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<journal-title><![CDATA[América Latina en la historia económica]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Instituto de Investigaciones Dr. José María Luis Mora]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A administração dos contratos da capitania de Minas: o contratador João Rodrigues de Macedo, 1775-1807]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Tax farming and tax farmers during colonial times is a subject comparatively little studied in Brazilian historiography. Due to the quality of the available sources, the majority of the scholarly publications corresponds to the captaincy of Minas Gerais, which in XVIIIth century produced almost all the gold received from Brazil. This paper aims at presenting the working of the tax farming systems by means of the analysis of the correspondence of one of the most prominents tax farmers in Minas Gerais, João Rodrigues de Macedo. Exception made for the royal fifths, this system constituted the way tax receipts were collected by the portuguese Crown in Brazil three centuries long.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Art&iacute;culos</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>A administra&ccedil;&atilde;o dos contratos da capitania de Minas: o contratador Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo, 1775&#150;1807</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Angelo Alves Carrara*</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">* <i>Universidade Federal de Juiz de Fora. Agrade&ccedil;o aos pareceristas an&ocirc;nimos as sugest&otilde;es feitas ao texto originalmente apresentado, que melhoraram&#150;no de forma significativa</i>.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fecha de recepci&oacute;n: julio de 2009    <br>  Fecha de aceptaci&oacute;n: agosto de 2009</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O tema dos contratos e dos contratadores durante o per&iacute;odo colonial &eacute; relativamente pouco visitado na historiografia brasileira. Dada a qualidade das fontes dispon&iacute;veis, a maior parte da produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica recente refere&#150;se &agrave; capitania de Minas Gerais, que ao longo do s&eacute;culo XVIII produziu a quase totalidade do ouro extra&iacute;do no Brasil. Este artigo tem por objeto a atua&ccedil;&atilde;o de um dos mais destacados contratadores de Minas Gerais, Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo. O objetivo &eacute; apresentar, por meio da an&aacute;lise da sua correspond&ecirc;ncia, o funcionamento do sistema de contratos que ao longo de tr&ecirc;s s&eacute;culos constituiu a forma de arrecada&ccedil;&atilde;o dos tributos da coroa portuguesa no Brasil, com exce&ccedil;&atilde;o dos quintos reais.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#150;chave</b>: Minas Gerais, contratos, contratadores, fiscalidade.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Abstract</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tax farming and tax farmers during colonial times is a subject comparatively little studied in Brazilian historiography. Due to the quality of the available sources, the majority of the scholarly publications corresponds to the captaincy of Minas Gerais, which in XVIIIth century produced almost all the gold received from Brazil. This paper aims at presenting the working of the tax farming systems by means of the analysis of the correspondence of one of the most prominents tax farmers in Minas Gerais, Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo. Exception made for the royal fifths, this system constituted the way tax receipts were collected by the portuguese Crown in Brazil three centuries long.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Minas Gerais, tax farming, tax farmer, taxation.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Otema dos contratos e dos contratadores de tributos durante o per&iacute;odo colonial &eacute; relativamente pouco visitado na historiografia brasileira. Nas obras panor&acirc;micas tradicionais, a atua&ccedil;&atilde;o dos contratadores &eacute; apenas mencionada, como consequ&ecirc;ncia do tratamento do objeto central da an&aacute;lise &#150;necessariamente, os negociantes. Mas uma aten&ccedil;&atilde;o renovada vem ganhando for&ccedil;a nos &uacute;ltimos anos. Sem d&uacute;vida, os atores centrais permanecem sendo os negociantes, mas a inova&ccedil;&atilde;o na abordagem est&aacute; na &ecirc;nfase conferida &agrave; atua&ccedil;&atilde;o deles na arremata&ccedil;&atilde;o dos contratos de tributos. Dada a qualidade das fontes dispon&iacute;veis, o maior volume da produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica recente toca a Minas Gerais, mas h&aacute; igualmente trabalhos para outras capitanias.<sup><a href="#notas">1</a></sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Luiz Ant&ocirc;nio Silva Ara&uacute;jo, por exemplo, identificou as articula&ccedil;&otilde;es e as sociedades (geralmente tempor&aacute;rias) estabelecidas pelos arrematadores de contratos, bem como a constitui&ccedil;&atilde;o de redes que envolviam o lucrativo neg&oacute;cio dos direitos e tributos r&eacute;gios. Seus estudos permitem perceber com clareza as consequ&ecirc;ncias provocadas pela minera&ccedil;&atilde;o sobre o regime de arrecada&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria por meio de contratos: de um lado, o processo de centraliza&ccedil;&atilde;o mon&aacute;rquica empreendido nos anos 1710 e 1720, quando os contratos passam a ser arrematados exclusivamente em Lisboa e, de outro lado, j&aacute; noutra conjuntura, um fortalecimento dos grupos locais no controle dos contratos a partir da d&eacute;cada de 1770. Essa amplia&ccedil;&atilde;o do controle local do sistema de arremata&ccedil;&atilde;o, contudo, teve um custo elevado para a metr&oacute;pole, que viu diminuir ano a ano a solv&ecirc;ncia dos contratadores da segunda metade do s&eacute;culo XVIII. As raz&otilde;es dessa inadimpl&ecirc;ncia chamaram a aten&ccedil;&atilde;o de Felipe Rodrigues de Oliveira, que encontrou, na contabilidade dos contratadores, elementos suficientes para demonstrar que n&atilde;o era por simples falta de rendimentos que as d&iacute;vidas se acumulavam. Outros fatores foram fundamentais, como a amplia&ccedil;&atilde;o do poder dos agentes localmente respons&aacute;veis pela arrecada&ccedil;&atilde;o dos tributos. H&aacute; de se reconhecer, no entanto, o muito que h&aacute; de se fazer nesse campo.<sup><a href="#notas">2</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Este artigo tem por objetivo contar um pouco da hist&oacute;ria de uma ilus&atilde;o &#150;a da opul&ecirc;ncia das minas&#150; logo transmutada na desilus&atilde;o pela sua geral decad&ecirc;ncia &#150;por meio do tema da administra&ccedil;&atilde;o dos contratos das entradas arrematados por um dos mais destacados contratadores de tributos, Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo. Sua casa em Ouro Preto permanece como s&iacute;mbolo mais consp&iacute;cuo de sua atua&ccedil;&atilde;o, e tamb&eacute;m de seu infort&uacute;nio como homem de neg&oacute;cio, pois que sua fal&ecirc;ncia determinou a instala&ccedil;&atilde;o nela de todo o aparato fiscal de Minas, pelo que passou a ser conhecida como Casa dos Contos. Ser&aacute; necess&aacute;rio aguardar, contudo, que pesquisas futuras na contabilidade de Macedo para responder &agrave; quest&atilde;o de at&eacute; que ponto pode&#150;se considerar que seu infort&uacute;nio &agrave; frente da administra&ccedil;&atilde;o dos contratos mais rent&aacute;veis da capitania de Minas tenha sido um mero &#151;em verdade, gigantesco&#151; erro de c&aacute;lculo.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>COBRAN&Ccedil;A E ARRECADA&Ccedil;&Atilde;O DOS TRIBUTOS EM MINAS GERAIS, S&Eacute;CULO XVIII </b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">At&eacute; o final do s&eacute;culo XVIII, a cobran&ccedil;a dos tributos no Brasil, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o dos quintos reais, raramente foi feita por agentes do Estado. A coroa portuguesa considerava mais conveniente colocar em leil&atilde;o a cobran&ccedil;a de um determinado tributo por meio de contratos em que se acordavam o tempo de dura&ccedil;&atilde;o e o valor que o contratador deveria pagar ao Estado. Se ao final do per&iacute;odo de vig&ecirc;ncia do acordo o contratador conseguisse cobrar dos contribuintes um valor superior ao acordado com a coroa, ele teria lucro. Se o valor arrecadado fosse inferior ou se parte importante da cobran&ccedil;a n&atilde;o pudesse ser feita, ele amargaria preju&iacute;zo. Para a Real Fazenda, a vantagem consistia na garantia de pagamento pelo contratador, que assumia a responsabilidade pelo valor total arrematado, al&eacute;m das despesas referentes &agrave; administra&ccedil;&atilde;o. Para muitos negociantes, por sua vez, a participa&ccedil;&atilde;o nesses contratos representou uma oportunidade de expans&atilde;o de seus neg&oacute;cios.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Esta cren&ccedil;a arraigada das autoridades metropolitanas na maior efic&aacute;cia do sistema de arrendamento dos tributos &eacute; muitas vezes exposta claramente na legisla&ccedil;&atilde;o e na correspond&ecirc;ncia oficial, como o mostra a ordem r&eacute;gia de 4 de fevereiro de 1711, que instituiu o mais importante imposto da capitania de Pernambuco no s&eacute;culo XVIII, a d&iacute;zima da Alf&acirc;ndega: "por ter mostrado a experi&ecirc;ncia que, arrendando&#150;se por contrato estes direitos, h&atilde;o de produzir muito mais que administrando&#150;se pela Fazenda Real".<sup><a href="#notas">3</a></sup> O fato de os quintos n&atilde;o terem sido cobrados pelo sistema de arrendamento n&atilde;o pode rigorosamente ser considerado uma exce&ccedil;&atilde;o: houve momentos em que a coroa pensou em faz&ecirc;&#150;lo, mas julgou muito mais conveniente estabelecer uma quota anual fixa para este tributo, que na primeira metade do s&eacute;culo XVIII foi cobrado de cinco maneiras diferentes.<sup><a href="#notas">4</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Obviamente, o sistema de contratos n&atilde;o estava imune &agrave; fraude e &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o. H&aacute; in&uacute;meros exemplos disto nos s&eacute;culos XVII e XVIII. Al&eacute;m disto, por diversas vezes os contratadores recorriam a sua majestade para isent&aacute;&#150;los do pagamento do valor do contrato. No caso dos d&iacute;zimos, por exemplo, o contratador n&atilde;o teria como cobr&aacute;&#150;los se a colheita sofresse uma forte baixa em decorr&ecirc;ncia de uma seca ou uma chuva prolongada, ou de uma epidemia. Para os contratadores da pesca da baleia, tamb&eacute;m as causas naturais poderiam provocar perdas consider&aacute;veis. J&aacute; no contrato da d&iacute;zima da Alf&acirc;ndega, o problema estava na possibilidade de n&atilde;o haver frota num determinado ano.<sup><a href="#notas">5</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ao longo do s&eacute;culo XVIII, os tributos de maior rendimento e respons&aacute;veis pela quase totalidade das receitas da Real Fazenda da capitania de Minas Gerais foram os d&iacute;zimos e as entradas de mercadorias. Os d&iacute;zimos correspondiam &agrave; d&eacute;cima parte da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola e pastoril destinada &agrave; venda. J&aacute; o tributo das entradas de mercadorias teve sua origem nos acordos feitos em 1715 entre os representantes dos habitantes de Minas e as autoridades metropolitanas para o pagamento dos quintos devidos ao rei. Naquela ocasi&atilde;o, al&eacute;m do montante m&iacute;nimo de ouro correspondente ao quinto, acordou&#150;se que todas as mercadorias importadas pelos mineiros seriam taxadas e o valor arrecadado seria incorporado ao total remetido ao rei. Mais tarde, mesmo ap&oacute;s um novo acordo que tornou o sistema de pagamento do quinto mais duradouro ao mesmo tempo em que elevava o valor m&iacute;nimo a ser remetido ao rei, o tributo das entradas n&atilde;o foi extinto. Ao contr&aacute;rio, passou a representar a fonte da maior receita da Fazenda Real.<sup><a href="#notas">6</a></sup> Explico melhor: de longe os quintos do ouro respondiam pela maior parte dos rendimentos fiscais n&atilde;o apenas de Minas, mas de todo o Estado do Brasil ao longo do s&eacute;culo XVIII. Para se fazer id&eacute;ia clara disto: dos quase 60 000 contos de r&eacute;is recebidos pela coroa em remessas l&iacute;quidas entre 1720 e 1807, Minas foi respons&aacute;vel por pouco mais de 40 000 contos de r&eacute;is, o equivalente a 100 toneladas de ouro.<sup><a href="#notas">7</a></sup> A quase totalidade dessas remessas correspondiam ao rendimento dos quintos reais, considerado direito r&eacute;gio e, como tal, sujeito a uma contabilidade &agrave; parte, j&aacute; que, desde o princ&iacute;pio de seu estabelecimento, foi sempre considerado de uso exclusivo de sua majestade. Dito de outra maneira: os quintos at&eacute; 1772 nunca foram incorporados &agrave; massa dos rendimentos totais da Real Fazenda em nenhuma das capitanias do Estado do Brasil, sendo remetidos sempre diretamente ao rei, que deles dispunha segundo seus interesses particulares. Da&iacute; constitu&iacute;rem naturalmente a maior parte das remessas l&iacute;quidas para a metr&oacute;pole (<a href="#g1">gr&aacute;fico 1</a>).</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="g1"></a></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/alhe/n35/a2g1.jpg"></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">S&oacute; para se ter uma id&eacute;ia, no tri&ecirc;nio de 1762 a 1764 os d&iacute;zimos renderam aos cofres da Provedoria da Real Fazenda de Minas 229:530$000, enquanto que as entradas atingiram a cifra de 587:040$000 r&eacute;is, quase tr&ecirc;s vezes mais. A soma do valor arrecadado com estes dois tributos era suficiente para comprar 1 952.15 kg de ouro em barra. Os quintos renderam no mesmo per&iacute;odo 2 950.13 kg de ouro.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Toda essa engrenagem ruiu em 1789, quando o sistema de contratos foi definitivamente abandonado, a Real Fazenda assumindo inteiramente o controle da arrecada&ccedil;&atilde;o. As raz&otilde;es podem ser diferentes em cada capitania, mas para Minas, sem d&uacute;vida, os motivos devem ser buscados na intimidade com que os homens de neg&oacute;cio participavam da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Segundo Kenneth Maxwell, a pol&iacute;tica metropolitana para as col&ocirc;nias tinha chegado a uma situa&ccedil;&atilde;o de confronto direto com a plutocracia colonial que, antes da queda de Pombal (em 1777), direta ou indiretamente exercera o governo de Minas Gerais. Por conta disto, "n&atilde;o havia parcela da elite no poder em Minas que n&atilde;o fosse afetada, de um modo ou de outro, pelas instru&ccedil;&otilde;es &#91;do secret&aacute;rio de Estado dos Neg&oacute;cios da Marinha e Ultramar, Martinho&#93; de Melo e Castro".<sup><a href="#notas">8</a></sup> Mas j&aacute; no princ&iacute;pio da d&eacute;cada de 1770 a coroa havia come&ccedil;ado a restringir a atua&ccedil;&atilde;o dos contratadores, e coincide com uma conjuntura de baixa nos rendimentos fiscais. Em Minas, a primeira a&ccedil;&atilde;o nesse sentido voltou&#150;se para o contrato dos diamantes: no final de 1771 o sistema de contratos foi extinto e a extra&ccedil;&atilde;o das pedras preciosas passou a ser feita por um &oacute;rg&atilde;o para esse fim criado pela coroa portuguesa, a Real Extra&ccedil;&atilde;o dos Diamantes.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ora, de todos os contratadores que ao longo do s&eacute;culo XVIII arremataram os contratos dos maiores tributos da capitania de Minas Gerais, dois de longe se destacam de maneira singular: Jo&atilde;o de Souza Lisboa e Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo. O primeiro foi contratador dos d&iacute;zimos em quatro tri&ecirc;nios, de 1750 a 1758, e de 1762 a 1764, e das entradas, de 1762 a 1764.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O per&iacute;odo de atua&ccedil;&atilde;o de Jo&atilde;o de Souza Lisboa como contratador coincide, sen&atilde;o com o de maior produ&ccedil;&atilde;o aur&iacute;fera, ao menos com o de maior solv&ecirc;ncia para com o direito r&eacute;gio dos quintos. Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo arrematou contratos numa conjuntura muito diversa: a partir de 1761, os quintos n&atilde;o mais atingiram as cem arrobas anuais prometidas ao rei. Come&ccedil;aram ent&atilde;o a ficar claros os problemas de arrecada&ccedil;&atilde;o dos impostos para os administradores da capitania, que passaram a se indagar sobre os m&eacute;todos capazes de tornar mais eficazes a cobran&ccedil;a dos tributos, no intuito de evitar a <i>t&atilde;o evidente como fatal ru&iacute;na </i>da capitania, nas palavras de um governador.<sup><a href="#notas">9</a></sup> Nos fins da d&eacute;cada de 1760, &agrave;s v&eacute;speras da cobran&ccedil;a de nova derrama, retornaram as advert&ecirc;ncias acerca da decad&ecirc;ncia. Em carta ao conde de Oeiras, o governador da capitania informava em 2 de dezembro de 1769 a <i>decad&ecirc;ncia dos grandes servi&ccedil;os minerais</i>.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Jo&atilde;o de Souza Lisboa marca o fim de uma &eacute;poca, e Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo o in&iacute;cio de outra. Entre um e outro, os contratos foram cobrados pela Real Fazenda: os d&iacute;zimos de 1765 a 1767 e de 1771 n&atilde;o encontraram quem os quisesse arrematar, e o maior de todos, o das entradas, de 1765 a 1775, experimentaram a mesma situa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; surpreendente, contudo, o aparente erro de c&aacute;lculo de Macedo ao arrematar os contratos das entradas em 1776. Nas palavras de Tarq&uuml;&iacute;nio Oliveira: "se o principal contrato, o das entradas, em onze anos de administra&ccedil;&atilde;o pela Real Fazenda em &eacute;poca mais pr&oacute;spera, gerara brutos 160 contos de m&eacute;dia anual, sem ter propinas, ter&ccedil;as partes e obras pias a pagar, e tampouco quintos sobre o ouro como moeda de pagamento, como poderia o rendeiro assumir o <i>quantum </i>m&eacute;dio anual superior?"<sup><a href="#notas">10</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Acrescente&#150;se a isto a despesa com a comiss&atilde;o sobre as cobran&ccedil;as paga aos administradores, que girava em torno de 8%. Apesar disto tudo, Macedo arrematou as entradas das capitanias de Minas Gerais, S&atilde;o Paulo, Goi&aacute;s e Mato Grosso, em dois tri&ecirc;nios: de 1776 a 1778 e de 1779 a 1781, por 944 contos livres para a Real Fazenda, al&eacute;m dos d&iacute;zimos da capitania de Minas, de 1 de agosto a 31 de dezembro de 1783.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>AS ENTRADAS DE MERCADORIAS </b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Conforme os acordos de 1715, cada carga de fazenda seca (em geral, tecidos) que entrasse na capitania pagava 1&#189; oitava de ouro (isto &eacute;, 2$250 r&eacute;is), a de molhado (g&ecirc;neros comest&iacute;veis e ferragens) &#189; oitava (750 r&eacute;is), cada cabe&ccedil;a de gado bovino em &#189; oitava, e duas oitavas (3$000 r&eacute;is) por cada escravo que se importasse.<sup><a href="#notas">11</a></sup> Esta cobran&ccedil;a era feita em postos aduaneiros denominados contagens ou registros, localizados nos principais pontos de acesso da capitania, nos quais se examinavam "as caravanas de tropas de carga", e se procedia ao registro das mercadorias transportadas. &Eacute; importante ressaltar que "grande parte dos lan&ccedil;amentos se faz para liquida&ccedil;&atilde;o <i>a posteriori</i>, isto &eacute;, nos locais a que se destinavam as mercadorias, mediante cr&eacute;ditos emitidos pelos comerciantes ou pelos tropeiros".<sup><a href="#notas">12</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em 1717 estavam estabelecidas tr&ecirc;s contagens de entrada de mercadorias na capitania: o do Rio Grande, no caminho para S&atilde;o Paulo; o das Ab&oacute;boras, no caminho para a Bahia; e o do Caminho Novo, no caminho para o Rio de Janeiro. Enquanto que a importa&ccedil;&atilde;o de mercadorias pela capitania de Minas Gerais passava pelos registros ao sul e ao norte, pelas contagens do Sert&atilde;o circulavam as fazendas sertanejas: carne&#150;seca de vaca e de porco, sal da terra, couros, rapaduras, peixe seco, al&eacute;m do gado vacum e cavalar. &Agrave; medida que o porto do Rio de Janeiro ia se tornando preferencial no destino das mercadorias despachadas da metr&oacute;pole, a liga&ccedil;&atilde;o entre esse porto e as Minas pelo Caminho Novo respondia de maneira direta. Entre 1765 e 1768, o Caminho Novo respondia por tr&ecirc;s quartas partes do rendimento total das entradas. O registro da Mantiqueira participava com 6.2%, e todos os demais registros somados contribu&iacute;am com 18.66%. Pelo Caminho Novo entraram para a capitania de Minas neste mesmo per&iacute;odo 91.85% de todos os escravos, 92.80% de toda a fazenda seca, 78.85% de toda a carga de molhados. Dentro desta rubrica de molhados estavam inclu&iacute;dos 92% de todo o sal do reino e 100% de toda a p&oacute;lvora e de todos os instrumentos e utens&iacute;lios de metal.<sup><a href="#notas">13</a></sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os demais registros tinham rendimentos bem mais modestos. Pelos registros ou contagens do Zabel&ecirc;, Jequitib&aacute;, Ab&oacute;boras (transferido depois para Sete Lagoas) e Jaguara passavam as cargas de fazendas sertanejas que demandavam a zona mineradora central, formada pelo termo de Ouro Preto e pelas freguesias mineradoras dos termos de Sabar&aacute;, Caet&eacute; e Mariana. De maneira geral, carne&#150;seca dos vales dos rios Verde e Gorutuba, reses dos currais do vale do rio das Velhas, peixe e sal da Barra do Rio das Velhas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os registros situados &agrave; roda de Pitangui &#151;Ribeir&atilde;o d'Areia, Pitangui e On&ccedil;a do Pitangui&#151; controlavam especialmente a passagem de reses dos currais dos vales do rio Paraopeba e do S&atilde;o Francisco. O do Ribeir&atilde;o d'Areia localizava&#150;se na bifurca&ccedil;&atilde;o que a estrada de Pitangui para Pomp&eacute;u, ao norte, e para Macacos, a leste (na foz desse ribeir&atilde;o no rio Paraopeba), fazia no ribeir&atilde;o hom&ocirc;nimo; o do On&ccedil;a e do Pitangui, nas proximidades das localidades hom&ocirc;nimas.</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a href="/img/revistas/alhe/n35/html/a2mapa.htm" target="_blank">Mapa 1</a> </font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A Demarca&ccedil;&atilde;o Diamantina era rodeada pelos registros do Caet&eacute;&#150;mirim, P&eacute; do Morro, Rabelo, Inhacica e Galheiro. O de Caet&eacute;&#150;mirim estava situado no ribeir&atilde;o hom&ocirc;nimo, na estrada do Tijuco para a Barra do Rio das Velhas, costeando o Espinha&ccedil;o; o do P&eacute; do Morro, na estrada do Tijuco para Itacambira, pr&oacute;ximo ao atual munic&iacute;pio de Desembargador Otoni; o do Rabelo, na estrada do Tijuco para a Barra do Rio das Velhas, pela fazenda da Forquilha, pr&oacute;ximo a Rodeador; o de Inhacica, na estrada do Bonfim (atual munic&iacute;pio de Bocai&uacute;va) ao Tijuco, na foz do c&oacute;rrego hom&ocirc;nimo no Jequitinhonha; o do Galheiro, na foz do Para&uacute;na no rio das Velhas, na estrada do Tijuco e do Serro para o Curvelo, passando pela fazenda Duas Barras.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O arraial de Paracatu estava cercado por cinco registros a dist&acirc;ncia m&eacute;dia de duas l&eacute;guas: Olhos d'&Aacute;gua, Nazar&eacute;, S&atilde;o Lu&iacute;s, Santo Ant&ocirc;nio e Santa Isabel. O de Olhos d'&Aacute;gua, a noroeste, situava&#150;se no caminho que do Paracatu ia para Goi&aacute;s; o de Nazar&eacute;, a sudeste, nas proximidades da atual cidade de V&aacute;rzea do Moinho, aos p&eacute;s da Serra do Mota, na bifurca&ccedil;&atilde;o dos caminhos para a foz do Escuro no rio da Prata e para o Porto do Bezerra, no ribeir&atilde;o hom&ocirc;nimo; o de S&atilde;o Lu&iacute;s, ao norte, numa variante do caminho para S&atilde;o Rom&atilde;o; o de Santo Ant&ocirc;nio, a nordeste, no caminho para S&atilde;o Rom&atilde;o; e o de Santa Isabel, a sudoeste, no ribeir&atilde;o do mesmo nome.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O abastecimento do termo de Minas Novas era controlado pelos registros de Tocambira (Itacambira), Jequitinhonha (em alguns anos transferido para Ara&ccedil;ua&iacute;), Rio Pardo e Sim&atilde;o Vieira. O de Itacambira localizava&#150;se no atual munic&iacute;pio hom&ocirc;nimo, no entroncamento das estradas de Minas Novas para o Bonfim (atual munic&iacute;pio de Bocai&uacute;va), e do Tijuco para Gr&atilde;o Mogol; o de Rio Pardo, no atual munic&iacute;pio hom&ocirc;nimo; o do Jequitinhonha, ou Passagem da Bahia, nas proximidades do atual munic&iacute;pio de Coronel Murta (ou no atual munic&iacute;pio de Ara&ccedil;ua&iacute;, quando para a&iacute; foi transferido); o de Sim&atilde;o Vieira, pr&oacute;ximo ao distrito de Ca&ccedil;aratiba (no munic&iacute;pio de Turmalina), na estrada para o Bonfim.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O registro de Sim&atilde;o Vieira testemunhou um circuito de diminut&iacute;ssima import&acirc;ncia comercial. As mercadorias que passavam por Itacambira provinham principalmente do vale do rio Verde. Por Ara&ccedil;ua&iacute;, provenientes da Bahia, passavam os escravos, a fazenda seca, os molhados, a farinha do reino, os cavalos, a ferragem e o bacalhau; o sal, o a&ccedil;&uacute;car, a carne&#150;seca e o peixe do rio S&atilde;o Francisco e do vale do Gorutuba; e o gado vacum das fazendas do sert&atilde;o do Rio Pardo (munic&iacute;pios atuais de Espinosa, Salinas, Monte Azul e S&atilde;o Jo&atilde;o do Para&iacute;so).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O fluxo mercantil dos registros de Itajub&aacute;, Jacu&iacute;, Mandu, Jaguari e Ouro Fino testemunham a articula&ccedil;&atilde;o precoce do sul e sudoeste de Minas Gerais com o norte de S&atilde;o Paulo (mais tarde, o de Toledo foi instalado no atual munic&iacute;pio hom&ocirc;nimo, na estrada de Ouro Fino para Bragan&ccedil;a Paulista).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>O SISTEMA DE COBRAN&Ccedil;A</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para a cobran&ccedil;a do imposto das entradas aos comerciantes propriet&aacute;rios das mercadorias transportadas organizou&#150;se um amplo aparato administrativo. Para tal, os contratadores contavam em cada cabe&ccedil;a de comarca, vila ou arraial mais importante de um "continente" (regi&atilde;o) da capitania com administradores gerais ou cobradores. Em cada registro havia um administrador, pago pelo contrato, e um fiel, ou fiscal, pago pela Real Fazenda (<a href="#f1">figura 1</a>).</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="f1"></a></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/alhe/n35/a2f1.jpg"></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Toda esta engrenagem devia funcionar perfeitamente para que, ao final de um determinado per&iacute;odo, fossem honrados n&atilde;o apenas a d&iacute;vida do contratador para com a Real Fazenda, mas igualmente com seus eventuais credores e s&oacute;cios. Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo, por exemplo, tinha&#150;os muitos no Rio de Janeiro, como o capit&atilde;o Br&aacute;s Carneiro Le&atilde;o, o tenente Lu&iacute;s Ant&ocirc;nio Tinoco, o capit&atilde;o Ant&ocirc;nio Gomes Barros, Ant&ocirc;nio Ribeiro de Avelar, Ant&ocirc;nio Correia de Paiva, Bento Gomes (tio do contratador), Manuel Mendes de Oliveira, Manuel Bento da Silva e Tom&aacute;s Gon&ccedil;alves. &Eacute; nesse sentido que os contratadores detinham as melhores redes de informa&ccedil;&atilde;o da capitania de Minas Gerais.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os administradores dos registros deviam "ser bons e bem afian&ccedil;ados", isto &eacute;, "passar obriga&ccedil;&atilde;o e fian&ccedil;a &#91;...&#93; abonada por pessoa capaz que afinal responda por eles". Isto porque muitas vezes os administradores dos registros permitiam a passagem das pessoas que transportavam mercadorias sob a condi&ccedil;&atilde;o de elas pagarem o valor devido das entradas posteriormente. Por serem respons&aacute;veis por estes d&eacute;bitos em aberto, os administradores deveriam apresentar um termo de compromisso (obriga&ccedil;&atilde;o) e fian&ccedil;a (avalista). Caso algum deles n&atilde;o tivesse "os requisitos necess&aacute;rios", o cobrador deveria logo informar ao contratador para ser dado o "rem&eacute;dio a tempo". Cada administrador de registro deveria remeter todos os meses ao contratador uma lista do rendimento no per&iacute;odo (os administradores dos registros de Cuiab&aacute; deveriam mandar as listas "em todas as mon&ccedil;&otilde;es"). Al&eacute;m disto, no princ&iacute;pio de cada ano cada administrador deveria preparar um balan&ccedil;o com vistas a que fosse conhecido "o rendimento do registro, o que temos recebido, que h&aacute; de constar por clarezas e os cr&eacute;ditos que est&atilde;o por cobrar".<sup><a href="#notas">14</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em geral, os administradores recebiam comiss&atilde;o de 8% sobre o rendimento total do registro sob sua responsabilidade, mas os da comarca do Serro Frio tradicionalmente tinham direito a 15 por cento.<sup><a href="#notas">15</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Al&eacute;m dos administradores, em cada contagem havia um fiel pertencente &agrave; tropa paga da capitania, respons&aacute;vel pelo patrulhamento dos caminhos, ou como explicava o contratador: o "soldado &eacute; para cobran&ccedil;a, quando carecer, e principalmente para patrulhar as picadas que houver, em por onde se podem introduzir extravios".<sup><a href="#notas">16</a></sup> Apesar de o contratador n&atilde;o julgar "conveniente o administrador de um registro ser &#91;tamb&eacute;m seu&#93; fiel", nomeou as mesmas pessoas para servirem ao mesmo tempo de fiel e administrador dos registros de Santa Isabel, Olhos d'&Aacute;gua e S&atilde;o Lu&iacute;s, por indica&ccedil;&atilde;o do governador: "n&atilde;o posso repugnar a esta determina&ccedil;&atilde;o de sua excel&ecirc;ncia, pois conhe&ccedil;o que ele n&atilde;o quer o preju&iacute;zo de ningu&eacute;m".<sup><a href="#notas">17</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">J&aacute; os cobradores ou administradores gerais eram respons&aacute;veis pela cobran&ccedil;a dos d&eacute;bitos junto aos comerciantes propriet&aacute;rios das mercadorias importadas. Como fiscais do contratador, deveriam "freq&uuml;entar em visitas todos os registros em ordem a despertarem para n&atilde;o haver preju&iacute;zo".<sup><a href="#notas">18</a></sup> O recebimento destas cobran&ccedil;as poderia ser de v&aacute;rias maneiras, em moeda corrente ou, como era mais comum, em ouro (haja vista que esta era moeda corrente em Minas Gerais at&eacute; 1808). Por&eacute;m, os ouros recebidos em p&oacute; deviam "ser limpos para se n&atilde;o experimentar preju&iacute;zo na fundi&ccedil;&atilde;o".<sup><a href="#notas">19</a> </sup>Quando n&atilde;o houvesse "outro rem&eacute;dio", os recebimentos deveriam ser feitos em "bilhetes da Real Extra&ccedil;&atilde;o &#91;dos Diamantes&#93;, pois sem embargo de que custam a cobrar, sempre &eacute; bom ir recebendo".<sup><a href="#notas">20</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A conseq&uuml;&ecirc;ncia inevit&aacute;vel para os extraviadores era o confisco. Caso fossem necess&aacute;rias buscas em algumas casas, n&atilde;o deviam ser impedidas, principalmente quando se tivesse "quase ci&ecirc;ncia certa &#91;<i>sic</i>&#93; que nelas est&atilde;o efeitos desencaminhados, e tudo se pode fazer sem escandalizar".<sup><a href="#notas">21</a></sup> Nestes casos, o contratador julgava "conveniente dar a metade dos confiscos aos denunciantes" dos extravios. Al&eacute;m disto, n&atilde;o considerava ser "mau &#91;...&#93; mandar fazer uma admoesta&ccedil;&atilde;o nas igrejas, em que diga quer tirar carta de excomunh&atilde;o para todos aqueles que souberem ou derem aux&iacute;lio a extraviadores dos direitos dos contratos das entradas". Por outro lado, Macedo entendia n&atilde;o ser justo que as custas dos processos de confiscos se cobrassem dos confiscados, "pois eles bem castigados ficam em perder a sua fazenda, e assim as sobreditas custas ser&atilde;o tiradas do que ficar pertencendo ao contrato".<sup><a href="#notas">22</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>ILUS&Atilde;O, DECEP&Ccedil;&Atilde;O E DES&Acirc;NIMO </b> </font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Iniciado o contrato, o Macedo logo de in&iacute;cio se decepcionou com o resultado dos rendimentos dos meses de janeiro a junho de 1776, especialmente os dos registros das comarcas do Serro Frio, dos "continentes" do Paracatu e Minas Novas e do registro da Mantiqueira. A um e outro administrador ponderava: "o &#91;rendimento&#93; foi muito diminuto. Deus permita que os seguintes sejam mais avultados"; "vejo n&atilde;o ser o rendimento como desejava; por&eacute;m Deus h&aacute; de permitir que nos meses seguintes seja maior".<sup><a href="#notas">23</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">De in&iacute;cio, Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo atribu&iacute;a esta diminui&ccedil;&atilde;o aos "descaminhos", ou seja, ao contrabando. Por isto, em junho e agosto de 1776 mostrava&#150;se inclinado a solicitar o refor&ccedil;o no patrulhamento pela tropa paga da capitania: "hei de mandar a vossa merc&ecirc; ordem do senhor general para o comandante mandar patrulhar, na forma que se praticava quando se custeou por conta da Real Fazenda".<sup><a href="#notas">24</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">De fato, o contratador tinha muitos motivos para pensar que a redu&ccedil;&atilde;o dos rendimentos decorressem das fraudes. No registro do Jaguari, por exemplo, Macedo tinha "not&iacute;cia que ... &#91;o administrador&#93; costumava ... deixar passar bestas e cavalos com diminuta carga para por este modo deixarem os que passam de pagar os direitos devidos".<sup><a href="#notas">25</a></sup> Esta forma de burlar a fiscaliza&ccedil;&atilde;o era j&aacute; conhecida h&aacute; algum tempo, e deu motivo a uma carta r&eacute;gia de 30 de maio de 1772, em que se demonstra n&atilde;o ser uma exclusividade deste registro:</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">D. Jo&atilde;o &#91;...&#93; Pr&iacute;ncipe regente &#91;...&#93; Fa&ccedil;o saber a v&oacute;s, administrador dos direitos das entradas do registro do Rabelo, que sendo constante na junta da minha Real Fazenda desta capitania os diversos meios fraudulentos que praticam os comboieiros de bestas novas e cavalos que entram pelos registros desta capitania para dentro dela para furtivamente deixarem de pagar os direitos devidos, e pondo&#150;lhes umas pequenas cargas para poderem passar na lembran&ccedil;a de mostrarem que n&atilde;o s&atilde;o novas, pagando os direitos dessas diminutas cargas e deixando de o fazer dos ditos animais.</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em maio de 1780 Macedo tomou conhecimento pelo administrador do registro do Ribeir&atilde;o d'Areia, Ant&ocirc;nio Machado de Andrade, de um "anovado caminho que seguem os contrabandistas por fora dos registros, com preju&iacute;zo dos cr&eacute;ditos do contrato". Na resposta a este administrador, Macedo dizia estar ent&atilde;o "mais bem informado, &#91;...&#93; que j&aacute; de muito tempo h&aacute; esses descaminhos". Parecia imposs&iacute;vel a Macedo que o administrador tivesse deixado de sab&ecirc;&#150;lo antes. E fulminava: "j&aacute; n&atilde;o sei pouco, e inda espero saber mais. E de uma tropa de potros vindos do sert&atilde;o e de um confisco de que brevemente espero individua&ccedil;&atilde;o. &#91;...&#93; E devo esperar de vossa merc&ecirc; a verdade neste particular, e muito mais deveria esperar de vossa merc&ecirc; termo participado no seu devido tempo; mas como n&atilde;o perco o meu direito, em todo tempo &eacute; tempo."</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Esta mesma reprimenda fizera Jo&atilde;o Rodrigues ao administrador da contagem de Sete Lagoas, Manuel Barbosa de Oliveira e ao administrador das contagens da comarca, Jo&atilde;o Ribeiro da Fonseca, dos quais tamb&eacute;m exigia a informa&ccedil;&atilde;o completa, isto &eacute;, "o que se tem passado, quem e para onde, quando e de donde &#91;<i>sic</i>&#93;, as confronta&ccedil;&otilde;es das paragens para a guarda por registro, culpados consentidores e infi&eacute;is, para n&atilde;o s&oacute; procurarem o que se deve ao contrato, se n&atilde;o para se punir, parecendo&#150;me quem merece".<sup><a href="#notas">26</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mas Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo tinha outros motivos para aborrecerse. O patrulhamento negligente, as fraudes cometidas por seus pr&oacute;prios funcion&aacute;rios e pelos fi&eacute;is, falsifica&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; propriedade das mercadorias, as desaven&ccedil;as entre os cobradores e os administradores dos registros.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A neglig&ecirc;ncia no patrulhamento requeria uma solu&ccedil;&atilde;o simples: bastava ao administrador "dar parte ao comandante". Este, no interesse do contrato &#150;e, portanto, da Real Fazenda&#150;, deveria providenciar soldados para a tarefa.<sup><a href="#notas">27</a></sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Bem mais grave era a associa&ccedil;&atilde;o para a fraude entre seus pr&oacute;prios funcion&aacute;rios. Em 1776 Macedo descobriu que o administrador do registro de S&atilde;o Lu&iacute;s se achava mancomunado com o soldado que estava no Porto do Bezerra, genro do pr&oacute;prio administrador. O soldado teria passado uma guia de 60 cargas de sal, que deviam ser 130, e mesmo as 60 teriam sido introduzidas no arraial do Paracatu sem pagarem os direitos, com o consentimento do administrador. Em consequ&ecirc;ncia, o fiel e o administrador foram substitu&iacute;dos no fim de 1776.<sup><a href="#notas">28</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Uma outra quest&atilde;o que interferia no rendimento era o gado criado nas fazendas que estavam dentro das contagens, o que ocorria frequentemente no continente das Minas Novas e na comarca do Rio das Mortes. Sobre isto, o contratador declarava n&atilde;o saber "que rem&eacute;dio se possa dar para se evitar o preju&iacute;zo que &#91;...&#93; causam ao contrato".<sup><a href="#notas">29</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Outro tipo de fraude ocorria quando a pessoa que transportava as mercadorias prestava informa&ccedil;&atilde;o falsa quanto &agrave; propriedade delas. &Eacute; o que ocorreu com Teod&oacute;sio Alves, morador em Carij&oacute;s: ao lhe serem apresentadas duas passagens feitas por Jos&eacute; Fernandes Palmeira, "duvidou pag&aacute;&#150;las por lhe n&atilde;o pertencerem". Recomendava ent&atilde;o Macedo a necessidade de ter "cuidado com estes, principalmente quando se sup&otilde;e neles a velhacaria".<sup><a href="#notas">30</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por fim, rusgas entre os administradores dos registros e os administradores gerais eram tamb&eacute;m motivo de aborrecimento para o contratador, como as diferen&ccedil;as entre Ant&ocirc;nio de Souza Teles e Meneses, administrador geral dos registros de Goi&aacute;s, e seu tio Ant&ocirc;nio de Queir&oacute;s Teles.<sup><a href="#notas">31</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Passados seis meses do in&iacute;cio da vig&ecirc;ncia do contrato, o contratador come&ccedil;ou a cuidar da cobran&ccedil;a dos cr&eacute;ditos em aberto, para o que ordenava aos cobradores lhe remetessem "todo o dinheiro que tiver, tanto de cobran&ccedil;as como feito &agrave; vista". A norma geral era n&atilde;o deixar que as d&iacute;vidas ficassem "velhas nos devedores do contrato".<sup><a href="#notas">32</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Um ano depois, em julho de 1777, a press&atilde;o parece ter aumentado e, com ela, a impaci&ecirc;ncia de Macedo: "quero que todos que me devem me paguem dentro de seis meses".<sup><a href="#notas">33</a></sup> Nesse momento, o contratador come&ccedil;ou a exasperar&#150;se e a referir&#150;se &agrave; "grande decad&ecirc;ncia em que se acham estas minas".<sup><a href="#notas">34</a></sup> Ao enviar nessa &eacute;poca a seu s&oacute;cio no Rio de Janeiro, Ant&ocirc;nio Gon&ccedil;alves Ledo, a quantia 12:224$540 r&eacute;is para pagamento das d&iacute;vidas com seus credores, desabafava: "assim havemos de ir diminuindo a carga, pois na ocasi&atilde;o presente n&atilde;o temos coisa que nos d&ecirc; mais cuidado, se n&atilde;o fosse correrem as coisas t&atilde;o avessas". Por&eacute;m, parecia animar&#150;se ao receber not&iacute;cias da chegada ao Rio de Janeiro de navios do Porto e de Lisboa, o que considerava &uacute;til para seus contratos: "permita Deus que ainda havemos de ter felicidade".<sup><a href="#notas">35</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Foi talvez este esp&iacute;rito otimista que levou Macedo a arrematar nova&#150;mente o contrato das entradas para o tri&ecirc;nio seguinte, de 1779 a 1781. Para sua infelicidade, por&eacute;m, as coisas continuaram a correr avessas no ano seguinte, que parece ter sido especialmente apertado para Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo. No princ&iacute;pio de 1778 declarou o contratador ao capit&atilde;o Ant&ocirc;nio Barbosa da Silva: "muito care&ccedil;o para pagarmos dalgum dinheiro de empr&eacute;stimo de que nos valemos para meu primo &#91;Domingos Jos&eacute; Gomes, administrador do registro do Caminho Novo, o mais importante de todos, at&eacute; pouco antes de sua morte, em setembro de 1780&#93; levar para o Rio. Est&atilde;o as cobran&ccedil;as para mim este ano muito ruins."<sup><a href="#notas">36</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">N&atilde;o melhorando as coisas, restava a Macedo justificar&#150;se com seus credores, entre os quais, o doutor Martim Lopes Lobo de Saldanha:</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">pelo que respeita ao resto que falta para completar o que pertence ao tri&ecirc;nio passado, bastante pesar me fica por n&atilde;o condescender com a vontade de vossa excel&ecirc;ncia e suprir a sua necessidade, o que n&atilde;o me &eacute; poss&iacute;vel, porque estou aprontando o pagamento com que agora devo entrar para a Fazenda Real, o que me h&aacute; de custar muito pela decad&ecirc;ncia do pa&iacute;s, de que se segue fazerem&#150;se ruins cobran&ccedil;as e correrem os neg&oacute;cios muito mal. &#91;...&#93; Julgo que vossa excel&ecirc;ncia, por sua inata piedade, se h&aacute; de compadecer de mim, pelo preju&iacute;zo que o contrato me d&aacute; nessa capitania, pois entraram para o er&aacute;rio 800$000 e pouco mais foi o rendimento.<sup><a href="#notas">37</a></sup></font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em meados de 1780, Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo mostrava&#150;se j&aacute; nitidamente abatido: "tenho sido muito mal sucedido nas administra&ccedil;&otilde;es dos registros, por se irem declarando os preju&iacute;zos que se me tem seguido por omiss&atilde;o de quem os administra".<sup><a href="#notas">38</a></sup> Seu estado de &acirc;nimo parece adequar&#150;se &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es gerais das lavras aur&iacute;feras, que ele resume em carta a Jo&atilde;o Rodrigues Barbosa, em 19 de setembro de 1780: "est&atilde;o estas minas em tal decad&ecirc;ncia como todos experimentam".</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS </b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O estudo da fiscalidade no &acirc;mbito do imp&eacute;rio portugu&ecirc;s tem na arremata&ccedil;&atilde;o dos tributos um objeto privilegiado, porquanto permite avan&ccedil;ar no conhecimento das variadas atividades dos negociantes, seja como agentes arrecadadores da coroa, seja como indiv&iacute;duos envolvidos em articula&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas firmemente radicadas nas regi&otilde;es em que atuavam. O funciona&#150;mento do sistema de cobran&ccedil;a, a esse respeito, &eacute; extremamente revelador, e a correspond&ecirc;ncia particular dos contratadores ainda nos reserva muitas surpresas. Conjugada com a documenta&ccedil;&atilde;o cont&aacute;bil que tamb&eacute;m nos alcan&ccedil;ou, permitir&aacute; conhecer com relativa riqueza de detalhes o c&aacute;lculo econ&ocirc;mico realizado por esses indiv&iacute;duos</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A incapacidade de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo de quitar seus d&eacute;bitos com a Real Fazenda foi comum a muitos outros contratadores da segunda metade do s&eacute;culo XVIII. Minuciosas pesquisas futuras na contabilidade dos contratadores dever&atilde;o certificar&#150;nos do que realmente ocorreu, mas qualquer programa consistente de estudos dever&aacute; levar em conta algumas obviedades. Uma primeira e talvez a mais importante delas, n&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel tratar a atua&ccedil;&atilde;o das sociedades encabe&ccedil;adas por distintos contratadores de forma generalizada, porque a capacidade de quitar d&eacute;bitos junto &agrave; Real Fazenda apresenta diferen&ccedil;as profundas. Certamente que os montantes devidos diminuem &agrave; medida em que v&atilde;o sendo cobrados ao longo do tempo, mas os percentuais devidos n&atilde;o s&atilde;o minimamente uniformes, apesar de ser inquestion&aacute;vel o fato de que &agrave; medida que o tempo avan&ccedil;ava, aumentaram tamb&eacute;m os percentuais da d&iacute;vida dos contratos. Mas isto, &eacute; claro, at&eacute; 1789. &Eacute; fundamentalmente na pr&oacute;pria administra&ccedil;&atilde;o de cada contrato que se deve encontrar os motivos da maior ou menor insolv&ecirc;ncia, j&aacute; que a conjuntura de decl&iacute;nio da atividade mineradora &eacute; comum a todos. Al&eacute;m disto, deve&#150;se estar atento para as diferen&ccedil;as entre os tributos. A administra&ccedil;&atilde;o e, portanto, o sistema de cobran&ccedil;a das entradas de mercadorias diferia da administra&ccedil;&atilde;o dos d&iacute;zimos. Um panorama geral tomado em 1786 talvez torne mais claro o que se acabou de dizer. Dos contratos das entradas, os percentuais devidos desde 1751 eram os seguintes: 1751&#150;1757, 25%; 1759&#150;1761, 14%; 1762&#150;1764, 43%; 1776&#150;1781, 60%; 1782&#150;1784, 61%. Curiosamente, o mesmo contrato administrado por conta da Real Fazenda no tri&ecirc;nio de 1765 a 1767 n&atilde;o devia coisa alguma. J&aacute; pelo contrato dos d&iacute;zimos: 1747&#150;1750, d&eacute;bito de 3%; 1756&#150;1759, 9%; 1762&#150;1765, 52%; 1768&#150;1770, 2%; 1774&#150;1777, 46%; 1777&#150;1783, 71%; 1784&#150;1786, 98 por cento.<sup><a href="#notas">39</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por&eacute;m, houve quem na mesma conjuntura teve lucros estrondosos. Este foi o caso de Manuel Gomes de Ara&uacute;jo, que no contrato de 1769&#150;1771, arrematado por 379:118$724, arrecadou 547:839$512.50.<sup><a href="#notas">40</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os trabalhos de Luiz Antonio Silva Ara&uacute;jo e Felipe Rodrigues de Oliveira refor&ccedil;am a ideia da associa&ccedil;&atilde;o de um restrito grupo de contratadores com o objetivo prec&iacute;pio de controlar as condi&ccedil;&otilde;es de arremata&ccedil;&atilde;o dos contratos. Obviamente, isto n&atilde;o passava despercebido pelos administradores de um e outro lado do Atl&acirc;ntico e, nesse sentido, a investiga&ccedil;&atilde;o necessariamente dever&aacute; incorporar a contribui&ccedil;&atilde;o de Michel Bertrand sobre os oficiais da Real Fazenda na Nova Espanha.<sup><a href="#notas">41</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ora, a explica&ccedil;&atilde;o para o fato de contratadores endividados e com os bens sequestrados continuarem arrematando tributos foi entrevista por Mauro Madeira, para quem os contratadores eram "p&eacute;ssimos devedores da coroa, que tinha bastante paci&ecirc;ncia com esses s&oacute;cios relapsos". Madeira levantava a hip&oacute;tese de que o lan&ccedil;o dos leil&otilde;es dos contratos pudesse "ser exagerado para a real capacidade contributiva dos vassalos". Mas retorquia&#150;a, lembrando que "se os arrematantes os aceitavam, &eacute; porque esperavam obter lucros com a manipula&ccedil;&atilde;o financeira daquele capital tribut&aacute;rio". E sugeria que "talvez ambas as partes &#91;...&#93; &#91;os agentes da coroa e os contratadores&#93; manobrassem de m&aacute; f&eacute;".<sup><a href="#notas">42</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A manipula&ccedil;&atilde;o financeira e a m&aacute;fe aludida por Madeira tratava&#150;se antes de um jogo muito bem alicer&ccedil;ado entre os contratadores e autoridades r&eacute;gias, e que envolvia um conjunto de a&ccedil;&otilde;es, tais como o adiamento do pagamento &agrave; coroa, o requerimento de perd&atilde;o parcial das d&iacute;vidas, a coniv&ecirc;ncia das autoridades coloniais e, como era do conhecimento do mesmo contador da Real Fazenda citado anteriormente, a oculta&ccedil;&atilde;o das import&acirc;ncias devidas aos contratadores. Segundo Felipe de Oliveira, ao esconder os verdadeiros proventos, al&eacute;m de garantir um per&iacute;odo maior para a quita&ccedil;&atilde;o do contrato, desencorajava a Fazenda Real a reassumir a administra&ccedil;&atilde;o, por um lado, e limitava a ascens&atilde;o de novos interessados nos contratos, por outro lado.<sup><a href="#notas">43</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O ponto culminante dessas pr&aacute;ticas parece ter&#150;se dado no governo de Lu&iacute;s da Cunha Meneses, ele pr&oacute;prio interessado no neg&oacute;cio dos contratos. Sua atua&ccedil;&atilde;o na arremata&ccedil;&atilde;o dos contratos em 1784 fez soar &agrave;s autoridades metropolitanas o alarme do quadro de extrema vulnerabilidade a que a Real Fazenda tinha chegado em Minas. A conta corrente elaborada dois anos depois com as d&iacute;vidas que os contratadores acumularam ao longo dos anos n&atilde;o deixava d&uacute;vidas quanto ao fracasso do sistema.<sup><a href="#notas">44</a></sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O fim do sistema de contratos em 1789 acarretou o aumento imediato do rigor da coroa sobre os contribuintes e sobre os respons&aacute;veis pela arrecada&ccedil;&atilde;o dos tributos, em particular os administradores dos registros. Prova contundente disto, apresentada por Felipe de Oliveira: dos rendimentos das entradas de 1788, no total de 142:654$212, somente 13:680$985 &#151;menos de 10%, portanto&#151; haviam sido recolhidos aos cofres da Fazenda Real at&eacute; julho de 1789, quando ela reassumiu a administra&ccedil;&atilde;o das cobran&ccedil;as. Logo ap&oacute;s o fim dos contratos, em 1790, para um rendimento anual de 123:831$920, haviam sido recolhidos 116:679$500, ou seja, 94% do total. E no ano seguinte, 1791, do total de 135:979$625 devidos, haviam dado entrada nos seus cofres 132:717$213, ou 97.6% do total!<sup><a href="#notas">45</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Temos em Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo o caso de um contratador que nunca conseguiu quitar seus d&eacute;bitos para com a Real Fazenda. Isto &eacute; em parte explicado pela conjuntura de decad&ecirc;ncia da minera&ccedil;&atilde;o que marca sua atua&ccedil;&atilde;o em Minas Gerais. O fato de desde 1762 n&atilde;o mais ser poss&iacute;vel cumprir a finta de 100 arrobas de ouro a serem remetidas &agrave; coroa por conta dos quintos reais, deveria ser lida pelos contempor&acirc;neos como um sinal evidente da redu&ccedil;&atilde;o da circula&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria na capitania. Conseq&uuml;entemente, menor capacidade de importa&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o no movimento comercial. A julgar pela correspond&ecirc;ncia de Macedo, esta n&atilde;o parece ter sido sua percep&ccedil;&atilde;o. Mas para al&eacute;m dos erros de c&aacute;lculo econ&ocirc;mico por ele cometidos, a explica&ccedil;&atilde;o pode estar tamb&eacute;m nos abusos dos cobradores dos registros ou &agrave; sua incapacidade de estabelecer v&iacute;nculos favor&aacute;veis aos seus neg&oacute;cios com os administradores coloniais. A maior parte dos seus bens foram sequestrados em 1797 e, em 1802, confiscados. Entre estes se achava sua casa em Ouro Preto, que passou a abrigar toda a estrutura administrativa da Real Fazenda em Minas Gerais, e que, por isto, passou a chamar&#150;se Casa dos Contos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Seja como for, 1807 foi o &uacute;ltimo ano em que o ouro em p&oacute; circulou como moeda em Minas Gerais. Foi tamb&eacute;m o ano em que, perto dos 80 anos, morreu Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo e, com ele, nas palavras de Tarqu&iacute;nio de Oliveira, "o s&eacute;culo dourado das Minas Gerais".<sup><a href="#notas">46</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>FONTES CONSULTADAS </b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i><b>Arquivos</b></i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">AHU.       Arquivo Hist&oacute;rico Ultramarino.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> APM.        Arquivo P&uacute;blico Mineiro.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> BNL.        Biblioteca Nacional de Lisboa.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i><b>Bibliografia</b></i></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro</i>, Rio de Janeiro, 1906, vol. 28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690645&pid=S1405-2253201100010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">ANTEZANA, SOF&Iacute;A LORENA VARGAS, "Os contratadores dos caminhos do ouro das Minas setecentistas: estrat&eacute;gias mercantis, rela&ccedil;&otilde;es de poder, compadrio e sociabilidade (1718&#150;1750)", disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado Belo Horizonte, Universidade Federal de Minas Gerais, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690647&pid=S1405-2253201100010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">ARA&Uacute;JO, LUIZ ANT&Ocirc;NIO SILVA, "Contratos nas Minas setecentistas: estudo de um caso &#151; Jo&atilde;o de Souza Lisboa (1745&#150;1765)", disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Niter&oacute;i, Universidade Federal Fluminense, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690649&pid=S1405-2253201100010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, "Em nome do rei e dos neg&oacute;cios: direitos e tributos r&eacute;gios nas Minas setecentistas (1730&#150;1789)", tese de doutorado, Niter&oacute;i, Universidade Federal Fluminense, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690651&pid=S1405-2253201100010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">ARQUIVO P&Uacute;BLICO MINEIRO, "Er&aacute;rio r&eacute;gio de sua majestade fidel&iacute;ssima ministrado pela Junta da Real Fazenda de Vila Rica, 1768" in TARQU&Iacute;NIO J. B. de OLIVEIRA, <i>An&aacute;lise e organiza&ccedil;&atilde;o do er&aacute;rio r&eacute;gio de Francisco Ant&ocirc;nio Rebelo, 1768</i>, Bras&iacute;lia, Escola Superior de Administra&ccedil;&atilde;o Fazend&aacute;ria, 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690653&pid=S1405-2253201100010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, CC 1300, copiador de cartas do contratador Jo&atilde;o Rodrigues de Oliveira (1775&#150;1780); CC 1353, copiador de cartas do contratador Jo&atilde;o Rodrigues de Oliveira (1778&#150;1781); CC 1384, copiador de cartas do contratador Jo&atilde;o Rodrigues de Oliveira (1782&#150;1783) in Brasil, Minist&eacute;rio da fazenda e Casa dos Contos, <i>Correspond&ecirc;ncia ativa de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo</i>, Ouro Preto, Centro de Estudos do Ciclo do Ouro/Escola Superior de Administra&ccedil;&atilde;o Fazend&aacute;ria, 1981, 2 vols.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690655&pid=S1405-2253201100010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">BERTRAND, MICHEL, <i>Grandeur et mis&egrave;re de l'office; les officiers de finances de Nouvelle&#150;Espagne (XVIIe&#150;XVIIIe si&egrave;cles)</i>, Paris, Publications de la Sorbonne, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690657&pid=S1405-2253201100010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">BOXER, CHARLES R., <i>A Idade de Ouro do Brasil (dores de crescimento de uma sociedade colonial)</i>, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 3a. ed., 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690659&pid=S1405-2253201100010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">BRASIL, MINIST&Eacute;RIO DA FAZENDA e CASA DOS CONTOS, <i>Correspond&ecirc;ncia ativa de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo</i>, Ouro Preto, Centro de Estudos do Ciclo do Ouro/Escola Superior de Administra&ccedil;&atilde;o Fazend&aacute;ria, 1981, 2 vols.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690661&pid=S1405-2253201100010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">BUARQUE DE HOLANDA, S&Eacute;RGIO (org.), <i>Hist&oacute;ria geral da civiliza&ccedil;&atilde;o brasileira</i>, t. I, vol. 2, livro quarto, cap&iacute;tulo VI, "Metais e pedras preciosas", Rio de Janeiro, Difel, 1977.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690663&pid=S1405-2253201100010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">CARRARA, ANGELO ALVES, "Agricultura e pecu&aacute;ria na capitania de Minas Gerais, 1674&#150;1807", tese de doutorado, Rio de Janeiro, UFRJ, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690665&pid=S1405-2253201100010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, <i>A Real Fazenda de Minas Gerais: guia de pesquisa da Cole&ccedil;&atilde;o Casa dos Contos de Ouro Preto</i>, Ouro Preto, Editora da UFOP, 2003, vol. 1 (Instrumentos de Pesquisa).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690667&pid=S1405-2253201100010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, <i>Minas e currais; produ&ccedil;&atilde;o rural e mercado interno de Minas Gerais, 1674&#150;1807</i>, Juiz de Fora, Editora da UFJF, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690669&pid=S1405-2253201100010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, <i>Receitas e despesas da Real Fazenda no Brasil, s&eacute;culo XVII</i>, Juiz de Fora, Editora da UFJF, 2009a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690671&pid=S1405-2253201100010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, <i>Receitas e despesas da Real Fazenda no Brasil, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco, s&eacute;culo XVIII</i>, Juiz de Fora, Editora da UFJF, 2009b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690673&pid=S1405-2253201100010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">ELLIS, MYRIAM, <i>A baleia no Brasil colonial</i>, S&atilde;o Paulo, Ed. Melhoramentos, 1969.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690675&pid=S1405-2253201100010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, "Comerciantes e contratadores do passado colonial", <i>Revista do Instituto de Estudos Brasileiros</i>, USP, 1982, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690677&pid=S1405-2253201100010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">ESCHWEGE, WILHELM L. VON, <i>Pluto brasiliensis</i>, Belo Horizonte, Imprensa Oficial, 1922 &#91;1833&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690679&pid=S1405-2253201100010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">FONSECA, PAULO MIGUEL, "Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo: a&ccedil;&otilde;es e transa&ccedil;&otilde;es", disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Rio de Janeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690681&pid=S1405-2253201100010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, "O contratador Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo: a&ccedil;&otilde;es e transa&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s da pr&aacute;tica epistolar no s&eacute;culo XVIII", <i>Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro</i>, vol. 125, 2005, pp. 29&#150;55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690683&pid=S1405-2253201100010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">FURTADO, J&Uacute;NIA FERREIRA, <i>Homens de neg&oacute;cio</i>: <i>a interioriza&ccedil;&atilde;o da metr&oacute;pole e do com&eacute;rcio nas Minas setencetistas</i>, S&atilde;o Paulo, Hucitec, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690685&pid=S1405-2253201100010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">LAMAS, FERNANDO GAUDERETO, "Os contratadores e o imp&eacute;rio colonial portugu&ecirc;s: um estudo dos casos de Jorge Pinto de Azevedo e Francisco Ferreira da Silva", disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Niter&oacute;i, Universidade Federal Fluminense, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690687&pid=S1405-2253201100010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">LYRA, MARIA DE LOURDES VIANA, "Os d&iacute;zimos reais na capitania de S&atilde;o Paulo: contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; hist&oacute;ria tribut&aacute;ria do Brasil colonial (1640&#150;1750)", disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, S&atilde;o Paulo, 1970.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690689&pid=S1405-2253201100010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MADEIRA, MAURO DE ALBUQUERQUE, <i>Letrados, fidalgos e contratadores de tributos no Brasil colonial</i>, Bras&iacute;lia, UNAFISCO/SINDIFISCO, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690691&pid=S1405-2253201100010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MATOS, JOS&Eacute; RAIMUNDO DA CUNHA, <i>Corografia hist&oacute;rica da prov&iacute;ncia de Minas Gerais</i>, Belo Horizonte, Arquivo P&uacute;blico Mineiro, 1981 &#91;1837&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690693&pid=S1405-2253201100010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MAXWELL, KENNETH R., <i>A devassa da devassa</i>, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1977.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690695&pid=S1405-2253201100010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, "Conjura&ccedil;&atilde;o mineira: novos aspectos", <i>Estudos Avan&ccedil;ados</i>, Instituto de Estudos Avan&ccedil;ados&#150;USP, vol. 3, num. 6, maio&#150;agosto de 1989, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690697&pid=S1405-2253201100010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">OLIVEIRA, FELIPE RODRIGUES, "Por homens e caminhos: o contrato das entradas e o com&eacute;rcio nas Minas, 1762&#150;1789", disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Juiz de Fora, UFJF, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690699&pid=S1405-2253201100010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">OLIVEIRA, TARQU&Iacute;NIO J. B., "Um banqueiro na inconfid&ecirc;ncia; ensaio biogr&aacute;fico sobre Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo, arrematante das rendas tribut&aacute;rias no &uacute;ltimo quartel do s&eacute;culo XVIII" in CASA DOS CONTOS, <i>Correspond&ecirc;ncia ativa de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo</i>, Ouro Preto, Centro de Estudos do Ciclo do Ouro/Escola Superior de Administra&ccedil;&atilde;o Fazend&aacute;ria, 1981, vol. 1, pp. 5&#150;85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690701&pid=S1405-2253201100010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">OS&Oacute;RIO, HELEN, "Estancieiros, lavradores e comerciantes na constitui&ccedil;&atilde;o da estremadura portuguesa na Am&eacute;rica, Rio Grande de S&atilde;o Pedro, 1737&#150;1822", tese de doutorado, Niter&oacute;i, Universidade Federal Fluminense, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690703&pid=S1405-2253201100010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, "Comerciantes do Rio Grande de S&atilde;o Pedro: forma&ccedil;&atilde;o, recrutamento e neg&oacute;cios de um grupo mercantil da Am&eacute;rica portuguesa", <i>Revista Brasileira de Hist&oacute;ria</i>, Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Hist&oacute;ria, vol. 20, n&uacute;m. 39, 2000, Brasil, pp. 115&#150;134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690705&pid=S1405-2253201100010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> , </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;<i>, O imp&eacute;rio portugu&ecirc;s no sul da Am&eacute;rica: estancieiros, lavradores e comerciantes</i>, Porto Alegre, Editora da UFRGS, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690707&pid=S1405-2253201100010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">PRADO JR., CAIO, <i>Forma&ccedil;&atilde;o do Brasil contempor&acirc;neo</i>: <i>col&ocirc;nia</i>, S&atilde;o Paulo, Martins, 1942.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690709&pid=S1405-2253201100010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">VASCONCELOS, DIOGO  PEREIRA RIBEIRO DE, "Minas e quintos do ouro", <i>Revista do Arquivo P&uacute;blico Mineiro</i>, 1901, Belo Horizonte, pp. 854&#150;965.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690711&pid=S1405-2253201100010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><a name="notas"></a>Notas</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>1</sup> Tal s&atilde;o, por exemplo, os casos de Prado Jr., <i>Formando, </i>1942; Buarque de Holanda, <i>Hist&oacute;ria, </i>1977, t. 1, vol. 2, liv. 4, cap. 6; Boxer, <i>Idade, </i>2000. Merecem destaque, contudo, estudos particulares sobre os contratos: Ellis, "Comerciantes", 1982, e <i>Baleia, </i>1969; Lyra, "D&iacute;zimos", 1970, e Madeira, <i>Letrados, </i>1993. Mais recentemente, Furtado, <i>Homens, </i>1999, e Os&oacute;rio, "Comerciantes", 2000. Entre os estudos dos &uacute;ltimos anos, Ara&uacute;jo, "Contratos", 2002, e "Nome", 2008; Oliveira, "Homens", 2009; Fonseca, "Jo&atilde;o", 2005; Lamas, "Contratadores", 2005, e Antezana, "Contratadores", 2006.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup> Ara&uacute;jo, "Contratos", 2002, e "Nome", 2008, e Oliveira, "Homens", 2009.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>3</sup> "Ordem r&eacute;gia de 4 de fevereiro de 1711", <i>Anais</i>, 1906, vol. 28, pp. 287&#150;288.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>4</sup> Para uma descri&ccedil;&atilde;o detalhada destes sistemas, Vasconcelos, "Minas", 1901.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>5</sup> Um estudo detalhado dessas circunst&acirc;ncias &eacute; apresentado em Carrara, <i>Receitas</i>, 2009a e 2009b.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>6</sup> A respeito da cobran&ccedil;a destes tributos, Carrara, <i>Minas</i>, 2007.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>7</sup> Carrara, <i>Receitas</i>, 2009b.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>8 </sup> Maxwell, "Conjura&ccedil;&atilde;o", 1989, p. 17.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>9</sup> Arquivo P&uacute;blico Mineiro, Cole&ccedil;&atilde;o Casa dos Contos, vol. 1159, fs. 13 e ss. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>10</sup> Oliveira, "Banqueiro", 1981, vol. 1, p. 37.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>11</sup> Arquivo, "Er&aacute;rio", 1976, pp. 13&#150;14, e Vasconcelos, "Minas", 1901, p. 860.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>12</sup> Oliveira, "Banqueiro", 1981, vol. 1, p. 37.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>13</sup> Para um estudo detalhado do movimento comercial nas contagens da capitania de Minas, Carrara, <i>Minas</i>, 2007.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>14</sup> "Cartas de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Jo&atilde;o Carneiro da Silva", 22 de dezembro de 1775; "Carta ao Dr. Ant&ocirc;nio de Souza Teles e Meneses", 4 de maio de 1776; "Carta ao Dr. Miguel Pereira Pinto", 4 de janeiro de 1776; "Carta a Ant&ocirc;nio de Souza Teles", 18 de junho de 1776; "Carta a Ant&ocirc;nio Mendes da Costa", 18 de mar&ccedil;o de 1778, in Brasil, <i>Correspond&ecirc;ncia</i>, 1981, vol. 1, pp. 91&#150;92, 96&#150;97, 101&#150;102, 113.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>15</sup> "Carta de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Jo&atilde;o Carneiro da Silva", 22 de dezembro de 1775, in <i>ibid</i>., pp. 91&#150;92.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>16</sup> "Carta de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Jo&atilde;o Carneiro da Silva", 27 de julho de 1776, in <i>ibid</i>., pp. 118&#150;119.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>17</sup> "Cartas de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Manuel Jos&eacute; de Oliveira Guimar&atilde;es", 10 de junho de 1777, 31 de dezembro de 1777, e 4 de janeiro de 1778, in <i>ibid</i>., pp. 106, 198, 203.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>18</sup> "Carta de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Manuel Jos&eacute; de Oliveira Guimar&atilde;es", 24 de maio de 1776, in <i>ibid</i>., pp. 103&#150;104.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>19</sup> "Cartas de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Jo&atilde;o Alves Ribeiro", 19 de janeiro de 1776, e "Carta a Br&aacute;s &Aacute;lvares Antunes", 30 de outubro de 1776, in <i>ibid</i>., pp. 127&#150;128.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>20</sup> "Carta de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Jo&atilde;o Vieira de Lima", 24 de fevereiro de 1778, in <i>ibid</i>., p. 208.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>21</sup> "Carta de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Manuel Jos&eacute; de Oliveira Guimar&atilde;es", 8 de mar&ccedil;o de 1777, in <i>ibid</i>., pp. 145&#150;146.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>22</sup> "Carta de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Manuel Jos&eacute; de Oliveira Guimar&atilde;es", 29 de mar&ccedil;o de 1778, in <i>ibid</i>., pp. 216&#150;217.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>23</sup> <b>"</b>Cartas de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Manuel Jos&eacute; de Oliveira Guimar&atilde;es, administrador geral do 'continente' do Paracatu", 24 de maio de 1776; 15 de junho de 1776, e 8 de agosto de 1776, in <i>ibid</i>., pp. 103&#150;104, 108&#150;109, 121&#150;122; "Carta a Jo&atilde;o Carneiro da Silva, administrador geral das contagens da comarca do Serro Frio", 24 de maio de 1776, in <i>ibid</i>., p. 105; "Carta a Jo&atilde;o Vieira de Lima, administrador geral dos registros do 'continente' das Minas Novas", 10 de setembro de 1776, in <i>ibid</i>., pp. 123&#150;124; "Carta a Cust&oacute;dio Manuel Teixeira, administrador do registro da Mantiqueira", 12 de junho de 1776, in <i>ibid</i>., pp. 107&#150;108.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>24</sup> "Cartas de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Manuel Jos&eacute; de Oliveira Guimar&atilde;es", de 15 de junho de 1776, e 8 de agosto de 1776, in <i>ibid</i>., pp. 108&#150;109.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>25</sup> "Carta de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Ant&ocirc;nio de Souza Teles, administrador do registro do Jaguari", 21 de abril de 1776, in <i>ibid</i>., p. 100.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>26</sup> "Carta de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Manuel Barbosa de Oliveira, administrador do registro de Sete Lagoas, a Ant&ocirc;nio Machado de Andrade, administrador do registro do Ribeir&atilde;o d'Areia", e "Carta de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Jo&atilde;o Ribeiro da Fonseca, administrador geral dos registros da comarca de Sabar&aacute;", de 20 de maio de 1780, in <i>ibid</i>., vol. 2, p. 27.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>27</sup> "Carta de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Manuel Jos&eacute; de Oliveira Guimar&atilde;es", 24 de maio de 1776, e 15 de junho de 1776, in <i>ibid</i>., vol. 1, pp. 103&#150;104, 108&#150;109.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>28</sup> <b>"</b>Cartas de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Manuel Jos&eacute; de Oliveira Guimar&atilde;es", 25 de novembro de 1776, e 12 de janeiro de 1777, in <i>ibid</i>., pp. 130&#150;131, 139&#150;140. H&aacute; um testemunho curios&iacute;ssimo deste tipo de fraude pelo pr&oacute;prio fraudador citado por Fonseca, "Contratador", 2005, p. 48.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>29</sup> "Carta de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Jo&atilde;o Vieira de Lima", 13 de mar&ccedil;o de 1777, in Brasil, <i>Correspond&ecirc;ncia</i>, 1981, vol. 1, pp. 147&#150;148.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>30</sup> "Carta de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo ao guarda&#150;mor Jo&atilde;o da Silva Pereira da Silva", 25 de maio de 1777, in <i>ibid</i>., pp. 156&#150;157.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>31</sup> <b>"</b>Cartas de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Ant&ocirc;nio de Souza Teles e Meneses", 29 de setembro de 1778 e 21 de julho de 1779, e "Carta a Ant&ocirc;nio de Queir&oacute;s Teles", 21 de julho de 1779, in <i>ibid</i>., pp. 234&#150;235, 254&#150;257.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>32</sup> "Cartas de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Cust&oacute;dio Manuel Teixeira", 12 de junho de 1776, e 19 de outubro de 1776; "Cartas a Manuel Jos&eacute; de Oliveira Guimar&atilde;es", 15 de junho de 1776, e 25 de novembro de 1776; "Cartas ao capit&atilde;o Br&aacute;s &Aacute;lvares Antunes", 18 de junho de 1776, e 20 de setembro de 1776; "Carta a Ant&ocirc;nio Barbosa da Silva", 24 de julho de 1776; "Cartas a Jo&atilde;o Car&#150;neiro da Silva", 27 de julho de 1776 e 27 de fevereiro de 1777; "Carta a Jo&atilde;o Vieira de Lima", 10 de setembro de 1776; "Carta a Ant&ocirc;nio Barbosa da Silva", 10 de setembro de 1776; "Carta a Ant&ocirc;nio de Souza Teles", 19 de outubro de 1776; "Carta a Jos&eacute; Ribeiro Carneiro", 10 de outubro de 1776, in <i>ibid</i>., pp. 107&#150;108, 126, 108&#150;109, 130&#150;131, 110&#150;111, 125, 118&#150;119, 142&#150;143, 123&#150;124, 126&#150;127.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>33</sup> "Carta de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Ant&ocirc;nio de Souza Teles e Meneses", 7 de julho de 1777, "Carta a Ant&ocirc;nio Maximiano de Andrade", 21 de julho de 1777; "Carta a Br&aacute;s &Aacute;lvares Antunes", 29 de julho de 1777; "Carta a Ant&ocirc;nio Barbosa da Silva", 28 de julho de 1777, in <i>ibid</i>., pp. 165&#150;166, 168&#150;169, 171.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>34</sup> "Carta de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo ao capit&atilde;o&#150;mor Manuel de Oliveira Cardoso", 10 de junho de 1777, e "Carta a Joaquim Jos&eacute; das Neves", 25 de agosto de 1777, in <i>ibid</i>., pp. 161, 179&#150;180.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>35</sup> "Cartas de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Ant&ocirc;nio Gon&ccedil;alves Ledo", em 8 de julho de 1777; 10 de julho de 1777, e 11 de agosto de 1777, in <i>ibid</i>., pp. 166&#150;167.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>36</sup> <b>"</b>Carta de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo ao capit&atilde;o Ant&ocirc;nio Barbosa da Silva", 20 de fevereiro de 1778, e "Carta a Ant&ocirc;nio Gomes Barroso", 24 de outubro de 1778, in <i>ibid</i>., pp. 210&#150;211, 242&#150;243.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>37</sup> "Carta de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo ao Dr. Martim Lopes Lobo de Saldanha", 22 de janeiro de 1780, in <i>ibid., </i>pp. 312&#150;313.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>38</sup> "Carta de Jo&atilde;o Rodrigues de Macedo a Ant&ocirc;nio de Souza Teles, no registro do Jaguari" e "Carta a &ocirc; os&eacute; do Carmo Saraiva, no registro do Ouro Fino", em 21 de junho de 1780; "Carta a Pedro Antnio Leme de Carvalho", 28 de junho de 1780; "Carta a Jo&atilde;o Vieira de Lima", 30 de junho de 1780, e "Carta a Ant&ocirc;nio de Souza Teles e Meneses", 2 de julho de 1780, in <i>ibid., </i>vol. 2, pp. 67&#150;69, 74&#150;76, 82&#150;83.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>39</sup> Carrara, <i>Receitas</i>, 2009b, pp. 58&#150;59.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>40</sup> Oliveira, "Homens", 2009, pp. 48&#150;49.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>41</sup> Por exemplo, os argumentos do autor an&ocirc;nimo dos "Mapas cronol&oacute;gicos dos contratos do ultramar &#91;1760&#93;" en Arquivo Hist&oacute;rico Ultramarino, Administra&ccedil;&atilde;o Central, Lisboa, Conselho Ultramarino, Contratos Reais, c&oacute;dice 1269, f. 112. Bertrand, <i>Grandeur</i>, 1999.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>42</sup> Madeira, <i>Letrados</i>, 1993, p. 145.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>43</sup> Oliveira, "Homens", 2009, p. 50.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>44</sup> Biblioteca Nacional de Lisboa, Cole&ccedil;&atilde;o Pombalina, c&oacute;dice 643, fs. 157 e ss.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>45</sup> Oliveira, "Homens", 2009, p. 59.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>46</sup> Oliveira, "Banqueiro", 1981, vol. 1, p. 76.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Informaci&oacute;n sobre el autor</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Angelo Alves Carrara</b>: Doutorado em Hist&oacute;ria Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1997). Professor do Departamento de Hist&oacute;ria da Universidade Federal de Ouro Preto de 1988 a 2004. Professor adjunto da Universidade Federal de Juiz de Fora. Atua&ccedil;&atilde;o em hist&oacute;ria econ&ocirc;mica com &ecirc;nfase nas &aacute;reas de hist&oacute;ria agr&aacute;ria, hist&oacute;ria fiscal, assim como em organiza&ccedil;&atilde;o de arquivos. Autor de <i>Minas e currais; produ&ccedil;&atilde;o rural e mercado interno de Minas Gerais, 1674&#150;1807</i>, Juiz de Fora, Editora da UFJF, 2007; <i>Receitas e despesas da Real Fazenda no Brasil</i>, em dois volumes (vol. 1, s&eacute;culo XVII; vol. 2, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco, s&eacute;culo XVIII).</font></p>     ]]></body>
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