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<journal-title><![CDATA[América Latina en la historia económica]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Instituto de Investigaciones Dr. José María Luis Mora]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Rio Claro e a greve dos trabalhadores da Cia: Paulista de Estradas de Ferro em 1906]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Rehearsal today. This was the message written in code sent through telegraph to 119 train stations calling all workers of the Companhia Paulista de Estrada de Ferro to the 1906 strike. Among several others, Rio Claro was one of the cities where the coded message was sent. It was the seat of important railroad services, such as warehouses, offices, garages and repair shops; this meant that the strike movement altered the social, cultural and economic daily life of its inhabitants. This article shows how a modern activity (the railroad) and its strike movement altered the life of Rio Claro. It also shows how the acts of the Companhia Paulista's managers to solve the strike were anything but modern, in view of their use of the State's forces.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Art&iacute;culos</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>Rio Claro e a greve dos trabalhadores da Cia. Paulista de Estradas de Ferro em 1906<a name="n0b"></a><a href="#n0a">*</a></b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>F&aacute;bio Alexandre dos Santos</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fecha de recepci&oacute;n: enero de 2005    <br> 	Fecha de aceptaci&oacute;n: marzo de 2005</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p> 	  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Hoje h&aacute; Ensaio.</i> Foi a mensagem cifrada enviada pelo tel&eacute;grafo as 119 esta&ccedil;&otilde;es da linha f&eacute;rrea que deflagrou a greve dos trabalhadores da Cia. Paulista de Estrada de Ferro, em 1906. Entre as cidades atingidas pela greve estava Rio Claro &#45;sede de importantes servi&ccedil;os ferrovi&aacute;rios, como armaz&eacute;ns, escrit&oacute;rios, oficinas&#45; a qual foi abarcada pela movimenta&ccedil;&atilde;o que alterou o cotidiano da popula&ccedil;&atilde;o nos n&iacute;veis econ&ocirc;mico e s&oacute;cio&#45;cultural. Este artigo, portanto, pretende mostrar como a movimenta&ccedil;&atilde;o grevista alterou o cotidiano da popula&ccedil;&atilde;o, justamente no servi&ccedil;o que expressava a "moderniza&ccedil;&atilde;o" alcan&ccedil;ada na cidade (o servi&ccedil;o ferrovi&aacute;rio); ao mesmo tempo em que revela os limites dessa "modernidade" representados pelas atitudes dos dirigentes da Cia. Paulista para a resolu&ccedil;&atilde;o da greve, apoiados pelas for&ccedil;as do Estado.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palabras clave</b>: Rio Claro (SP&#45;Brasil), Cia. Paulista de Estradas de Ferro, Ferrovia, Urbaniza&ccedil;&atilde;o, Trabalhadores, Greve (1906), Servi&ccedil;o ferrovi&aacute;rio.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p> 	  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Abstract</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Rehearsal today.</i> This was the message written in code sent through telegraph to 119 train stations calling all workers of the Companhia Paulista de Estrada de Ferro to the 1906 strike. Among several others, Rio Claro was one of the cities where the coded message was sent. It was the seat of important railroad services, such as warehouses, offices, garages and repair shops; this meant that the strike movement altered the social, cultural and economic daily life of its inhabitants. This article shows how a modern activity (the railroad) and its strike movement altered the life of Rio Claro. It also shows how the acts of the Companhia Paulista's managers to solve the strike were anything but modern, in view of their use of the State's forces.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Key words:</b> Rio Claro (SP&#45;Brasil), Cia. Paulista de Estradas de Ferro, Railway, Urbanization, Workers, Strike (1906), Railroad service.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p> 	  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As transforma&ccedil;&otilde;es urbanas pelas quais a cidade de Rio Claro passou foram largamente marcadas por uma s&eacute;rie de fatores interrelacionados diretamente ligados &agrave;s mudan&ccedil;as socioecon&oacute;micas que se processavam em n&iacute;vel mundial, propiciando uma nova inser&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses exportadores de produtos prim&aacute;rios na divis&atilde;o internacional do trabalho.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Entre esses fatores destacam&#45;se a grande concentra&ccedil;&atilde;o de capital nos pa&iacute;ses centrais, a intensifica&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio internacional e a amplia&ccedil;&atilde;o do mercado para os pa&iacute;ses produtores de mat&eacute;rias&#45;primas e alimentos, al&eacute;m das transforma&ccedil;&otilde;es operadas pelo avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico, estimulando a navega&ccedil;&atilde;o a vapor e a constru&ccedil;&atilde;o ferrovi&aacute;ria.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ao mesmo tempo, as regi&otilde;es agr&iacute;colas do globo passavam a ser alvo de intensa migra&ccedil;&atilde;o de capitais origin&aacute;rios dos pa&iacute;ses centrais, que tendiam a serem alocados nos empr&eacute;stimos governamentais, ou nos complexos exportadores desses pa&iacute;ses (em fretes, seguros, bancos, ferrovias, servi&ccedil;os urbanos, etc). Por outro lado, as transforma&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, as revolu&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e a explos&atilde;o demogr&aacute;fica que marcaram a Europa ao longo do s&eacute;culo XIX, resultaram na expuls&atilde;o de largos contingentes de pessoas, promovendo um consider&aacute;vel movimento de emigra&ccedil;&atilde;o com destino &agrave;s Am&eacute;ricas do Norte e do Sul.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Essa conjuntura internacional favor&aacute;vel &agrave; inser&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses produtores de mat&eacute;rias&#45;primas e alimentos no mercado internacional pautou e ampliou as condi&ccedil;&otilde;es excepcionalmente prop&iacute;cias que cercaram a introdu&ccedil;&atilde;o e a amplia&ccedil;&atilde;o do plantio do caf&eacute;, na regi&atilde;o conhecida como Oeste Paulista velho (ent&atilde;o prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo, Brasil), e determinou os limites economicamente vi&aacute;veis desta primeira fase de plantio, at&eacute; 1860, cujo limite foi Rio Claro.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A partir de ent&atilde;o, o consumo do principal produto de exporta&ccedil;&atilde;o brasileiro aumentou de forma exponencial, particularmente no mercado norte&#45;americano, ao passo que seu pre&ccedil;o se elevava no mercado internacional.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Com a riqueza gerada pelo caf&eacute; na prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo (depois estado, com a proclama&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica, em 1889), formou&#45;se e consolidou&#45;se o complexo cafeeiro paulista que, por sua vez, engendrou os alicerces da futura industrializa&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo.<a name="n1b"></a><sup><a href="#n1a">1</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Esses s&atilde;o alguns dos pressupostos fundamentais que cercaram o contexto econ&ocirc;mico de ent&atilde;o e marcaram o processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o de cidades do Oeste Paulista, em meio &agrave; expans&atilde;o dos cafezais e, tamb&eacute;m, aos problemas por ela engendrados, como a "escassez" de m&atilde;o&#45;de&#45;obra, as dificuldades dos transportes, as quest&otilde;es sanit&aacute;rias, etc&eacute;tera.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A primeira linha f&eacute;rrea empreendida em S&atilde;o Paulo foi executada com capitais ingleses, a S&atilde;o Paulo Railway, ligando o porto de escoamento da produ&ccedil;&atilde;o (Santos) a Jundia&iacute;, passando pela cidade de S&atilde;o Paulo. Rumo ao interior adentro, em busca das lucrativas planta&ccedil;&otilde;es do Oeste Paulista, cujo limite econ&ocirc;mico era Rio Claro, foram os fazendeiros&#45;ne&#45;gociantes &#45;diretamente ligados &agrave; cafeicultura&#45; que empreenderam a liga&ccedil;&atilde;o de Jundia&iacute; a Campinas (conclu&iacute;da em 1872) e, em seguida, a Rio Claro (inaugurada em 1876), atrav&eacute;s da forma&ccedil;&atilde;o da primeira empresa com capital estritamente nacional, a Cia. Paulista de Estrada de Ferro.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Com a chegada do ramal f&eacute;rreo, a cidade de Rio Claro aparelhou&#45;se de um importante instrumental nas suas atividades agr&aacute;rio&#45;exportadoras, reduzindo consideravelmente o tempo de comunica&ccedil;&atilde;o com a capital e o porto de escoamento da produ&ccedil;&atilde;o, Santos. E, ao mesmo tempo, permitiu a interioriza&ccedil;&atilde;o do plantio e ampliou as fronteiras lucrativas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">N&atilde;o somente as atividades agr&aacute;rio&#45;exportadoras se viram em situa&ccedil;&atilde;o privilegiada com a chegada da ferrovia. Junto a ela criou&#45;se e consolidou&#45;se toda uma estrutura urbana que tamb&eacute;m foi impulsionada pelos imigrantes que ali residiam, oriundos do malogro das primeiras experi&ecirc;ncias com o sistema de parceria nas fazendas do Senador Vergueiro, dando &ecirc;nfase &agrave;s fun&ccedil;&otilde;es urbanas da cidade.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em 1881, com o in&iacute;cio do prolongamento da linha f&eacute;rrea rumo a S&atilde;o Carlos, empreendimento levado a cabo pelos fazendeiros&#45;negociantes da regi&atilde;o central da ent&atilde;o prov&iacute;ncia instalou&#45;se na cidade, ao longo da esta&ccedil;&atilde;o ferrovi&aacute;ria, uma s&eacute;rie de servi&ccedil;os correlatos &agrave;s atividades ferrovi&aacute;rias, como armaz&eacute;ns, escrit&oacute;rios e um entroncamento de diferentes bitolas, ampliando ainda mais a demanda por trabalhadores urbanos e formando um complexo ferrovi&aacute;rio.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em meio a esse processo, outros fatores extremamente significativos do final do s&eacute;culo XIX vinham somar&#45;se &agrave; estrutura socioecon&oacute;mica da cidade: a imigra&ccedil;&atilde;o em massa, que trouxe, em primeiro lugar, majorita&#45;riamente italianos, al&eacute;m do fim do sistema escravista no pa&iacute;s, ocorrido em 1888.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Posteriormente, em 1892, foram instaladas na cidade de Rio Claro as oficinas da Cia. Paulista de Estrada de Ferro, cujo empreendimento tornou&#45;se um dos principais empregadores industriais no per&iacute;odo. Tal fato dava a cidade um car&aacute;ter bastante expressivo no contexto da forma&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o do mercado de trabalho e do mercado interno, ao permitir a concentra&ccedil;&atilde;o na cidade de um n&uacute;mero consider&aacute;vel de trabalhadores.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os reflexos da consolida&ccedil;&atilde;o desse aparato ferrovi&aacute;rio na cidade trariam, por ocasi&atilde;o da greve dos ferrovi&aacute;rios de 1906, a express&atilde;o de todas as transforma&ccedil;&otilde;es e contradi&ccedil;&otilde;es urbanas que se processaram ali, demonstrando a pluralidade dos interesses engendrados numa sociedade em constante transforma&ccedil;&atilde;o. Este artigo, portanto, destaca como a movimenta&ccedil;&atilde;o grevista que teve in&iacute;cio em 15 de maio e terminou em 31 de maio de 1906 alterou o cotidiano dessa cidade, justamente em fun&ccedil;&atilde;o do maior s&iacute;mbolo da "modernidade" de ent&atilde;o, a ferrovia.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Caf&eacute;, ferrovia e urbaniza&ccedil;&atilde;o</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Foi na esteira dos cafezais, que as ferrovias paulistas emergiram e se ampliaram, em completa depend&ecirc;ncia aos interesses de produtores, administradores e comerciantes de caf&eacute;.<a name="n2b"></a><sup><a href="#n2a">2</a></sup> Nada mais natural que interesses dessa natureza se encontrassem diretamente ligados ao n&uacute;cleo dessa atividade econ&ocirc;mica, pois seus acionistas eram na grande maioria (sen&atilde;o todos) homens ligados ao setor cafeeiro.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Um dos primeiros reflexos da implanta&ccedil;&atilde;o ferrovi&aacute;ria que extrapolou os limites dos cafezais foi a rela&ccedil;&atilde;o que criou com as cidades. Historicamente, muitas delas passaram a ser associadas ao surgimento, expans&atilde;o ou decad&ecirc;ncia de vilas e cidades. Para S&eacute;rgio Buarque de Holanda, por exemplo, a concretiza&ccedil;&atilde;o das vias f&eacute;rreas, que seguiam o rumo do caf&eacute;, provocaram uma rela&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia entre as &aacute;reas rurais e as cidades e, "o resultado &eacute; que o dom&iacute;nio agr&aacute;rio deixa, aos poucos, de ser uma baronia, para se aproximar, em muitos dos seus aspectos, de um centro de explora&ccedil;&atilde;o industrial".<sup><a name="n3b"></a><a href="#n3a">3</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Enquanto o efeito da expans&atilde;o ferrovi&aacute;ria para a acumula&ccedil;&atilde;o cafeeira parece fora de quest&atilde;o na prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo, o efeito da passagem da estrada de ferro sobre as cidades por ela servidas tem sido objeto de vivo debate, principalmente nas cidades do interior; segundo Mattoon, "as bem sucedidas companhias ferrovi&aacute;rias, como a Paulista, contribu&iacute;ram para o desenvolvimento da expans&atilde;o da esfera geogr&aacute;fica de todas as atividades econ&ocirc;micas, desde a pouca circula&ccedil;&atilde;o de dividendos at&eacute; os reinvestimentos em caf&eacute;, ferrovias e outras empresas".<sup><a name="n4b"></a><a href="#n4a">4</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A expans&atilde;o ferrovi&aacute;ria, no entanto, traria efeitos distintos sobre os n&uacute;cleos urbanos por ela servidos em fun&ccedil;&atilde;o do papel de cada um deles e da pr&oacute;pria din&acirc;mica da malha ferrovi&aacute;ria. A capital da prov&iacute;ncia, por exemplo, recebeu efeitos intensos da expans&atilde;o ferrovi&aacute;ria, passando de pequeno burgo de estudantes &agrave; sua fase de crescimento urbano&#45;industrial, com a ferrovia interligando&#45;a a um florescente mercado de consumo no interior da prov&iacute;ncia.<a name="n5b"></a><sup><a href="#n5a">5</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tal explos&atilde;o urbana teve in&iacute;cio a partir em 1867, com a inaugura&ccedil;&atilde;o da S&atilde;o Paulo Railway (Santos&#45;Jundia&iacute;), quando ocorre a liga&ccedil;&atilde;o da principal zona cafeeira do interior naquele momento, ao porto exportador, Santos, passando pela capital da prov&iacute;ncia. Partindo de Jundia&iacute; abriram&#45;se ramais f&eacute;rreos rumo ao interior, com a constru&ccedil;&atilde;o da Cia. Paulista e da Cia. Mogiana, permitindo a liga&ccedil;&atilde;o com a capital paulista e iniciando o processo de absente&iacute;smo dos abastados fazendeiros de caf&eacute; que se deslocaram do interior rumo &agrave; cidade de S&atilde;o Paulo, em fun&ccedil;&atilde;o da r&aacute;pida comunica&ccedil;&atilde;o. O ramal f&eacute;rreo transformou&#45;se, ainda, em um importante corredor ferrovi&aacute;rio privilegiado pela circula&ccedil;&atilde;o de mercadorias, pessoas, m&atilde;o&#45;de&#45;obra. Em 1877, a Estrada de Ferro do Norte (Central do Brasil) efetivou a liga&ccedil;&atilde;o f&eacute;rrea de S&atilde;o Paulo com a capital brasileira, o Rio de Janeiro, contribuindo para a forma&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o de um entroncamento ferrovi&aacute;rio que ligava importantes pontos, implementando um mercado consumidor e de trabalho em seu entorno, isto &eacute;, congregando alguns dos elementos constituintes de sua urbaniza&ccedil;&atilde;o ulterior.<a name="n6b"></a><sup><a href="#n6a">6</a></sup> S&atilde;o Paulo transformou&#45;se numa &aacute;rea tribut&aacute;ria privilegiada, como uma encruzilhada de caminhos, na qual a atividade comercial foi largamente favorecida.<sup><a name="n7b"></a><a href="#n7a">7</a></sup></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em Campinas tamb&eacute;m se iniciava um processo de desenvolvimento industrial e tornava&#45;se uma importante refer&ecirc;ncia regional no com&eacute;rcio e nos servi&ccedil;os, devido principalmente, pela sua posi&ccedil;&atilde;o de base agr&iacute;cola e entroncamento ferrovi&aacute;rio da regi&atilde;o.<sup><a name="n8b"></a><a href="#n8a">8</a></sup> A cidade de Santos passava a sediar o mais importante porto exportador de caf&eacute;, com importantes efeitos sobre a cidade e seus habitantes.<sup><a name="n9b"></a><a href="#n9a">9</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Esses casos refletem de maneira substantiva os efeitos decorrentes da forma&ccedil;&atilde;o do complexo econ&ocirc;mico cafeeiro em S&atilde;o Paulo e, que, nesse momento, adquiria novo impulso ao incentivar um processo de adensamento demogr&aacute;fico em S&atilde;o Paulo (prov&iacute;ncia e depois estado), quando sua popula&ccedil;&atilde;o salta de 837 354 habitantes em 1872, para 1 284 753 habitantes em 1900 e, passa a abrigar vinte anos mais tarde, 4 592 188 habitantes. No que concerne aos munic&iacute;pios, no ano de 1874, S&atilde;o Paulo abrigava uma popula&ccedil;&atilde;o de 31 385 habitantes; Santos, 9 191 habitantes e Campinas, 31 397 habitantes. Em 1886 a popula&ccedil;&atilde;o em S&atilde;o Paulo chegava a 47 697 habitantes; em Santos, a 15 605 habitantes, e em Campinas, a 41 253 habitantes. J&aacute; em 1900, S&atilde;o Paulo abrigava 239 820 habitantes; Santos, 50 389, e Campinas, 67 694 habitantes.<sup><a name="n10b"></a><a href="#n10a">10</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em Rio Claro, em 1872 a cidade abrigava uma popula&ccedil;&atilde;o de 15 035 habitantes, chegando a 20 133 em 1886. J&aacute; em 1890, o n&uacute;mero de habitantes chegou a 24 584 e, em 1900, a 38 426 habitantes. No que concerne ao crescimento anual, no per&iacute;odo de 1857 a 1872, ocorreu um crescimento demogr&aacute;fico de 8.6% ao ano, o que demonstra a vitalidade da regi&atilde;o como fronteira lucrativa de plantio de caf&eacute; at&eacute; a chegada da linha f&eacute;rrea, e que permite concluir pela din&acirc;mica em sua vida econ&ocirc;mica, social e cultural no per&iacute;odo. J&aacute; nos per&iacute;odos subseq&uuml;entes, de 1872 a 1886, ocorre uma queda relativa na taxa de crescimento, chegando a 2.4% ao ano; de 1886 a 1890, essa taxa volta a subir, passando a 5.5% ao ano; e, de 1890 a 1900, mant&eacute;m um &iacute;ndice de crescimento de 5.6% ao ano.<sup><a name="n11b"></a><a href="#n11a">11</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O processo de ocupa&ccedil;&atilde;o e povoamento das terras do <i>hinterland</i> de S&atilde;o Paulo, onde mais tarde se desenvolveria o grande surto cafeeiro, come&ccedil;ou a se esbo&ccedil;ar no s&eacute;culo xvni em decorr&ecirc;ncia do caminho que levava &agrave;s minas em Mato Grosso e Goi&aacute;s. Ao longo deste percurso se formaram diversos pontos de parada que tinham como objetivo oferecer abastecimento e pouso &agrave;s tropas que demandavam &agrave;quela regi&atilde;o. A localiza&ccedil;&atilde;o destas pequenas aglomera&ccedil;&otilde;es humanas resultaram mais tarde numa relativa disposi&ccedil;&atilde;o em linha reta das futuras cidades que emergiram ao longo deste percurso.<a name="n12b"></a><sup><a href="#n12a">12</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Assim surgiu a futura cidade de Rio Cieiro. Inicialmente a regi&atilde;o abrigou um ponto de parada para viajantes, em seguida recebeu os sesmeiros que tomaram posse de extensas faixas de terras e iniciaram o plantio da cana&#45;de&#45;a&ccedil;&uacute;car; junto com eles foi introduzida a manifesta&ccedil;&atilde;o espiritual, simbolizada pela constru&ccedil;&atilde;o da capela. Parcela significativa dos homens que se instalaram na regi&atilde;o levava consigo escravos, agregados, for&ccedil;a individual e dinheiro. Nem todos eram homens de mentalidade r&uacute;stica, como v&aacute;rios estudiosos apontam, muitos participaram da vida pol&iacute;tica da Corte e das lutas pela independ&ecirc;ncia, tinham outros neg&oacute;cios e freq&uuml;entemente enviavam seus filhos para estudos na Europa, eram os fazendei&#45;ros&#45;negociantes.<a name="n13b"></a><sup><a href="#n13a">13</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A partir de meados do s&eacute;culo XIX, a cidade toma impulso com a chegada de imigrantes e o crescimento da lavoura cafeeira, cultura agr&aacute;ria que predomina nas lavouras at&eacute; 1930. Tal estrutura&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica justificou, na segunda metade do s&eacute;culo XIX, o prolongamento dos trilhos da Cia. Paulista de Estrada de Ferro de Jundia&iacute; a Rio Claro, passando pela cidade de Campinas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Com a chegada dos trilhos &agrave; cidade o cotidiano da popula&ccedil;&atilde;o foi transformado. Em um meio in&oacute;spito e ainda majoritariamente rural promoveu um impulso &agrave; vida da cidade, pois a introdu&ccedil;&atilde;o deste novo instrumento, de propor&ccedil;&atilde;o at&eacute; ent&atilde;o desconhecida, alterou a vida da popula&ccedil;&atilde;o, compondo e transformando tamb&eacute;m a paisagem urbana. Instalava&#45;se, assim, um novo s&iacute;mbolo de racionalidade burguesa que alterava sobremaneira a vida do morador na cidade, tanto economicamente quanto social e culturalmente.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">H&aacute;bitos muitas vezes simples e impercept&iacute;veis foram incorporados ao cotidiano da cidade, como a marca&ccedil;&atilde;o do tempo e as altera&ccedil;&otilde;es nas rela&ccedil;&otilde;es sociabilidade por interm&eacute;dio do apito do trem, que passava a ditar o tempo marcado, racional. Junto com a ferrovia tamb&eacute;m chegaram os servi&ccedil;os postais di&aacute;rios e o servi&ccedil;o telegr&aacute;fico, agilizando sobremaneira a comunica&ccedil;&atilde;o, e que mais tarde servir&iacute;a como instrumento de deflagra&ccedil;&atilde;o da greve dos trabalhadores da ferrovia, quando detonaram o movimento grevista de 1906 utilizando&#45;se do tel&eacute;grafo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Com a instala&ccedil;&atilde;o da esta&ccedil;&atilde;o da Cia. Paulista de Estrada de Ferro &agrave; Rua Dr. Cesar (atual Rua 1), suas imedia&ccedil;&otilde;es passaram a atrair uma gama de atividades e servi&ccedil;os. Foi o caso do portugu&ecirc;s Manoel Ferreira Bandeira, propriet&aacute;rio da maior frota de <i>trolys,</i> que montou uma linha de <i>jardineiras,</i> fazendo o percurso de Rio Claro a Piracicaba. O largo da esta&ccedil;&atilde;o passou a ser o ponto de partida desse meio de comunica&ccedil;&atilde;o e os hor&aacute;rios de sa&iacute;das acompanhavam os hor&aacute;rios de chegada dos trens, visto que, Piracicaba n&atilde;o possu&iacute;a ramal f&eacute;rreo e os passageiros oriundos da capital vinham at&eacute; Rio Claro, para, ent&atilde;o, seguirem at&eacute; &agrave;quela cidade.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Foi atrav&eacute;s dos alem&atilde;es que a popula&ccedil;&atilde;o local conheceu esse meio de transporte, tanto o urbano como o rural, substituindo os vagarosos carros de bois e acelerando a comunica&ccedil;&atilde;o com as &aacute;reas vizinhas. Contudo, seu desenvolvimento ganhou impulso somente quando a ferrovia ali chegou e passou a responder &agrave;s necessidades da regi&atilde;o por servi&ccedil;os dessa natureza.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Diversos hot&eacute;is, lojas, casas de com&eacute;rcio, botequins, etc, foram instalados na proximidade da esta&ccedil;&atilde;o, conferindo&#45;lhes uma refer&ecirc;ncia privilegiada na planta urbana. O com&eacute;rcio da cidade tamb&eacute;m passou por uma especializa&ccedil;&atilde;o, ou seja, os comerciantes passaram a comercializar produtos espec&iacute;ficos em seus estabelecimentos em detrimento daquele estabelecimento que vendia todo tipo de artigos, de secos a molhados, de ferramentas a armarinhos.<a name="n14b"></a><sup><a href="#n14a">14</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">N&atilde;o &eacute; em v&atilde;o que com a liga&ccedil;&atilde;o f&eacute;rrea e a facilidade nas comunica&ccedil;&otilde;es novos est&iacute;mulos se tornaram patentes, aprimorando o mercado interno, que se mostravam no desenvolvimento do com&eacute;rcio, ind&uacute;strias, e, conseq&uuml;entemente, na expans&atilde;o da &aacute;rea urbana, em virtude do aumento da demanda, ocasionado pelo aumento demogr&aacute;fico, claramente impulsionado pela popula&ccedil;&atilde;o que ali residia e pelos migrantes e imigrantes que chegavam.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Esse fluxo de chegada &eacute; comprovado pelos relat&oacute;rios provinciais de 1880, os quais registram a quantidade de pessoas que chegavam &agrave; prov&iacute;ncia e seus respectivos destinos. Em 1879, por exemplo, entraram na prov&iacute;ncia cerca de 424 pessoas entre imigrantes de v&aacute;rias nacionalidades (na maioria italiana, perfazendo um total de 290 pessoas) e migrantes cearenses (24 pessoas); do total de entradas, 198 ficaram na capital da prov&iacute;ncia, 80 em Santos, 46 foram para Rio Claro, 35 para Campinas, 24 para o n&uacute;cleo de S&atilde;o Caetano e os demais para outras localidades ou n&uacute;cleos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">J&aacute; em 1882 o n&uacute;mero de imigrantes entrados na prov&iacute;ncia aumentou consideravelmente, conforme enfatiza o presidente Bar&atilde;o de Guajar&aacute; em 1884, "at&eacute; o presente, a corrente de immigra&ccedil;&atilde;o tem tomado um augmento progressivo, a ponto de attingir quasi ao duplo das entradas de 1882, pois que, sendo aquellas em numero de 1 994, as do anno findo sobem a 3 955; differen&ccedil;a para mais &#45;1961".</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mais &agrave; frente, prossegue o mesmo relat&oacute;rio enfatizando a maioria de italianos entre os imigrantes estrangeiros. Referindo&#45;se ao total dos imigrantes entrados na prov&iacute;ncia e aos seus respectivos destinos tamb&eacute;m o relat&oacute;rio indica o seguinte: "cerca de 1 322 ficaram na capital, 283 seguiram para Leme, 279 para Amparo, 277 para Campinas, 222 para Rio&#45;Claro, 203 para Mogi&#45;Gua&ccedil;u e o restante seguiu para outras cidades, vilas ou n&uacute;cleos". Atrav&eacute;s destes exemplos, portanto, verificamos a import&acirc;ncia da cidade de Rio Claro como im&atilde; de "atra&ccedil;&atilde;o" desses trabalhadores oriundos de v&aacute;rios pa&iacute;ses e do nordeste brasileiro.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Desta forma, a for&ccedil;a&#45;de&#45;trabalho rural e um grande n&uacute;mero de trabalhadores urbanos forneciam usu&aacute;rios para um variado setor de servi&ccedil;os. Por outro lado, na cidade se comercializava o excedente dos g&ecirc;neros produzidos pelos pequenos propriet&aacute;rios. No mercado eram vendidos os produtos aliment&iacute;cios enquanto os intermedi&aacute;rios e comerciantes que possu&iacute;am maquinaria de beneficiamento trabalhavam com pequenas quantidades de caf&eacute;, milho, arroz, latic&iacute;nios e aguardente. A acumula&ccedil;&atilde;o de empresas comerciais e de pequena ind&uacute;stria gerou uma classe m&eacute;dia urbana bastante ampla, cujas ambi&ccedil;&otilde;es e padr&otilde;es de consumo diversificavam os empregos ainda mais.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na virada do s&eacute;culo XIX ao XX, existiam na cidade v&aacute;rias ind&uacute;strias atuando nos mais diferentes setores, de acordo com o Registro de Contribuintes de Impostos de Industrias e Profiss&otilde;es de 1904&#45;1905 e o Almanaque da cidade para 1906 estavam em opera&ccedil;&atilde;o neste periodo cerca de 24 f&aacute;bricas de aguardente, sete f&aacute;bricas de cerveja, sete de carros <i>(trolys),</i> uma de cal, uma de charutos, uma de gelo, duas de lou&ccedil;a, duas de m&aacute;quinas, cinco de massas aliment&iacute;cias; e, ainda, j&aacute; havia ido &agrave; fal&ecirc;ncia, por volta do final da d&eacute;cada de 1880, a Cia. Mechanica Industrial, que montou a usina hidrel&eacute;trica de Corumbata&iacute; e que na &eacute;poca empregou consider&aacute;vel n&uacute;mero de trabalhadores.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Muitas destas industriais, ligadas aos imigrantes, tiveram prop&iacute;cias condi&ccedil;&otilde;es de instala&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento em fun&ccedil;&atilde;o do fim do escravismo (1888), da proclama&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica (que instaurou o federalismo (1889), e possibilitou ao Estado investir em importa&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o&#45;de&#45;obra, subsidiando as passagens daqueles que desejassem se dirigir a S&atilde;o Paulo), os quais possibilitaram a consolida&ccedil;&atilde;o do mercado de trabalho; al&eacute;m dos fatores proporcionados pela instala&ccedil;&atilde;o de uma infra&#45;estrutura na cidade, como energia el&eacute;trica, saneamento b&aacute;sico (&aacute;gua e esgotos) e, principalmente, a instala&ccedil;&atilde;o das oficinas da Cia. Paulista de Estradas de Ferro, em 1892, que conferiu uma din&acirc;mica &agrave; parte ao n&uacute;cleo urbano.<a name="n15b"></a><sup><a href="#n15a">15</a></sup> Com as oficinas da Paulista a urbaniza&ccedil;&atilde;o teve um importante estimulo e se refletiu n&atilde;o somente no aspecto econ&ocirc;mico, mas tamb&eacute;m no s&oacute;cio&#45;cultural resultando na organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores, na cria&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o da escola de aprendizagem por parte da Paulista, na forma&ccedil;&atilde;o de clubes de recrea&ccedil;&atilde;o para os trabalhadores, como a Uni&atilde;o dos Artistas que mais tarde se transformou em Gr&ecirc;mio Recreativo dos Empregados da Cia. Paulista e a cria&ccedil;&atilde;o do cinema dos ferrovi&aacute;rios.<sup><a name="n16b"></a><a href="#n16a">16</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em meio &agrave;s transforma&ccedil;&otilde;es nos diferentes aspectos da realidade, politicamente tamb&eacute;m estava em curso mudan&ccedil;as na estrutura de poder. Aos poucos os tradicionais grupos pol&iacute;ticos perdiam poder e prestigio social, dando espa&ccedil;o a outros segmentos sociais, principalmente a uma classe m&eacute;dia em forma&ccedil;&atilde;o, na qual a presen&ccedil;a de imigrantes e descendentes era marcante.<sup><a name="n17b"></a><a href="#n17a">17</a></sup> Sob outro ponto de vista, e que tamb&eacute;m reflete a transfer&ecirc;ncia de poder e de prestigio a outros grupos sociais da cidade foi o fato de a concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade urbana tamb&eacute;m apresentar transforma&ccedil;&otilde;es, cuja din&acirc;mica de compra e venda de im&oacute;veis, "na grande maioria" era realizada por &agrave;queles residentes no pr&oacute;prio centro urbano, cujos recursos eram oriundos das atividades comerciais internas. Em outras palavras, parcela do capital gerado no com&eacute;rcio local acabou sendo invertido no setor imobili&aacute;rio.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em contrapartida, os jornais da cidade gradativamente passavam a estampar em suas p&aacute;ginas in&uacute;meras ofertas de empregos, assim como de trabalhadores procurando trabalho. Na edi&ccedil;&atilde;o do jornal <i>Diario do Rio Claro,</i> de 9 de novembro de 1894, por exemplo, seguem v&aacute;rios an&uacute;ncios de empregos, entre eles um solicitando trabalhadores para a lavoura: "Precisa&#45;se de algumas para servi&ccedil;o de lavoura. Prefere se nacionaes, paga&#45;se 80$000 por mez e d&aacute; se alimenta&ccedil;&atilde;o. Para tratar com sr. Jos&eacute; Calazans de Negreiros." Em outro exemplo, por ocasi&atilde;o da reconstru&ccedil;&atilde;o da usina de Corumbata&iacute;, em 1899, para o fornecimento de luz el&eacute;trica &agrave; cidade, o jornal <i>Diario do Rio Claro</i> anuncia: "TRABALHADORES: Precisa&#45;se de trabalhadores nas obras da antiga MECHANICA, &aacute; margem do Corumbatay. Para tractar com Cypriano A. Pereira, na ch&aacute;cara, fim da avenida 5, al&eacute;m da linha f&eacute;rrea."</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Neste contexto, a cidade de Rio Claro apresentava uma din&acirc;mica urbana no per&iacute;odo <i>imediato</i> &agrave; chegada da ferrovia que a torna emblem&aacute;tica dos efeitos urbanos vivenciados nas cidades do interior frente &agrave; inser&ccedil;&atilde;o do Brasil na economia capitalista internacional, tornando&#45;se parte de ativas movimenta&ccedil;&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas pela qual o Brasil atravessava, seja nas rela&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, nas s&oacute;cio&#45;culturais ou nas produtivas. Neste particular, com a ferrovia e seu ulterior aparato ferrovi&aacute;rio instalado na cidade, a <i>urb</i> adquire novas caracter&iacute;sticas, novas fun&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;mico&#45;sociais que motivaram a eclos&atilde;o de uma pluralidade de grupos com diferentes interesses e a&ccedil;&otilde;es e que a colocam como parte da hist&oacute;ria econ&ocirc;mica do complexo cafeeiro.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>A greve dos trabalhadores da ClA. Paulista</b> <b>em 1906 em Rio Claro</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A cidade de Rio Claro, em fins do s&eacute;culo XIX abrigava entroncamento ferrovi&aacute;rio, armaz&eacute;ns e oficinas da Cia. Paulista, o que lhe conferia um car&aacute;ter bastante pronunciado nos servi&ccedil;os dessa natureza. Da mesma forma, outras cidades como Campinas e Jundia&iacute; tamb&eacute;m possu&iacute;am larga import&acirc;ncia no que concerne aos servi&ccedil;os ferrovi&aacute;rios. S&atilde;o principalmente em raz&atilde;o desses fatores que as cidades que reuniam esses servi&ccedil;os, no tronco da Paulista, concentraram trabalhadores e engendraram ali a forma&ccedil;&atilde;o de um incipiente movimento oper&aacute;rio.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para isso, condi&ccedil;&otilde;es como a crescente chegada de trabalhadores imigrantes, que traziam consigo teorias e ideologias, paralelo ao pr&oacute;prio crescimento urbano, facilitaram a congrega&ccedil;&atilde;o e os encontros que foram pe&ccedil;as chaves para a eclos&atilde;o do que Boris Fausto chama de "conflito social".<sup><a name="n18b"></a><a href="#n18a">18</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No tocante aos trabalhadores e suas condi&ccedil;&otilde;es de vida e de trabalho, &eacute; sabido que no final do s&eacute;culo XIX e primeiras d&eacute;cadas do XX, suas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho eram aviltantes, com baixa remunera&ccedil;&atilde;o e longas jornadas de trabalho, explora&ccedil;&atilde;o do trabalho feminino e infantil, inexist&ecirc;ncia de direitos previdenci&aacute;rios e aposentadorias. E &eacute; justamente no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX que ocorre a fase de ascens&atilde;o do movimento oper&aacute;rio (de 1905 a 1908), "per&iacute;odo de ascenso que se define pelo maior &ecirc;xito organizat&oacute;rio, maior n&uacute;mero de mobiliza&ccedil;&otilde;es, surgimento de leis repressivas".<sup><a name="n19b"></a><a href="#n19a">19</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nesse sentido, as cidades que abrigavam atividades diretamente ligadas &agrave; Cia. Paulista sofreram conseq&uuml;&ecirc;ncias imediatas com a deflagra&ccedil;&atilde;o da greve dos ferrovi&aacute;rios de 1906, que mesmo n&atilde;o adquirindo a express&atilde;o da greve geral de 1917, que ocorreu em S&atilde;o Paulo, expressou de maneira contundente a transforma&ccedil;&atilde;o pela qual algumas cidades atravessavam, nas diversas esferas da realidade e com repercuss&otilde;es imediatas na vida cotidiana de suas popula&ccedil;&otilde;es.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em Rio Claro, antes da greve de 1906, j&aacute; havia ocorrido uma primeira movimenta&ccedil;&atilde;o dos ferrovi&aacute;rios, quando os trabalhadores das oficinas cruzaram os bra&ccedil;os por um dia em decorr&ecirc;ncia do aumento nas horas de <i>trabalho com redu&ccedil;&atilde;o de seus vencimentos, em setembro de</i> 1901. Provavelmente foi o primeiro movimento ocorrido no tronco da Cia. Paulista que se tem conhecimento.<sup><a name="n20b"></a><a href="#n20a">20</a></sup> No mesmo ano foi fundado na cidade o Centro Oper&aacute;rio, sob a presid&ecirc;ncia do jornalista Manuel Fernandes de Oliveira.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em 1905, devido ao largo processo de explora&ccedil;&atilde;o pelo qual os trabalhadores atravessavam e, ainda, da movimenta&ccedil;&atilde;o em n&iacute;vel nacional que come&ccedil;ava a se processar no tocante &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o e &agrave; conscientiza&ccedil;&atilde;o de classe, foi fundada a Liga Oper&aacute;ria dos Trabalhadores da Cia. Paulista, que teve na greve de 1906 seu grande teste de organiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Neste momento, mesmo com o aparecimento das primeiras f&aacute;bricas e ind&uacute;strias, principalmente na capital do estado, o setor de servi&ccedil;os, dentre eles as ferrovias e os portos, representavam o mais relevante e estrat&eacute;gico setor concentrador de trabalhadores, acrescido do fato de a economia agro&#45;exportadora depender deles diretamente. Neste sentido, as greves ganhavam significativa repercuss&atilde;o econ&ocirc;mica, passando a serem tratadas de forma violenta e repressiva.<a name="n21b"></a><sup><a href="#n21a">21</a></sup> Por outro lado, no interior da Cia. Paulista suas rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o passavam por uma redefini&ccedil;&atilde;o, da domina&ccedil;&atilde;o tradicional, baseada no paternalismo para o sistema racional&#45;legal que, segundo Segnini, passava a ter na burocracia o n&uacute;cleo de domina&ccedil;&atilde;o do trabalhador.<sup><a name="n22b"></a><a href="#n22a">22</a></sup></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Como &eacute; colocado pelos v&aacute;rios autores que abordaram a quest&atilde;o, o paternalismo se manifestou sob diferentes formas. Uma delas se deu com a cria&ccedil;&atilde;o da escola de aprendizes, cujo objetivo era formar o pessoal especializado para as fun&ccedil;&otilde;es da pr&oacute;pria ferrovia, mas que, na maioria dos casos, colocava o aprendiz na condi&ccedil;&atilde;o de trabalhador compuls&oacute;rio, sem remunera&ccedil;&atilde;o alguma, fato que se prolongava por muitos anos, como foi poss&iacute;vel notar nos documentos <i>F&eacute;</i> <i>de officio</i> dos trabalhadores (documentos que comp&otilde;em uma rica fonte prim&aacute;ria para o estudo da vida dos trabalhadores nas companhias ferrovi&aacute;rias, os quais incluem faltas, licen&ccedil;as, demiss&otilde;es, suspens&otilde;es etc. at&eacute; a aposentadoria). Outras formas colocadas em pr&aacute;tica pela companhia iam desde Associa&ccedil;&atilde;o Protetora das Fam&iacute;lias dos Empregados &agrave;s Sociedades Beneficentes e &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de vilas destinadas &agrave; moradia dos ferrovi&aacute;rios. Esta &uacute;ltima n&atilde;o chegou a ser empregada na cidade de Rio Claro, mas em Jundia&iacute; sua constru&ccedil;&atilde;o foi efetivada e serviu como instrumento de coa&ccedil;&atilde;o sobre os trabalhadores na tentativa de convencerem a voltar ao trabalho em 1906, durante a movimenta&ccedil;&atilde;o paredista. O essencial nestas institui&ccedil;&otilde;es (Associa&ccedil;&atilde;o e Sociedade) residia na tentativa por parte da empresa de se evitar e at&eacute; mesmo reprimir a ades&atilde;o dos trabalhadores &agrave;s Ligas Oper&aacute;rias.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As raz&otilde;es que levaram ao movimento paredista de maio de 1906 fundamentavam&#45;se na obje&ccedil;&atilde;o &agrave; obrigatoriedade de ades&atilde;o &agrave;s Caixas Beneficentes; no aumento da jornada de trabalho com redu&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios, em decorr&ecirc;ncia da moderniza&ccedil;&atilde;o empregada nas oficinas e que culminou na demiss&atilde;o de muitos trabalhadores; contra o que consideravam como despotismo do chefe da esta&ccedil;&atilde;o de Jundia&iacute;, Francisco Paes Leme de Monlevade e do inspetor geral, Manoel Pinto Torres Neves; al&eacute;m da transfer&ecirc;ncia das oficinas de serraria de Jundia&iacute; para Rio Claro e das oficinas de reparos de Rio Claro para Jundia&iacute;.<a name="n23b"></a><sup><a href="#n23a">23</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A greve, iniciada em 15 de maio de 1906, foi deflagrada atrav&eacute;s do tel&eacute;grafo da empresa, de onde foi emitida a mensagem cifrada <i>&#45;Hoje h&aacute; ensaio&#45;</i> paralisando todas as atividades no tronco da Cia. Paulista; esta&ccedil;&otilde;es, tr&aacute;fego e linha, num total de 1 057 quil&ocirc;metros (km) de trilhos em 119 esta&ccedil;&otilde;es e atingindo aproximadamente 3 800 ferrovi&aacute;rios, que cruzaram os bra&ccedil;os. Nas palavras de Boris Fausto, "estavam iniciando a principal greve ferrovi&aacute;ria do estado, em toda a hist&oacute;ria da Primeira Rep&uacute;blica". As reivindica&ccedil;&otilde;es se baseavam na busca de melhorias nas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e na revolu&ccedil;&atilde;o social, sendo a greve o principal instrumento de luta; contudo, nenhuma an&aacute;lise de conjuntura da forma&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio&#45;econ&ocirc;mica brasileira estava na pauta de discuss&otilde;es desses trabalhadores.<sup><a name="n24b"></a><a href="#n24a">24</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No plano mais geral, indica Leme, com a deflagra&ccedil;&atilde;o da greve cerca de 80% do caf&eacute; ficou retido nas fazendas ou esta&ccedil;&otilde;es. Em outras palavras, atingindo diretamente o n&uacute;cleo da economia paulista, obstando a circula&ccedil;&atilde;o de mercadorias. Mas tamb&eacute;m outros setores foram atingidos. Para se ter uma id&eacute;ia da express&atilde;o do movimento, a ferrovia se constitu&iacute;a no &uacute;nico ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o, portanto, junto com ela tamb&eacute;m foi interrompida a circula&ccedil;&atilde;o de mercadorias e passageiros; elevaram&#45;se os pre&ccedil;os dos g&ecirc;neros aliment&iacute;cios, dos <i>trolys</i> e dos animais; letras foram protestadas, pois n&atilde;o circulavam remessas de pagamento, assim como as casas de c&acirc;mbio n&atilde;o tinham lucro; servi&ccedil;os postais foram paralisados; fam&iacute;lias come&ccedil;aram a fazer provis&atilde;o de mantimentos; al&eacute;m, &eacute; claro, das agita&ccedil;&otilde;es que passaram a tomar conta das cidades que abrigavam algum tipo de servi&ccedil;o da Paulista.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O movimento obteve tamanha repercuss&atilde;o, que colocou pela primeira vez a popula&ccedil;&atilde;o da pacata cidade de Rio Claro &#45;localizada no interior do estado de S&atilde;o Paulo&#45; em contato com algo at&eacute; ent&atilde;o desconhecido em suas propor&ccedil;&otilde;es. O primeiro ind&iacute;cio da coletiviza&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno come&ccedil;ou com as cartas abertas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, publicadas nos jornais, primeiro na capital e depois nas principais cidades que concentravam trabalhadores da Paulista.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em 16 de maio, o jornal <i>O Alpha,</i> de Rio Claro, informava &agrave; popula&ccedil;&atilde;o que em toda a linha n&atilde;o trafegava nenhum trem, as oficinas, os armaz&eacute;ns e todas as reparti&ccedil;&otilde;es da companhia se encontravam paralisadas; na cidade, todas as reparti&ccedil;&otilde;es foram paralisadas, exceto os telegrafistas que n&atilde;o aderiram &agrave; greve. No entanto, no mesmo dia, o chefe da esta&ccedil;&atilde;o, senhor Malheiros acabou por dispens&aacute;&#45;los, mantendo somente um funcion&aacute;rio &#45;de confian&ccedil;a&#45; na opera&ccedil;&atilde;o do tel&eacute;grafo, j&aacute; que o mesmo se tornou instrumento chave de comunica&ccedil;&atilde;o entre o comando de greve, localizado em Jundia&iacute; e as diferentes esta&ccedil;&otilde;es da companhia.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na mesma edi&ccedil;&atilde;o do jornal, como que prestando solidariedade ao movimento e &agrave;s suas causas, um colunista exalta a atitude dos trabalhadores e &agrave; capacidade de organiza&ccedil;&atilde;o da categoria, principalmente pela utiliza&ccedil;&atilde;o do tel&eacute;grafo, atrav&eacute;s do qual houve a transmiss&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es, com as mensagens cifradas, na deflagra&ccedil;&atilde;o do movimento at&eacute; o acompanhamento e informes sobre a greve.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O teatro Phenix, antes majoritariamente palco para as manifesta&ccedil;&otilde;es das elites rio&#45;clarense, passava a abrigar neste momento as reuni&otilde;es e as assembleias dos trabalhadores da Paulista, as quais eram muito concorridas, chegando o recinto a abrigar cerca de 2 000 pessoas. Em todas as reuni&otilde;es e assembl&eacute;ias, que gradativamente passavam a receber n&atilde;o somente os grevistas e membros da Liga Oper&aacute;ria, mas tamb&eacute;m representantes de diversos setores da sociedade, os oradores se revezavam em inflamados discursos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em meio &agrave;s negocia&ccedil;&otilde;es em &acirc;mbito estadual, os impasses come&ccedil;aram a surgir na primeira tentativa de se iniciar as conversa&ccedil;&otilde;es, sendo o motivo o local estipulado pelo conselheiro doutor Antonio Prado para a reuni&atilde;o, determinando que seria em S&atilde;o Paulo, o que foi recusado pela Liga de Jundia&iacute; alegando poss&iacute;vel coa&ccedil;&atilde;o. Para a Liga, a reuni&atilde;o deveria acontecer em um local neutro. Malograda qualquer solu&ccedil;&atilde;o, a empresa come&ccedil;ou a amea&ccedil;ar os grevistas com demiss&otilde;es.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A Liga Oper&aacute;ria de Rio Claro, curiosamente, captava a simpatia e a solidariedade tanto do com&eacute;rcio quanto da popula&ccedil;&atilde;o da cidade e diariamente os jornais estampavam os &uacute;ltimos acontecimentos ocorridos ao longo dos trilhos e as tentativas de negocia&ccedil;&otilde;es.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nas greves do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, a poss&iacute;vel substitui&ccedil;&atilde;o de trabalhadores era um problema para os patr&otilde;es, no caso dos ferrovi&aacute;rios, por exemplo, suas atribui&ccedil;&otilde;es eram na maioria dos casos de trabalhadores qualificados, como maquinistas, foguistas, etc., e por isso sua substitui&ccedil;&atilde;o imediata tornava&#45;se um problema. Da mesma forma que nos portos, onde a necessidade de for&ccedil;a f&iacute;sica era essencial.<sup><a name="n25b"></a><a href="#n25a">25</a></sup> Tal fato conferia uma for&ccedil;a de barganha excepcional aos trabalhadores em greve; mas, por outro lado, qualquer conflito que envolvesse oposi&ccedil;&atilde;o ao capital, imediatamente se transfigurava em caso de pol&iacute;cia.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por ocasi&atilde;o da deflagra&ccedil;&atilde;o da greve o governo mandou que todo o ramal f&eacute;rreo fosse ocupado por policiais. Ao meio&#45;dia de 16 de maio, "inesperadamente", chegava &agrave; esta&ccedil;&atilde;o de Rio Claro um trem trazendo um destacamento oriundo da capital do estado com 22 pra&ccedil;as, um sargento, um capit&atilde;o, um cabo e um corneta sob as ordens do alferes Jos&eacute; Cacauzi, com o intuito de refor&ccedil;ar e "reprimir" a movimenta&ccedil;&atilde;o na cidade. Mas n&atilde;o chegaram sem atropelos. Antes de o trem chegar a Campinas, um trecho do ramal encontrava&#45;se engraxado, o que atrasou a viagem do destacamento e os obrigaram a pernoitar em Campinas, seguindo rumo a Rio Claro no dia seguinte; ao chegar &agrave; cidade, o trem trazia cinco pra&ccedil;as armados de carabina em punho, tr&ecirc;s no limpa trilhos e dois no tender.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As tentativas de se chegar a um acordo continuaram entre o conselheiro Antonio Prado e os representantes da Liga, mas sempre malogradas, levando em conta o grande fator repressivo demonstrado pelo conselheiro Prado nas negocia&ccedil;&otilde;es.<sup><a name="n26b"></a><a href="#n26a">26</a></sup> Enquanto isso em Rio Claro, Jundia&iacute;, Campinas e at&eacute; na capital do estado, S&atilde;o Paulo, os &acirc;nimos come&ccedil;avam a se acirrar levando inclusive trabalhadores de outras companhias ferrovi&aacute;rias e outras f&aacute;bricas a paralisarem suas atividades em apoio aos ferrovi&aacute;rios, como os trabalhadores da Cia. Mogiana, que no quinto dia de greve da Paulista tamb&eacute;m paralisaram suas atividades, assim como outras companhias ferrovi&aacute;rias, inclusive do Rio de Janeiro; em Jundia&iacute;, os trabalhadores das Oficinas Arens e da F&aacute;brica de Tecidos S&atilde;o Bento entraram em greve; em S&atilde;o Paulo, a F&aacute;brica Globo teve sua produ&ccedil;&atilde;o paralisada.<sup><a name="n27b"></a><a href="#n27a">27</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em Rio Claro, o senhor Julio Stern, propriet&aacute;rio da F&aacute;brica de Cerveja Rio Claro, declarou pessoalmente em uma reuni&atilde;o da Liga que estava fechando as portas de seu estabelecimento em apoio &agrave; greve, espalhando folhetins pela cidade explicando os motivos do fechamento: solidariedade aos ferrovi&aacute;rios. Da mesma forma o jornal <i>O Alpha</i> deixou de publicar suas edi&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias a partir do dia 18 at&eacute; 25 de maio; o com&eacute;rcio da cidade, posicionando&#45;se ao lado dos trabalhadores, tamb&eacute;m decidiu n&atilde;o funcionar ap&oacute;s uma reuni&atilde;o realizada no teatro, oportunidade em que solicitaram que a media&ccedil;&atilde;o do conflito deveria se realizada pela Associa&ccedil;&atilde;o Comercial de S&atilde;o Paulo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A paralisa&ccedil;&atilde;o dos jornais, no entanto, n&atilde;o era vista com bons olhos pelos membros das Ligas Oper&aacute;rias, pois sem eles, poss&iacute;veis informa&ccedil;&otilde;es falsas poderiam acarretar no enfraquecimento do movimento, j&aacute; que jornais de outras cidades tamb&eacute;m paralisaram suas atividades.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na verdade, as paralisa&ccedil;&otilde;es em apoio aos paredistas que fugiam ao &acirc;mbito dos ferrovi&aacute;rios e dos trabalhadores industriais, possivelmente se fundamentavam em interesses imediatos de cada setor e nada mais eram do que uma forma de "press&atilde;o" &agrave; pr&oacute;pria Paulista para que se resolvesse o conflito, em nada se ligando aos interesses dos trabalhadores. Basta considerar em primeiro lugar que, com a paralisa&ccedil;&atilde;o dos trens, o jornal <i>O Alpha</i> deixava de enviar suas edi&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias &agrave;s localidades vizinhas que, destaca&#45;se, perfaziam a maior parte da receita em compara&ccedil;&atilde;o com as vendas e assinaturas locais.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em segundo lugar, toda a circula&ccedil;&atilde;o de mercadorias, pagamentos, correspond&ecirc;ncias, etc, se encontrava completamente paralisada, obstando parte da din&acirc;mica econ&ocirc;mica do complexo cafeeiro, ou seja, no tronco f&eacute;rreo da Cia. Paulista. Por a&iacute; se apreende que todo o apoio gerado ligava&#45;se a outros interesses que n&atilde;o imediatamente &agrave; quest&atilde;o oper&aacute;ria, apesar do discurso contr&aacute;rio. Dessa forma, se coloca como questionamento quais foram os reais interesses dos comerciantes e da popula&ccedil;&atilde;o em geral no apoio ao movimento grevista, visto que, com a paralisa&ccedil;&atilde;o, os comerciantes deixavam de vender seus produtos, deixavam de receber pagamentos, etc&eacute;tera.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nesse &iacute;nterim, houve um acirramento de for&ccedil;as por parte da Paulista, trabalhadores eram sumariamente demitidos; os que moravam em casas da vila oper&aacute;ria, em Jundia&iacute;, foram despejados sem direito de retirarem sequer seus pertences pessoais, cujo argumento da Paulista residia na necessidade de acomodar os novos contratados; e, mais, empregou&#45;se cerceamento das liberdades individuais, principalmente aos advogados e trabalhadores, que progressivamente come&ccedil;aram a serem detidos e enviados clandestinamente das cidades do interior para a capital do estado.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pris&otilde;es arbitr&aacute;rias foram recorrentes em todas as cidades que abrigavam algum tipo de servi&ccedil;o da Cia. Paulista. Em Rio Claro, a Liga Oper&aacute;ria nomeou o advogado Joaquim Teixeira das Neves Junior (o Teixeirinha) para representar a categoria. O fato ligava&#45;se diretamente ao acirramento do movimento e, ainda, por causa da chegada &agrave; cidade de Julio Sorelli, delegado da Federa&ccedil;&atilde;o Oper&aacute;ria que para a cidade se dirigiu com o intuito de "declarar que aquella associa&ccedil;&atilde;o, presta todo apoio moral e material &aacute; Liga Oper&aacute;ria de Rio Claro".</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Agrave;s pris&otilde;es realizadas pela policia seguiam&#45;se os in&uacute;meros pedidos de <i>habeas corpus</i> impetrados pelo doutor Teixeira Neves. O primeiro caso ocorreu com os trabalhadores Jo&atilde;o Firmino de Oliveira Doria, Theofilo Isidoro de Almeida e Jo&atilde;o Alves da Silva, que segundo o argumento do <i>habeas corpus</i> foram presos unicamente por serem membros da Liga Oper&aacute;ria e por se encontrarem em greve; al&eacute;m do fato de sofrerem poss&iacute;veis viol&ecirc;ncias, coa&ccedil;&otilde;es ou abusos por parte da pol&iacute;cia, que baseavam as pris&otilde;es em ilegalidades. Em 24 de maio de 1906 o <i>habeas corpus</i> foi concedido pelo juiz Achiles de Oliveira Ribeiro. <i>Habeas corpus</i> preventivos tamb&eacute;m foram recorrentes naqueles dias.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O argumento do delegado de pol&iacute;cia, por sua vez, ao ser notificado do <i>habeas corpus</i> era que nada havia contra o impetrante, da mesma forma como ocorreram com v&aacute;rios outros trabalhadores detidos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os <i>habeas corpus</i> foram in&uacute;meros no decorrer da greve, e entre os trabalhadores presos o maior receio residia na sua ilegal transfer&ecirc;ncia para S&atilde;o Paulo. Na maioria dos inqu&eacute;ritos policiais analisados o argumento essencial dos <i>habeas corpus</i> era a repress&atilde;o policial que poderia ocasionar viol&ecirc;ncia, o cerceamento da liberdade garantida pela Constitui&ccedil;&atilde;o, com pequenas varia&ccedil;&otilde;es, mas, em todos eles, os detidos ou os que seriam detidos, eram membros da Liga Oper&aacute;ria e se encontravam em greve. Um dos casos mais hil&aacute;rios registrados durante o movimento aconteceu no dia 27 de maio, quando at&eacute; o entregador de jornal <i>O Alpha</i> foi preso pela pol&iacute;cia, para averigua&ccedil;&otilde;es, conforme relatou o delegado.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Antag&oacute;nicamente, quando o jornal <i>O Alpha</i> retomou suas atividades normais, em 26 de maio, em nenhum momento, informa o jornal, houve qualquer tipo de manifesta&ccedil;&atilde;o, agita&ccedil;&atilde;o, piquete ou dist&uacute;rbio da "ordem" por parte dos trabalhadores, que continuavam se mantendo pacificamente paralisados. O contr&aacute;rio, no entanto, ocorria com as for&ccedil;as policiais, que cada vez mais chegavam em trens especiais, oriundos da capital do estado. Aumentavam tamb&eacute;m as pris&otilde;es ilegais realizadas pela pol&iacute;cia.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A cidade, portanto, vivenciava conflitos que tomava propor&ccedil;&otilde;es at&eacute; ent&atilde;o desconhecidas pela popula&ccedil;&atilde;o, atingindo a todos de maneira indistinta, quebrando a rotina da cidade: com as tropas da cavalaria invadindo o espa&ccedil;o antes destinado aos transeuntes que n&atilde;o mais podiam conversar em grupos, dos carros e carro&ccedil;as de vendedores e dos cavalos utilizados como meio de transporte, isto &eacute;, todas as formas de reuni&atilde;o ou aglomera&ccedil;&atilde;o de pessoas j&aacute; era motivo para que a pol&iacute;cia interferisse com o intuito de "dispersar". Enfim, o impacto foi grande, mas provocado pela for&ccedil;a policial que interferiu diretamente no cotidiano da popula&ccedil;&atilde;o, com "trens blindados, trazendo soldados encarapitados na carvoeira, no limpa trilhos, a despejar for&ccedil;as e mais for&ccedil;as, a cousa tornou&#45;se furta&#45;c&ocirc;r", cometa um cronista do jornal <i>O Alpha,</i> em 26 de medo de 1906.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A situa&ccedil;&atilde;o parecia cada vez mais assustar a popula&ccedil;&atilde;o. A come&ccedil;ar pela transforma&ccedil;&atilde;o da cidade em uma suposta pra&ccedil;a de guerra, at&eacute; a proibi&ccedil;&atilde;o de reuni&atilde;o no teatro, quando foram presos Julio Sorelli, Francisco de Castro Peres e Fortunato Pizzocaro e remetidos imediatamente para S&atilde;o Paulo em trem especial.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Neste jogo de demonstra&ccedil;&atilde;o de poder por parte da empresa, respaldada pela for&ccedil;a policial e pela indiferen&ccedil;a de Tibiri&ccedil;&aacute;, no governo de estado, not&iacute;cias falsas, panfletos e acusa&ccedil;&otilde;es an&ocirc;nimas come&ccedil;aram a figurar entre os trabalhadores. Em Rio Claro, por exemplo, um panfleto an&ocirc;nimo foi distribu&iacute;do aos grevistas e &agrave; popula&ccedil;&atilde;o em geral com objetivo de desmobilizar o movimento. Em seu conte&uacute;do palavras que atacavam diretamente os membros da Liga Oper&aacute;ria, chamando&#45;os de "EXPLORADORES DA LIGA OPERARIA!", e assinado por "OS OPERARIOS CONSCIENTES".<a name="n28b"></a><sup><a href="#n28a">28</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Provavelmente n&atilde;o passavam de manobras que tentavam desmobilizar os trabalhadores, como atestam os jornais seguintes ao ressaltar em cada uma de suas edi&ccedil;&otilde;es e com grande destaque, que a cidade e os trabalhadores continuavam em paz, tendo sua monotonia apenas quebrada pelo fluxo das for&ccedil;as policias que continuavam a chegar a Rio Claro e a Jundia&iacute;. Por outro lado, cabe ressaltar que em momento algum existe qualquer refer&ecirc;ncia &agrave; greve na ata da C&acirc;mara Municipal do dia 18 de maio, a &uacute;nica ocorrida durante o per&iacute;odo de greve e nem na subseq&uuml;ente, de 16 de junho, mesmo com todas as atividades da cidade sendo atingidas pela greve e pela conseq&uuml;ente repress&atilde;o policial, esvaziando as ruas da cidade. Mesmo com o t&eacute;rmino da greve, a cidade continuou a sofrer seus efeitos: "o mercado continua com pouco movimento, devido talves a gr&eacute;ve e movimento de for&ccedil;as da cidade", relatou o fiscal Francisco Leite de Campos Mendes, em 31 de maio de 1906.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os que tinham oportunidade de deixar a cidade assim o fizeram. Foi o caso do senhor Leopoldo Temperani, que instalou seu circo na cidade pouco antes da deflagra&ccedil;&atilde;o da greve, mas logo ap&oacute;s dois espet&aacute;culos foi obrigado a desmont&aacute;&#45;lo e seguir rumo a outra cidade, j&aacute; que n&atilde;o havia p&uacute;blico.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Com as demiss&otilde;es que passaram a compor o quadro da repress&atilde;o aos trabalhadores e com isso sua substitui&ccedil;&atilde;o muitas vezes por pessoal n&atilde;o&#45;qualificado, a Paulista tentava restabelecer o tr&aacute;fego, inutilmente. Para Rio Claro, a Paulista enviou um maquinista justamente com esse intento. As conseq&uuml;&ecirc;ncias foram desastrosas para a companhia. No dia <i>27</i> de maio, Arthur Francisco de Carvalho, maquinista oriundo da Central do Brasil, ao encontrar&#45;se em estado de embriagues acabou por invadir uma casa localizada na Avenida 8, n&deg; 18A de propriedade do comerciante de Gentil Castro, perseguindo a mulher e a cunhada do comerciante. O fato acabou acirrando os &acirc;nimos da popula&ccedil;&atilde;o frente &agrave;s atitudes da companhia e da pr&oacute;pria pol&iacute;cia, preocupada em reprimir somente os trabalhadores. No dia seguinte o invasor foi remetido a S&atilde;o Paulo e os jornais estamparam o acontecimento cobrando a responsabilidade: da pol&iacute;cia ou dos "potentados da Cia. Paulista".</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Aos poucos a greve ia perdendo vitalidade, mas a for&ccedil;a policial continuava na cidade. Enquanto isso em Jundia&iacute;, uma manifesta&ccedil;&atilde;o ocorrida em 29 de maio acarretou na morte de dois funcion&aacute;rios, Ernesto Gould e Manoel Dias, o que levou a categoria a aceitar as orienta&ccedil;&otilde;es da Federa&ccedil;&atilde;o Oper&aacute;ria de voltar ao trabalho.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mesmo com o fim da greve, no final do m&ecirc;s de maio, toda a for&ccedil;a policial continuou nas oficinas de Rio Cieiro; a sala de espera da esta&ccedil;&atilde;o ferrovi&aacute;ria, ao inv&eacute;s de servir aos passageiros dava lugar a um arsenal de armas e muni&ccedil;&otilde;es. No que se refere &agrave; greve, especificamente, e de maneira geral, o grande ponto positivo, segundo Leme e Garcia, foi o fen&ocirc;meno de solidariedade da popula&ccedil;&atilde;o em geral que o movimento despertou, ao "extrapolar" o contexto dos trabalhadores, como se demonstrou aqui, interferindo diretamente no contexto urbano, mas guardados seus interesses imediatos, ressalta&#45;se.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Como demonstrado, portanto, a popula&ccedil;&atilde;o da cidade de Rio Claro vivenciou de maneira contundente os reflexos da movimenta&ccedil;&atilde;o gerada pela greve de maio de 1906, com interfer&ecirc;ncia direta nos n&iacute;veis econ&ocirc;mico e s&oacute;cio&#45;cultural. Desta forma, num primeiro aspecto, o que se pode apreender em toda a movimenta&ccedil;&atilde;o encontra&#45;se nos meandros das "rela&ccedil;&otilde;es de poder" que se manifestaram nesse processo; onde, de um lado, os fazendeiros&#45;negociantes atrav&eacute;s da Cia. Paulista e do pr&oacute;prio governo do estado esbanjaram for&ccedil;a repressora nas ruas da cidade; e, de outro, uma popula&ccedil;&atilde;o acrescida de novas personagens, com os imigrantes e seus descendentes demonstrando novos h&aacute;bitos, novas perspectivas e novas formas de agir, e de se fazerem representados em seus interesses e objetivos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Num segundo aspecto, basta visualizar a popula&ccedil;&atilde;o em geral e suas atitudes frente &agrave; greve para perceber como as transforma&ccedil;&otilde;es &agrave;s atingiram, transformando&#45;as no motor da cidade moderna e justamente contra a administra&ccedil;&atilde;o do empreendimento s&iacute;mbolo da modernidade e respaldada pela for&ccedil;a do Estado, a ferrovia.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Fontes prim&aacute;rias</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Arquivo Hist&oacute;rico de Rio Claro Oscar de Arruda Penteado, Rio Claro.</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">CCR, 1906, Caixa 02&#45;Auto de Habeas Corpus&#45;24/05/1906.</font></p>  		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">CCR, 1906, Caixa A 02&#45;Habeas Corpus Preventivo&#45;25/05/1906.</font></p>  		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">CCR, 1906, Caixa 03&#45;Habeas Corpus&#45;22/05/1906.</font></p>  		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">CCR, 1906, Caixa 03&#45;Habeas Corpus&#45;26/05/1906.</font></p>  		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">CCR, 1906, Caixa 03&#45;Habeas Corpus&#45;25/05/1906.</font></p>  		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">CCR, 1906, Caixa 03&#45;Habeas Corpus&#45;26/05/1906. Acervo Raro da Biblioteca Central da UNICAMP.</font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Almanach do Rio Claro organizado por Conrado Krettlis para 1906, Rio Claro, Typ. do Conrado, 1906.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Falla dirigida &aacute; Assembl&eacute;a Legislativa Provincial de S. Paulo em 16 de janeiro de 1884 pelo presidente Bar&atilde;o de Guajar&aacute;, S. Paulo, Typ. da Gazeta Liberal, 1884.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Fe de Officio,</i> dos trabalhadores da Cia. Paulista.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Livro de Lan&ccedil;amento de Impostos de Industrias e profiss&otilde;es, 1897.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Museu dos Ferrovi&aacute;rios &#45; Jundia&iacute;.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Museu Hist&oacute;rico e Pedag&oacute;gico "Amador Bueno da Veiga" &#45;Rio Claro, Caixa 21, pasta 3.</font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>O Alpha,</i> Rio Claro, 1906.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672913&pid=S1405-2253200600010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>O Diario do Rio Claro,</i> Rio Claro, 1894 y 1899.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672915&pid=S1405-2253200600010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Panfleto assinado pelos OS OPERARIOS CONSCIENTES, dirigido "&Aacute; CLASSE OPERARIA".</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Registro dos Contribuintes de Impostos de Industrias e profiss&otilde;es, 1904&#45;1905.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Relat&oacute;rio apresentado &aacute; Assembl&eacute;a Legislativa Provincial de S. Paulo pelo presidente da Provincia Laurindo Abelardo de Brito no dia 5 de fevereiro de 1880, Santos, Typ. &aacute; vapor do Diario de Santos, 1880.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Bibliograf&iacute;a</b></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Bilac, Mar&iacute;a Beatriz Bianchini, <i>As elites pol&iacute;ticas de Rio Claro. Recrutamento e trajet&oacute;ria</i> Piracicaba, SP/Campinas, SP, UNIMEP/UNICAMP, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672922&pid=S1405-2253200600010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Bruno, Ern&acirc;ni Silva, <i>Hist&oacute;ria e tradi&ccedil;&otilde;es da cidade de S&atilde;o Paulo,</i> S&atilde;o Paulo, Hucitec, 4a. ed., 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672924&pid=S1405-2253200600010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Camargo, Jos&eacute; Francisco de, <i>Demografia econ&ocirc;mica. Vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas do desenvolvimento econ&ocirc;mico,</i> Salvador, Livraria Progresso/Aguiar &amp; Souza Ltda., 1960.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672926&pid=S1405-2253200600010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Cano, Wilson, <i>Ra&iacute;zes da concentra&ccedil;&atilde;o industrial em S&atilde;o Paulo,</i> Campinas, Instituto de Economia/UNICAMP, 4a. ed., 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672928&pid=S1405-2253200600010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Costa, Wilma Peres, "Ferrovias e trabalho assalariado em S&atilde;o Paulo", disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Campinas, Instituto de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas&#45;UNICAMP, 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672930&pid=S1405-2253200600010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dean, Warren, <i>A industrializa&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo (1880&#45;1945),</i> S&atilde;o Paulo, Difel, 2a. ed., 1971.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672932&pid=S1405-2253200600010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;, Rio Claro: um sistema brasileiro de grande lavoura, 1820&#45;1920,</i> trad. Wald&iacute;via Marchiori Portinho, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1977.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672934&pid=S1405-2253200600010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Debes, Celio, <i>A caminho do oeste: subs&iacute;dios para a hist&oacute;ria da Companhia de Estradas de Ferro e das ferrovias de S&atilde;o Paulo,</i> S&atilde;o Paulo, Bentivegna, 1968.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672936&pid=S1405-2253200600010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Diniz, Diana M. F. L, "Rio Claro e o caf&eacute;: desenvolvimento, apogeu e crise (1850&#45;1900)", tese de doutoramento, Rio Claro, FFLC, Rio Claro, 1973.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672938&pid=S1405-2253200600010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fausto, Boris, <i>Trabalho urbano e conflito social (1890&#45;1920),</i> Rio de Janeiro, DIFEL, 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672940&pid=S1405-2253200600010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Forjaz, Djalma, <i>O senador Vergueiro: sua vida e sua &eacute;poca (1778&#45;1859). O homem social e o colonizador</i> <i>y</i> <i>o homem empreendedor, o homem pol&iacute;tico,</i> S&atilde;o Paulo, Oficinas do Di&aacute;rio Oficial, 1924.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672942&pid=S1405-2253200600010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Garcia, Liliana B. R. "Rio Claro e as Oficinas da Cia. Paulista: trabalho e vida oper&aacute;ria, 1930&#45;1940", tese de doutoramento, Campinas, Instituto de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas&#45;UNICAMP, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672944&pid=S1405-2253200600010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Gitahy, Maria Lucia C., <i>Ventos do mar: trabalhadores do porto, movimento oper&aacute;rio e</i> <i>cultura urbana em Santos, 1889&#45;1914,</i> S&atilde;o Paulo, UNESP, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672946&pid=S1405-2253200600010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Hobsbawm, Eric, "A grande transforma&ccedil;&atilde;o" en Eric Hobsbawm, <i>A era do capital, 1848&#45;1875,</i> trad. Luciano Costa Neto, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672948&pid=S1405-2253200600010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;, Da revolu&ccedil;&atilde;o industrial inglesa ao imperialismo,</i> trad. Donaldson Magalh&atilde;es Garschagen, Rio de Janeiro, Forense&#45;Universit&aacute;ria, 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672950&pid=S1405-2253200600010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Holanda, S&eacute;rgio Buarque de, <i>Ra&iacute;zes do Brasil</i> S&atilde;o Paulo, Cia. das Letras, 26a. ed., 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672952&pid=S1405-2253200600010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lamounier, Maria L&uacute;cia, <i>Da escravid&atilde;o ao trabalho livre. A lei de loca&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de</i> <i>1879,</i> Campinas, Papirus, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672954&pid=S1405-2253200600010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lanna, Ana L&uacute;cia Duarte, "Santos. Ferrovias, cidades e trabalhadores, 1870&#45;1920", tese de livre&#45;doc&ecirc;ncia, S&atilde;o Paulo, FAU&#45;USP, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672956&pid=S1405-2253200600010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;, Santos. Uma cidade na transi&ccedil;&atilde;o, 1870&#45;1913,</i> S&atilde;o Paulo/Santos, Hucitec/ Pref. Mun. de Santos, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672958&pid=S1405-2253200600010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lapa, Jos&eacute; Roberto do Amaral, <i>A cidade: os cantos e os antros: Campinas: 1850&#45;1900,</i> S&atilde;o Paulo, EDUSP, 1996.</font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Leme, Dulce M. P. de Camargo, <i>Trabalhadores e ferrovi&aacute;rios em greve,</i> Campinas, UNICAMP, 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672961&pid=S1405-2253200600010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lenharo, Alcir, <i>As tropas da modera&ccedil;&atilde;o (o abastecimento da Corte na forma&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do Brasil, 1808&#45;1842),</i> Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esporte, Depto. Geral de Documenta&ccedil;&atilde;o e Informa&ccedil;&atilde;o Cultural, Div. de Editora&ccedil;&atilde;o, 2a. ed., 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672963&pid=S1405-2253200600010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Levi, Darrel, <i>A fam&iacute;lia Prado,</i> trad., S&atilde;o Paulo, Cultura 70, 1977.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672965&pid=S1405-2253200600010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mattoon, Robert H., "The Companhia Paulista de Estradas de Ferro, 1868&#45;1900 a Local Railway Enterprise in S&atilde;o Paulo", tese de doutoramento, Yale University, 1971.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672967&pid=S1405-2253200600010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Monbeig, Pierre, <i>Pioneiros e fazendeiros de S&atilde;o Paulo,</i> trad. Ary Fran&ccedil;a e Raul de Andrade e Silva, S&atilde;o Paulo, Hucitec/Polis, 2a. ed., 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672969&pid=S1405-2253200600010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Morse, Richard, <i>Forma&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica de S&atilde;o Paulo,</i> S&atilde;o Paulo, Difel, 1970.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672971&pid=S1405-2253200600010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pinheiro, Paulo S&eacute;rgio de M. S., <i>Pol&iacute;tica e trabalho no Brasil (dos anos vinte a 1930),</i> Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1975.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672973&pid=S1405-2253200600010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Saes, Fl&aacute;vio Azevedo M., <i>As ferrovias de S&atilde;o Paulo 1870&#45;1940,</i> S&atilde;o Paulo/Bras&iacute;lia, Hucitec, 1981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672975&pid=S1405-2253200600010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;, A grande empresa de servi&ccedil;os p&uacute;blicos na economia cafeeira, 1850&#45;1930,</i> S&atilde;o Paulo, Hucitec, 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672977&pid=S1405-2253200600010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Santos, F&aacute;bio Alexandre dos, <i>Rio Claro: uma cidade em transforma&ccedil;&atilde;o, 1850&#45;1906,</i> S&atilde;o Paulo, Annablume/FAPESP, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672979&pid=S1405-2253200600010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;, "Saneando a cidade, fomentando disparidades. Trabalhadores, interven&ccedil;&otilde;es urbanas e salubridade em S&atilde;o Paulo, 1911&#45;1930" en <i>XIX Jornadas de historia econ&oacute;mica,</i> San Martin de los Andes, Asociaci&oacute;n Argentina de Historia Econ&oacute;mica/Universidad Nacional de Comahue, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672981&pid=S1405-2253200600010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Segnini, Liliana R. Petrilli, <i>Ferrovia e ferrovi&aacute;rios: uma contribui&ccedil;&atilde;o para an&aacute;lise do poder disciplinar na empresa,</i> S&atilde;o Paulo, Autores Associados/Cortez, 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672983&pid=S1405-2253200600010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Sevcenko, Nicolau, "O prel&uacute;dio republicano, ast&uacute;cias da ordem e ilus&otilde;es do progresso" en Nicolau Sevcenko (coord.), <i>Hist&oacute;ria da vida privada no Brasil,</i> S&atilde;o Paulo, Cia. das Letras, 1998, vol. 3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672985&pid=S1405-2253200600010000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;, Literatura como miss&atilde;o: tens&otilde;es sociais e cria&ccedil;&atilde;o cultural na Primeira Rep&uacute;blica,</i> S&atilde;o Paulo, Brasiliense, 3a. ed., 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672987&pid=S1405-2253200600010000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Silva, Sergio, <i>Expans&atilde;o cafeeira e origens da ind&uacute;stria no Brasil</i>, S&atilde;o Paulo, Alfa&#45;Omega, 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672989&pid=S1405-2253200600010000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Singer, Paul, <i>Desenvolvimento econ&ocirc;mico e evolu&ccedil;&atilde;o urbana: an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de S&atilde;o Paulo, Blumenau, Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife,</i> S&atilde;o Paulo, Editora Nacional, 1974.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672991&pid=S1405-2253200600010000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Stein, Stanley, <i>Vassouras: um munic&iacute;pio brasileiro do caf&eacute;, 1850&#45;1900,</i> Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672993&pid=S1405-2253200600010000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tessari, Cl&aacute;udia Alessandra, Tudinhas, Rosinhas e Chiquinhos. O processo de emancipa&ccedil;&atilde;o dos escravos e os libertos no mercado de trabalho. Piracicaba: 1870&#45;1920", disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Campinas, I. E., UNICAMP, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672995&pid=S1405-2253200600010000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="n0a"></a><a href="#n0b">*</a> Este artigo retoma algumas considera&ccedil;&otilde;es apresentadas na disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado defendida no Programa de P&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o em Hist&oacute;ria Econ&ocirc;mica, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, S&atilde;o Paulo, Brasil. A pesquisa contou com o financiamento da Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo (FAPESP). O trabalho foi publicado sob o t&iacute;tulo de <i>Rio Claro: uma cidade em transforma&ccedil;&atilde;o, 1850&#45;1906,</i> S&atilde;o Paulo, Annablume/FAPESP, 2002.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico para contato: &lt;<a href="mailto:falesan@uol.com.br">falesan@uol.com.br</a>&gt;.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n1a"></a><a href="#n1b">1</a></sup> Cano, <i>Ra&iacute;zes,</i> 1998, cap. I, e Silva, <i>Expans&atilde;o,</i> 1976, p. 82.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n2a"></a><a href="#n2b">2</a></sup> Saes, <i>Ferrovias,</i> 1981, p. 63.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n3a"></a><a href="#n3b">3</a></sup> Holanda, <i>Ra&iacute;zes,</i> 1995, p. 175.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n4a"></a><a href="#n4b">4</a></sup> Mattoon, <i>Companhia,</i> 1971, p. 165.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n5a"></a><a href="#n5b">5</a></sup> Morse, <i>Forma&ccedil;&atilde;o,</i> 1970, pp. 205 e ss., e Bruno, <i>Hist&oacute;ria,</i> 1991, pp. 899 e ss.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n6a"></a><a href="#n6b">6</a></sup> Santos, "Saneando", 2004, p. 5.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n7a"></a><a href="#n7b">7</a></sup> Singer, <i>Desenvolvimento,</i> 1974, p. 363.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n8a"></a><a href="#n8b">8</a></sup> Lapa, <i>Cidade,</i> 1996, pp. 24 e ss.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n9a"></a><a href="#n9b">9</a></sup> Gitahy, <i>Ventos,</i> 1994, p. 24, e Lanna, <i>Santos,</i> 1996, pp. 54 e ss.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n10a"></a><a href="#n10b">10</a></sup> Camargo, <i>Demografia,</i> 1960, pp. 26&#45;27.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n11a"></a><a href="#n11b">11</a></sup> Dean, <i>Rio,</i> 1977, p. 155.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n12a"></a><a href="#n12b">12</a></sup> Monbeig, <i>Pioneiros,</i> 1998, p. 25.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n13a"></a><a href="#n13b">13</a></sup> <i>Fazendeiros&#45;negociantes</i> no sentido de explicitar que estes homens j&aacute; no decorrer do s&eacute;culo XIX n&atilde;o eram unicamente fazendeiros, pois tamb&eacute;m estavam ligados a outros neg&oacute;cios, como cobran&ccedil;a de taxa sobre uso de estradas, com&eacute;rcio de mulas, tr&aacute;fico negreiro, com&eacute;rcio transatl&acirc;ntico, al&eacute;m dos la&ccedil;os com a Corte e a pol&iacute;tica. Sobre S&atilde;o Paulo ver Monbeig, <i>Pioneiros,</i> 1998; para o caso do Rio de Janeiro consultar Lenharo, <i>Tropas,</i> 1993, e Stein, <i>Vassouras,</i> 1990.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n14a"></a><a href="#n14b">14</a></sup> Santos, <i>Rio,</i> 2002, pp. 94&#45;95.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n15a"></a><a href="#n15b">15</a></sup> <i>Ibid.</i> p. 165.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n16a"></a><a href="#n16b">16</a></sup> Garcia, "Rio", 1992, pp. 29&#45;30.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n17a"></a><a href="#n17b">17</a></sup> Bilac, <i>Elites,</i> 2001, pp. 34 e ss.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n18a"></a><a href="#n18b">18</a></sup> Fausto, <i>Trabalho,</i> 1976, p. 21.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n19a"></a><a href="#n19b">19</a></sup> <i>Ibid.,</i> p. 133.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n20a"></a><a href="#n20b">20</a></sup> Leme, <i>Trabalhadores,</i> 1986, p. 64.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n21a"></a><a href="#n21b">21</a></sup> Fausto, <i>Trabalho,</i> 1976, pp. 122&#45;123.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n22a"></a><a href="#n22b">22</a></sup> Segnini, <i>Ferrovia,</i> 1986, p. 40.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n23a"></a><a href="#n23b">23</a></sup> Leme, <i>Trabalhadores, 1986,</i> p. 65, e Mattoon, <i>Companhia,</i> 1971, p. 203.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n24a"></a><a href="#n24b">24</a></sup> Pinheiro, <i>Pol&iacute;tica,</i> 1975, pp. 96&#45;97.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n25a"></a><a href="#n25b">25</a></sup> Fausto, <i>Trabalho,</i> 1976, p. 123.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n26a"></a><a href="#n26b">26</a></sup> Levi, <i>Fam&iacute;lia,</i> 1977, p. 299.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n27a"></a><a href="#n27b">27</a></sup> Leme, <i>Trabalhadores,</i> 1986.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><a name="n28a"></a><a href="#n28b">28</a></sup> Santos, <i>Rio,</i> 2002, pp. 184&#45;185.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p> 	  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Sobre el autor</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>F&aacute;bio Alexandre dos Santos</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">F&aacute;bio Alexandre dos Santos &eacute; graduado em Ci&ecirc;ncias Sociais pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), c&acirc;mpus de Araraquara; mestre em Hist&oacute;ria Econ&ocirc;mica pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), onde tamb&eacute;m finaliza o doutoramento em Desenvolvimento Econ&ocirc;mico &#45;&Aacute;rea de Concentra&ccedil;&atilde;o em Hist&oacute;ria Econ&ocirc;mica&#45;, pesquisando a urbaniza&ccedil;&atilde;o da cidade de S&atilde;o Paulo. Sua &aacute;rea de pesquisa engloba a hist&oacute;ria urbana com especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave; instaura&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de infra&#45;estrutura&ccedil;&atilde;o urbana em meio ao adensamento populacional e aos conflitos urbanos gerados no interior do processo de "moderniza&ccedil;&atilde;o" das cidades, t&iacute;picos do final do s&eacute;culo XIX. Dentre as publica&ccedil;&otilde;es do autor est&atilde;o: <i>Rio Claro: uma cidade em transforma&ccedil;&atilde;o, 1850&#45;1906,</i> S&atilde;o Paulo, Annablume/FEPESP, 2002; al&eacute;m de artigos direcionados &agrave; problem&aacute;tica urbana.</font></p>      ]]></body><back>
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