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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A atividade de beneficiamento de quartzitos na cidade de Ouro Preto-Brasil: características gerais e principais impactos ambientais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Desde o século XVII, quartzitos vêm sendo utilizados em Ouro Preto na construção de casas, muros e ruas. Até hoje, esta rocha é extraída nos arredores da cidade, onde também é beneficiada. Porém, pouco se sabe sobre as características desta atividade. Neste trabalho, foram identificadas oito empresas de beneficiamento, nas quais foram aplicados três questionários abertos, direcionados à empresa, aos trabalhadores e o terceiro de caráter ambiental. As empresas têm em média 11 anos de atividade, empregando entre 2 e 20 homens. Os funcionários, em sua maioria, não completaram seus estudos e nunca fizeram cursos profissionalizantes. As empresas não dispõem de um plano de gestão de resíduos, o que faz com que atividade esteja longe de ser sustentável.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Art&iacute;culos de investigaci&oacute;n</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>A atividade de beneficiamento de quartzitos na cidade de Ouro Preto&#45;Brasil: caracter&iacute;sticas gerais e principais impactos ambientais</b></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="3"><b>The quartzite improvement activity in Ouro Preto&#45;Brazil: main characteristics and environmental impacts</b></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Mariangela Garcia&#45;Pra&ccedil;a Leite</b>, <b>Maria Augusta Gon&ccedil;alves&#45;Fujaco*</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">*<i> Universidade Federal de Ouro Preto, Campus Morro do Cruzeiro, Brasil. Correos&#45;e:</i> <a href="mailto:garcia@degeo.ufop.br">garcia@degeo.ufop.br</a> y <a href="mailto:augusta@degeo.ufop.br">augusta@degeo.ufop.br</a>.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Recibido: 9 de marzo de 2010.    <br> 	Reenviado: 10 de marzo de 2011.    <br> 	Reenviado: 7 de junio de 2011.    <br> 	Aceptado: 11 de julio de 2011.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Abstract</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Since late 17<sup>th</sup> century, quartzites have been used for houses construction and road pavement in Ouro Preto. Until today, this stone is extracted from the surroundings of the city, where it is also processed. Despite of that, little is known about the characteristics of this activity. In this work, eight quartzite processing enterprises were identified, to which three open questionnaires were applied (enterprises' managers, employees and environmental issues). The enterprises have an average of 11 years of activity, hiring between 2 and 20 people. Most of the employees haven't finished elementary school and did not attend professional courses. As for environmental issues, the enterprises do not have waste management plans, which suggest that the activity is far from being sustainable.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Keywords:</b> quartzite, processing, Ouro Preto.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Desde o s&eacute;culo XVII, quartzitos v&ecirc;m sendo utilizados em Ouro Preto na constru&ccedil;&atilde;o de casas, muros e ruas. At&eacute; hoje, esta rocha &eacute; extra&iacute;da nos arredores da cidade, onde tamb&eacute;m &eacute; beneficiada. Por&eacute;m, pouco se sabe sobre as caracter&iacute;sticas desta atividade. Neste trabalho, foram identificadas oito empresas de beneficiamento, nas quais foram aplicados tr&ecirc;s question&aacute;rios abertos, direcionados &agrave; empresa, aos trabalhadores e o terceiro de car&aacute;ter ambiental. As empresas t&ecirc;m em m&eacute;dia 11 anos de atividade, empregando entre 2 e 20 homens. Os funcion&aacute;rios, em sua maioria, n&atilde;o completaram seus estudos e nunca fizeram cursos profissionalizantes. As empresas n&atilde;o disp&otilde;em de um plano de gest&atilde;o de res&iacute;duos, o que faz com que atividade esteja longe de ser sustent&aacute;vel.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#45;chave:</b> quartzito, beneficiamento, Ouro Preto.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os primeiros instrumentos confeccionados pelo homem, ainda durante a fase da pr&eacute;&#45;hist&oacute;ria, tinham a pedra como mat&eacute;ria prima. Desde ent&atilde;o, seu uso vem se diversificando. Os primeiros registros de seu uso para fins ornamentais v&ecirc;m da Antiguidade, nas civiliza&ccedil;&otilde;es eg&iacute;pcias, gregas e romanas. Assim tamb&eacute;m a hist&oacute;ria de Ouro Preto/MG est&aacute; ligada &agrave;s rochas e minerais, inicialmente com o ouro e, hoje, em especial com o ferro. O quartzito apesar de nunca ter sido uma grande fonte de riqueza para a regi&atilde;o, sempre esteve presente na vida da cidade. Desde a funda&ccedil;&atilde;o do Arraial de Padre Faria, o quartzito vem sendo usado em constru&ccedil;&otilde;es de muros, passeios, meios&#45;fios, bases de casas, pisos, dentre outras aplica&ccedil;&otilde;es.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O Brasil &eacute; um dos grandes produtores e exportadores mundiais de rochas ornamentais e de revestimento. Sua produ&ccedil;&atilde;o que totalizava 6,0 milh&otilde;es toneladas/ano em 2003 (Chiodi Filho, 2004; Chiodi Filho <i>et al</i>., 2004), alcan&ccedil;a, em 2008, 7.8 milh&otilde;es de toneladas/ano, com as exporta&ccedil;&otilde;es atingindo US$ 995 milh&otilde;es (Abirochas, 2009) e, caindo para um faturamento de US$ 959.2 milh&otilde;es em 2010 (Abirochas, 2011). A queda do faturamento &eacute; reflexo da crise econ&ocirc;mica mundial, j&aacute; que deste total, 33,7% s&atilde;o destinados ao mercado externo (Abirochas, 2011).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os estados do Esp&iacute;rito Santo, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro acumulam 82% da produ&ccedil;&atilde;o brasileira de rochas. A Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira da Ind&uacute;stria de Rochas Ornamentais (Abirochas, 2009) estima que em Minas Gerais existam cerca de 160 frentes ativas de lavra, com uma produ&ccedil;&atilde;o de 1.2 milh&otilde;es de toneladas/ano. Essa produ&ccedil;&atilde;o distribui&#45;se por mais de 50 munic&iacute;pios, incluindo a extra&ccedil;&atilde;o de granitos, ard&oacute;sias e quartzitos, dentre outras, que comp&otilde;em quase 150 variedades comerciais colocadas nos mercados interno e externo. Ainda segundo a Abirochas (2006), mais de 1,800 empresas atuam nos segmentos de lavra, beneficiamento e marmoraria em Minas Gerais, representando investimentos privados da ordem de US$ 300 milh&otilde;es, movimentando aproximadamente US$ 220 milh&otilde;es/ano. Estas empresas geram 22,000 empregos diretos, 6,000 dos quais no segmento de lavra e 16,000 nos de beneficiamento e marmoraria.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os materiais naturais de ornamenta&ccedil;&atilde;o e revestimento incluem as rochas que podem ser extra&iacute;das em blocos ou placas, cortadas em formas variadas e que t&ecirc;m suas faces beneficiadas por meio de esquadrejamento, polimento, lustro, apicoamento e flameamento. No caso dos quartzitos, por se tratarem de rochas com alto grau de recristaliza&ccedil;&atilde;o e granula&ccedil;&atilde;o predominantemente fina (quando constitu&iacute;dos essencialmente por quartzo), a extra&ccedil;&atilde;o ser&aacute; a partir de blocos, sendo poss&iacute;vel a obten&ccedil;&atilde;o de chapas regulares, em teares apropriados, com posterior processo de beneficiamento envolvendo o polimento e lustro (Costa <i>et al.</i>, 2000). De acordo com os dados da Abirochas (2011), a extra&ccedil;&atilde;o no Brasil totalizou um milh&atilde;o de toneladas em 2010, entre quartzitos foliados e maci&ccedil;os. Deste total, estima&#45;se que 90% eram devidas a Minas Gerais. Em Minas Gerais, as principais &aacute;reas produtoras situam&#45;se na regi&atilde;o sul do estado. Nestas &aacute;reas, parte da produ&ccedil;&atilde;o j&aacute; alcan&ccedil;a o mercado europeu e norte&#45;americano. Nas regi&otilde;es de Ouro Preto (onde os quartzitos s&atilde;o conhecidos como Pedra Ouro Preto), Mariana e Diamantina, verifica&#45;se uma produ&ccedil;&atilde;o irregular e voltada para atender apenas as demandas do mercado interno (Costa <i>et al.</i>, 2000; Chiodi &amp; Vaz, 2002; Abirochas, 2009). Ouro Preto &eacute; o terceiro centro produtor de quartzito de Minas Gerais, s&oacute; ficando atr&aacute;s de S&atilde;o Tom&eacute; das Letras e Alvin&oacute;polis.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Segundo Pires (2007), o grande incremento da ind&uacute;stria de beneficiamento de quartzito, a partir da d&eacute;cada de 70, tem acelerado a degrada&ccedil;&atilde;o ambiental. Para este autor, os principais problemas ambientais est&atilde;o relacionados com a falta de controle dos dep&oacute;sitos de rejeitos finos e s&oacute;lidos e o n&atilde;o tratamento da &aacute;gua utilizada no processo de beneficiamento, o que ocasiona impactos nos corpos d'&aacute;gua e no solo. Al&eacute;m disso, a exposi&ccedil;&atilde;o de trabalhadores das empresas de beneficiamentos &agrave;s poeiras, contendo s&iacute;lica cristalina, pode causar v&aacute;rios problemas de sa&uacute;de, especialmente, doen&ccedil;as das vias a&eacute;reas, doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas do sistema respirat&oacute;rio, a silicose e at&eacute; o c&acirc;ncer ocupacional. A silicose &eacute; uma doen&ccedil;a pulmonar incur&aacute;vel, desencadeada pela inala&ccedil;&atilde;o de poeiras contendo s&iacute;lica cristalina, que se caracteriza pelo desenvolvimento de uma fibrose na regi&atilde;o do tecido pulmonar (Fundacentro, 2011).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Apesar de o Brasil, representado principalmente por Minas Gerais, estar no grupo dos grandes produtores e exportadores mundiais do setor de quartzitos, &eacute; significativo o desconhecimento acerca de toda a cadeia produtiva destas rochas ornamentais e de revestimento, especialmente do seu setor de beneficiamento. Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi o de levantar as caracter&iacute;sticas s&oacute;cio&#45;econ&ocirc;micas e os impactos ambientais da atividade de beneficiamento de quartzitos na cidade de Ouro Preto, de forma a subsidiar a&ccedil;&otilde;es posteriores que promovam a sustentabilidade do setor.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>1. Materiais e m&eacute;todos</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Considerando&#45;se o objetivo geral e os espec&iacute;ficos deste trabalho e a necessidade de selecionar e aplicar m&eacute;todos e t&eacute;cnicas que garantissem n&atilde;o s&oacute; o alcance desses objetivos, mas tamb&eacute;m respostas e resultados o mais poss&iacute;vel confi&aacute;veis, optou&#45;se por dividir o trabalho em tr&ecirc;s diferentes fases, sucessivas, s&atilde;o elas:</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">1&ordf; fase. Nesta fase, foram localizadas as principais unidades de beneficiamento em atividade na cidade de Ouro Preto. Inicialmente, as potenciais unidades foram identificadas em uma imagem de sat&eacute;lite Ikonos. De posse desta informa&ccedil;&atilde;o, deu&#45;se in&iacute;cio ao trabalho de campo, com o georreferenciamento das serrarias em atividade com o aux&iacute;lio de um GPS (<a href="/img/revistas/est/v13n41/a8f1.jpg" target="_blank">figura I</a>). Cada serraria foi cadastrada de forma a facilita a 2&ordf; fase do projeto.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">2&ordf; fase. Nesta segunda etapa, foram confeccionados tr&ecirc;s question&aacute;rios abertos (<a href="#t1">tabelas 1</a>, <a href="#t2">2</a> e <a href="#t3">3</a>), um direcionado &agrave; empresa, um voltado aos trabalhadores e o terceiro para direcionar as observa&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter ambiental. O question&aacute;rio i (funcion&aacute;rio) continha tamb&eacute;m 20 perguntas a serem respondidas por pelo menos 2 funcion&aacute;rios em atividade quando da visita (18 entrevistados), que versavam sobre escolaridade, treinamento, uso de equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o, doen&ccedil;as, educa&ccedil;&atilde;o ambiental. O question&aacute;rio ii (empresa) continha 20 perguntas a serem respondidas pelo propriet&aacute;rio ou gerente da empresa, envolvendo quest&otilde;es legais sobre a empresa, quantidade e tipo de funcion&aacute;rios, uso de equipamentos de seguran&ccedil;a, produ&ccedil;&atilde;o, rejeito e efluentes. J&aacute; o question&aacute;rio III, a ser preenchido pelo avaliador durante a visita, continha 23 quest&otilde;es voltadas para a valida&ccedil;&atilde;o das respostas dos question&aacute;rios anteriores e mais especificamente sobre as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e destina&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos e efluentes. Durante as visitas, todas as empresas foram fotografadas, dando&#45;se &ecirc;nfase aos detalhes abordados nos question&aacute;rios.</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t1"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v13n41/a8t1.jpg"></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t2"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v13n41/a8t2.jpg"></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t3"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v13n41/a8t3.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">3&ordf; fase. De posse dos question&aacute;rios, foi montado um banco de dados, a partir do qual foram montados gr&aacute;ficos e realizado um tratamento estat&iacute;stico b&aacute;sico.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>2. Resultados</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Foram identificadas oito empresas de beneficiamento de quartzito na cidade de Ouro Preto, todas situadas &agrave;s margens da rodovia dos Inconfidentes, sa&iacute;da para a cidade de Mariana (<a href="/img/revistas/est/v13n41/a8f1.jpg" target="_blank">figura I</a>).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>2.1.</i> <i>As empresas</i></b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As empresas t&ecirc;m entre 0.5 e 20 anos de funcionamento, com uma m&eacute;dia de 11 anos de atua&ccedil;&atilde;o no mercado (<a href="/img/revistas/est/v13n41/a8f2.jpg" target="_blank">figura IIa</a>). Trata&#45;se de empresas declaradas como de pequeno porte, que empregam entre 2 e 20 funcion&aacute;rios, com uma m&eacute;dia de 9 funcion&aacute;rios (<a href="/img/revistas/est/v13n41/a8f2.jpg" target="_blank">figura IIb</a>). As maiores empresas possuem at&eacute; 25% de funcion&aacute;rios indiretos, adotando a terceiriza&ccedil;&atilde;o de alguns de seus servi&ccedil;os, como transporte e limpeza.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A produ&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia mensal encontrada foi de 2,430m<sup>2</sup>, variando entre 100 e 10,000m<sup>2</sup>/m&ecirc;s. Resultados semelhantes aos obtidos por Pires (2007), durante seu trabalho de mestrado, sendo que o autor concluiu seu trabalho em 2007, quando ainda existiam 9 empresas em funcionamento. Apenas as duas empresas maiores, com mais de 16 funcion&aacute;rios atingiram padr&otilde;es de qualidade e produtividade para colocarem seus produtos no mercado externo. As demais se limitam a atender as demandas locais e, dentro das possibilidades de cada uma, abastecer parte do mercado nacional. Todas as empresas geram produtos serrados (de v&aacute;rias dimens&otilde;es) e irregulares (almofadadas, lajinhas, laj&otilde;es, filetes), al&eacute;m de outros n&atilde;o especificados, representados, em geral, por degraus, rodap&eacute;s, cubos, pe&ccedil;as tamboradas ou polidas, etc. (<a href="#f3">figura III</a>).</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="f3"></a></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v13n41/a8f3.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Estima&#45;se que a produ&ccedil;&atilde;o total seja por volta 4.2 mil toneladas/m&ecirc;s, ou seja, 50,000 toneladas/ano (0.5% da produ&ccedil;&atilde;o nacional), o que representa um faturamento anual de cerca de R$ 8'400,000.00 (aproximadamente $ 4'950,000.00).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>2.2.</i> <i>Os funcion&aacute;rios</i></b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os funcion&aacute;rios possuem entre 19 e 41 anos, com uma m&eacute;dia de idade de 27 anos (<a href="/img/revistas/est/v13n41/a8f4.jpg" target="_blank">figura IVa</a>). Alguns rec&eacute;m contratados (2 meses de casa) at&eacute; alguns com mais de 10 anos de contrato, numa m&eacute;dia de 5 anos de tempo de casa (<a href="/img/revistas/est/v13n41/a8f4.jpg" target="_blank">figura IVb</a>). Em termos de escolaridade (<a href="/img/revistas/est/v13n41/a8f4.jpg" target="_blank">figura IVc</a>), 56% possuem o primeiro grau incompleto, 33% o primeiro grau (antiga oitava s&eacute;rie) completo e apenas 11% possuem o segundo grau completo (atual ensino m&eacute;dio), mesmo assim, nenhum havia recebido treinamento especial, tendo aprendido o <i>oficio</i> como os funcion&aacute;rios mais antigos. A maioria &eacute; arrimo de fam&iacute;lia (<a href="/img/revistas/est/v13n41/a8f4.jpg" target="_blank">figura IVd</a>), sendo que 78% possuem um ou mais dependentes. Todos declaram trabalhar 8 horas/dia, mas relatam que dependendo do movimento podem trabalhar at&eacute; 10 horas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Agrave; exce&ccedil;&atilde;o das duas maiores empresas de beneficiamento de quartzito de Ouro Preto, as demais apresentam um n&uacute;mero muito reduzido de trabalhadores, se enquadrando entre as chamadas empresas familiares, caracterizadas por rela&ccedil;&otilde;es de trabalho bastante informais, baseadas no grau parentesco de seus propriet&aacute;rios e trabalhadores.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As empresas gastam de 10 a 60% do faturamento com o pagamento de empregados, que recebem entre R$500.00 (aproximadamente $295.00) e R$1,200.00 (aproximadamente $705.00) por m&ecirc;s.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dos entrevistados, 77% disseram usar equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual (EPI, <a href="/img/revistas/est/v13n41/a8f4.jpg" target="_blank">figuras IVa, IVb</a>, <a href="#f5">Va</a> e <a href="#f5">Vb</a>), mas apenas 67% realizavam exames peri&oacute;dicos de sa&uacute;de. Os trabalhadores da maioria das empresas alegam n&atilde;o utilizar os EPIS dispon&iacute;veis em virtude do desconforto gerado pelo seu uso. Apenas 20% dos funcion&aacute;rios admitem realizar exames peri&oacute;dicos.</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="f5"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v13n41/a8f5.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>2.3.</i> <i>Impactos ambientais</i></b></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">As observa&ccedil;&otilde;es locais mostraram que as empresas recebem o quartzito na forma de blocos irregulares, acarretando elevadas perdas durante as etapas posteriores de beneficiamento. Os blocos s&atilde;o inicialmente transformados em lajes ou pequenos blocos de 23 x 11.5 x 1.5 cm em equipamentos de corte circular com disco diamantado (serras), refrigerados &agrave; &aacute;gua. Essa etapa &eacute; respons&aacute;vel pela gera&ccedil;&atilde;o da maior parte dos res&iacute;duos grossos (sobras do corte, chamadas localmente de aparas) e, tamb&eacute;m, do efluente, formado pelo p&oacute; de rocha gerado no corte misturado &agrave; &aacute;gua utilizada na refrigera&ccedil;&atilde;o das serras (<a href="#f5">figuras Va, Ve e Vf</a>). Os bloquinhos s&atilde;o transformados manualmente em lajinhas (produto final) por meio de golpes de esp&aacute;tula e maceta na dire&ccedil;&atilde;o de folia&ccedil;&atilde;o da rocha (<a href="#f5">figura Vf</a>). A fratura dos bloquinhos ocasionada por impactos mal dimensionados ou por atingirem alguma regi&atilde;o de clivagem da rocha tamb&eacute;m &eacute; respons&aacute;vel pela gera&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos grossos, denominados de cacos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em termos num&eacute;ricos, 62.5% das empresas n&atilde;o possuem &aacute;gua encanada, 87.5% n&atilde;o d&atilde;o destino adequado para o fluente l&iacute;quido (<a href="#f5">figuras Ve e Vf</a>). A atividade de serragem das pedras demanda volume exagerado de &aacute;gua. Essa &aacute;gua vai sendo descartada durante o processo de serragem, e alcan&ccedil;a os c&oacute;rregos e rios, gerando perda e contamina&ccedil;&atilde;o desse recurso natural. Somente uma empresa possui instala&ccedil;&otilde;es para tratamento e reaproveitamento da &aacute;gua utilizada. A maioria das empresas n&atilde;o apresenta nem ao menos sistemas de conten&ccedil;&atilde;o do efluente gerado no corte, fazendo com que os trabalhadores estejam em permanente contato com a &aacute;gua. Muitas vezes, foram verificados oper&aacute;rios trabalhando com &aacute;gua na altura do tornozelo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">J&aacute; no que tange os rejeitos, 62.5% n&atilde;o tem destino apropriado para os res&iacute;duos s&oacute;lidos (<a href="#f5">figuras Vc, Vd e Vf</a>). S&atilde;o basicamente tr&ecirc;s tipos de rejeitos s&oacute;lidos: as aparas (peda&ccedil;os menores de quartzito sem valor de mercado), s&oacute;lidos finos na forma de polpa e particulados. Os rejeitos s&oacute;lidos depositados nas encostas, em &aacute;reas pr&oacute;ximas das empresas, sem nenhum planejamento ou t&eacute;cnica, provocando polui&ccedil;&atilde;o visual, riscos de escorregamento e os danos sobre a mata ciliar do ribeir&atilde;o do Carmo (<a href="#f5">figuras Vc e Vd</a>). O rejeito fino, em forma de polpa, tem sido descartado tamb&eacute;m nas encostas, alcan&ccedil;ando o ribeir&atilde;o do Carmo, ocasionando aumento de sua carga de sedimentos em suspens&atilde;o e turbidez (<a href="#f5">figura Ve</a>), contribuindo com o assoreamento do curso d'&aacute;gua. Al&eacute;m disso, nenhuma das empresas possui equipamentos para redu&ccedil;&atilde;o da emiss&atilde;o de particulados na atmosfera (<a href="#f5">figura Va</a>). A aus&ecirc;ncia de filtros aliada &agrave; n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o de EPIS podem levar a um amento no &iacute;ndice de doen&ccedil;as respirat&oacute;rias, especialmente a silicose.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>3. Discuss&otilde;es</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O quartzito tem um papel fundamental n&atilde;o s&oacute; na hist&oacute;ria como na vida atual da cidade de Ouro Preto. Suas pe&ccedil;as s&atilde;o encontradas em todas as ruas e na grande maioria das resid&ecirc;ncias da cidade. Apesar disso, o processo de explota&ccedil;&atilde;o e beneficiamento desta rocha ornamental ainda s&atilde;o artesanais e fortemente impactantes.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A falta de profissionalismo prevalece na quase totalidade das empresas, tanto do ponto de vista tecnol&oacute;gico quanto organizacional. Ainda assim, o beneficiamento desta rocha ainda &eacute; fonte de emprego e renda imprescind&iacute;vel para a uma parte da popula&ccedil;&atilde;o mais carente, al&eacute;m de gerar lucros para os alguns empres&aacute;rios, enfatizando a voca&ccedil;&atilde;o de Ouro Preto para a minera&ccedil;&atilde;o. As empresas pesquisadas mostram uma grande heterogeneidade que vai desde o n&uacute;mero de trabalhadores at&eacute; o destino final da produ&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Apesar da tecnologia rudimentar utilizada e da m&atilde;o&#45;de&#45;obra ainda pouco qualificada, todas as empresas possuem uma grande variedade de produtos gerados, com demanda crescente. O que permite se vislumbrar um futuro promissor caso as empresas e os &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos ap&oacute;iem cursos de profissionaliza&ccedil;&atilde;o espec&iacute;ficos para este setor. Isto permitiria ampliar as atividades das empresas sem grande investimento e, assim, contribuir de forma mais efetiva para a transforma&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio&#45;econ&ocirc;mica da regi&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As serrarias n&atilde;o disp&otilde;em de um plano de gest&atilde;o de res&iacute;duos quer l&iacute;quido ou s&oacute;lido, e as iniciativas nesse sentido s&atilde;o ainda incipientes. Na maioria das empresas os res&iacute;duos s&oacute;lidos s&atilde;o apenas dispostos em pilhas, sem qualquer tentativa de aproveitamento, inclusive comprometendo a organiza&ccedil;&atilde;o da empresa. Poucas empresas separam as aparas para comercializa&ccedil;&atilde;o como filetes para constru&ccedil;&atilde;o de muros r&uacute;sticos. Algumas solu&ccedil;&otilde;es de baixo custo e vi&aacute;veis, a curto e m&eacute;dio prazo, j&aacute; s&atilde;o aplicadas em outros lugares e poderiam ser capazes de minorar os impactos ambientais produzidos pelo tratamento e comercializa&ccedil;&atilde;o das rochas quartz&iacute;ticas em Ouro Preto. Por exemplo, Carvalho &amp; Costa (2005), relatam que em Santo Ant&ocirc;nio de P&aacute;dua (RJ), os res&iacute;duos grossos, acumulados pelas marmorarias, s&atilde;o retirados periodicamente por uma empresa de Minas Gerais, que transforma as aparas em britas para constru&ccedil;&atilde;o civil. Outra alternativa verificada pelos autores para o aproveitamento dos res&iacute;duos grossos &eacute; o aproveitamento destes res&iacute;duos para a produ&ccedil;&atilde;o de seixos ornamentais. Trabalhando com os res&iacute;duos das serrarias de Ouro Preto, Lima <i>et al</i>. (2007) mostraram a viabilidade t&eacute;cnica de utiliza&ccedil;&atilde;o destes na constru&ccedil;&atilde;o civil, na fundi&ccedil;&atilde;o de vidros, o que poderia resultar em uma redu&ccedil;&atilde;o de mais de 80% dos res&iacute;duos atualmente dispostos nas encostas da rodovia dos Inconfidentes. J&aacute; o controle do res&iacute;duo fino gerado durante o corte dos blocos seria fundamental para reduzir o assoreamento dos rios e c&oacute;rregos pr&oacute;ximos &aacute;s serrarias. Os res&iacute;duos finos podem ser direcionados e acumulados em tanques de sedimenta&ccedil;&atilde;o, criados a partir de buracos abertos no pr&oacute;prio solo da empresa e devidamente selados, onde seria seco e estocado. Este material poderia, ent&atilde;o, ser reaproveitado para fabrica&ccedil;&atilde;o de argamassas (Carvalho, 2003), cer&acirc;mica (Torres <i>et al</i>., 2007) ou mesmo vidro (Lima <i>et al</i>., 2007).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A falta de equipamentos para retirada de particulados e o baixo percentual de utiliza&ccedil;&atilde;o de EPIS tamb&eacute;m s&atilde;o preocupantes. A s&iacute;lica livre cristalina inalada na forma de quartzo ou cristobalita a partir de exposi&ccedil;&otilde;es ocupacionais &eacute; cancer&iacute;gena, segundo a IARC (International Agency for Research on Cancer). Diversos estudos que relacionam silicose e risco de c&acirc;ncer de pulm&atilde;o tem demonstrado que uma pessoa exposta &agrave; inala&ccedil;&atilde;o de part&iacute;culas silicosas possui 1.5 a 6 vezes mais risco de adquirir c&acirc;ncer de pulm&atilde;o. Al&eacute;m disso, em grande parte dos estudos o aumento do gradiente de risco foi observado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dose, a exposi&ccedil;&atilde;o cumulativa e a dura&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o (IARC, 1997). Os funcion&aacute;rios das empresas n&atilde;o possuem planos de sa&uacute;de particulares, ficando restritos ao tratamento p&uacute;blico. Ouro Preto, que conta hoje com mais de 70,000 habitantes, possui apenas 34 centros de atendimento p&uacute;blico e um &uacute;nico hospital. S&atilde;o somente 102 leitos dispon&iacute;veis para interna&ccedil;&atilde;o. Dados do &uacute;ltimo censo mostram que 35% das mortes no munic&iacute;pio s&atilde;o devido a problemas respirat&oacute;rios, sendo que 60% dos obtidos ocorrem entre homens acima dos 40 anos. Infelizmente, n&atilde;o existem trabalhos relacionando estas mortes com a profiss&atilde;o exercida pelas pessoas. Almiro Marcos (2009: 5), a silicose &eacute; um problema quase desconhecido pelas autoridades e "n&atilde;o tem registro oficial espec&iacute;fico de casos na sa&uacute;de p&uacute;blica do estado" (2009: 4). O &uacute;nico dado oficial conhecido &eacute; um n&uacute;mero geral de 57 benef&iacute;cios concedidos pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), relacionados &agrave; silicose em todo o estado de Minas Gerais no ano de 2009.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O processo de beneficiamento de quartzitos na cidade de Ouro Preto &eacute; uma atividade centen&aacute;ria, produzindo material para a constru&ccedil;&atilde;o civil desde o in&iacute;cio do Arraial. Apesar de sua longa hist&oacute;ria, o processo de beneficiamento ainda &eacute; feito de forma amadora ou semi&#45;profissional. Empregando mais de 100 funcion&aacute;rios, quase todos arrimos de fam&iacute;lia, esta atividade movimenta mais de meio milh&atilde;o de reais por m&ecirc;s (Pires, 2007). Ainda assim, atividade est&aacute; longe de ser sustent&aacute;vel, provocando grandes impactos ambientais.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os resultados mostram a necessidade de mudan&ccedil;as no processo de beneficiamento de quartzitos na cidade de Ouro Preto. Essas mudan&ccedil;as v&atilde;o desde a cria&ccedil;&atilde;o de cooperativas, oferta de cursos profissionalizantes e de seguran&ccedil;a no trabalho para os funcion&aacute;rios at&eacute; a implementa&ccedil;&atilde;o de projetos de gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos e l&iacute;quidos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Agradecimentos</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As autoras desejam registrar o seu agradecimento &agrave; Prefeitura Municipal de Ouro Preto, que gentilmente cedeu a imagem de sat&eacute;lite utilizada neste trabalho.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Abirochas (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira da Industria de Rochas Ornamentais) (2006), <i>Consumo interno, perfil de utiliza&ccedil;&atilde;o e estrutura de comercializa&ccedil;&atilde;o das rochas ornamentais e de revestimento no Brasil</i>, Abirochas, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2882172&pid=S1405-8421201300010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Abirochas (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira da Industria de Rochas Ornamentais) (2009), <i>Os Quartzitos De S&atilde;o Thom&eacute; Das Letras, Minas Gerais: Principais Demandas Para O Desenvolvimento Sustent&aacute;vel Da Atividade Produtiva</i>, Abirochas, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2882174&pid=S1405-8421201300010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Abirochas (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira da Industria de Rochas Ornamentais) (2011), <i>S&iacute;ntese das Exporta&ccedil;&otilde;es e Importa&ccedil;&otilde;es Brasileiras de Rochas Ornamentais e de Revestimento em 2010</i>, Abirochas, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2882176&pid=S1405-8421201300010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Carvalho, Eduardo Augusto de e Mar&iacute;lia Stella Vaz Costa (2005), "Panorama do Beneficiamento de Rochas Ornamentais em Santo Ant&ocirc;nio de P&aacute;dua (RJ)", in <i>Anais do I Congresso Internacional de Rochas Ornamentais</i>, Abirochas, Guarapari, pp. 1&#45;6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2882178&pid=S1405-8421201300010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Carvalho, Eduardo Augusto de (2003), "Aproveitamento dos Res&iacute;duos Finos da Serrarias de Santo Ant&ocirc;nio de P&aacute;dua", en <i>Anais do I Semin&aacute;rio de Sustentabilidade Ambiental da Minera&ccedil;&atilde;o</i>, IBRAM, Salvador, pp. 91&#45;96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2882180&pid=S1405-8421201300010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Chiodi Filho, Cid e Marcos Tadeu Vaz de Melo (2002), <i>Panorama do Setor de Rochas Ornamentais e de Revestimento de Minas Gerais</i>, Coming&#45;Geoxplore, Belo Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2882182&pid=S1405-8421201300010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Chiodi Filho, Cid (2004), "Evolu&ccedil;&atilde;o do Setor de Rochas Ornamentais e o Parque de Beneficiamento", <i>Revista Pedras do Brasil</i>, ano III, 32, S&atilde;o Paulo, pp. 44&#45;52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2882184&pid=S1405-8421201300010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Chiodi Filho, Cid, Eleno de Paula Rodriguez, Ant&ocirc;nio Carlos Artur (2004), "Panorama T&eacute;cnico&#45;Econ&ocirc;mico do Setor de Rochas Ornamentais no Brasil", <i>Geoci&ecirc;ncias</i>, 23 (1&#45;2), UNESP, S&atilde;o Paulo, pp. 5&#45;20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2882186&pid=S1405-8421201300010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Costa, Ant&ocirc;nio Gilberto, Marcos Santos Campello e Vitor Brugnara Pimenta (2000), "Rochas Ornamentais e de Revestimento de Minas Gerais: Principais Ocorr&ecirc;ncias, Caracteriza&ccedil;&atilde;o e Aplica&ccedil;&otilde;es na Ind&uacute;stria da Constru&ccedil;&atilde;o Civil", <i>Geonomos</i>, 8 (1), Minas Gerais, pp. 9&#45;13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2882188&pid=S1405-8421201300010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fundacentro (2011), Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego, Portal da Sa&uacute;de e Seguran&ccedil;a do Trabalhador. S&iacute;lica e Silicose, &lt;<a href="http://www.fundacentro.gov.br/index.asp?D=SES" target="_blank">http://www.fundacentro.gov.br/index.asp?D=SES</a>&gt;, fevereiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2882190&pid=S1405-8421201300010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">IARC (Internacional Agency for Research on Cancer) (1997), <i>Silica Some Silicates Coal Dust and Para&#45;Aramid Fibrils</i>, IARC Monographs on the Evaluation of the Carcinogenic Risk of Chemicals to Humans, vol. 38, IARC, Lyon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2882192&pid=S1405-8421201300010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lima, Rosa Malena Fernandes, Alexandro Fortes Sim&otilde;es da Silva, Rubhia Marianna Maciel de Morais, Jos&eacute; Aur&eacute;lio Medeiros da Luz (2007), "Caracteriza&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica de res&iacute;duos de pedreiras de quartzito da regi&atilde;o de Ouro Preto/MG", <i>Revista Escola de Minas</i>, 60 (4), Ouro Preto, pp. 663&#45;668.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2882194&pid=S1405-8421201300010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Marcos, Almiro (2009), "Silicose, Mal Silencioso em Piren&oacute;polis. O Popular", <i>Goi&acirc;nia</i>, 24, pp. 4&#45;5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2882196&pid=S1405-8421201300010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pires, Paulo Roberto (2007), "Caracteriza&ccedil;&atilde;o S&oacute;cio&#45;Econ&ocirc;mica e Ambiental da Atividade do Tratamento de Quartzito na Regi&atilde;o de Ouro Preto", disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Engenharia Ambiental, UFOP, Ouro Preto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2882198&pid=S1405-8421201300010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Torres, Paula Maria da Costa, Rodrigues Salvador Manjate, Sandra Quaresma, Hugo Alexandre Gon&ccedil;alves da Rocha Fernandes e Jos&eacute; Maria da Fonte Ferreira (2007) "Development of ceramic floor tile compositions based on quartzite and granite sludges", <i>Journal of the European Ceramic Society</i>, 27, issue 16, pp. 4649&#45;4655.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2882200&pid=S1405-8421201300010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Informaci&oacute;n sobre las autoras</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Mariangela Garcia&#45;Pra&ccedil;a Leite.</b> &Eacute; doutora em engenharia civil, na &aacute;rea de recursos h&iacute;dricos, pela COPPE, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil. Atualmente &eacute; professora do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Ouro Preto&#45;Brasil e pesquisadora do Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Evolu&ccedil;&atilde;o Crustal e Recursos Naturais da mesma Universidade. &Eacute; orientadora de mestrado e doutorado, com diversos projetos de pesquisa financiados pela Funda&ccedil;&atilde;o de Ampara &agrave; Pesquisa de Minas Gerais. Sua linha de pesquisa atual trata dos impactos ambientais da minera&ccedil;&atilde;o, especialmente sobre os recursos h&iacute;dricos. Entre suas &uacute;ltimas publica&ccedil;&otilde;es destacam&#45;se: "A long&#45;term annual water balance analysis of the Ara&ccedil;ua&iacute; River Basin, Brazil", <i>Journal of Geographical Sciences</i>, 2, Springer, Berlin, pp. 938&#45;946 (2010); "Agricultural influence on the hydro&#45;geochemistry of the sub&#45;basins of the Verde, Entre Ribeiros and Escuro Rivers of Paracatu Hydrographic Basin (MG) Brazil", <i>Management of Environmental Quality</i>, 21, Emerald, Reino Unido, pp. 505&#45;522 (2010), em co&#45;autoria, "Influence of geology in the geochemistry signature of Itacolomi State Park waters, Minas Gerais&#45;Brazil", <i>Environmental Earth Sciences</i>, 60, Springer, Alemanha, pp.1723&#45;1730 (2010); "Environmental analysis of small rural catchments case study Melo Creek, MG/Brazil", <i>Management of Environmental Quality</i>", 18, Emerald, Reino Unido, pp. 711&#45;722 (2007).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Maria Augusta Gon&ccedil;alves&#45;Fujaco.</b> Possui mestrado em evolu&ccedil;&atilde;o crustal e recursos naturais pela Universidade Federal de Ouro Preto (Departamento de Geologia) e doutorado em andamento pela Universidade Federal de Ouro Preto (Departamento de Geologia). Atualmente &eacute; professora do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Ouro Preto&#45;Brasil. A sua &aacute;rea de pesquisa engloba geologia ambiental, sensoriamento remoto e geoprocessamento.</font></p>      ]]></body><back>
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