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<journal-title><![CDATA[América Latina en la historia económica]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Instituto de Investigaciones Dr. José María Luis Mora]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caixas econômicas públicas e depósitos populares no Brasil (1861-1940)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Public savings banks and popular deposits in Brazil (1861-1940)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The public savings banks were important in attracting deposits since its establishment in 1861 by the imperial government and later by the states. Although most of the inhabitants lived in the countryside, the main provinces and, later, state capitals maintained great proportion of savings account and deposits in relation to its population. Similarly, deposits of public savings banks represented significant portion of bank deposits, compared to the Bank of Brazil that was expanded dramatically in the early decades of the twentieth century. After a period of stagnation, the 1930s crisis and the reorganization of public savings banks allowed the renewed growth in deposits.]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Savings State of São Paulo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Art&iacute;culos</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>Caixas econ&ocirc;micas p&uacute;blicas e dep&oacute;sitos populares no Brasil (1861&#45;1940)</b></font></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="verdana" size="3"><b>Public savings banks   and popular deposits in Brazil (1861&#45;1940) </b></font></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Renato Leite Marcondes</b><a href="#agradecimientos1" id="agradecimientos-1">*</a></font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Universidade de S&atilde;o Paulo</i>, S&atilde;o Paulo, Brasil, &lt;<a href="mailto:rlmarcon@usp.br">rlmarcon@usp.br</a>&gt;</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Artigo recebido: novembro de 2013.    <br>    Artigo aceito: janeiro de 2014.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> As caixas econ&ocirc;micas p&uacute;blicas foram importantes na capta&#231;&atilde;o de dep&oacute;sitos desde a sua cria&#231;&atilde;o a partir de 1861 pelo governo imperial e posteriormente pelos estados. Embora a maior parte dos habitantes morasse no campo, as principais capitais provinciais e depois estaduais realizaram elevada propor&#231;&atilde;o de cadernetas de poupan&#231;a e dep&oacute;sitos em rela&#231;&atilde;o &agrave; sua popula&#231;&atilde;o. De forma semelhante, os dep&oacute;sitos das Caixas representaram parcela relevante dos dep&oacute;sitos banc&aacute;rios, comparativamente aos do Banco do Brasil que se expandiram expressivamente nas primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX. Ap&oacute;s um per&iacute;odo de estagna&#231;&atilde;o, a crise dos anos 1930 e a reorganiza&#231;&atilde;o das Caixas possibilitaram a retomada do crescimento dos seus dep&oacute;sitos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#45;chave:</b> caixas econ&ocirc;micas federais; dep&oacute;sitos; poupan&#231;a; Caixa Econ&ocirc;mica Estadual de S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Abstract</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">The public savings banks were important in attracting deposits since its establishment in 1861 by the imperial government and later by the states. Although most of the inhabitants lived in the countryside, the main provinces and, later, state capitals maintained great proportion of savings account and deposits in relation to its population. Similarly, deposits of public savings banks represented significant portion of bank deposits, compared to the Bank of Brazil that was expanded dramatically in the early decades of the twentieth century. After a period of stagnation, the 1930s crisis and the reorganization of public savings banks allowed the renewed growth in deposits.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Key words:</b> federal savings banks; deposits; savings; Savings State of S&atilde;o Paulo.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&atilde;o</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No &uacute;ltimo s&eacute;culo e meio de hist&oacute;ria, a economia brasileira transformou&#45;se de modo expressivo. No meado do s&eacute;culo XIX, o Brasil era uma economia agr&aacute;ria e empregava ainda largos contingentes de m&atilde;o&#45;de&#45;obra escrava. Nesse momento, o governo imperial criou uma nova institui&#231;&atilde;o banc&aacute;ria p&uacute;blica de car&aacute;ter popular no Rio de Janeiro, denominada de Caixa Econ&ocirc;mica da Corte em 1861. Apesar das grandes mudan&#231;as da economia e as diversas crises brasileiras, esta institui&#231;&atilde;o manteve&#45;se operante de forma cont&iacute;nua e o seu foco no atendimento de um conjunto mais amplo da popula&#231;&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na &eacute;poca da cria&#231;&atilde;o da primeira caixa, havia poucos bancos e caixas particulares, que se direcionaram a uma parcela muito reduzida da popula&#231;&atilde;o, em geral mais rica e pr&oacute;xima aos grandes centros urbanos. Os dep&oacute;sitos banc&aacute;rios difundiram&#45;se principalmente a partir da d&eacute;cada de 1830, quando se expandiu a funda&#231;&atilde;o de bancos e caixas econ&ocirc;micas particulares. Todavia, apenas depois de 1850 tais institui&#231;&otilde;es ganharam maior penetra&#231;&atilde;o nos grandes centros, mesmo assim o sistema banc&aacute;rio no Imp&eacute;rio manteve&#45;se bastante limitado. Z&eacute;lia Cardoso de Mello (1985) verificou na sua amostra de invent&aacute;rios da capital paulista a presen&#231;a de dep&oacute;sitos e letras banc&aacute;rias entre os seus inventariados: "Depois de registrado um caso de conta em banco (1855), come&#231;am a aparecer casos de dinheiro depositado a juros e letras banc&aacute;rias, dois em 1863, seis na d&eacute;cada de 70, onze nos anos 80 e seis entre 1890&#45;1895" (p. 90). A maior participa&#231;&atilde;o desse ativo na riqueza ocorreu no final do per&iacute;odo (1888&#45;1895), representando 4.4% do total dos patrim&ocirc;nios. Nesse &uacute;ltimo per&iacute;odo, os inventariados das faixas de riqueza intermedi&aacute;ria e mais rica mantinham participa&#231;&otilde;es pouco maiores do que os da faixa dos menos abastados (Cardoso, 1985). Considerando a capital do Imp&eacute;rio que era mais urbanizada, Zephyr Frank (2004) notou, para uma amostra de invent&aacute;rios, um crescimento significativo dos dep&oacute;sitos banc&aacute;rios na riqueza, chegando a 12.9% entre 1890 e 1895 comparativamente a 16.1% em a&#231;&otilde;es e t&iacute;tulos e 6.1% em dinheiro, bastante acima das informa&#231;&otilde;es paulistas. Por fim, Luiz Fernando Saraiva (2002) ao analisar os 28 invent&aacute;rios dos principais cafeicultores de Juiz de Fora (Mina de Gerais) entre 1888 e 1900 verificou que apenas quatro detinham dinheiro em conta de bancos, seis t&iacute;tulos da d&iacute;vida p&uacute;blica e tr&ecirc;s dinheiro com comiss&aacute;rios. No per&iacute;odo anterior (1870&#45;1887), nenhum dos 41 cafeicultores detinha dinheiro em conta de banco nos invent&aacute;rios consultados. Deste modo, evidencia&#45;se a pouca penetra&#231;&atilde;o das contas em bancos mesmo entre a popula&#231;&atilde;o mais abastada at&eacute; o final do imp&eacute;rio.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os poucos bancos em opera&#231;&atilde;o na &eacute;poca encontravam&#45;se bastante distantes das camadas mais populares da sociedade, o que mais se aproximava eram casas banc&aacute;rias, por&eacute;m havia grande instabilidade dessas institui&#231;&otilde;es. Embora fossem companhias, as casas banc&aacute;rias faziam principalmente de descontos, detendo uma regulamenta&#231;&atilde;o mais f&aacute;cil e menores exig&ecirc;ncias de capitais para sua constitui&#231;&atilde;o do que um banco. Durante a crise financeira de 1864, muitas casas banc&aacute;rias fecharam as portas deixando correntistas com seus recursos bloqueados, como foi o caso da Souto que era a maior (M&uuml;ller, s. f.; S&aacute;ez, 2010). Tais crises dificultavam o estabelecimento da confian&#231;a nessas institui&#231;&otilde;es para recolher dep&oacute;sitos de um amplo conjunto da popula&#231;&atilde;o. A funda&#231;&atilde;o de um banco de dep&oacute;sitos direcionado para essa finalidade s&oacute; poderia ser vi&aacute;vel naquele momento como institui&#231;&atilde;o p&uacute;blica. Na d&eacute;cada de 1870, outras caixas do governo imperial foram criadas nas capitais prov&iacute;ncias.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Apesar do foco diferenciado e longevidade dessas institui&#231;&otilde;es financeiras, as caixas foram pouco destacadas pela historiografia econ&ocirc;mica e financeira, embora mais recentemente alguns novos estudos discutam a sua hist&oacute;ria (Adams, 2005; Bueno, 2002; Costa, 2012; Grinberg, 2011). Numa primeira se&#231;&atilde;o, apresentamos a cria&#231;&atilde;o da institui&#231;&atilde;o e a difus&atilde;o dos dep&oacute;sitos populares, salientando tamb&eacute;m o perfil mais geral dos depositantes. Na segunda se&#231;&atilde;o, destacamos a import&acirc;ncia relativa das caixas p&uacute;blicas federais no sistema financeiro nacional, comparando com o Banco do Brasil e movimento banc&aacute;rio mais geral.<a href="#nota1" id="nota-1">1</a> Por fim, ressaltamos a institui&#231;&atilde;o de caixas estaduais, principalmente a paulista que foi importante para a difus&atilde;o da capta&#231;&atilde;o de dep&oacute;sitos pelo interior do estado. Assim, nesse artigo tentamos contribuir para entender o alcance dos dep&oacute;sitos das caixas na popula&#231;&atilde;o e economia brasileira desde a segunda metade do s&eacute;culo XIX, tentando avaliar o alargamento das rela&#231;&otilde;es banc&aacute;rias antes da grande expans&atilde;o ap&oacute;s a segunda grande guerra.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Difus&atilde;o dos dep&oacute;sitos</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ap&oacute;s um per&iacute;odo bastante expansivo do meio circulante e de crises, a lei dos entraves de 1860 procurou restringir as emiss&otilde;es monet&aacute;rias dos bancos.<a href="#nota2" id="nota-2">2</a> Apesar de limitar emiss&otilde;es e a forma&#231;&atilde;o de bancos, esta lei procurou criar uma alternativa de forma mais confi&aacute;vel de poupan&#231;a e empr&eacute;stimo para a popula&#231;&atilde;o menos abastada. As caixas econ&ocirc;micas deveriam ser institui&#231;&otilde;es beneficentes, que receberiam dep&oacute;sitos at&eacute; certo limite e encaminhariam os saldos &agrave; Fazenda nacional.<a href="#nota3" id="nota-3">3</a> Por fim, o Monte Socorro proposto conjuntamente realizaria empr&eacute;stimos por meio do penhor de objetos de valor, como ouro, prata, joias e pedras preciosas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Logo no in&iacute;cio do ano seguinte, uma nova legisla&#231;&atilde;o espec&iacute;fica autorizou a cria&#231;&atilde;o de uma caixa econ&ocirc;mica e do Monte Socorro na corte, que come&#231;ou a funcionar em novembro. O decreto 2.723 de 12 de janeiro de 1861<a href="#nota4" id="nota-4">4</a> declara "A Caixa Econ&ocirc;mica estabelecida na cidade do Rio de Janeiro tem por fim receber a juro de 6%, as pequenas economias das classes menos abastadas, e de assegurar, sob garantia do Governo Imperial, a fiel restitui&#231;&atilde;o do que pertencer a cada contribuinte &#91;...&#93; As quantias depositadas na Caixa Econ&ocirc;mica, e remetidas diariamente ao Tesouro s&atilde;o por este garantidas ao depositante."</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Como destaca Keila Grinberg (2011), nos seus primeiros anos de atua&#231;&atilde;o a caixa realizou mais penhores do que dep&oacute;sitos, apenas ap&oacute;s a crise de 1864 que os segundos superaram os primeiros. A partir dessa &eacute;poca, os penhores representaram cada vez mais uma fra&#231;&atilde;o menor dos dep&oacute;sitos, crescendo os saldos remanescentes aplicados em t&iacute;tulos p&uacute;blicos que se tornaram um importante mecanismo de financiamento do Estado no imp&eacute;rio e in&iacute;cio da rep&uacute;blica (Adams, 2005).<a href="#nota5" id="nota-5">5</a> Como as aquisi&#231;&otilde;es diretas dos t&iacute;tulos p&uacute;blicos eram muito caras para a maior parte da popula&#231;&atilde;o, o governo tornou poss&iacute;vel, por meio das caixas, ampliar os financiadores do Estado, possibilitando um rendimento pr&oacute;ximo ao das ap&oacute;lices p&uacute;blicas &agrave; poupan&#231;a popular. Assim, mesmo que de forma indireta, um conjunto mais amplo da popula&#231;&atilde;o financiava o Estado brasileiro.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Algumas medidas tomadas pelo governo auxiliaram na expans&atilde;o da capta&#231;&atilde;o dos dep&oacute;sitos. A promulga&#231;&atilde;o da lei do ventre livre em 1871 reconhecendo o direito dos escravos a formar pec&uacute;lio tamb&eacute;m deve ter auxiliado na expans&atilde;o dos dep&oacute;sitos, que poderiam ser utilizados para alforria.<a href="#nota6" id="nota-6">6</a> O decreto de cria&#231;&atilde;o da caixa n&atilde;o admitia como depositantes: menores, escravos e indiv&iacute;duos que n&atilde;o tiverem a livre administra&#231;&atilde;o de sua pessoa e bens. Isto n&atilde;o impediu que menores e mulheres estivessem entre os primeiros depositantes das Caixas, como veremos adiante. Ademais, existiam dep&oacute;sitos de escravos antes do ventre livre, mas com o consentimento dos senhores. Al&eacute;m da caixa outras institui&#231;&otilde;es recebiam dep&oacute;sitos de escravos, como uma firma que quebrou na crise de 1864 (Grinberg, 2011). O pr&oacute;prio avan&#231;o do trabalho assalariado urbano, e posteriormente no campo favoreceu tamb&eacute;m a expans&atilde;o dos dep&oacute;sitos ao longo de todo o per&iacute;odo em quest&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para alargar as opera&#231;&otilde;es, o governo autorizou a cria&#231;&atilde;o de caixas provinciais em 1874, sediadas nas suas capitais.<a href="#nota7" id="nota-7">7</a> Apesar do crescimento das opera&#231;&otilde;es provinciais, os recursos depositados nessas caixas mantiveram&#45;se muito inferiores ao da corte at&eacute; a d&eacute;cada de 1880. Dos pouco mais de 15 000 contos de r&eacute;is depositados nas dezessete caixas existentes em 1881, a da corte mantinha dois ter&#231;os do total (66.6%).<a href="#nota8" id="nota-8">8</a> Seis anos mais tarde a participa&#231;&atilde;o da corte reduziu&#45;se um pouco, mas ainda detinha mais da metade do total dos dep&oacute;sitos em todas as caixas (58.5%).<a href="#nota9" id="nota-9">9</a> Durante o Encilhamento, ocorreu uma transforma&#231;&atilde;o expressiva da distribui&#231;&atilde;o regional dos dep&oacute;sitos das caixas, reduzindo a participa&#231;&atilde;o dos dep&oacute;sitos da corte a 28.0% em 1893.<a href="#nota10" id="nota-10">10</a> A partir do final do s&eacute;culo XIX a participa&#231;&atilde;o da Caixa do Distrito Federal no total dos dep&oacute;sitos manteve&#45;se ao redor de tr&ecirc;s d&eacute;cimos do total. Ap&oacute;s a primeira grande guerra a parcela dessa institui&#231;&atilde;o elevou&#45;se a e quatro d&eacute;cimos (40.4%) em 1925, chegando a 46.4% em 1930.<a href="#nota11" id="nota-11">11</a> Em todo o per&iacute;odo considerado essa Caixa do Rio de Janeiro foi a maior de todas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Uma tentativa de avaliar a difus&atilde;o dos dep&oacute;sitos das caixas consiste em comparar o crescimento do n&uacute;mero de cadernetas em circula&#231;&atilde;o e dos valores reais em rela&#231;&atilde;o ao da popula&#231;&atilde;o das cidades onde atuam. Utilizamos para o deflacionamento o &iacute;ndice de pre&#231;os de Goldsmith (1986, pp. 30&#45;31) de 1861&#45;1869, de Cat&atilde;o (1992) de 1870 a 1913 e da cidade do Rio de Janeiro de 1914&#45;1940. Embora existissem ag&ecirc;ncias fora do distrito federal na prov&iacute;ncia do Rio de Janeiro, como Petr&oacute;polis e Niter&oacute;i, verificamos que a maior parte dos dep&oacute;sitos vinculava&#45;se &agrave; popula&#231;&atilde;o do munic&iacute;pio carioca, assim n&atilde;o inclu&iacute;mos os moradores da prov&iacute;ncia fluminense. Em 1940, todas as dezenove ag&ecirc;ncias de dep&oacute;sitos encontravam&#45;se no Distrito Federal, extinguindo as da prov&iacute;ncia.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Conseguimos levantar dados para as caixas do Rio de Janeiro e de S&atilde;o Paulo desde o seu in&iacute;cio de opera&#231;&atilde;o, que eram as cidades mais populosas do Brasil.<a href="#nota12" id="nota-12">12</a> <a href="/img/revistas/alhe/v21n3/a5g1.jpg" target="_blank">No gr&aacute;fico 1</a>, apresentamos o n&uacute;mero de cadernetas e os valores reais dos dep&oacute;sitos por 1 000 habitantes da Caixa do Rio. Notamos um r&aacute;pido crescimento na segunda metade da d&eacute;cada de 1860 e in&iacute;cio da seguinte. Posteriormente, a tend&ecirc;ncia continuou crescente, mas em ritmo menor e at&eacute; certa retra&#231;&atilde;o ao final do Imp&eacute;rio. O Encilhamento produziu uma diverg&ecirc;ncia nas duas s&eacute;ries, pois o n&uacute;mero de cadernetas continuou a aumentar e, ao contr&aacute;rio, os valores reais estagnaram em face de uma maior eleva&#231;&atilde;o dos pre&#231;os durante o per&iacute;odo. O efeito oposto teve a crise do in&iacute;cio do s&eacute;culo XIX, quando a defla&#231;&atilde;o aumentou os valores reais depositados, mas acompanhados de at&eacute; uma redu&#231;&atilde;o do n&uacute;mero de cadernetas per capita. De modo semelhante, a infla&#231;&atilde;o durante a primeira guerra tamb&eacute;m produziu uma retra&#231;&atilde;o dos montantes depositados em termos reais, todavia as cadernetas se mantiveram. Ap&oacute;s a guerra, a recupera&#231;&atilde;o das cadernetas mostrou&#45;se bastante vigorosa nos anos 1920, mas ainda n&atilde;o acompanhadas pelos dep&oacute;sitos que se depreciaram pela infla&#231;&atilde;o significativa na &eacute;poca. A grande depress&atilde;o levou a uma defla&#231;&atilde;o mais expressiva no in&iacute;cio dos anos 1930, o que elevou sobremaneira os valores depositados nas caixas. Os dep&oacute;sitos tamb&eacute;m cresceram em raz&atilde;o das incertezas do per&iacute;odo e a busca por institui&#231;&otilde;es mais confi&aacute;veis, como as p&uacute;blicas. Por fim, a reformula&#231;&atilde;o das caixas no in&iacute;cio dos anos 1930 permitiu maior facilidade nos empr&eacute;stimos, atraindo mais depositantes e dep&oacute;sitos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As caixas j&aacute; realizavam empr&eacute;stimos por meio de cau&#231;&atilde;o de t&iacute;tulos desde Decreto 11.820 de 15 de dezembro de 1915,<a href="#nota13" id="nota-13">13</a> mas passaram a fazer consignados a funcion&aacute;rios p&uacute;blicos ap&oacute;s o decreto 20.225 de 18 de julho de 1931<a href="#nota14" id="nota-14">14</a> e hipotecas a partir do Decreto 24.427 de 19 de junho de 1934.<a href="#nota15" id="nota-15">15</a> Embora a lei sobre empr&eacute;stimos hipotec&aacute;rios ocorresse apenas em 1934, j&aacute; havia uma autoriza&#231;&atilde;o anterior de 1931 que permitia tais opera&#231;&otilde;es. A amplia&#231;&atilde;o das opera&#231;&otilde;es de empr&eacute;stimos em termos de valores e tipos diferentes deve ter facilitado a capta&#231;&atilde;o de dep&oacute;sitos. Este &uacute;ltimo decreto criou o Conselho Superior das Caixas, permitindo maior autonomia &agrave;s caixas e facilitou a sua expans&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nessa d&eacute;cada, a tend&ecirc;ncia das duas vari&aacute;veis mostrou&#45;se crescentes, bem como na maior parte do per&iacute;odo em quest&atilde;o. Assim, a correla&#231;&atilde;o entre o n&uacute;mero de cadernetas e os totais depositados em termos reais na Caixa do Rio revelou&#45;se muito elevada (0.917), descrevendo movimentos conjuntos das s&eacute;ries.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">J&aacute; no final da d&eacute;cada de 1870, existia cerca de uma caderneta para dez habitantes na capital federal. Devemos lembrar que algumas pessoas poderiam ter mais de uma caderneta em fun&#231;&atilde;o dos limites de dep&oacute;sitos, por&eacute;m nesse caso o recebimento de juros seria limitado. Segundo o Almanaque de S&atilde;o Paulo de 1888, s&oacute; havia o recebimento dos juros para a primeira caderneta de cada um, n&atilde;o recebendo as demais (Seckler, 1888, p. 136). N&atilde;o temos uma clara refer&ecirc;ncia &agrave; quantidade de pessoas nessa situa&#231;&atilde;o, pois alguns faziam dep&oacute;sitos para filhos, netos etc. O limite para pagamento de juros foi ampliado posteriormente. Infelizmente, n&atilde;o dispomos de microdados dos dep&oacute;sitos e seus depositantes, nem mesmo sabemos se existem. Antes da primeira grande guerra, a propor&#231;&atilde;o aumentou para uma para cada cinco moradores. Por fim, na d&eacute;cada de 1930 chegou ao redor de um a cada tr&ecirc;s detinha uma caderneta da caixa. Em S&atilde;o Paulo, as propor&#231;&otilde;es mantiveram&#45;se sempre mais reduzidas do que as cariocas, atingindo apenas ao final da d&eacute;cada de 1930 a propor&#231;&atilde;o de uma caderneta para quatro habitantes, como visto no <a href="/img/revistas/alhe/v21n3/a5g2.jpg" target="_blank">gr&aacute;fico 2</a> abaixo.<a href="#nota16" id="nota-16">16</a> De toda sorte, a difus&atilde;o de cadernetas entre a popula&#231;&atilde;o mostrou&#45;se bastante expressiva e crescente na popula&#231;&atilde;o urbana dos grandes centros.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O perfil dos novos depositantes da Caixa do Rio de Janeiro salienta a difus&atilde;o pela sua popula&#231;&atilde;o. A presen&#231;a de menores foi bastante regular, j&aacute; entre os primeiros 49 depositantes na Caixa da Corte em novembro de 1861 havia doze menores e treze mulheres, das quais quatro os dep&oacute;sitos foram efetuados pelos seus pais (Bueno, 2002, p. 31). Keila Grinberg (2011, p. 154) salienta a transforma&#231;&atilde;o do perfil dos depositantes, tornando&#45;se mais populares na d&eacute;cada de 1880. A partir de 1882 as informa&#231;&otilde;es dos novos depositantes tornaram&#45;se mais regulares nos relat&oacute;rios do Minist&eacute;rio da Fazenda, apresentando os estrangeiros um n&uacute;mero maior aplicadores do que os nacionais nesse ano e no seguinte, ressaltando a presen&#231;a na cidade de imigrantes enriquecidos, como portugueses. Posteriormente, os nacionais aumentaram continuamente sua participa&#231;&atilde;o, chegando a pouco mais de um ter&#231;o no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX e j&aacute; superaram os estrangeiros em 1924 (72.9%). Em termos de profiss&otilde;es declaradas, mais de tr&ecirc;s quartos eram trabalhadores urbanos entre 1882 e 1892 (79.4%), pois a popula&#231;&atilde;o rural da cidade mostrava&#45;se reduzida.<a href="#nota17" id="nota-17">17</a> Esta propor&#231;&atilde;o de trabalhadores n&atilde;o agr&iacute;colas reduziu&#45;se para cerca de dois ter&#231;os de 1895 a 1908 (66.8%), mas ainda muito elevada sua representatividade. J&aacute; em 1924, a classifica&#231;&atilde;o das profiss&otilde;es alterou&#45;se em rela&#231;&atilde;o &agrave; nomenclatura anterior, por&eacute;m a maior parte continuava a atuar como oper&aacute;rios (24%), dom&eacute;sticos e trabalhadores (29.0%) e na ind&uacute;stria, com&eacute;rcio e transporte (27%). Por fim, os liberais e os da lavoura detinham pequena participa&#231;&atilde;o em 1924 (9% e 3.1%, respectivamente).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A participa&#231;&atilde;o dos menores na Caixa do Rio manteve&#45;se ao redor de um sexto do total entre 1882 e 1892 (15.9%). De outro lado, as mulheres realizaram grande parcela dos dep&oacute;sitos, atingindo pouco mais de um ter&#231;o entre 1891 e 1908 (35.1%) e aumentaram a sua parcela para 40.5% em 1924.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na caixa baiana, a propor&#231;&atilde;o de mulheres no total chegou a 45.4% entre 1906 e 1914 (ver Brasil, 1906, 1909 e 1914). Tamb&eacute;m na Bahia, os trabalhadores urbanos destacavam&#45;se no total de depositantes nesses anos, respondendo por mais de dois ter&#231;os dos com profiss&atilde;o declarada (70.4%). A participa&#231;&atilde;o feminina na popula&#231;&atilde;o economicamente ativa brasileira foi de 15.7% em 1920 e de 19.0% em 1940 (ver Marques e Melo, 2008, p. 488). Apesar da diferen&#231;a do espa&#231;o considerado que favorece a maior presen&#231;a feminina nas capitais, a propor&#231;&atilde;o de dep&oacute;sitos muito mais elevada do que na renda decorre tamb&eacute;m de uma estrat&eacute;gia de prote&#231;&atilde;o delas, muitas vezes com o amparo de maridos e pais. O Almanaque de S&atilde;o Paulo de 1888 informa as condi&#231;&otilde;es dos dep&oacute;sitos sob alguma tutela:</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">mulheres casadas, sob qualquer regime, podem livremente instituir e retirar dep&oacute;sitos em seus nomes, salvo intervindo oposi&#231;&atilde;o por parte dos maridos. &Eacute; igualmente permitido aos menores fazer dep&oacute;sitos, sem interven&#231;&atilde;o dos seus representantes legais, bem como retir&aacute;&#45;los, se tiverem mais de 16 anos de idade, salvo apari&#231;&atilde;o dos ditos representantes, cujo concurso se dever&aacute; exigir no ato do pagamento. O dep&oacute;sito em favor de escravo dever&aacute; indicar o nome do senhor, e s&oacute; poder&aacute; ser retirado com autoriza&#231;&atilde;o do Juiz de &Oacute;rf&atilde;os (Seckler, 1888, pp. 136&#45;137).</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nesse &uacute;ltimo ano, houve a informa&#231;&atilde;o dos valores por sexo, nacionalidade e analfabetismo dos novos depositantes. Embora os que n&atilde;o sabiam escrever fossem quatro d&eacute;cimos do total de depositantes em 1924 (40.1%), a parcela dos valores detida pelos analfabetos foi apenas um pouco menor (38.5%), n&atilde;o havendo grande discrep&acirc;ncia na propor&#231;&atilde;o entre dois grupos.<a href="#nota18" id="nota-18">18</a> Ainda em termos de valores, os estrangeiros detinham uma participa&#231;&atilde;o muito maior do que em n&uacute;mero nesse ano (37.4%), salientando maiores valores depositados por eles. De forma semelhante, as mulheres tamb&eacute;m apresentavam uma propor&#231;&atilde;o um pouco maior dos valores do que do n&uacute;mero de cadernetas em 1924 (43.9%).<a href="#nota19" id="nota-19">19</a> Desta forma, os estrangeiros e as mulheres revelaram um perfil de maiores valores do que os demais. Devemos lembrar que mesmo voltada &agrave; popula&#231;&atilde;o menos abastada, as caixas ainda exigiam a exist&ecirc;ncia de poupan&#231;a monet&aacute;ria, excluindo os mais pobres do acesso &agrave; institui&#231;&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A Caixa Econ&ocirc;mica de S&atilde;o Paulo foi criada em 1875. A tend&ecirc;ncia inicial de crescimento das cadernetas e dep&oacute;sitos mostrou&#45;se expressiva. A crise no final do Imp&eacute;rio foi mais not&oacute;ria no caso paulistano, bem como a crise do final do s&eacute;culo XIX em face a pre&#231;os menores do caf&eacute; naquele momento. Posteriormente, a recupera&#231;&atilde;o da tend&ecirc;ncia de crescimento foi bastante expressiva no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX at&eacute; a primeira grande guerra, reproduzindo o vigor da economia paulistana nessa &eacute;poca. A guerra reduziu fortemente os valores reais dos dep&oacute;sitos e se manteve em patamares reduzidos durante a d&eacute;cada de 1920, recuperando somente durante a grande depress&atilde;o, como ocorreu na Caixa do Rio.<a href="#nota20" id="nota-20">20</a> As cadernetas n&atilde;o apresentaram tal retra&#231;&atilde;o e continuaram a aumentar em termos da popula&#231;&atilde;o at&eacute; o final do per&iacute;odo, havendo apenas uma pequena diminui&#231;&atilde;o durante a crise do in&iacute;cio dos anos 1930. Apesar das diferen&#231;as entre a s&eacute;rie de n&uacute;mero de cadernetas e valores reais depositados, elas correlacionaram&#45;se fortemente em todo o per&iacute;odo em considera&#231;&atilde;o (0.948).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O perfil dos novos depositantes da Caixa de S&atilde;o Paulo n&atilde;o se mostrou muito diferente da do Rio, embora algumas caracter&iacute;sticas distintivas devam ser destacadas pela pr&oacute;pria demografia paulistana diferir da carioca. Infelizmente n&atilde;o dispomos de relat&oacute;rios do s&eacute;culo XIX, utilizamos dois relat&oacute;rios de 1909 e 1914 da caixa como refer&ecirc;ncia do perfil antes da primeira grande guerra e dois outros de 1925 e 1930 do entre guerras. Como o movimento imigrat&oacute;rio estrangeiro foi maior para S&atilde;o Paulo, a presen&#231;a dos estrangeiros revelou&#45;se um pouco maior na caixa paulistana, perfazendo quase a metade do total antes da guerra (47.3%), mas reduzindo posteriormente a 36.0%. Tal retra&#231;&atilde;o refletiu o menor movimento migrat&oacute;rio posteriormente a primeira grande guerra. Em termos et&aacute;rios, os menores mantiveram a sua participa&#231;&atilde;o entre os novos depositantes da caixa paulista, se compararmos antes e depois da guerra &#150;15.8% em 1909 e 1914 para 16.3% em 1925. Entretanto, as mulheres elevaram a sua parcela nesses anos de 39.4% para 42.4%. Estas pequenas indica&#231;&otilde;es das duas caixas salientam o crescente envolvimento delas na esfera financeira.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os depositantes declaravam profiss&otilde;es ligadas ao trabalho urbano em menor propor&#231;&atilde;o do que a Caixa do Rio, perfazendo pouco mais da metade do total de aplicadores antes da guerra (60.1%) e quase tr&ecirc;s quartos posteriormente a guerra (72.6%). A parcela de depositantes que sabiam ler e escrever mostrou tend&ecirc;ncia crescente, passando de 68.1% em 1914 para 70% em 1925 e 75% em 1930, muito superior &agrave; da Caixa do Rio e mesmo &agrave; da totalidade popula&#231;&atilde;o paulistana.<a href="#nota21" id="nota-21">21</a> Assim, os depositantes paulistanos compreendiam um conjunto expressivo da popula&#231;&atilde;o, por&eacute;m menor do que os cariocas, bem como eram mais instru&iacute;dos e detinham dep&oacute;sitos maiores em m&eacute;dia.<a href="#nota22" id="nota-22">22</a> De outro lado, a Caixa do Rio conseguiu compreender depositantes mais populares, talvez em raz&atilde;o de uma estrutura de ag&ecirc;ncias mais ampla do que a paulistana.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dispomos das informa&#231;&otilde;es para a totalidade dos dep&oacute;sitos das caixas apenas a partir de 1912. Se compararmos essa s&eacute;rie com o conjunto da popula&#231;&atilde;o das capitais brasileiras, verificamos propor&#231;&otilde;es de dep&oacute;sitos reais per capita semelhantes &agrave;s da Caixa do Rio at&eacute; a primeira grande guerra, conforme o <a href="/img/revistas/alhe/v21n3/a5g3.jpg" target="_blank">gr&aacute;fico 3</a>. Posteriormente, os dep&oacute;sitos reais per capita das caixas das capitais representaram propor&#231;&otilde;es cada vez menores com rela&#231;&atilde;o aos da Caixa do Rio de Janeiro a partir do final da grande guerra, de 97.2% em 1917 a 66.4% em 1935. Por fim, a difus&atilde;o das cadernetas per capita das caixas econ&ocirc;micas mostrava&#45;se pr&oacute;xima da do Rio, pois alcan&#231;ou um quinto da popula&#231;&atilde;o das capitais ao final dos anos 1920 (21.1% em 1930) e pouco mais de quatro d&eacute;cimos em 1940 (41.9%).<a href="#nota23" id="nota-23">23</a> Assim, como a maior parte da popula&#231;&atilde;o brasileira n&atilde;o residia nas capitais dos estados, mas principalmente no ambiente rural, essa massa continuava a margem dos dep&oacute;sitos das caixas nos anos 1920 e mesmo durante a expans&atilde;o dos anos 1930.<a href="#nota24" id="nota-24">24</a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O comportamento dos dep&oacute;sitos reais de todas as caixas tamb&eacute;m demonstra a dificuldade de expans&atilde;o delas nos anos 1920, ainda mais se compararmos com as demais institui&#231;&otilde;es financeiras, como o Banco do Brasil e mesmo a Caixa Estadual Paulista, que ser&aacute; analisada a seguir. Novamente a reestrutura&#231;&atilde;o das caixas nos anos 1930 produziu um aumento extraordin&aacute;rio do n&uacute;mero de cadernetas e principalmente dos dep&oacute;sitos reais, n&atilde;o apenas nos anos de defla&#231;&atilde;o, mesmo quando comparamos com outras institui&#231;&otilde;es financeiras.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Caixas e o sistema financeiro</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A expans&atilde;o do sistema banc&aacute;rio na segunda metade do s&eacute;culo XIX facilitou a poupan&#231;a na economia brasileira, apesar das v&aacute;rias crises chamarem a aten&#231;&atilde;o para os riscos dessas institui&#231;&otilde;es. As caixas econ&ocirc;micas assumiram papel destacado nessa capta&#231;&atilde;o dos dep&oacute;sitos, pois eram institui&#231;&otilde;es p&uacute;blicas direcionadas para popula&#231;&atilde;o menos abastada. Como vimos na se&#231;&atilde;o anterior, o crescimento do n&uacute;mero de cadernetas e dos valores reais depositados foi maior que o demogr&aacute;fico nas duas principais cidades do pa&iacute;s. Outro modo de avaliarmos a import&acirc;ncia das caixas consiste em compar&aacute;&#45;las com outros bancos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Um primeiro cotejo pode ser realizado com rela&#231;&atilde;o a principal institui&#231;&atilde;o banc&aacute;ria brasileira daquela &eacute;poca: o Banco do Brasil.<a href="#nota25" id="nota-25">25</a> Para os primeiros anos de funcionamento da Caixa do Rio realizamos uma compara&#231;&atilde;o dos seus dep&oacute;sitos com os do Banco do Brasil, tanto a vista quanto a prazo (Pela&eacute;z e Suzigan, 1981, pp. 397&#45;408). A propor&#231;&atilde;o dos dep&oacute;sitos da primeira em rela&#231;&atilde;o aos do segundo apresentamos no <a href="/img/revistas/alhe/v21n3/a5g4.jpg" target="_blank">gr&aacute;fico 4</a>. Este cotejo salientou o desempenho relativo das institui&#231;&otilde;es em diferentes conjunturas. No in&iacute;cio, a participa&#231;&atilde;o dos dep&oacute;sitos da caixa proporcionalmente aos do Banco do Brasil mostrou&#45;se bastante reduzida, por&eacute;m rapidamente cresceu, superando os da institui&#231;&atilde;o mais tradicional j&aacute; em 1869. Enquanto os dep&oacute;sitos na caixa sempre superaram as retiradas at&eacute; 1874, a crise do Souto de 1864 e a guerra do Paraguai (1864&#45;1870) afetaram muito mais os dep&oacute;sitos do Banco do Brasil, que se reduziram fortemente em 1863 e 1866&#45;1867. Na d&eacute;cada de 1870, a rela&#231;&atilde;o retornou ao patamar de um quinto dos dep&oacute;sitos do Banco do Brasil, elevando&#45;a em pequena monta ao final do Imp&eacute;rio. Nessa d&eacute;cada come&#231;aram a funcionar novas caixas nas prov&iacute;ncias, o que elevou gradualmente os dep&oacute;sitos, como aponta a linha vermelha do gr&aacute;fico incorporando as Caixas de S&atilde;o Paulo e Bahia &agrave; do Rio. O in&iacute;cio da Rep&uacute;blica conduz a uma expans&atilde;o monet&aacute;ria consider&aacute;vel que nos primeiros anos beneficia os dep&oacute;sitos do Banco do Brasil, por&eacute;m nos anos seguintes h&aacute; uma estagna&#231;&atilde;o deles aumentando a import&acirc;ncia relativa dos das caixas.<a href="#nota26" id="nota-26">26</a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A pol&iacute;tica monet&aacute;ria contracionista do final do s&eacute;culo e a crise do Banco da Rep&uacute;blica do Brasil produziram retra&#231;&atilde;o nos seus dep&oacute;sitos. Nos anos mais agudos da crise banc&aacute;ria de 1900 a 1906, os dep&oacute;sitos da Caixa do Rio superaram os do banco. A Caixa tamb&eacute;m sofreu com retiradas maiores do que os dep&oacute;sitos, por&eacute;m apenas em 1900 e 1905, mantendo suas atividades sem interrup&#231;&atilde;o.<a href="#nota27" id="nota-27">27</a> Dessa forma, n&atilde;o realizamos uma compara&#231;&atilde;o nesses anos de crise e nos primeiros do novo Banco do Brasil formado a partir de 1905, como sociedade an&ocirc;nima aberta de economia mista sobcontrole p&uacute;blico ao contr&aacute;rio do anterior. De outro lado, como h&aacute; dados consolidados das caixas federais aut&ocirc;nomas e anexas de 1912 a 1940, passamos a realizar as compara&#231;&otilde;es a partir de 1912 n&atilde;o mais com apenas a do Rio, mas todas caixas, pois o novo Banco do Brasil expandir&aacute; de forma expressiva suas ag&ecirc;ncias inclusive pelo interior. Os resultados podem ser observados no <a href="/img/revistas/alhe/v21n3/a5g5.jpg" target="_blank">gr&aacute;fico 5</a> abaixo, utilizando novamente tanto dep&oacute;sitos a vista como a prazo dessa nova institui&#231;&atilde;o. No in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1910, o Banco do Brasil ainda n&atilde;o conseguiu captar volumes muito expressivos de dep&oacute;sitos e as caixas mantinham tradi&#231;&atilde;o nessa fun&#231;&atilde;o. A partir de 1915, o Banco do Brasil iniciou uma expans&atilde;o vigorosa de ag&ecirc;ncias em todo territ&oacute;rio nacional, levando a um aumento da capta&#231;&atilde;o de dep&oacute;sitos e a um decl&iacute;nio r&aacute;pido da propor&#231;&atilde;o do <a href="/img/revistas/alhe/v21n3/a5g5.jpg" target="_blank">gr&aacute;fico 5</a>. Em face da crise da guerra, a lei 2.986 de 28 de agosto de 1915<a href="#nota28" id="nota-28">28</a> transferiu recursos da Uni&atilde;o ao Banco do Brasil por meio de emiss&atilde;o de moeda ou de t&iacute;tulos para emprestar a lavoura, ind&uacute;stria e com&eacute;rcio, obrigando&#45;o a abrir ag&ecirc;ncias em todos os estados e o territ&oacute;rio do Acre. Al&eacute;m de elevar os dep&oacute;sitos m&aacute;ximos das caixas econ&ocirc;micas (sobre a expans&atilde;o das ag&ecirc;ncias do banco, ver Banco do Brasil, <i>Hist&oacute;ria</i>, 2010, p. 120).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Apesar da grande expans&atilde;o do Banco do Brasil, as caixas mantiveram dep&oacute;sitos na propor&#231;&atilde;o de cerca da metade do novo banco durante a d&eacute;cada de 1920. Por fim, a reorganiza&#231;&atilde;o das caixas nos anos 1930 permitir&aacute; um crescimento expressivo dos seus dep&oacute;sitos, mesmo em rela&#231;&atilde;o ao Banco do Brasil que tamb&eacute;m foi muito atuante nessa &eacute;poca. Assim, verificamos a grande relev&acirc;ncia das caixas desde o s&eacute;culo XIX em termos dos dep&oacute;sitos relativamente a outra institui&#231;&atilde;o de porte da &eacute;poca.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ainda podemos compar&aacute;&#45;las com os dados do sistema banc&aacute;rio e mais gerais da economia para esse per&iacute;odo. No <a href="/img/revistas/alhe/v21n3/a5g6.jpg" target="_blank">gr&aacute;fico 6</a>, fornecemos dois outros indicadores dos dep&oacute;sitos das caixas em rela&#231;&atilde;o aos dep&oacute;sitos dos bancos consolidados e mesmo ao PIB, de acordo com o <i>Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico</i> do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (1941) e a estimativa de Haddad (1978), respectivamente. Verificamos que a participa&#231;&atilde;o das caixas continua muito relevante em compara&#231;&atilde;o a um conjunto maior de bancos. Nos anos pr&oacute;ximos do in&iacute;cio da guerra, a participa&#231;&atilde;o manteve&#45;se acima de um quinto. Posteriormente, reduziu&#45;se at&eacute; o final da d&eacute;cada de 1920, atingindo cerca de oito pontos porcentuais. Na d&eacute;cada seguinte, houve uma recupera&#231;&atilde;o dos dep&oacute;sitos das caixas relativamente aos nos bancos, terminando em quinze pontos. De outro lado, a participa&#231;&atilde;o em rela&#231;&atilde;o ao PIB, mostrou movimento semelhante, de 3.7% do PIB em 1912 para menos de dois pontos porcentuais no final dos anos 1920, crescendo na d&eacute;cada de 1930 at&eacute; 4.9% em 1940. Estes resultados corroboram a grande import&acirc;ncia das caixas at&eacute; a primeira grande guerra, que se retraiu nos anos 1920, mas uma forte recupera&#231;&atilde;o na d&eacute;cada seguinte. Assim, verificamos um crescimento relativo das caixas ap&oacute;s anos de crise, como alternativa mais segura para os dep&oacute;sitos e poupadores atra&iacute;dos tamb&eacute;m pelas novas opera&#231;&otilde;es.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A conjuntura econ&ocirc;mica e financeira marcou os novos dep&oacute;sitos e as retiradas das caixas, como o encilhamento e a crise banc&aacute;ria na passagem para o s&eacute;culo XX. No per&iacute;odo de 1912 a 1940, os movimentos l&iacute;quidos de saques ocorreram antes e in&iacute;cio da primeira grande guerra (1913 e 1914), meado da d&eacute;cada de 1920 e no in&iacute;cio da crise de 1929, como pode ser observado no <a href="/img/revistas/alhe/v21n3/a5g7.jpg" target="_blank">gr&aacute;fico 7</a> abaixo. No primeiro subper&iacute;odo, a perspectiva e depois a eclos&atilde;o da primeira grande guerra produziu retiradas em grande propor&#231;&atilde;o. No outro momento, os saques n&atilde;o se mostraram t&atilde;o expressivos em rela&#231;&atilde;o aos dep&oacute;sitos totais, mas ocorreram em v&aacute;rios anos seguidos. O fortalecimento da concorr&ecirc;ncia banc&aacute;ria e as dificuldades das caixas expandirem&#45;se nessa &eacute;poca ajudam a explicar a retra&#231;&atilde;o. Por fim, a grande crise de 1929 deve explicar um movimento de saques maiores do que dep&oacute;sitos, mas n&atilde;o t&atilde;o graves quanto ao do in&iacute;cio da primeira grande guerra.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os movimentos mais intensos de dep&oacute;sitos l&iacute;quidos ocorreram ao final da primeira grande guerra e a partir de 1931. O encerramento da guerra gerou efeitos positivos para economia brasileira por meio da retomada do com&eacute;rcio exterior, mas n&atilde;o foram sustentados nos anos seguintes em termos de dep&oacute;sitos das caixas. De outro lado, ap&oacute;s os primeiros anos mais dif&iacute;ceis da grande depress&atilde;o e combinado a uma reformula&#231;&atilde;o das caixas houve um grande afluxo continuado de dep&oacute;sitos.<a href="#nota29" id="nota-29">29</a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Outra caracter&iacute;stica dos dep&oacute;sitos ao longo do per&iacute;odo de 1912 a 1940 foi a eleva&#231;&atilde;o da sua rotatividade. Se at&eacute; a primeira grande guerra, a raz&atilde;o novos dep&oacute;sitos em rela&#231;&atilde;o ao saldo do final de ano deles foi inferior a metade, esta propor&#231;&atilde;o atingiu cerca de 0.6 no meado da d&eacute;cada de 1920. A grande crise reduziu os novos dep&oacute;sitos em rela&#231;&atilde;o aos totais acumulados, chegando a 0.45 em 1930. Entretanto, passada a crise inicial, as entradas de novos recursos nas caixas cresceram rapidamente, alcan&#231;ando valores superiores aos totais depositados a partir de 1936. Destarte, a rotatividade dos dep&oacute;sitos acelerou no final dos anos trinta, diminuindo o tempo m&eacute;dio de perman&ecirc;ncia dos recursos nas caixas.<a href="#nota30" id="nota-30">30</a></font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Caixas Estaduais</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Como notamos anteriormente, havia uma grande concentra&#231;&atilde;o dos dep&oacute;sitos em termos regionais no Distrito Federal e em segunda monta no estado de S&atilde;o Paulo no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX. Estas duas &aacute;reas representavam pouco menos de tr&ecirc;s quartos dos dep&oacute;sitos das caixas em todo o per&iacute;odo, perfazendo 73.4% em 1928 e 72.3% em 1940.<a href="#nota31" id="nota-31">31</a> Al&eacute;m das caixas federais, existiam nessa &eacute;poca as caixas estaduais em Minas Gerais (desde 1896) e S&atilde;o Paulo (desde 1916), que tamb&eacute;m recolhiam dep&oacute;sitos populares.<a href="#nota32" id="nota-32">32</a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A caixa mineira foi institu&iacute;da pela Lei estadual 210 de 19 de setembro de 1896, regulamentada pelo decreto 1.030 de 28 de abril de 1897. O governo do estado garantia os dep&oacute;sitos e recebia dinheiro a pr&ecirc;mio. Posteriormente, em face &agrave;s dificuldades de manter a institui&#231;&atilde;o, o governo estadual suspendeu os novos dep&oacute;sitos, encaminhando para a caixa federal, como relata o presidente da prov&iacute;ncia em 1924: "Sustou em todas as ag&ecirc;ncias a emiss&atilde;o de novas cadernetas &#91;...&#93; Suspendeu os dep&oacute;sitos subsequentes em todos os lugares onde existem bancos ou ag&ecirc;ncias banc&aacute;rias e pretende liquidar gradualmente as ag&ecirc;ncias destas localidades, onde os portadores de cadernetas poder&atilde;o facilmente transferir seus dep&oacute;sitos para a Caixa Econ&ocirc;mica Federal ou para os bancos" (Moura, 1924, p. 45). A responsabilidade do estado nesse momento era estimada em mais de dezesseis mil contos de r&eacute;is. A Caixa Econ&ocirc;mica Estadual de Minas Gerais mostrou um volume de dep&oacute;sitos bastante menor do que a federal do seu estado, bem como em rela&#231;&atilde;o &agrave; paulista que era cerca de cinquenta vezes maior em 1940.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A caixa paulista foi criada pela lei estadual 1.544 de 30 de dezembro de 1916, regulamentada pelo decreto 2.765 de 19 de janeiro de 1917.<a href="#nota33" id="nota-33">33</a> De acordo com a lei, a caixa foi "destinada a receber pequenos dep&oacute;sitos e a estimular a forma&#231;&atilde;o de pec&uacute;lios populares". O estado de S&atilde;o Paulo responsabilizou&#45;se pelos dep&oacute;sitos, que rendiam juros n&atilde;o excedentes a 5% ao ano, capitalizados semestralmente. Por fim, elas foram autorizadas desde o in&iacute;cio a realizarem empr&eacute;stimos de prefer&ecirc;ncia na sua respectiva localidade.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A caixa paulista apresentou um crescimento bastante acelerado nos seus primeiros anos de atua&#231;&atilde;o, j&aacute; rivalizando com a federal no estado no meado da d&eacute;cada de 1920, como mostramos o <a href="/img/revistas/alhe/v21n3/a5g8.jpg" target="_blank">gr&aacute;fico 8</a> abaixo. Se no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1920 a estadual mantinha valores reais ainda inferiores aos da federal, na segunda metade da d&eacute;cada ela acumulou dep&oacute;sitos em montantes semelhantes, chegando a superar a do governo federal ao final da d&eacute;cada. A maior interioriza&#231;&atilde;o das ag&ecirc;ncias da caixa estadual facilitou a capta&#231;&atilde;o de dep&oacute;sitos relativamente a federal. A partir de sua regulamenta&#231;&atilde;o, ela criou suas primeiras ag&ecirc;ncias em 1917, mas j&aacute; ao final do ano seguinte detinha 56 ag&ecirc;ncias (Contel, 2006). O Anu&aacute;rio do estado referente ao ano de 1939 apresentava dep&oacute;sitos em 198 munic&iacute;pios.<a href="#nota34" id="nota-34">34</a> Esta r&aacute;pida expans&atilde;o facilitou a capta&#231;&atilde;o de novos dep&oacute;sitos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na d&eacute;cada de 1930, as duas caixas apresentaram tend&ecirc;ncia de crescimento dos dep&oacute;sitos, principalmente a estadual ao final da d&eacute;cada. Apesar de pequenas diferen&#231;as dos movimentos de dep&oacute;sitos das duas caixas paulistas, elas apresentaram forte correla&#231;&atilde;o dos seus valores depositados no per&iacute;odo de compara&#231;&atilde;o (0.984).<a href="#nota35" id="nota-35">35</a> Destarte, a soma dos dep&oacute;sitos das duas caixas paulistas representou quase a metade do total das caixas federais e a estadual de S&atilde;o Paulo em 1929, mas superavam a metade em 1940 (50.7 per cento).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em 1938, a caixa paulista detinha quase 100 000 cadernetas de dep&oacute;sitos, mantendo um valor m&eacute;dio bem superior ao da Federal, 7.4 contos de r&eacute;is contra 1.7 respectivamente. Como ocorreu com as caixas federais que passaram a realizar empr&eacute;stimos, a Caixa Estadual Paulista emprestou recursos ao Banco Hipotec&aacute;rio (depois ao Banespa) a partir de 1918 para o cr&eacute;dito agr&iacute;cola (Costa, 2004). Segundo o balan&#231;o da caixa estadual da capital de S&atilde;o Paulo de 1939, quase a metade do ativo encontrava&#45;se depositado em conta corrente no Banespa (49.5%), superando o no Tesouro do estado (31.8%) e em empr&eacute;stimos e penhores (16.0%, ver <i>Folha da Manh&atilde;</i>, ano XV, n. 4.891, 17 de fevereiro de 1940, p. 7). Dessa forma, verificamos a import&acirc;ncia da Caixa Econ&ocirc;mica Estadual de S&atilde;o Paulo para a capta&#231;&atilde;o de dep&oacute;sitos depois da primeira grande guerra.<a href="#nota36" id="nota-36">36</a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No <a href="/img/revistas/alhe/v21n3/a5g9.jpg" target="_blank">gr&aacute;fico 9</a>, fornecemos a soma dos dep&oacute;sitos das duas caixas econ&ocirc;micas paulistas em rela&#231;&atilde;o &agrave; popula&#231;&atilde;o do estado. Notamos, para o in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1920, uma pequena retra&#231;&atilde;o dos dep&oacute;sitos por 1 000 habitantes, mantendo&#45;se inferior a 50 contos. Entretanto, j&aacute; a partir de 1926 houve um avan&#231;o cont&iacute;nuo da raz&atilde;o, mesmo durante a crise de 1929. Ao final do per&iacute;odo, os dep&oacute;sitos chegaram a mais de 200 contos por 1 000 habitantes do estado.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Estas evid&ecirc;ncias para as caixas paulistas salientam o alargamento das transa&#231;&otilde;es e a grande difus&atilde;o delas para a capita&#231;&atilde;o de dep&oacute;sitos. Nos anos 1930, essas institui&#231;&otilde;es em conjunto com as demais caixas p&uacute;blicas dos outros estados, assumiram papel fundamental para o provimento de recursos para diversas finalidades, financiando im&oacute;veis urbanos, companhias an&ocirc;nimas e at&eacute; o pr&oacute;prio governo.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Considera&#231;&otilde;es finais</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ao acompanharmos os dep&oacute;sitos populares captados pelas caixas econ&ocirc;micas p&uacute;blicas verificamos sua grande difus&atilde;o em rela&#231;&atilde;o aos habitantes das duas capitais do pa&iacute;s, embora a popula&#231;&atilde;o rural e das menores cidades estivessem distantes das ag&ecirc;ncias destas institui&#231;&otilde;es. Desde o in&iacute;cio das opera&#231;&otilde;es das caixas, o n&uacute;mero de cadernetas e os dep&oacute;sitos reais cresceram a taxas superiores &agrave; da popula&#231;&atilde;o, salientando a presen&#231;a at&eacute; de escravos, al&eacute;m de menores e principalmente mulheres. Quando analisamos relativamente &agrave;s demais institui&#231;&otilde;es banc&aacute;rias, verificamos a elevada import&acirc;ncia das caixas. Apesar da grande expans&atilde;o do Banco do Brasil ap&oacute;s a primeira grande guerra, as caixas mantiveram dep&oacute;sitos de pelo menos a metade do total do banco, crescendo nos anos 1930. Se compararmos com o movimento banc&aacute;rio e mesmo o PIB, verificamos uma menor participa&#231;&atilde;o nos anos 1920, refletindo a dificuldade relativa de capta&#231;&atilde;o das caixas nesse per&iacute;odo. Contudo, elas apresentaram um forte crescimento relativo aos bancos e PIB nos anos 1930, salientando a demanda por dep&oacute;sitos em institui&#231;&otilde;es p&uacute;blicas durante a grande crise dessa &eacute;poca. Por fim, a Caixa Estadual Paulista cresceu rapidamente ap&oacute;s a primeira grande guerra, captando dep&oacute;sitos de forma ampla pelo estado, mesmo nos anos 1920. Nos anos 1930, as caixas diversificaram a sua atua&#231;&atilde;o, realizando empr&eacute;stimos de diferentes tipos, especialmente imobili&aacute;rios urbanos. Mesmo ap&oacute;s a reorganiza&#231;&atilde;o elas continuaram como um importante instrumento de capta&#231;&atilde;o de dep&oacute;sitos populares, como na origem da institui&#231;&atilde;o em 1861.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Referencias</b></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Adams, A. A. (2005). <i>The Caixa econ&ocirc;mica: A social and economic history of popular banking in Rio de Janeiro, 1821&#45;1929</i> (Tese doctoral). Harvard University, Massachusetts.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716370&pid=S1405-2253201400030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Banco do Brasil (2010). <i>Hist&oacute;ria do Banco do Brasil</i>. Belo Horizonte: Del Rey&#45;Fazenda Comunica&#231;&atilde;o &amp; Marketing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716372&pid=S1405-2253201400030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Brasil. Minist&eacute;rio da Fazenda (anos 1884, 1890, 1895, 1906, 1909, 1914, 1916). <i>Relat&oacute;rios do Minist&eacute;rio da Fazenda</i>. Rio de Janeiro: Typographia/Imprensa Nacional. Recuperado de <a href="http://www.crl.edu/brazil/ministerial/fazenda" target="_blank">http://www.crl.edu/brazil/ministerial/fazenda</a><a href="http://www.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716374&pid=S1405-2253201400030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->crl.edu/brazil/ministerial/fazenda"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Bueno, E. (2002). <i>Caixa: uma historia brasileira</i>. Porto Alegre: Buenas Ideias Metalivros.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716376&pid=S1405-2253201400030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Caixa econ&ocirc;mica (1902). <i>Relat&oacute;rio da Caixa Econ&ocirc;mica e Monte Socorro da capital Federal do ano de 1901</i>. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716378&pid=S1405-2253201400030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Cat&atilde;o, A. V. (outubro&#45;dezembro, 1992). A new wholesale price index for Brazil during the period 1870&#45;1913. <i>Revista Brasileira de Economia, 46</i>(4), 519&#45;533.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716380&pid=S1405-2253201400030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Contel, F. B. (2006). <i>Territ&oacute;rio e finan&#231;as: t&eacute;cnicas, normas e topologias banc&aacute;rias no Brasil</i> (Tese doctoral). Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716382&pid=S1405-2253201400030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Costa, F. N. (2012). <i>Brasil dos bancos</i>. S&atilde;o Paulo: Universidade do S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716384&pid=S1405-2253201400030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Costa, Y. C. (2004). <i>Bancos oficiais no Brasil: origens e aspectos do seu desenvolvimento</i>. Bras&iacute;lia: Banco Central do Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716386&pid=S1405-2253201400030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Diretoria de Estat&iacute;stica Econ&ocirc;mica e Financeira do Tesouro Nacional (1938). <i>Quadros estat&iacute;sticos: resumo anual de estat&iacute;sticas econ&ocirc;micas 1930&#45;1937, n&uacute;m. 2</i>. Rio de Janeiro: Typographia da Directoria de Estat&iacute;stica Econ&ocirc;mica e Financeira. Recuperado de <a href="http://www.memoria.nemesis.org.br" target="_blank">www.memoria.nemesis.org.br</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716388&pid=S1405-2253201400030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Estado de S&atilde;o Paulo (13 de setembro, 1931). Campinas. Economia campineira: a situa&#231;&atilde;o das popula&#231;&otilde;es pobres do munic&iacute;pio vista atrav&eacute;s do movimento da Caixa Econ&ocirc;mica Estadual. <i>Estado de S&atilde;o Paulo. 50</i> (18935), 6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716389&pid=S1405-2253201400030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Frank, Z. L. (2004). <i>Dutra's world: Wealth and family in nineteenth&#45;century Rio de Janeiro</i>. Albuquerque: University of New Mexico Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716391&pid=S1405-2253201400030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Goldsmith, R. W. (1986). <i>Brasil 1850&#45;1984: desenvolvimento financeiro sob um s&eacute;culo de infla&#231;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Haper &amp; Row.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716393&pid=S1405-2253201400030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Grinberg, K. (2011). A poupan&#231;a: alternativas para a compra da alforria no Brasil (2a. metade do s&eacute;culo XIX). <i>Revista de Indias, 71</i>(251), 137&#45;158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716395&pid=S1405-2253201400030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Haddad, C. L. S. (1978). <i>Crescimento do produto real no Brasil, 1900&#45;1947</i>. Rio de Janeiro: Funda&#231;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716397&pid=S1405-2253201400030000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica &#91;IBGE&#93; (1941). <i>Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico do Brasil 1939&#45;1940</i>. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716399&pid=S1405-2253201400030000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica &#91;IBGE&#93; (2011). <i>Sinopse do Censo Demogr&aacute;fico 2010</i>. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716401&pid=S1405-2253201400030000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Marques, T. C. N. e Melo, H. P. (maio&#45;agosto, 2008). Os direitos civis das mulheres casadas no Brasil entre 1916 e 1962. Ou como s&atilde;o feitas as leis. <i>Estudos Feministas, 16</i>(2), 463&#45;488.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716403&pid=S1405-2253201400030000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mello, Z. M. C. (1985). <i>Metamorfoses da riqueza: S&atilde;o Paulo, 1845&#45;1895</i>. S&atilde;o Paulo: Hucitec/Prefeitura do Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716405&pid=S1405-2253201400030000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Moura, R. S. (1924). <i>Mensagem ao Congresso Mineiro de 14 de julho de 1924</i>. Belo Horizonte: Estado de Minas Gerais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716407&pid=S1405-2253201400030000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">M&uuml;ller, E. (s. f.). <i>Moedas e bancos no Rio de Janeiro no s&eacute;culo XIX: vers&atilde;o preliminar</i>. Rio de Janeiro: Universidad Federal de Rio de Janeiro. Recuperado de <a href="http://www.ie.ufrj.br/eventos/seminarios/pesquisa/moedas_e_bancos_no_rio_de_janeiro_no_seculo_xix.pdf" target="_blank">http://www.ie.ufrj.br/eventos/seminarios/pesquisa/moedas_e_bancos_no_rio_de_janeiro_no_seculo_xix.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716409&pid=S1405-2253201400030000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pel&aacute;ez, C. M. e Suzigan, W. (1981). <i>Hist&oacute;ria monet&aacute;ria do Brasil: an&aacute;lise da pol&iacute;tica, comportamento e institui&#231;&otilde;es monet&aacute;rias</i>. Bras&iacute;lia: Universidade de Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716410&pid=S1405-2253201400030000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">S&aacute;ez, H. E. L. (2010). O 11 de setembro de 1864 da pra&#231;a carioca: a crise do Souto e a transforma&#231;&atilde;o da pol&iacute;tica econ&ocirc;mica brasileira. <i>Anais do XXX Encontro da APHES</i>. Lisboa: Universidade T&eacute;cnica de Lisboa. Recuperado de <a href="http://www.iseg.utl.pt/aphes30/docs/progdocs/HERNAN%20SAEZ.pdf" target="_blank">http://www.iseg.utl.pt/aphes30/docs/progdocs/HERNAN%20SAEZ.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716412&pid=S1405-2253201400030000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Saraiva, L. F. (2002). Estrutura de terras e transi&#231;&atilde;o do trabalho em um grande centro cafeeiro, Juiz de Fora 1870&#45;1900. <i>X Semin&aacute;rio sobre a Economia Mineira</i>. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716413&pid=S1405-2253201400030000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Seckler, J. (1888). <i>Almanach da prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo: administrativo, commercial e industrial para 1888</i>. S&atilde;o Paulo: Jorge Seckler &amp; Co.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716415&pid=S1405-2253201400030000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Servi&#231;o de Estat&iacute;stica Econ&ocirc;mica e Financeira do Tesouro Nacional (1940). <i>Quadros Estat&iacute;sticos: resumo anual de estat&iacute;sticas econ&ocirc;micas 1930&#45;1937 N. 3</i>. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional. Recuperado de <a href="http://www.memoria.nemesis.org.br" target="_blank">www.memoria.nemesis.org.br</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716417&pid=S1405-2253201400030000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Servi&#231;o de Estat&iacute;stica Econ&ocirc;mica e Financeira do Tesouro Nacional (1945). <i>Quadros Estat&iacute;sticos: Brasil 1933&#45;1942</i>. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional. Recuperado de <a href="http://www.memoria.nemesis.org.br" target="_blank">www.memoria.nemesis.org.br</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=716418&pid=S1405-2253201400030000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-1" id="nota1">1</a> A constitui&#231;&atilde;o de um sistema financeiro nacional ocorreu ao longo do s&eacute;culo XX com o avan&#231;o das institui&#231;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas ap&oacute;s a primeira grande guerra e principalmente depois a segunda grande guerra. Tal processo culminou na reformula&#231;&atilde;o do sistema ap&oacute;s 1964, com nova regulamenta&#231;&atilde;o e a cria&#231;&atilde;o do Banco Central.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-2" id="nota2">2</a> Lei 1.083 de 22 de agosto de 1860, recuperado de <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LIM/LIM1083.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LIM/LIM1083.htm</a>.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-3" id="nota3">3</a> A voca&#231;&atilde;o mais <i>popular</i> da caixa foi estabelecida desde o seu in&iacute;cio, pois os valores semanais depositados n&atilde;o deveriam superar 50$000 reis e se o total depositado ultrapassasse quatro contos deixaria de render juros. O rendimento da aplica&#231;&atilde;o deveria se assemelhar a dos t&iacute;tulos p&uacute;blicos de 6% ao ano, mas foi posteriormente reduzido em v&aacute;rios per&iacute;odos. Como as caixas eram tratadas como assist&ecirc;ncia social, elas n&atilde;o eram computadas no movimento banc&aacute;rio e, talvez por isso, muitos estudiosos dos bancos n&atilde;o as inclu&iacute;ram em suas an&aacute;lises.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-4" id="nota4">4</a> Recuperado de <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824&#45;1899/decreto&#45;2723&#45;12&#45;janeiro&#45;1861&#45;556013&#45;publicacaooriginal&#45;75580&#45;pe.html" target="_blank">http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-2723-12-janeiro-1861-556013-publicacaooriginal-75580-pe.html</a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-5" id="nota5">05</a> De acordo com o balan&#231;o da Caixa do Rio e de S&atilde;o Paulo em 1924, os valores dos depositantes (passivo) equivaliam&#45;se, grosso modo, ao em conta corrente no Tesouro Nacional ou na Delegacia Fiscal de S&atilde;o Paulo (ativo), respectivamente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-6" id="nota6">6</a> Lei 2.040 de 28 de setembro de 1871, recuperado de <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LIM/LIM2040.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LIM/LIM2040.htm</a>.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-7" id="nota7">7</a> Decreto 5.594 de 18 de abril de 1874, recuperado de <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824&#45;1899/decreto&#45;5594&#45;18&#45;abril&#45;1874&#45;550201&#45;publicacaooriginal&#45;65862&#45;pe.html" target="_blank">http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-5594-18-abril-1874-550201-publicacaooriginal-65862-pe.html</a>. Em 1878, j&aacute; existiam doze caixas nas principais prov&iacute;ncias.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-8" id="nota8">8</a> De acordo com os Relat&oacute;rios do Minist&eacute;rio da Fazenda (Brasil, 1884, Tabela 24). A segunda caixa em termos de valores depositados foi a do Par&aacute; (6.6%), seguida pela Bahia (4.7%) e Rio Grande do Sul (4.0%). Os valores apresentados nos relat&oacute;rios do Minist&eacute;rio n&atilde;o s&atilde;o iguais aos da s&eacute;rie hist&oacute;rica publicada nos relat&oacute;rios das caixas posteriormente, mas em geral pr&oacute;ximos em ordem de grandeza.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-9" id="nota9">9</a> Relat&oacute;rios do Minist&eacute;rio da Fazenda (Brasil, 1890, Tabela 19). A segunda caixa em termos de valores depositados foi a da Bahia (11.2%), seguida pelo Rio Grande do Sul (5.1%), Pernambuco (3.7%) e S&atilde;o Paulo (3.4%).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-10" id="nota10">10</a> Relat&oacute;rios do Minist&eacute;rio da Fazenda (Brasil, 1895, Tabela 20). As demais caixas em ordem de valores depositados foram as seguintes: S&atilde;o Paulo (15.3%), Pernambuco (10.2%), Rio Grande do Sul (9.4%) e Bahia e Par&aacute; (5.7%).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-11" id="nota11">11</a> Em 1912, S&atilde;o Paulo detinha 19.7% dos dep&oacute;sitos das caixas, Rio Grande do Sul 10.7% e Pernambuco 7.3%. Em 1930, S&atilde;o Paulo perfez 29.4% dos dep&oacute;sitos das caixas, Pernambuco 5.5% e o Rio Grande do Sul 4.2% (ver Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, 1941, pp. 1390&#45;1391).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-12" id="nota12">12</a> As cidades do Rio de Janeiro e S&atilde;o Paulo detinham, em 1940, 1.75 e 1 320 000 habitantes, respectivamente. O crescimento demogr&aacute;fico paulista foi superior a carioca no per&iacute;odo considerado. Salvador e Recife apresentam 289 000 e 343 000 moradores em 1940, sendo muito menores do que as duas principais cidades do pa&iacute;s. A popula&#231;&atilde;o rural carioca e paulistana representavam apenas 13.9% e 5.1% do total nesse ano. Tais dados demonstram a import&acirc;ncia do Rio de Janeiro e S&atilde;o Paulo e de sua urbaniza&#231;&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-13" id="nota13">13</a> Recuperado de <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1910&#45;1919/decreto&#45;11820&#45;15&#45;dezembro&#45;1915&#45;511987&#45;publicacaooriginal&#45;1&#45;pe.html" target="_blank">http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1910-1919/decreto-11820-15-dezembro-1915-511987-publicacaooriginal-1-pe.html</a>.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-14" id="nota14">14</a> Recuperado de <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930&#45;1939/decreto&#45;20225&#45;18&#45;julho&#45;1931&#45;503695&#45;publicacaooriginal&#45;1&#45;pe.html" target="_blank">http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-20225-18-julho-1931-503695-publicacaooriginal-1-pe.html</a>.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-15" id="nota15">15</a> Recuperado de <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930&#45;1939/decreto&#45;24427&#45;19&#45;junho&#45;1934&#45;498355&#45;norma&#45;pe.html" target="_blank">http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-24427-19-junho-1934-498355-norma-pe.html</a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-16" id="nota16">16</a> Dispomos de uma s&eacute;rie para a Bahia (1878&#45;1933), que revela uma difus&atilde;o de cadernetas e de dep&oacute;sitos reais ainda menores do que em S&atilde;o Paulo e principalmente a do Distrito Federal. A propor&#231;&atilde;o soteropolitana atingiu uma caderneta para cinco habitantes ao final da d&eacute;cada de 1920. Assim, como esperado, os grandes centros concentram o movimento financeiro.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-17" id="nota17">17</a> Consideramos como trabalhadores urbanos: oper&aacute;rios e artistas, trabalhadores, criados e empregados do com&eacute;rcio e ind&uacute;stria, excluindo os casos sem profiss&otilde;es.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-18" id="nota18">18</a> Os valores m&eacute;dios dos dep&oacute;sitos novos dos alfabetizados e n&atilde;o foram os seguintes em 1924: 780 000 e 729 000 r&eacute;is, respectivamente. A propor&#231;&atilde;o de pessoas que n&atilde;o sabiam ler e escrever entre os depositantes mostrou&#45;se semelhante &agrave; entre os habitantes do Distrito Federal no censo de 1920 (38.7 per cento).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-19" id="nota19">19</a> Tal resultado decorreu, em grande parte, dos valores depositados para os menores do sexo feminino serem muito superiores aos do masculino, que foram os seguintes em m&eacute;dia: 588 e 399 mil r&eacute;is. Talvez reflitam uma estrat&eacute;gia diferente dos pais com rela&#231;&atilde;o &agrave;s filhas em rela&#231;&atilde;o aos filhos. Por outro lado, nos valores m&eacute;dios depositados pelos maiores a diferen&#231;a entre os sexos tamb&eacute;m foi favor&aacute;vel &agrave;s mulheres: 1 000 e 913 000 r&eacute;is. Por fim, os valores depositados pelos menores eram em m&eacute;dia bem inferiores aos dos maiores, em cerca da metade.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-20" id="nota20">20</a> A correla&#231;&atilde;o entre os dep&oacute;sitos reais das caixas do Rio e de S&atilde;o Paulo mostrou&#45;se elevad&iacute;ssima (0.989).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-21" id="nota21">21</a> Em 1920, a parcela de pessoas que sabiam ler e escrever na capital do estado foi de 58.3 per cento.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-22" id="nota22">22</a> No in&iacute;cio das caixas, os dep&oacute;sitos na Caixa do Rio eram maiores do que a paulistana. Entretanto, a partir de 1885 a rela&#231;&atilde;o inverteu&#45;se at&eacute; o fim do per&iacute;odo em estudo. Uma ilustra&#231;&atilde;o do tamanho da diferen&#231;a pode ser observada para 1920, quando o dep&oacute;sito m&eacute;dio da Caixa do Rio foi de 472 000 r&eacute;is enquanto na paulistana era de 743 em 1920.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-23" id="nota23">23</a> Devemos lembrar que algumas pessoas mantinham mais de uma caderneta, assim superestimamos a difus&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-24" id="nota24">24</a> Se supuser que cada depositante det&ecirc;m apenas uma caderneta, apenas 4.1% da popula&#231;&atilde;o possu&iacute;a caderneta da caixa em 1940.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-25" id="nota25">25</a> O Banco do Brasil dessa &eacute;poca foi fruto da fus&atilde;o do banco do Mau&aacute; com o Banco Comercial do Rio de Janeiro em 1853. Houve fus&otilde;es com o Banco Comercial e Agr&iacute;cola e o Banco Rural e Hipotec&aacute;rio no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1860. Por fim, ele fundiu&#45;se com o Banco da Rep&uacute;blica dos Estados Unidos do Brasil, formando o Banco da Rep&uacute;blica do Brasil em 1892.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-26" id="nota26">26</a> Se utilizarmos as informa&#231;&otilde;es dos Relat&oacute;rios do Minist&eacute;rio da Fazenda para estimarmos os saldos depositados em todas as caixas provinciais, verificaremos que o valor depositado nas caixas era equivalente ao do Banco do Brasil em 1899.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-27" id="nota27">27</a> Franklin de Alencar Lima apresentou, como vice&#45;presidente, o relat&oacute;rio da caixa de 1901, que j&aacute; demonstrava um quadro de melhora da conjuntura: "Sucedeu ao per&iacute;odo cr&iacute;tico do &uacute;ltimo ano, criado pela situa&#231;&atilde;o econ&ocirc;mica da pra&#231;a desta capital, uma fase de opera&#231;&otilde;es normais nesta caixa econ&ocirc;mica, dando lugar a movimento regular de dep&oacute;sitos &#91;...&#93; Era de prever essa manifesta&#231;&atilde;o calma de neg&oacute;cios, resultado do estado do cr&eacute;dito p&uacute;blico e da confian&#231;a dos depositantes; e por isso, s&oacute; se verificaram no ano findo &#91;1901&#93; depress&otilde;es pouco sens&iacute;veis nas entradas realizadas no 1&#186; semestre, mas que foram compensadas pelo excesso havido no 2&#186; semestre (...)" (Caixa econ&ocirc;mica, 1902, p. 8). Al&eacute;m da crise econ&ocirc;mica e banc&aacute;ria, ele relatou alguns desfalques de funcion&aacute;rios que tamb&eacute;m pode ter abalado a confian&#231;a dos depositantes, reclamando da impunidade e morosidade da justi&#231;a na puni&#231;&atilde;o dos tr&ecirc;s culpados (Caixa Econ&ocirc;mica, 1902, pp. 12&#45;13).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-28" id="nota28">28</a> Recuperado de <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1910-1919/decreto-2986-28-agosto-1915-574919-publicacaooriginal-97996-pl.html" target="_blank">http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1910-1919/decreto-2986-28-agosto-1915-574919-publicacaooriginal-97996-pl.html</a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-29" id="nota29">29</a> O diretor da Caixa Baiana Manoel Pinto de Aguiar expressou&#45;se da seguinte forma no relat&oacute;rio de 1933: "Aumentava assim em plena crise econ&ocirc;mica e financeira o volume dos dep&oacute;sitos, realizando o espet&aacute;culo in&eacute;dito de poupan&#231;a em per&iacute;odo de crise" (Caixa econ&ocirc;mica, 1934, p. 15).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-30" id="nota30">30</a> O movimento das retiradas mostrou&#45;se bastante pr&oacute;ximo das entradas de novos dep&oacute;sitos, apresentando uma correla&#231;&atilde;o muito pr&oacute;xima de um (0.998).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-31" id="nota31">31</a> Servi&#231;o de Estat&iacute;stica Econ&ocirc;mica e Financeira do Tesouro Nacional (1940, p. 68 e 1945, p. 72).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-32" id="nota32">32</a> Al&eacute;m das caixas federais e estaduais, existiam diversas caixas privadas, das quais algumas populares e na forma de cooperativas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-33" id="nota33">33</a> Recuperado de <a href="http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/1916/lei&#45;1544&#45;30.12.1916.html" target="_blank">http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/1916/lei-1544-30.12.1916.html</a> e <a href="http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/1917/decreto&#45;2765&#45;19.01.1917.html" target="_blank">http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/1917/decreto-2765-19.01.1917.html</a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-34" id="nota34">34</a> Departamento Estadual de Estat&iacute;stica, 1940, pp. 835&#45;840.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-35" id="nota35">35</a> O relato do impacto da crise de 1929 sobre a Caixa Econ&ocirc;mica Estadual de Campinas revelou&#45;se similar a de outras localidades: "Nos &uacute;ltimos meses desse mesmo ano, ao rebentar a crise, houve uma corrida, provocada por not&iacute;cias alarmantes sobre o estado prec&aacute;rio do Tesouro do estado. No m&ecirc;s de novembro, as retiradas ascenderam a 1 523 &#91;contos&#93; tendo alcan&#231;ado s&oacute; no dia quatro a soma de 431 &#91;contos&#93;. A caixa, por&eacute;m, atendeu a todos os depositantes e, readquirindo&#45;lhes novamente confian&#231;a, pode em pouco tempo retomar a sua vida normal" (<i>Estado de S&atilde;o Paulo</i>, LVII, n. 18935, 13 de setembro de 1931, p. 6).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#nota-36" id="nota36">36</a> N&atilde;o obstante a confian&#231;a da popula&#231;&atilde;o na institui&#231;&atilde;o, verificamos a ocorr&ecirc;ncia de algumas fraudes. A mudan&#231;a do sistema de controle da caixa para mec&acirc;nico foi visto como permitindo maior controle dos dep&oacute;sitos, apontando desfalques, como informa o artigo <i>O desfalque na Caixa Econ&ocirc;mica Estadual</i> (cf. <i>Estado de S&atilde;o Paulo</i>, LIX, n. 19444, 18 de mar&#231;o de 1933, p. 9). Mais tarde, houve estelionato para sacar dep&oacute;sitos de menores (ver <i>Estado de S&atilde;o Paulo</i>, LXV, n. 21426, 5 de agosto de 1939, p. 7).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#9;<a href="#agradecimientos-1" id="agradecimientos1">*</a>&#9;Agrade&#231;o a Funda&#231;&atilde;o de Amparo a Pesquisa do estado de S&atilde;o Paulo pelo aux&iacute;lio regular n&uacute;mero 2012/09121&#45;2, que foi fundamental para o desenvolvimento da pesquisa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Sobre el autor</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Renato Leite Marcondes</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Economista y doctor en Econom&iacute;a por la Universidade de S&atilde;o Paulo. Profesor asociado de la Faculdade de Economia, Administra&#231;&atilde;o e Contabilidade de Ribeir&atilde;o Preto, Universidade de S&atilde;o Paulo. Su investigaci&oacute;n se centra en el &aacute;rea de la historia econ&oacute;mica y demogr&aacute;fica, principalmente en los temas: cr&eacute;dito, hipoteca, acumulaci&oacute;n de riqueza, caficultura, posesi&oacute;n de esclavos, desigualdad regional y comercio. Entre sus publicaciones recientes se encuentran: "O mercado brasileiro do s&eacute;culo XIX: uma vis&atilde;o por meio do com&eacute;rcio de cabotagem", <i>Revista de Economia Pol&iacute;tica</i>, vol. 32, 2012, y "Fontes censit&aacute;rias brasileiras e posse de cativos na d&eacute;cada de 1870", <i>Revista de Indias</i>, vol. 71, 2011. Correo electr&oacute;nico: &lt;<a href="mailto:rlmarcon@usp.br">rlmarcon@usp.br</a>&gt;.</font></p>      ]]></body><back>
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