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<journal-title><![CDATA[América Latina en la historia económica]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Instituto de Investigaciones Dr. José María Luis Mora]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O predomínio das casas estrangeiras sobre a exportação cafeeira em Santos no século XIX]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Predominance of Foreign Houses on the Coffee Export in Santos in the 19th Century]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[It remains a gap in understanding the process that led foreign capital to control the export of Brazilian coffee in the nineteenth century. This paper elucidates the appearance of foreign houses -especially English and German firms- in the middle of 19th century at the port of Santos and to understand how these companies monopolized almost all the coffee exports of the province of São Paulo in the 1880s and 1890s. For both, we use reports of the Commercial Association of Santos faced with economic surveys of the province-state of São Paulo. The analysis shows that the dominance of foreign capital in Santos gave up from the joint operation of the export houses with other international companies in export related activities (banks, shipping and insurance), forming economic groups of foreign capital.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Art&iacute;culo</font></p>  	    <p align="center">&nbsp;</p> 	    <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>O predom&iacute;nio das casas estrangeiras sobre a exporta&#231;&atilde;o cafeeira em Santos no s&eacute;culo XIX</b></font></p>       <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="verdana" size="3"><b>The Predominance of Foreign Houses on the Coffee Export in Santos in the 19th Century</b></font></p>   	    <p align="center">&nbsp;</p> 	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Gustavo Pereira da Silva<a href="#nota1" id="nota&#45;1">*</a></b></font></p>  	    <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Universidade Federal do Paran&aacute;</i>, Curitiba, Brasil, <a href="mailto:gustavopereira@ufpr.br">gustavopereira@ufpr.br</a></font></p>      <p align="justify">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Artigo recebido: 11 de agosto de 2014.    <br>   Artigo aceito: 6 de mar&#231;o de 2015.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>          <p align="justify"><font face="verdana" size="2">H&aacute; uma lacuna no entendimento do processo que levou o capital estrangeiro a controlar a exporta&#231;&atilde;o do caf&eacute; brasileiro no XIX. Nosso trabalho elucida o aparecimento de casas estrangeiras &#150;sobretudo inglesas e alem&atilde;s&#150; em meados daquele s&eacute;culo no porto de Santos e compreender como tais empresas a&#231;ambarcaram quase toda a exporta&#231;&atilde;o cafeeira da prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo nas d&eacute;cadas de 1880 e 1890. Para tanto, utilizamos relat&oacute;rios da Associa&#231;&atilde;o Comercial de Santos confrontados com levantamentos econ&ocirc;micos da prov&iacute;ncia&#45;estado de S&atilde;o Paulo. A an&aacute;lise aponta que o predom&iacute;nio do capital estrangeiro em Santos dava&#45;se a partir da atua&#231;&atilde;o conjunta das casas exportadoras com outras empresas internacionais nas atividades ligadas &agrave; exporta&#231;&atilde;o (bancos, navega&#231;&atilde;o e seguros), formando grupos econ&ocirc;micos do capital estrangeiro.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#45;chave: </b>casas; estrangeiras; predom&iacute;nio; exporta&#231;&atilde;o; caf&eacute;.</font></p>  	     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Abstract</b></font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">It remains a gap in understanding the process that led foreign capital to control the export of Brazilian coffee in the nineteenth century. This paper elucidates the appearance of foreign houses &#150;especially English and German firms&#150; in the middle of 19th century at the port of Santos and to understand how these companies monopolized almost all the coffee exports of the province of S&atilde;o Paulo in the 1880s and 1890s. For both, we use reports of the Commercial Association of Santos faced with economic surveys of the province&#45;state of S&atilde;o Paulo. The analysis shows that the dominance of foreign capital in Santos gave up from the joint operation of the export houses with other international companies in export related activities (banks, shipping and insurance), forming economic groups of foreign capital.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Key words: </b>houses; foreign; predominance; export; coffee.</font></p>  	      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&atilde;o</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A participa&#231;&atilde;o do capital estrangeiro na comercializa&#231;&atilde;o do caf&eacute; paulista era extremamente relevante na d&eacute;cada de 1880, assim como em outros setores da economia brasileira.<a href="#a7n1" id="a7n&#45;1">1</a> A difus&atilde;o de algumas inova&#231;&otilde;es por volta de 1870 &#150;navio a vapor, ferrovias e cabos telegr&aacute;ficos&#150; permitiu um melhor escoamento da produ&#231;&atilde;o no &acirc;mbito interno e externo, al&eacute;m de maior agilidade no fluxo de informa&#231;&otilde;es entre mercados consumidores (Estados Unidos e Europa) e zonas produtoras que auxiliavam na forma&#231;&atilde;o dos pre&#231;os, uma vez tendo como par&acirc;metro as cota&#231;&otilde;es internacionais do caf&eacute; em Nova Iorque, Hamburgo e Havre. Estes fatores deram base para que o capital estrangeiro estreitasse ainda mais sua participa&#231;&atilde;o na comercializa&#231;&atilde;o do caf&eacute;, a partir da atua&#231;&atilde;o das casas exportadoras em Santos, bem como no Rio de Janeiro (Abreu e Lago, 2010; Hobsbawm, 2004).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">De modo geral, a <i>cadeia do caf&eacute; paulista (S&atilde;o Paulo's coffee commodity chain)</i> tinha do lado da produ&#231;&atilde;o o capital nacional na figura dos <i>fazendeiros</i>&#45;cafeicultores e dos <i>comiss&aacute;rios</i> e, de outra parte, representando o capital estrangeiro, os <i>exportadores</i>, em uma rela&#231;&atilde;o simbi&oacute;tica pois atuavam em etapas diferentes do circuito cafeeiro e, mais do que isso, completavam lacunas necess&aacute;rias &agrave; exporta&#231;&atilde;o do produto, como o fornecimento de cr&eacute;dito &agrave; lavoura e a venda do caf&eacute; aos importadores (Faoro, 1995). Iniciando pelos <i>fazendeiros</i>, estes situavam&#45;se em suas propriedades no interior da prov&iacute;ncia&#45;estado de S&atilde;o Paulo e eram respons&aacute;veis pela produ&#231;&atilde;o cafeeira que seria escoada &#150;no lombo de mulas at&eacute; o final da d&eacute;cada de 1860 e, depois, pelas ferrovias&#150; at&eacute; Santos. Na zona portu&aacute;ria santista atuavam os agentes ligados ao com&eacute;rcio do caf&eacute;, respectivamente, os comiss&aacute;rios e exportadores. Os <i>comiss&aacute;rios</i> podiam ser casas comerciais, ou mesmo indiv&iacute;duos, com sede em Santos e Rio de Janeiro, e que tinham a fun&#231;&atilde;o inicial de receber o caf&eacute; do produtor em consigna&#231;&atilde;o e vend&ecirc;&#45;lo aos exportadores, cobrando uma comiss&atilde;o de 3% sobre o pre&#231;o de venda; com o tempo, o comiss&aacute;rio agregou a fun&#231;&atilde;o credit&iacute;cia, fornecendo empr&eacute;stimos sob as safras a fim de financiar os custos agr&iacute;colas dos fazendeiros e, dessa forma, garantir maior volume de caf&eacute; a ser negociado com os exportadores. Os <i>exportadores</i>, por sua vez, representavam o elo da produ&#231;&atilde;o interna com o mercado externo, sendo um grupo concentrado em algumas grandes firmas estrangeiras &#150;principalmente inglesas, alem&atilde;s, francesas e estadunidenses&#150; que adquiriam o caf&eacute; no Brasil junto aos comiss&aacute;rios e revendiam o produto na Europa e Estados Unidos posteriormente, lucrando com o diferencial de pre&#231;os proporcionado por uma ampla oferta cafeeira em Santos e uma demanda crescente pela bebida (Topik e Samper, 2006).<a href="#a7n2" id="a7n&#45;2">2</a></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As rela&#231;&otilde;es comerciais entre comiss&aacute;rios e exportadores indicam que os primeiros funcionavam como os agentes de compra do caf&eacute; para os exportadores, sendo estes os respons&aacute;veis pelos pagamentos que alimentavam todo o circuito credit&iacute;cio&#45;produtivo cafeeiro em solo brasileiro, que dava ao comiss&aacute;rio a condi&#231;&atilde;o de credor do fazendeiro. Na pr&aacute;tica, tais rela&#231;&otilde;es se davam da seguinte maneira: as casas comiss&aacute;rias compravam o caf&eacute; dos fazendeiros e se incumbiam de classific&aacute;&#45;lo em seus armaz&eacute;ns em Santos e, uma vez cumprida esta etapa, o produto era oferecido &agrave;s casas exportadoras em sacas de 60 quilos. Estas escolhiam as amostras de caf&eacute; que iriam adquirir e fechavam o neg&oacute;cio com o comiss&aacute;rio, quando ent&atilde;o era emitida a <i>conta de venda do caf&eacute;</i> &#150;cuja c&oacute;pia era enviada ao cafeicultor informando o pre&#231;o de venda alcan&#231;ado e a comiss&atilde;o por ele paga ao comiss&aacute;rio&#150;, bilhete que indicava o dia da negocia&#231;&atilde;o, sendo que o exportador tinha 30 dias para retirar as sacas do produto que havia comprado e pagar o comiss&aacute;rio neste prazo. Em rela&#231;&atilde;o &agrave; classifica&#231;&atilde;o, os caf&eacute;s se diferenciavam em <i>tipos</i> que seguiam uma ordem num&eacute;rica decrescente: o tipo um era o que continha menos defeitos como gr&atilde;os pretos ou quebrados; e o tipo sete era o de menor qualidade (ACS Relat&oacute;rio, 1887; Pereira, 1980).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A historiografia econ&ocirc;mica evidenciou o predom&iacute;nio das casas estrangeiras sobre a venda do caf&eacute; brasileiro, demarcando que esta condi&#231;&atilde;o, datada de d&eacute;cadas anteriores, seria ampliada a partir de 1890 (Cano, 1981; Prado Jr., 1969; Saes, 1986a). Segundo Fausto (2006, p. 232) "Em meados dos anos &#91;18&#93;90, as empresas estrangeiras j&aacute; detinham o controle do com&eacute;rcio de exporta&#231;&atilde;o do Porto de Santos &#91;&#8230;&#93;", tendo no caf&eacute; o principal produto. Tal controle se aprofundaria ainda mais at&eacute; 1920, quando as cinco maiores casas estrangeiras controlariam 43% da exporta&#231;&atilde;o de caf&eacute; nacional (Melo, 2003).<a href="#a7n3" id="a7n&#45;3">3</a></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por&eacute;m, existem lacunas no entendimento das casas exportadoras de caf&eacute; no Brasil, e uma destas brechas encontra&#45;se na escassez de informa&#231;&otilde;es sobre como se constituiu este predom&iacute;nio sobre os embarques de caf&eacute; brasileiro no s&eacute;culo XIX. Qualquer tentativa de responder esta quest&atilde;o deve ter como objeto de an&aacute;lise ao menos uma das duas principais pra&#231;as do com&eacute;rcio cafeeiro naquele per&iacute;odo: Rio de Janeiro e Santos. Em rela&#231;&atilde;o ao porto santista, o tema se torna ainda mais instigante, pois na prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo formou&#45;se, a partir da d&eacute;cada de 1870, o complexo econ&ocirc;mico cafeeiro paulista, que tinha ao centro a produ&#231;&atilde;o cafeeira e, paralelamente, atividades por ela estimuladas: ind&uacute;stria, bancos, ferrovias, empresas de servi&#231;os p&uacute;blicos (&aacute;gua e esgoto, eletricidade, g&aacute;s), produ&#231;&atilde;o de alimentos e mat&eacute;rias&#45;primas, com&eacute;rcio de importa&#231;&atilde;o e exporta&#231;&atilde;o (Cano, 1981). Estes investimentos foram levantados por indiv&iacute;duos que buscavam diversificar suas fontes de riqueza, desgarrando&#45;se da lavoura como &uacute;nica atividade econ&ocirc;mica, homens que compunham o grande capital cafeeiro (Perissinotto, 1994; Silva, 1995). Por mais robustos economicamente que tenham sido estes indiv&iacute;duos, eles n&atilde;o desbancaram o capital estrangeiro de sua posi&#231;&atilde;o dominante na exporta&#231;&atilde;o cafeeira em Santos, o que torna pertinente desnudar a forma como estas casas estrangeiras atuavam naquela pra&#231;a, sobrepujando o capital nacional.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O artigo explora a presen&#231;a e as formas de atua&#231;&atilde;o do capital estrangeiro sobre a exporta&#231;&atilde;o do caf&eacute; paulista no s&eacute;culo XIX, considerando quatro elementos fundamentais para os neg&oacute;cios de exporta&#231;&atilde;o: caf&eacute;, capital, transporte do produto &agrave;s &aacute;reas consumidoras e a securitiza&#231;&atilde;o da carga. Estes elementos b&aacute;sicos eram fornecidos por <i>grupos econ&ocirc;micos estrangeiros</i>:<a href="#a7n4" id="a7n&#45;4">4</a> casas exportadoras, bancos, companhias de navega&#231;&atilde;o e seguradoras, empresas que na pra&#231;a de Santos eram, na maioria, iniciativas do capital internacional. Embasado nos relat&oacute;rios da Associa&#231;&atilde;o Comercial de Santos (ACS), complementados por relat&oacute;rios provinciais, &eacute; poss&iacute;vel constatar a forma&#231;&atilde;o deste predom&iacute;nio do capital estrangeiro e sua materializa&#231;&atilde;o no controle das firmas internacionais sobre a exporta&#231;&atilde;o do caf&eacute; em Santos no XIX.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por se tratar de um produto cuja produ&#231;&atilde;o era local, mas seu sistema produtivo se ligava a uma cadeia comercial integrada internacionalmente, enquadraremos o caf&eacute; na teoria das <i>global commodity chains</i> (GCC), entendida uma <i>commodity chain</i>, conforme	 Topik, Marichal e Frank (2006, p. 14), como "a produ&#231;&atilde;o de bens comercializ&aacute;veis desde a sua concep&#231;&atilde;o at&eacute; a sua elabora&#231;&atilde;o e transporte para o seu destino final nas m&atilde;os dos consumidores".<a href="#a7n5" id="a7n&#45;5">5</a> Pensamos que este enquadramento permite compreender melhor a atua&#231;&atilde;o dos diversos agentes envolvidos na produ&#231;&atilde;o e, sobretudo, comercializa&#231;&atilde;o do caf&eacute; &#150;fazendeiros, comiss&aacute;rios, exportadores, importadores, bancos, companhias de navega&#231;&atilde;o e seguros&#150;, indiv&iacute;duos que corroboram o aspecto global do caf&eacute;, pois eles atuavam em distintos pa&iacute;ses e continentes, n&atilde;o podendo sua an&aacute;lise se restringir a estudos regionais e, mesmo nacionais, que olvidam o ecumenismo dos neg&oacute;cios cafeeiros (Topik e Samper, 2006). Para tanto, ser&atilde;o valorizados n&atilde;o s&oacute; os elementos geogr&aacute;ficos que determinavam a produ&#231;&atilde;o e o com&eacute;rcio, mas os v&iacute;nculos entre os agentes que constitu&iacute;am a cadeia produtivo&#45;comercial. Estes v&iacute;nculos podiam ser tanto econ&ocirc;micos (por exemplo, mesma origem do capital das firmas) quanto socioculturais (por exemplo, mesma origem religiosa ou &eacute;tnica, estrangeiros <i>versus</i> nacionais) e ser&atilde;o considerados essenciais para a uni&atilde;o entre casas exportadoras, companhias de navega&#231;&atilde;o, seguros e bancos que formavam uma rede do capital estrangeiro a atuar no com&eacute;rcio do caf&eacute; santista no XIX (Gereffi, 1994; Powell e Smith&#45;Doerr, 1994; Smelser e Swedberg, 1994).<a href="#a7n6" id="a7n&#45;6">6</a></font></p>       <p align="justify">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>O mercado cafeeiro mundial no XIX e o papel do Oeste Paulista</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No s&eacute;culo XIX formou&#45;se um mercado mundial do caf&eacute;, inserindo o produto em uma cadeia global de mercadorias, com suas respectivas zonas produtoras e consumidoras.<a href="#a7n7" id="a7n&#45;7">7</a> At&eacute; ent&atilde;o, a rubi&aacute;cea originalmente encontrada na &Aacute;frica e cuja produ&#231;&atilde;o se difundiu nas terras &aacute;rabes do I&ecirc;men &#150;donde vem a classifica&#231;&atilde;o da planta como <i>caf&eacute; ar&aacute;bica</i>&#150; era comercializada na Europa, mas em pequena escala e com elevados pre&#231;os, sobretudo devido aos custos de transporte iemenita (Topik, 2003).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A consolida&#231;&atilde;o do mercado mundial cafeeiro viria no decorrer da revolu&#231;&atilde;o industrial e da urbaniza&#231;&atilde;o cada vez maior de cidades europeias e estadunidenses.<a href="#a7n8" id="a7n&#45;8">8</a> A cafe&iacute;na era um estimulante para a cada vez mais intensa rotina da vida capitalista no XIX, cujas f&aacute;bricas dos pa&iacute;ses centrais empregavam elevado contingente de m&atilde;o&#45;de&#45;obra que, frequentemente, tinha longas jornadas de trabalho &#150;de at&eacute; 16 horas&#150; e necessitava manter a aten&#231;&atilde;o nas tarefas laborais e, mais do que isso, sobreviver &agrave;s agruras do cotidiano industrial. A fim de estimular o consumo de caf&eacute;, principalmente nas camadas baixas e m&eacute;dias da popula&#231;&atilde;o, o governo estadunidense reduziu as taxas de importa&#231;&atilde;o sobre o produto no s&eacute;culo XIX, possibilitando a este mercado absorver 40% da produ&#231;&atilde;o cafeeira mundial ao final do referido s&eacute;culo. No caso da Alemanha, o segundo maior consumidor, os industriais germ&acirc;nicos ap&oacute;s 1870 compravam o produto das firmas importadoras para revender a pre&#231;o de custo aos seus funcion&aacute;rios, intencionando ganhos de produtividade nas f&aacute;bricas. O resultado destas pol&iacute;ticas na expans&atilde;o da demanda cafeeira foi n&iacute;tido: entre 1851&#45;1905, as importa&#231;&otilde;es mundiais mais do que triplicaram (Fenner, 2013; Samper e Fernando, 2003, p. 419; Topik, 2003).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pelo lado da oferta, a expans&atilde;o das &aacute;reas produtivas do caf&eacute; teve nas recentes lavouras da Am&eacute;rica Latina (M&eacute;xico, Nicar&aacute;gua, Col&ocirc;mbia, Haiti, Porto Rico, Jamaica, Guatemala, El Salvador) e nas &aacute;reas tradicionais da &Aacute;sia (Ceil&atilde;o, Indon&eacute;sia, Java), zonas que puderam responder de forma satisfat&oacute;ria aos est&iacute;mulos da demanda. Por&eacute;m, se a produ&#231;&atilde;o cafeeira no s&eacute;culo XIX cresceu na mesma propor&#231;&atilde;o que a demanda, este aumento deve recair principalmente na participa&#231;&atilde;o do Brasil no mercado cafeeiro mundial (Samper e Fernando, 2003).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">T&iacute;pico produto de exporta&#231;&atilde;o, o caf&eacute; espelhava a divis&atilde;o internacional do trabalho no XIX: produzido &agrave; base de explora&#231;&atilde;o escrava em pa&iacute;ses austrais, como o Brasil, para ser consumido nas economias do hemisf&eacute;rio norte. Neste esquema, o papel do Brasil foi fundamental, pois com seus largos terrenos prop&iacute;cios ao cultivo da rubi&aacute;cea &#150;cultivados com bra&#231;os escravos&#150; o pa&iacute;s teve enormes safras que serviram para aumentar a oferta mundial a pre&#231;os moderados, o que permitiu a amplia&#231;&atilde;o e consolida&#231;&atilde;o da bebida na cesta de consumo do Estados Unidos e Europa &#150;exceto a Inglaterra. A mete&oacute;rica ascens&atilde;o da lavoura cafeeira no Brasil iniciou&#45;se no final do s&eacute;culo XVIII, a partir das quebras produtivas no Haiti e, j&aacute; na d&eacute;cada de 1830, o pa&iacute;s tornara&#45;se o principal produtor; em 1850, o Brasil produzia mais da metade do caf&eacute; mundial e, em 1906, as lavouras nacionais tinham uma produ&#231;&atilde;o cinco vezes maior que dos outros produtores juntos (Topik, 2003; Topik e Samper, 2006).<a href="#a7n9" id="a7n&#45;9">9</a></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O mercado cafeeiro mundial do s&eacute;culo XIX teve no Estados Unidos, Alemanha e Fran&#231;a seus principais centros consumidores. Nesta estrutura de consumo, alguns pa&iacute;ses privilegiavam caf&eacute;s de maior qualidade,<a href="#a7n10" id="a7n&#45;10">10</a> como os da lavoura salvadorenha e do Madagascar que se destinavam &agrave; Fran&#231;a; mexicanos, guatemaltecos e costa&#45;riquenhos que eram revendidos na Alemanha. Por sua vez, o caf&eacute; brasileiro, pelo fato de n&atilde;o primar pela alta qualidade &#150;com seus atributos prejudicados pelo transporte no lombo de mulas e em sacos reutilizados&#150; a&#231;ambarcou o maior mercado consumidor, o estadunidense, que em conson&acirc;ncia buscava mais a quantidade que a qualidade, em virtude de seu grande mercado interno, al&eacute;m de ter se inserido na Alemanha, que tinha uma estrutura de consumo que contemplava caf&eacute;s mais nobres &agrave;s elites e, ao mesmo tempo, importava caf&eacute;s de menor qualidade ao proletariado (Topik, 2003).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O porto do Rio de Janeiro, aglutinando a produ&#231;&atilde;o do Vale do Para&iacute;ba<a href="#a7n11" id="a7n&#45;11">11</a> &#150;regi&atilde;o sul fluminense e leste paulista&#150; concentrou as exporta&#231;&otilde;es cafeeiras do Brasil durante quase todo s&eacute;culo XIX: nos anos 1840, a regi&atilde;o era respons&aacute;vel por aproximadamente 80% das exporta&#231;&otilde;es totais de caf&eacute; brasileiro, seguida por S&atilde;o Paulo e Minas Gerais; na d&eacute;cada de 1870, das lavouras fluminenses sa&iacute;am 55% da produ&#231;&atilde;o nacional, enquanto S&atilde;o Paulo produzia 23% e as Minas Gerais 14%. Todavia, a transi&#231;&atilde;o iniciada em meados do s&eacute;culo XIX consolidou&#45;se ao final do imp&eacute;rio: entre 1888&#45;1891, as lavouras paulistas responderam por 49% das exporta&#231;&otilde;es cafeeiras, ao passo que o Rio de Janeiro teve um decl&iacute;nio para a cifra de 24%, seguido de perto pelas Minas Gerais com 21.5%, sendo que, ao final da d&eacute;cada de 1890, o caf&eacute; paulista representaria quase 60% da produ&#231;&atilde;o nacional (Abreu e Lago, 2010; Franco, 1983).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No interior da prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo &#150;excetuando&#45;se a regi&atilde;o leste ligada ao Vale do Para&iacute;ba&#150; a cultura cafeeira veio a substituir os canaviais na metade do s&eacute;culo XIX, mudan&#231;a franqueada pelos seguintes motivos: a dota&#231;&atilde;o fundi&aacute;ria do interior de S&atilde;o Paulo, com grandes terrenos de favor&aacute;vel topografia e elevada produtividade inicial, o que permitia a expans&atilde;o cont&iacute;nua &agrave; fronteira do caf&eacute;; a cria&#231;&atilde;o das ferrovias<a href="#a7n12" id="a7n&#45;12">12</a> entre 1867&#45;1875; a introdu&#231;&atilde;o de trabalhadores assalariados, na maioria imigrantes europeus, que se constitu&iacute;ram em uma op&#231;&atilde;o &agrave; escassez e altos pre&#231;os dos cativos ap&oacute;s o fim do tr&aacute;fico em 1850; inova&#231;&otilde;es t&eacute;cnicas como as m&aacute;quinas de beneficiamento, que invadiram as fazendas a fim de racionalizar a produ&#231;&atilde;o e poupar m&atilde;o&#45;de&#45;obra; pelos menores custos em rela&#231;&atilde;o aos engenhos; e pela crescente demanda no mercado internacional. Estas condi&#231;&otilde;es se amadureceram na d&eacute;cada de 1870, quando um movimento de alta nos pre&#231;os externos, entre 1869&#45;1877, foi correspondido pela produ&#231;&atilde;o paulista, que dobrou entre 1876&#45;1883 (Cano, 1981; Costa, 2007; Delfim Netto, 2009; Petrone, 2010).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na regi&atilde;o que ficou conhecida como Oeste Paulista situava&#45;se a maior parte das lavouras cafeeiras de S&atilde;o Paulo na d&eacute;cada de 1880. De acordo com a classifica&#231;&atilde;o adotada por Milliet (1982), que delimitou as regi&otilde;es paulistas de acordo com as ferrovias nelas presentes, no que se convencionou chamar de Oeste Paulista estavam inseridas tr&ecirc;s zonas: a Central, a da Paulista (em refer&ecirc;ncia &agrave; Companhia Paulista de Estradas de Ferro criada em 1868) e a da Mogiana (em refer&ecirc;ncia &agrave; Companhia Mogiana de Estradas de Ferro criada em 1872): em 1886, as tr&ecirc;s &aacute;reas somadas produziram 74.5% do caf&eacute; paulista.<a href="#a7n13" id="a7n&#45;13">13</a></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O Brasil era o grande produtor mundial no XIX e, ao final daquele s&eacute;culo, S&atilde;o Paulo abrigava a maior parte das lavouras cafeeiras. Entre 1885&#45;1894, uma conjuntura no mercado mundial cafeeiro marcada por uma oferta aqu&eacute;m da demanda &#150;devido &agrave;s quebras nas safras asi&aacute;ticas causadas por pragas agr&iacute;colas&#150; traduziu&#45;se em forte alta nos pre&#231;os internacionais, o que estimulou ainda mais os cafeicultores paulistas na expans&atilde;o de suas fazendas, resultando no dom&iacute;nio de S&atilde;o Paulo sobre a produ&#231;&atilde;o, uma vez que de suas lavouras sa&iacute;am mais de 50% da oferta mundial (Topik, 2003).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O trato direto da produ&#231;&atilde;o e comercializa&#231;&atilde;o do caf&eacute; do Oeste Paulista demandou uma melhoria organizacional dos envolvidos nos neg&oacute;cios cafeeiros. Fazendeiros, comiss&aacute;rios, exportadores, companhias de seguro e navega&#231;&atilde;o, e os bancos &#150;n&atilde;o obstante eventuais rusgas que opuseram o capital nacional ao estrangeiro&#150; tiveram que atuar conjuntamente para viabilizar a produ&#231;&atilde;o e exporta&#231;&atilde;o cafeeira, sendo elos de uma cadeia produtivo&#45;comercial que agregava: o cultivo, processamento, intermedia&#231;&atilde;o comercial e financeira, e o consumo do caf&eacute; (Topik e Samper, 2006). Para tanto, estes empreendimentos necessitavam de um &oacute;rg&atilde;o para expor seus interesses em Santos, medida que seria de suma import&acirc;ncia na consolida&#231;&atilde;o deste porto como a maior porta de sa&iacute;da ao caf&eacute; nacional.</font></p>       <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>A associa&#231;&atilde;o comercial de Santos (1870): a divis&atilde;o de tarefas entre o capital nacional e o estrangeiro</b></font></p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A expans&atilde;o dos cafezais no interior paulista na d&eacute;cada de 1870, concomitantemente ao desenvolvimento das linhas ferrovi&aacute;rias que melhoravam a liga&#231;&atilde;o entre a zona produtiva (Oeste Paulista) e a zona exportadora (Santos), demandava uma crescente organiza&#231;&atilde;o por partes dos comerciantes a fim de dar vaz&atilde;o &agrave;s safras cada vez maiores. Em Santos, a incumb&ecirc;ncia de receber o caf&eacute; era dos <i>comiss&aacute;rios</i>, que classificavam e armazenavam o produto, posteriormente adquirido pelos <i>exportadores</i>. Comiss&aacute;rios e exportadores simbolizavam, respectivamente, o capital nacional (grande capital cafeeiro) e o estrangeiro envolvido diretamente na comercializa&#231;&atilde;o do caf&eacute;. Como esta conviv&ecirc;ncia nem sempre era harmoniosa, tornava&#45;se imperativo uma institui&#231;&atilde;o que pudesse dirimir eventuais conflitos.</font></p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Constitu&iacute;da em 22 de dezembro de 1870, a Associa&#231;&atilde;o Comercial de Santos (ACS) surgiu como uma institui&#231;&atilde;o formada em uma reuni&atilde;o que contou com a participa&#231;&atilde;o de 106 indiv&iacute;duos ligados ao alto com&eacute;rcio cafeeiro santista: comiss&aacute;rios, exportadores, capitalistas, banqueiros, corretores e armadores que tinham suas atividades na pra&#231;a comercial de Santos, podendo ser estrangeiros ou nacionais.<a href="#a7n14" id="a7n&#45;14">14</a> Em junho de 1871, a ACS recebeu autoriza&#231;&atilde;o imperial para seu funcionamento e, em 1874, elegeu sua primeira diretoria formada por: Nicolau Vergueiro (presidente), Bar&atilde;o de Embar&eacute; (vice&#45;presidente), Ignacio Cochrane (secret&aacute;rio), Jos&eacute; de Azur&eacute;m Costa (tesoureiro), Jo&atilde;o Antonio Teixeira, Rodolfo Wursten, Jos&eacute; Ricardo Wright, Carlos Wagner e Henrique Leub&aacute; (ACS Relat&oacute;rio, 1876; Pereira, 1980).<a href="#a7n15" id="a7n&#45;15">15</a></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Cruzando a rela&#231;&atilde;o dos s&oacute;cios fundadores da ACS com os dados do almanaque da prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo para o ano de 1873, constatamos a ocupa&#231;&atilde;o de 53 dos associados: 31 comiss&aacute;rios de caf&eacute;, 22 exportadores &#150;sendo que oito indiv&iacute;duos eram comiss&aacute;rios e exportadores&#150;, al&eacute;m de dois envolvidos com neg&oacute;cios banc&aacute;rios e outros dois com companhias de seguros. Ali&aacute;s, esta tend&ecirc;ncia se manteve nos anos posteriores, sempre a indicar que os comiss&aacute;rios estavam em maior n&uacute;mero na cidade de Santos comparados &agrave;s casas exportadoras (ver <a href="#a7c1" id="a7c&#45;1">tabela 1</a>).</font></p>     <table border="1" cellspacing="1" width="580" align="center"> <caption><a href="#a7c&#45;1" id="a7c1">TABELA 1</a>. CASAS COMISS&Aacute;RIAS E DE CASAS DE EXPORTA&Ccedil;&Atilde; DE CAF&Eacute; NA CIDADE DE SANTOS, 1873&#45;1891 </caption><tbody> <tr> <th scope="col">    <br> </th> <th scope="col">1873</th> <th scope="col">1882</th> <th scope="col">1888</th> <th scope="col">1891</th> </tr> <tr> <td align="center">Casas comiss&aacute;rias</td> <td align="center">51</td> <td align="center">60</td> <td align="center">84</td> <td align="center">80</td> </tr> <tr> <td align="center">Casas exportadoras</td> <td align="center">35</td> <td align="center">29</td> <td align="center">30</td> <td align="center">39</td> </tr> <tr> <td colspan="5" align="justify">Fontes: Laemmert (1882, pp. 1965&#45;1966); Lun&eacute; e Fonseca (1873, pp. 266&#45;281); S&atilde;o Paulo    <br> (1888, p. 519); S&atilde;o Paulo (1891, pp. 628&#45;635).</td> </tr> </tbody> </table> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Das casas comiss&aacute;rias atuando em Santos entre 1871&#45;1891, apenas 23 mantiveram atividades por ao menos sete anos: Alves Lima &amp; Cia.; Jos&eacute; Azurem Costa; Amaral Rocha &amp; Cia.; Jos&eacute; Manoel de Arruda; Antonio de Freitas Guimar&atilde;es &amp; Cia.; Manuel Antonio de Bittencourt; Antonio Jos&eacute; da Silva Bastos; Manoel Louren&#231;o da Rocha; Benedito Narciso &amp; Silveira; Prates &amp; Filhos (Prates &amp; Souza); Braga Jr. &amp; Cia.; Rocha Silvares &amp; Cia.; Costa Silveira &amp; Cia.; Salles Oliveira &amp; S&aacute;; Francisco Paula Coelho; Souza Queiroz &amp; Vergueiro; Gregorio Innocencio de Freitas; Telles, Netto &amp; Cia.; Henrique Pedro de Oliveira; Vieira Barbosa &amp; Cia.; J. F. de Lacerda &amp; Cia. (exportador); Julio Concei&#231;&atilde;o; Jo&atilde;o Manuel Alfaia Rodrigues. Um exemplo de casa comiss&aacute;ria formada por cafeicultores se encontrava na firma Souza Queiroz &amp; Vergueiro, sociedade que reunia importantes fazendeiros da regi&atilde;o de Limeira, Rio e Claro e Campinas (Pereira, 1980).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A estrutura de comercializa&#231;&atilde;o do caf&eacute; paulista que se formou na cidade de Santos delimitava o raio de a&#231;&atilde;o do capital nacional. Considerando as maiores casas comiss&aacute;rias que atuaram em Santos na segunda metade do s&eacute;culo XIX, vemos que elas eram predominantemente firmas nacionais, e boa parte delas eram sociedades de fazendeiros que decidiram diversificar suas fontes de renda adentrando ao mundo da comercializa&#231;&atilde;o, tornando&#45;se membros do grande capital cafeeiro, mas que dificilmente iam al&eacute;m das fronteiras do mercado interno (Pereira, 1980).<a href="#a7n16" id="a7n&#45;16">16</a></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O capital nacional, na figura do comiss&aacute;rio de caf&eacute;, encontrava&#45;se em maior n&uacute;mero na zona portu&aacute;ria santista e em sua associa&#231;&atilde;o de classe, a ACS. Mas, na cadeia comercial cafeeira, ele encontrava&#45;se subordinado &agrave;s casas exportadoras. Por estarem em menor n&uacute;mero, estas firmas internacionais valiam&#45;se de um oligops&ocirc;nio sob os comiss&aacute;rios na tentativa de rebaixar os pre&#231;os de compra do produto no Brasil (pre&#231;o de importa&#231;&atilde;o). Uma vez embarcado o gr&atilde;o em Santos e chegando aos mercados consumidores, as casas exportadoras, a partir de seus armaz&eacute;ns na Europa e Estados Unidos, e da condi&#231;&atilde;o oligop&oacute;lica de serem os &uacute;nicos ofertantes da mercadoria, regulavam os estoques do produto e o momento em que ele seria colocado &agrave; venda, implicando em uma rigidez dos pre&#231;os do caf&eacute; no varejo estadunidense que garantia uma alta margem de comercializa&#231;&atilde;o &#150;diferen&#231;a entre o pre&#231;o m&eacute;dio de importa&#231;&atilde;o do caf&eacute; e seu pre&#231;o m&eacute;dio no varejo&#150; a favor das casas exportadoras (ver <a href="#a7c2" id="a7c&#45;2">tabela 2</a>). Desta forma, tais firmas tinham um mecanismo que lhes permitia contrabalan&#231;ar as inconst&acirc;ncias dos ciclos de pre&#231;os<a href="#a7n17" id="a7n&#45;17">17</a> que tanto afligiam as casas comiss&aacute;rias e os cafeicultores nacionais, que ora tinham uma remunera&#231;&atilde;o maior pelo caf&eacute; quando os pre&#231;os estavam ascendentes, condi&#231;&atilde;o que, no longo prazo, n&atilde;o se sustentava em virtude da forma&#231;&atilde;o de estoques pelos exportadores, que infligiam quedas nas cota&#231;&otilde;es a serem pagas pela aquisi&#231;&atilde;o das sacas nas &aacute;reas produtoras (Delfim Netto, 2009).<a href="#a7n18" id="a7n&#45;18">18</a></font></p>     <table border="1" cellspacing="1" width="580" align="center"> <caption><a href="#a7c&#45;2" id="a7c2">TABELA 2</a>. PRE&Ccedil;OS DO CAF&Eacute; BRASILEIRO IMPORTADO POR ESTADOS UNIDOS E PRE&Ccedil;O DO CAF&Eacute; NO VAREJO ESTADUNIDENSE </caption><tbody> <tr> <th scope="col">Anos</th> <th scope="col">Pre&ccedil;o de importa&ccedil;&atilde;o</th> <th scope="col">Pre&ccedil;o no varejo</th> </tr> <tr> <td align="center">1892</td> <td align="center">14.3</td> <td align="center">28</td> </tr> <tr> <td align="center">1893</td> <td align="center">17.2</td> <td align="center">28.3</td> </tr> <tr> <td align="center">1894</td> <td align="center">16.6</td> <td align="center">27.8</td> </tr> <tr> <td align="center">1895</td> <td align="center">15.6</td> <td align="center">27.4</td> </tr> <tr> <td align="center">1896</td> <td align="center">13</td> <td align="center">26.8</td> </tr> <tr> <td align="center">1897</td> <td align="center">7.4</td> <td align="center">25.5</td> </tr> <tr> <td align="center">1898</td> <td align="center">6.4</td> <td align="center">24.5</td> </tr> <tr> <td align="center">1899</td> <td align="center">6.1</td> <td align="center">24.4</td> </tr> <tr> <td align="center">1900</td> <td align="center">9</td> <td align="center">24.5</td> </tr> <tr> <td colspan="3" align="justify">Notas: pre&ccedil;os em centavos de d&oacute;lares correntes por libra&#45;peso. O pre&ccedil;o de importa&ccedil;&atilde;o do caf&eacute; brasileiro para os anos de 1892 e 1893 foi tomado tendo como base o pre&ccedil;o do caf&eacute; no porto do Rio de Janeiro (RJ). J&aacute;, entre 1894&#45;1900, os pre&ccedil;os de importa&ccedil;&atilde;o do caf&eacute; brasileiro se basearam nas cota&ccedil;&otilde;es do produto em Santos (SP).    <br> Fontes: Delfim Netto (2009, p. 54); Samper e Fernando (2003, p. 450).</td> </tr> </tbody> </table>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Uma vez explicitada a superioridade comercial das casas exportadoras sobre as firmas comiss&aacute;rias, devemos notar que tal benef&iacute;cio desviava&#45;se ao capital internacional. As casas exportadoras em Santos no s&eacute;culo XIX eram predominantemente firmas estrangeiras, sobretudo alem&atilde;s, estadunidenses e inglesas. Em que pese as firmas exportadoras girarem em torno de 30 a 40 empresas no porto santista entre os anos 1873&#45;1891 (ver <a href="#a7c1">tabela&#160;1</a>), de fato, vemos que as doze maiores casas tinham um grande poder de mercado, tendo esta camada superior controlado 67% das exporta&#231;&otilde;es cafeeiras em Santos entre 1885&#45;1886, n&uacute;mero que chegou a 81% entre 1895&#45;1899 (ver <a href="#a7c3" id="a7c&#45;3">tabela 3</a>).</font></p>     <table border="1" cellspacing="1" width="580" align="center"> <caption><a href="#a7c&#45;3" id="a7c3">TABELA 3</a>. AS MAIORES CASAS EXPORTADORAS DE CAF&Eacute; NA CIDADE DE SANTOS (SP) E A ORIGEM DESTAS EMPRESAS, 1885&#45;1886 E 1895&#45;1899 (CAF&Eacute; EM SACAS DE 60 KG) </caption><tbody> <tr> <th scope="col">Casa exportadora</th> <th scope="col">Origem</th> <th scope="col">1885&#45;1886</th> <th scope="col">Casa exportadora</th> <th scope="col">Origem</th> <th scope="col">1895&#45;1899</th> </tr> <tr> <td align="center">J. F. de Lacerda &amp; Cia.</td> <td align="center">Brasil</td> <td align="center">489,309</td> <td align="center">Naumann, Gepp &amp; Co. Ltd.</td> <td align="center">Inglaterra</td> <td align="center">4,063,400</td> </tr> <tr> <td align="center">Zerrener B&uuml;low &amp; Co.</td> <td align="center">Alemanha</td> <td align="center">455,471</td> <td align="center">Goetz, Hayn &amp; Co.</td> <td align="center">Estados Unidos</td> <td align="center">2,479,892</td> </tr>   <tr> <td align="center">Berla Cotrim &amp; Co.</td> <td align="center">Alemanha</td> <td align="center">249,266</td> <td align="center">Theodor Wille &amp; Co.</td> <td align="center">Alemanha</td> <td align="center">2,283,051</td> </tr> <tr> <td align="center">John Bradshaw &amp; Co.</td> <td align="center">Estados Unidos</td> <td align="center">246,548</td> <td align="center">E. Johnston &amp; Co.</td> <td align="center">Inglaterra</td> <td align="center">1,700,687</td> </tr>   <tr> <td align="center">Holworthy &amp; Ellis</td> <td align="center">Inglaterra</td> <td align="center">228,160</td> <td align="center">Karl Valais &amp; Co.</td> <td align="center">Francia</td> <td align="center">1,105,510</td> </tr> <tr> <td align="center">Hard Hand &amp; Co.</td> <td align="center">Estados Unidos</td> <td align="center">227,045</td> <td align="center">Arbuckle Brothers</td> <td align="center">Estados Unidos</td> <td align="center">840,721</td> </tr>   <tr> <td align="center">Felix Sawen</td> <td align="center">Francia</td> <td align="center">197,370</td> <td align="center">Hard, Rand &amp; Co.</td> <td align="center">Estados Unidos</td> <td align="center">788,468</td> </tr> <tr> <td align="center">Auguste Leuba &amp; Co.</td> <td align="center">Francia</td> <td align="center">187,276</td> <td align="center">Zerrener, B&uuml;low &amp; Co.</td> <td align="center">Alemanha</td> <td align="center">733,545</td> </tr>   <tr> <td align="center">Arbuckle Brothers</td> <td align="center">Estados Unidos</td> <td align="center">186,269</td> <td align="center">J. W. Doane &amp; Co.</td> <td align="center">Estados Unidos</td> <td align="center">685,340</td> </tr> <tr> <td align="center">Jonh Ford &amp; Co.</td> <td align="center">Estados Unidos</td> <td align="center">183,460</td> <td align="center">A. Trommel &amp; Co.</td> <td align="center">Alemanha</td> <td align="center">497,569</td> </tr>   <tr> <td align="center">Theodor Wille &amp; Co.</td> <td align="center">Alemanha</td> <td align="center">169,906</td> <td align="center">Holworthy, Ellis &amp; Co.</td> <td align="center">Inglaterra</td> <td align="center">495,533</td> </tr> <tr> <td align="center">A. Trommel &amp; Co.</td> <td align="center">Alemanha</td> <td align="center">167,596</td> <td align="center">Steinwender Stoffregen &amp; Co.</td> <td align="center">Estados Unidos</td> <td align="center">458,055</td> </tr>   <tr> <td align="center">Demais exportadores</td> <td align="center">s. d.</td> <td align="center">723,782</td> <td align="center">Demais exportadores</td> <td align="center">s. d.</td> <td align="center">4 015,427</td> </tr> <tr> <td colspan="2" align="center">Total exportado</td> <td align="center">3,711,458</td> <td colspan="2" align="center">Total exportado</td> <td align="center">19,689,143</td> </tr> <tr> <td colspan="6" align="justify">Fonte: ACS Relat&oacute;rio (1887; 1899).</td> </tr> </tbody> </table>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A &uacute;nica casa exportadora nacional listada era a J. F. de Lacerda &amp; Cia., firma pertencente &agrave; fam&iacute;lia Lacerda Franco, representantes do grande capital cafeeiro paulista com fazendas nas vilas de Limeira, Araras, S&atilde;o Carlos e Rio Claro (ver <a href="#a7c3">tabela 3</a>). Sem olvidar a lideran&#231;a que esta casa teve nas exporta&#231;&otilde;es cafeeiras santistas na metade da d&eacute;cada de 1880, devemos enquadr&aacute;&#45;la perante o dom&iacute;nio do capital estrangeiro neste setor, pois mesmo que ela tenha exportado 13% do caf&eacute; paulista no bi&ecirc;nio 1885&#45;1886, seus onze principais concorrentes, todos estrangeiros, exportaram, de forma conjunta, mais de cinco vezes este montante. Ademais, a firma entraria em liquida&#231;&atilde;o na d&eacute;cada de 1890, tendo sido arrematada justamente por uma concorrente estrangeira, a alem&atilde; Theodor Wille &amp; Co. em maio de 1893 (Silva, 2011).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Esse dom&iacute;nio do capital estrangeiro na pra&#231;a de Santos foi se constituindo desde a d&eacute;cada de 1840, quando casas exportadoras alem&atilde;s &#150;principal mercado consumidor de caf&eacute; at&eacute; ent&atilde;o&#150; nela se fixaram, tempo em que Santos tinha um papel secund&aacute;rio frente ao porto da capital do imp&eacute;rio. A primeira delas foi a Theodor Wille &amp; Co., firma que objetivava o com&eacute;rcio de importa&#231;&atilde;o&#45;exporta&#231;&atilde;o e que levava o nome de seu fundador, tendo sido criada em 1844 na cidade de Santos e cuja matriz ficava na cidade alem&atilde; de Hamburgo (Moraes, 1988).<a href="#a7n19" id="a7n&#45;19">19</a> Na mesma d&eacute;cada, a casa inglesa Edward Johnston &amp; Co. j&aacute; era uma das principais firmas exportadoras de caf&eacute; na pra&#231;a do Rio de Janeiro, posi&#231;&atilde;o que tamb&eacute;m seria relevante em Santos ao final do s&eacute;culo.<a href="#a7n20" id="a7n&#45;20">20</a></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O capital estrangeiro dominava o &uacute;ltimo est&aacute;gio da cadeia comercial do caf&eacute; paulista.<a href="#a7n21" id="a7n&#45;21">21</a> Contudo, as casas exportadoras n&atilde;o atuavam sozinhas em Santos. Refor&#231;adas por institui&#231;&otilde;es financeiras internacionais, companhias de seguros e de navega&#231;&atilde;o, &eacute; que se explica o dom&iacute;nio destas casas sobre a quase totalidade do caf&eacute; brasileiro, cuja venda possibilitava os lucros que posteriormente remetiam aos seus pa&iacute;ses de origem.</font></p>       <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>A rede do capital estrangeiro no porto de Santos (SP)</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Antes de afirmar o papel dominante do capital estrangeiro em sua expans&atilde;o imperialista na busca de mercados externos no final do XIX, devemos orientar nossa an&aacute;lise &agrave;s dificuldades de afirma&#231;&atilde;o do capital nacional em algumas searas: "A penetra&#231;&atilde;o do capital estrangeiro, acentuada a partir do fim do s&eacute;culo &#91;XIX&#93;, em parte resultado da press&atilde;o desse pr&oacute;prio capital, estaria ligada tamb&eacute;m ao limite de acumula&#231;&atilde;o do capital paulista que n&atilde;o s&oacute; deixa &aacute;reas livres de investimento, mas principalmente passa a necessitar da entrada de capital estrangeiro para garantir sua reprodu&#231;&atilde;o" (Saes, 1986a, p. 156).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O limite &agrave; acumula&#231;&atilde;o do capital nacional na comercializa&#231;&atilde;o cafeeira se dava em sua atua&#231;&atilde;o como comiss&aacute;rio, prendendo&#45;se &agrave;s trocas com os fazendeiros e &agrave; venda do caf&eacute; aos exportadores, estes sim, os grandes comerciantes &agrave; longa dist&acirc;ncia. Sendo o caf&eacute; um produto voltado &agrave; exporta&#231;&atilde;o, entre o seu cultivo e a chegada aos mercados consumidores &#150;Europa e Estados Unidos&#150; era gerada uma demanda por atividades paralelas que compuseram o complexo econ&ocirc;mico cafeeiro paulista. Entendemos que parte destas atividades eram de cunho interno, caso das ferrovias, e que suas dificuldades e oportunidades foram equacionadas e, respectivamente, aproveitadas, pelo capital nacional, ou seja, o grande capital cafeeiro, na medida em que estes indiv&iacute;duos montaram empresas com seus pr&oacute;prios capitais, ou com o cr&eacute;dito institucional de um incipiente sistema banc&aacute;rio paulista, um dos principais entraves &agrave; forma&#231;&atilde;o de neg&oacute;cios de maior vulto na economia provincial no s&eacute;culo XIX.<a href="#a7n22" id="a7n&#45;22">22</a> A prop&oacute;sito, no ramo ferrovi&aacute;rio paulista, das cinco mais importantes estradas que ligavam a produ&#231;&atilde;o cafeeira do interior &agrave; zona litor&acirc;nea de Santos, quatro foram iniciativas do capital nacional (Companhia Paulista de Estradas de Ferro fundada em 1968; Companhia Mogiana de Estradas de Ferro criada em 1872; Companhia Ituana de Estradas de Ferro inaugurada em 1873; Companhia Sorocabana de Estradas de Ferro inaugurada em 1875) e somente a S&atilde;o Paulo Railway coube ao capital ingl&ecirc;s (inaugurada em 1867) (Saes, 1986a).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por sua vez, no que tange exclusivamente &agrave; exporta&#231;&atilde;o do caf&eacute;, havia quatro atividades indispens&aacute;veis para que o produto nacional se transformasse em uma <i>commodity</i>: <i>a</i>) <i>casas exportadoras</i>, como j&aacute; visto; <i>b</i>) <i>empresas de navega&#231;&atilde;o</i>; <i>c</i>) <i>bancos</i>; e <i>d</i>) <i>companhias de seguros</i>. Ao analisar as empresas atuantes nestas quatro atividades em Santos na d&eacute;cada de 1880, notamos que o capital estrangeiro buscava uma simbiose entre seus investimentos, tomando preferencialmente o caminho do funcionamento corrente dos neg&oacute;cios cafeeiros, principal g&ecirc;nero de exporta&#231;&atilde;o nacional cujos pre&#231;os no mercado externo entraram em nova curva ascendente a partir de 1886 (Castro, 1979).<a href="#a7n23" id="a7n&#45;23">23</a></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A organiza&#231;&atilde;o empresarial em <i>grupos econ&ocirc;micos</i> foi o recurso utilizado pelo capital estrangeiro para adentrar nestes ramos e viabilizar a exporta&#231;&atilde;o cafeeira, sendo estes grupos formados por empresas independentes que mantinham v&iacute;nculos e formavam redes para superar car&ecirc;ncias de uma economia brasileira atrasada no s&eacute;culo XIX &#150;ainda escravista&#150; fragilidades expostas, por exemplo, nas parcas fontes de capital interno, no baixo desenvolvimento nacional da navega&#231;&atilde;o de longo curso e no tardio aparecimento de firmas seguradoras nacionais.<a href="#a7n24" id="a7n&#45;24">24</a> Os v&iacute;nculos entre as empresas pertencentes ao capital estrangeiro se davam atrav&eacute;s de caracter&iacute;sticas comuns a estas firmas e seus integrantes: origem &eacute;tnica, coincid&ecirc;ncia de dirigentes &#150;um indiv&iacute;duo podia estar envolvido em mais de uma destas firmas&#150;, parentesco, religi&atilde;o e, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, o fato destes estrangeiros serem os elos com os fluxos financeiros internacionais (Granovetter, 1994; Leff, 1978).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ademais, tais v&iacute;nculos n&atilde;o apenas podiam se dar entre as empresas, como dentro das firmas, como no caso da E. Johnston &amp; C., uma das maiores casas de exporta&#231;&atilde;o&#45;importa&#231;&atilde;o no Rio de Janeiro j&aacute; na metade do s&eacute;culo XIX e que se tornaria a quarta maior exportadora de caf&eacute; em Santos entre 1895&#45;1899 (ver <a href="#a7c3">tabela 3</a>). Esta firma formada na Inglaterra, em 1842, pelo comerciante ingl&ecirc;s Edward Johnston (1804&#45;1876) demonstra em sua trajet&oacute;ria administrativa uma predile&#231;&atilde;o pelos la&#231;os &eacute;tnicos brit&acirc;nicos, que pode ser evidenciada em 1845, quando a casa tinha tr&ecirc;s bases de neg&oacute;cios: Rio de Janeiro com a E. Johnston &amp; C. cujos s&oacute;cios eram os ingleses Edward Johnston, William Havers e o brasileiro Jo&atilde;o Ign&aacute;cio Tavares; em Liverpool com a Charles Ironside &amp; C. cujo s&oacute;cio era o ingl&ecirc;s Charles Ironside; e na Bahia com Johnston, Napier &amp; C. cujo s&oacute;cio era o ingl&ecirc;s J. Napier. Al&eacute;m de inglesa, a administra&#231;&atilde;o da E. Johnston &amp; C. tornou&#45;se familiar na d&eacute;cada de 1860, quando a casa da Bahia foi dissolvida e os neg&oacute;cios no Brasil foram concentrados no Rio de Janeiro, agora colocados nas m&atilde;os dos filhos: Charles Edwards (1829&#45;1908), Francis John (1831&#45;1911), Reginal Eden (1847&#45;1922) e Cyril Earles (1854&#45;1928). Estes novos s&oacute;cios, respons&aacute;veis pela abertura do escrit&oacute;rio da casa em Santos no ano de 1881, impuseram a l&oacute;gica dos v&iacute;nculos &eacute;tnicos na contrata&#231;&atilde;o de seus gerentes e administradores, recrutando&#45;os entre jovens ingleses de boas escolas que eram enviados ao Brasil por um per&iacute;odo de quatro anos para dominar as pr&aacute;ticas comerciais cafeeiras e, demonstrando aptid&atilde;o, tornavam&#45;se gerentes definitivos da casa no Brasil ou de suas ag&ecirc;ncias pelo mundo (Greenhill, 1992).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A trajet&oacute;ria empresarial dos s&oacute;cios da casa E. Johnston &amp; C. &#150;os filhos de Edward Johnston&#150; indica a import&acirc;ncia dos investimentos estrangeiros no Brasil, principalmente ingleses,<a href="#a7n25" id="a7n&#45;25">25</a> e a deliberada escolha por unir&#45;se a investimentos brit&acirc;nicos, revelando estrat&eacute;gias empresariais pertinentes aos grupos econ&ocirc;micos, como os v&iacute;nculos &eacute;tnicos e a coincid&ecirc;ncia de dirigentes. Em 1910, Reginald Eden Johnston estava presente na diretoria de outras empresas inglesas: Bank of England, Brazilian Warrant (exporta&#231;&atilde;o de caf&eacute;), Guardian Insurance Co. (seguros), Rio de Janeiro Lighterage Co. (servi&#231;os portu&aacute;rios), S&atilde;o Paulo Railway (ferrovia). Seu filho Charles Evelyn Johnston, que ingressou na firma familiar em 1905, estava na diretoria das empresas brit&acirc;nicas: Brazilian Warrant, Indemnity Mutual and Marine Insurance Co. (seguros), London and Brazilian Bank (banco), London City and Midland Bank (banco), Rio de Janeiro Lighterage Co. (servi&#231;os portu&aacute;rios), S&atilde;o Paulo Railway e da State of S&atilde;o Paulo Pure Coffee Co. (exporta&#231;&atilde;o de caf&eacute;) (Greenhill, 1992, p. 280).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A uni&atilde;o entre empresas estrangeiras formando grupos econ&ocirc;micos, estrat&eacute;gia utilizada pelos s&oacute;cios da E. Johnston, indica a import&acirc;ncia dos v&iacute;nculos do capital estrangeiro a atuar no mercado internacional. No caso do com&eacute;rcio cafeeiro santista na segunda metade do XIX, estes v&iacute;nculos transparecem quando analisamos os componentes desta cadeia comercial e o relacionamento entre seus agentes.</font></p>       <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Os v&iacute;nculos entre casas exportadoras e bancos em Santos</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Incialmente investigando a rela&#231;&atilde;o entre bancos estrangeiros e casas exportadoras, ressaltamos que os v&iacute;nculos das casas exportadoras com os sistemas financeiros de seus respectivos pa&iacute;ses facilitavam a a&#231;&atilde;o destas firmas na exporta&#231;&atilde;o do caf&eacute; brasileiro e podem explicar a posi&#231;&atilde;o de lideran&#231;a do capital internacional nesta atividade. Por um lado, enquanto reinavam as inconst&acirc;ncias do cr&eacute;dito formal na economia paulista, pelo menos at&eacute; a d&eacute;cada de 1880, as casas alem&atilde;s e inglesas tinham em Hamburgo e Londres, respectivamente, uma s&oacute;lida base financeira que permitia a obten&#231;&atilde;o de fundos necess&aacute;rios &agrave; compra do caf&eacute; juntos aos comiss&aacute;rios, que deveriam ser pagas em um m&ecirc;s e em moeda estrangeira (libra esterlina).<a href="#a7n26" id="a7n&#45;26">26</a> De outra parte, o cr&eacute;dito dos bancos internacionais, e das pr&oacute;prias matrizes destas casas na Europa e Estados Unidos, constitu&iacute;am&#45;se em salvaguardas contra as flutua&#231;&otilde;es da taxa cambial na Am&eacute;rica Latina, pois a raz&atilde;o de ser destas firmas era a remessa de lucros &agrave;s suas matrizes no exterior, montante que poderia ser afetado principalmente pelos reflexos adversos de crises financeiras internacionais que geravam movimentos cambiais bruscos nas economias latinas (Eichengreen, 2000; Furtado, 2000). Em uma correspond&ecirc;ncia de mar&#231;o de 1848, o alem&atilde;o Theodor Wille, &agrave; &eacute;poca morando em Hamburgo e vendo os acontecimentos da Primavera dos Povos, orientava os gerentes da casa no Brasil:</font></p> 	    <blockquote> 	      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os acontecimentos na Europa poder&atilde;o naturalmente ter grande influ&ecirc;ncia nos neg&oacute;cios de l&aacute;; principalmente se chegassem a mandar embora de Portugal a Dona Maria, n&atilde;o se poderia prever se tamb&eacute;m no Brasil come&#231;ariam desordens, fato que naturalmente teria influ&ecirc;ncia mal&eacute;fica sobre o c&acirc;mbio. Com o fito de salvaguardar um pouco o capital, solicito&#45;lhes remeterem o mais breve poss&iacute;vel todo o dinheiro que n&atilde;o seja essencial para os neg&oacute;cios, e mandarem&#45;no a John Louis Lemen&eacute;, em Londres, &agrave; minha ordem (Moraes, 1988).</font></p> </blockquote>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">A incipiente forma&#231;&atilde;o de um sistema banc&aacute;rio no Brasil imp&eacute;rio fica evidente ao compararmos as pra&#231;as nacionais, como o Rio de Janeiro, &agrave; cidade de Nova Iorque (Estados Unidos), como indicava o ministro da Fazenda no ano de 1848, o paraense Bernardo de Souza Franco: "com uma popula&#231;&atilde;o de quase 200 mil habitantes o Rio de Janeiro tinha, em 1848, apenas um estabelecimento banc&aacute;rio com um capital de 2 500 contos de r&eacute;is, enquanto a cidade de Nova Iorque, nessa mesma &eacute;poca possu&iacute;a cerca de 312 710 habitantes que dispunham de 24 bancos, com o capital de mais de 50 mil contos de r&eacute;is multiplicado por in&uacute;meras emiss&otilde;es de notas" (Franco, 1984, p. 31).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em rela&#231;&atilde;o &agrave; prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo, somente a partir da d&eacute;cada de 1880, quando ela se tornar&aacute; a principal exportadora de caf&eacute; no Brasil, &eacute; que podemos afirmar que se iniciou a forma&#231;&atilde;o de um sistema banc&aacute;rio, j&aacute; que em 1889 havia dez casas banc&aacute;rias na prov&iacute;ncia &#150;com 19 ag&ecirc;ncias&#150; enquanto em 1873 elas eram apenas nove ag&ecirc;ncias. Nestas institui&#231;&otilde;es, o capital nacional (grande capital cafeeiro) predominava, respondendo por 80% dos ativos banc&aacute;rios com seus sete bancos formados, em boa medida, por indiv&iacute;duos ligados ao caf&eacute;, como no caso do Banco Mercantil de Santos, criado em 1872 e cujos diretores eram comiss&aacute;rios de caf&eacute; (J. de Azur&eacute;m Costa e Augusto da Silva Prates). Sendo assim, n&atilde;o era apenas a forma&#231;&atilde;o tardia de um sistema credit&iacute;cio que teria inviabilizado a concorr&ecirc;ncia do capital nacional no controle das exporta&#231;&otilde;es de caf&eacute;, mas, tamb&eacute;m, decis&otilde;es dos empres&aacute;rios brasileiros de n&atilde;o adentrarem &agrave; arriscada esfera do com&eacute;rcio internacional, optando por investimentos mais seguros na pr&oacute;pria economia paulista, como as ferrovias e os bancos em que o capital nacional predominava e, em menor escala, convivia com o capital estrangeiro (Saes, 1986b).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Somente tr&ecirc;s dos bancos a atuarem na economia paulista durante a d&eacute;cada de 1880 eram estrangeiros, por&eacute;m, eles atuavam de maneira espec&iacute;fica no fomento das empresas de suas respectivas na&#231;&otilde;es: o English Bank of Rio de Janeiro (fundado em 1863 e com filial em S&atilde;o Paulo desde 1870), o London and Brazilian Bank (fundado em 1862 e com filial em S&atilde;o Paulo desde 1873) e o Brasilianische Bank f&uuml;r Deutschland (fundado em 1887 e com filial em S&atilde;o Paulo desde 1888). Estas empresas caracterizavam sua atua&#231;&atilde;o como bancos comerciais, descontando letras de c&acirc;mbio e recebendo dep&oacute;sitos, mas com foco nos neg&oacute;cios de importa&#231;&atilde;o&#45;exporta&#231;&atilde;o das casas de seus respectivos pa&iacute;ses.</font></p> 	    <blockquote> 	      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Eacute; muito importante entender que estes bancos n&atilde;o eram filiais de bancos ou casas banc&aacute;rias (<i>private banks</i>) da Inglaterra, mas associa&#231;&otilde;es de grandes comerciantes que negociavam com o Brasil e viam nos neg&oacute;cios financeiros perspectivas de expandir seus neg&oacute;cios no Brasil. N&atilde;o representavam a alta finan&#231;a europeia, mas reuniam comerciantes acostumados a lidar com o com&eacute;rcio exterior brasileiro, com o objetivo de colocar estas institui&#231;&otilde;es a servi&#231;o de suas <i>tradings</i> (Levy, 1994, p. 81).</font></p> </blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No caso dos bancos ingleses, percebemos a uni&atilde;o do capital comercial e financeiro internacional a atuar no Brasil no s&eacute;culo XIX, pois Edward Johnston, propriet&aacute;rio de uma das maiores casas exportadoras de caf&eacute; em Santos ao final do s&eacute;culo XIX &#150;a E. Johnston &amp; Comp.&#150;, constava na diretoria do London and Brazilian Bank em 1862, ao lado de importantes banqueiros e comerciantes londrinos, como Henry Louis Bischoffsheim (Guimar&atilde;es, 2011).<a href="#a7n27" id="a7n&#45;27">27</a> Em rela&#231;&atilde;o ao English Bank of Rio de Janeiro, Saes (1988, p. 36) afirma que ele "expressa o interesse dos bancos estrangeiros pelos neg&oacute;cios de exporta&#231;&atilde;o e importa&#231;&atilde;o, em r&aacute;pido crescimento e nucleados naquela cidade e porto &#91;Santos&#93;". Por sua vez, o Brasilianische Bank f&uuml;r Deutschland era parte da rede credit&iacute;cia que interligava bancos germ&acirc;nicos e casas exportadoras no Brasil, como a Theodor Wille &amp; Co.</font></p> 	    <blockquote> 	      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O estabelecimento de empresas estrangeiras em S&atilde;o Paulo ocorreu em v&aacute;rios setores da economia. O grande com&eacute;rcio, tanto de importa&#231;&atilde;o quanto de exporta&#231;&atilde;o, era controlado por empresas estrangeiras. Tais empresas ocupavam uma posi&#231;&atilde;o privilegiada por disporem de capitais relativamente importantes, aplicando lucros de seus pr&oacute;prios investimentos e recorrendo ao cr&eacute;dito de bancos internacionais. No caso da Theodor Wille &amp; Cia. o capital procedia da matriz de Hamburgo que tinha conex&otilde;es financeiras com o Brazilianische Bank f&uuml;r Deutschland, tamb&eacute;m daquela cidade. Al&eacute;m disso, Theodor Wille era acionista do Banco Anglo&#45;Alem&atilde;o e do London &amp; Hanseatic Bank (Moraes, 1988, p. 82).</font></p> </blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tais v&iacute;nculos entre bancos estrangeiros e as casas exportadoras em Santos contribu&iacute;ram para que estas empresas alcan&#231;assem o predom&iacute;nio na comercializa&#231;&atilde;o do caf&eacute; paulista, e, por extens&atilde;o, brasileiro, em virtude do acesso &agrave;s cambiais que eram a base para o pagamento do caf&eacute; adquirido junto aos comiss&aacute;rios e, posteriormente, de forma direta aos fazendeiros. Todavia, adquirir o caf&eacute; no Brasil era a primeira etapa de uma cadeia econ&ocirc;mica que tinha no transporte mar&iacute;timo um elemento vital ao com&eacute;rcio mundial cafeeiro.</font></p>       <p align="justify">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Os v&iacute;nculos entre casas exportadoras e empresas estrangeiras de navega&#231;&atilde;o de longo curso em Santos</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">De forma an&aacute;loga ao que se dava na rela&#231;&atilde;o entre comiss&aacute;rios e exportadores, havia uma clivagem nos servi&#231;os de navega&#231;&atilde;o: o capital nacional controlava a navega&#231;&atilde;o de cabotagem restrita &agrave; costa brasileira e, por sua vez, o capital estrangeiro dominava a navega&#231;&atilde;o de longo curso entre Santos e a Europa&#45;Estados Unidos, justamente o fil&atilde;o econ&ocirc;mico em que se inseria o com&eacute;rcio cafeeiro.<a href="#a7n28" id="a7n&#45;28">28</a> Esta divis&atilde;o de tarefas, que se repetia a n&iacute;vel nacional, vinha desde o in&iacute;cio da Independ&ecirc;ncia em 1822, pois os navios entrados no Porto do Rio de Janeiro provenientes da Europa, entre 1828&#45;1853, eram na maioria de origem estrangeira, ao passo que, as embarca&#231;&otilde;es provenientes da &Aacute;frica tinham na grande parte a bandeira brasileira, indicando que os barcos a vela nacionais se especializaram no tr&aacute;fico de escravos at&eacute; 1850, quando termina este rendoso neg&oacute;cio que abastecia o Brasil com m&atilde;o&#45;de&#45;obra africana, enquanto deixava aos estrangeiros o abastecimento do fluxo de mercadorias europeias e estadunidenses (Holten, 2003).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Com o fim do tr&aacute;fico de escravos para o Brasil em 1850 e a expuls&atilde;o de diversos traficantes, cessa a a&#231;&atilde;o da marinha mercante brasileira na navega&#231;&atilde;o de longo curso para mercados importantes ao Brasil, tendo as companhias nacionais de navega&#231;&atilde;o a preocupa&#231;&atilde;o de, ao menos, garantir a cabotagem (navega&#231;&atilde;o junto &agrave; costa brasileira) contra as investidas das firmas estrangeiras. Esta tarefa tamb&eacute;m se tornara complicada em virtude da libera&#231;&atilde;o da cabotagem &agrave;s embarca&#231;&otilde;es estrangeiras (Decreto Imperial n&uacute;m. 60 de 8 de outubro de 1833), que apesar de ter sido revogada em 1860, foi novamente consolidada com o Decreto Imperial n&uacute;m. 3.631 de 27 de mar&#231;o de 1866 que, ademais, facultava ao imp&eacute;rio a concess&atilde;o de subven&#231;&otilde;es &agrave;s empresas nacionais, bem como &agrave;s estrangeiras. A guiar o governo imperial nesta a&#231;&atilde;o estava a constata&#231;&atilde;o do crescimento econ&ocirc;mico vivido pelo Brasil na segunda metade do XIX, que ia al&eacute;m do caf&eacute; no Rio de Janeiro e S&atilde;o Paulo, incluindo borracha na Amaz&ocirc;nia; cacau e algod&atilde;o no Nordeste; erva&#45;mate, charque e couro no Sul, ou seja, a expans&atilde;o produtiva demandava uma estrutura comercial que as embarca&#231;&otilde;es nacionais n&atilde;o podiam atender de forma aut&ocirc;noma (Furtado, 2000; Goularti Filho, 2010; Holten, 2003).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As dificuldades da marinha mercante nacional para atender a expans&atilde;o econ&ocirc;mica nacional, bem como concorrer com as embarca&#231;&otilde;es estrangeiras, expressavam&#45;se na incipiente ind&uacute;stria naval brasileira do per&iacute;odo. Com a difus&atilde;o do navio a vapor na segunda metade do XIX, encurtando o tempo de viagem e aumentando a tonelagem das embarca&#231;&otilde;es, exp&ocirc;s&#45;se a obsolesc&ecirc;ncia dos estaleiros nacionais, concentrados na produ&#231;&atilde;o madeireira de barcos a vela e de menor tonelagem, em um momento em que os transatl&acirc;nticos de ferro movidos a vapor tomavam a frente no transporte de pessoas e mercadorias ao redor do mundo. Esta vantagem tecnol&oacute;gica tornava necess&aacute;ria e desej&aacute;vel a participa&#231;&atilde;o do capital estrangeiro neste ramo do neg&oacute;cio cafeeiro, pois, como no caso das ferrovias, os vapores diminu&iacute;am os custos de transporte, permitindo ao cafeicultor brasileiro se apoderar de uma maior parte da renda gerada na cadeia cafeeira, renda despendida, em boa medida, no consumo de g&ecirc;neros importados trazidos previamente pelos mesmos vapores que levariam o caf&eacute; para a Europa e Estados Unidos (Goularti Filho, 2010; Irwin e Kasarda, 1994; Topik e Samper, 2006).<a href="#a7n29" id="a7n&#45;29">29</a></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Existia um dom&iacute;nio das embarca&#231;&otilde;es inglesas, francesas e alem&atilde;s na navega&#231;&atilde;o de longo curso em Santos &#150;entendida como as linhas de navega&#231;&atilde;o entre o Brasil e o hemisf&eacute;rio norte (ver <a href="#a7c4" id="a7c&#45;4">tabela 4</a>)&#150;. Sem condi&#231;&otilde;es t&eacute;cnicas ou medidas econ&ocirc;micas protecionistas, as firmas nacionais contemplaram a a&#231;&atilde;o das companhias estrangeiras em meio ao crescimento das exporta&#231;&otilde;es de caf&eacute;, restringindo&#45;se &agrave; navega&#231;&atilde;o nos portos brasileiros e sul&#45;americanos.<a href="#a7n30" id="a7n&#45;30">30</a> J&aacute; as companhias de navega&#231;&atilde;o estrangeiras, como reflexo do poderio produtivo e comercial das na&#231;&otilde;es industriais, a&#231;ambarcavam as atividades comerciais brasileiras ao realizar o com&eacute;rcio Brasil&#45;Europa/Estados Unidos em duas pontas: atendendo &agrave; demanda nacional por mercadorias importadas e, tamb&eacute;m, ocupando as embarca&#231;&otilde;es com produtos brasileiros demandados no exterior, como o caf&eacute; &#150;sem olvidar do transporte de passageiros.<a href="#a7n31" id="a7n&#45;31">31</a></font></p>         <table border="1" cellspacing="1" width="580" align="center"> <caption><a href="#a7c&#45;4" id="a7c4">TABELA 4</a>. EMPRESAS DE NAVEGA&Ccedil;&Atilde;O DE LONGO CURSO NO PORTO DE SANTOS, 1868&#45;1883 </caption><tbody> <tr> <th scope="col"></th> <th scope="col"></th> <th scope="col"></th> <th scope="col"></th> <th scope="col" colspan="2">Per&iacute;odo de atua&ccedil;&atilde;o</th> <th scope="col"></th> </tr> <tr> <th scope="col">Companhia de Navega&ccedil;&atilde;o</th> <th scope="col">Pa&iacute;s</th> <th scope="col">Linha</th> <th scope="col">1868&#45;1869</th> <th scope="col">1870&#45;1873    <br> </th> <th scope="col">1874&#45;1877</th> <th scope="col">1879&#45;1883</th> </tr> <tr> <td align="center">Liverpool, Brazil and River Plate Steam Navigation Co, Ltd</td> <td align="center">Inglaterra</td> <td align="center">Santos&#45;Liverpool</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> </tr> <tr> <td align="center">Hamburg&#45;S&uuml;damerikanische Dampfschifffahrts&#45;Gesellschaft</td> <td align="center">Alemanha</td> <td align="center">Santos&#45;Hamburgo</td> <td align="center"></td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> </tr> <tr> <td align="center">Companhia An&ocirc;nima Chargeur R&eacute;unis</td> <td align="center">Francia</td> <td align="center">Santos&#45;Havre</td> <td align="center"></td> <td align="center"></td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> </tr> <tr> <td align="center">Norddeutscher Lloyd de Bremen</td> <td align="center">Alemanha</td> <td align="center">Santos&#45;Bremen</td> <td align="center"></td> <td align="center"></td> <td align="center"></td> <td align="center">&times;</td> </tr> <tr>  <td align="center">Real Companhia de paquetes a vapor de Southampton</td> <td align="center">Inglaterra</td> <td align="center">Santos&#45;Southampton</td> <td align="center"></td> <td align="center"></td> <td align="center"></td> <td align="center">&times;</td> </tr> <tr> <td align="center">Deutsche Dampfschifffahrts&#45;Gesellschaft Kosmos</td> <td align="center">Alemanha</td> <td align="center">Santos&#45;Hamburgo</td> <td align="center"></td> <td align="center"></td> <td align="center"></td> <td align="center">&times;</td> </tr> <tr> <td colspan="7" align="justify">Fonte: Laemmert (1868&#45;1885).</td> </tr> </tbody> </table> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Analisando as empresas de navega&#231;&atilde;o de longo curso e seus representantes no porto santista, evidenciamos a atua&#231;&atilde;o conjunta destas firmas e dos exportadores de caf&eacute;, ensejando grupos econ&ocirc;micos que, atrav&eacute;s desta associa&#231;&atilde;o, garantiam o controle sobre a comercializa&#231;&atilde;o e o transporte do produto (ver <a href="#a7c5" id="a7c&#45;5">tabela 5</a>).</font></p>     <table border="1" cellspacing="1" width="580" align="center"> <caption><a href="#a7c&#45;5" id="a7c5">TABELA 5</a>. EMPRESAS DE NAVEGA&Ccedil;&Atilde;O DE LONGO CURSO NA CIDADE DE SANTOS (SP) E SEUS AGENTES, 1868&#45;1885 </caption><tbody> <tr> <th scope="col">Companhia de Navega&ccedil;&atilde;o</th> <th scope="col">Pa&iacute;s</th> <th scope="col">Agente em Santos (per&iacute;odo de atua&ccedil;&atilde;o; profiss&atilde;o do agente)</th> </tr> <tr> <td align="center">Liverpool, Brazil and River Plate Steam Navigation Co, Ltd</td> <td align="center">Inglaterra</td> <td align="center">W. T. Wright (1868&#45;1871 e 1874; exportador); F. S. Hampshire &amp; C. (1875&#45;1885; casa de importa&ccedil;&atilde;o)</td> </tr> <tr> <td align="center">Hamburg&#45;S&uuml;damerikanische Dampfschifffahrts&#45;Gesellschaft</td> <td align="center">Alemanha</td> <td align="center">Otto Helm &amp; C. (1870&#45;1871; exportador); J. W. Schmidt (1872&#45;1885; exportador)</td> </tr>  <tr> <td align="center">Companhia An&ocirc;nima Chargeur R&eacute;unis</td> <td align="center">Francia</td> <td align="center">Auguste Leuba &amp; C. (1874&#45;1885; casa de exporta&ccedil;&atilde;o )</td> </tr> <tr> <td align="center">Norddeutscher Lloyd de Bremen</td> <td align="center">Alemanha</td> <td align="center">Zerrener, B&uuml;low &amp; C. (1879&#45;1885; casa de exporta&ccedil;&atilde;o)</td> </tr> <tr> <td align="center">Real Companhia de paquetes a vapor de Southampton</td> <td align="center">Inglaterra</td> <td align="center">Holworthy, Ellis &amp; C. (1879&#45;1885; casa de exporta&ccedil;&atilde;o)</td> </tr> <tr> <td align="center">Deutsche Dampfschifffahrts&#45;Gesellschaft Kosmos</td> <td align="center">Alemanha</td> <td align="center">Mac Allen &amp; C. (1885; profiss&atilde;o desconhecida)</td> </tr> <tr> <td colspan="7" align="justify">Fonte: Laemmert (1868&#45;1885).</td> </tr> </tbody> </table>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Das seis empresas listadas que atuaram no com&eacute;rcio mar&iacute;timo em Santos entre 1868&#45;1885, cinco tinham exportadores ou casas exportadoras de caf&eacute; como seus agentes, sendo estas &uacute;ltimas firmas respons&aacute;veis pela negocia&#231;&atilde;o das mercadorias e pessoas a serem embarcadas nos navios. A exemplificar a associa&#231;&atilde;o destas empresas enquanto grupos econ&ocirc;micos &#150;firmas com atividades&#45;fim diferentes, mas que se uniam para assegurar os empreendimentos de cada uma&#150; podemos citar as casas de importa&#231;&atilde;o e exporta&#231;&atilde;o Zerrener, B&uuml;low &amp; C. (2&#186; maior exportador de caf&eacute; em Santos entre 1885&#45;1886, ver <a href="#a7c3">tabela 3</a>), a Holworthy, Ellis &amp; C. (5&#186; maior exportador de caf&eacute;) e a casa Auguste Leuba &amp; C. (8&#186; maior exportador de caf&eacute;), que eram agentes, respectivamente, da companhia de navega&#231;&atilde;o Norddeutscher Lloyd de Bremen, Real Companhia de paquetes a vapor de Southampton e da Companhia An&ocirc;nima Chargeur R&eacute;unis.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os agentes, por serem importantes casas exportadoras de caf&eacute;, tinham como garantir cargas a serem comercializadas pelas empresas de navega&#231;&atilde;o que, dessa forma, prescindiam da montagem de filiais independentes no Brasil, opera&#231;&atilde;o que poderia ser mais onerosa do que os pagamentos recebidos pelos representantes comerciais em Santos. Ademais, os agentes tamb&eacute;m precisavam de um fluxo de mercadorias importadas a fim de atender &agrave; demanda dos remetentes de caf&eacute; (fazendeiros do interior de S&atilde;o Paulo), demanda que era satisfeita pelas mercadorias trazidas nos navios das grandes firmas de navega&#231;&atilde;o, fazendo das casas de exporta&#231;&atilde;o suas principais clientes. Portanto, na cadeia do caf&eacute; paulista, havia uma rela&#231;&atilde;o positiva entre casas exportadoras de caf&eacute; e companhias de navega&#231;&atilde;o, pois o &ecirc;xito de ambas estava calcado na atua&#231;&atilde;o conjunta dentro do Porto de Santos, sem olvidar que tais firmas eram pertencentes ao capital estrangeiro (Greenhill, 1992; Topik e Samper, 2006).</font></p>       <p align="justify">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Os v&iacute;nculos entre casas exportadoras e empresas de seguros em Santos</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Intrinsicamente ligado ao evolver das atividades econ&ocirc;micas, o setor de seguros desenvolveu&#45;se no Brasil, sobretudo, na segunda metade do s&eacute;culo XIX, quando a expans&atilde;o econ&ocirc;mica gerada pelas exporta&#231;&otilde;es de caf&eacute; e outros produtos, o aumento no n&uacute;mero de empreendimentos (bancos, ferrovias, empresas de servi&#231;os p&uacute;blicos) e aprimoramentos institucionais (C&oacute;digo Comercial de 1850 e Lei de Terras) geraram um ambiente favor&aacute;vel &agrave; forma&#231;&atilde;o de empresas na economia brasileira (Furtado, 2000; Prado Junior, 1969). Se, entre 1808&#45;1850, apenas 21 companhias de seguros haviam recebido autoriza&#231;&atilde;o imperial para funcionar no Brasil, o n&uacute;mero saltou para 26 empresas entre 1851&#45;1864 e, no per&iacute;odo 1865&#45;1889, chegou a 61 firmas (Saes e Gambi, 2009, p. 5).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tr&ecirc;s modalidades de securitiza&#231;&atilde;o eram mais comuns: seguro mar&iacute;timo, contra fogo e de vida. Entre as companhias de seguros no Brasil predominava o seguro mar&iacute;timo, o que se explica em virtude da necessidade de garantir o valor das mercadorias transportadas nas embarca&#231;&otilde;es &#150;geralmente em longas viagens do Brasil at&eacute; a Europa e Estados Unidos&#150; e que respondiam por boa parte da gera&#231;&atilde;o de renda nacional. Em rela&#231;&atilde;o &agrave; comercializa&#231;&atilde;o do caf&eacute;, al&eacute;m do mar&iacute;timo encontramos o seguro contra inc&ecirc;ndio, que era obrigat&oacute;rio devido ao tempo que o produto podia ficar estocado no armaz&eacute;m do comiss&aacute;rio ou do exportador (Abreu e Fernandes, 2012; Saes e Gambi, 2009).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Duas caracter&iacute;sticas marcavam o mercado de seguros no Brasil no XIX: o fato das companhias terem uma extrema concentra&#231;&atilde;o na capital do imp&eacute;rio e de predominarem firmas nacionais. Sobre a primeira caracter&iacute;stica, entre 1808&#45;1864, das 83 companhias ou ag&ecirc;ncias de seguradoras no mercado brasileiro, 54 estavam no Rio de Janeiro, doze na Bahia, cinco em Pernambuco, cinco no Rio Grande do Sul, um em S&atilde;o Paulo, um em Santa Catarina, um no Paran&aacute; e um no Par&aacute;. Por sua vez, quanto &agrave; nacionalidade das seguradoras, 65% delas eram firmas brasileiras, 10% portuguesas, 5% alem&atilde;s, 5% estadunidenses, 5% espanholas, 5% inglesas, 2% austr&iacute;acas, 2% italianas e 1% francesa (Saes e Gambi, 2009, p. 22).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As empresas de seguros estrangeiras adentraram ao mercado brasileiro de maneira mais robusta a partir de 1848, com a instala&#231;&atilde;o de ag&ecirc;ncias de grupos internacionais. Na prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo, devido &agrave; car&ecirc;ncia de empresas de seguros apontada anteriormente, e &agrave; necessidade de securitiza&#231;&atilde;o do caf&eacute; em seu transporte para os mercados consumidores, bem como de securitizar as importa&#231;&otilde;es trazidas nos navios at&eacute; Santos, veremos que as empresas estrangeiras se aproveitaram da parca exist&ecirc;ncia de concorrentes no porto paulista para consolidar seu dom&iacute;nio sobre as atividades de seguros em Santos.</font></p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As duas companhias de seguro que atuaram por mais tempo em Santos na segunda metade do s&eacute;culo XIX foram a inglesa North British &amp; Mercantile Insurance Company (todos os 17 anos do intervalo entre 1868&#45;1885), a firma espanhola A Tutelar, Companhia Geral de Seguros Espanhola (catorze anos), enquanto a firma nacional que atuou por mais tempo em Santos, a Companhia de Seguros Uni&atilde;o Paulista, o fez por apenas cinco anos (ver <a href="#a7c6" id="a7c&#45;6">tabela 6</a>). Considerando que havia uma proporcionalidade entre o capital social da empresa e os valores que ela podia securitizar, estas companhias internacionais, por serem filiais, contavam o capital de suas matrizes em mercados financeiros consolidados â€“Europa e Estados Unidosâ€“, pr&aacute;tica que permitia a estas firmas no Brasil assumirem maiores riscos financeiros, al&eacute;m de terem a possibilidade de fazer o resseguro, uma vantagem sobre as cong&ecirc;neres nacionais (Castro, 1979; Levy, 1994; Saes e Gambi, 2009).</font></p>          <table border="1" cellspacing="1" width="580" align="center"> <caption><a href="#a7c&#45;6" id="a7c6">TABELA 6</a>. EMPRESAS DE SEGURO NA CIDADE DE SANTOS (SP), 1868&#45;1885 </caption><tbody> <tr> <th scope="col">Companhia de Seguros</th> <th scope="col">Pa&iacute;s</th> <th scope="col">868&#45;1872</th> <th scope="col">1873&#45;1874</th> <th scope="col">1875</th> <th scope="col">1876&#45;1880</th> <th scope="col">1881&#45;1882</th> <th scope="col">1883</th> <th scope="col">1885</th> </tr> <tr> <td align="center">North British &amp; Mercantile Insurance Company    <br> </td> <td align="center">Inglaterra</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> </tr> <tr> <td align="center">A Tutelar, Companhia Geral de Seguros Espanhola    <br> </td> <td align="center">Espanha</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> </tr> <tr> <td align="center">Previdente, Companhia de Seguros Mar&iacute;timos e Terrestres    <br> </td> <td align="center">Brasil</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> </tr> <tr> <td align="center">Companhia de Seguros Uni&atilde;o Paulista    <br> </td> <td align="center">Brasil</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> </tr> <tr> <td align="center">Companhia de Seguros Fidelidade, do Rio de Janeiro    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </td> <td align="center">Portugal</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&times;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> </tr> <tr> <td align="center">Transatlantische Feuerversicherung Acti&#45;in Gesellschaft </td> <td align="center">Alemanha</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&times;</td> </tr> <tr> <td align="center">The London and Lancashire Fire Insurance Company</td> <td align="center">Inglaterra</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&mdash;</td> <td align="center">&times;</td> </tr> <tr> <td colspan="9" align="justify">Fonte: Laemmert (1868&#45;1885).</td> </tr> </tbody> </table> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">E &agrave; semelhan&#231;a do visto com as empresas de navega&#231;&atilde;o, as companhias de seguros estrangeiras na pra&#231;a santista tinham como seus agentes as casas exporta&#231;&atilde;o de caf&eacute; (ver <a href="#a7c7" id="a7c&#45;7">tabela 7</a>): a North British &amp; Mercantil Insurance Company tinha como agente a casa alem&atilde; Zerrener, B&uuml;low &amp; C. (2&#186; maior exportador de caf&eacute; em Santos entre 1885&#45;1886, ver <a href="#a7c3">tabela 3</a>); Jo&atilde;o Manuel Alfaya Rodrigues (comiss&aacute;rio e exportador de caf&eacute;) era o agente da firma A Tutelar, Companhia Geral de Seguros Espanhola; o agente da Transatlantische Feuerversicherungs Acti&#45;in Gesellschaft era a casa Adolph Trommel &amp; C. (12&#186; maior exportador de caf&eacute; em Santos entre 1885&#45;1886); j&aacute; a London and Lancashire Fire Insurance Company tinha como seu agente a casa John Bradshaw &amp; C. (4&#186; maior exortador de caf&eacute; em Santos entre 1885&#45;1886). Esta predile&#231;&atilde;o das empresas de seguros, que tinham suas sedes e escrit&oacute;rios no exterior, por se associar a casas exportadoras, formando grupos econ&ocirc;micos do capital estrangeiro, explica&#45;se pelo fato das casas exportadoras, localizadas em Santos, terem um maior conhecimento sobre o mercado brasileiro, pois tais firmas estavam em contato com outros exportadores, comiss&aacute;rios e mesmo fazendeiros, tendo uma melhor no&#231;&atilde;o sobre a solv&ecirc;ncia dos clientes e o fluxo de mercadorias a ser seguradas, al&eacute;m destes agentes possibilitarem &agrave;s seguradoras uma diminui&#231;&atilde;o em eventuais custos de transa&#231;&atilde;o, por exemplo, com o monitoramento e organiza&#231;&atilde;o das atividades no Brasil, ou mesmo com a busca por novos segurados, pois estes poderiam j&aacute; ser clientes das casas de exporta&#231;&atilde;o (Borscheid, 2012).</font></p>     <table border="1" cellspacing="1" width="580" align="center"> <caption><a href="#a7c&#45;7" id="a7c7">TABELA 7</a>. EMPRESAS DE SEGURO NA CIDADE DE SANTOS (SP) E SEUS AGENTES, 1868&#45;1885 </caption><tbody> <tr> <th scope="col">Companhia de Seguros</th> <th scope="col">Pa&iacute;s</th> <th scope="col">Agente em Santos (per&iacute;odo de atua&ccedil;&atilde;o; profiss&atilde;o do agente)</th> </tr> <tr> <td align="center">North British &amp; Mercantile Insurance Company    <br> </td> <td align="center">Inglaterra</td> <td align="center">C. N. Budich (1873&#45;1877; firma portu&aacute;ria); Zerrener, B&uuml;low &amp; Comp. (1879&#45;1885; casa de exporta&ccedil;&atilde;o)</td> </tr> <tr> <td align="center">A Tutelar, Companhia Geral de Seguros Espanhola    <br> </td> <td align="center">Espanha</td> <td align="center">Jo&atilde;o Manuel Alfaya Rodrigues (1868&#45;1872; comiss&aacute;rio e exportador)</td> </tr> <tr> <td align="center">Previdente, Companhia de Seguros Mar&iacute;timos e Terrestres    <br> </td> <td align="center">Brasil</td> <td align="center">Jos&eacute; Pereira Branco (1873&#45;1874; desconhecido)</td> </tr> <tr> <td align="center">Companhia de Seguros Uni&atilde;o Paulista    <br> </td> <td align="center">Brasil</td> <td align="center">Rodolpho W&uuml;rsten (1874&#45;1880; desconhecido)</td> </tr> <tr> <td align="center">Companhia de Seguros Fidelidade, do Rio de Janeiro    <br> </td> <td align="center">Portugal</td> <td align="center">Jayme Romaguera Filho (1876&#45;1879; exportador); Zeferino Barbosa (1880)</td> </tr> <tr> <td align="center">Transatlantische Feuerversicherung Acti&#45;in Gesellschaft </td> <td align="center">Alemanha</td> <td align="center">Adolph Trommel &amp; C. (1885; casa de exporta&ccedil;&atilde;o)</td> </tr> <tr> <td align="center">The London and Lancashire Fire Insurance Company</td> <td align="center">Inglaterra</td> <td align="center">John Bradshaw &amp; C. (1885; casa de exporta&ccedil;&atilde;o)</td> </tr> <tr> <td colspan="3" align="justify">Fonte: Laemmert (1868&#45;1885).</td> </tr> </tbody> </table>       <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Considera&#231;&otilde;es finais</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O mercado cafeeiro formado no s&eacute;culo XIX tinha como principais centros consumidores Estados Unidos, Alemanha e Fran&#231;a. Por sua vez, o Brasil tornou&#45;se a maior regi&atilde;o produtora, com as lavouras inicialmente concentradas no Rio de Janeiro e, posteriormente, em S&atilde;o Paulo, que alcan&#231;ou a condi&#231;&atilde;o de principal zona cafeeira mundial.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na prov&iacute;ncia paulista, Santos era o porto ao qual aflu&iacute;a a produ&#231;&atilde;o cafeeira do interior (Oeste Paulista), que se expandiu sobremaneira a partir da metade da d&eacute;cada de 1870. Nesta pra&#231;a comercial, o capital nacional era representado pelos comiss&aacute;rios que compravam o caf&eacute; dos fazendeiros e, uma vez classificado e acondicionado em sacas, vendiam aos exportadores, estes corporificando o capital estrangeiro. A rela&#231;&atilde;o econ&ocirc;mica entre tais agentes j&aacute; partia de uma base desigual: os comiss&aacute;rios eram em n&uacute;mero bem maior que os exportadores, possibilitando aos &uacute;ltimos exercerem um controle sobre os pre&#231;os do caf&eacute; em Santos e, ademais, majorarem as cota&#231;&otilde;es nos mercados consumidores.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A trajet&oacute;ria que levou as casas internacionais a comandar a exporta&#231;&atilde;o cafeeira em Santos passou necessariamente pela articula&#231;&atilde;o das diversas empresas estrangeiras envolvidas nos neg&oacute;cios cafeeiros &#150;principalmente, as alem&atilde;s, estadunidenses, inglesas e francesas&#150; sob a forma de grupos econ&ocirc;micos. Estes grupos aglutinavam exportadores, bancos, companhias de navega&#231;&atilde;o e seguradoras, empresas unidas por v&iacute;nculos, sobretudo, de natureza econ&ocirc;mica e que se faziam presentes devido &agrave; complementaridade dos neg&oacute;cios.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os bancos estrangeiros emprestavam seus capitais &agrave;s casas exportadoras &#150;neste caso, tendo a mesma origem nacional (la&#231;os &eacute;tnicos)&#150; que se valiam da moeda estrangeira para a compra do caf&eacute;. As empresas de navega&#231;&atilde;o tinham como seus representantes casas exportadoras estrangeiras em Santos, casas que garantiam fretes aos vapores internacionais, navios que, da mesma forma, atendiam &agrave; demanda de transporte do caf&eacute; brasileiro e do fluxo de mercadorias importadas. Por sua vez, as companhias de seguros, de maneira an&aacute;loga &agrave;s firmas de navega&#231;&atilde;o, fizeram das casas exportadoras seus agentes em Santos, diminuindo seus custos operacionais no Brasil e, principalmente, usando do conhecimento destas casas para obten&#231;&atilde;o de clientes na prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo, visto que era necess&aacute;rio securitizar as sacas de caf&eacute; remetidas &agrave; Europa e Estados Unidos pelos exportadores.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Diante disso, o predom&iacute;nio das casas internacionais sobre a exporta&#231;&atilde;o do caf&eacute; em Santos ao final do XIX foi se consolidando nas d&eacute;cadas anteriores, quando o pr&oacute;prio capital estrangeiro se adiantou nestas searas, impediu a entrada de firmas nacionais e carreou a maior parte da lucratividade do com&eacute;rcio cafeeiro para si pr&oacute;prio e para as outras firmas estrangeiras com as quais atuava em conjunto na forma de grupos econ&ocirc;micos.</font></p>   	    <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Lista de refer&ecirc;ncias</b></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Abreu, M. P. e Fernandes, F. T. (2012). Brazil: The resilience of the Brazilian insurance market. Em P. Borscheid e N. V. Haueter, <i>World insurance: The evolution of a global risk network</i> (pp. 578&#45;598). Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723889&pid=S1405-2253201500030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Abreu, M. P. e Lago, L. A. C. (2010). <i>A economia brasileira no Imp&eacute;rio, 1822&#45;1889</i>. Texto para discuss&atilde;o n&uacute;m. 584. Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio de Janeiro. Recuperado de <a href="http://www.econ.puc&#45;rio.br/pdf/td584.pdf" target="_blank">http://www.econ.puc&#45;rio.br/pdf/td584.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723891&pid=S1405-2253201500030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">ACS Regulamento (1887). <i>Regulamento interno da Associa&#231;&atilde;o Comercial de Santos</i>. Santos: Typographia a valor do Di&aacute;rio de Santos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723892&pid=S1405-2253201500030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">ACS Relat&oacute;rio (1876). <i>Relat&oacute;rio da Associa&#231;&atilde;o Comercial de Santos apresentado na Assembleia Geral de 29 de janeiro de 1876</i>. Rio de Janeiro: Typographia Perseveran&#231;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723894&pid=S1405-2253201500030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">ACS Relat&oacute;rio (1877). <i>Relat&oacute;rio da Associa&#231;&atilde;o Comercial de Santos apresentado na Assembleia Geral de 27 de janeiro de 1877</i>. Rio de Janeiro: Typographia a valor do Di&aacute;rio de Santos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723896&pid=S1405-2253201500030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">ACS Relat&oacute;rio (1887). <i>Relat&oacute;rio da Associa&#231;&atilde;o Comercial de Santos apresentado na Assembleia Geral de mar&#231;o de 1887</i>. Santos: Uni&atilde;o Typographica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723898&pid=S1405-2253201500030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">ACS Relat&oacute;rio (1899). <i>Relat&oacute;rio da Associa&#231;&atilde;o Comercial de Santos apresentado na Assembleia Geral de mar&#231;o de 1889</i>. Rio de Janeiro: Uni&atilde;o Typographica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723900&pid=S1405-2253201500030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Borscheid, P. (2012). Latin America and Caribbean: Overwiew. Em P. Borscheid e N. V. Haueter, <i>World insurance: The evolution of a global risk network</i> (pp. 559&#45;577). Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723902&pid=S1405-2253201500030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Brasil (29 de mar&#231;o de 1874). <i>Di&aacute;rio Oficial do Imp&eacute;rio do Brasil</i>. Rio de Janeiro.</font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Cano, W. (1981). <i>Ra&iacute;zes da concentra&#231;&atilde;o industrial em S&atilde;o Paulo</i>. S&atilde;o Paulo: T. A. Queiroz.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723905&pid=S1405-2253201500030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Castro, A. C. (1979). <i>As empresas estrangeiras no Brasil: 1860&#45;1913</i>. Rio de Janeiro: Zahar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723907&pid=S1405-2253201500030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Costa, E. V. (2007). <i>Da monarquia &agrave; rep&uacute;blica: momentos decisivos</i>. S&atilde;o Paulo: Universidad Estatal Paulista.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723909&pid=S1405-2253201500030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Delfim Netto, A. (2009).<i> O problema do caf&eacute; no Brasil</i>. Rio de Janeiro: Faculdades de Campinas/Universidad Estatal Paulista.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723911&pid=S1405-2253201500030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Eichengreen, B. (2000). <i>A globaliza&#231;&atilde;o do capital</i>. S&atilde;o Paulo: Editora 34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723913&pid=S1405-2253201500030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Faoro, R. (1995). <i>Os donos do poder</i> (vol. 2) S&atilde;o Paulo: Globo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723915&pid=S1405-2253201500030000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fausto, B. (2006). Expans&atilde;o do caf&eacute; e pol&iacute;tica cafeeira. Em B. Fausto, <i>Hist&oacute;ria geral da civiliza&#231;&atilde;o brasileira. Tomo iii (4v.). O Brasil Republicano, 1&#186; volume: estrutura de poder e economia (1889&#45;1930)</i> (pp. 217&#45;276). Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723917&pid=S1405-2253201500030000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fenner, J. (setembro&#45;dezembro, 2013). Configurando la cadena de caf&eacute;: casas mercantiles alemanas y consumo de caf&eacute; guatemalteco en Alemania 1889&#45;1929.&#160;<i>Am&eacute;rica Latina en la Historia Econ&oacute;mica, 20</i>(3), 28&#45;55. Recuperado de <a href="http://alhe.mora.edu.mx/index.php/ALHE/article/view/441/440" target="_blank">http://alhe.mora.edu.mx/index.php/ALHE/article/view/441/440</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723919&pid=S1405-2253201500030000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Franco, B. S. (1984).&#160;<i>Os bancos do Brasil</i> (1&#170; edi&#231;&atilde;o de 1848).&#160;Bras&iacute;lia: Universidade de Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723920&pid=S1405-2253201500030000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Franco, G. H. B. (1983). <i>Reforma monet&aacute;ria e instabilidade durante a transi&#231;&atilde;o republicana</i> (Disserta&#231;&atilde;o de mestrado). Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723922&pid=S1405-2253201500030000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Furtado, C. (2000). <i>Forma&#231;&atilde;o econ&ocirc;mica do Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Companhia Editora Nacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723924&pid=S1405-2253201500030000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Gereffi, G. (1994). The international economy and economic development. Em N. J. Smelser e R. Swedberg, <i>The handbook of economic sociology</i> (pp. 206&#45;233). Princeton: Princeton University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723926&pid=S1405-2253201500030000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Glade, W. (2009). A Am&eacute;rica Latina e a economia internacional, 1870&#45;1914. Em L. Bethell (org.), <i>Hist&oacute;ria da Am&eacute;rica Latina, volume IV: de 1870 a 1930 </i>(pp. 21&#45;82). S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723928&pid=S1405-2253201500030000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Goularti Filho, A. (agosto, 2010). Abertura da navega&#231;&atilde;o de cabotagem brasileira no s&eacute;culo XIX. Porto Alegre: XIII Encontro Regional de Economia, Associa&#231;&atilde;o Nacional dos Centros de P&oacute;s&#45;Gradua&#231;&atilde;o em Economia Sul. Recuperado de <a href="http://www.ppge.ufrgs.br/anpecsul2010/artigos/31.pdf" target="_blank">http://www.ppge.ufrgs.br/anpecsul2010/artigos/31.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723930&pid=S1405-2253201500030000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Graham, R. (2004). O Brasil de meados do s&eacute;culo XIX &agrave; guerra do Paraguai. Em L. Bethell (org.), <i>Hist&oacute;ria da Am&eacute;rica Latina: da independ&ecirc;ncia a 1870, volume III</i> (pp. 771&#45;825). S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo/Imprensa Oficial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723931&pid=S1405-2253201500030000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Granovetter, M. (1994). Business groups. Em N. J. Smelser e R. Swedberg, <i>The handbook of economic sociology</i> (pp. 453&#45;475). Princeton: Princeton University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723933&pid=S1405-2253201500030000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Granziera, R. G. (1979). <i>A guerra do Paraguai e o capitalismo no Brasil: moeda e vida urbana na economia brasileira</i>. S&atilde;o Paulo: Hucitec/Universidad Estatal de Campinas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723935&pid=S1405-2253201500030000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Greenhill, R. (1992). E. Johnston: 150 anos de caf&eacute;. Em E. L. Bacha e R. Greenhill, <i>150 anos de caf&eacute;</i> (pp. 137&#45;282).&#160;Rio de Janeiro: Salamandra</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723937&pid=S1405-2253201500030000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Guimar&atilde;es, C. G. (2011). O Estado Imperial brasileiro e os bancos estrangeiros: o caso do London and Brazilian Bank (1862&#45;1871). S&atilde;o Paulo: Anais do XXVI Simp&oacute;sio Nacional de Hist&oacute;ria, Associa&#231;&atilde;o Nacional dos Professores Universit&aacute;rios de Hist&oacute;ria. Recuperado de <a href="http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1298818435_ARQUIVO_TextoLBBnovo.pdf" target="_blank">http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1298818435_ARQUIVO_TextoLBBnovo.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723938&pid=S1405-2253201500030000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Holten, B (2003). Why Brazil did not develop a merchant marine? Brazilian shipping and the world in the 19th century. <i>Hist&oacute;ria Econ&ocirc;mica &amp; Hist&oacute;ria de Empresas, 6</i>(2), 7&#45;32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723939&pid=S1405-2253201500030000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Hobsbawm, E. J. (2004). <i>A era do capital: 1848&#45;1875</i>. S&atilde;o Paulo: Paz e Terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723941&pid=S1405-2253201500030000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Irwin, M. D. e Kasarda, J. D. (1994). Trade, transportation and spatial distribution. Em N. J. Smelser e R. Swedberg, <i>The handbook of economic sociology</i> (pp. 342&#45;367). Princeton: Princeton University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723943&pid=S1405-2253201500030000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Khanna, T. e Yafeh, Y. (junho, 2007). Business groups in emerging markets: Paragons or Parasites? <i>Journal of Economic Literature, 45</i>(2), 331&#45;372.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723945&pid=S1405-2253201500030000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Kim, D., Kandemir, D. e Cavusgil, S. T. (janeiro&#45;fevereiro, 2004). The role of family conglomerates in emerging markets: What western companies should know. <i>Thunderbird International Business Review</i>, 46, 13&#45;38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723947&pid=S1405-2253201500030000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Laemmert, E. V. (1868&#45;1885). <i>Almanak administrativo, mercantil e industrial da Corte e Prov&iacute;ncia do Rio de Janeiro e do munic&iacute;pio de Santos na prov&iacute;ncia de S. Paulo, para os anos 1868&#45;1885, segunda parte</i>. Rio de Janeiro: Henrique Laemmert &amp; C. Recuperado de <a href="http://www.crl.edu/brazil/almanak" target="_blank">http://www.crl.edu/brazil/almanak</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723949&pid=S1405-2253201500030000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Laemmert, E. V. (1872). <i>Almanak administrativo, mercantil e industrial da Corte e da Capital da Prov&iacute;ncia do Rio de Janeiro com os munic&iacute;pios de Campos e de Santos para o ano de 1872</i>. Rio de Janeiro: Henrique Laemmert &amp; C. Recuperado de <a href="http://www.crl.edu/brazil/almanak" target="_blank">http://www.crl.edu/brazil/almanak</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723950&pid=S1405-2253201500030000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Laemmert, E. V. (1882). <i>Almanak administrativo, mercantil e industrial da Corte e Prov&iacute;ncia do Rio de Janeiro e do munic&iacute;pio de Santos na prov&iacute;ncia de S. Paulo para 1882</i>. Rio de Janeiro: Henrique Laemmert &amp; C. Recuperado de <a href="http://www.crl.edu/brazil/almanak" target="_blank">http://www.crl.edu/brazil/almanak</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723951&pid=S1405-2253201500030000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Leff, N. (mar&#231;o, 1978). Industrial organization and entrepreneurship in the developing countries: The economic groups. <i>Economic Development and Cultural Change</i>, 26, 661&#45;675. Recuperado de <a href="http://www.taranomco.com/wp&#45;content/uploads/2013/11/242.pdf" target="_blank">http://www.taranomco.com/wp&#45;content/uploads/2013/11/242.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723952&pid=S1405-2253201500030000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Levy, M. B. (1994). <i>A ind&uacute;stria do Rio de Janeiro atrav&eacute;s de suas sociedades an&ocirc;nimas: esbo&#231;os de hist&oacute;ria empresarial</i>. Rio de Janeiro: Universidad Federal de R&iacute;o de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723953&pid=S1405-2253201500030000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ludlow, L. e Marichal, C. (1998). Introducci&oacute;n. Em L. Ludlow e C. Marichal, <i>La banca en M&eacute;xico, 1820&#45;1920</i> (pp. 7&#45;30). M&eacute;xico: Instituto de Investigaciones Dr. Jos&eacute; Mar&iacute;a Luis Mora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723955&pid=S1405-2253201500030000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lun&eacute;, A. J. B. e Fonseca, P. D. (1873).&#160;<i>Almanak da provincia de S&atilde;o Paulo para 1873</i>.&#160;S&atilde;o Paulo: Typografia Americana.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723957&pid=S1405-2253201500030000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Marcondes, R. L. (janeiro&#45;mar&#231;o, 2012). O mercado brasileiro do s&eacute;culo XIX: uma vis&atilde;o por meio do com&eacute;rcio de cabotagem. <i>Revista de Economia Pol&iacute;tica, 32</i>(1&#91;126&#93;), 142&#45;166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723959&pid=S1405-2253201500030000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Marichal, C., Topik, S. e Frank, Z. (2006). Commodity chains and globalization in historical perspective. Em S. Topik, C. Marichal, C. e Z. Frank, <i>From silver to cocaine: Latin American commodity chains and the building of the world economy, 1500&#45;2000</i>. Durham e Londres: Duke University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723961&pid=S1405-2253201500030000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Melo, H. P. (2002). O caf&eacute; e a economia fluminense, 1889&#45;1920. Em S. Silva e T. Szmrecs&aacute;nyi (orgs.), <i>Hist&oacute;ria Econ&ocirc;mica da primeira rep&uacute;blica</i> (pp. 215&#45;234). S&atilde;o Paulo: Hucitec/abphe/Universidade de S&atilde;o Paulo/Imprensa Oficial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723963&pid=S1405-2253201500030000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Melo, H. P. (2003). Coffee and development of the Rio de Janeiro economy, 1888&#45;1920. Em W. G. Clarence&#45;Smith e S. Topik, <i>The global coffee economy in Africa, Asia and Latin America, 1500&#45;1989</i> (pp. 360&#45;384). Nova Iorque: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723965&pid=S1405-2253201500030000700043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Milliet, S. (1982). <i>Roteiro do caf&eacute; e outros ensaios: contribui&#231;&atilde;o para o estudo da hist&oacute;ria econ&ocirc;mica e social do Brasil</i> (4. ed.). S&atilde;o Paulo: Hucitec.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723967&pid=S1405-2253201500030000700044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Moraes, M. L. P. M. (1988). <i>Atua&#231;&atilde;o da firma Theodor Wille &amp; Cia. no mercado cafeeiro do Brasil, 1844&#45;1918</i> (Tese de doutorado). Universidad de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723969&pid=S1405-2253201500030000700045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pereira, M. A. F. (1980). <i>Comiss&aacute;rio de caf&eacute; no porto de Santos: 1870&#45;1920</i> (Disserta&#231;&atilde;o de mestrado). Universidad de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723971&pid=S1405-2253201500030000700046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Perissinotto, R. M. (1994). <i>Classes dominantes e hegemonia na Rep&uacute;blica Velha</i>. Campinas: Universidad Estatal de Campinas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723973&pid=S1405-2253201500030000700047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Petrone, M. T. S. (2010). O desprezado "ciclo do a&#231;&uacute;car" paulista. Em N. Odalia e J. R. C. Caldeira,<i> Hist&oacute;ria do estado de S&atilde;o Paulo: a forma&#231;&atilde;o da unidade paulista, v. 2, Rep&uacute;blica</i>. S&atilde;o Paulo: Universidad Estatal Paulista/Imprensa Oficial/Arquivo P&uacute;blico do Estado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723975&pid=S1405-2253201500030000700048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pires, A. (maio&#45;agosto, 2007). Minas Gerais e a cadeia global da "commodity" cafeeira, 1850&#45;1930. <i>Revista Brasileira de Gest&atilde;o e Desenvolvimento Regional, 3</i>(2), 139&#45;194.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723977&pid=S1405-2253201500030000700049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Powell, W. W. e Smith&#45;Doerr, L. (1994). Networks and economic life. Em N. J. Smelser e R. Swedberg, <i>The handbook of economic sociology</i> (pp. 368&#45;402). Princeton: Princeton University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723979&pid=S1405-2253201500030000700050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Prado Jr., C. (1969). <i>Hist&oacute;ria econ&ocirc;mica do Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Brasiliense.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723981&pid=S1405-2253201500030000700051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ridings, E. (1994).&#160;<i>Business interest groups in nineteenth&#45;century Brazil</i>.&#160;Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723983&pid=S1405-2253201500030000700052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Rodrigues, P. P. (2008). A Lei Hipotec&aacute;ria de 1864 e a propriedade no XIX. Rio de Janeiro: XIII Encontro de Hist&oacute;ria da a Associa&#231;&atilde;o Nacional de Hist&oacute;ria. Recuperado de <a href="http://www.encontro2008.rj.anpuh.org/resources/content/anais/1205339972_ARQUIVO_artigoregistroanpuh.pdf" target="_blank">http://www.encontro2008.rj.anpuh.org/resources/content/anais/1205339972_ARQUIVO_artigoregistroanpuh.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723985&pid=S1405-2253201500030000700053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Saes, F. A. M. (1986a). <i>A grande empresa de servi&#231;os p&uacute;blicos na economia cafeeira</i>. S&atilde;o Paulo: Hucitec.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723986&pid=S1405-2253201500030000700054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Saes, F. A. M. (1986b). <i>Cr&eacute;dito e bancos no desenvolvimento da economia paulista, 1850&#45;1930</i>. S&atilde;o Paulo: Universidad de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723988&pid=S1405-2253201500030000700055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Saes, F. A. M. (1988). Cr&eacute;dito e desenvolvimento em economias agroexportadoras: o caso de S&atilde;o Paulo (1850&#45;1930). <i>Revista do Instituto de Estudos Brasileiros</i>, 29, 29&#45;47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723990&pid=S1405-2253201500030000700056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Saes, F. A. M. (2002). Estradas de ferro e diversifica&#231;&atilde;o da atividade econ&ocirc;mica na expans&atilde;o cafeeira em S&atilde;o Paulo, 1870&#45;1900. Em T. Szmrecs&aacute;nyi e J. R. A. Lapa (orgs.), <i>Hist&oacute;ria econ&ocirc;mica da primeira rep&uacute;blica</i>. S&atilde;o Paulo: Hucitec/ABPHE/Editora da Universidade de S&atilde;o Paulo/Imprensa Oficial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723992&pid=S1405-2253201500030000700057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Saes, F. A. M. e Gambi, T. F. R. (2009). A forma&#231;&atilde;o das companhias de seguros na economia brasileira (1808&#45;1864). <i>Hist&oacute;ria Econ&ocirc;mica &amp; Hist&oacute;ria de Empresas, 12</i>(2), 1&#45;36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723994&pid=S1405-2253201500030000700058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Samper, M. e Fernando, R. (2003). Historical statistics of coffee production and trade from 1700 to 1960. Em W. G. Clarence&#45;Smith e S. Topik, <i>The global coffee economy in Africa, Asia and Latin America, 1500&#45;1989</i>. Nova Iorque: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723996&pid=S1405-2253201500030000700059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">S&atilde;o Paulo (1888). <i>Relat&oacute;rio apresentado ao Presidente da Rep&uacute;blica de S&atilde;o Paulo pela Comiss&atilde;o Central de Estat&iacute;stica</i>. S&atilde;o Paulo: Typographia King.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=723998&pid=S1405-2253201500030000700060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">S&atilde;o Paulo (1891). <i>Almanach do Estado de S&atilde;o Paulo para o ano de 1891</i>. S&atilde;o Paulo: Companhia Industrial de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=724000&pid=S1405-2253201500030000700061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Silva, G. P. (2011). <i>Uma dinastia do capital nacional: a forma&#231;&atilde;o da riqueza dos Lacerda Franco e a diversifica&#231;&atilde;o na economia cafeeira paulista (1803&#45;1897)</i> (Tese de doutorado). Universidad Estatal de Campinas, Campinas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=724002&pid=S1405-2253201500030000700062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Silva, L. O. (1996). <i>Terras devolutas e latif&uacute;ndio. Efeitos da lei de 1850</i>. Campinas: Universidad Estatal de Campinas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=724004&pid=S1405-2253201500030000700063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Silva, S. (1995). <i>Expans&atilde;o cafeeira e origens da ind&uacute;stria no Brasil</i> (8a. ed.). S&atilde;o Paulo: Alfa&#45;&Ocirc;mega.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=724006&pid=S1405-2253201500030000700064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Singer, P. (2006). O Brasil no contexto do capitalismo internacional: 1889&#45;1930. Em B. Fausto, <i>Hist&oacute;ria geral da civiliza&#231;&atilde;o brasileira. Tomo III (4v.). O Brasil Republicano, 1&#186; volume: Estrutura de Poder e Economia (1889&#45;1930)</i> (pp. 378&#45;429). Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=724008&pid=S1405-2253201500030000700065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Smelser, N. J. e Swedberg, R. (1994). The sociological perspective on the Economy. Em N. J. Smelser e R. Swedberg, <i>The handbook of economic sociology</i> (pp. 3&#45;26). Princeton: Princeton University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=724010&pid=S1405-2253201500030000700066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Swedberg, R. (1994). Market as social structures. Em N. J. Smelser e R. Swedberg, <i>The handbook of economic sociology</i> (pp. 255&#45;282). Princeton: Princeton University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=724012&pid=S1405-2253201500030000700067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Topik, S. (2003). The integration of the world coffee market. No W. G. Clarence&#45;Smith e S. Topik, <i>The global coffee economy in Africa, Asia and Latin America, 1500&#45;1989.</i> (pp. 21&#45;49). Nova Iorque: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=724014&pid=S1405-2253201500030000700068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Topik, S., Marichal, C. e Frank, Z. (2006). Commodity chains in theory and in Latin American History. Em S. Topik, C. Marichal e Z. Frank, <i>From silver to cocaine: Latin American commodity chains and the building of the world economy, 1500&#45;2000</i> (pp. 1&#45;24). Durham e Londres: Duke University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=724016&pid=S1405-2253201500030000700069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Topik, S. e Samper, M. (2006). The Latin American Coffee Commodity Chain: Brazil and Costa Rica. Em S. Topik, C. Marichal e Z. Frank, <i>From silver to cocaine: Latin American commodity chains and the building of the world economy, 1500&#45;2000</i> (pp. 118&#45;146). Durham e Londres: Duke University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=724018&pid=S1405-2253201500030000700070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;1" id="a7n1">1</a> Respondendo a est&iacute;mulos externos vindos da demanda por produtos prim&aacute;rios por parte da Europa e Estados Unidos, a Am&eacute;rica Latina integrou&#45;se cada vez mais ao com&eacute;rcio internacional a partir de 1870 e passou a receber maiores investimentos estrangeiros, principalmente brit&acirc;nicos. De sua parte, o Brasil recebeu pouco menos de 25% dos investimentos brit&acirc;nicos na Am&eacute;rica Latina entre 1870&#45;1914, ficando atr&aacute;s da Argentina. No per&iacute;odo 1860&#45;1902, aproximadamente 77% dos investimentos estrangeiros na economia brasileira eram ingleses, ficando em segundo lugar a Fran&#231;a com 5.9%, seguida da Alemanha com 4.3%. Estes investimentos concentravam&#45;se, principalmente, na constru&#231;&atilde;o de ferrovias (34% dos investimentos), seguros (17.5%), companhias de navega&#231;&atilde;o (10%), bancos (7.8%) e companhias de importa&#231;&atilde;o&#45;exporta&#231;&atilde;o (6.0%) (Castro, 1979; Glade, 2009).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;2" id="a7n2">2</a> Exclu&iacute;mos do participa&#231;&atilde;o dos agentes da cadeia cafeeira paulista no XIX a figura do ensacador de caf&eacute;, visto que era usual a pr&aacute;tica de fornecimento de sacos para acondicionar o produto por parte das casas comiss&aacute;rias, cobrando por este insumo. Tamb&eacute;m n&atilde;o citamos o classificador de caf&eacute;, pois esta fun&#231;&atilde;o ganhar&aacute; corpo na pra&#231;a santista a partir de 1917, com a institui&#231;&atilde;o da Bolsa do Caf&eacute; de Santos &#150;antes, o pr&oacute;prio comiss&aacute;rio classificava o caf&eacute; (ACS Relat&oacute;rio, 1887).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;3" id="a7n3">3</a> Segundo Melo (2003), no Rio de Janeiro, o capital estrangeiro tamb&eacute;m dominava a exporta&#231;&atilde;o do caf&eacute;, sendo que, entre 1898&#45;1899, as diez maiores casas exportadoras, expostas de forma decrescente segundo a quantidade de caf&eacute; exportado, eram: Arbuckle &amp; Co. (estadunidense); J. W. Doane &amp; Co. (estadunidense); E. Johnston &amp; Co. (inglesa); McLaughlin (estadunidense); Ornstein (austr&iacute;aca); Hard Rand (estadunidense); K. Valais (francesa); Aretz; Norton Megaw (estadunidense); Levering (estadunidense).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;4" id="a7n4">4</a> Apesar de n&atilde;o haver unanimidade em torno do conceito de grupo econ&ocirc;mico, teve grande ado&#231;&atilde;o por parte dos estudos de hist&oacute;ria empresarial que abordam as firmas enquanto grupos econ&ocirc;micos a defini&#231;&atilde;o de Khanna e Yafeh (2007, p. 331) "Esses grupos &#91;econ&ocirc;micos&#93; normalmente compostos de empresas juridicamente independentes, que operam em v&aacute;rias ind&uacute;strias (muitas vezes n&atilde;o relacionadas), que s&atilde;o ligados entre si por persistentes la&#231;os formais (por exemplo, patrim&ocirc;nio) e informais (por exemplo, fam&iacute;lia)". Sem olvidar que o entendimento das empresas enquanto grupos econ&ocirc;micos foi aplicado, em boa medida, para a compreens&atilde;o das firmas envolvidas no processo de industrializa&#231;&atilde;o dos pa&iacute;ses emergentes no s&eacute;culo XX, pensamos que este approach, ao valorizar os v&iacute;nculos entre as empresas, pode ser replicado no estudo das companhias estrangeiras que atuavam na exporta&#231;&atilde;o de caf&eacute; em Santos no XIX (Kim, Kandemir e Cavusgil, 2004, p. 14).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;5" id="a7n5">5</a> Tradu&#231;&atilde;o do autor.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;6" id="a7n6">6</a> Segundo Pires (2007, p. 128) a abordagem do caf&eacute; na teoria das <i>global commodity chains</i> "tomou o produto prim&aacute;rio como eixo da an&aacute;lise, mas o fez de uma forma tal que suas estruturas de produ&#231;&atilde;o, redes de comercializa&#231;&atilde;o interna e externa, distribui&#231;&atilde;o nos pa&iacute;ses importadores e o pr&oacute;prio consumidor final conformam&#45;se em elos de uma cadeia que se torna um objeto em si mesmo, uma 'totalidade' a ser investigada em suas partes constitutivas e determina&#231;&otilde;es rec&iacute;procas".</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;7" id="a7n7">7</a> Ao situarmos o caf&eacute; na teoria das <i>global commodity chains</i> (GCC), entendemos que n&atilde;o faz sentido tipificar os pa&iacute;ses europeus e os Estados Unidos como zonas centrais (consumidoras de bens prim&aacute;rios), tampouco os pa&iacute;ses latino&#45;americanos como &aacute;reas perif&eacute;ricas (produtoras de bens prim&aacute;rios), uma vez que, a dinamicidade das cadeias globais ao passar do tempo pode conter o caso de uma na&#231;&atilde;o como Estados Unidos, o principal consumidor de caf&eacute; brasileiro no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, mas que exportava trigo (produto prim&aacute;rio) para a economia brasileira. Dessa forma, estritamente na an&aacute;lise da economia cafeeira, preferimos adotar a nomenclatura de zonas produtoras e consumidoras de caf&eacute; (Topik, Marichal e Frank, 2006).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;8" id="a7n8">8</a> &Eacute; importante contextualizar que como decorr&ecirc;ncia da Revolu&#231;&atilde;o Industrial, a produ&#231;&atilde;o e o consumo em massa atingiram n&atilde;o s&oacute; o caf&eacute; como outras mercadorias. O com&eacute;rcio mundial como um todo cresceu mais de tr&ecirc;s vezes entre 1780&#45;1840, em um tempo marcado pela difus&atilde;o das ferrovias e consolida&#231;&atilde;o do mercado mundial (Hobsbawm, 2004).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;9" id="a7n9">9</a> Furtado indica que a ascens&atilde;o do caf&eacute; no Brasil casou&#45;se com uma economia voltada &agrave; exporta&#231;&atilde;o desde os prim&oacute;rdios coloniais, pois o produto p&ocirc;de religar a produ&#231;&atilde;o nacional &agrave;s correntes em expans&atilde;o do com&eacute;rcio externo no in&iacute;cio do XIX (Furtado, 2000).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;10" id="a7n10">10</a> As diferen&#231;as entre os tipos de caf&eacute; eram determinadas pelas variedades das plantas, qualidade do solo, transporte e acondicionamento do produto. Estes fatores podiam alterar as qualidades buscadas no bom caf&eacute;: aroma, corpo, acidez e do&#231;ura.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;11" id="a7n11">11</a> Algumas cidades cafeeiras do Vale Para&iacute;ba fluminense eram: Resende, Vassouras, Cantagalo, Valen&#231;a, Para&iacute;ba do Sul. Pelo lado paulista: Pindamonhangaba, Lorena, Guaratinguet&aacute;, Bananal e Taubat&eacute;.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;12" id="a7n12">12</a> &Agrave; ferrovia Santos&#45;Jundia&iacute; (S&atilde;o Paulo Railway), inaugurada em 1867 e pertencente ao capital ingl&ecirc;s, juntaram&#45;se as quatro maiores ferrovias criadas pelos membros do grande capital cafeeiro no interior paulista: a Paulista, Mogiana, Sorocabana e Ituana. Com elas, os custos de transporte ca&iacute;ram em torno de 20% (Saes, 2002).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;13" id="a7n13">13</a> Destacava&#45;se na Zona Central a cidade de Campinas que respondia por 15% da produ&#231;&atilde;o provincial; na Zona da Paulista, das vizinhas cidades de Araras e Rio Claro sa&iacute;am 45% do caf&eacute; daquele espa&#231;o &#150;que se estendia at&eacute; as terras de S&atilde;o Carlos e Araraquara&#150; o equivalente a 10% da produ&#231;&atilde;o provincial; e, na Zona da Mogiana, relevante era a produ&#231;&atilde;o de Amparo, que equivaleu a 9% do total da prov&iacute;ncia em 1886, em uma regi&atilde;o que contava com localidades que no futuro seriam importantes centros cafeeiros, como Ribeir&atilde;o Preto e Franca.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;14" id="a7n14">14</a> Segundo Ridings (1994, p. 5) "The commercial associations were intended to represent that entire elite, and most prominent businessmen were members even though might have belonged to a factor or an industrial group". Pela a&#231;&atilde;o da ACS visava&#45;se justamente reduzir os riscos do com&eacute;rcio cafeeiro, por exemplo, intimando exportadores que, uma vez tendo vendido o caf&eacute;, n&atilde;o repassavam o dinheiro aos comiss&aacute;rios no prazo acordado de 30 dias; j&aacute; em rela&#231;&atilde;o aos comiss&aacute;rios, a ACS tentava, por exemplo, evitar a pr&aacute;tica de reutiliza&#231;&atilde;o dos sacos para acondicionar o caf&eacute;, o que poderia danificar o produto (ACS Regulamento, 1887; ACS Relat&oacute;rio, 1887).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;15" id="a7n15">15</a> O artigo 5&#186; de seus estatutos marcava as finalidades da ACS: a) investigar necessidades do com&eacute;rcio e da ind&uacute;stria, atender &agrave;s suas justas reclama&#231;&otilde;es e promover seus interesses por todos os meios ao seu alcance; b) representar aos poderes p&uacute;blicos sobre tudo quanto disser respeito ao com&eacute;rcio e ind&uacute;stria, j&aacute; levando ao seu conhecimento todas as queixas e reclama&#231;&otilde;es destes dois ramos da atividade nacional, j&aacute; reclamando todas as medidas; c) coligir todos os dados e elementos relativos ao movimento comercial da cidade de Santos e formar com eles a estat&iacute;stica anual desta Pra&#231;a; d) criar um capital destinado &agrave; constru&#231;&atilde;o de um edif&iacute;cio para a Pra&#231;a do Com&eacute;rcio, aquisi&#231;&atilde;o de m&oacute;veis e de uma livraria comercial; e) formar um montepio comercial em benef&iacute;cio dos membros da Associa&#231;&atilde;o que ca&iacute;rem em indig&ecirc;ncia, ou de suas fam&iacute;lias, quando eles falecerem sem lhes deixarem meios com que possam viver, tudo de acordo com um regulamento especial, que pela Dire&#231;&atilde;o for organizado; f) procurar, de acordo com o decreto n&uacute;m. 3.000 de 26 de junho de 1867, conciliar pacificamente por meio de ju&iacute;zo arbitral as contendas em mat&eacute;ria comercial, propostas pelos s&oacute;cios ou entre um deles e pessoa estranha a associa&#231;&atilde;o (Brasil, 1874).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;16" id="a7n16">16</a> Segundo Cano (1981, pp. 70&#45;71) "Eram poucos os fazendeiros que tamb&eacute;m exerciam as demais atividades, e a maior ocorr&ecirc;ncia de casos em que ele exercia mais de uma, se limitava at&eacute; o servi&#231;o de comissariar os neg&oacute;cios cafeeiros, dado que o capital externo praticamente controlava a exporta&#231;&atilde;o de caf&eacute;".</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;17" id="a7n17">17</a> Houve tr&ecirc;s grandes ciclos de pre&#231;os do caf&eacute; na segunda metade do XIX: 1857&#45;1868, 1869&#45;1885; e 1886&#45;1906. Cada um destes ciclos foi marcado por uma alta dos pre&#231;os que, ao aumentar a rentabilidade dos neg&oacute;cios cafeeiros, induzia a uma expans&atilde;o das lavouras no Brasil e em outros pa&iacute;ses, safras acrescidas que quando chegavam ao mercado, dentro de quatro a cinco anos, tinham o efeito delet&eacute;rio de derrubar os pre&#231;os em virtude do excesso de oferta que n&atilde;o era acompanhado pela demanda (Delfim Netto, 2009).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;18" id="a7n18">18</a> Referindo&#45;se ao mercado cafeeiro fluminense, Melo (2002, p. 227) tamb&eacute;m aponta para as vantagens das casas exportadoras sobre os comiss&aacute;rios nacionais "seja por usufru&iacute;rem de vantagens quanto &agrave;s varia&#231;&otilde;es cambiais entre o pre&#231;o de compra do caf&eacute; (em moeda nacional) aos fazendeiros e a expedi&#231;&atilde;o do caf&eacute;, seja porque eram muito pouco numerosas para exportarem um tal volume de caf&eacute;".</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;19" id="a7n19">19</a> O alem&atilde;o Theodor Wille era um comerciante que iniciou suas atividades na cidade alem&atilde; de Kiel trabalhando na firma do pai, a Diederichsen &amp; Wille, uma casa de carv&atilde;o e de exporta&#231;&atilde;o. Ele chegou ao Brasil em 1838 e trabalhou na firma A. F. Biesterfeld &amp; Co., localizada na cidade do Rio de Janeiro, antes de abrir a casa Theodor Wille &amp; Co. em Santos em 1844 (Moraes, 1988).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;20" id="a7n20">20</a> A casa Edward Johnston &amp; Co., somada &agrave; tamb&eacute;m inglesa Philipps Brothers e &agrave; estadunidense Maxwell, Wright &amp; Co. foram as maiores empresas na exporta&#231;&atilde;o cafeeira pelo porto do Rio de Janeiro entre meados da d&eacute;cada de 1840 at&eacute; o final do imp&eacute;rio, quando as 20 maiores casas exportadoras, predominantemente estrangeiras, conseguiam negociar 80% das sacas exportadas (Graham, 2004).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;21" id="a7n21">21</a> A participa&#231;&atilde;o do capital internacional nos circuitos comerciais de outros pa&iacute;ses latino&#45;americanos tamb&eacute;m se fez sentir no s&eacute;culo XIX. Em rela&#231;&atilde;o ao M&eacute;xico, na d&eacute;cada de 1820, as casas comerciais inglesas, espanholas e, principalmente, alem&atilde;s da regi&atilde;o de Hamburgo, instalaram&#45;se em regi&otilde;es portu&aacute;rias do M&eacute;xico, como Veracruz, e passaram a atuar no com&eacute;rcio de tabaco, investiram em minas de prata, im&oacute;veis e empr&eacute;stimos ao governo mexicano (Ludlow e Marichal, 1998). J&aacute; na Guatemala, as casas exportadoras de Hamburgo, apoiadas pelo capital banc&aacute;rio germ&acirc;nico (Deutsche Bank), passaram a adquirir fazendas, dominando a produ&#231;&atilde;o e comercializa&#231;&atilde;o do principal pa&iacute;s cafeeiro da Am&eacute;rica Central: no final do s&eacute;culo XIX, um ter&#231;o das fazendas cafeeiras guatemaltecas estava nas m&atilde;os de propriet&aacute;rios alem&atilde;es e dois ter&#231;os das exporta&#231;&otilde;es eram manipuladas pelas casas germ&acirc;nicas (Fenner, 2013).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;22" id="a7n22">22</a> Conforme Saes (1988), n&atilde;o surgiram bancos na prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo entre 1822&#45;1850. Na d&eacute;cada de 1860, havia tr&ecirc;s bancos apenas na prov&iacute;ncia paulista, sendo que a pr&aacute;tica era de empr&eacute;stimos somente aos grandes fazendeiros. Por sinal, os anos 1850&#45;1870 foram de grande dificuldade &agrave; constitui&#231;&atilde;o de bancos no Brasil como um todo, visto que neste interregno se deu a crise financeira no Estados Unidos em 1857, com repercuss&atilde;o na economia brasileira; a Lei dos Entraves em 1860 e a Crise Banc&aacute;ria da Casa Souto &amp; Cia. no Rio de Janeiro; a guerra do Paraguai a esvair ainda mais o Er&aacute;rio R&eacute;gio; sem perder de mira o vi&eacute;s metalista da pol&iacute;tica econ&ocirc;mica imperial que, na tentativa de enquadrar o Brasil no sistema do padr&atilde;o&#45;ouro, restringia a emiss&atilde;o monet&aacute;ria (Guimar&atilde;es, 2011; Rodrigues, 2008; Saes, 1988; Silva, 1996).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;23" id="a7n23">23</a> O pre&#231;o de importa&#231;&atilde;o do caf&eacute; no Estados Unidos em 1885 era de 7.5 cents/libra&#45;peso, valor que chegou a 20 cents/libra&#45;peso em 1891 (Delfim Netto, 2009, p. 277).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;24" id="a7n24">24</a> Alguns dos problemas enfrentados pelos empres&aacute;rios na economia brasileira da segunda metade do XIX: elevada interven&#231;&atilde;o governamental (necessidade de alvar&aacute;s e licen&#231;as para funcionamento das empresas); pesada taxa&#231;&atilde;o sobre as importa&#231;&otilde;es (principal fonte de renda do Er&aacute;rio R&eacute;gio); car&ecirc;ncia de mat&eacute;rias&#45;primas, m&atilde;o&#45;de&#45;obra qualificada, combust&iacute;veis; falta de investimentos e incentivos governamentais, por exemplo, ao setor manufatureiro (Ridings, 1994).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;25" id="a7n25">25</a> Entre 1903&#45;1913, os capitais ingleses representavam 53% dos investimentos estrangeiros no Brasil, seguidos do Estados Unidos com 20% do montante. Os investimentos estrangeiros se concentravam em empresas de ilumina&#231;&atilde;o e transporte urbano (22%), ferrovias (16%) e portos (15%) (Castro, 1979).</font></p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;26" id="a7n26">26</a> O resultado de cada opera&#231;&atilde;o comercial no Brasil dependia de duas vari&aacute;veis: pre&#231;o do produto e taxa de c&acirc;mbio, sobretudo, devido a esta taxa ser fixada institucionalmente â€“com forte influ&ecirc;ncia dos bancos ingleses e seu monop&oacute;lio sobre o com&eacute;rcio exterior e, consequentemente, sobre a oferta interna de cambiaisâ€“ e n&atilde;o de acordo com o livre jogo do mercado (Granziera, 1979). Em rela&#231;&atilde;o &agrave; taxa de c&acirc;mbio, entre 1846, quando o Brasil adere ao padr&atilde;o ouro&#45;libra estabelecendo a cota&#231;&atilde;o de 27 <i>pence</i> a cada um mil&#45;r&eacute;is, e o ano de 1889, marcando o fim do imp&eacute;rio, a taxa cambial m&eacute;dia foi de 24 569 pence por mil&#45;r&eacute;is, sendo que apenas em 1868&#45;1869 e 1885&#45;1886 houve desvaloriza&#231;&atilde;o cambial de maior monta â€“a menor taxa foi em 1868 quando chegou a 17 pence por mil&#45;r&eacute;isâ€“, desvaloriza&#231;&atilde;o que ficaria muito aqu&eacute;m das quedas cambiais da d&eacute;cada de 1890.</font></p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;27" id="a7n27">27</a> O London and Brazilian Bank era uma institui&#231;&atilde;o que tinha como um de seus neg&oacute;cios a atua&#231;&atilde;o no com&eacute;rcio de importa&#231;&atilde;o&#45;exporta&#231;&atilde;o, atrav&eacute;s da cobran&#231;a e desconto de cambiais e letras do com&eacute;rcio exterior, sendo a moeda estrangeira imprescind&iacute;vel na aquisi&#231;&atilde;o de mercadorias importadas (Saes, 1986b).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;28" id="a7n28">28</a> Segundo Marcondes (2012, pp. 148&#45;149) "A partir do avan&#231;o da navega&#231;&atilde;o a vapor e do acesso ao nosso mercado, a marinha mercante nacional retraiu&#45;se relativamente aos concorrentes estrangeiros".</font></p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;29" id="a7n29">29</a> No <i>Almanak</i> Laemmert de 1872, documento que descreve fatos administrativos, mercantis e industriais da prov&iacute;ncia do Rio de Janeiro e da cidade de Santos, consta que na navega&#231;&atilde;o entre Santos e Liverpool "Cada m&ecirc;s chega um dos paquetes da <i>Brazilian and River Plate Steam Ship Company</i> com g&ecirc;neros e fazendas procedentes de Liverpool, Lisboa e Rio de Janeiro, e sai quase sempre abarrotado de caf&eacute; e algod&atilde;o para Liverpool e outros portos intermedi&aacute;rios" (Laemmert, 1872, 2a. parte, p. 89).</font></p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;30" id="a7n30">30</a> A atua&#231;&atilde;o das companhias nacionais de navega&#231;&atilde;o em Santos, restrita aos portos nacionais e sul&#45;americanos, pode ser exemplificada pela Companhia Nacional de Navega&#231;&atilde;o a Vapor. Em 1891, ela era a &uacute;nica empresa brasileira de navega&#231;&atilde;o registrada em Santos que comercializava al&eacute;m das fronteiras nacionais. Seus paquetes sa&iacute;am de Santos e percorriam os portos do Rio de Janeiro, Paran&aacute;, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Montevid&eacute;u (Uruguai) (S&atilde;o Paulo, 1891).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n&#45;31" id="a7n31">31</a> Na d&eacute;cada de 1890, o caf&eacute; representou 64.5% das receitas de exporta&#231;&otilde;es do Brasil, seguido da borracha com 15% (Singer, 2006).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Sobre el autor</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Gustavo Pereira da Silva</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Profesor en el Departamento de Econom&iacute;a de la Universidad Federal de Paran&aacute;. Doctor en Historia Econ&oacute;mica por la Universidad Estadual de Campinas. Su l&iacute;nea de investigaci&oacute;n actual es la historia econ&oacute;mica de Brasil y la historia de las empresas. Entre sus &uacute;ltimas publicaciones se encuentran, en coautor&iacute;a con A. J. Dalla Costa, "A Bunge e sua instala&#231;&atilde;o no mercado brasileiro (1818&#45;1905): as estrat&eacute;gias de um grupo econ&ocirc;mico no capitalismo monopolista",<i> Hist&oacute;ria e&#45;Hist&oacute;ria</i>, vol. 1, 2014, pp. 1&#45;25, y "A forma&#231;&atilde;o familiar do complexo cafeeiro: a rede familiar e os investimentos dos Lacerda Franco na economia paulista (1847&#45;1893)", <i>Saeculum</i>, vol. 29, 2013, pp. 189&#45;207.</font></p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota&#45;1" id="nota1">*</a> O artigo apresenta resultados da tese de doutorado Uma dinastia do capital nacional: a forma&#231;&atilde;o da riqueza dos Lacerda Franco e a diversifica&#231;&atilde;o na economia cafeeira paulista (1803&#45;1897), defendida no Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas. O projeto contou com financiamento da Funda&#231;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo.</font></p> 	      ]]></body><back>
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