).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Em 1915, o governo paranaense encampou v&aacute;rias empresas de navega&ccedil;&atilde;o que recebiam subven&ccedil;&otilde;es, num total de dez barcos, e formou a Lloyd Paranaense. Mesmo assim, novas companhias privadas continuaram a ser formadas. Ao todo, nos anos de 1920, trafegavam pelo rio Igua&ccedil;u 28 navios de doze companhias de navega&ccedil;&atilde;o.<sup><a href="#notas">47</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Navega&ccedil;&atilde;o no Vale do Itaja&iacute;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> No ano de 1878, foi fundada a Companhia de Navega&ccedil;&atilde;o Fluvial a Vapor Itajahy&#150;Blumenau. O primeiro vapor da companhia foi o Progresso, que passou a navegar no rio Itaja&iacute;&#150;A&ccedil;u em 1879. A Itajahy&#150;Blumenau atendia &agrave;s localidades situadas ao longo da margem do rio, como Gaspar e Ilhota, fazendo tr&ecirc;s viagens semanais at&eacute; Itaja&iacute; num percurso de 72.3 km. A chegada de novos imigrantes, a coloniza&ccedil;&atilde;o do interior de Blumenau e a expans&atilde;o das atividades econ&ocirc;micas exigiram novos investimentos na Itajahy&#150;Blumenau, que encomendou um novo vapor.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Com a entrada em opera&ccedil;&atilde;o da Estrada de Ferro Santa Catarina ( EFSC), em 1909, o tr&aacute;fego entre as col&ocirc;nias do interior de Blumenau com o porto de Itaja&iacute; passou a ser conjugado com a ferrovia. Neste mesmo ano, dois ter&ccedil;os das a&ccedil;&otilde;es da Itajahy&#150;Blumenau foi adquirido pela Companhia  EFSC, que em seguida passou a atuar de forma conjugada com a ferrovia.<sup><a href="#notas">48</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> A  EFSC proporcionou um aumentou no fluxo de mercadorias transportadas pela navega&ccedil;&atilde;o fluvial. As mercadorias que vinham do interior do Vale do Itaja&iacute; eram transportadas pela ferrovia at&eacute; Blumenau, que seguia viagem pelo rio at&eacute; o porto de Itaja&iacute;, com destaque para a madeira, cereais, alimentos e f&eacute;cula de mandioca.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Com os adventos da primeira guerra mundial a Companhia de Navega&ccedil;&atilde;o Fluvial a Vapor Itajahy&#150;Blumenau e a Estrada de Ferro Santa Catarina foram incorporadas e repassadas ao governo estadual. Com o prolongamento dos trilhos da  EFSC de Blumenau a Itaja&iacute;, cuja constru&ccedil;&atilde;o foi retomada em 1936, a se&ccedil;&atilde;o fluvial continuou operando at&eacute; in&iacute;cio dos anos de 1950, mesmo apresentando d&eacute;ficits constantes.<sup><a href="#notas">49</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Canal de Navega&ccedil;&atilde;o Laguna&#150;Jaguaruna no sul</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> O maior projeto realizado para a constru&ccedil;&atilde;o do canal de navega&ccedil;&atilde;o ligando inicialmente Laguna a Porto Alegre foi o executado pelo tenente&#150;coronel do Corpo de Engenheiro Eduardo Jos&eacute; de Moraes em 1879. As condi&ccedil;&otilde;es hidrogr&aacute;ficas nos dois estados eram prop&iacute;cias para a abertura de um canal de navega&ccedil;&atilde;o, ligando Laguna a Porto Alegre, as duas cidades mais importantes do Brasil meridional. Esta obra nunca foi realizada.<sup><a href="#notas">50</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Em 1907, o governo catarinense designou uma comiss&atilde;o para realizar os estudos para a constru&ccedil;&atilde;o do trecho catarinense do antigo projeto de Moraes ligando as cidades catarinenses de Laguna e Ararangu&aacute;. No dia 9 de julho de 1908 foram realizados os primeiros trabalhos para constru&ccedil;&atilde;o do canal desobstruindo o antigo leito do rio Tubar&atilde;o, a fim de chegar ao rio Congonhas. Diante das dificuldades financeiras, o projeto foi revisto e limitado at&eacute; a cidade de Jaguaruna, numa extens&atilde;o de 31 km. O canal foi uma importante via de comunica&ccedil;&atilde;o para as comunidades locais, que o utilizavam como via f&aacute;cil e barata at&eacute; porto de Laguna. Mesmo com a ferrovia chegando em Crici&uacute;ma no ano de 1919 e em Ararangu&aacute; em 1927, o canal continuou sendo usado para escoar a pequena produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola da regi&atilde;o at&eacute; o in&iacute;cio dos anos 1950.<sup><a href="#notas">51</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b> PROJECTO DA REDE CATARINENSE DE VIA&Ccedil;&Atilde;O F&Eacute;RREA</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> A lei estadual 230 de 23 de setembro de 1903 concedeu a Henrique Sch&uuml;ler o direito para construir uma estrada de ferro denominada Norte&#150;Sul e outra Leste&#150;Oeste, ou seja, cortando todo territ&oacute;rio catarinense. A concess&atilde;o foi declarada caduca em 1906. Esta foi a primeira tentativa para formar uma rede ferrovi&aacute;ria integrada em Santa Catarina.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> No ano de 1924, Joaquim Jos&eacute; de Souza Breves Filho, diretor da Estrada de Ferro Santa Catarina, apresentou ao governo estadual um projeto para forma&ccedil;&atilde;o de uma rede ferrovi&aacute;ria catarinense. A inten&ccedil;&atilde;o era integrar a EFSC com a EFDTC, EFSPRG e a Linha S&atilde;o Francisco, integrando todos os portos com o interior. Breves Filho tamb&eacute;m chamava a aten&ccedil;&atilde;o para uma futura integra&ccedil;&atilde;o com a Estrada de Ferro Rio Negro a Caxias, que cortaria todo o planalto serrano catarinense.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"> S&atilde;o patentes as vantagens que adviriam da forma&ccedil;&atilde;o dessa importante rede de via&ccedil;&atilde;o, de cerca de 2 000 quil&ocirc;metros, que, embora interessando mais especialmente ao estado de Santa Catarina, concorreria extraordinariamente para completar o plano geral da via&ccedil;&atilde;o do sul do pa&iacute;s.<sup><a href="#notas">52</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> O tronco principal desta rede seria a EFSC, que ligaria o litoral, porto de Itaja&iacute;, ao interior, cortando a Serra do Mar e a Serra Geral, chegando at&eacute; a fronteira com a Argentina, passando pela Estrada de Ferro Rio Negro e pela EFSPRG, que se constituiria no coletor principal do tr&aacute;fego da rede projetada.<sup><a href="#notas">53</a></sup> Deste coletor principal partiriam os seguintes ramais:</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <i>a</i>) Liga&ccedil;&atilde;o de Blumenau ao Estreito.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <i>b</i>) Liga&ccedil;&atilde;o de Blumenau &agrave; Linha S&atilde;o Francisco.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <i>c</i>) Ramal do Rio do Sul ao Estreito.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <i>d</i>) Prolongamento do ramal de Hansa at&eacute; Nova Bremen.</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Este ousado projeto seria realizado em conjunto com o governo federal, que faria mediante a realiza&ccedil;&atilde;o de contratos de arrendamento e constru&ccedil;&atilde;o. O prazo previsto para a constru&ccedil;&atilde;o dos 1 200 quil&ocirc;metros faltantes seriam doze anos, com uma previs&atilde;o de 100 quil&ocirc;metros constru&iacute;dos por  ano. Breves Filho admitia a possibilidade de dilatar o prazo, por&eacute;m alertava que n&atilde;o deixasse de ficar assegurada a sua completa realiza&ccedil;&atilde;o, gradualmente, sem solu&ccedil;&otilde;es de continuidade.<sup><a href="#notas">54</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> No mesmo ano, o governador Herc&iacute;lio Luz apresentou o projeto de Breves Filho &agrave; Assembl&eacute;ia Legislativa, na sua mensagem anual. Luz, ap&oacute;s reproduzir as propostas de liga&ccedil;&atilde;o ferrovi&aacute;ria, concluiu que poderia se denominar aquele projeto de Rede Catarinense. Na <a href="#t5">tabela 5</a> podemos acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o da expans&atilde;o ferrovi&aacute;ria em Santa Catarina comparando com o Brasil destacando os anos em que entraram em opera&ccedil;&otilde;es novas ferrovias ou a expans&atilde;o de ramais.</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"> <a name="t5"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/alhe/n34/a5t5.jpg"></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Talvez a pergunta que vem &agrave; tona &eacute; por que esse projeto ferrovi&aacute;rio n&atilde;o foi executado. Se f&ocirc;ssemos pensar apenas do ponto de vista econ&ocirc;mico a resposta seria simples: n&atilde;o havia fluxo suficiente de mercadorias que justificasse a implanta&ccedil;&atilde;o de uma ferrovia, ou seja, a acumula&ccedil;&atilde;o era muito lenta. As &uacute;nicas ferrovias que foram implantadas durante o per&iacute;odo analisado formam a EFDTC, que transportava o carv&atilde;o; a EFSPRG, que transportava a madeira, e a Linha S&atilde;o Francisco, que transportava a madeira e a erva&#150;mate. A EFSC era uma pequena ferrovia municipal que atendia pontualmente &agrave;s col&ocirc;nias do Vale do Itaja&iacute;.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Uma ferrovia n&atilde;o se implanta com inten&ccedil;&atilde;o de desenvolver uma regi&atilde;o onde n&atilde;o h&aacute; uma atividade econ&ocirc;mica importante. Mas, pelo contr&aacute;rio, uma ferrovia &eacute; constru&iacute;da para atender a uma regi&atilde;o onde h&aacute; uma grande atividade econ&ocirc;mica que sustente financeiramente a ferrovia. &Eacute; a circula&ccedil;&atilde;o acelerando a produ&ccedil;&atilde;o. Esta era realizada apenas para o carv&atilde;o, a madeira e a erva&#150;mate que estavam dentro do padr&atilde;o de acumula&ccedil;&atilde;o agr&aacute;rio&#150;mercantil&#150;exportador. A pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil era incapaz de sozinha manter os fluxos necess&aacute;rios para sustentar financeiramente uma ferrovia.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b> CONCLUS&Atilde;O &#150;ESPECIALIZA&Ccedil;&Atilde;O ECON&Ocirc;MICA E FRAGMENTA&Ccedil;&Atilde;O REGIONAL</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Nas forma&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas regionais de Santa Catarina de 1880 a 1945 podemos observar a presen&ccedil;a de duas economias que se combinavam: a pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil e o setor exportador (madeira, erva&#150;mate e carv&atilde;o). A ind&uacute;stria t&ecirc;xtil e de alimentos tamb&eacute;m exportava, mas numa propor&ccedil;&atilde;o bem menor que os setores extrativistas. A presen&ccedil;a de ferrovias e de navega&ccedil;&atilde;o integrava as regi&otilde;es ao mercado nacional, escoando a produ&ccedil;&atilde;o do setor exportador. A pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil atendia &agrave; sua <i>hinterland</i>, absorvendo a renda gerada pelo setor exportador, sem um sistema de transporte integrado.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Como a pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil tem um ritmo lento de acumula&ccedil;&atilde;o, seria invi&aacute;vel construir ferrovias e canais de navega&ccedil;&atilde;o extensos para atend&ecirc;&#150;las. As ferrovias foram constru&iacute;das nas regi&otilde;es exportadoras: meio oeste, planalto norte e sul. No Vale do Itaja&iacute;, foi constru&iacute;da a EFSC, que teve um ritmo de constru&ccedil;&atilde;o muito lento, condizente com o ritmo de acumula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o na &eacute;poca. A EFSC nunca se integrou com outra ferrovia, tornando&#150;se obsoleta.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> No sul a EFDTC passou de 117 km para 239 km, chegando at&eacute; Araran&#150;gu&aacute;. Integrada com dois portos, esta ferrovia atendia &agrave; demanda nacional de carv&atilde;o para abastecer os transportes e a ind&uacute;stria sider&uacute;rgica nacional. A expans&atilde;o estava condicionada &agrave;s demandas externas e n&atilde;o &agrave; din&acirc;mica local.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> O meio oeste catarinense inicialmente era apenas um territ&oacute;rio de passagem da EFSPRG, cujo objetivo era integrar, pelo interior, Rio de Janeiro a Porto Alegre. A pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil local beneficiou&#150;se da ferrovia, mas sua raz&atilde;o de ser era o transporte de madeira. No planalto norte, dentro do complexo ervateiro, foi constru&iacute;da a Linha S&atilde;o Francisco, que substituiu a navega&ccedil;&atilde;o nos rios Igua&ccedil;u e Negro, chegando at&eacute; o porto de S&atilde;o Francisco do Sul. Por esta Linha tamb&eacute;m era escoada a produ&ccedil;&atilde;o de madeira. A pequena produ&ccedil;&atilde;o combina com estes dois grandes setores exportadores.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> As regi&otilde;es especializadas e exportadoras estavam sendo atendidas pelas ferrovias, justificando os investimentos. Por&eacute;m, n&atilde;o havia em Santa Catarina uma integra&ccedil;&atilde;o intra&#150;regional, uma vez que era financeiramente invi&aacute;vel integrar, por exemplo, Blumenau a Crici&uacute;ma, ou Ca&ccedil;ador a Blumenau, e at&eacute; mesmo Blumenau a Joinville.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Para o setor nacionalmente integrado, o exportador, cujo ritmo de acumula&ccedil;&atilde;o era maior, havia ferrovias. J&aacute; para atender &agrave; pequena produ&ccedil;&atilde;o e a sua <i>hinterland</i>, cujo ritmo de acumula&ccedil;&atilde;o era mais lento, n&atilde;o houve investimentos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> Portanto, o padr&atilde;o de crescimento da economia catarinense entre 1880 e 1945, baseado na pequena produ&ccedil;&atilde;o mercantil, gerou condi&ccedil;&otilde;es para formar uma base industrial diversificada e, ao mesmo tempo, impediu a forma&ccedil;&atilde;o de um sistema de transporte integrado, principalmente o ferrovi&aacute;rio. Talvez esta seja a respostas para entendermos por que somente a partir dos anos de 1960 &eacute; que a economia catarinense se integrou, formando uma unidade de produ&ccedil;&atilde;o diversificada distribu&iacute;da nas microrregi&otilde;es.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <a href="/img/revistas/alhe/n34/html/a5a1.htm" target="_blank">ANEXOS</a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b> BIBLIOGRAFIA</b></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> ALMEIDA, RUFINO PORF&Iacute;RIO, <i>Um aspecto da economia de Santa Catarina: a ind&uacute;stria erva&#150;teira &#150;o estudo da Companhia Industrial</i>, Florian&oacute;polis, UFSC/CCH, 1979.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688701&pid=S1405-2253201000020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> BELLANI, ELI MARIA , <i>Madeira, balsas e balseiros no rio Uruguai: o processo de coloniza&ccedil;&atilde;o do velho munic&iacute;pio de Chapec&oacute; (1917&#150;1950)</i>, Florian&oacute;polis, UFSC/CFH, 1991.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688702&pid=S1405-2253201000020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> BOSSLE, ONDINA PEREIRA, <i>Henrique Lage e o desenvolvimento sul catarinense</i>, Florian&oacute;polis, Editora da UFSC, 1981.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688703&pid=S1405-2253201000020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> &#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150; , <i>Hist&oacute;ria da industrializa&ccedil;&atilde;o catarinense: das origens &agrave; integra&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento brasileiro</i>, Florian&oacute;polis, FIESC/CNI, 1988.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688704&pid=S1405-2253201000020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> CAMPOS, &Iacute;NDIO , <i>Os colonos do rio Uruguai: rela&ccedil;&otilde;es entre pequena produ&ccedil;&atilde;o e agroind&uacute;strias no oeste catarinense</i>, Campina Grande, UFPB, 1987.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688705&pid=S1405-2253201000020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">  CANO, WILSON, <i>Desequil&iacute;brios regionais e concentra&ccedil;&atilde;o industrial no Brasil 1930&#150;1970</i>, S&atilde;o Paulo e Campinas, Global/Editora da UNICAMP, 1985.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688706&pid=S1405-2253201000020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> &#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150; , <i>Ra&iacute;zes da concentra&ccedil;&atilde;o industrial em S&atilde;o Paulo</i>, S&atilde;o Paulo, Hucitec, 1990.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688707&pid=S1405-2253201000020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> CARDOSO DE MELLO, JO&Atilde;O MANUEL, <i>O capitalismo tardio: contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; revis&atilde;o cr&iacute;tica da forma&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento da economia brasileira</i>, S&atilde;o Paulo, Brasiliense, 1988.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688708&pid=S1405-2253201000020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> CASTRO, ANT&Ocirc;NIO BARROS DE, <i>Sete ensaios sobre a economia brasileira</i>, Rio de Janeiro, Forense Universit&aacute;ria, vol. 2, 1980.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688709&pid=S1405-2253201000020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> CEAG/SC, <i>Evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rico&#150;econ&ocirc;mica de Santa Catarina: estudos das altera&ccedil;&otilde;es estruturais (s&eacute;culo XVII&#150;1960)</i>, Florian&oacute;polis, CEBRAE/CEAG&#150;SC, 1980.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688710&pid=S1405-2253201000020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> DALL' ALBA, JO&Atilde;O LEONIR, <i>Imigra&ccedil;&atilde;o italiana em Santa Catarina: document&aacute;rios</i>, Caxias do Sul, Porto Alegre e Florian&oacute;polis, Editora da Educs/EST/Lunardelli, 1983.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688711&pid=S1405-2253201000020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> DIAS, JOS&Eacute; R. SOUZA, <i>A E. F. Porto Alegre&#150;Uruguaiana e a forma&ccedil;&atilde;o da Via&ccedil;&atilde;o F&eacute;rrea do Rio Grande do Sul: uma contribui&ccedil;&atilde;o aos estudos dos transportes no Brasil meridional 1866&#150;1920</i>, S&atilde;o Paulo, FFLCH&#150;USP, 1981.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688712&pid=S1405-2253201000020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> ESTRADA DE FERRO SANTA CATARINA, <i>Relat&oacute;rio apresentado ao governador de Santa Catarina pelo diretor Joaquim Jos&eacute; de Souza Breves Filho no ano de 1924</i>, Blumenau, G. A. Koehler, 1924.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688713&pid=S1405-2253201000020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> FREITAS, LUIZ CL&Aacute;UDIO, "O canal de navega&ccedil;&atilde;o Laguna a Porto Alegre", <i>Anais da Primeira Jornada de Economia Regional Comparada</i>, FEE&#150;PUCRS, 2005, Porto Alegre.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688714&pid=S1405-2253201000020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> GOULARTI FILHO, ALCIDES, <i>Forma&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de Santa Catarina</i>, Florian&oacute;polis, Cidade Futura, 2002.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688715&pid=S1405-2253201000020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> &#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150; , "A Estrada de Ferro S&atilde;o Paulo&#150;Rio Grande na forma&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do meio oeste e planalto norte catarinense", <i>Anais do I Congresso Latinoamericano de Historia Econ&oacute;mica</i>, AUDHE, 2007, Montevid&eacute;u.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688716&pid=S1405-2253201000020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> &#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150; , "Expandir para desativar: a Estrada de Ferro Santa Catarina na forma&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do Vale do Itaja&iacute;", <i>Anais do I Encontro de Economia Catarinense</i>, UNIDAVI, 2007, Rio do Sul.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688717&pid=S1405-2253201000020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> &#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150; , "Navega&ccedil;&atilde;o fluvial a vapor em Santa Catarina e o desempenho truncado da Companhia de Navega&ccedil;&atilde;o Fluvial a Vapor Itajahy&#150;Blumenau", <i>Anais do VII Congresso de Hist&oacute;ria Econ&ocirc;mica</i>, ABPHE, 2007, Aracaju.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688718&pid=S1405-2253201000020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> &#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150; , "A Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina na forma&ccedil;&atilde;o do complexo carbon&iacute;fero catarinense", <i>Anais do XXI Jornadas de Hist&oacute;ria Econ&ocirc;mica Argentina</i>, AAHE, 2008, Casero. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688719&pid=S1405-2253201000020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> GRIGGS, ROSEMARI POZZI EDUARDO, <i>A madeira em Santa Catarina 1930&#150;1970</i>, Curitiba, UFPR, 1974.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688720&pid=S1405-2253201000020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> HEIDEMANN, EUGENIA EXTERKOETTER, <i>O carv&atilde;o catarinense 1918&#150;1954</i>, Curitiba, UFPR, 1981.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688721&pid=S1405-2253201000020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> HEINSFELD, ADELAR, <i>A quest&atilde;o de palmas entre Brasil e Argentina e o in&iacute;cio da coloniza&ccedil;&atilde;o alem&atilde; no Baixo Vale Rio do Peixe</i>, Joa&ccedil;aba, Editora da UNOESC, 1996.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688722&pid=S1405-2253201000020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">  HERING, MARIA LUIZA RENAUX , <i>Coloniza&ccedil;&atilde;o e ind&uacute;stria no Vale do Itaja&iacute;: o modelo catarinense de desenvolvimento</i>, Blumenau, Editora da FURB, 1987.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688723&pid=S1405-2253201000020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> IBGE, <i>Censos demogr&aacute;ficos</i>, Rio de Janeiro, 1900&#150;1940.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688724&pid=S1405-2253201000020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> &#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150; , <i>Censos econ&ocirc;micos</i>, Rio de Janeiro, 1920&#150;1940.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688725&pid=S1405-2253201000020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> KORMANN, EDITH, <i>Blumenau: arte, cultura e as hist&oacute;rias de sua gente 1850&#150;1985</i>, Blumenau, Editora do Autor, 1995.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688726&pid=S1405-2253201000020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> KROETZ, LANDO ROG&Eacute;RIO, <i>Estradas de ferro do Paran&aacute; 1880&#150;1940</i>, S&atilde;o Paulo, FFLCH&#150;USP, 1985.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688727&pid=S1405-2253201000020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> L&Ecirc;NIN, VLADIMIR I., <i>O desenvolvimento do capitalismo na R&uacute;ssia</i>, S&atilde;o Paulo, Nova Cultural, 1985.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688728&pid=S1405-2253201000020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> LEWIS, COLIN M., "Railways and Industrialization: Argentina and Brazil, 1870&#150;1929" in          CHRISTOPHER ABEL &amp; COLIN M. LEWIS  (eds.), <i>Latin America, Economic Imperialism and the State</i>, Londres, The Athlone Press/University of London, 1985.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688729&pid=S1405-2253201000020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> MAMIGONIAN, ARMEN, "Estudo geogr&aacute;fico das ind&uacute;strias de Blumenau", <i>Revista Brasileira de Geografia</i>, IBGE/CNG, n&uacute;m. 3, vol. 27, julho&#150;setembro de 1965, Rio de Janeiro, pp. 389&#150;481.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688730&pid=S1405-2253201000020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> MARTINS, ALFREDO ROM&Aacute;RIO, "O rio Igua&ccedil;u e sua fun&ccedil;&atilde;o civilizadora" in        AZIZ MAN&shy;SUR, <i>&Aacute;lbum comemorativo do cinq&uuml;enten&aacute;rio da navega&ccedil;&atilde;o no Igua&ccedil;u e seus afluentes</i>, Curitiba, 1932.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688731&pid=S1405-2253201000020000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> MATOS, ODILON NOGUEIRA DE, <i>Caf&eacute; e ferrovias: a evolu&ccedil;&atilde;o ferrovi&aacute;ria de S&atilde;o Paulo e o desenvolvimento da cultura cafeeira</i>, Campinas, Pontes Editores, 1990.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688732&pid=S1405-2253201000020000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> MARX, KARL, <i>O capital: cr&iacute;tica da economia pol&iacute;tica</i>, S&atilde;o Paulo, Bertand do Brasil, livro II, vol. III, 1991.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688733&pid=S1405-2253201000020000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> MORAES, EDUARDO JOS&Eacute; DE, <i>Canal de jun&ccedil;&atilde;o da Laguna a Porto Alegre: mem&oacute;ria justificativa de seu projeto</i>, S&atilde;o Paulo, Tipografia de Jorge Seckler, 1879.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688734&pid=S1405-2253201000020000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> PIAZZA, WALTER F., <i>A coloniza&ccedil;&atilde;o de Santa Catarina</i>, Florian&oacute;polis, Lunardelli, 1994.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688735&pid=S1405-2253201000020000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> PRADO J&Uacute;NIOR, CAIO, <i>Forma&ccedil;&atilde;o do Brasil contempor&acirc;neo</i>, S&atilde;o Paulo, Brasiliense, 1996.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688736&pid=S1405-2253201000020000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> REISEMBERG, ALVIR, "Navega&ccedil;&atilde;o a vapor nos rios Negro e Igua&ccedil;u", <i>Cadernos do PMDB do Paran&aacute;</i>, ano 1, n&uacute;m. 2, 1984, Curitiba.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688737&pid=S1405-2253201000020000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> RICHTER, KLAUS, <i>A Sociedade Colonizadora Hanse&aacute;tica de 1897 e a coloniza&ccedil;&atilde;o do interior de Joinville e Blumenau</i>, Blumenau e Florian&oacute;polis, Editora da FURB/Editora da UFSC, 1992.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688738&pid=S1405-2253201000020000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> SAES, FL&Aacute;VIO AZEVEDO MARQUES DE, <i>As ferrovias de S&atilde;o Paulo 1870&#150;1940</i>, S&atilde;o Paulo e Bras&iacute;lia, Hucitec/INL, 1981.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688739&pid=S1405-2253201000020000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> SIMONSEN, ROBERTO C., <i>Hist&oacute;ria econ&ocirc;mica do Brasil 1500&#150;1820</i>, S&atilde;o Paulo, Nacional, 1977.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688740&pid=S1405-2253201000020000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> SUMMERHILL, WILLIAM R., <i>Order against Progress. Government, Foreign Investment, and Railroads in Brazil, 1854&#150;1913</i>, Stanford, Cal., Stanford University Press, 2003.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688741&pid=S1405-2253201000020000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> &#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150; , <i>A grande empresa de servi&ccedil;os p&uacute;blicos na economia cafeeira</i>, S&atilde;o Paulo, Hucitec, 1986.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688742&pid=S1405-2253201000020000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> SUZIGAN, WILSON, <i>Ind&uacute;stria brasileira: origem e desenvolvimento</i>, S&atilde;o Paulo e Campinas, Hucitec/Editora da UNICAMP, 2000.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688743&pid=S1405-2253201000020000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> TEIXEIRA, JOS&Eacute; WARMUTH, <i>Ferrovia Tereza Cristina: uma viagem ao desenvolvimento</i>, Tubar&atilde;o, Editora do Autor, 2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688744&pid=S1405-2253201000020000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> THOM&Eacute;, NILSON, <i>O trem de ferro: a ferrovia do contestado</i>, Florian&oacute;polis, Lunardelli, 1983.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688745&pid=S1405-2253201000020000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> VOLPATO, TEREZINHA GASCHO , <i>A pirita humana: os mineiros de Crici&uacute;ma</i>, Florian&oacute;polis, Editora da UFSC/ALESC, 1984.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688746&pid=S1405-2253201000020000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> WITTMANN, ANGELINA C.R., <i>A estrada de ferro no Vale do Itaja&iacute;: resgate do trecho Blumenau&#150;Warnow</i>, Blumenau, Edifurb, 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688747&pid=S1405-2253201000020000500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> ZUMBLICK, WALTER, <i>Teresa Cristina: a ferrovia do carv&atilde;o</i>, Florian&oacute;polis, Editora da UFSC, 1987.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=688748&pid=S1405-2253201000020000500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="notas"></a><b>NOTAS</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> * Pesquisa financiada pelo, MTC/CNPQ e FAPESC.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>1 </sup>Cano, <i>Desequilibrios</i>, 1985.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>2</sup> Cardoso, <i>Capitalismo</i>, 1988.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>3</sup> Thom&eacute;, <i>Trem</i>, 1983.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>4</sup> Zumblick, <i>Teresa</i>, 1987.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>5</sup> Wittmann, <i>Estrada</i>, 2001.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>6</sup> Goularti, <i>Forma&ccedil;&atilde;o</i>, 2002.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>7</sup> Prado, <i>Forma&ccedil;&atilde;o</i>, 1996, p. 237.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>8 </sup>Simonsen, <i>Hist&oacute;ria</i>, 1977.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>9</sup> Saes, <i>Ferrovias</i>, 1977.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>10</sup> Saes, <i>Grande</i>, 1986.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>11</sup> Summerhill, <i>Order</i>, 2003.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>12</sup> Lewis, "Railways", 1985.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>13</sup> Cardoso, <i>Capitalismo</i>, 1988.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>14</sup> Cano, <i>Ra&iacute;zes</i>, 1990.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>15</sup> Marx, <i>Capital</i>, 1991, p. 155.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>16 </sup>Piazza, <i>Coloniza&ccedil;&atilde;o</i>, 1994.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>17</sup> Dall'Alba, <i>Imigra&ccedil;&atilde;o</i>, 1983.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>18</sup> Richter, <i>Sociedade</i>, 1992.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>19</sup> Heinsfeld, <i>Quest&atilde;o</i>, 1996.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>20</sup> Campos, <i>Colonos</i>, 1987.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>21</sup> Goularti, <i>Forma&ccedil;&atilde;o</i>, 2002.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>22 </sup>L&ecirc;nin, <i>Desenvolvimento</i>, 1985.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>23</sup> Almeida, <i>Aspecto</i>, 1979.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>24</sup> Bossle, <i>Henrique</i>, 1981.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>25</sup> Heidemann, <i>Carv&atilde;o</i>, 1981.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>26 </sup>Volpato, <i>Pirita</i>, 1984.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>27 </sup>Griggs, <i>Madeira</i>, 1974.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>28</sup> Bellani, <i>Madeira</i>, 1991.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>29</sup> Hering, <i>Coloniza&ccedil;&atilde;o</i>, 1987.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>30</sup> Mamigonian, "Estudo", 1965.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>31</sup> Castro, <i>Sete</i>, 1980.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>32</sup> Goularti, <i>Forma&ccedil;&atilde;o</i>, 2002.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>33</sup> CEAG/SC, <i>Evolu&ccedil;&atilde;o</i>, 1980.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>34</sup> Campos, <i>Colonos</i>, 1987.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>35</sup> Cano, <i>Ra&iacute;zes</i>, 1990.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>36</sup> Suzigan, <i>Ind&uacute;stria</i>, 2000.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>37</sup> Bossle, <i>Henrique</i>, 1981. </font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>38</sup> Teixeira, <i>Ferrovia</i>, 2004.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>39</sup> Zumblick, <i>Teresa</i>, 1987.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>40</sup> Goularti, "Estrada", 2008.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>41</sup> Thom&eacute;, <i>Trem</i>, 1983.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>42</sup> Krotez, <i>Estradas</i>, 1985.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>43</sup> Goularti, "Estrada", 2007.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>44</sup> Richter, <i>Sociedade, </i>1992.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>45</sup> Goularti, "Expandir", 2007.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>46</sup> Martins, "Rio", 1932.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>47</sup> Reisemberg, "Navega&ccedil;&atilde;o", 1984.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>48</sup> Kormann, <i>Blumenau, </i>1995.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>49</sup> Goularti, "Navega&ccedil;&atilde;o", 2007.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>50</sup> Moraes, <i>Canal, </i>1879.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>51</sup> Freitas, "Canal", 2005.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>52</sup> Estrada, "Relat&oacute;rio", 1924, p. 10.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>53</sup> <i>Ibid</i>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <sup>54 </sup><i>Ibid.</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>INFORMA&Ccedil;&Otilde;ES SOBRE  O AUTOR</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>ALCIDES GOULARTI FILHO</b>:  Doutor em Economia pelo Instituto  de Economia da  Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), professor  da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). Autor  do livro <i>Forma&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de Santa Catarina </i>e organizador  do livro <i>Mem&oacute;ria e cultura do carv&atilde;o em Santa Catarina. </i>Tem  artigos publicados em v&aacute;rios peri&oacute;dicos brasileiros, com  destaque para as revistas <i>Economia e Sociedade, Nova Economia, Revista de Economia, Hist&oacute;ria Econ&ocirc;mica &amp; Hist&oacute;ria de Empresas </i> e <i>Ensaios FEE. </i>Al&eacute;m de sete cap&iacute;tulos de livros. Atualmente  realiza pesquisas junto ao C NPQ,e  FAPESC sobre histeria  econ&ocirc;mica, forma&ccedil;&atilde;o regional e sistema de transportes  catarinense. Tamb&eacute;m realiza pesquisas sobre portos, marinha  mercante e constru&ccedil;&atilde;o naval brasileira. &Eacute; l&iacute;der do grupo de  pesquisa Mem&oacute;ria e Cultura do Carv&atilde;o em Santa Catarina  e do grupo de pesquisa Forma&ccedil;&otilde;es Econ&ocirc;micas Regionais,  Integra&ccedil;&atilde;o de Mercados e Sistemas de Transportes.</font></p>      ]]></body><back>
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