<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1405-8421</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Economía, sociedad y territorio]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Econ. soc. territ]]></abbrev-journal-title>
<issn>1405-8421</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[El Colegio Mexiquense A.C.]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1405-84212015000300003</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Reflexos do SIMPLES nacional no emprego e na formalização do mercado de trabalho no Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Reflexes of SIMPLES nacional on formal employment and labor market in Brazil]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nelson Leitão]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Pernambuco  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Recife Pernambuco]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>15</volume>
<numero>49</numero>
<fpage>639</fpage>
<lpage>663</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1405-84212015000300003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1405-84212015000300003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1405-84212015000300003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[As microempresas e as pequenas empresas (MPE) brasileiras possuem alta representatividade na economia e apresentam uma série de singularidades na tributação. Com o SIMPLES Nacional, o Brasil concedeu benefícios fiscais e simplificações administrativas para as MPE. Este artigo investigou os efeitos do SIMPLES Nacional sobre a formalização das firmas e o emprego. Verificou-se que o número de empresas optantes pelo regime cresceu a um ritmo bem superior ao das demais empresas. As empresas optantes também foram capazes de gerar relativamente mais empregos do que as não-optantes, com uma taxa de crescimento do emprego superior para o primeiro grupo.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Micro and small enterprises (SMEs) have high representation in the Brazilian economy, presenting a number of singularities about taxation. With SIMPLES Nacional, Brazil granted a series of tax and administrative simplifications for SMEs. This article investigates the effects of the introduction of SIMPLES Nacional on the formalization of firms and employment. It was found that the number of companies opting for the regime grew at a rate above that of non-chooser companies. SMEs inside SIMPLES Nacional were also able to generate relatively more jobs than non-choosers, with a growth rate of employment higher for the first group.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[SIMPLES Nacional]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[formalização]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[emprego]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[salários]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[SIMPLES Nacional]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[formalization]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[employment]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[wages]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Art&iacute;culos de investigaci&oacute;n</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="4">&nbsp;</font></p>      <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>Reflexos do</b> <b>SIMPLES</b> <b>nacional no emprego e na formaliza&ccedil;&atilde;o do mercado de trabalho no Brasil</b></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="4">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="3"><b>Reflexes of</b> <b>SIMPLES</b> <b>nacional on formal employment and labor market in Brazil</b></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="3">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Nelson Leit&atilde;o&#45;Paes</b></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>* Universidade Federal de Pernambuco. Correo&#45;e:</i> <a href="mailto:nlpaes@gmail.com">nlpaes@gmail.com</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Recibido: 13 de enero de 2013.     <br> Reenviado: 21 de agosto de 2013.    <br> Aceptado: 17 de marzo de 2014.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As microempresas e as pequenas empresas (MPE) brasileiras possuem alta representatividade na economia e apresentam uma s&eacute;rie de singularidades na tributa&ccedil;&atilde;o. Com o SIMPLES Nacional, o Brasil concedeu benef&iacute;cios fiscais e simplifica&ccedil;&otilde;es administrativas para as MPE. Este artigo investigou os efeitos do SIMPLES Nacional sobre a formaliza&ccedil;&atilde;o das firmas e o emprego. Verificou&#45;se que o n&uacute;mero de empresas optantes pelo regime cresceu a um ritmo bem superior ao das demais empresas. As empresas optantes tamb&eacute;m foram capazes de gerar relativamente mais empregos do que as n&atilde;o&#45;optantes, com uma taxa de crescimento do emprego superior para o primeiro grupo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#45;chave:</b> SIMPLES Nacional, formaliza&ccedil;&atilde;o, emprego, sal&aacute;rios.</font></p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <b>Abstract</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Micro and small enterprises (SMEs) have high representation in the Brazilian economy, presenting a number of singularities about taxation. With SIMPLES Nacional, Brazil granted a series of tax and administrative simplifications for SMEs. This article investigates the effects of the introduction of SIMPLES Nacional on the formalization of firms and employment. It was found that the number of companies opting for the regime grew at a rate above that of non&#45;chooser companies. SMEs inside SIMPLES Nacional were also able to generate relatively more jobs than non&#45;choosers, with a growth rate of employment higher for the first group.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Keywords:</b> SIMPLES Nacional, formalization, employment, wages.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As microempresas e as pequenas empresas (MPE) possuem uma import&acirc;ncia significativa para a economia na maioria dos pa&iacute;ses ocidentais. Segundo a OCDE (2009), em seus pa&iacute;ses membros MPE representam 94% das empresas industriais e mais de 95% das empresas de servi&ccedil;os.<sup><a href="#nota">1</a></sup> Elas t&ecirc;m um peso fundamental no emprego, respondendo por quase 60% do emprego industrial dentro da OCDE, bem como 67% do total de empregos no setor de servi&ccedil;os<sup><a href="#nota">2</a></sup> em 2005.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A realidade brasileira n&atilde;o &eacute; diferente. Segundo pesquisa do dieese<sup><a href="#nota">3</a></sup> (2011), com base em dados da rais,<sup><a href="#nota">4</a></sup> no final de 2010, a participa&ccedil;&atilde;o no emprego das microempresas e empresas de pequeno porte era de 52% do total. Por outro lado, representavam 99% do total de empresas no pa&iacute;s.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Trata&#45;se, portanto, de um grupo expressivo e que apresenta uma s&eacute;rie de singularidades no que diz respeito &agrave; tributa&ccedil;&atilde;o. Devido ao fato de serem pequenas, estas empresas podem incorrer em custos econ&oacute;micos superiores ao das maiores empresas. Nesse sentido, muitos pa&iacute;ses t&ecirc;m buscado criar mecanismos espec&iacute;ficos que permitam as MPE ter igualdade de condi&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s grandes no que tange as suas obriga&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias. Assim, simplifica&ccedil;&otilde;es de declara&ccedil;&otilde;es, elimina&ccedil;&atilde;o de obriga&ccedil;&otilde;es acess&oacute;rias e mesmo redu&ccedil;&atilde;o da carga tribut&aacute;ria tem sido utilizada pelas Administra&ccedil;&otilde;es &iacute;ribut&aacute;rias no enfrentamento da quest&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">0&nbsp;Brasil concedeu uma s&eacute;rie de benef&iacute;cios fiscais e simplifica&ccedil;&otilde;es administrativas para as microempresas e pequenas empresas desde a cria&ccedil;&atilde;o do SIMPLES<sup><a href="#nota">5</a></sup> pela Lei n&deg; 9.317/96. Houve redu&ccedil;&atilde;o da carga tribut&aacute;ria, simplifica&ccedil;&atilde;o da escritura&ccedil;&atilde;o fiscal, pagamento em um &uacute;nico documento de v&aacute;rios tributos federais e a possibilidade de se incluir mediante conv&ecirc;nio, tamb&eacute;m os tributos estaduais e municipais. O passo seguinte, na mesma l&oacute;gica de reduzir custos para as pequenas empresas, foi o lan&ccedil;amento do SIMPLES Nacional, Lei Complementar n&deg; 123/2006, que ampliou os benef&iacute;cios do SIMPLES ao incluir explicitamente os mais importantes tributos estaduais, o ICMS,<sup><a href="#nota">6</a></sup> E MUNICIPAIS, O ISS.<sup><a href="#nota">7</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Este artigo trata de investigar os efeitos da cria&ccedil;&atilde;o do SIMPLES Nacional sobre a formaliza&ccedil;&atilde;o das firmas e sobre a cria&ccedil;&atilde;o de empregos. O objetivo &eacute; buscar evid&ecirc;ncias sobre o impacto do SIMPLES Nacional, comparando inclusive o seu deseMPEnho com aquele apresentado pelo regime anterior, o SIMPLES.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Trata&#45;se de mat&eacute;ria relevante para os formuladores de pol&iacute;tica econ&oacute;mica j&aacute; que os custos envolvidos em programas de redu&ccedil;&atilde;o da carga tribut&aacute;ria para as pequenas empresas s&atilde;o bastante elevados no Brasil. A Secretaria da Receita Federal do Brasil, em seu &uacute;ltimo demonstrativo de gastos tribut&aacute;rios (RFB, 2012), estima a ren&uacute;ncia fiscal dentro do SIMPLES Nacional em quase R$ 22 bilh&otilde;es em 2009.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ap&oacute;s esta breve introdu&ccedil;&atilde;o, o artigo apresenta, de forma resumida, a evolu&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o brasileira em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento tribut&aacute;rio concedido as microempresas e as empresas de pequeno porte, a partir da cria&ccedil;&atilde;o do SIMPLES em 1996 at&eacute; a ado&ccedil;&atilde;o do SIMPLES Nacional em 2007.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na se&ccedil;&atilde;o seguinte apresenta&#45;se uma breve revis&atilde;o da literatura, com um panorama das principais contribui&ccedil;&otilde;es a pesquisa do impacto dos regimes simplificados sobre as pequenas empresas, especificamente no que diz respeito &agrave; formaliza&ccedil;&atilde;o e a cria&ccedil;&atilde;o de vagas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na se&ccedil;&atilde;o 3 inicia&#45;se uma an&aacute;lise dos efeitos do SIMPLES Nacional sobre a economia brasileira, enfocando quest&otilde;es como formaliza&ccedil;&atilde;o das empresas, cria&ccedil;&atilde;o de empregos e impactos sobre os sal&aacute;rios. V&aacute;rias bases de dados s&atilde;o analisadas na busca de evid&ecirc;ncias. De maneira geral, per&#45;ceberamse impactos positivos sobre a formaliza&ccedil;&atilde;o e o emprego, por&eacute;m com custos elevados em raz&atilde;o da expressiva ren&uacute;ncia fiscal. Ainda, verificou&#45;se que o regime simplificado ajudou na sustenta&ccedil;&atilde;o da economia brasileira durante a crise de 2008&#45;2010 com forte cria&ccedil;&atilde;o ou formaliza&ccedil;&atilde;o de empresas optantes, enquanto o n&uacute;mero de n&atilde;o&#45;optantes diminu&iacute;a no per&iacute;odo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por fim, a &uacute;ltima se&ccedil;&atilde;o resume as principais conclus&otilde;es do trabalho e apresenta os coment&aacute;rios finais.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>1. Breve resumo da Legisla&ccedil;&atilde;o Tribut&aacute;ria Brasileira aplicada as Microempresas e as Empresas de Pequeno Porte</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Criado em 5 de dezembro de 1996 pela Lei Federal n&deg;. 9.317/96, o Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribui&ccedil;&otilde;es das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (SIMPLES) consubstanciou no mundo tribut&aacute;rio brasileiro o tratamento mais favorecido as pequenas empresas. O SIMPLES englobava uma s&eacute;rie de tributos federais,<sup><a href="#nota">8</a></sup> al&eacute;m da contribui&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria patronal, que poderiam ser pagos com apenas um documento de arrecada&ccedil;&atilde;o e cujo valor era calculado como um percentual do faturamento da empresa. O sistema previa uma substancial redu&ccedil;&atilde;o na carga tribut&aacute;ria das pequenas empresas, al&eacute;m de facilidades administrativas como a entrega de uma declara&ccedil;&atilde;o anual simplificada e a dispensa de escrita cont&aacute;bil formal.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A op&ccedil;&atilde;o pelo SIMPLES era restrita a empresas com faturamento anual inferior a R$ 1,2 milh&atilde;o e que se enquadrassem nas atividades econ&oacute;micas aceitas pelo regime. Posteriormente, em 2006 este limite foi aumentado para R$ 2,4 milh&otilde;es.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dentro do SIMPLES, havia a previs&atilde;o legal de que os principais tributos de Estados e Munic&iacute;pios poderiam ser inclu&iacute;dos no regime mediante conv&eacute;nio. Na pr&aacute;tica, por&eacute;m, n&atilde;o houve interesse dos demais entes federativos e o regime continuou a ser essencialmente voltado para os tributos federais.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A aprova&ccedil;&atilde;o da Lei Complementar n. 123 de 14 de dezembro de 2006 atendeu ao antigo pedido das pequenas empresas e modificou o SIMPLES para a cria&ccedil;&atilde;o do SIMPLES Nacional. Neste novo regime, o sistema deixa de ser apenas federal e passa a ser administrado por Munic&iacute;pios, Estados e Uni&atilde;o. A administra&ccedil;&atilde;o, arrecada&ccedil;&atilde;o, cobran&ccedil;a e fiscaliza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o compartilhadas entre os entes da federa&ccedil;&atilde;o. Em consequ&ecirc;ncia, foram incorporados ao regime O ICMS, maior imposto brasileiro em termos de arrecada&ccedil;&atilde;o, e O ISS, o que representou nova rodada de redu&ccedil;&atilde;o de carga tribut&aacute;ria e de simplifica&ccedil;&otilde;es administrativas para as pequenas empresas brasileiras. A partir de janeiro de 2012, o limite para op&ccedil;&atilde;o pelo SIMPLES Nacional foi novamente elevado para R$ 3,6 milh&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>2. Revis&atilde;o de literatura</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A import&acirc;ncia das MPE na economia &eacute; inquestion&aacute;vel, dado o enorme peso deste segmento no n&uacute;mero de empresas e na gera&ccedil;&atilde;o de postos de trabalho. Naturalmente, os governos tendem a olhar para as pequenas e micro empresas com o cuidado e a aten&ccedil;&atilde;o que merecem.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Especificamente, pa&iacute;ses de v&aacute;rias partes do mundo procuram fazer com que os respectivos sistemas tribut&aacute;rios n&atilde;o afetem adversamente, em termos comparativos, as MPE em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s maiores empresas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na literatura econ&oacute;mica brasileira j&aacute; existem alguns artigos que abordem o regime tribut&aacute;rio diferenciado para as MPE. Todos os artigos encontrados tratam apenas do SIMPLES, exceto o de Castro (2010) que inclui tamb&eacute;m o SIMPLES Nacional.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A maioria dos trabalhos brasileiros aponta para efeitos positivos da introdu&ccedil;&atilde;o de regimes tribut&aacute;rios diferenciados para as pequenas empresas sobre a formaliza&ccedil;&atilde;o e a cria&ccedil;&atilde;o de novas firmas al&eacute;m de impactar positivamente na formaliza&ccedil;&atilde;o e gera&ccedil;&atilde;o de empregos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tal resultado n&atilde;o chega a ser surpreendente j&aacute; que a literatura internacional tem colocado os pequenos neg&oacute;cios como a principal fonte de gera&ccedil;&atilde;o de empregos para diversos pa&iacute;ses (Neumark <i>et al.</i> (2008), Audretsch (2002), Davidsson <i>et al.</i> (1998), Baldwin e Picot (1995).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Um dos primeiros trabalhos a tratar do tema foi o de Lemgruber e Rodrigues (2000). Este artigo, com base em dados das Declara&ccedil;&otilde;es de Imposto de Renda das empresas, constatou que a introdu&ccedil;&atilde;o do SIMPLES em 1997 n&atilde;o levou ao aumento da formaliza&ccedil;&atilde;o das firmas entre 1996 e 1997, mas por outro lado, verificam que houve aumento substancial do emprego para as firmas com at&eacute; nove empregados.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Cechin e Fernandes (2000) acompanharam um grupo de 1'218,219 empresas entre janeiro de 1996 e janeiro de 1998. Todas elas se enquadravam na op&ccedil;&atilde;o pelo SIMPLES. Verificaram que houve um expressivo aumento do emprego, que quase dobrou no per&iacute;odo para o grupo analisado.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Monteiro (2004) aponta que o principal benefici&aacute;rio da introdu&ccedil;&atilde;o do SIMPLES foi o setor de com&eacute;rcio com aumento de formaliza&ccedil;&atilde;o estimado da ordem de 19%, seguido pelo setor de servi&ccedil;os, com 8%. De fato, os dados mostram que mais de 80% das empresas optantes pelo SIMPLES Nacional pertencem a estes dois setores (IBGE, 2005).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Delgado <i>et al.</i> (2007) usando dados da GFIP<sup><a href="#nota">9</a></sup> entre 2000 e 2005 observam que o n&uacute;mero de empresas optantes cresceu mais de 40% no per&iacute;odo e que houve expressivo crescimento do emprego, mas que ocorreu de forma mais dispersa e n&atilde;o apenas no grupo at&eacute; nove empregados. Os autores ainda encontram um aumento no n&uacute;mero de empregados por estabelecimento optante, acompanhada, por&eacute;m, de pequena redu&ccedil;&atilde;o no sal&aacute;rio m&eacute;dio.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Monteiro e Assun&ccedil;&atilde;o (2006) estudaram o efeito do SIMPLES sobre a formaliza&ccedil;&atilde;o das firmas. Usando dados da Pesquisa da Economia Informal e Urbana (ECINF) do IBGE em 1997, os autores verificaram que, confirmando estudos anteriores, a maior formaliza&ccedil;&atilde;o ocorreu no setor de com&eacute;rcio varejista. Para os demais setores n&atilde;o foi encontrada evid&ecirc;ncia robusta de que o regime simplificado tenha induzido a maior formaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fajnzylber <i>et al.</i> (2009) tamb&eacute;m avaliam o efeito do SIMPLES sobre a formaliza&ccedil;&atilde;o das pequenas empresas brasileiras. Os dados para o estudo foram obtidos das Pesquisas Ecinf de 1997 e 2003. Encontram que o SIMPLES teve efeitos importantes na formaliza&ccedil;&atilde;o das pequenas empresas, e que tais firmas geram mais receitas e lucros, contratam mais trabalhadores e s&atilde;o mais intensivas em capital. Segundo os autores, &eacute; o baixo custo de contrata&ccedil;&atilde;o que leva a ado&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas produtivas que envolvem maior perman&ecirc;ncia e maior sal&aacute;rio para a for&ccedil;a de trabalho.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Courseuil e Moura (2009) avaliaram a contribui&ccedil;&atilde;o do SIMPLES para a gera&ccedil;&atilde;o de empregos no setor industrial entre 1997 e 1999. Com dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA) do IBGE, verificaram que de fato as empresas aproveitaram as vantagens do regime simplificado para contratar mais empregados.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Paes e Almeida (2009) estudam o efeito do SIMPLES entre 1997 e 2005. Como toda a literatura sobre o tema, encontram efeitos positivos na cria&ccedil;&atilde;o de empregos, mas por outro lado n&atilde;o percebem mudan&ccedil;as na informalidade. Segundo os autores, o SIMPLES n&atilde;o foi efetivo na formaliza&ccedil;&atilde;o das empresas brasileiras. Por outro lado, em posi&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica ao regime simplificado, afirmam que o custo da ren&uacute;ncia fiscal do SIMPLES &eacute; elevado e compara&ccedil;&otilde;es realizadas entre empresas optantes e n&atilde;o&#45;optantes pelo regime sugerem que o segundo grupo apresentou melhor desempenho.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Castro (2010) inova na literatura brasileira ao trazer os impactos iniciais do SIMPLES Nacional, mas restringe o seu estudo somente a uma unidade da federa&ccedil;&atilde;o, o Distrito Federal. A an&aacute;lise contemplou apenas os seis primeiros meses iniciais do novo regime tribut&aacute;rio. De acordo com o trabalho, o SIMPLES Nacional trouxe impactos positivos tanto para o emprego quanto para a remunera&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores das micro e pequenas empresas no Distrito Federal.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O presente artigo segue na mesma linha dos anteriores com resultados similares. Tamb&eacute;m aqui, se verifica os efeitos positivos do SIMPLES e do SIMPLES Nacional sobre a formaliza&ccedil;&atilde;o das firmas, cria&ccedil;&atilde;o de empregos e melhores sal&aacute;rios. A grande contribui&ccedil;&atilde;o do artigo &eacute; sugerir que os efeitos j&aacute; documentados pela literatura no SIMPLES, permaneceram e mesmo se aprofundaram com a introdu&ccedil;&atilde;o do SIMPLES Nacional. E isto ocorreu n&atilde;o apenas em uma unidade da federa&ccedil;&atilde;o, como em Castro (2010), mas para todo o pa&iacute;s.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>3.&nbsp;Experi&ecirc;ncia Am&eacute;rica Latina</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A grande maioria dos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina possui em seu c&oacute;digo tribut&aacute;rio mecanismos destinados especialmente para favorecer as pequenas empresas. Em geral tais regimes implicam n&atilde;o s&oacute; em simplifica&ccedil;&otilde;es nas obriga&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias, mas tamb&eacute;m em tributa&ccedil;&atilde;o mais favorecida.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tais sistemas se justificam por conta dos elevados custos de cumprimento das obriga&ccedil;&otilde;es principais e acess&oacute;rias que acabam sendo desproporcionalmente maiores para as pequenas empresas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os regimes simplificados tipicamente reduzem substancialmente os custos cont&aacute;beis e de entrega de declara&ccedil;&otilde;es e periodicidade de pagamentos, como tamb&eacute;m oferecem uma maneira SIMPLES de apurar os tributos devidos, adotando&#45;se uma al&iacute;quota padronizada em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s receitas das empresas optantes. S&atilde;o m&eacute;todos presumidos de determina&ccedil;&atilde;o do imposto (Corbacho <i>et al.,</i> 2013).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O objetivo b&aacute;sico &eacute; oferecer uma possibilidade de formaliza&ccedil;&atilde;o dos neg&oacute;cios e dos empregos a ele associados. A <a href="/img/revistas/est/v15n49/a3t1.jpg" target="_blank">tabela 1</a> apresenta alguns regimes na Am&eacute;rica Latina.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O Brasil, primeiramente com o SIMPLES e atualmente com o SIMPLES Nacional, adota uma estrat&eacute;gia para as pequenas empresas que se enquadra bem na experi&ecirc;ncia latino&#45;americana. Ambos os programas apresentam um sistema similar aos da <a href="/img/revistas/est/v15n49/a3t1.jpg" target="_blank">tabela 1</a>, com pagamentos &uacute;nicos mensais englobando v&aacute;rios tributos, como o Imposto de Renda e tributos sobre o consumo, al&eacute;m das contribui&ccedil;&otilde;es previdenci&aacute;rias.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O sistema brasileiro, por&eacute;m se destaca pela sua generosidade. O limite no SIMPLES Nacional anual &eacute; de R$ 3,6 milh&otilde;es, o que equivale a US$ 1,5 milh&atilde;o, muito superior aos limites vigentes nos demais pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina. Ademais contempla uma gama de tributos que s&oacute; se compara ao monotributo argentino.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>4.&nbsp;Efeitos do</b> <b>SIMPLES</b> <b>Nacional</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nesta se&ccedil;&atilde;o procura&#45;se encontrar evid&ecirc;ncias do efeito do SIMPLES Nacional sobre o comportamento das pequenas empresas brasileiras. Nesta tarefa, vamos buscar informa&ccedil;&otilde;es em diferentes fontes de dados, como a GFPI, a <span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">RAIS</span>, pesquisas do IBGE e da RFB.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O SIMPLES Nacional estabelecido pela Lei Complementar n&deg;. 123 de 14 de dezembro de 2006 prev&ecirc; um regime tribut&aacute;rio diferenciado para as microempresas e empresas de pequeno porte a partir de 1 julho de 2007 e sucedeu, com maior abrang&ecirc;ncia, o antigo SIMPLES, pois incorporou de maneira sistem&aacute;tica o icms dos Estados e o iss dos munic&iacute;pios.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ao se restringir o objeto da an&aacute;lise ao SIMPLES Nacional, restringe&#45;se tamb&eacute;m o espa&ccedil;o temporal dispon&iacute;vel de dados. H&aacute; informa&ccedil;&otilde;es apenas no per&iacute;odo de agosto de 2007 a dezembro de 2012. Trata&#45;se de um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es relativamente limitado. Mas, ainda assim, os dados coletados nos permitem fazer infer&ecirc;ncias acerca dos efeitos do SIMPLES Nacional, principalmente sobre a formaliza&ccedil;&atilde;o e o mercado de trabalho.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">H&aacute; de se lembrar, tamb&eacute;m, da grave crise internacional que assolou a economia mundial, cujos efeitos mais agudos aconteceram entre 2008 e 2009. Os dados nos permitem dizer que o SIMPLES Nacional foi um dos fatores que permitiram que a economia brasileira n&atilde;o fosse t&atilde;o severamente atingida quanto outras economias pelo mundo.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>4.1. Panorama da economia brasileira</i></b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para melhor compreens&atilde;o dos resultados sobre o mercado de trabalho que ser&atilde;o apresentados nas se&ccedil;&otilde;es seguintes, &eacute; interessante trazer um breve apanhado dos principais indicadores da economia brasileira entre 2001 e 2013, objeto do presente estudo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/est/v15n49/a3t2.jpg" target="_blank">tabela 2</a> mostra a evolu&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis importantes para a compreens&atilde;o da din&acirc;mica econ&oacute;mica no Brasil no passado recente.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O quadro econ&oacute;mico brasileiro em 2001 n&atilde;o era muito favor&aacute;vel. A economia vinha crescendo lentamente, a taxa de desemprego e a infla&ccedil;&atilde;o eram elevadas e o sal&aacute;rio m&iacute;nimo relativamente baixo (em torno de US$ 160). Por outro lado, o pa&iacute;s realizou reformas importantes como a do sistema financeiro, a do regime previdenci&aacute;rio, a responsabilidade fiscal, as privatiza&ccedil;&otilde;es e instituiu o regime de metas de infla&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A chegada do presidente Lula ao governo em 2003 n&atilde;o implicou em grandes mudan&ccedil;as macroecon&oacute;micas. A estabilidade fiscal, o c&acirc;mbio flutuante e as metas de infla&ccedil;&atilde;o permaneceram como um s&oacute;lido trip&eacute; para o governo. As mudan&ccedil;as que ocorreram tinham um car&aacute;ter mais social. O governo brasileiro passou a promover aumentos deliberados no poder de compra do sal&aacute;rio m&iacute;nimo e consolidou e ampliou os programas sociais no Brasil.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O pa&iacute;s apresentou um crescimento moderado quando se observa todo o per&iacute;odo, embora tenha conseguido atingir n&uacute;meros expressivos entre 2004 e 2010 quando a taxa m&eacute;dia de crescimento foi de 4,5% ao ano. Os principais motivos apontados para este deseMPEnho foram o aumento dos pre&ccedil;os das commodities que beneficiou fortemente o Brasil, a pol&iacute;tica de est&iacute;mulo ao cr&eacute;dito do governo federal e os expressivos aumentos do sal&aacute;rio m&iacute;nimo e de programas de assist&ecirc;ncia social, que geraram grande impulso na demanda brasileira. A economia reduziu o seu crescimento a partir de 2011, o que tem sido atribu&iacute;do a problemas do lado da oferta, notadamente na baixa taxa de investimento do pa&iacute;s que perdura j&aacute; h&aacute; algum tempo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dois fatos se destacam quando se analisa a <a href="/img/revistas/est/v15n49/a3t1.jpg" target="_blank">tabela 1</a>. O primeiro &eacute; a forte redu&ccedil;&atilde;o do desemprego no pa&iacute;s. A taxa caiu de em quase 70% passando de 12,1% em 2001 para 4,3% em 2013, a menor desde que se come&ccedil;ou a coletar esta informa&ccedil;&atilde;o. E o desemprego tem cedido, mesmo com a forte desacelera&ccedil;&atilde;o do crescimento ocorrida a partir de 2011. Acredita&#45;se que os principais motivos para a expressiva queda no desemprego estejam ligados a fatores demogr&aacute;ficos como a diminui&ccedil;&atilde;o da taxa de crescimento da popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa, que tem afetado a oferta de m&atilde;o de obra.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Um segundo ponto importante &eacute; o expressivo aumento do sal&aacute;rio m&iacute;nimo, fruto de a&ccedil;&atilde;o deliberada do governo para reduzir a pobreza e estimular a economia. Entre 2003 e 2013, o sal&aacute;rio m&iacute;nimo no Brasil aumentou quase 67% em termos reais e hoje vale algo em torno de US$ 300. Chama a aten&ccedil;&atilde;o que este forte aumento do sal&aacute;rio m&iacute;nimo foi acompanhado de substancial redu&ccedil;&atilde;o no desemprego. Por fim, vale ressaltar que o rendimento m&eacute;dio do trabalhador n&atilde;o acompanhou o deseMPEnho do sal&aacute;rio m&iacute;nimo, mas apresentou um robusto resultado de aumento de 35% em termos reais entre 2003 e 2013.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em resumo, a economia brasileira vinha apresentando forte crescimento desde 2003, mas sofreu uma desacelera&ccedil;&atilde;o a partir de 2011, embora isto n&atilde;o tenha sido sentido no mercado de trabalho que continua vigoroso.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>4.2. Efeito sobre a formaliza&ccedil;&atilde;o das empresas</i></b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para se buscar evid&ecirc;ncias do efeito do SIMPLES Nacional sobre a formaliza&ccedil;&atilde;o das empresas, a base de dados utilizada foram os dados da GFIP, coletados mensalmente para o per&iacute;odo de janeiro de 2001 a dezembro de 2010 (&uacute;ltimo dado dispon&iacute;vel). Os n&uacute;meros, agregados por ano, encontram&#45;se na <a href="#t3">tabela 3</a>.</font></p> 	    <p align="center"><a name="t3"></a></p> 	    <p align="center"><img src="/img/revistas/est/v15n49/a3t3.jpg"></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O per&iacute;odo entre janeiro de 2001 e junho de 2007 estava sob vig&ecirc;ncia do SIMPLES e percebe&#45;se um vigoroso crescimento no n&uacute;mero de estabelecimentos no regime, muito acima do crescimento dos estabelecimentos n&atilde;o&#45;optantes. O resultado acima &eacute; consistente com a pesquisa de Delgado <i>et al.</i> (2007) que verificou forte crescimento do n&uacute;mero de optantes para o per&iacute;odo de 2000 a 2005, tanto com dados da GFIP quanto da <span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">RAIS</span>. Estes autores concluem n&atilde;o ser poss&iacute;vel rejeitar a hip&oacute;tese de que houve significativa eleva&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de estabelecimentos formais em decorr&ecirc;ncia do SIMPLES. J&aacute; Paes e Almeida (2009), bem como Lemgruber e Rodrigues (2000) n&atilde;o encontram evid&ecirc;ncias de maior formaliza&ccedil;&atilde;o por conta do SIMPLES.</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Quando se considera o per&iacute;odo abrangido pelo SIMPLES Nacional, julho de 2007 a dezembro de 2012 se verifica uma desacelera&ccedil;&atilde;o no crescimento do n&uacute;mero de estabelecimentos no regime favorecido, com manuten&ccedil;&atilde;o na taxa de crescimento dos n&atilde;o&#45;optantes em patamar bem inferior a taxa dos optantes. Novas empresas continuam entrando no SIMPLES Nacional, mas a um ritmo menor do que anteriormente no SIMPLES. Ainda assim, h&aacute; evid&ecirc;ncia de que quando uma empresa &eacute; criada ou decide se formalizar, na sua maioria das vezes ir&aacute; optar pelo regime simplificado.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Eacute; preciso fazer um destaque para o comportamento de optantes e n&atilde;o&#45;optantes no per&iacute;odo da crise mundial 2008&#45;2010. Entre 2008 e 2010 foram criadas cerca de 200 mil empresas optantes, enquanto que o n&uacute;mero de n&atilde;o&#45;optantes foi reduzido em cerca de 50 mil empresas. H&aacute;, portanto, ind&iacute;cio de que o SIMPLES Nacional, apesar da forte crise, conseguiu manter algum ritmo de crescimento, colaborando para sustentar a economia em um momento dif&iacute;cil.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>4.3. Efeito sobre o emprego</i></b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A inclus&atilde;o da contribui&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria no SIMPLES, e depois mantida no SIMPLES Nacional, demonstra que o principal intuito dos regimes simplificados era e continua a ser a cria&ccedil;&atilde;o de empregos. Paes e Almeida (2009) e Delgado <i>et al.</i> (2007) examinaram o efeito do SIMPLES sobre o emprego e conclu&iacute;ram que de fato, o regime simplificado teve efeitos positivos na cria&ccedil;&atilde;o de empregos no Brasil durante a sua vig&ecirc;ncia.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O que se quer investigar agora &eacute; se o SIMPLES Nacional tamb&eacute;m foi capaz de manter o perfil pr&oacute;&#45;emprego do seu antecessor. Para esta an&aacute;lise temos dados da GFIP e da RAIS. Iniciamos com as informa&ccedil;&otilde;es da GFIP, condensadas na <a href="#t4">tabela 4</a>:</font></p>      <p align="center"><a name="t4"></a></p> 	    <p align="center"><img src="/img/revistas/est/v15n49/a3t4.jpg"></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Percebe&#45;se que o SIMPLES Nacional, apesar de alguma desacelera&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao seu antecessor, manteve um ritmo bom de crescimento de empregos, e ainda muito superior ao ritmo de crescimento do emprego das empresas de fora do regime. Segundo dados acima, as empresas optantes do SIMPLES Nacional contrataram mais de 3,5 milh&otilde;es de trabalhadores desde a sua cria&ccedil;&atilde;o. Este comportamento &eacute; similar ao que se percebe na taxa de desemprego. Conforme a <a href="/img/revistas/est/v15n49/a3t1.jpg" target="_blank">tabela 1</a>, o desemprego no pa&iacute;s teve uma queda mais expressiva entre 2001 e 2007, do que nos anos posteriores. H&aacute; tamb&eacute;m que se considerar que redu&ccedil;&otilde;es expressivas no desemprego, que se reflete em maiores contrata&ccedil;&otilde;es, tornam&#45;se mais dif&iacute;ceis &agrave; medida que a taxa de desemprego reduz o seu patamar.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Note que durante o per&iacute;odo da crise (2008&#45;2010), a taxa de crescimento do emprego dentro do SIMPLES Nacional foi de 6,1% ao ano enquanto para as empresas fora do regime foi de apenas 3.4%. Assim, durante a crise, o emprego cresceu quase o dobro dentro das empresas do SIMPLES Nacional quando comparado as demais empresas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os dados da RAIS, diferentemente da GFIP, s&atilde;o anuais, de forma que estabelecemos o ano de 2007 como o in&iacute;cio do SIMPLES Nacional. As informa&ccedil;&otilde;es na <span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">RAIS</span>n&atilde;o est&atilde;o estruturadas entre optantes e n&atilde;o&#45;optantes do regime simplificado e sim por porte da empresa considerando o n&uacute;mero de empregados. Seguindo metodologia de Delgado <i>et al.</i> (2007), foram considerados como optantes, as empresas com at&eacute; 9 empregados e como n&atilde;o&#45;optantes, aquelas com 10 ou mais. Tais considera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o importantes, pois mostram que os dados da RAIS para o nosso estudo s&atilde;o menos precisos do que os obtidos da GFIP. Ainda assim, podem trazer subs&iacute;dios para an&aacute;lise do mercado de trabalho.</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os resultados s&atilde;o distintos aos obtidos com as informa&ccedil;&otilde;es da GFIP e constam na <a href="#t5">tabela 5</a>:</font></p>  	    <p align="center"><a name="t5"></a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/est/v15n49/a3t5.jpg"></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os dados da RAIS apontam para uma taxa de crescimento do emprego para as pequenas empresas bem inferior ao obtido com os dados da GFIP, mas ainda muito expressivo superior a 5% ao ano. Os dados da <span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">RAIS</span> tamb&eacute;m apontam que o SIMPLES Nacional acelerou levemente a taxa de crescimento do emprego em rela&ccedil;&atilde;o a taxa anterior obtida pelo SIMPLES. Observe que a taxa de crescimento do emprego das empresas acima de 10 empregados teve uma pequena redu&ccedil;&atilde;o na vig&ecirc;ncia do SIMPLES Nacional.</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ao contr&aacute;rio da GFIP que aponta para maiores taxas de contrata&ccedil;&otilde;es nas pequenas empresas, o quadro que emerge da <span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">RAIS</span> &eacute; mais homog&ecirc;neo, com pequenas empresas e demais empresas apresentando taxas de contrata&ccedil;&atilde;o similares. As taxas de contrata&ccedil;&atilde;o no total s&atilde;o bem similares, em torno de 4% a 5%, e conjectura&#45;se que esta pequena diferen&ccedil;a de comportamento entre pequenas e demais empresas nas duas pesquisas esteja relacionada ao fato de que algumas empresas pequenas est&atilde;o iMPEdidas de optarem pelo SIMPLES Nacional por conta da atividade que desenvolvem.</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ambas as pesquisas mostram que o ritmo de contrata&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s continua forte e, de certo modo generalizado na economia, e ajudam a entender as baixas taxas de desemprego apresentadas na <a href="/img/revistas/est/v15n49/a3t1.jpg" target="_blank">tabela 1</a>.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os dados da GFIP tamb&eacute;m permitem analisar a quantidade de empregados por estabelecimento, bastando utilizar as informa&ccedil;&otilde;es das <a href="/img/revistas/est/v15n49/a3t2.jpg" target="_blank">tabelas 2</a> e <a href="#t3">3</a>.</font></p> 	    <p align="center"><img src="/img/revistas/est/v15n49/a3t6.jpg"></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Destaca&#45;se a acelera&ccedil;&atilde;o do crescimento das empresas optantes durante o per&iacute;odo de vig&ecirc;ncia do SIMPLES Nacional em rela&ccedil;&atilde;o ao per&iacute;odo do SIMPLES. Para as demais empresas, ocorreu justamente o inverso, com desacelera&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de empregados por estabelecimento. O bom resultado alcan&ccedil;ado pelo SIMPLES Nacional permite a suposi&ccedil;&atilde;o de que as empresas continuaram a ser criadas durante o novo regime, mas as empresas existentes cresceram e contrataram mais trabalhadores, de forma que o crescimento do emprego foi maior do que o do n&uacute;mero de empresas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os resultados s&atilde;o compat&iacute;veis com a evolu&ccedil;&atilde;o do mercado de trabalho observada na <a href="/img/revistas/est/v15n49/a3t1.jpg" target="_blank">tabela 1</a>. As empresas, tanto as pequenas quanto as demais, tem aumentado o n&uacute;mero m&eacute;dio de trabalhadores. Pela tabela anterior, uma pequena empresa contratou em m&eacute;dia um empregado a mais entre 2001 e 2012. J&aacute; as demais empresas contrataram cerca de cinco empregados a mais neste mesmo per&iacute;odo. Como houve tamb&eacute;m aumento no n&uacute;mero de empresas, ver <a href="/img/revistas/est/v15n49/a3t2.jpg" target="_blank">tabela 2</a>, especialmente das pequenas, que duplicaram neste per&iacute;odo, o efeito sobre a diminui&ccedil;&atilde;o do desemprego foi realmente importante.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em resumo, o que os dados apresentados permitem inferir &eacute; que o SIMPLES Nacional, mantendo o padr&atilde;o verificado com o SIMPLES, continuou a gerar mais empregos em rela&ccedil;&atilde;o a empresas de fora do regime. A taxa de crescimento do n&uacute;mero de empresas optantes do SIMPLES Nacional foi bastante superior a dos n&atilde;o&#45;optantes. Os dados da <span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">RAIS</span> tamb&eacute;m apontam que a taxa de crescimento do emprego durante a vig&ecirc;ncia do SIMPLES Nacional acelerou em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; taxa obtida pelo SIMPLES para as empresas at&eacute; 9 empregados. Ainda, verificou&#45;se que a rela&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de empregados por estabelecimento cresceu mais rapidamente na vig&ecirc;ncia do SIMPLES Nacional do que com o SIMPLES, mas ainda inferior a taxa encontrada para os n&atilde;o&#45;optantes. Sinal de que al&eacute;m da cria&ccedil;&atilde;o de empresas, o SIMPLES Nacional auxiliou no crescimento das pequenas firmas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>4.4. Efeito sobre o sal&aacute;rio</i></b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o ao sal&aacute;rio, tanto a <span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">RAIS</span> quanto a GFIP tem dados dispon&iacute;veis. Come&ccedil;ando pela massa salarial, verificou&#45;se forte aumento durante toda a d&eacute;cada passada, seja na vig&ecirc;ncia do SIMPLES ou do SIMPLES Nacional. Os dados foram anualizados e deflacionados pelo IPCA.<sup><a href="#nota">10</a></sup> Considerou&#45;se o per&iacute;odo entre 2001 e 2006, como aquele abarcado pelo SIMPLES, e o per&iacute;odo entre 2007 e 2012 pelo SIMPLES Nacional.</font></p> 	    <p align="center"><img src="/img/revistas/est/v15n49/a3t7.jpg"></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O forte crescimento real da massa salarial se manteve durante toda a d&eacute;cada, independente do regime simplificado em vigor. Tal resultado &eacute; especialmente not&aacute;vel levando em conta a grave crise mundial entre 2008 e 2010. Em todos os per&iacute;odos a massa salarial das empresas optantes se comportou de maneira muito favor&aacute;vel, com crescimento sempre acima de 10% ao ano.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Quando comparamos a tabela acima com a <a href="#t3">tabela 3</a> com dados da evolu&ccedil;&atilde;o do emprego, fica claro que o que explica metade do crescimento da massa salarial foram as contrata&ccedil;&otilde;es. O emprego cresceu fortemente entre as empresas optantes e tal resultado se refletiu sobre a massa salarial.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Outro ponto que merece destaque foi a forte acelera&ccedil;&atilde;o da massa salarial entre as empresas n&atilde;o&#45;optantes. Em verdade, a taxa de crescimento da massa salarial para este grupo de empresas triplicou na &uacute;ltima metade da d&eacute;cada passada. Embora importante, o peso da cria&ccedil;&atilde;o de novas vagas explica muito menos este crescimento acelerado do que no caso das empresas optantes. Observando os dados da <a href="#t3">tabela 3</a> verifica&#45;se que houve de fato um aumento na taxa de crescimento do emprego entre os n&atilde;o&#45;optantes, mas longe do grande incremento da massa salarial.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o ao sal&aacute;rio m&eacute;dio, Delgado <i>et al.</i> (2007), analisando o per&iacute;odo entre 2000 e 2005, verificou que o sal&aacute;rio pago pelas empresas optantes permaneceu estagnado neste per&iacute;odo. J&aacute; para as empresas n&atilde;o&#45;optantes houve um crescimento real dos sal&aacute;rios m&eacute;dios pagos. Segundo os autores, em 2000 optantes e n&atilde;o&#45;optantes pagavam um sal&aacute;rio m&eacute;dio muito pr&oacute;ximo, de R$ 501,58 e R$ 504,99, respectivamente. Por&eacute;m em 2005 o desempenho d&iacute;spare dos dois grupos fez com que o sal&aacute;rio m&eacute;dio dos optantes ficasse em R$ 504,50, enquanto que o dos n&atilde;o&#45;optantes saltasse para R$ 593,10, um incremento de quase 20 por cento.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Delgado <i>et al.</i> (2007) conjecturam que tal deseMPEnho ruim dos optantes poderia estar ligado ao fato de que boa parte do setor de servi&ccedil;os estava impedido legalmente de optar pelo SIMPLES. Por&eacute;m, como bem apontado por Paes e Almeida (2009), esta explica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o encontra amparo nos dados das Contas Nacionais que apontam para maior crescimento dos sal&aacute;rios no setor industrial entre 2001 e 2005.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Com os dados da GFIP e da <span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">RAIS</span> foi poss&iacute;vel obter o sal&aacute;rio m&eacute;dio para o per&iacute;odo de 2001 a 2010. E os n&uacute;meros obtidos s&atilde;o bastante distintos da pesquisa de Delgado <i>et al.</i> (2007). A <a href="#t8">tabela 8a</a> presenta os n&uacute;meros da GFIP:</font></p>      <p align="center"><a name="t8"></a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/est/v15n49/a3t8.jpg"></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Uma primeira observa&ccedil;&atilde;o &eacute; que a introdu&ccedil;&atilde;o do SIMPLES Nacional parece ter levado a uma forte acelera&ccedil;&atilde;o da taxa de crescimento do sal&aacute;rio m&eacute;dio. Outra observa&ccedil;&atilde;o &eacute; que durante toda a d&eacute;cada passada os sal&aacute;rios cresceram mais rapidamente no grupo das empresas optantes do que no grupo das empresas n&atilde;o&#45;optantes.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Percebe&#45;se tamb&eacute;m que os rendimentos dos trabalhadores, seja das pequenas empresas, seja das demais empresas, permaneceu estagnado, ou at&eacute; mesmo diminuiu em termos reais entre 2001 e 2006. &Eacute; um resultado que j&aacute; havia aparecido no dado macroecon&oacute;mico da <a href="/img/revistas/est/v15n49/a3t1.jpg" target="_blank">tabela 1</a>, que mostra a queda do rendimento m&eacute;dio real das pessoas ocupadas neste per&iacute;odo. E isto ocorreu apesar do aumento do sal&aacute;rio m&iacute;nimo do per&iacute;odo, tamb&eacute;m demonstrado na <a href="/img/revistas/est/v15n49/a3t1.jpg" target="_blank">tabela 1</a>. &Eacute; preciso lembrar que neste per&iacute;odo a taxa de desemprego decresceu fortemente, mas partiu de um patamar elevado em 2001. As firmas neste per&iacute;odo, portanto, contrataram mais trabalhadores, por&eacute;m sem elevar os sal&aacute;rios.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A partir de 2007, o sal&aacute;rio m&iacute;nimo cresce a taxa m&eacute;dia real anual de 4,2%, o rendimento m&eacute;dio das pessoas ocupadas tamb&eacute;m aumenta em 3,2% ao ano. Estes n&uacute;meros s&atilde;o muito pr&oacute;ximos ao que mostra a pesquisa da GFIP, com aumento acima de 4% no rendimento dos trabalhadores. A diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao per&iacute;odo anterior est&aacute; no desemprego. Observe que em 2007 a taxa de desemprego sofre uma queda substancial de um ponto percentual e vem se reduzindo substancialmente desde ent&atilde;o. Ao contr&aacute;rio de 2001 a 2006, o mercado de trabalho torna&#45;se mais apertado e isso se reflete nos aumentos salariais generalizados e que continuam a ocorrer.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por&eacute;m, os sal&aacute;rios dos optantes s&atilde;o ainda bastante inferiores aos pagos pelos n&atilde;o&#45;optantes. Trata&#45;se de um resultado natural, j&aacute; que os sal&aacute;rios tendem a ser menores nas pequenas empresas, por conta da sua necessidade de m&atilde;o&#45;de&#45;obra menos qualificada e diversificada, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s grandes empresas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ainda assim, a rela&ccedil;&atilde;o entre o sal&aacute;rio m&eacute;dio pago pelas optantes em rela&ccedil;&atilde;o as n&atilde;o&#45;optantes, aumentou de 44,6% em 2001 para 52,5% em 2012. Este aumento reflete n&atilde;o s&oacute; as sucessivas eleva&ccedil;&otilde;es do sal&aacute;rio m&iacute;nimo, mas tamb&eacute;m o crescimento das pequenas empresas, evid&ecirc;ncia j&aacute; coletada na se&ccedil;&atilde;o 3.2.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Merece destaque a invers&atilde;o do comportamento dos sal&aacute;rios no grupo n&atilde;o&#45;optante. No per&iacute;odo de 2001 a 2006 verificou&#45;se uma queda dos sal&aacute;rios neste grupo, mas que voltou a crescer a partir de 2007 a 2012. Como j&aacute; dito, o bom momento em rela&ccedil;&atilde;o ao emprego vivido pelo pa&iacute;s no final da d&eacute;cada anterior &eacute; o principal fator por tr&aacute;s desta revers&atilde;o do comportamento.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por fim, os resultados encontrados at&eacute; aqui est&atilde;o em contradi&ccedil;&atilde;o com os resultados obtidos por Delgado <i>et al.</i> (2007). Estes autores encontraram uma estagna&ccedil;&atilde;o no sal&aacute;rio m&eacute;dio dos optantes com pequeno crescimento no sal&aacute;rio m&eacute;dio dos n&atilde;o&#45;optantes. Resultado oposto foi verificado no presente estudo, estagna&ccedil;&atilde;o nos n&atilde;o&#45;optantes e crescimento do sal&aacute;rio entre os optantes. Um dos fatores que podem ajudar a explicar &eacute; a diferen&ccedil;a entre os per&iacute;odos analisados. Para o mesmo per&iacute;odo de an&aacute;lise, ou seja, a vig&ecirc;ncia do SIMPLES, os resultados s&atilde;o relativamente similares e apontam para a estagna&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A <span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">RAIS</span> tamb&eacute;m apresenta informa&ccedil;&otilde;es sobre sal&aacute;rios. Novamente, &eacute; preciso lembrar que, ao contr&aacute;rio da GFIP, a <span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">RAIS</span> n&atilde;o separa as empresas entre optantes e n&atilde;o&#45;optantes. Seguindo Delgado <i>et al.</i> (2007), considerou&#45;se como pequena empresa, aquela com at&eacute; 9 empregados.</font></p>      <p align="center"><a name="t9"></a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/est/v15n49/a3t9.jpg"></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O padr&atilde;o apresentado pela <span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">RAIS</span> &eacute; semelhante ao da GFIP. A taxa de crescimento na vig&ecirc;ncia do SIMPLES &eacute; que &eacute; mais baixa do que encontrado na GFIP. Mas, a forte acelera&ccedil;&atilde;o do crescimento dos sal&aacute;rios a partir de 2007 est&aacute; presente a taxas similares. O mesmo padr&atilde;o de expans&atilde;o do emprego com estagna&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios observado na GFIP e nos dados da <a href="/img/revistas/est/v15n49/a3t1.jpg" target="_blank">tabela 1</a> se mant&eacute;m para o per&iacute;odo 2001 a 2006. J&aacute; a partir de 2007, &agrave; medida que o desemprego cede, os ganhos salariais v&atilde;o se avolumando.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Portanto, seja com dados da GFIP seja com informa&ccedil;&otilde;es da <span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">RAIS</span>, verificou&#45;se forte acelera&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios na economia como um todo a partir de 2007, ap&oacute;s um per&iacute;odo de estagna&ccedil;&atilde;o at&eacute; 2005. &Eacute; dif&iacute;cil argumentar que tal desempenho se deve a introdu&ccedil;&atilde;o do SIMPLES Nacional, uma vez que tal acelera&ccedil;&atilde;o ocorreu tanto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s empresas optantes como entre as n&atilde;o&#45;optantes, mas tamb&eacute;m em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s empresas com at&eacute; 9 empregados e empresas com 10 ou mais empregados. O motivo basicamente &eacute; a baixa taxa de desemprego no pa&iacute;s, que permitiu que os sal&aacute;rios tivessem um bom crescimento de forma generalizada a partir de 2007.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Este artigo procurou avaliar os efeitos da implanta&ccedil;&atilde;o do SIMPLES Nacional na economia brasileira. A an&aacute;lise se concentrou no per&iacute;odo de 2001 a 2010 e foi poss&iacute;vel estabelecer compara&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&oacute; entre grupo de empresas optantes e n&atilde;o&#45;optantes pelo regime favorecido, como tamb&eacute;m comparar os n&uacute;meros do SIMPLES Nacional com os do SIMPLES.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Verificou&#45;se que o SIMPLES Nacional &eacute; a principal porta de entrada das empresas brasileiras tanto na cria&ccedil;&atilde;o quanto na formaliza&ccedil;&atilde;o. As empresas optantes cresceram a um ritmo bem superior ao das empresas n&atilde;o&#45;optantes durante toda a d&eacute;cada anterior, sendo que no momento da grave crise internacional, houve crescimento do n&uacute;mero de optantes com decr&eacute;scimo no n&uacute;mero de n&atilde;o&#45;optantes.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As empresas optantes pelo SIMPLES Nacional tamb&eacute;m foram capazes de gerar relativamente mais empregos do que as n&atilde;o&#45;optantes, com uma taxa de crescimento do emprego superior para o primeiro grupo. Analisando&#45;se os dados do n&uacute;mero de empregados por estabelecimento, verificou&#45;se que as empresas optantes tamb&eacute;m aumentaram mais rapidamente esta rela&ccedil;&atilde;o do que as n&atilde;o&#45;optantes, revertendo a tend&ecirc;ncia contr&aacute;ria que se observou durante a vig&ecirc;ncia do SIMPLES. Trata&#45;se de forte indicativo de que n&atilde;o apenas novas empresas preferem entrar no mercado formal via SIMPLES Nacional, mas que as que j&aacute; s&atilde;o optantes est&atilde;o crescendo dentro do regime. Sintom&aacute;tico tamb&eacute;m &eacute; o forte aumento da massa salarial e do sal&aacute;rio m&eacute;dio, ambos com crescimento mais elevado para as empresas dentro do SIMPLES Nacional do que as de fora do regime.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As evid&ecirc;ncias coletadas sugerem que o SIMPLES Nacional teve um efeito importante sobre a economia nos &uacute;ltimos anos. Por&eacute;m, trata&#45;se de sistema que tem um custo muito elevado para a sociedade brasileira. Recomenda&#45;se, portanto, que as Administra&ccedil;&otilde;es Tribut&aacute;rias envolvidas sejam vigilantes e cuidadosas no trato do regime simplificado evitando simula&ccedil;&otilde;es e permitindo que apenas pequenas empresas permane&ccedil;am no regime.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Audretsch, David (2002), "The Dynamic Role of Small Firms: Evidence from the us", <i>Small Business Economics,</i> 18, Springer, Amsterdam, pp. 13&#45;40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900972&pid=S1405-8421201500030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>	</p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Baldwin, John e Garnett Picot (1995), "Employment Generation by Small Producers in the Canadian manufacturing sector", <i>Small Business Economics,</i> 7, Springer, Amsterdam, pp. 317&#45;331.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900974&pid=S1405-8421201500030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Castro, Andr&eacute; Lima (2010), "Uma an&aacute;lise do impacto do SIMPLES Nacional no DF", Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900976&pid=S1405-8421201500030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Cechin, Jos&eacute; e Alexandre Zioli Fernandes (2000), Boletim Informativo GFIP: avalia&ccedil;&atilde;o dos dados, Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia e Assist&ecirc;ncia Social, Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900978&pid=S1405-8421201500030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Corbacho, Ana, Vicente Fretes e Eduardo Lora (2013), <i>Recaudar no basta: los impuestos como instrumento de desarrollo,</i> Banco Interamericano de Desenvolvimento, Washington.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900980&pid=S1405-8421201500030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Courseuil, Carlos Henrique e Rodrigo Leandro de Moura (2009), "O SIMPLES federal e a gera&ccedil;&atilde;o de empregos na ind&uacute;stria", XXXVII Encontro Nacional da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Centros de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Economia (ANPEC), dezembro 2009, Foz do Igua&ccedil;u, Paran&aacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900982&pid=S1405-8421201500030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Davidsson, Per, Leif Lindmark and Christer Olofsson (1998), "The Extent of Overestimation of Small Firm Job Creation: An Empirical Examination of the 'Regression Bias'", <i>Small Business Economics,</i> 10, Springer, Amsterdam, pp. 87&#45;100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900984&pid=S1405-8421201500030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Delgado, Guilherme, Ana Carolina Querino, Andr&eacute; Campos, F&aacute;bio Vaz, Leonardo Rangel e Matheus Stivali (2007), "Avalia&ccedil;&atilde;o do SIMPLES: implica&ccedil;&otilde;es &agrave; formaliza&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria", texto para Discuss&atilde;o 1.277, Instituto de Pesquisa Econ&oacute;mica Aplicada, Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900986&pid=S1405-8421201500030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">DIEESE (Departamento Intersindical de Estat&iacute;stica e Estudos Socioecon&oacute;micos) (2011), <i>Anu&aacute;rio do trabalho da micro epequena empresa,</i> Servi&ccedil;o Brasileiro de Apoio &agrave;s Micro e Pequenas Empresas, Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900988&pid=S1405-8421201500030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fajnzylber, Pablo, William Frederick Maloney e Gabriel Montes&#45;Rojas (2009), <i>Does Formality Improve Micro&#45;Firm Performance? Quasi&#45;experimental evidence from the Brazilian</i> <i>SIMPLES</i> <i>Program,</i> discussion paper num. 4531, IZA, Bonn.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900990&pid=S1405-8421201500030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>	</p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica) (2005), <i>Economia Informal Urbana 2003,</i> Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900992&pid=S1405-8421201500030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lemgruber, Andrea and Jefferson Rodrigues (2000), <i>Tratamento tribut&aacute;rio da micro e pequena empresa no Brasil,</i> Secretaria da Receita Federal do Brasil, Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900994&pid=S1405-8421201500030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Monteiro, Joana (2004), "Microempresas no Brasil: informalidade e contratos de trabalho", disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900996&pid=S1405-8421201500030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Monteiro, Joana e Juliano Assun&ccedil;&atilde;o (2006), "Outgoing the Shadows: Estimating the Impact of Bureaucracy Simplification and Tax cut on Formality and Investment", mimeo, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica, Rio de Janeiro, &lt;<a href="http://epge.fgv.br/files/2066.pdf" target="_blank">http://epge.fgv.br/files/2066.pdf</a>&gt;, 26 novembro de 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2900998&pid=S1405-8421201500030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Neumark, David, Brandon Wall e Junfu Zhang (2008), "Do Small Businesses Create More Jobs? New Evidence for the United States from the National Establishment Time Series", Social Science Research Network, working paper num. w13818, California.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2901000&pid=S1405-8421201500030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">OCDE (Organiza&ccedil;&atilde;o para Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&oacute;mico) (2009), <i>Taxation of Small and Medium Enterprises &#45; Key Issues and Policy Considerations,</i> OCDE, Paris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2901002&pid=S1405-8421201500030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Paes, Nelson e Alo&iacute;sio Almeida (2009), "Tributa&ccedil;&atilde;o da Pequena Empresa e Avalia&ccedil;&atilde;o do SIMPLES", <i>Caderno de Finan&ccedil;as P&uacute;blicas,</i> 9, Escola de Administra&ccedil;&atilde;o Fazend&aacute;ria, Bras&iacute;lia, pp. 5&#45;55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2901004&pid=S1405-8421201500030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">RFB (Secretaria da Receita Federal do Brasil) (2012), "Demonstrativo dos Gastos Tribut&aacute;rios &#45; Estimativas Bases Efetivas 2009", RFB, Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2901006&pid=S1405-8421201500030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font size="2" face="verdana"><b><a name="nota"></a>Notas </b></font></p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>1</sup> Considerando apenas as microempresas e pequenas empresas.</font></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup> Em rela&ccedil;&atilde;o ao emprego os n&uacute;meros incluem tamb&eacute;m as empresas m&eacute;dias.</font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>3</sup> Departamento Intersindical de Estat&iacute;stica e Estudos Socioecon&oacute;micos. Institui&ccedil;&atilde;o vinculada ao Sindicato de trabalhadores de S&atilde;o Paulo.</font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>4</sup> Rela&ccedil;&atilde;o Anual de Informa&ccedil;&otilde;es Sociais. A rais &eacute; uma pesquisa coletada pelo Minist&eacute;rio do &iacute;rabalho e Emprego.</font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>5</sup> Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribui&ccedil;&otilde;es das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>6</sup> Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os&#45;Trata&#45;se do principal tributo brasileiro, arrecadado sobre a base consumo e administrado pelos Estados.</font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>7</sup> Imposto sobre Servi&ccedil;os. &Eacute; o mais importante imposto municipal.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>8</sup> Estavam inclu&iacute;dos o Imposto de Renda da Pessoa Jur&iacute;dica (IRPJ), a Contribui&ccedil;&atilde;o para os Programas de Integra&ccedil;&atilde;o Social e de Forma&ccedil;&atilde;o do Patrim&oacute;nio do Servidor P&uacute;blico (PIS/PASEP), a Contribui&ccedil;&atilde;o Social sobre o Lucro L&iacute;quido (CSLL), a Contribui&ccedil;&atilde;o para Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e o Imposto sobre Produtos Industrializados.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>9</sup> Guia de Recolhimento do fgts e Informa&ccedil;&otilde;es &agrave; Previd&ecirc;ncia Social, documento apresentado pelas empresas com os recolhimentos previdenci&aacute;rios de seus funcion&aacute;rios.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>10</sup> &Iacute;ndice Nacional de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo, representa a estimativa oficial de infla&ccedil;&atilde;o no Brasil.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Informaci&oacute;n sobre el autor</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Nelson Leit&atilde;o Paes.</b> Brasileiro. &Eacute; doutor em economia pela Universidade de Bras&iacute;lia. Atualmente &eacute; Professor do Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), assessor do secret&aacute;rio de Pol&iacute;tica Econ&oacute;mica do Minist&eacute;rio da Fazenda do Brasil e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPQ). Sua linha de pesquisa est&aacute; relacionada &agrave; tributa&ccedil;&atilde;o e seus efeitos sobre a economia. Entre as suas &uacute;ltimas publica&ccedil;&otilde;es destacam&#45;se "O hiato tribut&aacute;rio do imposto sobre produtos industrializados evid&ecirc;ncias setoriais", <i>Revista Brasileira de Economia de Empresas,</i> 11 (2), Universidade Cat&oacute;lica de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia, pp. 39&#45;51 (2012); "O parcelamento tribut&aacute;rio e seus efeitos sobre o comportamento dos contribuintes", <i>Revista EconomiA,</i> 13 (2), Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Centros de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Economia, Bras&iacute;lia, pp. 345&#45;363 (2012); "Impactos de longo prazo de reformas fiscais sobre a economia brasileira", <i>Revista Brasileira de Economia,</i> 66 (2), Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas, Rio de Janeiro, pp. 247&#45;269 (2012); em co&#45;autoria e "Reforma Tribut&aacute;ria &#45; os efeitos macroecon&oacute;micos e setoriais da PEC 233/2008", <i>Estudos Econ&oacute;micos,</i> 41 (2), Funda&ccedil;&atilde;o Instituto de Pesquisas Econ&oacute;micas, Sao Paulo, pp. 487&#45;512 (2011).</font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Audretsch]]></surname>
<given-names><![CDATA[David]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Dynamic Role of Small Firms: Evidence from the us]]></article-title>
<source><![CDATA[Small Business Economics]]></source>
<year>2002</year>
<volume>18</volume>
<page-range>13-40</page-range><publisher-loc><![CDATA[Amsterdam ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Springer]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Baldwin]]></surname>
<given-names><![CDATA[John]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Picot]]></surname>
<given-names><![CDATA[Garnett]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Employment Generation by Small Producers in the Canadian manufacturing sector]]></article-title>
<source><![CDATA[Small Business Economics]]></source>
<year>1995</year>
<volume>7</volume>
<page-range>317-331</page-range><publisher-loc><![CDATA[Amsterdam ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Springer]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castro]]></surname>
<given-names><![CDATA[André Lima]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Uma análise do impacto do SIMPLES Nacional no DF]]></source>
<year>2010</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cechin]]></surname>
<given-names><![CDATA[José]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Alexandre Zioli]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Boletim Informativo GFIP: avaliação dos dados]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministério da Previdência e Assistência Social]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Corbacho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fretes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vicente]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lora]]></surname>
<given-names><![CDATA[Eduardo]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Recaudar no basta: los impuestos como instrumento de desarrollo]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Banco Interamericano de Desenvolvimento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Courseuil]]></surname>
<given-names><![CDATA[Carlos Henrique]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[de Moura]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rodrigo Leandro]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O SIMPLES federal e a geração de empregos na indústria]]></article-title>
<source><![CDATA[XXXVII Encontro Nacional da Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia]]></source>
<year>2009</year>
<month>de</month>
<day>ze</day>
<publisher-loc><![CDATA[Foz do Iguaçu^eParaná Paraná]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Davidsson]]></surname>
<given-names><![CDATA[Per]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lindmark]]></surname>
<given-names><![CDATA[Leif]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Olofsson]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christer]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Extent of Overestimation of Small Firm Job Creation: An Empirical Examination of the 'Regression Bias']]></article-title>
<source><![CDATA[Small Business Economics]]></source>
<year>1998</year>
<volume>10</volume>
<page-range>87-100</page-range><publisher-loc><![CDATA[Amsterdam ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Springer]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Delgado]]></surname>
<given-names><![CDATA[Guilherme]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Querino]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Carolina]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Campos]]></surname>
<given-names><![CDATA[André]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vaz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Fábio]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rangel]]></surname>
<given-names><![CDATA[Leonardo]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stivali]]></surname>
<given-names><![CDATA[Matheus]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Avaliação do SIMPLES: implicações à formalização previdenciária]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Pesquisa Económica Aplicada]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconómicos</collab>
<source><![CDATA[Anuário do trabalho da micro epequena empresa]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fajnzylber]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pablo]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maloney]]></surname>
<given-names><![CDATA[William Frederick]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Montes-Rojas]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gabriel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Does Formality Improve Micro-Firm Performance? Quasi-experimental evidence from the Brazilian SIMPLES Program]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Bonn ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[IZA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</collab>
<source><![CDATA[Economia Informal Urbana 2003]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lemgruber]]></surname>
<given-names><![CDATA[Andrea]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jefferson]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tratamento tributário da micro e pequena empresa no Brasil]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Secretaria da Receita Federal do Brasil]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Joana]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Microempresas no Brasil: informalidade e contratos de trabalho]]></source>
<year>2004</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Joana]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Assunção]]></surname>
<given-names><![CDATA[Juliano]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Outgoing the Shadows: Estimating the Impact of Bureaucracy Simplification and Tax cut on Formality and Investment]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pontifícia Universidade Católica]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Neumark]]></surname>
<given-names><![CDATA[David]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wall]]></surname>
<given-names><![CDATA[Brandon]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zhang]]></surname>
<given-names><![CDATA[Junfu]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Do Small Businesses Create More Jobs? New Evidence for the United States from the National Establishment Time Series]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[^eCalifornia California]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Social Science Research Network]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico</collab>
<source><![CDATA[Taxation of Small and Medium Enterprises - Key Issues and Policy Considerations]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[OCDE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nelson]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[Aloísio]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tributação da Pequena Empresa e Avaliação do SIMPLES]]></article-title>
<source><![CDATA[Caderno de Finanças Públicas]]></source>
<year>2009</year>
<volume>9</volume>
<page-range>5-55</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Escola de Administração Fazendária]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Secretaria da Receita Federal do Brasil</collab>
<source><![CDATA[Demonstrativo dos Gastos Tributários - Estimativas Bases Efetivas 2009]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[RFB]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
