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<publisher-name><![CDATA[Universidad Nacional Autónoma de México, Instituto de Geografía]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Geografias Pátrias: Brasil e Portugal - 1875-1889]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo  ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Rese&ntilde;as</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>Mary, C. P. (2010),   <i>Geografias P&aacute;trias: Brasil e Portugal &#150; 1875&#150;1889</i></b></font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Paulo Roberto de Albuquerque Bomfim</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="3"><b>Editora da Universidade Federal Fluminense, Niter&oacute;i, 192 p., ISBN 978&#150;85&#150;228&#150;0533&#150;4</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Instituto Federal de Educa&ccedil;&atilde;o, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia de S&atilde;o Paulo</i></i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Originalmente uma tese de doutorado<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="1a"></a> e inserido em uma recente empreitada te&oacute;rica na historiografia   da geografia brasileira, de investiga&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o do saber geogr&aacute;fico durante o Imp&eacute;rio (1822&#150;1889), o livro de Cristina Pessanha Mary<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="2a"></a> tem como escopo geral a compreens&atilde;o das concep&ccedil;&otilde;es   de geografia vigentes em tal per&iacute;odo, analisando, particularmente, a chamada Se&ccedil;&atilde;o Brasileira da Sociedade de Geografia de Lisboa (SGL). Nesse sentido, uma das preocupa&ccedil;&otilde;es centrais   da obra reside em responder a determinadas quest&otilde;es referentes ao papel das sociedades geogr&aacute;ficas na Am&eacute;rica Latina, marcadas pelo sentido colonialista das cong&ecirc;neres europeias, mas muito imbricadas &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o das identidades nacionais das ex&#150;col&ocirc;nias.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">H&aacute; em <i>Geografias P&aacute;trias</i> tr&ecirc;s perspectivas de investiga&ccedil;&atilde;o. Uma primeira, europeia, destacando a funda&ccedil;&atilde;o da SGL (em 1875) numa conjuntura diretamente ligada ao colonialismo, sem esquecer, por outro lado, de como tal sociedade geogr&aacute;fica respondia tamb&eacute;m a anseios de reafirma&ccedil;&atilde;o da quest&atilde;o nacional lusitana, cujo projeto compreendeu a abertura de se&ccedil;&otilde;es "al&eacute;m&#150;mar", bem demostrando a articula&ccedil;&atilde;o e o intercambio que havia entre o mundo letrado portugu&ecirc;s e o brasileiro &#150;fato normalmente pouco destacado pela historiografia do/no Brasil; da&iacute; uma segunda perspectiva, de cunho mais regional. Por fim, nota&#150;se uma terceira vertente anal&iacute;tica &#150;nacional&#150;, pois em 1881 a matriz lisboeta da SGL vetara uma proposta brasileira de transforma&ccedil;&atilde;o da se&ccedil;&atilde;o do Rio de Janeiro em um gr&ecirc;mio independente, estando a&iacute; um dos germes para a cria&ccedil;&atilde;o, dois anos depois, em 1883, da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro (SGRJ), cujos nomes principais eram praticamente os mesmos da Se&ccedil;&atilde;o Brasileira, mas com ambi&ccedil;&otilde;es evidentemente relacionadas a um projeto nacional brasileiro, assinalando, pois, uma ruptura com o modelo anterior, no qual o Brasil era percebido pelas lentes da elite colonialista lusitana (e da elite local tamb&eacute;m) como uma continuidade de Portugal.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na breve "Introdu&ccedil;&atilde;o", abordam&#150;se algumas discuss&otilde;es sobre a linha de investiga&ccedil;&atilde;o tra&ccedil;ada pela autora. <i>Grosso modo</i>, dividiu&#150;se tradicionalmente   no Brasil a historiografia da geografia entre uma percep&ccedil;&atilde;o voltada para o s&eacute;culo XIX, entendo como sin&ocirc;nimo deste campo de saber os relatos de viagens e de "descri&ccedil;&atilde;o da Terra" (p.18), (cita&#150;se a obra seminal a esse respeito, a <i>Corografia Bras&iacute;lica</i>, do padre Manoel Aires de Casal, (1817 &#91;1976&#93;), e outra, focada no s&eacute;culo passado, a partir da qual se construiu uma perspectiva muito forte de centralizar os estudos sobre geografia ao per&iacute;odo considerado como <i>institucional</i>, ou seja, aquele posterior ao surgimento de uma "geografia universit&aacute;ria", na d&eacute;cada de 1930, cujos exemplos repetidos exaustivamente repetidos na historiografia s&atilde;o os da Universidade de S&atilde;o Paulo, Universidade do Distrito Federal e tamb&eacute;m o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="3a"></a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mais recentemente, tem&#150;se pensando a investiga&ccedil;&atilde;o   acerca da geografia brasileira no s&eacute;culo XIX consideram&#150;se dois caminhos: <i>a)</i> a partir da no&ccedil;&atilde;o de "pensamento geogr&aacute;fico" (Moraes, 1991), na acep&ccedil;&atilde;o de discursos sobre o territ&oacute;rio; <i>b)</i> a partir da busca do entendimento dos significados da geo&#150;   grafia "no processo maior de constru&ccedil;&atilde;o da nacionalidade   durante o Imp&eacute;rio" (p. 19); num procedimento   &#150;predominantemente adotado pela autora&#150; em que se valorizam, justamente, as sociedades geogr&aacute;ficas e agremia&ccedil;&otilde;es afins como produtoras de um conhecimento (materializado em boletins, documentos, mapas ou mesmo expedi&ccedil;&otilde;es) o qual n&atilde;o deve ser negligenciado na compara&ccedil;&atilde;o com o suposto saber "universit&aacute;rio".</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Exatamente sobre o car&aacute;ter das sociedades geogr&aacute;ficas &eacute; que tratam os dois primeiros cap&iacute;tulos do livro: o primeiro ("Cr&ocirc;nica do movimento geogr&aacute;fico"), focado na atua&ccedil;&atilde;o das sociedades geogr&aacute;ficas europeias no s&eacute;culo XIX, e o segundo ("A Sociedade de Geografia de Lisboa: refazendo a 'na&ccedil;&atilde;o abatida'<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="4a"></a>"), atento &agrave; cria&ccedil;&atilde;o da SGL, em 1875, "em meio a uma Europa convulsionada pela sanha imperialista" (p. 26), num momento tamb&eacute;m de profunda crise em Portugal, tendo a Sociedade, afinal, uma clara inten&ccedil;&atilde;o em reatar e dinamizar a "quest&atilde;o nacional" portuguesa.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Um problema central de Portugal era sua fragilidade   frente a pot&ecirc;ncias coloniais como Inglaterra, Fran&ccedil;a e mesmo B&eacute;lgica ou Alemanha: a na&ccedil;&atilde;o abatida   reclamava sua aus&ecirc;ncia de confer&ecirc;ncias (como a de Bruxelas, em 1876) nas quais se selou a sorte da &aacute;frica. De modo geral, a presen&ccedil;a lusitana na &aacute;frica, embora remontando ao s&eacute;culo XV, nunca ultrapassara uma faixa litor&acirc;nea, sendo uma "imensa carteira de fundos territoriais" (p. 39). N&atilde;o &agrave; toa, uma das bandeiras da SGL, exatamente em uma d&eacute;cada (a de 1870) na qual ganha corpo em Portugal o debate sobre sua pr&oacute;pria decad&ecirc;ncia e convulsiona&#150;se o quadro pol&iacute;tico,<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="5a"></a> ser&aacute; a reivindica&ccedil;&atilde;o dos direitos hist&oacute;ricos lusitanos sobre esses territ&oacute;rios em &aacute;frica.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Assim como a maioria de suas coirm&atilde;s, mas tardia se a elas comparadas,<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="6a"></a> a SGL (composta por s&oacute;cios ordin&aacute;rios e correspondentes<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="7a"></a>) possu&iacute;a um perfil<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="8a"></a> bastante de acordo com a participa&ccedil;&atilde;o de membros da nobreza, funcion&aacute;rios p&uacute;blicos (civis e militares) e da elite intelectual e comercial<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="9a"></a> lusitana; traduzido isso na figura de seu primeiro presidente, o Visconde de S&atilde;o Janu&aacute;rio, ele pr&oacute;prio, solicitante junto ao governo brasileiro da cria&ccedil;&atilde;o de uma "se&ccedil;&atilde;o" da SGL no Brasil, justificada, de in&iacute;cio, pelo fato de existir no Rio de Janeiro uma grande comunidade lusa. A partir de 1880, a Comiss&atilde;o Central de Geografia do Minist&eacute;rio da Marinha e Ultramar liga&#150;se &agrave; SGL, bem exemplificando a rela&ccedil;&atilde;o amb&iacute;gua e complexa entre as sociedades geogr&aacute;ficas e o Estado; negando&#150;se a vis&atilde;o, segundo Pessanha Mary, bastante generalizada em atribuir a cria&ccedil;&atilde;o das sociedades de geografia como um mero reflexo do colonialismo.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Cumprir&aacute;, pois, toda essa intelligentsia um papel divulgador da "miss&atilde;o colonizadora lusitana", fundamentalmente,   atrav&eacute;s do "Boletim" da Sociedade e da influ&ecirc;ncia de seu segundo presidente (em termos cronol&oacute;gicos): Luciano Cordeiro, um ardoroso defensor do colonialismo portugu&ecirc;s na &aacute;frica.<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="10a"></a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Urgia, assim, como uma "quest&atilde;o nacional" em fins do s&eacute;culo XIX, fazer das possess&otilde;es portuguesas no continente africano um "novo Brasil". Tal intento compreendia efetivamente ocupar e povoar os territ&oacute;rios, sobretudo, de Angola e Mo&ccedil;ambique, ambicionando&#150;se uma antiga e imaginada interliga&ccedil;&atilde;o entre os oceanos Atl&acirc;ntico e o &iacute;ndico. Por&eacute;m, esse projeto ser&aacute; bloqueado pela Inglaterra, atrav&eacute;s do que ficou conhecido como um "Ultimato" diplom&aacute;tico (1890): os brit&acirc;nicos n&atilde;o se furtariam a uma guerra com o combalido reino de Portugal se este pusesse entraves &agrave; expans&atilde;o inglesa, vinda desde a &aacute;frica do Sul, a qual, ent&atilde;o, j&aacute; penetrava por territ&oacute;rios interiorizados, concreta e literalmente, no "meio do caminho" das pretens&otilde;es lusas. Portanto:</font></p>     <blockquote><font face="verdana" size="2">Naquela conjuntura de afli&ccedil;&atilde;o, em que, cada vez mais, o 'pensar Portugal' se confundiu com o 'pensar o imp&eacute;rio', a necessidade de conjugar esfor&ccedil;os para enfrentar as investidas concorrentes nos territ&oacute;rios africanos ensejou a pol&iacute;tica (...) de autorizar se&ccedil;&otilde;es externas. Essas filiais deveriam ser criadas nas diversas localidades onde fosse poss&iacute;vel reunir s&oacute;cios correspondentes em n&uacute;mero suficiente, e dispostos a aderir ao movimento geogr&aacute;fico,<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="11a"></a> defendendo, propagando e representando os interesses portugueses e da sociedade matriz em Lisboa (pp. 63&#150;64).</font></blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Esses interesses ser&atilde;o expressos atrav&eacute;s da se&ccedil;&atilde;o brasileira, objeto do 3Âº Cap&iacute;tulo do livro &#150;"Se&ccedil;&atilde;o e Secess&atilde;o"&#150;, versando sobre a "reconstru&ccedil;&atilde;o e din&acirc;mica" desta filial da SGL no Rio de Janeiro, buscando, igualmente, tra&ccedil;ar um panorama do perfil dos associados, (suas respectivas posturas ideol&oacute;gicas, atividades profissionais predominantes etc.). Ao final, destaca&#150;se o <i>imbr&oacute;glio separatista</i>.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A cria&ccedil;&atilde;o da Se&ccedil;&atilde;o acontece a partir de reuni&atilde;o, em Lisboa, de alguns dos s&oacute;cios&#150;correspondentes da SGL ligados &agrave; elite brasileira. Se havia no discurso da SGL o ideal de uma suposta cren&ccedil;a na ci&ecirc;ncia enquanto deposit&aacute;ria do apagamento das diferentes   entre Portugal e Brasil (p. 74), fundamental &eacute; observar que a matriz lisboeta condicionava todas as delibera&ccedil;&otilde;es das "se&ccedil;&otilde;es" &agrave; sua aprova&ccedil;&atilde;o da matriz, numa estrat&eacute;gia evidentemente direcionada   a inibir a&ccedil;&otilde;es separatistas e/ou contr&aacute;rias aos interesses do projeto colonizador encabe&ccedil;ada pela sociedade geogr&aacute;fica portuguesa. Assim, a estrat&eacute;gia SGL em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; se&ccedil;&atilde;o brasileira constituiu em reunir membros da elite de "al&eacute;m&#150;mar" e emigrados portugueses. Nesse tom, o senador C&acirc;ndido Mendes de Almeida foi eleito presidente da Se&ccedil;&atilde;o, cuja presid&ecirc;ncia seria ainda completada, como vice&#150;presidentes e secret&aacute;rios&#150;gerais, Henrique de Beaurepaire Rohan, Visconde de Borges Castro, Bar&atilde;o de Teff&eacute; e Francisco Maria Cordeiro; al&eacute;m do imperador e Dom Pedro II como presidente&#150;honor&aacute;rio (pp. 73&#150;74). Na s&iacute;ntese da autora:</font></p>     <blockquote><font face="verdana" size="2">A Se&ccedil;&atilde;o era (...) uma associa&ccedil;&atilde;o da elite imperial: no topo, havia o imperador, s&oacute;cio&#150;honor&aacute;rio (...) e, &agrave; sua volta, advogados, almirantes, m&eacute;dicos, entre eles, nomes da ci&ecirc;ncia e da cultura (...), bem como influentes editores da &eacute;poca (pp. 82&#150;83).</font></blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No entanto, os membros da SGL n&atilde;o contavam com o esp&iacute;rito separatista que tomaria conta de alguns dos integrantes da Se&ccedil;&atilde;o: no bi&ecirc;nio 1881&#150;1882 ocorreu a secess&atilde;o, da qual resultaram novas elei&ccedil;&otilde;es, na verdade, apenas rearranjando a antiga diretoria, a qual havia renunciado quando do veto para a cria&ccedil;&atilde;o de uma sociedade geogr&aacute;fica aut&ocirc;noma no Brasil. Somente o Bar&atilde;o de Teff&eacute; se desligaria definitivamente da Se&ccedil;&atilde;o Brasileira da SGL. A iniciativa brasileira recebeu inicialmente uma acolhida simp&aacute;tica por parte do Visconde de S&atilde;o Janu&aacute;rio, acabando por ser vetada, por&eacute;m, por press&atilde;o e influ&ecirc;ncia de Luciano Cordeiro. Esse desejo de autonomia n&atilde;o fazia parte, definitivamente,  do repert&oacute;rio do grupo hegem&ocirc;nico da SGL. A negativa levou &agrave; cria&ccedil;&atilde;o, como dito, da SGRJ. </font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mas, afinal, quais foram as "geografias" elaboradas na Se&ccedil;&atilde;o?</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pessanha Mary chama aten&ccedil;&atilde;o para a heterogeneidade do tem&aacute;rio da "Revista Mensal da Se&ccedil;&atilde;o da Sociedade de Geografia de Lisboa no Brasil", da qual teriam circulado apenas algo em torno de dez n&uacute;meros, entre 1881 e 1886. Prop&otilde;e a autora uma classifica&ccedil;&atilde;o em tr&ecirc;s fases na linha editorial do peri&oacute;dico: uma voltada predominantemente para artigos sobre o Brasil (quest&otilde;es de limites, sobretudo), uma segunda, na qual a geografia se aproximara bastante da antropologia, numa predomin&acirc;ncia de artigos sobre grupos ind&iacute;genas do territ&oacute;rio brasileiro, e uma terceira fase, em que se intentou dar um &uacute;ltimo f&ocirc;lego ao escopo maior da SGL; ou seja, as abordagens sobre a &aacute;frica.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nessa fase final (tamb&eacute;m como mencionado) j&aacute; n&atilde;o pertenceria mais &agrave; Se&ccedil;&atilde;o o personagem focado no 4Âº Cap&iacute;tulo &#150;"O Bar&atilde;o de Teff&eacute; e uma outra geografia"&#150;, o qual destaca a trajet&oacute;ria de Ant&ocirc;nio Luiz Von Hoonholtz (o Bar&atilde;o de Teff&eacute;, militar da Marinha e alto funcion&aacute;rio do Imp&eacute;rio), &uacute;nico membro da Se&ccedil;&atilde;o da SGL a abandonar a dire&ccedil;&atilde;o e a pr&oacute;pria Sociedade em si, justamente por ser um reivindicador em prol de uma <i>geografia brasileira</i>, traduzida fundamentalmente no debate sobre a identidade nacional (recusando&#150;se os regionalismos ent&atilde;o predominantes) como liga&ccedil;&atilde;o cultural do "povo" com seu territ&oacute;rio, bem como na necessidade imperativa de melhor conhecer e cartografar o pa&iacute;s &#150;da&iacute; a defesa, por parte de Teff&eacute;&#150; de expedi&ccedil;&otilde;es e iniciativas pr&aacute;ticas, em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; atua&ccedil;&atilde;o da SGL, restrita a discuss&otilde;es de sal&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">"A quest&atilde;o nacional como um divisor de &aacute;guas das geografias do Imp&eacute;rio" constitui a conclus&atilde;o do livro de Pessanha Mary, analisando a ruptura ideol&oacute;gica (sobretudo, ap&oacute;s a proclama&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica)   da intelectualidade brasileira em rela&ccedil;&atilde;o a Portugal. De fato, os anos finais do <i>otocento</i> e as primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX foram assinalados por um sentimento <i>antilusitano</i>, no Brasil. Contribu&iacute;ram   para isso (mais que a simples passagem de um regime a outro &#150;da Monarquia para Rep&uacute;blica), elementos relacionados a um processo&#150; lento, e que percorre todo o per&iacute;odo p&oacute;s&#150;1822 (posterior &agrave; independ&ecirc;ncia) &#150;de tomada de consci&ecirc;ncia, por parte das elites "provinciais" (regionais) a respeito das quest&otilde;es mais atinentes ao "todo nacional" (caminho motivado por acontecimentos como a Guerra do Paraguai &#150; 1864&#150;1870); bem como o debate, da&iacute; oriundo, entre centralismo e federalismo no Brasil. Estava posta agora uma compara&ccedil;&atilde;o dia a dia maior entre o Brasil e o modelo norte&#150;americano: uma pol&ecirc;mica entre iberistas &#150;defensores da continuidade com Portugal&#150; e americanistas. Antes visto pela pr&oacute;pria elite local como um transplante de Portugal, o Brasil come&ccedil;ava a ser pensado como um territ&oacute;rio cujo conhecimento, ocupa&ccedil;&atilde;o e devido povoamento tornavam&#150;se projetos centrais para um almejado "desenvolvimento" (vide a geografia de Teff&eacute;), estando a&iacute; o embri&atilde;o de um discurso (e de uma pr&aacute;tica) predominante e central na geografia material brasileira no s&eacute;culo XX: a apropria&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica dos fundos territoriais por parte do Estado nacional.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Apesar de as conclus&otilde;es do livro de Pessanha Mary n&atilde;o serem exatamente imprevis&iacute;veis &#91;pois apontam para a &#150;inevit&aacute;vel&#150; ruptura pol&iacute;tica e cultural da elite brasileira com a velha metr&oacute;pole; ensejando um projeto de uma geografia voltada para o pr&oacute;prio territ&oacute;rio nacional&#93;, um dos grandes m&eacute;ritos   da obra, al&eacute;m do objeto em si, um caso muito exemplar de tentativa de continuidade cultural da antiga metr&oacute;pole sobre a ex&#150;col&ocirc;nia, refere&#150;se &agrave; ampla   pesquisa de fontes prim&aacute;rias (Boletins e Revistas das Sociedades Geogr&aacute;ficas). N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel avaliar, considerando somente o livro resenhado, at&eacute; que ponto a SGL e sua Se&ccedil;&atilde;o Brasileira estiveram direta ou indiretamente envolvidas com a elabora&ccedil;&atilde;o de mapas, procedimento de realiza&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica um tanto complexa no Brasil imperial. No entanto, a cartografia no livro &eacute; bastante acanhada: s&atilde;o precisamente seis pequenas adapta&ccedil;&otilde;es gr&aacute;ficas,<a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="12a"></a> simplificadas (em preto e branco), de mapas n&atilde;o originais. Ao fim, nos "Ap&ecirc;ndices", apresentam&#150;se diversos quadros elaborados pela autora: Diretorias da Sociedade de Geografia de Lisboa; Perfil social dos diretores da SGL; Diretorias da Se&ccedil;&atilde;o; Equipes de reda&ccedil;&atilde;o e chefia de reda&ccedil;&atilde;o; S&oacute;cios da Se&ccedil;&atilde;o da SGL no Brasil &#150; 1881; Subse&ccedil;&otilde;es da Se&ccedil;&atilde;o ("Comiss&otilde;es   de Contas" e "Comiss&otilde;es Geogr&aacute;ficas"); Autores e artigos da Revista da Se&ccedil;&atilde;o da SGL no Brasil.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Aires de Casal, M. (1817 &#91;1976&#93;), <i>Corografia Bras&iacute;lica</i>, Edusp/Itatiaia, S&atilde;o Paulo/Belo Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4736376&pid=S0188-4611201200010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Capel, H. (1988), <i>Filosof&iacute;a y ciencia en la geograf&iacute;a contempor&aacute;nea</i>, 3<sup>a</sup> ed., Barcanova, Barcelona.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4736378&pid=S0188-4611201200010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">McEvedy, C. (1996), <i>The Penguin Atlas of African History</i>, Penguin Books Ltd, London.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4736380&pid=S0188-4611201200010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Moraes, A. C. R. (1991), <i>Ideologias geogr&aacute;ficas</i>, 2<sup>a</sup> ed., Hucitec, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4736382&pid=S0188-4611201200010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Queiroz, E. de (1900 &#91;1999&#93;), <i>A ilustre Casa de Ramires</i>, Martin Claret, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4736384&pid=S0188-4611201200010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Santos, M. E. M. (1988), <i>Viagens de explora&ccedil;&atilde;o terrestre dos portugueses em &Aacute;frica</i>, Centro de Estudos de Hist&oacute;ria e Cartografia Antiga, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4736386&pid=S0188-4611201200010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Serpa Pinto, A. (1881 &#91;1979&#93;), <i>Como eu atravessei a &Aacute;frica</i> (02 vol.), Publica&ccedil;&otilde;es Europa&#150;Am&eacute;rica, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4736388&pid=S0188-4611201200010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#1a"><sup>1</sup></a><a name="1"></a> Tese defendida em 2006 no Programa de Hist&oacute;ria Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro com o t&iacute;tulo de<i> A Se&ccedil;&atilde;o da Sociedade de Geografia de Lisboa no Brasil e o Sonho de um Novo Imp&eacute;rio Africano</i>; orientada por Manoel Luiz Lima Salgado Guimaraes. Devido muito provavelmente a um erro tipogr&aacute;fico, o t&iacute;tulo do livro aparece na capa da edi&ccedil;&atilde;o resenhada como "Geografias P&aacute;trias: Portugal e Brasil &#150; 1875&#150;1889" (e n&atilde;o "Brasil e Portugal", tal como consta nos dados de cataloga&ccedil;&atilde;o).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#2a"><sup>2</sup></a><a name="2"></a> Cristina Pessanha Mary &eacute; professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal Fluminense (Niter&oacute;i, Estado do Rio de Janeiro), dedicando&#150;se particularmente &agrave; pesquisa sobre historiografia da geografia brasileira. Participa do grupo de pesquisa "Geografia Brasileira: Hist&oacute;ria e Pol&iacute;tica". Alguns resultados parciais de suas pesquisas, bem como desdobramentos de sua tese de doutorado, foram publicados em artigos na revista do Instituto Hist&oacute;rico e Geogr&aacute;fico Brasileiro e da Sociedade Brasileira de Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia. (Dados obtidos no livro resenhado e na plataforma Lattes do CNPQ &#91;<a href="http://lattes.cnpq.br/" target="_blank">http://lattes.cnpq.br/</a>&#93;).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#3a"><sup>3</sup></a><a name="3"></a> Paradoxalmente, h&aacute; ainda uma forte lacuna no Brasil em rela&ccedil;&atilde;o a estudos sobre as geografias praticadas nos espa&ccedil;os institucionais e dos pr&oacute;prios ge&oacute;grafos a eles ligados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#4a"><sup>4</sup></a><a name="4"></a> Express&atilde;o tomada de empr&eacute;stimo pela autora da obra de Queiroz (1900 &#91;1999&#93;).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#5a"><sup>5</sup></a><a name="5"></a> Num crescente questionamento da Monarquia, resultando, pois, em 1910, na proclama&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Portuguesa.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <a href="#6a"><sup>6</sup></a><a name="6"></a> Citam&#150;se as sociedades de 1821 (Paris) ou ainda as do M&eacute;xico e Brasil (d&eacute;cada de 1830), (Capel, 1988); evidenciando&#150;se assim a SGL como uma cria&ccedil;&atilde;o bastante inserida no per&iacute;odo de grande incremento das sociedades geogr&aacute;ficas, entre o &uacute;ltimo quartel do s&eacute;culo XIX e o in&iacute;cio do s&eacute;culo XX.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#7a"><sup>7</sup></a><a name="7"></a> No caso da SGL, constavam como s&oacute;cios correspondentes nomes como os dos brasileiros Rui Barbosa e Visconde de Rio Branco e do ge&oacute;grafo &eacute;lis&eacute;e Reclus. No seu auge, por volta da primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo XX, a SGL somou cerca de 2 000 associados.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#8a"><sup>8</sup></a><a name="8"></a> Interessante reparar que a maioria dos integrantes da SGL era oriunda da Escola Polit&eacute;cnica de Lisboa.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <a href="#9a"><sup>9</sup></a><a name="9"></a> Devido &agrave; industrializa&ccedil;&atilde;o tardia em Portugal, a burguesia comercial tinha um papel central na sociedade daquele pa&iacute;s.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#10a"><sup>10</sup></a><a name="10"></a> Major do Ex&eacute;rcito portugu&ecirc;s, Alexandre Serpa Pinto realizou de fato, em 1877, a t&atilde;o sonhada travessia da &aacute;frica central, tendo sido seu "feito" celebrado em recep&ccedil;&otilde;es na SGL e na Se&ccedil;&atilde;o Brasileira, em 1881.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#11a"><sup>11</sup></a><a name="11"></a> Por <i>movimento geogr&aacute;fico mundial</i> entende&#150;se o "conjunto &#91;das&#93; a&ccedil;&otilde;es expansionistas a levar &#91;...&#93; 'civiliza&ccedil;&atilde;o' a localidades imaginadas como in&oacute;spitas e b&aacute;rbaras" (p. 25), formado por expedi&ccedil;&otilde;es militares, comerciais, "miss&otilde;es" religiosas etc.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#12a"><sup>12</sup></a><a name="12"></a> A saber: "O Congo depois da Confer&ecirc;ncia de Berlim"; "Viagens de explora&ccedil;&atilde;o dos portugueses na &aacute;frica no s&eacute;culo XV"; "Travessia realizada pelos pombeiros e viagem de Lacerda e Almeida"; "O tra&ccedil;ado da costa ocidental da &aacute;frica, em fins do s&eacute;culo XV"; "A regi&atilde;o de Ielala"; "Expedi&ccedil;&atilde;o portuguesa &agrave; &aacute;frica austral de 1877". O primeiro &eacute; retirado de McEvedy (1996) e os demais de Santos (1988).</font></p>      ]]></body><back>
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