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<journal-title><![CDATA[Estudios sociales (Hermosillo, Son.)]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Quando as tecnologias embaralham nossas vidas: as nanotecnologias]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Despite the obvious scientific and technological advances, the use of nanostructured products can be highly beneficial or harmful to any living being. There are risks, but there are also promises ... Therefore, it is urgent to interpret ethics of nanotechnology: not a moral discourse on "rights", thinking in categories of good and evil, and formulating deontological rules. Nanotechnologies help to think what is the status of living beings, especially human beings, based on binomial - often misunderstood and misinterpreted - of the artificiality and nature: their interaction is characterized primarily in the human ability (that nanotechnology only radicalizes) for the transformation of their environment.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Dossier de nanotecnolog&iacute;a </font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>Quando as tecnologias embaralham nossas vidas: as nanotecnologias<sup><a href="#notas">1</a></sup></b></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b> Marcos Nalli*</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>* Universidade Estadual de Londrina &#150; Brasil. Correo electr&oacute;nico: <a href="mailto:marcosnalli@hotmail.com">marcosnalli@hotmail.com</a></i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fecha de recepci&oacute;n: noviembre de 2008     <br>   Fecha de aceptaci&oacute;n: enero de 2009</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumen</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Apesar dos avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos e cient&iacute;ficos patentes, os empregos dos produtos nanoestruturados podem ser ben&eacute;ficos ou altamente prejudiciais para todo ser vivo. H&aacute; riscos, por&eacute;m h&aacute; tamb&eacute;m promessas... Neste sentido, urge uma interpreta&ccedil;&atilde;o &eacute;tica das nanotecnologias: n&atilde;o um discurso moralista resguardando "direitos", pensando em categorias de bem e mal, e formulando normas deontol&oacute;gicas. As nanotecnologias contribuem para pensar qual o estatuto dos seres vivos, do ser humano principalmente, diante do bin&ocirc;mio &#150; geralmente incompreendido e mal interpretado &#150; da artificialidade e da natureza: sua intera&ccedil;&atilde;o caracterizase basicamente na capacidade humana (que as nanotecnologias apenas radicalizam) de transforma&ccedil;&atilde;o de seu meio&#150;ambiente.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#150;chave</b>: nanotecnologias; &eacute;tica; ser humano; natureza; artificialidade. </font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Abstract</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Despite the obvious scientific and technological advances, the use of nanostructured products can be highly beneficial or harmful to any living being. There are risks, but there are also promises ... Therefore, it is urgent to interpret ethics of nanotechnology: not a moral discourse on "rights", thinking in categories of good and evil, and formulating deontological rules. Nanotechnologies help to think what is the status of living beings, especially human beings, based on binomial &#150; often misunderstood and misinterpreted &#150; of the artificiality and nature: their interaction is characterized primarily in the human ability (that nanotechnology only radicalizes) for the transformation of their environment.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Key words:</b> nanotechnology; ethics; human; nature; artificiality</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="right"><font face="verdana" size="2">Todos erram mais perigosamente quanto cada qual    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> busca uma verdade. Seu erro n&atilde;o consiste emseguir uma falsidade,    <br> mas em n&atilde;o seguir outra verdade (Pascal, 1998: 863).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">H&aacute; s&eacute;culos, o fil&oacute;sofo e ge&ocirc;metra Blaise Pascal colocava e desafiava o homem diante do infinito: o infinitamente grande e o infinitamente pequeno (em termos geom&eacute;tricos, metaf&iacute;sicos e antropol&oacute;gicos); o que nos desloca de qualquer ponto fixo, e que nos impede uma base ou uma baliza interpretativa, ou mesmo uma condi&ccedil;&atilde;o de possibilidade de pensar nosso ser e nossa natureza. Esse descentramento topol&oacute;gico nos for&ccedil;a a pensarnos como enigmas e como incompreens&iacute;veis. "Incompreens&iacute;vel? Nem tudo o que &eacute; incompreens&iacute;vel deixa de existir. O n&uacute;mero infinito. Um espa&ccedil;o infinito igual ao infinito" (Pascal, 1998: 430).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ainda que Pascal tenha colocado de modo pertinente a quest&atilde;o do infinito, sua abordagem &eacute; por demais anal&oacute;gica, o que lhe impede de ver o qu&atilde;o distintos podem ser o infinitamente grande e o infinitamente pequeno. Se ele p&ocirc;de conjecturar geometricamente a quest&atilde;o do infinito, faltavam&#150;lhe recursos tecnol&oacute;gicos para compreender e analisar as m&uacute;ltiplas naturezas do infinito.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Um excelente exemplo disso se deve &agrave;s prol&iacute;ficas investidas em torno de um novo campo de investiga&ccedil;&atilde;o, multidisciplinar em sua(s) natureza(s) e hist&oacute;ria(s), pelo menos desde 29 de dezembro de 1959, data da famosa confer&ecirc;ncia &#150; "H&aacute; mais espa&ccedil;os l&aacute; embaixo: um convite para penetrar um novo campo da f&iacute;sica" &#91;"There's Plenty of Room at the Bottom: An invitation to enter a new field of Physics"&#93; &#150; do f&iacute;sico norte&#150;americano Richard Feynman. &Eacute; a partir dessa c&eacute;lebre confer&ecirc;ncia de Feynman que nasceu, como atividade de pesquisa e inova&ccedil;&atilde;o, a Nanoci&ecirc;ncia e a Nanotecnologia (NCT), como ao menos nos contam v&aacute;rios nanotecn&oacute;logos. Hoje, podemos questionar este lugar&#150;comum que se tornou esta confer&ecirc;ncia de Feynman e nos perguntar se, na condi&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o ser o texto fundador das nanotecnologias, qual a sua fun&ccedil;&atilde;o na hist&oacute;ria e na forma&ccedil;&atilde;o discursiva das nanotecnologias. Tratamos disso em outro texto ("Le 'Degr&eacute; Z&eacute;ro' de la Nanotechnologie: &agrave; propos de Feynman comme pr&eacute;curseur", aceito para publica&ccedil;&atilde;o no Cahiers du Centre de Recherche Historique &#150; MSH&#150;EHESS, Paris &#150;Fran&ccedil;a)</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As chamadas Nanoci&ecirc;ncia e Nanotecnologia podem ser definidas como a congrega&ccedil;&atilde;o multidisciplinar de v&aacute;rios campos de conhecimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico que atuam com a manipula&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de materiais ou estruturas/sistemas tecnol&oacute;gicos em escala nanom&eacute;trica, isto &eacute;, cujas medidas equivalem ao bilion&eacute;simo de metro (1 nm = 10&#150;9 m). Para termos uma no&ccedil;&atilde;o did&aacute;tica do que significa a escala m&eacute;trica do universo liliputiano da nanotecnologia, podemos lembrar que naquela famosa confer&ecirc;ncia de Feynman, ele levantou a hip&oacute;tese de que ser&iacute;amos capazes de escrever toda a Enciclop&eacute;dia Brit&acirc;nica na cabe&ccedil;a de uma agulha. Ora, a cabe&ccedil;a de uma agulha tem o tamanho aproximado de um mil&iacute;metro. Um mil&iacute;metro &eacute; um milh&atilde;o de vezes maior que um nan&ocirc;metro e mil vezes menor que um metro, e n&oacute;s podemos ver. Imaginemos agora que, por analogia, a cabe&ccedil;a de alfinete represente a medida de um nan&ocirc;metro. Por equival&ecirc;ncia, para termos um metro, necessitar&iacute;amos de um bilh&atilde;o de agulhas enfileiradas lado a lado de tal modo que suas cabe&ccedil;as formassem, por analogia, um metro! Ou seja: um quil&ocirc;metro de extens&atilde;o!</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os materiais e os sistemas estruturados manipulados em n&iacute;vel nanom&eacute;trico apresentam caracter&iacute;sticas bastante peculiares diante do n&iacute;vel macrosc&oacute;pico da realidade, de nosso quotidiano sens&iacute;vel, tais como temperatura, cores (como as identificadas por Faraday na an&aacute;lise de ouro coloidal &#150; variando do azul para a p&uacute;rpura &#150; por decorr&ecirc;ncia do tamanho entre suas part&iacute;culas), rea&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica, condutividade el&eacute;trica, fun&ccedil;&otilde;es eletro&#150;eletr&ocirc;nicas e mec&acirc;nicas (como a de monolitos microfabricados em sil&iacute;cio, desenvolvendo tais fun&ccedil;&otilde;es simultaneamente para fabrica&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;rias no Projeto Millipede, da IBM), ou resist&ecirc;ncia (como a das part&iacute;culas nanom&eacute;tricas de carbono &#150; o "negro de fumo" &#150; componentes de pneus, e que garantem a sua "durabilidade").</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dada &agrave; natureza epist&ecirc;mica da Nanoci&ecirc;ncia e da Nanotecnologia, uma s&oacute; pode ser desenvolvida mediante a outra, de tal modo que as nanotecnologias podem ser interpretadas como o resultado "de uma acelerada evolu&ccedil;&atilde;o do conhecimento e do dom&iacute;nio humano sobre a mat&eacute;ria" (MCT/BR, 2004: 1). Ali&aacute;s, no mesmo documento encontramos a seguinte defini&ccedil;&atilde;o de nanotecnologia: "&eacute; o conjunto de a&ccedil;&otilde;es de pesquisa, desenvolvimento e inova&ccedil;&atilde;o que s&atilde;o obtidas gra&ccedil;as &agrave;s especiais propriedades da mat&eacute;ria organizada a partir de estruturas de dimens&otilde;es nanom&eacute;tricas" (MCT/BR, 2004: 1). Dur&aacute;n e De Azevedo (2002), por sua vez, refor&ccedil;am esta defini&ccedil;&atilde;o:</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nanotecnologia &eacute; a ci&ecirc;ncia, engenharia e manufatura de sistemas de tamanho nano que podem desempenhar fun&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas como el&eacute;tricas, mec&acirc;nicas, biol&oacute;gicas, qu&iacute;micas ou tarefas computacionais. Nanotecnologia est&aacute; baseada no fen&ocirc;meno que os sistemas nanoestruturados, equipamentos e sistemas exibem novas propriedades e fun&ccedil;&atilde;o como resultado de seu pequeno tamanho tipicamente de 1&#150;100 nan&ocirc;metros.</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Sabidamente, a nanobiotecnologia &eacute; a aplica&ccedil;&atilde;o da nanotecnologia &agrave;s ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas. Suas possibilidades de aplica&ccedil;&atilde;o ainda est&atilde;o, na sua grande maioria, nos n&iacute;veis meramente especulativos e conjecturais: "As proposi&ccedil;&otilde;es da nanobiotecnologia s&atilde;o in&uacute;meras e falar dela pode, muitas vezes, parecer que se est&aacute; descrevendo cenas de um filme de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica" (La&ccedil;ava e Morais, 2002: 1).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Segundo Dur&aacute;n e De Azevedo, s&atilde;o tr&ecirc;s os principais segmentos da Nanobiotecnologia: libera&ccedil;&atilde;o de f&aacute;rmacos, agentes de imagem, e biossensores. Por outro lado, conforme o Plano Plurianual 2004&#150;2007, prev&ecirc;&#150;se a cria&ccedil;&atilde;o de uma Rede de Nanobiotecnologia e de tr&ecirc;s laborat&oacute;rios (abertos em multi&#150;unidades e multiusu&aacute;rios) como Centros de Pesquisas nas tr&ecirc;s &aacute;reas priorit&aacute;rias (eleitas como tais) da Nanobiotecnologia: f&aacute;rmacos e vacinas, nanobiossensores, e drogas magn&eacute;ticas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As novidades e os desafios gerados pelos materiais e sistemas nanoestruturados, por conta das caracter&iacute;sticas peculiares que apresentam, colocam aos cientistas um novo ramo multidisciplinar de investiga&ccedil;&atilde;o, que se comporta sob os ausp&iacute;cios da biotecnologia, a saber sob a voga da aplica&ccedil;&atilde;o e manipula&ccedil;&atilde;o de organismos, sistemas e processos biol&oacute;gicos a partir principalmente das t&eacute;cnicas da biologia molecular, bioqu&iacute;mica, microbiologia, gen&eacute;tica e engenharia gen&eacute;tica &#150; se tomarmos como amparo "somente" a aplica&ccedil;&atilde;o da N&amp;N &agrave;s ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas, a qual pode ganhar simplifica&ccedil;&otilde;es e/ou complexidades caracter&iacute;sticas se o "alvo" for a sua aplica&ccedil;&atilde;o no campo da sa&uacute;de humana, com objetivos precisamente cl&iacute;nicos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ora, isto pode nos colocar num campo de investiga&ccedil;&atilde;o metacient&iacute;fica que nos impede a formula&ccedil;&atilde;o geral e abrangente do que vem a ser as nanotecnologias, bem como nos impede tamb&eacute;m uma determina&ccedil;&atilde;o completa de seu estatuto cient&iacute;fico. No entanto, n&atilde;o nos impede uma formula&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima que explicite sua coer&ecirc;ncia te&oacute;rica &#150; cient&iacute;fica, metodol&oacute;gica e experimental. Neste sentido, mais do que formular um discurso metacient&iacute;fico sobre as nanotecnologias &#150; isto &eacute; um discurso legitimador, que evidencia sua l&oacute;gica e estrutura interna, por&eacute;m na sua generalidade &#150; urge intentar um discurso paracient&iacute;fico, ou seja, que se processa em paralelo com as investiga&ccedil;&otilde;es efetivamente realizadas nesse campo multidisciplinar de conhecimento cient&iacute;fico, cuja natureza &eacute; flu&iacute;da e bastante male&aacute;vel, em virtude dos conhecimentos e das tecnologias que s&atilde;o empregadas para solucionar determinados problemas teoricamente colocados pela investiga&ccedil;&atilde;o realizada. Em suma, o fundamental &eacute;, em termos epistemol&oacute;gicos, estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o de parceria e de acompanhamento de tal modo que n&atilde;o se pretenda dizer como se deve fazer &#150; cient&iacute;fica e tecnologicamente &#150; esse ou aquele experimento, mas que se busque mecanismos e estrat&eacute;gias interpretativos de tal modo a evidenciar para a comunidade cient&iacute;fica envolvida, para os fil&oacute;sofos das ci&ecirc;ncias interessados nessas novas tem&aacute;ticas, e para a comunidade leiga em geral &#150; socialmente interessada, porquanto virtualmente afetada pelos novos aparatos nanotecnol&oacute;gicos porventura advindos dessas pesquisas (financiadas, inclusive, com recursos financeiros dos governos, como no caso brasileiro, previsto no or&ccedil;amento &#91;item 11.0&#93; do PPA 2004&#150;2007) &#150; a racionalidade inerente a tais experimentos e a suas poss&iacute;veis aplica&ccedil;&otilde;es, sua singular validade epist&ecirc;mica e &eacute;tica.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Deste modo, duas quest&otilde;es b&aacute;sicas se colocam: (a) qual ou quais os estatutos epist&ecirc;micos de uma pesquisa em nanotencologias; e (b) quais as suas implica&ccedil;&otilde;es e como tais pesquisas em N&amp;N se validam eticamente (podese acrescentar, tamb&eacute;m, socialmente). Acrescente&#150;se &agrave;s mesmas uma necess&aacute;ria especifica&ccedil;&atilde;o: atentando para as pesquisas em nanotecnologias voltadas para as ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas e, principalmente, as aplicadas &agrave; sa&uacute;de (humana). Portanto, pensar em estrat&eacute;gias de resolu&ccedil;&atilde;o dessas quest&otilde;es &eacute; a meta geral de investiga&ccedil;&otilde;es sobre as nanotecnologias.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tomemos como exemplo o que a pr&oacute;pria comunidade dos cientistas envolvidos (particularmente os brasileiros, mas que certamente tamb&eacute;m refletem as opini&otilde;es da comunidade internacional) em nanotecnologias preconiza como possibilidades vi&aacute;veis e interessantes a sua aplica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Zulmira La&ccedil;ava e Paulo Morais, professores da Universidade de Bras&iacute;lia envolvidos no projeto de pesquisa de desenvolvimento de nanopart&iacute;culas magn&eacute;ticas exemplificam algumas de suas possibilidades aplic&aacute;veis a variados campos da biologia (desenvolvimento de biossenssores para poluentes, ou para a detec&ccedil;&atilde;o de contaminantes bacterianos) e da medicina (como, por exemplo, sua aplica&ccedil;&atilde;o em tecnologias voltadas para sistemas de libera&ccedil;&atilde;o controlada de f&aacute;rmacos &#91;drug delivery sistems&#93; mediante alvos dirigidos; ou ainda como ferramenta fundamental na detec&ccedil;&atilde;o por resson&acirc;ncia magn&eacute;tica; ou tamb&eacute;m aplicada com precis&atilde;o celular em procedimentos de magnetotermocit&oacute;lise &#91;morte celular por calor gerado magneticamente&#93;). Ora, tais investiga&ccedil;&otilde;es envolvem, de imediato, pesquisadores das &aacute;reas de biologia, f&iacute;sica e qu&iacute;mica e por suas necessidades tecnol&oacute;gicas deve envolver tamb&eacute;m pesquisadores das engenharias. Como tantos pesquisadores t&atilde;o distintos entre si em seu aparato e estatuto epist&ecirc;mico interagem entre si? A nosso ver, seguramente n&atilde;o &eacute; por conta nem da proximidade t&eacute;orico&#150;metodol&oacute;gica, nem mesmo por uma suposta homologia estatut&aacute;ria que tais pesquisadores se unem. Nossa hip&oacute;tese primeira &eacute; que o fator unificante prov&eacute;m de um alvo metacientificamente estabelecido, a saber, as poss&iacute;veis aplica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas que os sistemas nanoestruturados desenvolvidos por essas equipes multidisciplinares podem ter. Em princ&iacute;pio, as pesquisas no campo das nanopart&iacute;culas magn&eacute;ticas n&atilde;o s&atilde;o diretamente aplic&aacute;veis aos poss&iacute;veis usos elencados pelos pesquisadores. Ousamos at&eacute; dizer que, s&oacute; ap&oacute;s um desenvolvimento m&iacute;nimo (o que vem a ser isso? Provavelmente algo bastante male&aacute;vel que s&oacute; pode ser determinado a partir dos primeiros resultados das pesquisas do setor) das pesquisas de base para o desenvolvimento de sistemas magn&eacute;ticos nanoestruturados &#150; como desenvolv&ecirc;&#150;los, como control&aacute;&#150;los e manipul&aacute;&#150;los levando em considera&ccedil;&atilde;o suas nanopeculiaridades &#150;, &eacute; que se pode partir para o desenvolvimento de pesquisas que levem em conta problemas te&oacute;ricos e pr&aacute;ticos significativos, por exemplo: como os organismos vivos, especialmente os sistemas org&acirc;nicos (refiro&#150;me, especialmente, ao corpo humano) interagem com algumas dessas nanopart&iacute;culas, de tal modo a potencializar qualitativamente o modus essendi e o modus operandi desses mesmos organismos; e evitando problemas e "efeitos colaterais" variados como contamina&ccedil;&atilde;o, imunodefic&ecirc;ncia, dentre outros. Da&iacute; a necessidade de estudos sobre o "comportamento biol&oacute;gicos desses novos materiais" bem como da evid&ecirc;ncia que</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os nanobiotecnologistas precisar&atilde;o dos conhecimentos das &aacute;reas envolvidas &#150; biologia, f&iacute;sica, qu&iacute;mica, farm&aacute;cia, engenharia &#150; cruzar barreiras, usar as habilidades e as linguagens das v&aacute;rias ci&ecirc;ncias que necessitam para fazer os sistemas vivos e os artificiais trabalharem lado a lado (La&ccedil;ava e Morais, 2002: 3).</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">De qualquer modo, parece ser esse t&eacute;los metacient&iacute;fico o que motiva as pesquisas multidisciplinares em nanotecnologias. Em outros termos, poder&iacute;amos dizer que o ponto norteador e unificador de tantos profissionais diferentes, com metodologias, t&eacute;cnicas, paradigmas cient&iacute;ficos distintos, &eacute; uma esp&eacute;cie de aposta, que por sua novidade, n&atilde;o est&atilde;o claros nem para os pesquisadores (principalmente) quais os efeitos ben&eacute;ficos ou colaterais que suas "inven&ccedil;&otilde;es" podem apresentar. &Eacute; como se a s&iacute;ndrome, a maldi&ccedil;&atilde;o de Fausto rondasse constantemente as vizinhan&ccedil;as das nanotecnologias! Se tomarmos como exemplo o artigo "O que &eacute; nanobiotecnologia? Atualidades e perspectivas", dos pesquisadores Dur&aacute;n e De Azevedo, do Instituto de Qu&iacute;mica da UNICAMP, vislumbramos um pouco esse sentido da aposta metacient&iacute;fica da nanotecnologias:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A grande motiva&ccedil;&atilde;o que levou ao estudo destas estruturas nanom&eacute;tricas aplicadas a sistemas biol&oacute;gicos foram as suas in&uacute;meras vantagens como o direcionamento a alvos espec&iacute;ficos, libera&ccedil;&atilde;o progressiva do f&aacute;rmaco, menor toxicidade, menor n&uacute;mero de doses (conveni&ecirc;ncia), diminui&ccedil;&atilde;o dos picos plasm&aacute;ticos, prote&ccedil;&atilde;o e economia do f&aacute;rmaco. &#91;...&#93; ademais da efic&aacute;cia terap&ecirc;utica, ela &eacute; conveniente ao paciente, seja do ponto de vista de seu conforto e ades&atilde;o ao tratamento, seja do menor custo em hospitais, com menor necessidade de interna&ccedil;&otilde;es, remo&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas de implantes e complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s&#150;cir&uacute;rgicas. Entretanto nada foi exposto a respeito de poss&iacute;veis desvantagens associadas a estes tratamentos. Uma dificuldade seria interromper a a&ccedil;&atilde;o farmacol&oacute;gica do medicamento, no caso de intoxica&ccedil;&atilde;o ou alguma intoler&acirc;ncia, inclusive com risco de ac&uacute;mulo do f&aacute;rmaco se n&atilde;o for acompanhada a sua farmacocin&eacute;tica (Dur&aacute;n e De Azevedo, 2004: 8&#150;9)</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">V&ecirc;&#150;se, pois, que se trata de uma aposta carregada de perigos... Que se agigantam aos olhos dos leigos em geral, tomando as propor&ccedil;&otilde;es de uma poss&iacute;vel cat&aacute;strofe &#150; capaz de afetar toda a humanidade, dizimando&#150;a ou degradando&#150;a, de tal modo que, num caso ou em outro, ela perde sua ess&ecirc;ncia e natureza, "superior" e "semi&#150;divina", de ser humana.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">N&atilde;o deixa de ser sintom&aacute;tico que em v&aacute;rios textos de nanotecnologia encontramos refer&ecirc;ncias ao fato hodierno de que boa parte das conjecturas tecno&#150;cient&iacute;ficas, dos ainda virtuais &#150; n&atilde;o no sentido de que ainda n&atilde;o existam; sim, j&aacute; existem, mas est&atilde;o em sua exist&ecirc;ncia efetiva, impregnados de possibilidades por se realizarem &#150; sistemas nanofabricados que, por falta de tecnologias de nanofabrica&ccedil;&atilde;o e nanomanipula&ccedil;&atilde;o, ainda n&atilde;o puderam sair das proje&ccedil;&otilde;es. E essas cita&ccedil;&otilde;es v&ecirc;m acompanhadas de express&otilde;es gen&eacute;ricas referentes &agrave;s fic&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas. Al&eacute;m de evidenciar os poss&iacute;veis e incr&iacute;veis ganhos que a humanidade poder&aacute; usufruir das pesquisas em nanotecnologias, essas coloca&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m revelam um medo latente, por&eacute;m constante em todos n&oacute;s, leigos ou cientistas, da cat&aacute;strofe e da aniquila&ccedil;&atilde;o absoluta. Como bem observa L. V. Thomas,</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os progressos consider&aacute;veis da t&eacute;cnica alargaram e tornaram complexos os campos de interven&ccedil;&atilde;o, o lugar excepcional ocupado pelas m&iacute;dias que conferem ao homem de hoje a impress&atilde;o de imediatez e de onipresen&ccedil;a face o acontecimento e talvez um obscuro e permanente reflexo de culpabilidade podem bem explicar o interesse voltado &agrave; cat&aacute;strofe e, em seu prolongamento, ao apocalipse. A este respeito, a fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica constitui um revelador de grande perspic&aacute;cia: encontra&#150;se nela um fundo mitol&oacute;gico arquet&iacute;pico das representa&ccedil;&otilde;es fantasmag&oacute;ricas da ci&ecirc;ncia, a obsess&atilde;o do fant&aacute;stico apocal&iacute;ptico (Thomas, 1986: 107).</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Eacute; fato por&eacute;m que a hist&oacute;ria recente tem, contundentemente, alimentado nossa imagina&ccedil;&atilde;o e nosso medo obsessivo do fant&aacute;stico apocal&iacute;ptico. Pr&aacute;ticas genocidas foram empregadas em larga escala na Alemanha durante o regime nazista. Pol&iacute;ticas question&aacute;veis em sa&uacute;de p&uacute;blica &#150; como esteriliza&ccedil;&atilde;o em massa, cirurgias neurol&oacute;gicas altamente invasivas como a lobotomia, dentre outras tantas &#150; foram empregadas, geralmente sob os ausp&iacute;cios das ci&ecirc;ncias. Surge diante disso, cada vez mais crescente, o medo de um retorno de pr&aacute;ticas e pol&iacute;ticas eug&ecirc;nicas. Sem levarmos em conta o intenso desenvolvimento de tecnologias b&eacute;licas, das armas capazes de acertar um alvo com precis&atilde;o quase total (que vai de uma pistola &agrave;s tecnologias de m&iacute;sseis teleguiados) at&eacute; os artefatos de destrui&ccedil;&atilde;o em massa (bombas nucleares, e armas qu&iacute;micas ou biol&oacute;gicas). Por que, ent&atilde;o, n&atilde;o haveria o risco de se desenvolver artefatos nanofabricados, capazes de trucidar vidas?</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Este medo constante afeta todas as pessoas, inclusive os cientistas. E dado o papel capital que os cientistas t&ecirc;m no desenvolvimento e fabrica&ccedil;&atilde;o desses artefatos, que podem ser empregados com finalidade de destrui&ccedil;&atilde;o e aniquilamento, sua responsabilidade &eacute;tica com tal emprego das ci&ecirc;ncias e tecnologias desenvolvidas aflora &agrave; pele.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ora, se as pesquisas em nanotecnologias parecem se dar a partir de uma aposta meta&#150;cient&iacute;fica &#150; isto &eacute;, na aposta de se conseguir um resultado que supera os limites da pesquisa multidisciplinar das nanotecnologias, que tenham uma funcionalidade e uma relev&acirc;ncia social, m&eacute;dica, econ&ocirc;mica, tecnol&oacute;gica, etc. &#150; deve&#150;se tamb&eacute;m admitir que essa aposta possa ser muito arriscada. Busca&#150;se uma melhoria da vida humana; mas o que pode realmente garantir que os avan&ccedil;os tecno&#150;cient&iacute;ficos das nanotecnologias n&atilde;o acarretem, como conseq&uuml;&ecirc;ncia, o aniquilamento humano? Em suma, n&atilde;o h&aacute; como se garantir que o objetivo visado se realize a partir da cria&ccedil;&atilde;o de um artefato, cuja legitima&ccedil;&atilde;o inicial foi aquele objetivo.<sup><a href="#notas">2</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A nossa hip&oacute;tese &eacute; que esse temor &eacute;tico provenha do fato de que, mais do que o risco de afetar a natureza, de que por si s&oacute; j&aacute; se tem alguma esp&eacute;cie de temor, h&aacute; uma intensifica&ccedil;&atilde;o, pois se pergunta pela integridade da natureza humana frente ao desafio das nanotecnologias. Explicitemos melhor essa quest&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Como bem observa Latour (2000), a natureza sempre &eacute; reclamada numa disputa cient&iacute;fica. Quando o embate ainda est&aacute; em curso, as partes envolvidas na contenda reclamam para si a voz da natureza, e dizem &#150; ambas &#150; expressarem melhor, ou de modo veraz, essa voz. Contudo, nessa fase a natureza aparece como um resultado ou uma conseq&uuml;&ecirc;ncia das pesquisas realizadas, de tal modo que n&atilde;o h&aacute; ainda como contar realmente com ela. S&oacute; d&aacute; para contar efetivamente com os pares que compartilham as mesmas posi&ccedil;&otilde;es diante da pol&ecirc;mica. Algo similar acontece com os cientistas envolvidos em nanotecnologias: suas proje&ccedil;&otilde;es assemelham&#150;se &agrave;s imaginadas pelos autores de hist&oacute;rias de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. J&aacute; comentamos um pouco este aspecto constante em muitos textos de nanotecnologias. Ele aponta para certo temor... Mas tamb&eacute;m aponta para o feito promet&ecirc;ico de melhorar significativamente as nossas vidas. Tal feito ainda n&atilde;o se realizou em larga medida por for&ccedil;a da aus&ecirc;ncia de tecnologias aptas ao desenvolvimento de muitos dos artefatos nanoestruturados. Mas as pesquisas que devem culminar no desenvolvimento dessas "tecnologias&#150;meio" est&atilde;o em pleno curso. &Eacute; s&oacute; depois disso tudo que talvez as nanotecnologias poder&atilde;o reclamar para si a autoridade da voz da natureza para a resolu&ccedil;&atilde;o das contendas...</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mas &eacute; fato tamb&eacute;m interessante que a natureza requerida n&atilde;o equivale a nossa realidade macrosc&oacute;pica, fenomenol&oacute;gica, sens&iacute;vel &#150; como n&oacute;s, os fil&oacute;sofos, dir&iacute;amos. A realidade, a natureza, n&atilde;o &eacute; simplesmente pequena; ela &eacute; imensamente pequena, de tal modo que sua observa&ccedil;&atilde;o quase beira a interven&ccedil;&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o na sua ordem subjacente (tal como preconizada pela f&iacute;sica qu&acirc;ntica<sup><a href="#notas">3</a></sup>). Ali&aacute;s, deve&#150;se atentar que a natureza recorrente &agrave;s nanotecnologias &eacute; decorrente, sempre, de algum empreendimento tecnol&oacute;gico, de engenharia. Como Drexler (1986) afirma peremptoriamente, "Nossa Tecnologia encontra suas funda&ccedil;&otilde;es na sua faculdade em arranjar os &aacute;tomos". Nos n&iacute;veis nanom&eacute;tricos, provavelmente mais do que em quaisquer outros, fica patente que n&atilde;o h&aacute; um abismo intranspon&iacute;vel entre natureza e artificialidade. Ao contr&aacute;rio: a intera&ccedil;&atilde;o humana com a natureza consiste justamente no fato de que o homem sempre procurou, para garantir at&eacute; mesmo a sua sobreviv&ecirc;ncia como indiv&iacute;duo e como esp&eacute;cie, afetar a ordem natural das coisas, de modo a transformar artificialmente a natureza como um todo e, por conseguinte, a sua pr&oacute;pria. Como nos diz Rabinow, comentando o fil&oacute;sofo franc&ecirc;s Dagognet,</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#91;...&#93; durante mil&ecirc;nios a natureza n&atilde;o foi natural, no sentido de pura e intocada pelo trabalho humano. &#91;...&#93; a maleabilidade da natureza demonstra um "convite" ao artificial. A natureza &eacute; um bricoleur cego, uma l&oacute;gica elementar de combina&ccedil;&otilde;es, produzindo uma infinidade de diferen&ccedil;as potenciais. Estas diferen&ccedil;as n&atilde;o est&atilde;o prefiguradas por causas finais, n&atilde;o h&aacute; uma perfei&ccedil;&atilde;o latente buscando a homeostase. Se a palavra "natureza" deve reter algum sentido, ela deve significar uma polifenomenalidade expl&iacute;cita de apresenta&ccedil;&atilde;o. Uma vez compreendida nestes termos, a &uacute;nica atitude natural do homem seria facilitar, estimular, acelerar sua expans&atilde;o: varia&ccedil;&atilde;o tem&aacute;tica, n&atilde;o rigor mortis. Dagognet nos lan&ccedil;a um desafio de fei&ccedil;&atilde;o consumadamente moderna: "ou caminhamos para uma esp&eacute;cie de venera&ccedil;&atilde;o ante a imensid&atilde;o daquilo que &eacute; ou aceitamos a possibilidade de manipula&ccedil;&atilde;o." O termo manipula&ccedil;&atilde;o &eacute; apropriadamente amb&iacute;guo; infere tanto um desejo de dominar e disciplinar, quanto um imperativo de aperfei&ccedil;oar o org&acirc;nico. Confrontar esta complexidade constitui o desafio da artificialidade e do Iluminismo (Rabinow, 1999: 154).</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ora, o ser humano n&atilde;o &eacute; algo fora da natureza, nem mesmo uma exce&ccedil;&atilde;o dela. &Eacute; parte integrante dela, com a qual se relaciona e interage a partir de seu &iacute;mpeto natural de manufatur&aacute;&#150;la, de mold&aacute;&#150;la e reorganiz&aacute;&#150;la artificialmente. O homem n&atilde;o &eacute; um simples organismo regulado por algumas leis naturais. Ali&aacute;s, mesmo a din&acirc;mica evolutiva e de varia&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies vivas, ainda que suficientemente revelada &#150; de tal modo que parece aos nossos olhos intelig&iacute;vel &#150; pelo princ&iacute;pio da sele&ccedil;&atilde;o natural, n&atilde;o basta para explicar, caso a caso, os estratagemas adotados para garantir a sobreviv&ecirc;ncia do indiv&iacute;duo e a perpetua&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie. No caso do animal humano, sua ecologia implica compreendermos que ele n&atilde;o &eacute; pura e simplesmente determinado por uma carga gen&eacute;tica; mas que ele desenvolveu, durante milhares de anos, v&aacute;rias estrat&eacute;gias que podem ou n&atilde;o garantir sua sobreviv&ecirc;ncia enquanto indiv&iacute;duo e enquanto esp&eacute;cie. Diz&#150;nos Georges Canguilhem que:</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#91;...&#93; o homem &eacute; o animal que por meio da t&eacute;cnica, consegue variar, no pr&oacute;prio local, o ambiente de sua atividade. Deste modo, o homem se revela, atualmente, como a &uacute;nica esp&eacute;cie capaz de varia&ccedil;&atilde;o &#91;...&#93; A sa&uacute;de &eacute; uma margem de toler&acirc;ncia &agrave;s infidelidades do meio. Por&eacute;m, n&atilde;o ser&aacute; absurdo falar em infidelidade do meio? Isto ainda &eacute; admiss&iacute;vel quanto ao meio social humano, em que as institui&ccedil;&otilde;es s&atilde;o, no fundo, prec&aacute;rias, as conven&ccedil;&otilde;es revog&aacute;veis, as modas ef&ecirc;meras como um rel&acirc;mpago. Mas o meio c&oacute;smico, o meio do animal de modo geral n&atilde;o ser&aacute; um sistema de constantes mec&acirc;nicas, f&iacute;sicas e qu&iacute;micas, n&atilde;o ser&aacute; feito de invariantes? &Eacute; claro que esse meio definido pela ci&ecirc;ncia &eacute; feito de leis, mas essas leis s&atilde;o abstra&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas. O ser vivo n&atilde;o vive entre leis, mas entre seres e acontecimentos que diversificam essas leis (Canguilhem, 1990: 142 e 159).</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Algumas dessas estrat&eacute;gias humanas &#150; diversificadoras das leis naturais e, como tais, garantias m&iacute;nimas da sobreviv&ecirc;ncia da esp&eacute;cie &#150; s&atilde;o as culturas, as ci&ecirc;ncias e as tecnologias. E s&atilde;o justamente essas &uacute;ltimas que, a partir do s&eacute;culo XX, especialmente de 1900 at&eacute; hoje, fizeram com que, no homem, natureza e artificialidade deixassem de ser encaradas como for&ccedil;as antag&ocirc;nicas.<sup><a href="#notas">4</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ser&aacute; essa conjuga&ccedil;&atilde;o entre o artificial e o natural no corpo humano a chave que caracterizar&aacute; nosso "bom design", segundo a f&oacute;rmula proposta por Dawkins (2001: 64&#150;66) diante da evolu&ccedil;&atilde;o e varia&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies? &Eacute; dif&iacute;cil dizer, visto que o "designer" dos seres vivos &eacute; &#150;ainda recorrendo ao rol das met&aacute;foras de que se vale o mesmo Dawkins &#150; o relojoeiro cego, isto &eacute;, a sele&ccedil;&atilde;o natural que, contrariamente a qualquer art&iacute;fice, "n&atilde;o prev&ecirc;, n&atilde;o planeja conseq&uuml;&ecirc;ncias, n&atilde;o tem prop&oacute;sito em vista." Em suma: dessa conjun&ccedil;&atilde;o pode sim decorrer nosso novo design; mas n&atilde;o d&aacute; para garantir se ele ser&aacute; bom ou mal, eficaz ou in&oacute;cuo, ou mesmo exterminador, podendo levar a esp&eacute;cie humana &agrave; extin&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Entretanto, tal impasse deve manter&#150;nos at&ocirc;nitos e est&aacute;ticos, deixando de fazer aquilo que, aparentemente caracteriza nossa condi&ccedil;&atilde;o humana, a saber, nossa capacidade de nos adaptar ao meio transformando&#150;o? Afinal, n&atilde;o somos propriamente seres adaptacionistas. A nosso ver n&atilde;o resta outro caminho sen&atilde;o o de dar prosseguimento aos avan&ccedil;os tecno&#150;cient&iacute;ficos dos quais as nanotecnologias s&atilde;o apenas um dos cap&iacute;tulos. Mas seguramente &eacute; um dos cap&iacute;tulos que nos desafia a pensar, n&atilde;o no que seremos futuramente, mas no que somos hoje, animais tecnol&oacute;gicos, que acabamos por nos tornar humanos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nossos impasses quanto a nossa sobreviv&ecirc;ncia, e de modo mais radical a nossa exist&ecirc;ncia, devem ganhar uma configura&ccedil;&atilde;o &eacute;tica. Contudo n&atilde;o uma &eacute;tica deontol&oacute;gica &#150; do que deve ou n&atilde;o ser permitido fazer &#150;, tampouco uma pseudo&#150;&eacute;tica que apenas justifica e legitima inter&#150;esses sociais, econ&ocirc;micos, geopol&iacute;ticos e militares escusos. Essa configura&ccedil;&atilde;o &eacute;tica &eacute; aquela que acompanha toda a pesquisa, inclusive e talvez at&eacute; principalmente em nanotecnologias: temos que ser respons&aacute;veis pelo que somos &#150; enquanto indiv&iacute;duos embora n&atilde;o se possa garantir o mesmo quanto &agrave; nossa condi&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cie &#150; visto que somos o resultado de nossa interfer&ecirc;ncia no meio. Ora, &agrave; medida que afetamos engenhosamente o meio, tendemos &agrave; medida similar, a afetar n&oacute;s mesmos. Neste sentido, n&oacute;s nos fazemos; somos o resultado &#150;por&eacute;m, n&atilde;o necessariamente previsto &#150; de uma complexa rede de engenharia, biol&oacute;gica e molecular, sempre interagindo com o meio ambiente (que, neste caso, tamb&eacute;m &eacute; ecol&oacute;gica). Dito ainda de outra maneira, somos o resultado em aberto, inacabado e sempre por se fazer e realizar, de nossa pot&ecirc;ncia transformadora da realidade de indiv&iacute;duos, de sujeitos, de esp&eacute;cie, de coletividade e de sociedade.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Eacute; neste sentido, que podemos retomar a met&aacute;fora de Dawkins para pensar nossa rela&ccedil;&atilde;o &eacute;tica com os artefatos oriundos das novas tecnologias como as desenvolvidas sob o selo das nanotecnologias. Constru&iacute;mo&#150;nos e, portanto, devemos mais do nunca garantir nossa autogest&atilde;o, nosso auto&#150;governo; &eacute; por um curioso processo de autocracia (utilizamos o termo aqui mais por sua etimologia que pelo sentido usual que alguns te&oacute;ricos v&ecirc;m empregando para pensar o fen&ocirc;meno ditatorial) que se pode constituir um efetivo exerc&iacute;cio de autonomia, de liberdade. Ora, qualquer exerc&iacute;cio autocr&aacute;tico e auton&ocirc;mico de liberdade n&atilde;o se pode dar sem levar em conta a inevit&aacute;vel intera&ccedil;&atilde;o em que ela implica e, portanto, na inevit&aacute;vel dimens&atilde;o social de nossa auto&#150;constitui&ccedil;&atilde;o como sujeitos livres; ou seja, fazemo&#150;nos livres n&atilde;o por uma sorte estranha de atomiza&ccedil;&atilde;o individualista de nossos modus essendi e operandi, de nosso modo de ser e de agir, mas sim por nossa inescap&aacute;vel condi&ccedil;&atilde;o social. O que implica dizer que a pr&aacute;tica tecno&#150;cient&iacute;fica em geral e a nanotecnol&oacute;gica em particular sempre tem uma dimens&atilde;o social, pol&iacute;tica, &eacute;tica que lhe &eacute; inerente; isto &eacute;, dimens&otilde;es que t&ecirc;m que ser consideradas n&atilde;o na condi&ccedil;&atilde;o de efeitos &#150; ben&eacute;ficos ou delet&eacute;rios &#150; dos produtos dessas pesquisas nanotecnol&oacute;gicas, mas como dimens&otilde;es mesmas, pr&oacute;prias, dessas a&ccedil;&otilde;es e dos produtos gerados a partir dessas a&ccedil;&otilde;es nanotecnol&oacute;gicas. Afinal, ao acatarmos o princ&iacute;pio de que nossa condi&ccedil;&atilde;o humana diante do meio em que vivemos marca&#150;se muito mais pelo movimento transformador do que adaptacionista, h&aacute; que se admitir inevitavelmente que n&atilde;o nos afetamos e transformamo&#150;nos apenas a n&oacute;s mesmos, mas a todos com quem interagimos, ainda que de modos e graus diversos. E a cada vez mais, vivemos num tempo em que as intera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o mediadas tecnologicamente, seja pelos diversos meios de comunica&ccedil;&atilde;o a que dispomos atualmente, seja pelos que somos capazes de produzir e inventar. &Eacute; esta dimens&atilde;o &#150; social, coletiva, &eacute;tica &#150; das a&ccedil;&otilde;es e produtos tecnol&oacute;gicos (e especificamente ao caso aqui considerado das nanotecnologias) que os nanocientistas e os nanotecn&oacute;logos n&atilde;o devem esquecer: que n&atilde;o apenas as a&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m os produtos nanotecnol&oacute;gicos s&atilde;o mediadores sociais e &eacute;ticos, pelos quais podemos todos nos fazer mais livres ou mais opressores/oprimidos. N&atilde;o perder de vista esta inevit&aacute;vel dimens&atilde;o s&oacute;cio&#150;&eacute;tica dos nanoartefatos &eacute; admitir como fundamental, por mais dif&iacute;cil que seja administr&aacute;&#150;la, o tenso di&aacute;logo, porquanto plural, com os concernidos (num n&iacute;vel mais direto ou com envolvimentos mais distantes e indiretos), posto que vivemos num mundo plural mas comum (Latour, 2003).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Portanto, estas reflex&otilde;es n&atilde;o implicam que n&oacute;s devamos ser visceralmente contra nem ingenuamente entusiastas das pesquisas em nanotecnologias, mas sim sermos respons&aacute;veis e livres, percebendo que as dist&acirc;ncias entre o fato e o artefato, entre o biol&oacute;gico e a engenharia, entre o natural e o artificial, entre o individual e o social, s&atilde;o bem menores do que acredit&aacute;vamos at&eacute; ent&atilde;o. Como bem nos aconselha Canguilhem (1980),</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Temos de aceitar a colabora&ccedil;&atilde;o destes simuladores das fun&ccedil;&otilde;es do ser vivo humano, temos de acatar, a partir de agora, viver na sua companhia, se de fato nos empenharmos em saber melhor o que &eacute; viver.</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Eis o que faz de n&oacute;s maravilhosamente humanos!</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Referencias</b></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Billouet,  P.  (2003)  "L'appropriation:  Habermas Face &agrave; L'eug&eacute;nisme Liberal" en <i>Critique. </i>679, D&eacute;c 2003, pp. 930&#150;945. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658448&pid=S0188-4557200900020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Brasil &#150; Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (MCT),  (2004) <i>Desenvolvimento da </i><i>Nanoci&ecirc;ncia e da Nanotecnologia. </i>Proposta do Grupo de Trabalho Criado pela Portaria MCT n.&deg; 252 como subs&iacute;dio ao Programa de Desenvolvimento da Nanoci&ecirc;ncia e da Nanotecnologia do PPA 2004&#150;2007. Bras&iacute;lia: MCT. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658449&pid=S0188-4557200900020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Canguilhem, G. (1980) <i>Ideologia e Racionalidade nas Ci&ecirc;ncias da Vida. </i>Lisboa, Edi&ccedil;&otilde;es 70.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658450&pid=S0188-4557200900020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;(1990) <i>O Normal e o Patol&oacute;gico. </i>Rio de Janeiro, Forense Universit&aacute;ria. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658451&pid=S0188-4557200900020001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Colton, R. J. (2004). "Nanoscale Measurements and Manipulation" en J. Vac. <i>Sci </i><i>Technol. </i>B 22 (4), Jul/Ago 2004, pp. 1609&#150;1635. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658452&pid=S0188-4557200900020001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Craighead,  H.   G.   (2003) "Nanostructure  Science and  Technology:  Impact and Prospects for Biology" en J. Vac. <i>Sci Technol. </i>A 21 (5), Sep/Oct 2003, pp. 216&#150; 221.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658453&pid=S0188-4557200900020001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Darwin, C. (2002) <i>Origem das Esp&eacute;cies. </i>Belo Horizonte: Itatiaia.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658454&pid=S0188-4557200900020001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dawkins, R. (2001) <i>O Relojoeiro Cego. </i>S&atilde;o Paulo, Companhia das Letras. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658455&pid=S0188-4557200900020001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dennett, D. C. (1998) <i>A Perigosa Id&eacute;ia de Darwin: A evolu&ccedil;&atilde;o e os significados da </i><i>vida. </i>Rio de Janeiro: Rocco. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658456&pid=S0188-4557200900020001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Drexler, K. E., Peterson, C. e Pergamit, G. (1991) <i>Unbounding the Future: The Nanotechnology Revolution. </i>Quill, New York.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658457&pid=S0188-4557200900020001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Drexler, K. E. (1986) <i>Engines of Creation. The Coming Era of Nanotechnology. </i>Anchor Books, New York. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658458&pid=S0188-4557200900020001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> &#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;(1992) <i>Les Engins Cr&eacute;ateurs. L'av&egrave;nement des Nanotechnologies. </i>trad. de Marc Mac&eacute;. (edi&ccedil;&atilde;o on line) dispon&iacute;vel no site da Foresight Institute <a href="http://www.foresight.org/" target="_blank">www.foresight.org</a> (acessado em 23 de junho de 2004). </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658459&pid=S0188-4557200900020001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dur&aacute;n, N. e De Azevedo, M. M. M. (2002) "O Que &eacute; Nanobiotecnologia? Atualidades e Perspectivas". <i>Monografia LQES </i>&#150; Laborat&oacute;rio de Qu&iacute;mica do Estado S&oacute;lido &#150; Instituto de Qu&iacute;mica &#150; UNICAMP <A href=http://lqes.iqm.unicamp.br/ target="_blank">http://lqes.iqm.unicamp.br</A>,2002 (acessado em 23 de junho de 2004). </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658460&pid=S0188-4557200900020001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;(2002) "Rede   de   Pesquisa   em   Nanobiotecnologia" en   Com <i>Ci&ecirc;ncia&#150; Nanoci&ecirc;ncia &amp; Nanotecnologia. </i>Nov 2002. <a href="http://www.comciencia.br/comciencia/" target="_blank">http://www.comciencia.br/artigos/nanotecnologia/nano20.htm</a> (acessado em 06 de julho de 2004). </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658461&pid=S0188-4557200900020001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Feynman, R. P. (2002) "H&aacute; Mais Espa&ccedil;os l&aacute; Embaixo: Um Convite para Penetrar em um Novo Campo da F&iacute;sica" en <i>Com Ci&ecirc;ncia&#150;Nanoci&ecirc;ncia </i>&amp; <i>Nanotecnologia. </i>Nov 2002.   <A href=http://www.comciencia.br/comciencia/ target="_blank">http://www.comciencia.br/artigos/nanotecnologia/nano19htm</A>   (acessado em 06 de julho de 2004). </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658462&pid=S0188-4557200900020001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Foucault, M., (1994a) "La Vie: L'exp&eacute;rience et la Science". in: <i>Dits et &Eacute;crits. </i>Tome IV. Paris, Gallimard.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658463&pid=S0188-4557200900020001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;(1994b) "Le Sujet et le Pouvoir". en: <i>Dits et &Eacute;crits. Tome IV. </i>Paris, Gallimard.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658464&pid=S0188-4557200900020001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;(1979) "Teoria e Institui&ccedil;&otilde;es Penais", en: Kremer&#150;Marietti, A., <i>Introdu&ccedil;&atilde;o ao </i><i>Pensamento de Michel Foucault. </i>Rio de Janeiro, Zahar.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658465&pid=S0188-4557200900020001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;(1969) <i>L'Arch&eacute;ologie du Savoir. </i>Paris, Gallimard.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658466&pid=S0188-4557200900020001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;(1987) <i>Vigiar e Punir. </i>Petr&oacute;polis, Vozes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658467&pid=S0188-4557200900020001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150; Gupta, A., Akin, D. e Bashir, R., (2004) "Single Virus Particle Mass Detection Using Microresonators with Nanoscale Thickness" <i>en Applied Physics Letters. </i>84 (11), March 2004, pp. 1976&#150;1978. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658468&pid=S0188-4557200900020001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">La&ccedil;ava, Z. e Morais, P.  (2002) "Nanobiotecnologia e Sa&uacute;de" in <i>Com Ci&ecirc;ncia &#150; </i><i>Nanoci&ecirc;ncia  </i>&amp; <i>Nanotecnologia.  </i>Nov 2002. <a href="http://www.comciencia.br/comciencia/" target="_blank">http://www.comciencia.br/artigos/nanotecnologia/nano15.htm</a> (acessado em 07 julho de 2004). </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658469&pid=S0188-4557200900020001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Latour,   B.   (2000) <i>Ci&ecirc;ncia  em A&ccedil;&atilde;o.   Como  Seguir  Cientistas  e Engenheiros </i><i>Sociedade Afora. </i>S&atilde;o Paulo, Ed UNESP </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658470&pid=S0188-4557200900020001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;(2003) <i>Un Monde Pluriel Mais Commun. Entretiens Avec Fra&ccedil;ois Ewald. </i>Paris, L'Aube/Seuil. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658471&pid=S0188-4557200900020001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Maia, A. C. (2003) "Biopoder, Biopol&iacute;tica e o Tempo Presente", en: Novaes, A. (org.) <i>O Homem&#150;M&aacute;quina: A ci&ecirc;ncia manipula o corpo. </i>S&atilde;o Paulo, Companhia das Letras. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658472&pid=S0188-4557200900020001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nalli, M. (2005) "Antropologia e Racismo no Discurso Eug&ecirc;nico de Renato Kehl" en <i>Teoria &amp; Pesquisa. </i>S&atilde;o Carlos, v. 47, n. 44, 2005, pp. 119&#150;156. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658473&pid=S0188-4557200900020001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;(2003) "Antropologia e Segrega&ccedil;&atilde;o Eug&ecirc;nica: Uma Leitura das Li&ccedil;&otilde;es de Eugenia de Renato Kehl", en: Boarini, M. L.  (org.), <i>Higiene e Ra&ccedil;a como </i><i>Projetos: Higienismo e Eugenismo no Brasil. </i>Maring&aacute;, Ed UEM.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658474&pid=S0188-4557200900020001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;(2007) "Cr&iacute;tica e Diferen&ccedil;a: O Projeto Foucaultiano de uma Ontologia do Presente",   en:   Weber,   B.   T.,   e   Conrad   D.  A.   (org.), <i>Vis&otilde;es   do  Mundo </i><i>Contempor&acirc;neo: Caminhos, Mitos e Muros. </i>Santa Maria, FACOS&#150;USFM. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658475&pid=S0188-4557200900020001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nietzsche,  F.   (1987) <i>Genealogia  da Moral:   Um Escrito Pol&ecirc;mico.   </i>S&atilde;o  Paulo, Brasiliense. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658476&pid=S0188-4557200900020001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Oliveira, L. O. (2003) "Biontes, Bi&oacute;ides e Borgues", en: Novaes, A. (org.), <i>O Homem&#150; </i><i>M&aacute;quina: A ci&ecirc;ncia Manipula o Corpo. </i>S&atilde;o Paulo, Companhia das Letras. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658477&pid=S0188-4557200900020001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Rabinow, P. (1999) <i>Antropologia da Raz&atilde;o. </i>Rio de Janeiro, Relume Dumar&aacute;. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658478&pid=S0188-4557200900020001100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Reynolds,   G.   H.   (2001) "Environmental   Regulation   of Nanotechnology:   Some Preliminary Observations". <i>Environmental Law Reporter. </i>Washington, DC, USA. 31, June 2001: 10681&#150;10688. (edi&ccedil;&atilde;o consultada em arquivo PDF, dispon&iacute;vel no site da Foresight Institute <a href="http://www.foresight.org/" target="_blank">www.foresight.org</a>).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658479&pid=S0188-4557200900020001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Stengers, I. (2002) <i>A Inven&ccedil;&atilde;o das Ci&ecirc;ncias Modernas. </i>S&atilde;o Paulo, Editora 34. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658480&pid=S0188-4557200900020001100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Thomas, L. V. (1986) ''D&eacute;cadence et Apocalypse dans la Science Fiction''. Cahier Figures, 1: "D&eacute;cadence et Apocalypse". Dijon: EUD, Coll. Figures, 1986: 107&#150; 132. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658481&pid=S0188-4557200900020001100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pascal, B. (1998) <i>Oeuvres Completes. </i>Paris: Gallimard (&Eacute;d. Pleiade).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3658482&pid=S0188-4557200900020001100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="notas"></a><b>NOTAS</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>1 </sup>Esse artigo &eacute; uma das atividades desenvolvidas no projeto de pesquisa "Nanoci&ecirc;ncia e Nanotecnologia aplicadas &agrave;s ci&ecirc;ncias da vida: Bases epist&ecirc;micas, impasses &eacute;ticos", financiado pelo CNPq (Processo 400778/04&#150;1), entre os anos de 2004 e 2006. Sua vers&atilde;o atual &#150; at&eacute; ent&atilde;o in&eacute;dita &#150; se d&aacute; como parte das atividades desenvolvidas em meus est&aacute;gio p&oacute;s doutoral, durante o ano de 2008, no Centre de Recherche Historique &#150; &Eacute;cole des Hautes &Eacute;tudes en Sciences Sociales, Paris &#150; Fran&ccedil;a, com o apoio financeiro da Capes (processo 0606/07&#150;3), Brasil. Meus sinceros agradecimentos ao parecerista, por suas preciosas observa&ccedil;&otilde;es; contudo, todas as limita&ccedil;&otilde;es deste artigo s&atilde;o de minha inteira e exclusiva responsabilidade.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>2 </sup>Seguramente, alguns te&oacute;ricos s&atilde;o fundamentais nessa concep&ccedil;&atilde;o, principalmente Nietzsche, em sua Genealogia da Moral (1887), Segunda Disserta&ccedil;&atilde;o, se&ccedil;&atilde;o 12; Darwin, Origem das Esp&eacute;cies, cap. IX; e Dennett, A Perigosa Id&eacute;ia de Darwin, p. 488.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>3 </sup>O que n&atilde;o implica necessariamente um limite &agrave;s nanotecnologias, posto que o princ&iacute;pio da incerteza se aplica a n&iacute;veis subat&ocirc;micos, ou seja, a n&iacute;veis inferiores ao n&iacute;vel at&ocirc;mico, onde ocorrem as nano&#150;manipula&ccedil;&otilde;es. Para tanto, conferir Drexler (1986), cap&iacute;tulo 1, "Engines of Construction".</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>4 </sup>&Eacute; o pr&oacute;prio Canguilhem que observa sobre a biologia do s&eacute;culo XX: "Foi porque os f&iacute;sicos e os qu&iacute;micos tinham, de certo modo, desmaterializado a mat&eacute;ria, que os bi&oacute;logos puderam explicar a vida, desvitalizando&#150;a. O homem investigava agora em prepara&ccedil;&otilde;es laboratoriais o que tinha procurado compreender nos organismos, tal como a natureza lhos oferecia desde tempo imemoriais. De descritivo, o darwinismo tornou&#150;se dedutivo. De vivissectora, a fisiologia tornou&#150;se matem&aacute;tica. O que o olho ou a m&atilde;o n&atilde;o podiam discernir ou perceber foi confiado ao poder dos aparelhos de detec&ccedil;&atilde;o. De ora em diante j&aacute; n&atilde;o h&aacute; mais biologia sem maquinaria, nem sem calculadoras. O conhecimento da vida depende, de agora em diante, de novos aut&ocirc;matos. S&atilde;o eles seus modelos, os seus instrumentos e delegados. &#91;...&#93; Nunca at&eacute; este ponto se tinha tornado manifesto quanto o homem deve trabalhar para tornar estranhos a si os objetos ing&ecirc;nuos das suas perguntas vitais, para merecer conhec&ecirc;&#150;los cientificamente" (Canguilhem, 1980: 106). Como essa f&oacute;rmula escrutina bem pelo que passa as pesquisas em nanotecnologias voltadas para as ci&ecirc;ncias da vida!</font></p>      ]]></body><back>
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