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<journal-title><![CDATA[Economía, sociedad y territorio]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Percepções dos impactos ambientais da indústria de cerâmica no município de Crato estado do Ceará, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Perceptions of environmental impacts of ceramic industry in the municipality of state Crato Ceará, Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to analyze the environmental impacts caused by the red ceramic industry, based on the vision of workers and residents in region from Crato - Ceará. Two indexes were calculated: IQA and ISA. The results showed that in the view of respondents the ceramic industry led to degradation. However, these activities were also responsible for creating new jobs.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Art&iacute;culos de investigaci&oacute;n</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>Percep&ccedil;&otilde;es dos impactos ambientais da ind&uacute;stria de cer&acirc;mica no munic&iacute;pio de Crato estado do Cear&aacute;, Brasil</b></font>	</p> 	    <p align="center">&nbsp;</p> 	    <p align="center"><font face="verdana" size="3"><b>Perceptions of environmental impacts of ceramic industry in the municipality of state Crato Cear&aacute;, Brazil</b></font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Zoraia &Uacute;rsula Silva de Alencar&#45;Linard*, Ahmad Saeed&#45;Khan**, Patr&iacute;cia Ver&ocirc;nica Pinheiro&#45;Sales Lima**</b></font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>* Rede Municipal de Ensino de Fortaleza&#45;Cear&aacute;&#45;Brasil. Correo&#45;e:</i> <a href="mailto:zoraiaursula@hotmail.com">zoraiaursula@hotmail.com</a>.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>** Universidade Federal do Cear&aacute;&#45;Brasil. Correos&#45;e:</i> <a href="mailto:saeed@ufc.br">saeed@ufc.br</a>, <a href="mailto:pvpslima@gmail.com">pvpslima@gmail.com</a>.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Recibido: 3 de octubre de 2012.    <br> 	Reenviado: 12 de julio de 2013.    <br> 	Aceptado: 4 de febrero de 2014.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O objetivo dessa pesquisa foi analisar os impactos socioambientais causados pela ind&uacute;stria cer&acirc;mica vermelha, mediante a perspectiva dos trabalhadores e das pessoas residentes no entorno das f&aacute;bricas. Os &iacute;ndices aplicados nesse estudo, IQA e ISA, demonstraram que as atividades exercidas pela ind&uacute;stria cer&acirc;mica levaram &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o do meio ambiente, na vis&atilde;o dos entrevistados. No entanto, tais atividades tamb&eacute;m foram respons&aacute;veis pela cria&ccedil;&atilde;o de novos empregos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#45;chave</b>: Impacto ambiental, ind&uacute;stria de cer&acirc;mica, desenvolvimento sustent&aacute;vel.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Abstract</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">The aim of this study was to analyze the environmental impacts caused by the red ceramic industry, based on the vision of workers and residents in region from Crato &#45; Cear&aacute;. Two indexes were calculated: IQA and ISA. The results showed that in the view of respondents the ceramic industry led to degradation. However, these activities were also responsible for creating new jobs.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Environmental impacts, ceramic industry, sustainable development.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A atividade industrial tende a agredir o meio ambiente, em especial, quando se utiliza mat&eacute;ria&#45;prima e outros insumos extra&iacute;dos diretamente da natureza. &Eacute; o caso da ind&uacute;stria de cer&acirc;mica, que tem como mat&eacute;ria&#45;prima a argila e como principal insumo energ&eacute;tico a lenha. A minera&ccedil;&atilde;o e o desflorestamento causam impactos sobre o meio f&iacute;sico, bi&oacute;tico e antr&oacute;pico, provocando mudan&ccedil;as na vida das pessoas que desempenham essas atividades ou residem pr&oacute;ximo aos locais de explora&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria&#45;prima ou de fabrica&ccedil;&atilde;o de produtos cer&acirc;micos (Dias <i>et al</i>., 1999; S&aacute;nchez, 2008; Leite e Gon&ccedil;alves&#45;Fujaco, 2013).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O setor cer&acirc;mico &eacute; um dos principais consumidores de lenha entre os v&aacute;rios tipos de ind&uacute;strias que utilizam a biomassa como fonte de energia (Dias <i>et al</i>., 1999). Apesar de seu papel na economia brasileira, o setor cer&acirc;mico &eacute; bastante pulverizado, composto eminentemente por microempresas, empresas de pequeno e m&eacute;dio porte, com intensiva presen&ccedil;a da economia informal. Como agravante, &eacute; apontado como um dos principais respons&aacute;veis pelo desmatamento do bioma caatinga (Rodrigues <i>et al</i>., 2010).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No ano de 2009, o setor ceramista foi respons&aacute;vel por gerar 10 mil empregos diretos e 40 mil indiretos, no Estado do Cear&aacute;, sendo que no ano de 2010, esse setor contava com 420 empresas instaladas em 85 munic&iacute;pios do Estado (FIEC, 2010).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O munic&iacute;pio do Crato apresenta uma diversidade de recursos naturais e paisag&iacute;sticos, os quais s&atilde;o explorados de modo a garantir o desenvolvimento de v&aacute;rias atividades econ&ocirc;micas, dentre as quais, a do setor cer&acirc;mico, contribuindo, assim, para o desenvolvimento socioecon&ocirc;mico da regi&atilde;o. &Eacute; por dispor de um importante patrim&ocirc;nio ambiental, cultural, cient&iacute;fico e hist&oacute;rico que o Munic&iacute;pio de Crato est&aacute; inserido no territ&oacute;rio do Geopark Araripe.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Eacute; importante realizar um estudo sist&ecirc;mico da atividade ceramista para real&ccedil;ar e analisar seus potenciais impactos causados sejam eles positivos e/ou negativos, para que assim sejam tomadas as medidas mitigadoras apropriadas, de modo a garantir a sustentabilidade das ind&uacute;strias.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Considerando&#45;se o papel da sociedade como agente de transforma&ccedil;&atilde;o e como detentora de meios para a cobran&ccedil;a de atitudes ambientalmente corretas por parte de institui&ccedil;&otilde;es governamentais e empresas, o objetivo deste estudo foi analisar os impactos socioambientais causados pela ind&uacute;stria de cer&acirc;mica vermelha, mediante a perspectiva dos trabalhadores e da comunidade do entorno das f&aacute;bricas.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>1. Referencial te&oacute;rico metodol&oacute;gico</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>1.1. Meio ambiente, impacto socioambiental e a ind&uacute;stria cer&acirc;mica</i></b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A Lei 6.938/81, da Pol&iacute;tica Nacional do Meio Ambiente, no seu art. 3&ordm;, inciso I, define meio ambiente como "o conjunto de condi&ccedil;&otilde;es, leis, influ&ecirc;ncias e intera&ccedil;&otilde;es de ordem f&iacute;sica, qu&iacute;mica e biol&oacute;gica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas" (MMA, 1981).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O meio ambiente como pauta de discuss&atilde;o nas quest&otilde;es relacionadas ao desenvolvimento ganhou for&ccedil;a em raz&atilde;o da tomada de consci&ecirc;ncia da popula&ccedil;&atilde;o e da propaga&ccedil;&atilde;o do movimento ambientalista (Maimon, 1998). O cerne dos debates envolve os impactos ambientais resultantes das atividades humanas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A express&atilde;o impacto ambiental, segundo o art. 1&ordm; da Resolu&ccedil;&atilde;o 001/86 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), &eacute; &#91;...&#93; qualquer altera&ccedil;&atilde;o das propriedades f&iacute;sicas, qu&iacute;micas e biol&oacute;gicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de mat&eacute;ria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam: a sa&uacute;de, a seguran&ccedil;a e o bem&#45;estar da popula&ccedil;&atilde;o; as atividades sociais e econ&ocirc;micas; a biota; as condi&ccedil;&otilde;es est&eacute;ticas e sanit&aacute;rias do meio ambiente; a qualidade dos recursos ambientais. (MMA, 1986).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A preocupa&ccedil;&atilde;o com os impactos ambientais provocados pelo uso irracional dos recursos produtivos colocou a ind&uacute;stria como grande respons&aacute;vel por danos &agrave; natureza. De fato, at&eacute; a d&eacute;cada de 1970, o comportamento das empresas em rela&ccedil;&atilde;o ao meio ambiente se restringia a corrigir acidentes locais e despoluir, quando evitar os danos deveria ser a meta. Somente a partir da d&eacute;cada de 1980, as ind&uacute;strias come&ccedil;am a mudar de atitude, pondo em pr&aacute;tica a responsabilidade socioambiental (Tommasi, 1994).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A literatura aponta a atividade industrial ceramista como uma das principais fontes causadoras de impactos ambientais em &aacute;reas rurais do nordeste brasileiro, mais especificamente do bioma local, a caatinga, pelo fato de usar de modo intensivo recursos naturais como a argila e a lenha (Pessoa, 2004; Dias <i>et al.</i>, 1999).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A degrada&ccedil;&atilde;o ocasionada por esse tipo de empreendimento &eacute; conhecida e os impactos s&atilde;o muitos, come&ccedil;ando na &aacute;rea da jazida, compreendendo a extra&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria&#45;prima propriamente dita e todas as etapas do processo de produ&ccedil;&atilde;o, inclusive o tipo, forma de utiliza&ccedil;&atilde;o da fonte energ&eacute;tica e a gera&ccedil;&atilde;o dos res&iacute;duos, at&eacute; chegar ao transporte final (destino) (Dias <i>et al.</i>, 1999).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O desmatamento para consumo de lenha e a explora&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de extra&ccedil;&atilde;o mineral, podem promover altera&ccedil;&otilde;es na natureza, na sociedade e na economia (Calv&atilde;o <i>et al.</i>, 2013). No &acirc;mbito da natureza observam&#45;se perda da biodiversidade, remo&ccedil;&atilde;o e eros&atilde;o do solo, gera&ccedil;&atilde;o de est&eacute;reis, degrada&ccedil;&atilde;o e modifica&ccedil;&atilde;o da paisagem, mudan&ccedil;a nas condi&ccedil;&otilde;es das &aacute;guas superficiais e subterr&acirc;neas, polui&ccedil;&atilde;o do solo, atmosf&eacute;rica e sonora, poss&iacute;vel modifica&ccedil;&atilde;o do microclima, modifica&ccedil;&atilde;o das formas de uso do solo, deslocamento da fauna, impacto visual. J&aacute; nos &acirc;mbitos da sociedade e da economia as altera&ccedil;&otilde;es est&atilde;o diretamente relacionadas ao risco &agrave; sa&uacute;de, &agrave; qualidade de vida, &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda (Dias <i>et al.</i>, 1999; S&aacute;nchez, 2008; Van Gemert <i>et al.</i>, 2013).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nesse contexto, a atividade ceramista apresenta&#45;se como uma potencial amea&ccedil;a &agrave; qualidade do meio ambiente ao mesmo tempo em que consegue gerar renda e emprego para a popula&ccedil;&atilde;o pobre e pouco qualificada para o mercado de trabalho, comum nas &aacute;reas rurais do nordeste brasileiro. Tal ambiguidade desperta para a necessidade de uma harmonia entre a explora&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais, a prote&ccedil;&atilde;o do meio ambiente e os interesses econ&ocirc;micos do setor ceramista, objetivando o melhor aproveitamento desses recursos para presentes e futuras gera&ccedil;&otilde;es, ou seja, a sustentabilidade da atividade.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Segundo Leff (2001: 324), "a qualidade de vida depende da qualidade do ambiente para chegar a um desenvolvimento equilibrado e sustent&aacute;vel..." Assim, compreende&#45;se que a sustentabilidade ambiental resulta da influ&ecirc;ncia m&uacute;tua das condi&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas, biol&oacute;gicas, socioculturais e econ&ocirc;micas. Representa uma inter&#45;rela&ccedil;&atilde;o de justi&ccedil;a social, qualidade de vida, equil&iacute;brio ambiental e ruptura com o atual padr&atilde;o de desenvolvimento (Jacobi, 2003).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nessa perspectiva, considerou&#45;se no presente estudo que a sustentabilidade ambiental pode ser definida como aquela relacionada &agrave; capacidade de suporte dos ecossistemas para absorver ou se recuperar das agress&otilde;es derivadas da a&ccedil;&atilde;o humana, implicando um equil&iacute;brio entre as taxas de emiss&atilde;o e/ou produ&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos e as taxas de absor&ccedil;&atilde;o e/ou regenera&ccedil;&atilde;o da base natural de recursos (Guimar&atilde;es, 1997 <i>apud</i> Rodrigues, 2006).</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>1.2. A ind&uacute;stria cer&acirc;mica no Brasil e no Estado do Cear&aacute;</i></b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A maior concentra&ccedil;&atilde;o de ind&uacute;strias de todos os segmentos cer&acirc;micos se localiza, no Brasil, nas regi&otilde;es Sudeste, Sul e Nordeste (MME, 2010). No universo da atividade industrial, o setor de cer&acirc;mica vermelha (ou estrutural) se destaca por ser um dos que mais absorve m&atilde;o de obra. Este setor, no ano 2009, foi o respons&aacute;vel pela cria&ccedil;&atilde;o de 293 mil empregos (MME, 2010). De acordo com os mesmos dados o Brasil, no ano de 2009, tinha cerca de 7.400 empresas cer&acirc;micas, as quais tiveram um faturamento de R$ 7 bilh&otilde;es (MME, 2010).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O setor cer&acirc;mico &eacute; bastante diversificado em rela&ccedil;&atilde;o aos tipos de produtos fabricados, podendo ser classificado, segundo a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Cer&acirc;mica, nos segmentos: cer&acirc;mica vermelha (ou estrutural); cer&acirc;mica branca; materiais de revestimento; materiais refrat&aacute;rios; isolantes t&eacute;rmicos; fritas e corantes; abrasivos; vidro, cimento e cal; cer&acirc;mica de alta tecnologia/cer&acirc;mica avan&ccedil;ada (ABC, 2011).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">De acordo com a Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado do Cear&aacute; (FIEC), no ano de 2010, o setor ceramista era constitu&iacute;do por 420 empresas instaladas em 85 munic&iacute;pios cearenses, respons&aacute;veis por movimentar cerca de R$185.5 milh&otilde;es no ano de 2009, representando crescimento de 13% em rela&ccedil;&atilde;o a 2008 (FIEC, 2010). Esse setor foi, no dito ano, respons&aacute;vel por oferecer dez mil empregos diretos e 40 mil indiretos, com expectativas de aumento.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Segundo o IEL&#45;CE/2002 as maiores concentra&ccedil;&otilde;es de m&atilde;o de obra do setor cer&acirc;mico no Cear&aacute; est&atilde;o em dez Munic&iacute;pios, dentre eles o Crato. Os Munic&iacute;pios que apresentaram maior absor&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o de obra foram Russas, Caucaia, Maracana&uacute;, Sobral, Aquiraz, Limoeiro do Norte e Crato, que representaram juntos, 57.3% do total de m&atilde;o de obra ocupado (FIEC, 2005).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os principais produtos fabricados pela ind&uacute;stria de cer&acirc;mica vermelha do Crato s&atilde;o tijolos de tamanhos variados e telhas de tipos diversos, al&eacute;m de lajota e revestimento para paredes, estes em menor quantidade. Al&eacute;m dos produtos de queima vermelha, tamb&eacute;m se fabricam em pequena escala cer&acirc;mica branca e mesclada as quais constituem a mat&eacute;ria&#45;prima para a fabrica&ccedil;&atilde;o dos artefatos de queima branca oriunda de outros Estados do Nordeste.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>2. Metodologia</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Neste estudo foram analisadas quatro ind&uacute;strias de cer&acirc;micas vermelhas as quais correspondem a 40% do total das ind&uacute;strias do munic&iacute;pio. Foram entrevistados 97 trabalhadores da ind&uacute;stria cer&acirc;mica, selecionados em diferentes atividades e 68 moradores residentes no entorno onde as atividades se desenvolvem.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para avaliar a qualidade ambiental e a sustentabilidade do setor cer&acirc;mico, optou&#45;se pela escolha de indicadores que de alguma maneira influenciam nos elementos fundamentais da natureza, ou seja, ar, solo, &aacute;gua e cobertura vegetal, considerando indicadores de Press&atilde;o, de Estado e de Resposta&#150;PER (OECD, 2001). Estes indicadores foram agregados e transformados no &Iacute;ndice de Qualidade Ambiental (IQA) e no &Iacute;ndice de Sustentabilidade Ambiental (ISA) da &aacute;rea do estudo. A escolha foi baseada no sistema de indicadores ambientais proposto pela <i>Organization for Econo</i><i>mic Cooperation and Development,</i> OECD (OECD, 2008). A avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade ambiental, com uso de indicadores ambientais, permite avaliar a qualidade do meio ambiente na &aacute;rea de estudo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O c&aacute;lculo dos &iacute;ndices de qualidade ambiental e de sustentabilidade ambiental adotou a mesma express&atilde;o matem&aacute;tica:</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a5e1.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Sendo:</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a5e2.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em que:</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Indice</i> = &Iacute;ndice de Qualidade Ambiental (IQA) ou &Iacute;ndice de Sustentabilidade Ambiental (ISA).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">S = n&uacute;mero de indicadores que comp&otilde;em o &Iacute;ndice de Qualidade Ambiental ou &Iacute;ndice de Sustentabilidade Ambiental.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>C</i><sub><i>l</i></sub> = contribui&ccedil;&atilde;o do indicador "<i>l"</i> no &Iacute;ndice de Qualidade Ambiental ou no &Iacute;ndice de Sustentabilidade Ambiental.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">m = n&uacute;mero de entrevistados.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Eij</i>= escore da <i>i</i>&#45;&eacute;sima vari&aacute;vel do indicador "<i>l</i>" obtido pela <i>j</i>&#45;&eacute;simo entrevistado;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>E</i> max<i>i</i> = escore m&aacute;ximo da <i>i</i>&#45;&eacute;sima vari&aacute;vel do indicador "<i>l</i>";</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">n = n&uacute;mero de vari&aacute;veis que comp&otilde;em o indicador "<i>l</i>";</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No c&aacute;lculo do IQA foram adotados dois indicadores (l=2), compostos por 15 vari&aacute;veis distribu&iacute;das conforme <a href="#q1">quadro1</a>.</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="q1"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a5q1.jpg"></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O IQS &eacute; resultado da agrega&ccedil;&atilde;o de oito indicadores (l=8), representando 32 vari&aacute;veis distribu&iacute;das conforme <a href="#q2">quadro2</a>.</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="q2"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a5q2.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O IQA e o ISA variam de 0 a 1 e seguem a parametriza&ccedil;&atilde;o utilizada pela ONU para o IDH (PNUD, 2005).</font></p> 	    <blockquote> 	  <table align="left" border="0" cellspacing="0" cellpadding="2"> 			<tr> 				<td height="28" colspan="2" align="left" valign="middle"><font face="verdana" size="2">Para o IQA:</font></td> 			</tr>  			<tr> 				<td align="left" width="260" valign="middle" height="34"><font face="verdana" size="2">a)&nbsp;&nbsp;Baixa qualidade ambiental</font></td>  				<td align="left" width="114" valign="middle" height="34"><font face="verdana" size="2">0 &le; IQA &le; 0,5</font></td> 			</tr>  			<tr> 				<td align="left" width="260" valign="middle" height="38"><font face="verdana" size="2">b)&nbsp;&nbsp;M&eacute;dia qualidade ambiental</font></td>  				<td align="left" width="114" valign="middle" height="38"><font face="verdana" size="2">0,5 &lt; IQA &le; 0,8</font></td> 			</tr>  			<tr> 				<td align="left" width="260" valign="middle" height="36"><font face="verdana" size="2">c)&nbsp;&nbsp;Alta qualidade ambiental</font></td>  				<td align="left" width="114" valign="middle" height="36"><font face="verdana" size="2">0,8 &lt; IQA &le; 1</font></td> 			</tr>  			<tr> 				<td height="36" colspan="2" align="left" valign="middle"><font face="verdana" size="2">Para o ISA:</font></td> 			</tr>  			<tr> 				<td align="left" width="260" valign="middle" height="36"><font face="verdana" size="2">a)&nbsp;&nbsp;Sustentabilidade ambiental baixa</font></td>  				<td align="left" width="114" valign="middle" height="36"><font face="verdana" size="2">0 &le; ISA &le; 0,5</font></td> 			</tr>  			<tr> 				<td align="left" width="260" valign="middle" height="35"><font face="verdana" size="2">b)&nbsp;&nbsp;Sustentabilidade ambiental m&eacute;dia</font></td>  				<td align="left" width="114" valign="middle" height="35"><font face="verdana" size="2">0,5 &lt; ISA &le; 0,8</font></td> 			</tr>  			<tr> 				<td align="left" width="260" valign="middle" height="25"><font face="verdana" size="2">c)&nbsp;&nbsp;Sustentabilidade ambiental alta</font></td>  				<td align="left" width="114" valign="middle" height="25"><font face="verdana" size="2">0,8 &lt; ISA &le; 1</font></td> 			</tr> 	  </table> </blockquote>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify">&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>3. Resultados</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i><b>3.1. Aspectos gerais da ind&uacute;stria de cer&acirc;mica vermelha de Crato&#45;Ce</b></i></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pode&#45;se constatar que todas as ind&uacute;strias participantes da pesquisa est&atilde;o edificadas em terras particulares, sendo essas gerenciadas pelos pr&oacute;prios donos e membros da fam&iacute;lia. As ind&uacute;strias encontram&#45;se pr&oacute;ximas das jazidas de explora&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria&#45;prima (dist&acirc;ncias aproximadas entre as empresas e as jazidas: entre 200m e 3.5km), caracter&iacute;sticas comuns entre as ind&uacute;strias cer&acirc;micas do Nordeste, consoante observam (Amaral Filho e Coelho, 2006).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Quanto &agrave; estrutura do ambiente de trabalho, as empresas apresentam, em geral, condi&ccedil;&otilde;es razo&aacute;veis de conforto, exceto em uma f&aacute;brica. As f&aacute;bricas apresentam galp&otilde;es cobertos nos quais s&atilde;o guardadas as m&aacute;quinas e alguns fornos, al&eacute;m de servir de local para secar as pe&ccedil;as e/ou armazenar material. Duas f&aacute;bricas possuem refeit&oacute;rios com certa estrutura e organiza&ccedil;&atilde;o (cantina, mesas, bancos, bebedouro e ambiente higienizado).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>3.2. Gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda</i></b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As quatro empresas relacionadas, tr&ecirc;s empresas de pequeno porte e uma de m&eacute;dio porte, geraram at&eacute; outubro de 2010 o equivalente a 345 empregos diretos, e s&atilde;o empreendimentos em expans&atilde;o no Munic&iacute;pio do Crato. Elas est&atilde;o inseridas em um setor &#150;o cer&acirc;mico&#150; carente de m&atilde;o de obra qualificada, sendo comum a oscila&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de trabalhadores e a rotatividade de pessoal.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Quanto &agrave; pol&iacute;tica salarial, os empres&aacute;rios remuneravam os trabalhadores com 1 (um) sal&aacute;rio m&iacute;nimo ou mais (<a href="#t1">tabela 1</a>). Cinquenta por cento das ind&uacute;strias funcionam com 44 horas semanais e, a outra metade, com 48 horas semanais, de segunda a s&aacute;bado.</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t1"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a5t1.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Constatou&#45;se que o valor m&iacute;nimo pago aos trabalhadores era de um sal&aacute;rio m&iacute;nimo (R$ 545.00) e o valor m&aacute;ximo era de R$ 2,180.00 em 2010. A maioria dos trabalhadores (59%) recebia um sal&aacute;rio m&iacute;nimo e somente 5% tinha remunera&ccedil;&atilde;o acima de dois sal&aacute;rios.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Essas ind&uacute;strias empregam pessoas do Crato e de outros munic&iacute;pios da regi&atilde;o do Cariri. A pesquisa revelou que a maioria dos trabalhadores (64.9%) reside nas comunidades onde as cer&acirc;micas est&atilde;o instaladas ou em localidades circunvizinhas. A quantidade restante de trabalhadores reside na cidade de Crato (28.9%) e em outras cidades (6.2%), distantes aproximadamente 26 km e 47 km, respectivamente. Com base nos dados se pode dizer que a ind&uacute;stria cer&acirc;mica contribui para a gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda &agrave;s comunidades do entorno.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A idade dos trabalhadores varia de 18 anos a 69 anos. A maioria, com menos de 40 anos de idade, levando a crer que a predomin&acirc;ncia de pessoas com essa m&eacute;dia de idade nesse setor decorre da resist&ecirc;ncia f&iacute;sica que o trabalho exige.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A realidade educacional dos trabalhadores da ind&uacute;stria cer&acirc;mica de Crato n&atilde;o &eacute; diferente das outras atividades rurais no Cear&aacute;. Observou&#45;se que 64% dos entrevistados n&atilde;o sabiam ler nem escrever ou eram analfabetos funcionais, s&oacute; l&ecirc;em e escrevem, tendo no m&aacute;ximo 4 anos de escolaridade. Tal fato representa um &iacute;ndice muito elevado de baixa escolaridade, quando comparados os diversos n&iacute;veis de modalidades de ensino, como a Educa&ccedil;&atilde;o de Jovens e Adultos (EJA), e os investimentos em educa&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s na &uacute;ltima d&eacute;cada.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">A presen&ccedil;a feminina na ind&uacute;stria cer&acirc;mica cratense se restringia, at&eacute; ent&atilde;o, ao servi&ccedil;o burocr&aacute;tico, de escrit&oacute;rio. Um aspecto que chamou a aten&ccedil;&atilde;o foi a presen&ccedil;a da mulher no setor de produ&ccedil;&atilde;o de cer&acirc;mica. Constava do quadro de funcion&aacute;rios de uma das f&aacute;bricas o total de 11 mulheres atuando no setor de produ&ccedil;&atilde;o nas mais variadas fun&ccedil;&otilde;es.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dentre outras adequa&ccedil;&otilde;es, as empresas participantes do estudo buscavam atender &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es previstas na CLT, normas reguladoras (NR) e legisla&ccedil;&atilde;o ambiental. Nesse sentido, verificou&#45;se a exist&ecirc;ncia do Programa de Controle M&eacute;dico de Sa&uacute;de Ocupacional (PCMSO) em todas as empresas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;rea de seguran&ccedil;a do trabalhador, foi constatada em apenas uma empresa a exist&ecirc;ncia de Comiss&atilde;o Interna de Preven&ccedil;&atilde;o de Acidentes (CIPA), assim como o Servi&ccedil;o Especializado em Engenharia de Seguran&ccedil;a e em Medicina do Trabalho (Sesmt).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Quanto aos equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual (EPI), todas as empresas disponibilizavam, para os oper&aacute;rios. Aventou&#45;se, por&eacute;m, a ideia de que, embora se fa&ccedil;a um trabalho de fiscaliza&ccedil;&atilde;o e conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre a import&acirc;ncia do uso destes para a vida do trabalhador, esses equipamentos n&atilde;o s&atilde;o usados por todos, e aqueles que os utilizam n&atilde;o o fazem por todo o tempo de desempenho das atividades. Tal fato, comprovado nas visitas a campo, fere as obriga&ccedil;&otilde;es do trabalhador em rela&ccedil;&atilde;o ao uso dos EPIs, segundo a NR6/78.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A mat&eacute;ria&#45;prima (argila), usada para fabrica&ccedil;&atilde;o das pe&ccedil;as de cer&acirc;mica vermelha, &eacute; originada de rochas sedimentares e extra&iacute;da da pr&oacute;pria &aacute;rea onde as unidades fabris est&atilde;o instaladas, sendo tamb&eacute;m procedente de &aacute;reas pr&oacute;ximas onde se encontram essas unidades. Das empresas entrevistadas, 75% possuem jazidas pr&oacute;prias e t&ecirc;m plano de lavra. Apenas uma empresa, 25%, adquire mat&eacute;ria&#45;prima de terceiros.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A lavra realizada pelo setor cer&acirc;mico no referido Munic&iacute;pio &eacute; feita a c&eacute;u aberto, sendo a maquinaria b&aacute;sica utilizada: escavadeiras e p&aacute;s mec&acirc;nicas, popularmente conhecidas por <i>enchedeiras</i>; e o transporte da argila &eacute; feito por meio de caminh&otilde;es&#45;ca&ccedil;amba, havendo pouca participa&ccedil;&atilde;o humana nesse processo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Vale ressaltar que todas as ind&uacute;strias cer&acirc;micas possu&iacute;am processos produtivos semiautom&aacute;ticos e que em todas as etapas h&aacute; gera&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Observou&#45;se que havia certa uniformidade das empresas no que se refere ao padr&atilde;o tecnol&oacute;gico, sendo que apenas uma apresentava diferen&ccedil;as, equipamentos e maquin&aacute;rios menos modernos, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras. Das ind&uacute;strias envolvidas no estudo, 100% delas t&ecirc;m como base da produ&ccedil;&atilde;o tijolos de v&aacute;rios tamanhos e telhas de tipos diversos, que juntos representam 72.8% do total dos produtos por elas fabricados. Algumas unidades produzem lajota e revestimento para parede. O percentual dos produtos fabricados pelas quatro empresas &eacute; o seguinte: 36.4 % correspondem a tijolos, 36.4% a telhas, 18.2% a lajotas e 9% a revestimentos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No passado, al&eacute;m da lenha, os produtos derivados do petr&oacute;leo eram usados para alimentar os fornos da ind&uacute;stria cer&acirc;mica de Crato, sendo aqueles emissores de gases poluentes para a atmosfera. Iniciou&#45;se, na d&eacute;cada passada, mudan&ccedil;a na matriz energ&eacute;tica e atualmente, as ind&uacute;strias pesquisadas t&ecirc;m como base energ&eacute;tica a biomassa.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A atividade ceramista est&aacute; entre aquelas em que ainda h&aacute; o predom&iacute;nio do uso da lenha, realidade citada por (Nascimento, 2007; Dias <i>et al</i>., 1999; Pessoa, 2004; MME, 2010; Narasimha e Nagesha, 2013) e constatada neste estudo, conforme <a href="#g1">gr&aacute;fico 1</a>. O combust&iacute;vel mais utilizado pelas ind&uacute;strias participantes da pesquisa &eacute; a madeira, tradicionalmente chamada de lenha, no caso, a lenha de reflorestamento (31%). Esse aumento no uso de lenha de manejo florestal vai ao encontro do que aponta o Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico do Setor de Transforma&ccedil;&atilde;o de N&atilde;o&#45;Met&aacute;lico sobre a tend&ecirc;ncia no aumento do uso desse insumo como forma de garantir a sustentabilidade energ&eacute;tica, segundo (MME, 2010).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="g1"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a5g1.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tr&ecirc;s ind&uacute;strias (das quatro pesquisadas) utilizavam mais de dois tipos diferentes de insumos no processo de queima, enquanto uma delas fazia uso somente da lenha. Embora todos os empres&aacute;rios participantes do estudo tenham afirmado usar "madeira legal", oriunda de Plano de Manejo Florestal Sustent&aacute;vel (PMFS) previsto no C&oacute;digo Florestal Brasileiro de 1965, somente tr&ecirc;s empresas possu&iacute;am o PMFS, e uma ind&uacute;stria empregava lenha de manejo oriunda de &aacute;reas de terceiros. No geral, 25% do total das ind&uacute;strias utilizavam, somente, lenha de manejo procedente de &aacute;rea pr&oacute;pria; 50% usavam parte de &aacute;rea pr&oacute;pria e outra de terceiros e 25%, somente, de origem de &aacute;reas de terceiros.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os insumos energ&eacute;ticos utilizados pela ind&uacute;stria cer&acirc;mica cratense s&atilde;o oriundos de munic&iacute;pios da regi&atilde;o do Cariri (37.5%), de outras regi&otilde;es do Estado do Cear&aacute; (25%) e dos Estados de Pernambuco e Piau&iacute; (37.5%).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O cen&aacute;rio existente no Crato aponta a ind&uacute;stria cer&acirc;mica como um setor com potencial elevado de degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, apesar da sua import&acirc;ncia como geradora de emprego e renda para a popula&ccedil;&atilde;o mais pobre. Tal potencial &eacute; percebido pelos moradores das comunidades onde as f&aacute;bricas est&atilde;o instaladas e, tamb&eacute;m, de seus trabalhadores.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>3.3. Percep&ccedil;&atilde;o dos impactos causados pela atividade de minera&ccedil;&atilde;o e</i> <i>pelo processo produtivo</i></b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Acredita&#45;se que a percep&ccedil;&atilde;o ambiental &eacute; uma aliada nas quest&otilde;es referentes &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais (Gifford, 2014). Os indiv&iacute;duos como sujeitos da sociedade ao perceberem os riscos aos quais encontram&#45;se expostos tendem a ser sensibilizados e assim, tornam&#45;se mais propensos a contribuir para a sustentabilidade dos ecossistemas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No contexto da ind&uacute;stria cer&acirc;mica do Crato, espera&#45;se que a percep&ccedil;&atilde;o quanto aos seus impactos ambientais seja um fator de promo&ccedil;&atilde;o de sustentabilidade da atividade. &Eacute; importante ressaltar, no entanto, que a percep&ccedil;&atilde;o dos entrevistados quanto aos impactos ambientais n&atilde;o implica necessariamente em ocorr&ecirc;ncia do problema. Por&eacute;m, se por um lado tal percep&ccedil;&atilde;o &eacute; resultado de uma opini&atilde;o individual influenciada por fatores subjetivos e na maioria das vezes n&atilde;o pass&iacute;veis de mensura&ccedil;&atilde;o, por outro, reflete o desconforto de uma popula&ccedil;&atilde;o que sente&#45;se atingida pelas atividades da ind&uacute;stria cer&acirc;mica.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os dados da <a href="#t2">tabela 2</a> apresentam a percep&ccedil;&atilde;o dos moradores das comunidades onde as f&aacute;bricas est&atilde;o instaladas e, tamb&eacute;m, dos seus trabalhadores, quanto aos impactos causados pelas atividades de minera&ccedil;&atilde;o e pelo processo produtivo. Na tabela foram destacados apenas os impactos negativos, embora sejam percebidos impactos positivos como a gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda j&aacute; citados.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t2"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a5t2.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A descaracteriza&ccedil;&atilde;o da paisagem natural (modifica&ccedil;&atilde;o da paisagem), o aumento da polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica, o aumento da temperatura local e a degrada&ccedil;&atilde;o do meio ambiente foram percebidos com maior frequ&ecirc;ncia pelos entrevistados. Na vis&atilde;o desses, o desmatamento das &aacute;reas destinadas &agrave; minera&ccedil;&atilde;o, e a pr&oacute;pria minera&ccedil;&atilde;o, modificaram a paisagem e contribu&iacute;ram, juntamente com os gases emitidos pelas chamin&eacute;s das cer&acirc;micas, para elevar a temperatura da regi&atilde;o onde est&atilde;o localizadas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A eros&atilde;o do solo, a redu&ccedil;&atilde;o e/ou desaparecimento de esp&eacute;cies animais e vegetais s&atilde;o impactos citados de forma recorrente na literatura (Dias <i>et al</i>., 1999; S&aacute;nchez, 2008). Na percep&ccedil;&atilde;o dos entrevistados houve diminui&ccedil;&atilde;o e/ou desaparecimento de esp&eacute;cies animais e vegetais da regi&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Considerando&#45;se que o objetivo desse estudo n&atilde;o &eacute; a mensura&ccedil;&atilde;o ou constata&ccedil;&atilde;o dos impactos reais da ind&uacute;stria cer&acirc;mica, mas sim, a percep&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a esses; &eacute; importante enfatizar que o desaparecimento de esp&eacute;cies animais da regi&atilde;o, o aumento da temperatura local e demais impactos apontados pelos entrevistados n&atilde;o foram constatados empiricamente e, portanto, podem n&atilde;o representar a realidade. Al&eacute;m disso, sabe&#45;se que n&atilde;o se restringem &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da atividade cer&acirc;mica, porque outros fatores tamb&eacute;m podem contribuir para tal, como o desmatamento e a emiss&atilde;o de gases por parte de outras atividades humanas e industriais como a agropecu&aacute;ria e a ca&ccedil;a predat&oacute;ria (Rodriguez e Perez, 2013).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No entanto, os entrevistados apresentaram alguns argumentos para justificar suas respostas. Os 32% que disseram ser a atividade ceramista respons&aacute;vel por causar preju&iacute;zos &agrave; lavoura relataram que as pessoas preferem trabalhar nas cer&acirc;micas em vez da agricultura, por terem a garantia de uma renda, que &eacute; incerta na agricultura; que as &aacute;reas de plantio foram substitu&iacute;das pela explora&ccedil;&atilde;o mineral, o que contribuiu para o empobrecimento do solo, o que dificulta o desenvolvimento das culturas ali cultivadas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ainda segundo relatos, foram despendidos esfor&ccedil;os com vistas a reduzir os impactos da emiss&atilde;o dos gases oriundos do processo de queima na secagem das pe&ccedil;as (melhorando a efici&ecirc;ncia t&eacute;rmica dos fornos mediante o uso de filtros) e tamb&eacute;m diminuir o consumo de lenha (por meio da introdu&ccedil;&atilde;o de outros tipos de insumos energ&eacute;ticos). No entanto, observa&ccedil;&otilde;es feitas <i>in loco</i> e a constata&ccedil;&atilde;o por meios das entrevistas demonstraram que, apesar da fuma&ccedil;a emitida pelas chamin&eacute;s e da poeira decorrente do processo de minera&ccedil;&atilde;o, mencionadas como impactos presentes na &aacute;rea, estas foram apontadas como sem efeitos diretos sobre as pessoas das comunidades.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por&eacute;m, mesmo sem considerar que a poeira e a fuma&ccedil;a atingem diretamente as comunidades, as mesmas foram associadas pelos entrevistados, aos fatores que contribuem para o aumento das doen&ccedil;as respirat&oacute;rias, demonstrando que, em &uacute;ltima an&aacute;lise representam uma consequ&ecirc;ncia direta da atividade ceramista sobre a popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A an&aacute;lise da percep&ccedil;&atilde;o dos entrevistados quanto aos impactos ambientais da ind&uacute;stria cer&acirc;mica considera, por fim, que os indiv&iacute;duos diferem em sua percep&ccedil;&atilde;o em consequ&ecirc;ncia de um conjunto de fatores que moldam a vis&atilde;o de cada um: caracter&iacute;sticas sociais (sexo, idade, escolaridade, classe social), experi&ecirc;ncias pessoais, bases conceituais adquiridas, aspectos culturais. No entanto, as diferen&ccedil;as individuais n&atilde;o s&atilde;o suficientes para invalidar o resultado geral de que os indiv&iacute;duos entrevistados conseguem perceber poss&iacute;veis danos causados pela atividade.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>3.4. Os indicadores e &iacute;ndices</i></b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O n&iacute;vel da qualidade ambiental da &aacute;rea no entorno das ind&uacute;strias de cer&acirc;micas, na percep&ccedil;&atilde;o dos entrevistados, foi analisado a partir do &Iacute;ndice de Qualidade Ambiental. O IQAreflete t&atilde;o somente o julgamento dos entrevistados, o que pode ou n&atilde;o representar as verdadeiras condi&ccedil;&otilde;es ambientais da &aacute;rea de estudo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O resultado do IQA permitiu considerar que, na percep&ccedil;&atilde;o dos entrevistados, a qualidade ambiental da &aacute;rea &eacute; baixa, pois o resultado 0.48 (<a href="#t3">tabela 3</a>).</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t3"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a5t3.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O baixo valor do IQA decorre da polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica, degrada&ccedil;&atilde;o do meio ambiente e modifica&ccedil;&atilde;o da paisagem natural, na opini&atilde;o dos trabalhadores e moradores das comunidades entrevistados.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Apesar de retratar um descontentamento dos entrevistados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; industria cer&acirc;mica, o baixo IQA pode ser um alerta para a necessidade de mudan&ccedil;as no setor de modo a torn&aacute;&#45;lo mais sustent&aacute;vel.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Como se observa na <a href="/img/revistas/est/v15n48/a5t4.jpg" target="_blank">tabela 4</a>, as empresas cer&acirc;micas apresentaram n&iacute;vel de sustentabilidade m&eacute;dio, pois o resultado do &iacute;ndice final foi 0,71. Apenas uma cer&acirc;mica (D), das quatro entrevistadas, apresentou baixo &iacute;ndice de sustentabilidade ambiental. Seu desempenho se pode atribuir, em parte, ao fato de ela n&atilde;o dispor de &aacute;rea para realizar extra&ccedil;&atilde;o mineral. Desta maneira, para evitar a subestima&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de sustentabilidade ambiental, foi usado o valor (0.5) para os indicadores de medidas de preven&ccedil;&atilde;o da polui&ccedil;&atilde;o do solo, de recupera&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de lavra parada e do destino do est&eacute;ril/restolho do desmatamento da &aacute;rea de lavra dessa empresa.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O &iacute;ndice de sustentabilidade ambiental das cer&acirc;micas recebeu maiores contribui&ccedil;&otilde;es dos indicadores de redu&ccedil;&atilde;o da polui&ccedil;&atilde;o, sonora e atmosf&eacute;rica, seguido dos indicadores de destino do est&eacute;ril do desmatamento, das medidas de recupera&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de lavra e de utiliza&ccedil;&atilde;o dos res&iacute;duos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Apesar de as f&aacute;bricas utilizarem biomassa como fonte energ&eacute;tica, o uso da lenha predomina nessa atividade (embora de reflorestamento), o que fez com que o indicador de fontes de energias tivesse baixa contribui&ccedil;&atilde;o na forma&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice, assim como o indicador de projetos. Investe&#45;se em projetos sociais, por&eacute;m, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental, nada &eacute; feito.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O &iacute;ndice de sustentabilidade ambiental mostrou que o setor cer&acirc;mico de Crato, ainda que timidamente, est&aacute; se preocupando com o meio ambiente e investindo em t&eacute;cnicas, tecnologias e pr&aacute;ticas que previnam e/ou minimizem os impactos de diferentes naturezas, sobretudo ambientais.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Eacute; importante ressaltar que apesar de os resultados se mostrarem de certa forma satisfat&oacute;rios n&atilde;o se deve perder de vista a necessidade de melhorias progressivas, corrigindo as defici&ecirc;ncias que ainda permanecem como entraves para o alcance da sustentabilidade ambiental em meio ao setor.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>3.5. Crescimento da ind&uacute;stria e as mudan&ccedil;as ocorridas na &aacute;rea de</i> <i>estudo: a percep&ccedil;&atilde;o dos entrevistados</i></b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O crescimento do setor cer&acirc;mico ensejou impress&otilde;es positivas e negativas na percep&ccedil;&atilde;o dos entrevistados. Dos 165 pesquisados (comunidade e trabalhadores), 1% considerou esse crescimento negativo, 40% de forma negativa e positiva e 59% apenas como positivo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os pesquisados reconheceram que o crescimento do setor cer&acirc;mico produziu impactos que incidiram tanto sobre o meio ambiente f&iacute;sico quanto sobre os seres vivos que o comp&otilde;em. Entre os impactos positivos mais relevantes foram apontados a gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda e o desenvolvimento local do Munic&iacute;pio do Crato. Segundo 44% dos entrevistados, as atividades ceramistas contribu&iacute;ram para o desenvolvimento das comunidades. Os impactos negativos mais expressivos, na percep&ccedil;&atilde;o dos entrevistados, foram a degrada&ccedil;&atilde;o do meio ambiente, a descaracteriza&ccedil;&atilde;o da paisagem natural e a polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Quanto &agrave;s mudan&ccedil;as ocorridas nas localidades, os trabalhadores que moram na &aacute;rea do estudo e a comunidade apontaram o aumento do n&uacute;mero de resid&ecirc;ncias, o crescimento da polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica, a descaracteriza&ccedil;&atilde;o da paisagem natural decorrente da retirada da vegeta&ccedil;&atilde;o e do solo pelas cer&acirc;micas e o desaparecimento de esp&eacute;cies da fauna e flora, sendo os tr&ecirc;s primeiros os que mais se destacaram.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A maioria dos entrevistados n&atilde;o percebeu danos &agrave; agricultura ou &agrave; pecu&aacute;ria. Aqueles, por&eacute;m, que consideraram as cer&acirc;micas como respons&aacute;veis por prejudicar a agricultura apontaram como causas a falta de interesse das pessoas em trabalhar no campo, em raz&atilde;o de a cer&acirc;mica assegurar a renda, enquanto que a renda proveniente da agricultura &eacute; incerta, dependente das condi&ccedil;&otilde;es ambientais e clim&aacute;ticas, sem falar que o trabalho no campo &eacute; "pesado" em rela&ccedil;&atilde;o a certas fun&ccedil;&otilde;es das cer&acirc;micas; tamb&eacute;m, a substitui&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de plantio pela explora&ccedil;&atilde;o mineral, uma vez que os donos das f&aacute;bricas det&ecirc;m boa parte das terras.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>3.6. Medidas de redu&ccedil;&atilde;o dos impactos gerados pela ind&uacute;stria de</i> <i>cer&acirc;mica vermelha</i></b></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Verificou&#45;se que todas as ind&uacute;strias possu&iacute;am fornos j&aacute; adaptados com filtros (75%) ou usavam filtros nas chamin&eacute;s (25%). Nem todas as cer&acirc;micas, no entanto, reaproveitavam os gases da combust&atilde;o para secagem das pe&ccedil;as, e as que reaproveitavam n&atilde;o o faziam por todos os fornos. Setenta e cinco por cento das empresas disseram realizar o controle de gases emitidos para a atmosfera, embora nenhuma tenha informado a frequ&ecirc;ncia com que o controle era feito. Uma empresa tinha projetos de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&atilde;o de gases para a atmosfera em desenvolvimento, a saber: cr&eacute;dito de carbono e cr&eacute;dito de metano evitado. Duas outras empresas se encontravam em fase de elabora&ccedil;&atilde;o de projeto de cr&eacute;dito de carbono. No que diz respeito &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de gases provenientes das m&aacute;quinas e caminh&otilde;es, as empresas mant&ecirc;m uma manuten&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Apesar dos passos dados no sentido de minimizar os impactos e melhorar o processo produtivo, h&aacute; necessidades de investir em uma produ&ccedil;&atilde;o mais limpa, otimizar o uso de combust&iacute;veis reaproveit&aacute;veis e a substitui&ccedil;&atilde;o de fornos com baixa efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica por fornos que representem significativa economia de energia.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Como medida para reduzir a polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica oriunda das &aacute;reas de minera&ccedil;&atilde;o e dos galp&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o de cer&acirc;mica, 75% dos empres&aacute;rios responderam adotar a agua&ccedil;&atilde;o dos galp&otilde;es e apenas 50% responderam fazer a agua&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea antes de iniciar o processo de lavra. As mesmas empresas que realizavam a agua&ccedil;&atilde;o dos galp&otilde;es e da &aacute;rea a ser minerada empregavam, tamb&eacute;m, o mecanismo de barreira verde nas &aacute;reas de minera&ccedil;&atilde;o para evitar a dispers&atilde;o da poeira a longas dist&acirc;ncias, e cobriam as cargas de argila com lona, para evitar o derrame do material e, consequentemente, a poeira proveniente deste durante o transporte. Vale salientar que uma das quatro empresas n&atilde;o realizava processo de minera&ccedil;&atilde;o, pois adquiria argila de terceiros.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Como forma de evitar a polui&ccedil;&atilde;o do solo, a troca de &oacute;leo, a reposi&ccedil;&atilde;o de pe&ccedil;as e o abastecimento das m&aacute;quinas e caminh&otilde;es s&atilde;o feitos fora da &aacute;rea de lavra.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A manuten&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica das m&aacute;quinas e caminh&otilde;es usados na &aacute;rea de lavra e o uso de abafadores nas descargas das m&aacute;quinas foram medidas utilizadas pelos ceramistas para diminuir o barulho proveniente dos ve&iacute;culos em funcionamento. Quanto &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do barulho causado pelos equipamentos na &aacute;rea de produ&ccedil;&atilde;o, a medida adotada foi somente a de manuten&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Al&eacute;m das a&ccedil;&otilde;es ora mencionadas, como forma de reduzir os efeitos sobre os trabalhadores, os empres&aacute;rios ceramistas ofertaram os Equipamentos de Prote&ccedil;&atilde;o Individual (EPI) previstos na Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho (CLT) e regulamentados pela NR6.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As medidas mencionadas de redu&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o dos impactos abrangem tanto o meio ambiente (fauna), quanto a comunidade do entorno e os trabalhadores das f&aacute;bricas, exceto aquela referente &agrave; oferta de EPI, por ser um mecanismo de preven&ccedil;&atilde;o que visa a minimizar os impactos diretos na sa&uacute;de do trabalhador. Esse conjunto de medidas pode ser compreendido, tamb&eacute;m, como uma forma de preven&ccedil;&atilde;o &agrave;s doen&ccedil;as ocupacionais, conforme os Programas de Controle M&eacute;dico de Sa&uacute;de Ocupacional (PCMSO) e o de Preven&ccedil;&atilde;o de Riscos Ambientais (PPRA), que apontam, dentre outros agentes, a poeira, os gases e ru&iacute;dos como capazes de causar danos &agrave; sa&uacute;de dos trabalhadores, de acordo com (MT, 1978a; MT, 1978b).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os moradores entrevistados foram un&acirc;nimes em acentuar que o barulho proveniente das f&aacute;bricas e das &aacute;reas de lavra n&atilde;o causava inc&ocirc;modo, em virtude de as resid&ecirc;ncias se encontrarem &agrave;s margens da Rodovia Estadual CE&#150;055, e por aqueles estarem acostumados com o barulho do tr&aacute;fego dos autom&oacute;veis que por ali circulam diuturnamente.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A ind&uacute;stria cer&acirc;mica produz diferentes res&iacute;duos, notadamente os s&oacute;lidos. &Eacute; fato a perda de produtos cer&acirc;micos acabados com defeitos (trinca, quebra e pe&ccedil;as requeimadas). Tamb&eacute;m &eacute; fato, por&eacute;m, o reaproveitamento desses res&iacute;duos, ora reincorporados ao processo produtivo, ora usados para recuperar &aacute;reas degradadas ou para aplainar terrenos. A literatura aponta as perdas no processo de fabrica&ccedil;&atilde;o de cer&acirc;mica em n&iacute;vel elevado, principalmente o preju&iacute;zo do produto acabado. Dentre os motivos est&atilde;o a falta de crit&eacute;rios t&eacute;cnicos, de moderniza&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e de qualifica&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o de obra, fato este constatado por (Pessoa 2004; Nascimento, 2007). O percentual m&eacute;dio de perda por milheiro informado pelas cer&acirc;micas cratenses foi de 3% em uma ind&uacute;stria, 2% em duas e 1.30% em uma. Observou&#45;se que a f&aacute;brica com maior percentual de perda de pe&ccedil;as &eacute; tamb&eacute;m a menos desprovida de modernas tecnologias no seu processo produtivo, possuindo menor organiza&ccedil;&atilde;o administrativa e poucos investimentos em qualidade e seguran&ccedil;a no trabalho.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Durante a produ&ccedil;&atilde;o, as fases de conforma&ccedil;&atilde;o e secagem produzem res&iacute;duos s&oacute;lidos, novamente incorporados ao processo produtivo, enquanto 50% dos res&iacute;duos de origem dos produtos acabados s&atilde;o usados para pavimentar &aacute;reas ao redor da ind&uacute;stria, 25% para pavimentar &aacute;rea de extra&ccedil;&atilde;o mineral, 13% utilizados pelos governos municipal e estadual para pavimentar estradas carro&ccedil;&aacute;veis e 12% para aterrar outras &aacute;reas.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">A ind&uacute;stria de cer&acirc;mica vermelha, basicamente, se utiliza de &aacute;gua no processo produtivo (na hidrata&ccedil;&atilde;o da argila), mesmo assim em quantidade razo&aacute;vel, que evapora durante a queima. S&atilde;o gerados efluentes l&iacute;quidos nas limpezas das m&aacute;quinas, que ocorrem esporadicamente, n&atilde;o representando impacto expressivo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os ceramistas informaram que d&atilde;o os seguintes destinos ao est&eacute;ril<sup><a href="#nota">1</a></sup> oriundo do desmatamento da &aacute;rea de lavra e ao rejeito da minera&ccedil;&atilde;o:<sup><a href="#nota">2</a></sup> o primeiro &eacute; estocado pr&oacute;ximo &agrave; &aacute;rea de lavra, para posteriormente ser usado na sua recupera&ccedil;&atilde;o; o segundo &eacute; utilizado para aplainar a &aacute;rea de lavra, quando paralisada em definitivo, e doado.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pode&#45;se constatar que as empresas cer&acirc;micas que realizavam extra&ccedil;&atilde;o mineral possu&iacute;am licen&ccedil;as junto aos &oacute;rg&atilde;os competentes para a realiza&ccedil;&atilde;o de tal atividade. Vinculados &agrave; licen&ccedil;a, est&atilde;o o Plano de Controle Ambiental (PCA), que prev&ecirc; medidas mitigadoras dos impactos ambientais, e o Plano de Recupera&ccedil;&atilde;o de &Aacute;rea Degradada (PRAD), que determina a recupera&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea a ser minerada depois de paralisada em definitivo a explora&ccedil;&atilde;o, sendo que ambos est&atilde;o previstos na Lei n&ordm; 6.938/8, regulamentada pelo Decreto n&ordm; 97.632/89. Para realizar esse tipo de atividade, devem ser observadas, tamb&eacute;m, as recomenda&ccedil;&otilde;es das Normas Reguladoras de Minera&ccedil;&atilde;o (nrm) constantes na Portaria n&ordm; 237/2001, do Departamento Nacional de Produ&ccedil;&atilde;o Mineral (DNPM).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As medidas de recupera&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea adotada pelos empres&aacute;rios ceramistas participantes desse processo foram o aplainamento da &aacute;rea explorada e o reflorestamento com esp&eacute;cies dos tipos, cajueiro, angico, sabi&aacute;, catingueira, jurema, marmeleiro e palmeira.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Quanto a projetos sociais, 75% das empresas cer&acirc;micas financiavam um ou mais de um tipo de projeto em escolas, creches, na Associa&ccedil;&atilde;o de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e abrigo de idosos. Havia, tamb&eacute;m, investimentos nos projetos de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&atilde;o de gases para a atmosfera, segundo detalhado anteriormente.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por interm&eacute;dio de uma an&aacute;lise sist&ecirc;mica, foi poss&iacute;vel fazer a leitura do setor cer&acirc;mico de Crato sendo identificados fatores que amea&ccedil;am a sustentabilidade do setor: baixa qualifica&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o de obra visto que as ind&uacute;strias cer&acirc;micas do Crato apresentam m&atilde;o de obra com pouca ou nenhuma qualifica&ccedil;&atilde;o (neste item inclui&#45;se a necessidade premente de incentivo &agrave; melhoria do grau de escolaridade entre os trabalhadores); alta rotatividade de trabalhadores nas ind&uacute;strias; o que pode dificultar o investimento na qualifica&ccedil;&atilde;o dessas pessoas e comprometer o bom desempenho da atividade ceramista; baixo n&iacute;vel tecnol&oacute;gico, emprego de t&eacute;cnicas e tecnologias ainda rudimentares, s&atilde;o aspectos predominantes embora tenha sido verificado que houve investimentos e aprimoramento do processo produtivo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A ind&uacute;stria cer&acirc;mica &eacute; percebida pelos moradores das comunidades onde as f&aacute;bricas est&atilde;o instaladas e, tamb&eacute;m, por seus trabalhadores como fonte de emprego e renda, mas tamb&eacute;m como causadora de impactos ambientais que comprometem a qualidade de vida da regi&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dentre os pontos negativos percebidos pelos entrevistados podem ser destacados a degrada&ccedil;&atilde;o do meio ambiente causado pelo elevado consumo dos recursos naturais (argila e lenha), principalmente a argila, que &eacute; proveniente das &aacute;reas onde as cer&acirc;micas est&atilde;o instaladas, &eacute; decorrente da falta de planejamento sustent&aacute;vel dessa atividade &agrave; longo prazo; o aumento da polui&ccedil;&atilde;o; a descaracteriza&ccedil;&atilde;o da paisagem natural proporcionada pela expans&atilde;o do setor.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Apesar dos impactos citados n&atilde;o terem sido comprovados empiricamente, o que n&atilde;o nos permite concluir sobre a sua real presen&ccedil;a na &aacute;rea, o estudo sugere que os entrevistados t&ecirc;m consci&ecirc;ncia sobre a import&acirc;ncia do meio ambiente e dos poss&iacute;veis danos causados por uma ind&uacute;stria cer&acirc;mica n&atilde;o adaptada &agrave;s tecnologias sustent&aacute;veis, ao mesmo tempo em que reconhecem a import&acirc;ncia do setor para a gera&ccedil;&atilde;o de emprego, renda e melhoria da qualidade de vida das pessoas da regi&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As coloca&ccedil;&otilde;es feitas pelos empres&aacute;rios ceramistas por meio dos question&aacute;rios e de conversas informais deixaram claro que esse setor &eacute; malvisto (entendido como depredador da natureza) pelos &oacute;rg&atilde;os ambientais competentes nas esferas municipal, estadual e federal, que eles n&atilde;o veem essa atividade como geradora de emprego, renda e crescimento econ&ocirc;mico; n&atilde;o oferecem suporte no sentido de ajudar e orientar os empres&aacute;rios nas quest&otilde;es ambientais, apenas se preocupam em puni&#45;los. Segundo os empres&aacute;rios, os &oacute;rg&atilde;os ambientais n&atilde;o est&atilde;o cumprindo o seu papel com efici&ecirc;ncia, uma vez que os ceramistas alegaram demora nas renova&ccedil;&otilde;es e concess&otilde;es de licen&ccedil;as, o que os prejudica na aquisi&ccedil;&atilde;o de financiamentos junto a bancos, dificultando, assim, melhores investimentos no setor.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">ABC (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Cer&acirc;mica) (2011), Informa&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas<b>&#150;</b>defini&ccedil;&atilde;o e classifica&ccedil;&atilde;o, Informe da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Cer&acirc;mica, S&atilde;o Paulo, &lt;<a href="http://www.abceram.org.br/site/index.php?area=4" target="_blank">http://www.abceram.org.br/site/index.php?area=4</a>&gt;, 20 outubro 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898552&pid=S1405-8421201500020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Amaral Filho, Jair do e Kilmer Coelho Campos (2006), "Arranjo produtivo de cer&acirc;mica vermelha no munic&iacute;pio de Russas&#45;CE", relat&oacute;rio t&eacute;cnico, FINEP, Fortaleza.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898554&pid=S1405-8421201500020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Calv&atilde;o, Teresa, Maria Fernanda Pessoa e Fernando Cebola Lidon (2013), "Impact of human activities on coastal vegetation&#45;a review", <i>Emirates Journal of Food and Agriculture</i>, 25 (12), Al&#45;Maqam United Arab Emirates University, Abu Dhabi, pp. 926&#45;944.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898556&pid=S1405-8421201500020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dias, Marilza do Carmo Oliveira, Mauri C&eacute;sar Barbosa Pereira, Pedro Luiz Fuentes Dias e Jair Fernandes Virg&iacute;nio (1999), <i>Manual de</i> <i>impactos ambientais: orienta&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas sobre aspectos ambientais</i> <i>atividades produtivas</i>, Banco do Nordeste, Fortaleza.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898558&pid=S1405-8421201500020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">FIEC (Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado do Cear&aacute;) (2005), "Setor cer&acirc;mico discute problemas e aponta solu&ccedil;&otilde;es", <i>Jornal da FIEC On</i><i>line</i>, Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado do Cear&aacute;, Fortaleza, &lt;<a href="http://www.fiec.org.br/publicacoes/jornalfiec/edicoes/1203/default.asp?URL=4" target="_blank">http://www.fiec.org.br/publicacoes/jornalfiec/edicoes/1203/default.asp?URL=4</a>&gt;, 23 setembro 2009</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898560&pid=S1405-8421201500020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">FIEC (Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado do Cear&aacute;) (2010), "O desafio da cer&acirc;mica sustent&aacute;vel", <i>Revista da</i> <i>FIEC</i> <i>Online</i>, ano 4, ed. 38, Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado do Cear&aacute;, Fortaleza, &lt;<a href="http://www.fiec.org.br/portalv2/sites/revista/home.php?st=maisnoticias&amp;conteudo_id=37776&amp;start_date=2010-07-20" target="_blank">http://www.fiec.org.br/portalv2/sites/revista/home.php?st=maisnoticias&amp;conteudo_id=37776&amp;start_date=2010&#45;07&#45;20</a>&gt;, 13 dezembro 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898561&pid=S1405-8421201500020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Gifford, Robert (2014), "Environmental psychology matters", <i>Annual Review of Psychology</i>, 65, Annual Reviews, Palo Alto, pp. 541&#45;579.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898563&pid=S1405-8421201500020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Jacobi, Pedro (2003), "Educa&ccedil;&atilde;o ambiental, cidadania e sustentabilidade", cadernos de pesquisa n. 118, Funda&ccedil;&atilde;o Carlos Chagas, S&atilde;o Paulo, pp. 189&#45;205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898565&pid=S1405-8421201500020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Leff, Henrique (2001), <i>Saber ambiental: sustentabilidade, racionalidade,</i> <i>complexidade, poder,</i> Vozes, Petr&oacute;polis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898567&pid=S1405-8421201500020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Leite, Mariangela Garcia&#45;Pra&ccedil;a e Maria Augusta Gon&ccedil;alves&#45;Fujaco (2013), "A atividade de beneficiamento de quartzitos na cidade de Ouro Preto&#45;Brasil: caracter&iacute;sticas gerais e principais impactos ambientais", <i>Economia, Sociedad y Territorio,</i> XIII (41), El Colegio Mexiquense, A. C., Zinacantepec, pp. 227&#45;243.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898569&pid=S1405-8421201500020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Maimon, D&aacute;lia (1998), "Responsabilidade ambiental das empresas brasileiras: realidade ou discurso?", <i>in</i> Cl&oacute;vis Cavalcanti (coord.), <i>Desenvolvimento e natureza: estudos para uma sociedade sustent&aacute;vel</i>, Funda&ccedil;&atilde;o Joaquim Nabuco, Recife, pp. 242&#45;252NZZ.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898571&pid=S1405-8421201500020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">MMA (Minist&eacute;rio do Meio Ambiente) (1981), Lei n&ordm;. 6.938/81<b>,</b> Institui a Pol&iacute;tica Nacional do Meio Ambiente, Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, Bras&iacute;lia, &lt;<a href="http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/46_10112008050406.pdf" target="_blank">http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/46_10112008050406.pdf</a>&gt;, 12 agosto 2012.</font></p>  	    <p align="left"><font face="verdana" size="2">MMA (Minist&eacute;rio do Meio Ambiente) (1986), Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm;. 001/86. Avalia&ccedil;&atilde;o de impacto ambiental, Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, Bras&iacute;lia, &lt;<a href="http://www.cati.sp.gov.br/Cati/_servicos/dcaa/legislacao_ambiental/Resolu%C3%A7%C3%A3o%20CONAMA%20001_1986%20%20com%20altera%C3%A7%C3%A3o%20Res%20CONAMA%20011_1986.pdf" target="_blank">http://www.cati.sp.gov.br/Cati/_servicos/dcaa/legislacao_ambiental/Resolu%C3%A7%C3%A3o%20CONAMA%20001_1986%20%20com%20altera%C3%A7%C3%A3o%20Res%20CONAMA%20011_1986.pdf</a>&gt;, 10 agosto 2012.</font></p>      <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MME (Minist&eacute;rio de Minas e Energia) (2010), Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico 2010: setor de transforma&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o&#45;met&aacute;licos, Secretaria de Geologia, Minera&ccedil;&atilde;o e Transforma&ccedil;&atilde;o Mineral, Bras&iacute;lia, &lt;<a href="http://www.mme.gov.br/sgm/galerias/arquivos/noticias/ANUxRIO_DA_TRANSFORMAxO_DOS_NxO_METxLICOS_-_2010.pdf" target="_blank">http://www.mme.gov.br/sgm/galerias/arquivos/noticias/ANUxRIO_DA_TRANSFORMAxO_DOS_NxO_METxLICOS_&#45;_2010.pdf</a>&gt;, 20 mar&ccedil;o 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898575&pid=S1405-8421201500020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MT (Minist&eacute;rio do Trabalho) (1978a), NR7 &#45; Programa de Controle M&eacute;dico de Sa&uacute;de Ocupacional, Minist&eacute;rio do Trabalho, Bras&iacute;lia, &lt;<a href="http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_07_at.pdf" target="_blank">http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_07_at.pdf</a>&gt;, 18 mar&ccedil;o 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898577&pid=S1405-8421201500020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MT (Minist&eacute;rio do Trabalho) (1978b)<b>,</b> NR9 &#45; Programa de preven&ccedil;&atilde;o de riscos ambientais, Minist&eacute;rio do Trabalho, Bras&iacute;lia, &lt;<a href="http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_09_at.pdf" target="_blank">http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_09_at.pdf</a>&gt;, 18 mar&ccedil;o 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898579&pid=S1405-8421201500020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Narasimha, C. y Nagesha, N. (2013), "Energy efficiency in sustainable development of small and medium enterprises: an empirical study", <i>IEEE Xplore</i>, IEEE, New York, 487&#45;491 pp.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nascimento, Wald&eacute;cio S&aacute;vio dos Anjos do (2007), "Avalia&ccedil;&atilde;o dos impactos ambientais gerados por uma ind&uacute;stria cer&acirc;mica t&iacute;pica da regi&atilde;o do Serid&oacute;/RN", disserta&ccedil;&atilde;o do mestrado em Engenharia Mec&acirc;nica, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal.</font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">OECD (Organization for Economic Cooperation and Development) (2001), "Environmental indicators<b>,</b> towards sustainable development", OECD Publications, Paris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898583&pid=S1405-8421201500020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">OECD (Organization for Economic Cooperation and Development) (2008), "Key environmental indicators", OECD Publications, Paris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898585&pid=S1405-8421201500020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pessoa, Jos&eacute; Manoel Albuquerque de Paula (2004), "Tecnologias e t&eacute;cnicas apropriadas para o desenvolvimento sustent&aacute;vel: o caso da ind&uacute;stria cer&acirc;mica de Russas&#45;CE", disserta&ccedil;&atilde;o do mestrado em desenvolvimento e meio ambiente&#45;Prodema, Universidade Federal do Cear&aacute;, Fortaleza.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">PNUD (Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento) (2005), Relat&oacute;rio de desenvolvimento humano. Racismo, pobreza e viol&ecirc;ncia, PNUD Brasil, S&atilde;o Paulo, &lt;<a href="http://www.pnud.org.br/rdh/" target="_blank">http://www.pnud.org.br/rdh/</a>&gt;, 7 julho 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898588&pid=S1405-8421201500020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Rodrigues, Maria Ivoneide Vital (2006), "An&aacute;lise do plano de desenvolvimento sustent&aacute;vel do Estado do Cear&aacute;", disserta&ccedil;&atilde;o do mestrado em Economia Rural, Universidade Federal do Cear&aacute;, Fortaleza.</font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Rodrigues, Maria Ivoneide Vital, Patr&iacute;cia Ver&ocirc;nica Pinheiro Sales Lima, Maria Irles de Oliveira Mayorga e Francisco Casimiro Filho (2010), "An&aacute;lise de impactos em &aacute;reas propensas &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o em munic&iacute;pios do Estado do Cear&aacute;", 2<sup>a</sup> Confer&ecirc;ncia Internacional: clima, sustentabilidade e desenvolvimento em Regi&otilde;es Semi&aacute;ridas, ICID, 16&#45;20 agosto, Fortaleza.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898591&pid=S1405-8421201500020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Rodriguez, Lucas Gutierrez e Manuel Ruiz Perez (2013), "Recent changes in chinese forestry seen through the lens of Forest Transition theory", <i>International Forestry Review</i>, 15 (4), Commonwealth Forestry Association, Shropshire, pp. 456&#45;470.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898593&pid=S1405-8421201500020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">S&aacute;nchez, Luis Enrique (2008), <i>Avalia&ccedil;&atilde;o de impactos ambientais: conceitos</i> <i>e m&eacute;todos</i>, Oficina de Textos, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898595&pid=S1405-8421201500020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tommasi, Luiz Roberto (1994), <i>Estudo de impacto ambiental</i>, CETESB&#45;Terragraph Artes e Inform&aacute;tica, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898597&pid=S1405-8421201500020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Van Gemert, Frederik, Niels Chavannes, Nahid Nabadda, Simon Luzige, Bruce Kirenga, Celeste Eggermont, Corina de Jong e Thys van der Molen (2013), "Impact of chronic respiratory symptoms in a rural area of sub&#45;Saharan Africa: an in&#45;depth qualitative study in the Masindi district of Uganda", <i>Primary Care Respiratory</i> <i>Journal</i>, 22 (3), Elsevier, Amsterdam, pp. 300&#45;305.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898599&pid=S1405-8421201500020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="nota"></a><b>Notas</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>1</sup> Entenda&#45;se por est&eacute;ril do desmatamento os restos de vegetais gerados ap&oacute;s o desmatamento.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup> Material inaproveit&aacute;vel retirado durante a extra&ccedil;&atilde;o mineral.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Informaci&oacute;n sobre los autores:</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Zoraia &Uacute;rsula Silva de Alencar&#45;Linard.</b> Brasileira. &Eacute; mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Cear&aacute;&#45;UFC, Brasil. Atualmente &eacute; professora da Rede Municipal de Ensino de Fortaleza&#45;CE. Sua linha de investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; desenvolvimento e meio ambiente. Entre suas &uacute;ltimas publica&ccedil;&otilde;es destacam&#45;se, em co&#45;autoria, "Educa&ccedil;&atilde;o ambiental e sua contribui&ccedil;&atilde;o para o meio ambiente e a ind&uacute;stria de cer&acirc;mica vermelha", em Kelma Socorro Alves Lopes de Matos (org.), <i>Educa&ccedil;&atilde;o</i> <i>ambiental e sustentabilidade II</i>, Edi&ccedil;&otilde;es UFC, Fortaleza, pp.137&#45;149 (2010); en co&#45;autoria, "Educa&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento sustent&aacute;vel e educa&ccedil;&atilde;o ambiental", <i>Conex&atilde;o, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia</i>, 5 (1), Instituto Federal Cear&aacute;, Fortaleza, pp. 25&#45;31 (2011).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Ahmad Saeed&#45;Khan.</b> Brasileiro. &Eacute; Ph.D. em Economia Agr&iacute;cola. Atualmente &eacute; professor do Departamento de Economia Agr&iacute;cola, Centro de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias da Universidade Federal do Cear&aacute;. Professor do Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Economia Rural e do Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema) da UFC. &Eacute; Pesquisador do CNPq. Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico, n&iacute;vel 1A. Sua linha de investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; Avalia&ccedil;&atilde;o de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas, Desenvolvimento Rural, Desenvolvimento e Meio Ambiente. Entre suas &uacute;ltimas publica&ccedil;&otilde;es destacam&#45;se, em co&#45;autoria, "N&iacute;vel tecnol&oacute;gico e emiss&atilde;o de poluentes: uma an&aacute;lise emp&iacute;rica a partir da Curva de Kuznets Ambiental", <i>Revista de Economia Aplicada</i>, 17 (1), Universidade de S&atilde;o Paulo, Ribeir&atilde;o Preto, pp. 21&#45;47 (2013); "Relacionamento de pre&ccedil;os dos principais produos comercializados entre o mercado produtor de tingaua e mercados atacadistas de Fortaleza e Teresina", <i>Revista Econ&ocirc;</i><i>mica do Nordeste</i>, 43, Banco do Nordeste, Fortaleza, pp. 171&#45;185 (2012); "O impacto do Pronaf sobre a sustentabilidade da agricultura familiar, gera&ccedil;&atilde;o de emprgo e renda no estado do Cear&aacute;", revista de <i>Economia e</i> <i>Sociologia Rural</i> (Impresso), 49, Editora Atomo, Brasil&iacute;a, pp. 129&#45;156 (2011); "O Impacto do Programa Agente Rural sobre a qualidade de vida e gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda das fam&iacute;lias assistidas do estado do Cear&aacute;", <i>Revista</i> <i>Econ&ocirc;mica do Nordeste</i>, 42, Banco do Nordeste, Fortaleza, pp. 425&#45;442 (2011).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Patr&iacute;cia Ver&ocirc;nica Pinheiro&#45;SalesLima.</b> Brasileira. &Eacute; doutora em Economia Aplicada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de S&atilde;o Paulo. Atualmente &eacute; professora do Departamento de Economia Agr&iacute;cola, Centro de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias da Universidade Federal do Cear&aacute;. Professora do Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Economia Rural e do Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema) da UFC. &Eacute; Pesquisadora do CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico, n&iacute;vel 2. Sua linha de investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; Indicadores de sustentabilidade, Desenvolvimento Rural, Desenvolvimento e Meio Ambiente. Entre suas &uacute;ltimas publica&ccedil;&otilde;es destacam&#45;se, em co&#45;autoria, "Nivel tecnol&oacute;gico e emiss&atilde;o de poluentes: uma an&aacute;lise empirica a partir da Curva de Kuznets Ambiental", <i>Revista</i> <i>de Economia Aplicada</i>, 17 (1), Universidade de S&atilde;o Paulo, Ribeir&atilde;o Preto, pp. 21&#45;47 (2013), "Caracteriza&ccedil;&atilde;o do Com&eacute;rcio da CEASA &#150; Cear&aacute;", <i>Revista Perspectiva Online: Humanas &amp; Sociais Aplicad</i>as, 2 (4), Institutos Superiores de Ensino do CENSA, Campos dos Goitacazes, pp. 1&#45;11 (2012); "O impacto do Pronaf sobre a sustentabilidade da agricultura familiar, gera&ccedil;&atilde;o de emprgo e renda no Estado do Cear&aacute;", <i>Revista de</i> <i>Economia e Sociologia Rural</i>, v. 49, Sociedad Brasile&ntilde;a de Econom&iacute;a y Sociolog&iacute;a Rural, Brasil&iacute;a, pp. 129&#45;156 (2011); "Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e desenvolvimento sustent&aacute;vel: a realidade dos assentamentos de reforma agr&aacute;ria no Cear&aacute;", <i>Revista de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas</i>, 15, Universidade Federale do Maranh&atilde;o, Maranh&atilde;o, pp. 85&#45;97 (2011).</font></p>      ]]></body><back>
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