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<journal-title><![CDATA[América Latina en la historia económica]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Instituto de Investigaciones Dr. José María Luis Mora]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Da casa moderna à habitação como mercadoria: Colômbia, 1942-1991]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This text takes a general overview to the social housing in Colombia in between the years of 1940 to 1991, a temporary stage that evidences two important moments. The first one, where the housing is strongly influenced by modern architecture movement, the consolidation of state institutions, and the contribution made by the international missions: father Lebret participation, the economist Lauchlin Currie, and the Economic Commission for Latin America (ECLA). A second moment that illustrates the framework that modern house had in Colombia as commodity as a consequence of the State's economic development strategy that was planned throughout a concentration of resources in the financing, production, and construction of social housing in order to get the country out of crisis typecasting the house in the field of capital accumulation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Art&iacute;culo</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>Da casa moderna &agrave; habita&#231;&atilde;o como mercadoria. Col&ocirc;mbia, 1942&#45;1991</b></font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="center"><font face="verdana" size="3"><b>House Modern Housing as a Commodity. Colombia, 1942&#45;1991</b></font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Juan Jos&eacute; Cuervo Calle</b><a href="#sobreautor" id="sobre-autor">*</a></font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Universidade de S&atilde;o Paulo</i>, S&atilde;o Carlos, Brasil <a href="mailto:jjcc@sc.usp.br">jjcc@sc.usp.br</a></font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Artigo recebido: 9 de setembro de 2013    <br> Artigo aceito: 4 de junho de 2014.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Este texto aborda um panorama geral da habita&#231;&atilde;o social na Col&ocirc;mbia entre 1940 e 1991, marco temporal que evidencia dois momentos importantes: aquele onde a moradia social &eacute; fortemente influenciada pelas correntes da arquitetura moderna, a consolida&#231;&atilde;o das institui&#231;&otilde;es estatais e as contribui&#231;&otilde;es exercidas das miss&otilde;es internacionais: a participa&#231;&atilde;o do Padre Lebret, do economista Lauchlin Currie e da Comiss&atilde;o Econ&ocirc;mica para a Am&eacute;rica Latina e o Caribe (CEPAL). E um segundo momento que ilustra o enquadramento que teve a casa moderna na Col&ocirc;mbia como uma mercadoria por causa da estrat&eacute;gia de desenvolvimento econ&ocirc;mico que o Estado planejou por meio de uma concentra&#231;&atilde;o dos recursos no financiamento, produ&#231;&atilde;o e constru&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o social para tirar o pa&iacute;s da crise enquadrando a casa no &acirc;mbito da acumula&#231;&atilde;o do capital.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave: </b>habita&#231;&atilde;o social; modernidade; miss&otilde;es internacionais; habita&#231;&atilde;o como mercadoria.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Abstract</b></font></p> 	 	     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">This text takes a general overview to the social housing in Colombia in between the years of 1940 to 1991, a temporary stage that evidences two important moments. The first one, where the housing is strongly influenced by modern architecture movement, the consolidation of state institutions, and the contribution made by the international missions: father Lebret participation, the economist Lauchlin Currie, and the Economic Commission for Latin America (ECLA). A second moment that illustrates the framework that modern house had in Colombia as commodity as a consequence of the State's economic development strategy that was planned throughout a concentration of resources in the financing, production, and construction of social housing in order to get the country out of crisis typecasting the house in the field of capital accumulation.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Key words: </b>social housing; modernity; international missions; housing as a commodity.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&atilde;o</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A habita&#231;&atilde;o social moderna latino&#45;americana, geralmente caracterizada por &oacute;timas condi&#231;&otilde;es espaciais, sofreu depois da segunda metade do s&eacute;culo XX uma mudan&#231;a como mercadoria, que trouxe um decaimento na qualidade arquitet&ocirc;nica, assim como a queda das institui&#231;&otilde;es estatais encarregadas da produ&#231;&atilde;o habitacional de interesse social; as principais cidades colombianas n&atilde;o foram alheias a este processo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Diversos fatos e acontecimentos no panorama nacional enquadram o desenvolvimento da habita&#231;&atilde;o social na Col&ocirc;mbia em v&aacute;rios est&aacute;gios que fazem refer&ecirc;ncia &agrave; a&#231;&atilde;o direta do Estado colombiano (Arango, 1989; INURVE, 1996, p. 17). Neste caso o per&iacute;odo espec&iacute;fico de trabalho para este artigo se concentra entre 1942 e 1991, per&iacute;odo no qual o Estado realizou uma destac&aacute;vel participa&#231;&atilde;o atrav&eacute;s de uma s&eacute;rie de projetos de moradia social; al&eacute;m que &eacute; um marco temporal determinado pela interven&#231;&atilde;o da institucionalidade, destacando o desenvolvimento de inumer&aacute;veis solu&#231;&otilde;es de habita&#231;&atilde;o de alt&iacute;ssima qualidade por parte do Estado, processo que entrou em uma etapa de decad&ecirc;ncia no come&#231;o dos anos 1980.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O texto &eacute; desenvolvido em duas partes. A primeira aborda um panorama geral da habita&#231;&atilde;o social na Col&ocirc;mbia entre 1940 e 1972: identifi&#173;ca&#45;se de qual modo a habita&#231;&atilde;o social se tornou um tema de discuss&atilde;o pol&iacute;tica (p&uacute;blica) na Col&ocirc;mbia, na medida em que o Estado avan&#231;ou desde a d&eacute;cada de 1920 com o seu processo de moderniza&#231;&atilde;o; principalmente, por meio do surgimento de institui&#231;&otilde;es como o Instituto de Cr&eacute;dito Territorial (em diante ICT), o Banco Central Hipotecario (em diante BCH), o Centro Interamericano de Vivienda y Planeamiento Urbano (em diante CINVA), entre outras; a incorpora&#231;&atilde;o do planejamento macroecon&ocirc;mico recomendado pelas miss&otilde;es assessoras estrangeiras &#150;Lebret, Currie e CEPAL&#150;; e, as influ&ecirc;ncias das discuss&otilde;es da arquitetura moderna; tendo como resultado mecanismos para um desenvolvimento integral (econ&ocirc;mico e urbano) com a consolida&#231;&atilde;o de uma s&eacute;rie de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de habita&#231;&atilde;o fortalecendo a gest&atilde;o e produ&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o. Este marco temporal especificamente &eacute; delimitado pela cria&#231;&atilde;o em 1939 do Instituto de Cr&eacute;dito Territorial, momento inicial de participa&#231;&atilde;o <i>formal</i> do Estado em &acirc;mbito nacional na gest&atilde;o e constru&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o social, at&eacute; 1972; momento que d&aacute; conta da transi&#231;&atilde;o entre as institui&#231;&otilde;es estatais encarregadas da produ&#231;&atilde;o de moradia, para um direcionamento na cria&#231;&atilde;o de novas ag&ecirc;ncias estatais e empresas privadas para atender o d&eacute;ficit habitacional. Aqui, as institui&#231;&otilde;es existentes teriam novos rumos e encontrariam apoio na cria&#231;&atilde;o de bancos, associa&#231;&otilde;es mutu&aacute;rias e de poupan&#231;a. Este ano &eacute; coincidente com o estabelecimento das Normas M&iacute;nimas de Urbanizaci&oacute;n, Servicios P&uacute;blicos y Comunitarios com as que se reduziram ao m&aacute;ximo as especifica&#231;&otilde;es dos diversos componentes das &aacute;reas residenciais: vias, lotes e espa&#231;os integrantes. Estas normas m&iacute;nimas, junto &agrave;s conjunturas econ&ocirc;micas, culturais, institucionais e pol&iacute;ticas, ajudaram ao come&#231;o de uma nova etapa na mercantiliza&#231;&atilde;o da moradia.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Posteriormente, na segunda parte, consideram&#45;se alguns aspectos que tornaram, a come&#231;os da d&eacute;cada de 1970, a habita&#231;&atilde;o moderna um bem enquadrado como mercadoria; processo que foi levado &agrave; cabo aproximadamente entre 1972 e 1991, momento de fechamento concretizados na Lei 3a. de 1991. Aqui se explicam as preocupa&#231;&otilde;es causadas pelas migra&#231;&otilde;es &agrave;s principais cidades, que tiveram como consequ&ecirc;ncia um elevado d&eacute;ficit habitacional. &Eacute; de nosso interesse, al&eacute;m, esclarecer a estrat&eacute;gia de desenvolvimento econ&ocirc;mico que o Estado planejou por meio de uma concentra&#231;&atilde;o dos recursos no financiamento, produ&#231;&atilde;o e constru&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o social para tirar o pa&iacute;s da crise tanto de habita&#231;&atilde;o quanto econ&ocirc;mica. Este item busca tamb&eacute;m compreender a tend&ecirc;ncia que os colombianos t&ecirc;m de fazer investimentos da poupan&#231;a em habita&#231;&atilde;o, assunto que ajuda a acentuar a mercantiliza&#231;&atilde;o da casa no setor imobili&aacute;rio, enquadrando assim a habita&#231;&atilde;o social no &acirc;mbito da acumula&#231;&atilde;o do capital para investimento em diferentes &aacute;reas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A relev&acirc;ncia de estudar estes dois per&iacute;odos est&aacute; em discutir algumas das causas hist&oacute;ricas que consolidaram a casa moderna na Col&ocirc;mbia, a crise da habita&#231;&atilde;o social, vari&aacute;veis e atores da moradia social moderna e o tr&acirc;nsito para uma habita&#231;&atilde;o como mercadoria, evidenciando alguns dos fatores que a determinaram como tema de discuss&atilde;o pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>O estabelecimento institucional e as miss&otilde;es assessoras estrangeiras como contribui&#231;&atilde;o para a produ&#231;&atilde;o da habita&#231;&atilde;o moderna em Col&ocirc;mbia: 1942&#45;1972</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No contexto latino&#45;americano, produto do p&oacute;s&#45;guerra mundial, muitos dos centros urbanos evidenciaram um acelerado processo de urbaniza&#231;&atilde;o, derivado dos deslocamentos da popula&#231;&atilde;o urbana (de pequenos povoados) e rural constitu&iacute;dos como 60% do total da popula&#231;&atilde;o (Currie, 1961a, p. 2). Na Col&ocirc;mbia, foi o momento da moderniza&#231;&atilde;o do setor agropecu&aacute;rio e o arranque do desenvolvimento capitalista, incluindo o setor da constru&#231;&atilde;o. Embora este panorama fosse positivo para alguns setores da economia, o pa&iacute;s n&atilde;o foi alheio ao processo que experimentava Am&eacute;rica Latina: um exacerbado &iacute;ndice de crescimento demogr&aacute;fico, um aumento desigual na distribui&#231;&atilde;o de terras e ingressos, concentra&#231;&atilde;o da propriedade rural no campo, expans&atilde;o da fronteira agr&iacute;cola, desemprego e, sobretudo, as migra&#231;&otilde;es rurais e urbanas pelas quais a popula&#231;&atilde;o camponesa fugia da viol&ecirc;ncia gerada pelas diferen&#231;as partid&aacute;rias entre liberais e conservadores (Bejarano, 1991, p. 210) (ver <a href="/img/revistas/alhe/v22n1/a7c1.jpg" target="_blank">quadro 1</a>).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Entre as d&eacute;cadas de 1940 e 1960 a popula&#231;&atilde;o dos principais centros urbanos colombianos aumentou consideravelmente por causa das migra&#231;&otilde;es, crescendo em mais de 60% (ver <a href="/img/revistas/alhe/v22n1/a7c2.jpg" target="_blank">quadro 2</a>); o que significou transforma&#231;&otilde;es no mercado de terras, especula&#231;&atilde;o de terrenos e mudan&#231;as tanto na gest&atilde;o quanto na produ&#231;&atilde;o de moradia. Al&eacute;m disto, este acelerado crescimento populacional trouxe consigo a intensifica&#231;&atilde;o de tug&uacute;rios e bairros subnormais (CINVA, 1952, p. 35) (ver <a href="/img/revistas/alhe/v22n1/a7i1.jpg" target="_blank">imagem 1</a>&#45;<a href="/img/revistas/alhe/v22n1/a7i2.jpg" target="_blank">2</a>) exigindo uma meta da constru&#231;&atilde;o de umas 300 000 habita&#231;&otilde;es de baixa renda em toda Col&ocirc;mbia (DANE, 1973).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A inten&#231;&atilde;o modernizadora do Estado, desde o in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, favoreceu a consolida&#231;&atilde;o institucional e a instaura&#231;&atilde;o de mecanismos de planejamento e desenvolvimento derivados das sugest&otilde;es das miss&otilde;es estrangeiras, da academia e dos centros de experimenta&#231;&atilde;o dirigidos &agrave; solu&#231;&atilde;o de problemas urbanos e moradia, gerando uma tens&atilde;o entre a marginalidade e o desenvolvimento.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Neste contexto, no final de 1940 e come&#231;os de 1950, se promoveu um planejamento dirigido ao desenvolvimento urbano entendido como um processo integrado e cont&iacute;nuo do melhoramento do <i>h&aacute;bitat</i> e do bem&#45;&#173;estar pessoal da popula&#231;&atilde;o marginal. Desde ent&atilde;o, o Estado colombiano empreendeu uma cruzada para converter o planejamento integral no fundamento pol&iacute;tico do planejamento e do desenvolvimento na escala nacional; a moradia foi um pilar fundamental para este processo. O desenvolvimento econ&ocirc;mico e o desenvolvimento urbano fixaram as bases para o estabelecimento do <i>planejamento integral</i> na Col&ocirc;mbia como resultado de uma somat&oacute;ria de fatos:</font></p> 	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Das miss&otilde;es estrangeiras</i></font></p>   	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Foram v&aacute;rias as miss&otilde;es econ&ocirc;micas estrangeiras que aportaram ao desenvolvimento integral do pa&iacute;s na primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo XX, podem&#45;se ver ainda mais duas miss&otilde;es estrangeiras importantes na primeira metade do s&eacute;culo XX: a miss&atilde;o Kemmerer de 1923 e a de 1930; algumas solicitadas pelo governo colombiano e outras no marco de acordos com organismos internacionais; para nosso caso, por delimita&#231;&atilde;o espaciotemporal e tem&aacute;tica, interessam particularmente tr&ecirc;s cen&aacute;rios: o gerado ao redor da miss&atilde;o Currie, Lebret e CEPAL pelo seu aporte direto no tema da habita&#231;&atilde;o social.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Com o apoio do Banco Mundial, se realizou entre 1949 e 1950 o Plan de Fomento Econ&oacute;mico para Colombia, cen&aacute;rio no qual foi criado a Misi&oacute;n del Plan de Fomento, com o prop&oacute;sito de fazer um diagn&oacute;stico da situa&#231;&atilde;o atual do pa&iacute;s e expor os programas pertinentes; al&eacute;m das reformas necess&aacute;rias para o andamento do progresso e o desenvolvimento do pa&iacute;s. Foi o primeiro programa com dimens&otilde;es importantes para o planejamento nacional com apoio internacional, o seu diretor foi o economista canadense Lauchlin Currie. O contexto da miss&atilde;o Currie come&#231;a em 1948, quando em Bogot&aacute; tem lugar a Confer&ecirc;ncia Panamericana e se desata a como&#231;&atilde;o social conhecida como o <i>bogotazo</i>. A proposta do professor Currie foi feita em duas etapas. O principal objetivo expressado pelo Banco Mundial para a primeira etapa entre 1949 y 1950 desembocou nas Bases de um Programa de Fomento para Colombia (Currie, 1951) como se chamou o primeiro informe dirigido pelo professor Currie e publicado em 1951 por meio do Banco de la Rep&uacute;blica. Este informe constituiu o primeiro diagn&oacute;stico da situa&#231;&atilde;o de atraso e pobreza na qual estava submergido o pa&iacute;s; se destaca o baixo n&iacute;vel de vida da popula&#231;&atilde;o, refletido na car&ecirc;ncia de elementos b&aacute;sicos como sa&uacute;de, educa&#231;&atilde;o, moradia, bens, e servi&#231;os (L&oacute;pez, 2011, p. 32).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Neste informe, Currie dedica grande parte ao tema da administra&#231;&atilde;o dos governos locais e aos servi&#231;os p&uacute;blicos; estimava, por um lado, que os governos municipais estiveram equipados para gerenciar as suas responsabilidades, mas sob o controle da administra&#231;&atilde;o nacional. E, por outro, que o desenvolvimento futuro dos servi&#231;os p&uacute;blicos se fizesse na sua maioria sob os ausp&iacute;cios do governo, j&aacute; que o problema fundamental que se apresentava ao redor deles residia na extrema debilidade e pobreza do muitos dos munic&iacute;pios (Malag&oacute;n e Pardo, 2009, p. 16).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Segundo Currie, o fator de sucesso das empresas dedicadas aos servi&#231;os p&uacute;blicos estava no gr&atilde;o de autonomia que estas pudessem manter, principalmente, nas grandes cidades; pois estas apresentam vantagens sobre as pequenas, j&aacute; que permitiam que o estado pusesse &agrave; disposi&#231;&atilde;o de um maior n&uacute;mero de pessoas servi&#231;os p&uacute;blicos de qualidade &agrave; baixo custo, at&eacute; porque constituem uma base mais s&oacute;lida para o crescimento econ&ocirc;mico nacional. Ou seja, segundo Currie, o crescimento econ&ocirc;mico nacional devia passar primeiro pelo crescimento das grandes cidades, e estas por sua vez terem um efeito indutor na economia do pa&iacute;s (Gou&euml;set, 1998, p. 187). Este informe registrou as bases do planejamento macroecon&ocirc;mico que aprofundaria posteriormente na sua segunda apari&#231;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em novembro de 1961, apareceu de novo Currie por encargo da Fundaci&oacute;n para el Progreso de Colombia para fazer um segundo diagn&oacute;stico. Currei prop&ocirc;s a Operaci&oacute;n Colombia, entregue no mesmo ano como resultado de doze anos de cuidadosa observa&#231;&atilde;o (Currie, 1961b). Neste caso o objetivo era anunciar as bases para um programa coerente e global de desenvolvimento com a ado&#231;&atilde;o de umas pol&iacute;ticas dirigida a criar nas cidades oportunidades de trabalho melhor remunerado para os habitantes do campo e das pequenas popula&#231;&otilde;es; ou seja, &eacute; uma proposta orientada a elevar o n&iacute;vel de vida da popula&#231;&atilde;o mais pobre por meio do desenvolvimento de formas e sistemas para criar mais empregos produtivos e resolver o problema agr&aacute;rio, dando um grande impulso &agrave; industrializa&#231;&atilde;o e &agrave; tecnifica&#231;&atilde;o da agricultura, educa&#231;&atilde;o, sa&uacute;de e moradia aceit&aacute;vel.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ainda, com fortes cr&iacute;ticas formuladas por v&aacute;rios setores da opini&atilde;o p&uacute;blica e do Estado na Operaci&oacute;n Colombia, Currie (1982, pp. 10&#45;14), para incentivar as esferas agr&iacute;cola e industrial, prop&otilde;e levar a for&#231;a de trabalho dos campos &agrave;s cidades, destinando&#45;a para atividades que requeressem obreiros n&atilde;o qualificados, como a constru&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o. Em que pese &agrave; contund&ecirc;ncia das propostas, &#150;baseadas nas estrat&eacute;gias macroecon&ocirc;micas de constru&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o urbana, que em certa medida tentavam diminuir tanto a marginalidade quanto a informalidade (Currie, 1961b, pp. 49&#45;53)&#150; a maioria foi recusada no governo de Carlos Lleras Restrepo, 1966&#45;1970, mesmo com seu not&oacute;rio interesse no tema (Currie, 1961a, pp. 6&#45;8); mas aceitada anos depois no mandato do presidente Misael Pastrana Borrero, 1970&#45;1974, em seu plano de desenvolvimento chamado Las Cuatro Estrategias.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em termos de moradia, Currie considerava necess&aacute;rio concentrar esfor&#231;os em um programa massivo de constru&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o de baixo custo e servi&#231;os p&uacute;blicos nas cidades que tivessem perspectivas de oferecer um alto n&iacute;vel de empregos permanentes: "Un amplio programa de vivienda popular crea por s&iacute; misma nuevas oportunidades de empleo en la construcci&oacute;n, y en la producci&oacute;n de los materiales de construcci&oacute;n y en los transportes, pagando niveles de salarios urbanos. La capacidad de compra de estos salarios adicionales ser&aacute; gastada inmediatamente en bienes de consumo" (1961a, p. 9). Esta seria a estrat&eacute;gia no setor da constru&#231;&atilde;o como meta alternativa para a sa&iacute;da de um d&eacute;ficit de mais de, em m&eacute;dia, 39&#160;000 habita&#231;&otilde;es anuais (Currie, 1961a, p. 9) (n&atilde;o s&oacute; causado pelas migra&#231;&otilde;es, mas pela forma&#231;&atilde;o de novas fam&iacute;lias), tentando superar a m&eacute;dia de 18&#160;000 moradias anuais constru&iacute;das pelo Estado entre 1958 e 1960 (Currie, 1961b, p. 49). Para cumprir esta meta prop&otilde;e dois objetivos fundamentais: o primeiro &eacute; dar continuidade &agrave; constru&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o de casas unifamiliares, impulsadas pelo Estado desde 1940, e fortalecer a produ&#231;&atilde;o de edif&iacute;cios de apartamentos (Currie, 1961b, p. 52); at&eacute; o momento, s&oacute; constru&iacute;dos em lotes estrat&eacute;gicos no centro das principais cidades, como t&aacute;tica de especula&#231;&atilde;o de terrenos. E, o segundo, ressalta um marcado interesse por aproximar a empresa privada &agrave; execu&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o econ&ocirc;mica, oferecendo&#45;lhe poderosos est&iacute;mulos para atrair o capital, pois o Estado por si mesmo era incapaz de solucionar o crescente aumento anual de d&eacute;ficit habitacional. A partir destas ideias foi que se iniciou a consolida&#231;&atilde;o da participa&#231;&atilde;o do setor privado na Col&ocirc;mbia para ajudar a solver a necessidade de habita&#231;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Neste mesmo contexto (finais da d&eacute;cada de 1950 e come&#231;os de 1960), se destaca o desenvolvimento do Estudio sobre las condiciones del desarrollo en Colombia contratado por meio do centro de Econom&iacute;a y Humanismo e dirigido pelo padre Louis Joseph Lebret. Estudo que fez um detalhado diagn&oacute;stico da situa&#231;&atilde;o do pa&iacute;s, no qual foi inclu&iacute;do o tema da habita&#231;&atilde;o (Ceballos, 2008, pp. 92&#45;93). A Miss&atilde;o Lebret produziu um diagn&oacute;stico da popula&#231;&atilde;o tanto rural quanto urbana. Estudou&#45;se a qualidade de vida da popula&#231;&atilde;o de baixos ingressos, as suas demandas de consumo e dota&#231;&atilde;o de servi&#231;os a cargo do Estado, evidenciando um panorama geral da situa&#231;&atilde;o econ&ocirc;mica do pa&iacute;s. O seu objetivo era permitir um conhecimento da realidade humana, social e econ&ocirc;mica b&aacute;sica para alcan&#231;ar um melhoramento nos n&iacute;veis de vida do pa&iacute;s. Encontrou&#45;se, segundo o informe Lebret, uma popula&#231;&atilde;o com comportamentos antiecon&ocirc;micos, utiliza&#231;&atilde;o irracional da terra, exagerado consumo das mercadorias estrangeiras que poderiam ser prescindidas, ou no caso, se poderiam produzir no pa&iacute;s; projetos urbanos muito custosos insuficientemente estudados, escasso interesse na pesquisa cient&iacute;fica, entre outros aspetos (Lebret, 1958). Lebret prognosticou o fracasso da Col&ocirc;mbia se n&atilde;o efetuava grandes mudan&#231;as nos seus costumes e mentalidade, se a orienta&#231;&atilde;o do desenvolvimento n&atilde;o se fizesse com base em estudos continuados e precisos e se n&atilde;o adiantasse com firmeza as resist&ecirc;ncias atrasadas e ego&iacute;stas (&Aacute;revalo, 1997, pp. 16&#45;17). Poder&iacute;amos dizer que com o estudo do padre Lebret na Col&ocirc;mbia, se introduziu a planifica&#231;&atilde;o moderna no pa&iacute;s j&aacute; que se produziu um primeiro diagnostico baseado em cifras e indicadores (Saldarriaga, 2003, p. 30) que por primeira vez permitiu ler as condi&#231;&otilde;es da popula&#231;&atilde;o tanto camponesas quanto urbanas de forma quantitativa.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O padre Lebret traz para a Col&ocirc;mbia uma metodologia de an&aacute;lises profunda para a moradia, tanto rural quanto urbana, refletida no Manual de Encuesta Social (Lebret, 1961). Neste amplo manual, entre muitos elementos de an&aacute;lises, identifica a vida familiar; incluindo a habita&#231;&atilde;o como um componente muito importante: analisa as condi&#231;&otilde;es qualitativas das moradias por meio de enquetes, uma rural e outra urbana, aplicada nas principais capitais. Contemplaram&#45;se v&aacute;rios aspetos referentes &agrave; habita&#231;&atilde;o: &aacute;reas, n&uacute;mero de habitantes por quarto, qualidade da constru&#231;&atilde;o: facilidades, ventila&#231;&atilde;o, incid&ecirc;ncia solar, disponibilidade da &aacute;gua, banheiros e sanit&aacute;rios, ilumina&#231;&atilde;o, m&oacute;veis, conforto dom&eacute;stico, transporte e meios culturais. No que tange o assunto urbano, foram analisados os n&iacute;veis de vida existentes no entorno dos bairros populares (Lebret, 1958, pp. 79&#45;105).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O informe evidenciou a habita&#231;&atilde;o como um problema grande para todo o pa&iacute;s com tipologias e materializa&#231;&otilde;es descontextualizadas com respeito ao clima e &agrave; cultura, autoconstru&#231;&atilde;o sem conhecimentos t&eacute;cnicos (Lebret, 1958, p. 79), espa&#231;os reduzidos ao interior das habita&#231;&otilde;es com rela&#231;&atilde;o ao seu n&uacute;mero de habitantes, mobili&aacute;rio e utens&iacute;lios insuficientes, assim como aus&ecirc;ncia de escolas dom&eacute;sticas para as donas de casa (Lebret, 1958, p. 91). Com rela&#231;&atilde;o ao urbano, encontrou&#45;se uma adequada correla&#231;&atilde;o entre a moradia e o urbanismo, na qual, este &uacute;ltimo, resultou com a melhor avalia&#231;&atilde;o com rela&#231;&atilde;o &agrave; moradia, mas na que persiste uma rela&#231;&atilde;o direta: a melhor qualidade urban&iacute;stica, melhor qualidade de habita&#231;&atilde;o. Por&eacute;m, na maioria das cidades se achou uma rede el&eacute;trica e de esgoto insuficiente, coleta do lixo prec&aacute;rio e inexist&ecirc;ncia de espa&#231;o p&uacute;blico adequado (Lebret, 1958, p. 93). Tanto os achados com rela&#231;&atilde;o &agrave; habita&#231;&atilde;o quanto ao urbano, serviram para identificar a concentra&#231;&atilde;o e a desigualdade na distribui&#231;&atilde;o da terra nas cidades e no campo e para come&#231;ar a procurar medidas corretivas para esta tend&ecirc;ncia (Sojo, 1967, p. 7), a introdu&#231;&atilde;o do conceito de d&eacute;ficit como quantifica&#231;&atilde;o do problema da habita&#231;&atilde;o; mas, principalmente, a "incid&ecirc;ncia na defini&#231;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas" (Fique, 2006, p. 22) em v&aacute;rias &aacute;reas que assentaram uma base na normativa da habita&#231;&atilde;o e no desenvolvimento de planos urbanos para o crescimento das cidades "inspirada en la justicia y consolidada en la democracia" (Sojo, 1967, p. 59).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em 1958, o mesmo ano em que se levou &agrave; cabo a miss&atilde;o Lebret, come&#231;ou a prepara&#231;&atilde;o para o que seria a segunda miss&atilde;o CEPAL para Col&ocirc;mbia.<a href="#a7n1" id="a7n-1">1</a></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dois anos mais tarde se realizou em Bogot&aacute; um encontro convocado pela Organiza&#231;&atilde;o dos Estados Americanos para estudar a formula&#231;&atilde;o de medidas para uma eventual coopera&#231;&atilde;o econ&ocirc;mica continental a fim de fazer frente &agrave;s necessidades sociais. Com este prop&oacute;sito Estados Unidos estabeleceu o Fondo Especial Interamericano de Desarrollo (FID) criado em 1961 para financiar programas de reforma agr&aacute;ria, de aqueduto, de habita&#231;&atilde;o e de educa&#231;&atilde;o. Como resposta a este fundo econ&ocirc;mico, em agosto do mesmo ano se levou &agrave; cabo o encontro em Punta del Este (Uruguai), onde se assinou a carta Declaraci&oacute;n a los Pueblos de Am&eacute;rica Latina por meio da qual os pa&iacute;ses signat&aacute;rios se comprometeram a "acelerar el desarrollo econ&oacute;mico y social, a fin de conseguir un aumento sustancial y sostenido del ingreso por habitante, para acercar en el menor tiempo posible el nivel de vida de los pa&iacute;ses latinoamericanos al de los pa&iacute;ses industrializados" (Monteverde, 1967, p. 149) por meio de um plano de desenvolvimento econ&ocirc;mico de acordo com o estabelecido em Punta del Este. Col&ocirc;mbia foi o primeiro pa&iacute;s em apresentar um plano de desenvolvimento econ&ocirc;mico para a obten&#231;&atilde;o do financiamento externo oferecido pelos Estados Unidos (&Aacute;revalo, 1997, p. 18). Tratava&#45;se de tornar a Col&ocirc;mbia uma pot&ecirc;ncia industrial, um pa&iacute;s exportador e produtor de mercados competitivos; de estimular o esp&iacute;rito moderno para a empresa privada. Tratava&#45;se, al&eacute;m disso, de aumentar o setor agr&iacute;cola distribuindo uma terra abatida por constantes conflitos pol&iacute;ticos e de pobreza.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em termos de moradia a miss&atilde;o CEPAL, para dar cumprimento ao seu objetivo de acelerar o desenvolvimento, converteu a habita&#231;&atilde;o em uma das ferramentas mais importantes de pol&iacute;tica macroecon&ocirc;mica utilizando o excesso de for&#231;a de trabalho na constru&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o e n&atilde;o como motivo do aumento do problema. Compreendeu&#45;se que a produ&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o em si mesma n&atilde;o solucionava o problema do d&eacute;ficit se esta n&atilde;o se encontrasse abrangida por uma pol&iacute;tica global de desenvolvimento.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em resumo, as miss&otilde;es internacionais alertaram ao Estado do grave problema da habita&#231;&atilde;o na Col&ocirc;mbia por conta dos baixos n&iacute;veis de desenvolvimento acusados: compreendeu&#45;se que o d&eacute;ficit habitacional deveria ser atenuado n&atilde;o s&oacute; em termos quantitativos, mas qualitativos; reconheceram&#45;se as limita&#231;&otilde;es de produ&#231;&atilde;o de moradias por causa de t&eacute;cnicas de constru&#231;&atilde;o antiecon&ocirc;micas, sobre os entraves de uma oferta muito baixa frente uma demanda muito alta, os problemas de aceso ao mercado por parte da popula&#231;&atilde;o, especialmente a mais pobre; o alto custo da terra nas principais cidades, a localiza&#231;&atilde;o de planos de habita&#231;&atilde;o perif&eacute;ricos que geravam altos valores pela extens&atilde;o de redes e servi&#231;os. Conscientizou&#45;se aos diferentes entes governamentais da import&acirc;ncia de programas massivos integrais de habita&#231;&atilde;o barata, sobre a implementa&#231;&atilde;o de pol&iacute;ticas e instrumentos que permitissem atender a demanda habitacional, do melhoramento do equipamento urbano dos bairros existentes, das vantagens de aproximar o capital do setor privado &agrave; constru&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o; al&eacute;m da import&acirc;ncia de definir a constru&#231;&atilde;o de moradias como uma ferramenta da pol&iacute;tica macroecon&ocirc;mica e como um dos motores mais importantes da economia nacional.</font></p> 	    <p>&nbsp;</p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Das institui&#231;&otilde;es</i></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Embora muitas tenham sido as institui&#231;&otilde;es que intervieram e aportaram na produ&#231;&atilde;o, constru&#231;&atilde;o e financiamento de habita&#231;&atilde;o social na Col&ocirc;mbia, das principais institui&#231;&otilde;es de orden nacional podemos mencionar a Caja de Cr&eacute;dito Agrario, 1931; o Banco Central Hipotecario, 1932; a Caja de Vivenda Popular, 1942; a Caja de Vivienda Militar, 1947; o Fondo Nacional del Ahorro, 1968. E na ordem local achamos o Instituto de Acci&oacute;n Social, 1927, e a Caja de la Vivienda Popular, 1942, em Bogot&aacute;. Temos Corporaci&oacute;n de Vivienda y Desarrollo Social (CORVIDE), 1953, em Medell&iacute;n e Instituto de Vivienda de Cali (INVICALI), 1966, em Cali.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Poder&iacute;amos afirmar que foi o Instituto de Credito Territorial (ICT) e o Centro Interamericano de Vivienda y Planeamiento Urbano (CINVA) as institui&#231;&otilde;es que mais protagonismo tiveram neste sentido. O ICT foi estabelecido em 28 de janeiro de 1939 com o Decreto legislativo 200, orientado inicialmente para o fomento da habita&#231;&atilde;o rural e elevar a qualidade de vida da popula&#231;&atilde;o camponesa (ICT, 1995, p. 19). Depois, com a expedi&#231;&atilde;o da Lei 46 do mesmo ano, se impulsionou a constru&#231;&atilde;o de moradias agr&aacute;rias higi&ecirc;nicas, ficando a cargo do Instituto rec&eacute;m&#45;criado (Monsalve, 1954, pp. 15&#45;18). Em 1942 com o Decreto 1549 foram abertas as Seccionales de Vivienda Urbana (SVU) para tentar dar cobertura &agrave; forte demanda das ondas de imigrantes que chegavam &agrave;s principais cidades (Lleras, 1980, p. 68). Assim, por meio do ICT se deu um giro que correspondeu &agrave; mudan&#231;a de um pa&iacute;s rural a um pa&iacute;s de cidades (Fique, 2006, p. 21). Neste mesmo ano, por meio do Decreto 380, o governo nacional ditou medidas na busca de tentar fomentar a ind&uacute;stria da constru&#231;&atilde;o, assim como o melhoramento da moradia popular existente por meio de recursos do Ministerio de Hacienda e Cr&eacute;dito P&uacute;blico, para o fomento dos chamados "bairros populares modelos" como unidades de moradia dotadas de servi&#231;os comunit&aacute;rios, regulamentando a sua constru&#231;&atilde;o; onde o ICT teve uma participa&#231;&atilde;o fundamental (Lleras, 1980, pp. 65&#45;73).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A influ&ecirc;ncia do ICT sobre o desenvolvimento tanto urbano quanto aos modelos arquitet&ocirc;nicos habitacionais modernos foi muito consider&aacute;vel. O ICT foi um agente decisivo nas pol&iacute;ticas governamentais que atribu&iacute;ram um papel fundamental &agrave; entidade no planejamento do desenvolvimento urbano e na inger&ecirc;ncia de normas de urbaniza&#231;&atilde;o, definindo orienta&#231;&otilde;es de adiantamento urbano tanto nas cidades principais quanto nos centros urbanos interm&eacute;dios do pa&iacute;s. Seus programas pr&oacute;prios de habita&#231;&atilde;o adotaram muitas das recomenda&#231;&otilde;es das miss&otilde;es estrangeiras, por exemplo, a constru&#231;&atilde;o massiva de habita&#231;&atilde;o como instrumento propulsor da economia nacional, o trabalho continuo sobre assentamentos existentes no melhoramento de bairros e no desenvolvimento de progressivo de zanas subnormais de habita&#231;&atilde;o, o fato de prover equipamento integral b&aacute;sico como escolas, centros de sa&uacute;de e comunais; assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica em programas de autoconstru&#231;&atilde;o, remodela&#231;&atilde;o de moradia, legaliza&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o e terras, densifica&#231;&atilde;o de pr&eacute;dios no per&iacute;metro urbano, subdivis&atilde;o de habita&#231;&atilde;o para aluguer e para venda, aten&#231;&atilde;o a desastres e calamidades p&uacute;blicas, o &ecirc;nfase na dota&#231;&atilde;o de servi&#231;os p&uacute;blicos e lotes com servi&#231;os; al&eacute;m das discuss&otilde;es levadas &agrave; cabo nos Congressos Internacionais de Arquitetura (CIAM), evidenciadas em muitas das materializa&#231;&otilde;es propostas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na d&eacute;cada de 1950 o cen&aacute;rio urbano &eacute; concebido como um centro de aten&#231;&atilde;o de diversas institui&#231;&otilde;es acad&ecirc;micas e pol&iacute;ticas, que definiram as condi&#231;&otilde;es para a consolida&#231;&atilde;o do ensino, pesquisa e pr&aacute;tica do planejamento em centros educativos, oficinas e no trabalho dirigido por escrit&oacute;rios de planejamento. Ao redor desta estrat&eacute;gia surgiu o Centro Interamericano de Vivienda y Planeamiento Urbano (CINVA), que, em conjun&#231;&atilde;o com a institucionalidade, os centros acad&ecirc;micos e as miss&otilde;es estrangeiras, dariam forma &agrave; habita&#231;&atilde;o moderna em Col&ocirc;mbia.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O intuito exposto pelo CINVA era a habilita&#231;&atilde;o das comunidades para a autoajuda (ou autoconstru&#231;&atilde;o) e promover um desenvolvimento integral. A partir de 1952 o CINVA liderou numerosas experi&ecirc;ncias de participa&#231;&atilde;o comunit&aacute;ria e uma assessoria (t&eacute;cnica) para estimular o desenvolvimento social integral das comunidades, tendo a habita&#231;&atilde;o como ponto chave de a&#231;&atilde;o (Pe&ntilde;a, 2008, pp. 187&#45;188). O programa CINVA, produto da Organiza&#231;&atilde;o dos Estados Americanos, buscou atender o d&eacute;ficit de moradia em popula&#231;&otilde;es marginais; a sua metodologia de trabalho se orientou na redu&#231;&atilde;o de custos na produ&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o, pesquisa, materiais de constru&#231;&atilde;o e novas tecnologias, al&eacute;m de inserir a participa&#231;&atilde;o comunit&aacute;ria como elemento importante nos programas sociais do Estado.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A participa&#231;&atilde;o da ind&uacute;stria como produtora de moradia social entre 1950 e 1970 tamb&eacute;m foi fundamental. Foram muitos os bairros obreiros constru&iacute;dos pelas empresas industriais nas imedia&#231;&otilde;es das f&aacute;bricas, tanto a participa&#231;&atilde;o de entidades de natureza caritativa, funda&#231;&otilde;es cat&oacute;licas e sociedades sem fins lucrativos. Tamb&eacute;m se teve a a&#231;&atilde;o de cooperativas obreiras e profissionais independentes. Em todos estes casos, a norma urbana, dificilmente evidente, operava por concorr&ecirc;ncia de saberes e boas doses de sentido comum (INURVE, 1996, p. 275), pois n&atilde;o existia uma normativa clara para a constru&#231;&atilde;o de moradia, especificamente social.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Este primeiro per&iacute;odo, foi portanto, um laborat&oacute;rio experimental em mat&eacute;ria de habita&#231;&atilde;o por parte das institui&#231;&otilde;es estatais e n&atilde;o governamentais, conseguindo uma grande capacidade de resposta aos desajustes do crescimento urbano (por migra&#231;&atilde;o), embora n&atilde;o suficientes (ver <a href="/img/revistas/alhe/v22n1/a7c3.jpg" target="_blank">quadro 3</a>). A presen&#231;a do setor institucional, ainda, permitiu inscrever ao pa&iacute;s no contexto internacional sob um sistema de produ&#231;&atilde;o (com o Instituto de Cr&eacute;dito Territorial), de financiamento (atrav&eacute;s do Banco Central Hipotecario) e experimental (com o Centro Interamericano de Vivienda y Planeamiento Urbano).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por&eacute;m, o mais importante das institui&#231;&otilde;es foi a sua intencionalidade por mitigar o acelerado d&eacute;ficit habitacional e de servi&#231;os p&uacute;blicos como resposta &agrave;s mais de 60 000 novas fam&iacute;lias anuais que chegavam aos principais centros urbanos, entre 1960 e 1970 (DANE, 1973); todas carentes de domic&iacute;lio. O acelerado d&eacute;ficit, que desde 1950 at&eacute; 1972 tinha aumentado mais de oito vezes, era cada vez mais cr&iacute;tico; como consequ&ecirc;ncia da baixa capacidade edificadora do Estado em rela&#231;&atilde;o &agrave;s altas taxas de crescimento da popula&#231;&atilde;o urbana, cujo aumento estava entre 1950 e 1960 em torno de 6.6% (ver <a href="/img/revistas/alhe/v22n1/a7c1.jpg" target="_blank">quadro 1</a>) e, entre 1960 e 1970, foi de 7.2% (ver <a href="/img/revistas/alhe/v22n1/a7c4.jpg" target="_blank">quadro 4</a>). O que evidencia uma incapacidade das fam&iacute;lias para demandar uma habita&#231;&atilde;o e a impossibilidade da estrutura econ&ocirc;mica para produzi&#45;la. A magnitude e realidade do fen&ocirc;meno ajudam a compreender a implementa&#231;&atilde;o de constantes mudan&#231;as nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de habita&#231;&atilde;o na Col&ocirc;mbia durante este primeiro per&iacute;odo.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Das discuss&otilde;es da arquitetura e do urbanismo moderno</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No desejo de se inscrever nos discursos do urbanismo moderno europeu, onde se fundamentou o papel da produ&#231;&atilde;o industrial de habita&#231;&atilde;o com uma clara e otimista f&eacute; na m&aacute;quina (especialmente com a edifica&#231;&atilde;o de uma moradia em massa higi&ecirc;nica), a ideia de mobilidade, flexibilidade e liberdade; o uso das novas tecnologias e os novos materiais proporcionou &agrave; arquitetura instrumentos para ajudar a transformar a sociedade (Aymonino, 1973, pp. 88&#45;97). Muitas das institui&#231;&otilde;es que operavam na Col&ocirc;mbia em mat&eacute;ria de habita&#231;&atilde;o, n&atilde;o foram alheias a estas influ&ecirc;ncias.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O discurso do planejamento urbano a partir de fun&#231;&otilde;es fundamentadas em uma &oacute;tima circula&#231;&atilde;o &#150;em torno &agrave; efici&ecirc;ncia e a utilidade para o cidad&atilde;o&#150;, na precis&atilde;o de usos e atividades e materializa&#231;&otilde;es compar&aacute;veis a uma m&aacute;quina, dominou uma grande parte da percep&#231;&atilde;o institucional no momento da projeta&#231;&atilde;o espacial da habita&#231;&atilde;o e da cidade. O pensamento da habita&#231;&atilde;o desde as faculdades de arquitetura se inscrevia nos paradigmas do espa&#231;o moderno e os CIAM (especialmente os primeiros congressos II e III, dedicados ao tema da habita&#231;&atilde;o) como o seu m&aacute;ximo referente: funcionalismo, uniformidade e universalidade, entre outras considera&#231;&otilde;es. Este forneceu novas perspectivas projetuais e tecnol&oacute;gicas induzindo tanto arquitetos quanto pol&iacute;ticos em propor par&acirc;metros na gest&atilde;o e produ&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Eacute; assim como surgiram &oacute;timas propostas de habita&#231;&atilde;o moderna nas principais cidades, uma arquitetura capaz de responder &agrave;s necessidades do homem moderno, &agrave;s exig&ecirc;ncias da cidade, a uma espacialidade com a faculdade de albergar os novos equipamentos e mobili&aacute;rios, mas principalmente, uma habita&#231;&atilde;o com capacidade de enaltecimento da popula&#231;&atilde;o obreira. Bairros como Los Alcazares em Bogot&aacute; (ver <a href="/img/revistas/alhe/v22n1/a7i3.jpg" target="_blank">imagem 3</a>) e o bairro Los Libertadores em Medell&iacute;n (ver <a href="/img/revistas/alhe/v22n1/a7i4.jpg" target="_blank">imagem 4</a>) representam uma arquitetura funcional, que existe e se faz singular, que &eacute; significativa, que se sustenta em si mesma.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A necessidade de pensar a moradia de maneira diferente nas faculdades, nas institui&#231;&otilde;es, no Estado, exigiu novas formas de rela&#231;&atilde;o da habita&#231;&atilde;o, da cidade, da ind&uacute;stria, das novas pr&aacute;ticas e h&aacute;bitos interiores desejosos de mudar as desusadas conven&#231;&otilde;es rotineiras nos modos passados de compress&atilde;o da habita&#231;&atilde;o; de incorporar aquela nova linguagem moderna aceitada por uns e recusada por outros, mas enriquecendo essas enrarecidas formas com formula&#231;&otilde;es e express&otilde;es camponesas pr&oacute;prias da &eacute;poca, animando&#45;a e resignificando&#45;a.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A partir da d&eacute;cada de 1940 e at&eacute; come&#231;os da d&eacute;cada de 1970, com o ICT e outras institui&#231;&otilde;es financeiras, come&#231;ou na Col&ocirc;mbia a produ&#231;&atilde;o de casas s&oacute;cias modernas; n&atilde;o uma arquitetura menor, mas a fabrica&#231;&atilde;o de uma habita&#231;&atilde;o de qualidade pensada para o homem seguindo as doutrinas da humaniza&#231;&atilde;o do espa&#231;o dom&eacute;stico expostos nos Congresso de Arquitetura Moderna: espa&#231;os aptos para incorporar qualquer tipo de conte&uacute;do, de pessoas, de cultura, de condi&#231;&otilde;es locais (ver <a href="/img/revistas/alhe/v22n1/a7d1.jpg" target="_blank">figura 1</a>).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A habita&#231;&atilde;o social moderna na Col&ocirc;mbia neste per&iacute;odo &eacute;, portanto, a somat&oacute;ria de m&uacute;ltiplas tens&otilde;es e n&atilde;o da individualiza&#231;&atilde;o de diversos fatos. A conjun&#231;&atilde;o, podemos concluir, est&aacute; conformada principalmente pela resultante da institucionalidade, da influ&ecirc;ncia da arquitetura moderna e das diversas formas de coopera&#231;&atilde;o internacional.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>O enquadramento econ&ocirc;mico da casa na Col&ocirc;mbia. A habita&#231;&atilde;o como mercadoria: 1972&#45;1990</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Este item evidencia um processo de tr&acirc;nsito no qual a habita&#231;&atilde;o moderna come&#231;a a se enquadrar como uma mercadoria afastando&#45;se de muitas das recomenda&#231;&otilde;es socioculturais oferecidas pelas miss&otilde;es internacionais (Lebret), assim como muitos dos princ&iacute;pios modernos que privilegiavam o ser humano como centro do espa&#231;o. Foi Currie quem mais se aproximou de uma proposta de mercantiliza&#231;&atilde;o da moradia ao redor dos direcionamentos econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos do pa&iacute;s. Mas outros fatos tamb&eacute;m ajudaram no processo de acentua&#231;&atilde;o de mercantiliza&#231;&atilde;o no setor imobili&aacute;rio durante este segundo per&iacute;odo de estudo. Por um lado, temos o forte conflito social derivado principalmente do problema do narcotr&aacute;fico evidenciado por volta da segunda metade de 1970; e, por outro lado, est&aacute; a tend&ecirc;ncia hist&oacute;rica que os colombianos t&ecirc;m de todas as classes sociais no investimento de suas poupan&#231;as em habita&#231;&atilde;o e terra.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Dos conflitos sociais</i></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A partir de nosso segundo per&iacute;odo, a habita&#231;&atilde;o na Col&ocirc;mbia chegou a uns de os seus piores momentos (ver <a href="/img/revistas/alhe/v22n1/a7c4.jpg" target="_blank">quadro 4</a>) como consequ&ecirc;ncia do fracasso definitivo da Reforma Agraria proposta por Alberto Lleras Camargo no marco do Frente Nacional, em 1961, pois as &aacute;reas rurais de maior desenvolvimento econ&ocirc;mico se converteram em espa&#231;os de forte conflito social. A disputa pelos territ&oacute;rios que produziam divisas &#8722;coca&iacute;na, petr&oacute;leo e ouro, principalmente&#150;, foram ocupados por for&#231;as armadas ilegais como paramilitares, guerrilhais e narcotr&aacute;fico, as quais encontraram respaldo em pol&iacute;ticos clientelistas, pecu&aacute;rios, e as pr&oacute;prias for&#231;as militares, tend&ecirc;ncia que tem sido marcada desde a d&eacute;cada de 1930.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O problema do narcotr&aacute;fico, evidente a partir de 1974, ajudou a acentua&#231;&atilde;o da mercantiliza&#231;&atilde;o do setor imobili&aacute;rio pela alta invers&atilde;o dos recursos provenientes do narcotr&aacute;fico, que foram completamente lavados pela banca hipotec&aacute;ria e pelos mesmos construtores. Os ingressos da coca&iacute;na ajudaram a manter condi&#231;&otilde;es favor&aacute;veis de altos n&iacute;veis de consumo, entre eles a demanda de habita&#231;&atilde;o. A reorienta&#231;&atilde;o dos recursos do narcotr&aacute;fico para moradia suntuosa elevou o pre&#231;o interno da ind&uacute;stria imobili&aacute;ria afetando outros demandantes destes bens; inclusive, dos setores populares, que viram como os pre&#231;os da habita&#231;&atilde;o se disparavam a n&iacute;veis inalcan&#231;&aacute;veis.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Esta situa&#231;&atilde;o, agravada nesta d&eacute;cada, somado aos conflitos pela guerrilha, produziu uma alta mobilidade geogr&aacute;fica da popula&#231;&atilde;o dos pequenos centros urbanos e camponesa &agrave;s principais cidades (ver <a href="/img/revistas/alhe/v22n1/a7c5.jpg" target="_blank">quadro 5</a>), fragilidade nas rela&#231;&otilde;es sociais dos indiv&iacute;duos, inseguridade nos direitos de propriedade pelo deslocamento for&#231;oso, prec&aacute;rio aceso da popula&#231;&atilde;o aos centros de mercado e altos n&iacute;veis de viol&ecirc;ncia com um elevado n&uacute;mero de mortes (ver <a href="/img/revistas/alhe/v22n1/a7c1.jpg" target="_blank">quadro 1</a>); fen&ocirc;meno que tem sido particularmente agudo desde ent&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para enfrentar este grav&iacute;ssimo problema o governo de Misael Pastrana Borrero, 1970&#45;1974, definiu um plano nacional de desenvolvimento chamado Las Cuatro Estrategias. Este plano apontava para quatro estrat&eacute;gias fundamentais: &ecirc;nfase no desenvolvimento urbano, aumento das exporta&#231;&otilde;es, incremento da produtividade agr&aacute;ria e melhor distribui&#231;&atilde;o do ingresso. O projeto Las Cuatro Estrat&eacute;gias retomou direcionamentos propostos por Currie na Operaci&oacute;n Colombia, cujo intuito era elevar o desempenho da economia &agrave; melhora do n&iacute;vel de demanda e consumo da popula&#231;&atilde;o urbana. Este objetivo determinou o apoio a um setor da economia que dinamizou a sua atividade e multiplicou os benef&iacute;cios impulsionando outros setores. O campo escolhido foi o da constru&#231;&atilde;o, gerando as condi&#231;&otilde;es para o financiamento da mesma tanto para a produ&#231;&atilde;o quanto para a aquisi&#231;&atilde;o de moradias (Colombia, 1972, pp. 447&#45;480).</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Do direcionamento econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico</i></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Com a implanta&#231;&atilde;o das ideias de Currie, se buscou responder com solu&#231;&otilde;es de habita&#231;&atilde;o "realistas" &agrave; demanda crescente de moradia dos setores de baixos ingressos: reduziram&#45;se ao m&aacute;ximo as especifica&#231;&otilde;es das &aacute;reas residenciais, a dimens&atilde;o das vias e do loteamento. Inicia&#45;se uma mudan&#231;a nas formas de produ&#231;&atilde;o da habita&#231;&atilde;o, tra&#231;ado urbano e tr&acirc;nsito de programas de constru&#231;&atilde;o de moradia. Junto com a nova Lei de Normas M&iacute;nimas de Urbanizaci&oacute;n, Servicios P&uacute;blicos y Comunitarios se continuou a constru&#231;&atilde;o massiva de habita&#231;&atilde;o (ver <a href="/img/revistas/alhe/v22n1/a7i5.jpg" target="_blank">imagens 5</a> y <a href="/img/revistas/alhe/v22n1/a7i6.jpg" target="_blank">6</a>), passando progressivamente de lotes de seis por doze (72 m2 unifamiliares) para lotes de 54 m2, at&eacute; chegar a solu&#231;&otilde;es bifamiliares de 54 m2, (ou seja, 27 m2 por fam&iacute;lia); embora em muitos programas de moradia foram melhorados os espa&#231;os de zonas comuns e espa&#231;os comunit&aacute;rios. Contudo, foi acentuada uma mercantiliza&#231;&atilde;o da habita&#231;&atilde;o para responder a proposta macroecon&ocirc;mica baseada na constru&#231;&atilde;o de moradias urbanas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Outra das &ecirc;nfases de interesse de Las Cuatro Estrategias, prop&ocirc;s a concentra&#231;&atilde;o dos recursos nacionais e privados na constru&#231;&atilde;o, especialmente de habita&#231;&atilde;o e seus servi&#231;os complement&aacute;rios; assunto com o qual come&#231;a o processo de privatiza&#231;&atilde;o das fun&#231;&otilde;es estatais na constru&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o. Al&eacute;m disso, segundo a proposta de Currie, a constru&#231;&atilde;o de moradia seria um gerador de emprego de grande escala com a vincula&#231;&atilde;o de m&atilde;o de obra n&atilde;o qualificada, contribuindo com o alargamento do mercado interno e incrementando a demanda. Com o acrescentamento dos recursos privados no meio da constru&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o, o interesse dos construtores ficava nos ganhos da produ&#231;&atilde;o; assunto que muitas vezes levou a habita&#231;&atilde;o para programas de m&aacute; qualidade espacial e de p&eacute;ssimos materiais de obra.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Desta forma o Estado priorizou um problema de desenvolvimento econ&ocirc;mico com a concentra&#231;&atilde;o de recursos no financiamento da constru&#231;&atilde;o que p&ocirc;de ter ficado acima da dimens&atilde;o sociocultural do problema. O governo acreditava que com este direcionamento podia dar resposta &agrave; dif&iacute;cil realidade que deviam afrontar as cidades ante a elevada migra&#231;&atilde;o populacional com todos os problemas que esta situa&#231;&atilde;o comprometia. Assim, o "problema" da habita&#231;&atilde;o se desprendeu definitivamente da sua dimens&atilde;o sociocultural, se enquadrando na perspectiva do desenvolvimento da economia.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O Estado, envolvido nesta perspectiva econ&ocirc;mica de mercantiliza&#231;&atilde;o da moradia ao redor da proposta de Las Cuatro Estrategias, adotou um modelo de produ&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o chamado Unidad Vecinal influenciado pelo movimento moderno, tal como no plano piloto de Bogot&aacute; (1950) de Le Corbusier e no plano piloto para Medell&iacute;n (1950), feito por Wiener e Sert. Este modelo foi entendido como uma unidade org&acirc;nica abastecida com servi&#231;os iniciais, que implicava o impulso do bairro familiar cujo desenvolvimento estava na cabe&#231;a do ICT. De tal forma, o ICT orientou a sua a&#231;&atilde;o para a constru&#231;&atilde;o de moradia multifamiliar segundo o modelo de Unidad Vecinal, com o objetivo de aumentar tanto a cobertura na aten&#231;&atilde;o do d&eacute;ficit habitacional, quanto sua preocupa&#231;&atilde;o pela extens&atilde;o da cidade privilegiando o aumento da densidade imobili&aacute;ria, momento a partir do qual se deu a populariza&#231;&atilde;o do edif&iacute;cio multifamiliar.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O pa&iacute;s apresentava um recrudescimento da viol&ecirc;ncia na d&eacute;cada de 1980 por causa dos in&uacute;meros ataques das guerrilhas e atentados vinculados ao narcotr&aacute;fico; esta data se reconhece como uma das mais violentas na hist&oacute;ria da Col&ocirc;mbia, o que teve como resultado a restri&#231;&atilde;o de a&#231;&otilde;es efetivas na produ&#231;&atilde;o massiva de habita&#231;&atilde;o, entre outras frentes de a&#231;&atilde;o social que deveriam ter sido desenvolvidas. Como consequ&ecirc;ncia deste fen&ocirc;meno, esta d&eacute;cada sofreu uma esp&eacute;cie de letargia no referente &agrave; produ&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o, per&iacute;odo que n&atilde;o foi marcado por transforma&#231;&otilde;es profundas: ainda se associava a reativa&#231;&atilde;o econ&ocirc;mica mediante a cria&#231;&atilde;o massiva de empregos por meio da constru&#231;&atilde;o, ou seja, a constru&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o em aporte ao crescimento econ&ocirc;mico; o UPAC continuava sendo o principal provedor financeiro, se impulsionaram programas de produ&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o de administra&#231;&otilde;es passadas sem novas alternativas de fabrica&#231;&atilde;o; e a participa&#231;&atilde;o entre o ICT e as CAV eram as mesmas sem mudan&#231;as substanciais.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por&eacute;m, nesta d&eacute;cada, sob o governo de Belisario Betancur Cuartas, em seu plano Cambio con Equidad uma das suas propostas foi a constru&#231;&atilde;o <i>de casas sin cuota inicial</i>, se constituindo em um elemento essencial na reativa&#231;&atilde;o da economia mediante a cria&#231;&atilde;o massiva de empregos, associada &agrave; constru&#231;&atilde;o como motor de desenvolvimento econ&ocirc;mico concentrado na produ&#231;&atilde;o de moradia popular; programa de habita&#231;&atilde;o sem antecedentes na Col&ocirc;mbia. Este programa de habita&#231;&atilde;o, bastante c&eacute;tico, considerava acabar com o 60% do d&eacute;ficit habitacional, tanto rural quanto urbano. Estimava&#45;se para a data, uma m&eacute;dia de 1 000 000 de unidades. No entanto, a meta de 400 000 moradias sob este programa nunca se logrou. Apesar da promessa de 100 000 moradias no primeiro ano de governo; considera&#45;se que s&oacute; foram entregues aproximadamente umas 20 000 habita&#231;&otilde;es (Vivienda gratis, 2012). Por&eacute;m, segundo informes do Consejo Nacional de Pol&iacute;tica Econ&oacute;mica y Social (CONPES), a execu&#231;&atilde;o de moradias populares superou no primeiro ano do governo de Betancur 26% da proposta inicial, como um esfor&#231;o realizado pelo ICT e as entidades financeiras (CONPES, 1984), ampliando a sua expans&atilde;o de projetos de habita&#231;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Somado aos problemas de viol&ecirc;ncia sofridos no pa&iacute;s, o Estado expressou a sua incapacidade de atender o d&eacute;ficit habitacional pelos altos custos das opera&#231;&otilde;es estatais centralizadas e pela pouca participa&#231;&atilde;o do setor privado neste processo. Al&eacute;m disso, para este per&iacute;odo, o ICT se encontrava completamente burocratizado e politizado com uma produ&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o de baixa qualidade completamente afastada daquela fabricada entre 1940 e 1970. O ICT repetia indiscriminadamente os projetos de habita&#231;&atilde;o sem importar as condi&#231;&otilde;es clim&aacute;ticas e culturais do lugar, administrava de maneira ruim o subs&iacute;dio e planejava desordenadamente os processos internos. Estes acontecimentos somados a outros mais, criaram no imagin&aacute;rio coletivo da popula&#231;&atilde;o um Estado invi&aacute;vel e incapaz de atender os cidad&atilde;os mais pobres.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A d&eacute;cada de 1990 fica como um dos momentos mais importantes da transforma&#231;&atilde;o pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica do pa&iacute;s com grandes repercuss&otilde;es com rela&#231;&atilde;o &agrave; produ&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o social. Concretamente, a Lei 3a. de 1991 marca uma mudan&#231;a radical na produ&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o: privatiza tanto a promo&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o (e o Estado passa de produtor para facilitador), quanto a constru&#231;&atilde;o e o financiamento da moradia da popula&#231;&atilde;o mais pobre. Este panorama de fratura n&atilde;o s&oacute; &eacute; evidenciado na Col&ocirc;mbia, mas na Am&eacute;rica&#45;Latina; onde aconteceram mudan&#231;as no sistema de habita&#231;&atilde;o derivadas dos ajustes estatais, das transforma&#231;&otilde;es macroecon&ocirc;micas e da implanta&#231;&atilde;o do modelo neoliberal na regi&atilde;o (Singer, 1995, pp. 65&#45;69).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">At&eacute; hoje o problema da habita&#231;&atilde;o continua e o Estado ainda est&aacute; na busca de solu&#231;&otilde;es para reduzir o d&eacute;ficit tanto quantitativo quanto qualitativo da moradia na Col&ocirc;mbia. A partir desta data, existem numerosas pesquisas que avaliam o papel do Estado e da empresa privada depois da Lei 3a. de 1991 em termos de normatividade e habitabilidade, at&eacute; assuntos relacionados com o h&aacute;bitat em geral. S&atilde;o interessantes os mecanismos que governos locais e nacionais buscam, em cada administra&#231;&atilde;o municipal, para solver o problema de moradia da popula&#231;&atilde;o pobre. Ficam, assim, portas abertas para adiantar pesquisas que aportem &agrave;s problem&aacute;ticas atuais ainda sem solu&#231;&atilde;o.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Do investimento do capital em habita&#231;&atilde;o e terra</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Neste segundo per&iacute;odo, n&atilde;o podemos deixar passar mais outro fato que acentua a mercantiliza&#231;&atilde;o da habita&#231;&atilde;o: &eacute; a tend&ecirc;ncia hist&oacute;rica que os colombianos de todas as classes sociais t&ecirc;m no investimento de suas poupan&#231;as em habita&#231;&atilde;o e terra. Segundo D&aacute;vila, depois da expans&atilde;o cafeeira, data na qual se abriram novas oportunidades que lograram certa estabilidade pol&iacute;tica e de desenvolvimento econ&ocirc;mico no pa&iacute;s, desde as tr&ecirc;s primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, ascendia ao poder uma burguesia com interesses m&uacute;ltiplos: como a agricultura, o com&eacute;rcio de exporta&#231;&atilde;o e importa&#231;&atilde;o; e, tamb&eacute;m, de constru&#231;&atilde;o de vias e importantes obras de infraestrutura de car&aacute;ter regional, entre elas o setor imobili&aacute;rio e a constru&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o (D&aacute;vila, 1992, p. 36). A incurs&atilde;o em atividades comerciais, banc&aacute;rias e compra de terra rural e urbana, foi posterior &agrave; funda&#231;&atilde;o das f&aacute;bricas como parte de uma tend&ecirc;ncia <i>altamente diversificadora</i> (Ord&oacute;&ntilde;ez, 2003, p. 211) e como uma atividade geralmente muito vision&aacute;ria: compravam&#45;se pr&eacute;dios baratos de lento desenvolvimento, mas que se valorizavam na medida que as cidades iam crescimento (D&aacute;vila, 1986, p. 30).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">No campo empresarial, a urbaniza&#231;&atilde;o das cidades esteve sempre dependente da domina&#231;&atilde;o pol&iacute;tica, tanto em n&iacute;vel nacional quanto regional; pelo qual tem sido altamente atrativa como forma de investimento do capital. Segundo D&aacute;vila, os grandes empreendedores na Col&ocirc;mbia, depois de iniciar fortunas com atividades agr&iacute;colas e pecu&aacute;rias, adotam a tend&ecirc;ncia do investimento na compra de terras e no setor imobili&aacute;rio, considerado por muitos como a verdadeira riqueza; tend&ecirc;ncia que at&eacute; agora ainda se mantem.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A ind&uacute;stria imobili&aacute;ria se converteu na Col&ocirc;mbia num elemento de estabilidade econ&ocirc;mica, seguran&#231;a e valoriza&#231;&atilde;o que n&atilde;o implicava grandes riscos de investimento comercial, como &eacute; o caso da minera&#231;&atilde;o. Esta conduta, at&eacute; hoje, est&aacute; justificada na incerteza e risco que representam &agrave; instabilidade monet&aacute;ria, &agrave; infla&#231;&atilde;o, &agrave; desvaloriza&#231;&atilde;o, e &agrave; outras vari&aacute;veis de tipo social e pol&iacute;tica que mant&eacute;m alta demanda de im&oacute;veis, e portanto uma constante valoriza&#231;&atilde;o e mercantiliza&#231;&atilde;o da habita&#231;&atilde;o (D&aacute;vila, 1986).</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Reflex&otilde;es finais</b></font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Do primeiro per&iacute;odo 1940&#45;1972</i></font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Das miss&otilde;es econ&ocirc;micas internacionais e a institucionalidade</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tanto a consolida&#231;&atilde;o institucional quanto as miss&otilde;es internacionais, foram fundamentais para a concretiza&#231;&atilde;o da habita&#231;&atilde;o moderna na Col&ocirc;mbia, especialmente a de interesse social. Na d&eacute;cada de 1950, a produ&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o por parte do ICT marcou a moradia em termos de crescimento quantitativo tentando responder ao crescimento intenso da popula&#231;&atilde;o nas cidades derivado das migra&#231;&otilde;es rurais e urbanas para os centros das principais cidades colombianas. Neste sentido, o aporte das miss&otilde;es internacionais depois de 1960 foi a qualifica&#231;&atilde;o da habita&#231;&atilde;o social, j&aacute; que, segundo os informes, a verifica&#231;&atilde;o das metas quantitativas em si mesmas n&atilde;o geravam melhoras nas formas de vida da popula&#231;&atilde;o. De tal forma, um dos principais aportes das miss&otilde;es, e a introdu&#231;&atilde;o da planifica&#231;&atilde;o urbana a partir de estudos cient&iacute;ficos e n&atilde;o desde a arbitrariedade ou o sentido comum dos seus mandat&aacute;rios. As miss&otilde;es lograram conceber a habita&#231;&atilde;o em um contexto mais amplo: tratou&#45;se de entender a moradia como um fato complexo, &#8722;n&atilde;o como um fen&ocirc;meno f&iacute;sico desconexo&#150; que deve ser posto em um contexto mais amplo no urbano com olhares sociais, culturais, pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos. As conclus&otilde;es dos estudos e diagn&oacute;sticos internacionais permitiram aos governos nacionais e locais, a constitui&#231;&atilde;o e aplica&#231;&atilde;o de normas para uma melhor regulamenta&#231;&atilde;o das cidades, e o melhoramento institucional dedicado &agrave; produ&#231;&atilde;o e financiamento de habita&#231;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O tema das miss&otilde;es econ&ocirc;micas internacionais, indiscutivelmente se converte em um dos assuntos mais importantes para compreender o desenvolvimento da habita&#231;&atilde;o social na Col&ocirc;mbia. O trabalho de agentes externos, em uma &eacute;poca na qual era muito dif&iacute;cil obter o conhecimento, permitiu que um maior n&uacute;mero de profissionais rec&eacute;m&#45;formados em diversas disciplinas, puderam aderir essa informa&#231;&atilde;o t&eacute;cnica, social e cultural; contando com funcion&aacute;rios p&uacute;blicos altamente capacitados nas institui&#231;&otilde;es estatais. As recomenda&#231;&otilde;es realizadas pelos diferentes conselheiros favoreceram o processo de moderniza&#231;&atilde;o da pol&iacute;tica econ&ocirc;mica do pa&iacute;s e das institui&#231;&otilde;es, refletido na elabora&#231;&atilde;o de pol&iacute;ticas urbanas e na consolida&#231;&atilde;o de cidades modernizadas.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em que pese as miss&otilde;es terem chegado em situa&#231;&otilde;es conjunturais, as recomenda&#231;&otilde;es finais dos assessores foram entendidas por fora da crise no pa&iacute;s, que em nosso caso, Col&ocirc;mbia, tiveram um forte conte&uacute;do estrutural em diversas &aacute;reas, mas principalmente macroecon&ocirc;mico, e os seus resultados foram evidentes s&oacute; a longo prazo. Por exemplo, de n&atilde;o se ter aplicado no pa&iacute;s uma estrat&eacute;gia macroecon&ocirc;mica baseada na constru&#231;&atilde;o de moradias urbanas (Currie), provavelmente a marginalidade e a informalidade houvessem alcan&#231;ado n&iacute;veis muito mais preocupantes como os que apresentam outros pa&iacute;ses que t&ecirc;m um desenvolvimento similar ao nosso.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Da influ&ecirc;ncia da arquitetura moderna</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Desde o ponto de vista t&eacute;cnico, a influ&ecirc;ncia das discuss&otilde;es da arquitetura moderna permitiram impulsionar procedimentos de constru&#231;&atilde;o repetitivos em massa concebidos na era maquinista da modernidade para o barateamento da habita&#231;&atilde;o, mas sem deixar de lado aspetos humanos vinculados &agrave; moradia. De tal forma, se permitiu o acesso a este bem para a popula&#231;&atilde;o menos favorecida.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As carater&iacute;sticas da casa moderna na Col&ocirc;mbia, modeladas muitas delas pelos legados europeus, indiscutivelmente s&atilde;o consideradas um bem de alta qualidade espacial e urbana. Apesar das cr&iacute;ticas feitas &agrave; arquitetura moderna como resultado de uma materializa&#231;&atilde;o que n&atilde;o tem presente muitas condi&#231;&otilde;es humanas pelas suas aproxima&#231;&otilde;es como m&aacute;quina, produ&#231;&atilde;o em s&eacute;rie, racionalismo, dentre outros aspetos; os resultados formais em nosso contexto ofereceram uma concretiza&#231;&atilde;o equilibrada da humaniza&#231;&atilde;o do espa&#231;o; reflexo de este, &eacute; a qualidade espacial deste tipo de habita&#231;&atilde;o, ainda muito desejada pelo mercado imobili&aacute;rio.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Do segundo per&iacute;odo 1972&#45;1990</i></font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Do enquadramento da casa moderna como mercadoria</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Com o despegue do desenvolvimento capitalista em nosso pa&iacute;s, as necessidades habitacionais em termos de d&eacute;ficit obrigaram que uma habita&#231;&atilde;o com carater&iacute;sticas pr&oacute;prias de qualidade fora da espetaculariza&#231;&atilde;o, pela sua simplicidade, tivessem que se enquadrar no &acirc;mbito da acumula&#231;&atilde;o do capital. Dito enquadramento, para nosso caso, aconteceu principalmente por meio da estrutura financeira do setor da constru&#231;&atilde;o como motor de desenvolvimento econ&ocirc;mico. De tal forma, a habita&#231;&atilde;o afastou&#45;se da sua significa&#231;&atilde;o como bem b&aacute;sico com rela&#231;&atilde;o ao ser, para receber um tratamento de mercadoria e bem de investimento e com estes in&uacute;merosos usos do seu interior pautados pelas regras capitalistas.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O conflito social, especialmente o narcotr&aacute;fico, ajudou na acentua&#231;&atilde;o da casa moderna como uma mercadoria no imagin&aacute;rio coletivo, especialmente da popula&#231;&atilde;o urbana. As altas transa&#231;&otilde;es geradas por este meio incrementou o pre&#231;o n&atilde;o s&oacute; da habita&#231;&atilde;o de tipo suntuoso, mas de interesse social.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Outro fato fundamental que marcou a habita&#231;&atilde;o como uma mercadoria, foi a tend&ecirc;ncia que os colombianos t&ecirc;m por investir na ind&uacute;stria imobili&aacute;ria. A aquisi&#231;&atilde;o deste bem, geralmente, se converte num objetivo familiar que no caso colombiano n&atilde;o implica grandes riscos de investimento comercial, pois sempre, ou quase sempre, tende a se valorizar como objeto de consumo.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Conclus&otilde;es gerais</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Apesar de que os processos de gest&atilde;o e produ&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o no primeiro per&iacute;odo foram convenientes nas primeiras d&eacute;cadas, n&atilde;o poder&iacute;amos asseverar que o seu processo e caracteriza&#231;&atilde;o foram mais proveitosos do que os fatos acontecidos no segundo per&iacute;odo a fim de solucionar o crescente d&eacute;ficit de moradias. A necessidade de aproximar a empresa privada &agrave; produ&#231;&atilde;o de habita&#231;&atilde;o, simplesmente foi uma das alternativas ao grave problema; ainda assim sem solu&#231;&atilde;o nenhuma. A necessidade de cobrir uma quantifica&#231;&atilde;o afetou a qualidade da produ&#231;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A crise do problema da habita&#231;&atilde;o na Col&ocirc;mbia n&atilde;o &eacute; um assunto institucional; poder&iacute;amos afirmar que &eacute; a somat&oacute;ria de fatos sociais, culturais e pol&iacute;ticos os que impediram alcan&#231;ar um n&iacute;vel medianamente regulado com respeito ao d&eacute;ficit habitacional. Podemos afirmar, tamb&eacute;m, que os processos de privatiza&#231;&atilde;o n&atilde;o levaram ao debilitamento das organiza&#231;&otilde;es estatais, dever&iacute;amos ter pressente, ainda, as formas de produ&#231;&atilde;o e gest&atilde;o internas abordadas em cada institui&#231;&atilde;o.</font></p>      <p align="justify">&nbsp;</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Lista de referencias</b></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Arango, S. (1989). <i>Historia de la arquitectura en Colombia</i>. Bogot&aacute;: Universidad Nacional de Colombia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719271&pid=S1405-2253201500010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ar&eacute;valo, H. (1997). Misiones Econ&oacute;micas Internacionales en Colombia, 1930&#45;1960. <i>Historia Cr&iacute;tica</i>, 14, 7&#45;24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719273&pid=S1405-2253201500010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Departamento Administrativo Nacional de Estad&iacute;stica &#91;DANE&#93; (1964). <i>XIII Censo Nacional de Poblaci&oacute;n y II de Vivienda</i>. Bogot&aacute;: DANE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719275&pid=S1405-2253201500010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Departamento Administrativo Nacional de Estad&iacute;stica &#91;DANE&#93; (1973). <i>XIV Censo Nacional de Poblaci&oacute;n y III de Vivienda</i>. Bogot&aacute;: DANE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719277&pid=S1405-2253201500010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Departamento Administrativo Nacional de Estad&iacute;stica &#91;DANE&#93; (1973). <i>Censo de popula&#231;&atilde;o decenal, 1973</i>. Colombia: DANE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719279&pid=S1405-2253201500010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Aymonino, C. (1973). <i>La vivienda racional. Ponencias de los Congresos CIAM, 1929 &#45;1930</i>. Barcelona: Gustavo Gili.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719281&pid=S1405-2253201500010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Bejarano, J. A. (1991). Industrializaci&oacute;n y pol&iacute;tica econ&oacute;mica (1950&#45;1976). En M. Arrubla (coord.), <i>Colombia hoy</i> (pp. 221&#45;270). Bogot&aacute;: Siglo XXI.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719283&pid=S1405-2253201500010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ceballos, O. L. (2008). <i>Vivienda social en Colombia: una mirada desde su legislaci&oacute;n 1918&#45;2005</i>. Bogot&aacute;: Pontificia Universidad Javeriana.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719285&pid=S1405-2253201500010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Centro Interamericano de Vivienda y Planeamiento Urbano &#91;CINVA&#93; (1952). <i>Vivienda y urbanismo. Ensayos preparados durante el curso b&aacute;sico de Bogot&aacute; de 1952</i>. Bogot&aacute;: CINVA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719287&pid=S1405-2253201500010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Colombia (1972). <i>Las cuatro estrategias</i>. Bogot&aacute;: Departamento Nacional de Planeaci&oacute;n.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719289&pid=S1405-2253201500010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Consejo Nacional de Pol&iacute;tica Econ&oacute;mica y Social &#91;CONPES&#93; (Janeiro, 1984). <i>Ampliaci&oacute;n de las metas de construcci&oacute;n de vivienda del ICT para 1984&#45;1986</i>. Documento Conpes, n&uacute;m. 2073, Bogot&aacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719291&pid=S1405-2253201500010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Cuervo, J. (2013). <i>Nociones transdisciplinares para la conceptualizaci&oacute;n del habitar</i>. Colombia: Universidad Pontificia Bolivariana.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719293&pid=S1405-2253201500010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Currie, L. (1951). <i>Bases de un programa de fomento para Colombia: Informe de una Misi&oacute;n dirigida por Lauchlin Currie</i>. Bogot&aacute;: Talleres Editoriales de Librer&iacute;a Voluntad.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719295&pid=S1405-2253201500010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Currie, L. (1961a). Resumen. <i>Operaci&oacute;n Colombia y sus cr&iacute;ticas</i>. Bogot&aacute;: Fundaci&oacute;n para el Desarrollo de Colombia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719297&pid=S1405-2253201500010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Currie, L. (1961b). <i>Operaci&oacute;n Colombia: un programa nacional de desarrollo econ&oacute;mico y social</i>. Bogot&aacute;: Sociedad Colombiana de Economistas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719299&pid=S1405-2253201500010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Currie, L. (1982). <i>La pol&iacute;tica urbana en un marco macro macroecon&oacute;mico: una selecci&oacute;n de escritos de los &uacute;ltimos diez a&ntilde;os</i>. Bogot&aacute;: Banco Central Hipotecario.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719301&pid=S1405-2253201500010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">D&aacute;vila, C. (1986). <i>El empresariado colombiano: una perspectiva hist&oacute;rica</i>. Bogot&aacute;: Pontificia Universidad Javeriana.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719303&pid=S1405-2253201500010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">D&aacute;vila, C. (1992). <i>Historia empresarial de Colombia: estudios, problemas y perspectivas</i>. Bogot&aacute;: Universidad de los Andes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719305&pid=S1405-2253201500010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fique, L. (2006). <i>Vivienda social en Colombia. Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas y habitabilidad en los a&ntilde;os 90</i>. Bogot&aacute;: Punto Aparte/Universidad Nacional de Colombia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719307&pid=S1405-2253201500010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Gou&euml;set, V. (1998). <i>Bogot&aacute;, nacimiento de una metr&oacute;poli. La originalidad del proceso de concentraci&oacute;n urbana en Colombia en el siglo XX</i>. Bogot&aacute;: Tercer Mundo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719309&pid=S1405-2253201500010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">INURVE (1996). <i>Estado, ciudad y vivienda. Urbanismo y arquitectura da la vivienda estatal en Colombia, 1918&#45;1990</i>. Bogot&aacute;: Colegio de Villa de Leyva/Centro de Estudios del H&aacute;bitat Popular/Colectivo de Investigaciones Territorio Construcci&oacute;n y Espacio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719311&pid=S1405-2253201500010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Instituto de Cr&eacute;dito Territorial &#91;ICT&#93; (1995). <i>Medio siglo de vivienda social en Colombia 1939&#45;1989</i>. Bogot&aacute;: Minist&eacute;rio de Desarrollo Econ&oacute;mico/INURVE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719313&pid=S1405-2253201500010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lebret, L. J. (1958). <i>Estudio sobre las condiciones del desarrollo en Colombia, Misi&oacute;n econ&oacute;mica y humanismo</i>. Bogot&aacute;: Cromos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719315&pid=S1405-2253201500010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lebret, L. J. (1961). <i>Manual de encuesta social</i>. Madrid: Rialp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719317&pid=S1405-2253201500010000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lleras, C. (1980). <i>Rese&ntilde;a hist&oacute;rica del Instituto de Cr&eacute;dito Territorial</i>. Bogot&aacute;: Ministerio de Desarrollo Econ&oacute;mico/Instituto de Cr&eacute;dito Territorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719319&pid=S1405-2253201500010000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">L&oacute;pez, H. F. (enero&#45;junio, 2011). Lauchlin Currie y el desarrollo colombiano. <i>Criterio Libre, 9</i>(14), 21&#45;42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719321&pid=S1405-2253201500010000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Malag&oacute;n, M. e Pardo, D. (2009). Laureano G&oacute;mez, la misi&oacute;n Currie y el proyecto de reforma constitucional de 1952. <i>Criterio Jur&iacute;dico, 9</i>(2), 7&#45;33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719323&pid=S1405-2253201500010000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mar&iacute;n, J. I. (1991). La hegemon&iacute;a conservadora, 1900&#45;1930. En J. O. Melo (coord.), <i>Gran enciclopedia de Colombia</i> (t. 2). Bogot&aacute;: C&iacute;rculo de Lectores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719325&pid=S1405-2253201500010000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mondrag&oacute;n, L. A. (1979). La intervenci&oacute;n estatal. En H. Molina (coord.), <i>Colombia: vivienda y subdesarrollo urbano</i>. Bogot&aacute;: Finispro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719327&pid=S1405-2253201500010000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Monsalve, M. (1954). <i>Colombia, posesiones presidenciales 1810&#45;1954</i>. Bogot&aacute;: Iqueima.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719329&pid=S1405-2253201500010000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Monteverde, A. (1967). <i>Teor&iacute;a y pol&iacute;tica del desarrollo latinoamericano</i>. M&eacute;xico: Universidad Nacional Aut&oacute;noma de M&eacute;xico.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719331&pid=S1405-2253201500010000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ord&oacute;&ntilde;ez, L. A. (2003). Empresarios industriales pioneros: Cali primeras d&eacute;cadas de s. XX. En C. D&aacute;vila (comp.), <i>Empresas y empresarios en la historia de Colombia. Siglos XIX&#45;XX. Una colecci&oacute;n de estudios recientes</i> (pp. 179&#45;212). Bogot&aacute;: Universidad de los Andes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719333&pid=S1405-2253201500010000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Palacios, M. y Safford, F. (2002). <i>Colombia: pa&iacute;s fragmentado, sociedad dividida, su historia</i>. Bogot&aacute;: Siglo XXI.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719335&pid=S1405-2253201500010000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pe&ntilde;a, M. L. (enero&#45;junio, 2008). El Programa CINVA y la acci&oacute;n comunal. <i>Bit&aacute;cora Urbano Territorial, 12</i>(1), 185&#45;192.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719337&pid=S1405-2253201500010000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Saldarriaga, A. (2003). Percepciones del problema de la vivienda en Colombia en el siglo XX. En D. Tarch&oacute;pulos (coord.), V<i>ivienda social. Miradas actuales a retos recientes</i>. Bogot&aacute;: Pontificia Universidad Javeriana.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719339&pid=S1405-2253201500010000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Singer, P. (1979). O uso do solo urbano na economia capitalista. En E. Maricato (coord.), <i>A produ&#231;&atilde;o capitalista da casa (e da cidade) no Brasil industrial</i>. S&atilde;o Paulo: Alfa&#45;Omega.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719341&pid=S1405-2253201500010000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Singer, P. (1995). <i>Economia pol&iacute;tica da urbaniza&#231;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Brasilense.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719343&pid=S1405-2253201500010000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Sojo, J. R. (1967). <i>Diez a&ntilde;os despu&eacute;s de Lebret. Los grandes desequilibrios internos</i>. Bogot&aacute;: Tercer Mundo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=719345&pid=S1405-2253201500010000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Vivienda gratis para los pobres, un plan entre riesgos y muchas inc&oacute;gnitas (abril de 2012). <i>El Pa&iacute;s</i>, p. 2&#45;A.</font></p>      <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#a7n-1" id="a7n1">1</a> A primeira miss&atilde;o foi realizada em 1954, logo depois de ser criado o CEPAL. O documento apresentou um balance global do desenvolvimento hist&oacute;rico da economia colombiana e das carater&iacute;sticas da situa&#231;&atilde;o desse momento. Portanto n&atilde;o &eacute; de nosso interesse fazer uma cita&#231;&atilde;o do assunto.</font></p>  	    <p align="justify">&nbsp;</p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Sobre el autor</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#sobre-autor" id="sobreautor"> *</a><b>Juan Jos&eacute; Cuervo Calle</b></font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Arquitecto por la Universidad Pontificia Bolivariana, Medell&iacute;n. Mastro en H&aacute;bitat por la Universidad Nacional de Colombia y la Escuela del Centro de Estudios del H&aacute;bitat Popular (CEHAP), Medell&iacute;n. Doctor por el Instituto de Arquitectura y Urbanismo (IAU) de la Universidad de S&atilde;o Paulo. Trabaja como profesor asociado de la Universidad Pontificia Bolivariana en la Escuela de Arquitectura y Dise&ntilde;o con el Grupo de Estudios en Dise&ntilde;o (GED). Su trabajo de investigaci&oacute;n se centra principalmente en el estudio del h&aacute;bitat humano, la vivienda moderna y el h&aacute;bitat dom&eacute;stico. Entre sus publicaciones se encuentran, en coautor&iacute;a con Herr&aacute;n Coppelia, "La casa en el parque: expresiones dom&eacute;sticas en el espacio p&uacute;blico", <i>Cuadernos de Vivienda y Urbanismo</i>, vol. 6, n&uacute;m. 12. Bogot&aacute;: Pontificia Universidad Javeriana, 2013, y autor del libro <i>Nociones transdisciplinares para la conceptualizaci&oacute;n del habitar</i>, Medell&iacute;n, Universidad Pontificia Bolivariana, 2013.</font></p>        ]]></body><back>
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<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
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