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</front><body><![CDATA[  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Comentarios y debates</font></p> 	    <p align="center"><font face="verdana" size="4">&nbsp;</font></p> 	    <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>O governo Lula: Estagna&ccedil;&atilde;o e aprofundamento da subordina&ccedil;&atilde;o financeira</b></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="4">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Rosa Maria Marques* y Paulo Nakatani**</b></font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>* Professora do Departamento de Economia da Pontificia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo e do Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Economia da PUC&#45;SP. Correo electr&oacute;nico:</i> <a href="mailto:rosamarques@hipernet.com.br">rosamarques@hipernet.com.br</a></font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>** Professor do Departamento de Economia e do Programa de P&ocirc;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Politica Social da Universidade Federal do Espirito Santo Brasil (UFES). Correo electr&oacute;nico:</i> <a href="mailto:pnakatani@uol.com.br">pnakatani@uol.com.br</a> y <a href="mailto:paulonakatani@gmail.com">paulonakatani@gmail.com</a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fecha de recepci&oacute;n: 22 de mayo de 2006.    <br>      Fecha de aceptaci&oacute;n: 12 de agosto de 2006. </font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Durante os primeiros 36 meses do governo Lula, o n&iacute;vel das exporta&ccedil;&otilde;es bateu todos os recordes, de forma que a balan&ccedil;a comercial, superavit&aacute;ria, foi suficiente, desde o primeiro ano, para registrar super&aacute;vit na conta de transa&ccedil;&otilde;es correntes. Nos anos seguintes, a melhora do desempenho dessa conta (U$ 4 177 milh&otilde;es em 2003, US$ 11 711 milh&otilde;es em 2004 e US$ 14 199 milh&otilde;es em 2005), al&eacute;m de indicar que o saldo da balan&ccedil;a comercial era mais do que suficiente para financiar o servi&ccedil;o da divida, mostrava, ao mesmo tempo, menor depend&ecirc;ncia do pa&iacute;s em rela&ccedil;&atilde;o aoafluxo de capitais externos para zerar o balan&ccedil;o de pagamentos. Ao mesmo tempo, o volume da divida externa p&uacute;blica e privada reduziu&#45;se de US$ 227.7 bilh&otilde;es em dezembro de 2002 para U$ 187.9 bilh&otilde;es em dezembro de 2005 (de 62.5% do PIB para 23.6% do PIB, respectivamente, a menor registrada de 1975).<sup><a href="#nota">1</a></sup> Al&eacute;m disso, ao final de 2005, o governo Lula pagou antecipadamente a divida (R$ 15.45 bilh&otilde;es) junto ao Fundo Monet&atilde;rio Internacional (FMI), que teria vencimento apenas em 2007. No plano interno, a taxa de desemprego, com referencia a 30 dias, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), que estava em 10.5% em dezembro de 2002, CAUI para 8.3% em dezembro de 2005. A taxa b&aacute;sica de juros anual (SELIC), de 25% em dezembro de 2002, foi reduzida para 18.0% em dezembro de 2005 e para 15.75% em abril de 2006. Em termos reais, a taxa de juros b&aacute;sica fechou o ano com 12.9%.<sup><a href="#nota">2</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Apesar desses resultados, a economia brasileira n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o deu nenhum sinal de supera&ccedil;&atilde;o de seus problemas estruturais, como, em alguns casos, retrocedeu em rela&ccedil;&atilde;o ao que j&aacute; havia alcan&ccedil;ado no passado. A taxa de crescimento do PIB continuou sua trajet&oacute;ria err&aacute;tica, a participa&ccedil;&atilde;o do investimento na demanda agregada manteve&#45;se em nivel extremamente baixo, a capacidade de interven&ccedil;&atilde;o do Estado n&atilde;o foi recuperada e a fragilidade frente a choques externos e ao movimento do capital especulativo n&atilde;o foi superada. No plano social, muito embora pol&iacute;ticas de combate &agrave; pobreza tenham alterado o quadro de indigencia do pais, h&aacute; fortes indicios de que a desigualdade aumentou.</font>	</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p> 	    <p align="center"><font face="verdana" size="2">* * * *</font>	</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"> <b><i>O crescimento err&aacute;tico e voltado para fora</i></b></font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Durante a campanha eleitoral que antecedeu a elei&ccedil;&atilde;o de Lula &agrave; presidencia da rep&uacute;blica, chamava a aten&ccedil;&atilde;o o fato do seu programa econ&ocirc;mico<sup><a href="#nota">3</a></sup> enfatizar, tal como o de seu principal candidato Jos&eacute; Serra do PSDB, o crescimento das exporta&ccedil;&otilde;es. De fato, ao longo do governo Lula as exporta&ccedil;&otilde;es apresentaram um desempenho espetacular, superado a cada m&ecirc;s. Contudo, a evolu&ccedil;&atilde;o do PIB continuou sua trajet&oacute;ria anterior, indicando a dificuldade da economia brasileira para crescer de forma continuada: expans&atilde;o de apenas 0.5% em 2003, de 4.9% em 2004 e de 2.3% em 2005.<sup><a href="#nota">4</a></sup></font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O inicio do governo Lula<sup><a href="#nota">5</a></sup> foi caracterizado pelo prolongamento de movimentos iniciados no segundo semestre de 2002, quando uma forte a&ccedil;&atilde;o especulativa manteve o real significativamente desvalorizado, reduzindo a disponibilidade de recursos internos, elevando o risco&#45;pa&iacute;s e pressionando o n&iacute;vel geral de pre&ccedil;os. Essa a&ccedil;&atilde;o n&atilde;o resultava de condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas desfavor&aacute;veis reais e sim do aproveitamento do clima de incerteza decorrente do processo de transi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. A resposta do governo foi elevar significativamente a taxa de juros b&aacute;sica, tanto para conter a alta de pre&ccedil;os como para garantir o afluxo de capitais externos no pa&iacute;s. Nesse momento, a ado&ccedil;&atilde;o de instrumentos ortodoxos de pol&iacute;tica econ&ocirc;mica era justificada "como resultante das circunst&acirc;ncias adversas da 'heran&ccedil;a maldita' do governo Fernando Henrique Cardoso (FHC). Com o tempo, o neoliberalismo, de um provis&oacute;rio for&ccedil;ado recurso, tornou&#45;se virtude" (De Paula, 2005:17).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">A eleva&ccedil;&atilde;o da taxa de juros, associada &agrave; decis&atilde;o unilateral do governo de elevar o super&aacute;vit prim&aacute;rio para 4.25% do PIB, quando o acordo com o FMI ao final de 2002 era de 3.75%, provocou diminui&ccedil;&atilde;o expressiva da demanda interna. No segundo semestre, tendo em vista a melhora do c&acirc;mbio e o desaparecimiento das press&otilde;es sobre o n&iacute;vel geral de pre&ccedil;os, a taxa de juros real foi diminu&iacute;da, mas, ainda assim foi mantida em patamar elevado, uma das mais altas do mundo. Esse afrouxamento relativo da pol&iacute;tica monet&aacute;ria resultou na melhora do desempenho do n&iacute;vel de atividade no segundo semestre.</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mesmo assim, o resultado desse primeiro ano foi um aumento med&iacute;ocre do PIB (0.5%), basicamente sustentado pelo setor agropecu&aacute;rio (4.5%), sendo que o industrial e o de servi&ccedil;os cresceram apenas 0.1% e 0.6%, respectivamente. Nessa situa&ccedil;&atilde;o, registraram queda o consumo das familias (&#45;1.5%), a forma&ccedil;&atilde;o bruta de capital fixo (&#45;5.1%) e as importa&ccedil;&otilde;es (&#45;1.7%), sendo que o consumo do governo aumentou apenas 1.3%. As exporta&ccedil;&otilde;es, eleitas prioridade pelo governo, expandiram&#45;se 9.0%, compensando o encolhimento da demanda interna.</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O crescimento do PIB em 2004, de 4.9%, foi o maior desde 1994. Contudo, esse resultado foi obtido a partir de um desempenho da atividade econ&ocirc;mica que come&ccedil;ou intenso, dando continuidade ao observado no quarto trimestre do ano anterior, mas que se desacelerou em fun&ccedil;&atilde;o da interrup&ccedil;&atilde;o da redu&ccedil;&atilde;o da taxa b&aacute;sica de juros e da retomada de seu aumento. As autoridades monet&aacute;rias, que vinham reduzindo essa taxa desde junho de 2003, mantiveram&#45;na congelada em 16% ao ano de maio a setembro, quando passaram a elev&aacute;&#45;la: em dezembro, os aumentos somavam 1.75 ponto percentual. No acumulado do ano, o setor industrial retomou seu crescimento (6.2%), o agropecu&aacute;rio manteve sua trajet&oacute;ria de expans&atilde;o (5.3%) e os servi&ccedil;os cresceram 3.3%. Do ponto de vista da despesa, tanto o consumo das familias como a forma&ccedil;&atilde;o bruta do capital fixo e as importa&ccedil;&otilde;es recuperaram&#45;se, expandindo&#45;se 4.1%, 10.9% e 14.3%, respectivamente. No caso das importa&ccedil;&otilde;es, o crescimento observado foi o maior dos &uacute;ltimos sete anos. Do lado do consumo do governo, no entanto, o aumento foi de apenas 0.1%, refletindo o prosseguimento da pol&iacute;tica de conten&ccedil;&atilde;o de gastos. Por outro lado, as exporta&ccedil;&otilde;es aumentaram 18%, resultando num super&aacute;vit recorde da balan&ccedil;a comercial.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">At&eacute; o inicio do segundo trimestre de 2005 o governo manteve a pol&iacute;tica de eleva&ccedil;&atilde;o gradual da taxa de juros b&aacute;sica. Disso decorreu recuo do consumo das familias e do investimento. No segundo trimestre, a redu&ccedil;&atilde;o no ritmo da eleva&ccedil;&atilde;o da taxa Selic, com o fortalecimiento da expectativa de que se seguiria uma baixa, foi acompanhada por crescimento expressivo do investimento e pela retomada do consumo. Mas no quarto trimestre, novamente o investimento apresentou redu&ccedil;&atilde;o na sua taxa de expans&atilde;o, mantendo o consumo, no entanto, seu crescimento. Esse per&iacute;odo foi marcado pela quebra da safra agr&iacute;cola e pela deteriora&ccedil;&atilde;o do ambiente pol&iacute;tico provocado pelas den&uacute;ncias de corrup&ccedil;&atilde;o. Nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses do ano, novamente o investimento &eacute; retomado, mantendo&#45;se firme a trajet&oacute;ria do consumo. O resultado desse ano t&atilde;o conturbado foi um crescimento do PIB de apenas 2.3%, confirmando o tra&ccedil;o stop and go da economia brasileira das &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Nesse ano o setor agropecu&aacute;rio expandiu&#45;se somente 0.8%, a ind&uacute;stria 2.5% e os servi&ccedil;os 2%. Do lado da despesa o consumo das fam&iacute;lias cresceu 3.1%, a forma&ccedil;&atilde;o bruta do capital fixo 1.6%, as importa&ccedil;&otilde;es 9.5% e o consumo do governo 1.6%. A expans&atilde;o de 11.6% das exporta&ccedil;&otilde;es, apesar do c&acirc;mbio valorizado, foi determinante para a expans&atilde;o, mesmo que pequena, do PIB.</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dessa maneira, ao longo dos tr&ecirc;s primeiros anos do governo Lula firmou&#45;se a import&acirc;ncia do desempenho das exporta&ccedil;&otilde;es para a sustenta&ccedil;&atilde;o de algum n&iacute;vel de atividade no pa&iacute;s, indicando que o novo governo n&atilde;o conseguiu criar condi&ccedil;&otilde;es de crescimento interno, aumentando, portanto, a depend&ecirc;ncia do pa&iacute;s com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; performance do resto do mundo. Al&eacute;m disso, desde o primeiro momento em que a expans&atilde;o das exporta&ccedil;&otilde;es se firmou, v&aacute;rios economistas registraram preocupa&ccedil;&atilde;o com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mudan&ccedil;a de sua pauta, muito mais intensa em produtos com baixo valor adicionado do que no per&iacute;odo de expans&atilde;o econ&ocirc;mica capitaneada pelos militares. A &ecirc;nfase nesses produtos &eacute; tal que esses mesmos economistas consideram que, ao tornar o desempenho da economia brasileira mais dependente dessas exporta&ccedil;&otilde;es, est&aacute;&#45;se promovendo certa "reprimariza&ccedil;&atilde;o".<sup><a href="#nota">6</a></sup> Parte desse processo j&aacute; fica evidenciado quando se analisa a evolu&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o da pauta de exporta&ccedil;&otilde;es. Os produtos b&aacute;sicos, que representavam em 2000 22.8% do total do valor das exporta&ccedil;&otilde;es, tiveram sua participa&ccedil;&atilde;o elevada para 29.3% em 2005. J&aacute; a contribui&ccedil;&atilde;o dos produtos semimanufaturados e dos manufaturados se reduziu, passando de 15.4% para 13.5%, e de 59% para 55.1%, no mesmo per&iacute;odo, respectivamente.<sup><a href="#nota">7</a></sup> Soma&#45;se a esse movimento, de intensifica&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o dos produtos b&aacute;sicos no total das exporta&ccedil;&otilde;es, o fato de que parte dos manufaturados apresenta baixa ou m&eacute;dia intensidade tecnol&oacute;gica (IEDI, 2005), o que d&aacute; um sentido mais amplo &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do termo "reprimariza&ccedil;&atilde;o".<sup><a href="#nota">8</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por isso mesmo, embora o crescimento das exporta&ccedil;&otilde;es tenha garantido crescentes super&aacute;vits da balan&ccedil;a comercial (de U$ 44.8 bilh&otilde;es em 2005, de U$ 33.44 bilh&otilde;es em 2004 e de US$ 24.79 bilh&otilde;es em 2003), sua continuidade n&atilde;o est&aacute; isenta de problemas. Isso porque a minimiza&ccedil;&atilde;o do impacto da aprecia&ccedil;&atilde;o do c&acirc;mbio real durante o ano de 2005, propiciada pelo desempenho favor&aacute;vel dos pre&ccedil;os das commodities e pela decis&atilde;o de alguns setores de manufaturados de aumentar o pre&ccedil;o no mercado internacional (o que teria f&ocirc;lego curto) n&atilde;o tem como se manter caso a evolu&ccedil;&atilde;o do c&acirc;mbio continue t&atilde;o adversa. No caso dos manufaturados, por exemplo, a continuidade desse c&acirc;mbio adverso &eacute; fator de desest&iacute;mulo para a realiza&ccedil;&atilde;o de novos investimentos (Pol&iacute;tica Econ&ocirc;mica em Foco, 2005).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>Emprego, rendimento, distribui&ccedil;&atilde;o de renda e pobreza</i></b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O mau desempenho econ&ocirc;mico registrado no primeiro ano do governo Lula provocou redu&ccedil;&atilde;o de 12.6% do rendimento m&eacute;dio habitual<sup><a href="#nota">9</a></sup> real do trabalhador brasileiro em rela&ccedil;&atilde;o a 2002. A redu&ccedil;&atilde;o do poder aquisitivo foi observada em todas as categorias de ocupa&ccedil;&atilde;o, mesmo levando em conta que categorias mais organizadas conseguiram firmar acordos favor&aacute;veis no segundo semestre, quando o n&iacute;vel de atividade se recuperou um pouco. Nesse primeiro ano, ainda, a taxa m&eacute;dia de desemprego aberto das cinco regi&otilde;es metropolitanas calculada para pelo IBGE registrou aumento (12.3%; quando era 11.7% em 2002).</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em 2004, muito embora a economia tenha crescido 4.9%, o rendimento m&eacute;dio real dos ocupados recuou mais 0.7%, mas a taxa m&eacute;dia de desemprego no ano caiu para 11.5%. Em 2005, o rendimento m&eacute;dio habitual real apresentou uma pequena recupera&ccedil;&atilde;o, crescendo 2% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior. Esse desempenho, contudo, n&atilde;o atingiu os trabalhadores com carteira assinada, os quais sofreram redu&ccedil;&atilde;o de 0.8% em seu rendimento m&eacute;dio habitual real (em 2004 ele havia aumentado 0.3% e, em 2003, havia se reduzido em 4.9%). Nesse ano, a taxa m&eacute;dia de desemprego continuou a cair, registrando 9.8%.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o ao rendimento, vale salientar ainda que, al&eacute;m do rendimento m&eacute;dio real habitual dos ocupados ter registrado redu&ccedil;&atilde;o durante o governo Lula, aprofundou&#45;se o processo de concentra&ccedil;&atilde;o dos ocupados nas faixas de renda mais baixas (Baltar, 2005). Se considerarmos o rendimento principal dos ocupados com 10 anos ou mais, 89.9% recebiam at&eacute; 5 sal&aacute;rios minimos em 2004. Em 2002, esse percentual era de 87.6% (IBGE&#45;Banco de dados&#45;Sidra).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Minist&eacute;rio do Trabalho e do Emprego, nos tr&ecirc;s primeiros anos do governo Lula, foram criados 3 422 700 de empregos formais (admiss&otilde;es l&iacute;quidas=contrata&ccedil;&atilde;o&#45;desligamento), isto &eacute;, com carteira assinada, significando que os trabalhadores est&atilde;o amparados pelas leis trabalhistas e previdenci&aacute;rias vigentes. A ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o contribui com 23.7% dessa expans&atilde;o, o com&eacute;rcio 29.8% e os servicos com 38%. Somente nos dois &uacute;ltimos anos, foram criados 2 777 000 novos empregos formais, superior aos 2.634.000 criados entre janeiro de 1985 e dezembro de 2003.</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ao lado do crescimento do emprego formal, continuou a se expandir a ocupa&ccedil;&atilde;o informal, sem cobertura legal de nenhuma ordem. para se ter id&eacute;ia da import&acirc;ncia do mercado informal no total dos ocupados, em 2004, segundo a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicilios (PNAD), realizada pelo IBGE, 53.45% dos ocupados com 10 anos ou mais n&atilde;o contribuia para nenhum instituto de previd&ecirc;ncia. Se mantida essa propor&ccedil;&atilde;o com rela&ccedil;&atilde;o ao crescimento da ocupa&ccedil;&atilde;o, durante o governo Lula teriam sido criadas 7 344 849 novas ocupa&ccedil;&otilde;es. Esse resultado, al&eacute;m de estar longe do prometido durante a campanha eleitoral por Lula &#45;defendia a necessidade da cria&ccedil;&atilde;o de 10 milh&otilde;es de empregos&#45; estaria fundado na perman&ecirc;ncia do dom&iacute;nio do trabalho informal no mercado de trabalho.</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em termos de distribui&ccedil;&atilde;o pessoal da renda, calculada pelo IBGE mediante a PNAD,<sup><a href="#nota">10</a></sup> as informa&ccedil;&otilde;es relativas aos dois primeiros anos do governo Lula indicam que ao mesmo tempo aumentou a renda apropriada pelo 1% da popula&ccedil;&atilde;o mais rica e a dos mais pobres (20% e 50% mais pobre). J&aacute; a renda dos 10% da popula&ccedil;&atilde;o mais rica apresentou redu&ccedil;&atilde;o. A melhora da popula&ccedil;&atilde;o mais pobre &eacute; condizente com a evolu&ccedil;&atilde;o observada nos indices de Gini e no de T de Theil, os quais, entre 2001 e 2004, ca&iacute;ram de 0.596 para 0.576 e de 0.727 para 0.665, respectivamente. Tamb&eacute;m a participa&ccedil;&atilde;o das pessoas abaixo da linha de indig&ecirc;ncia no total da popula&ccedil;&atilde;o brasileira registrou queda (de 15.2% para 13.1%), muito embora o programa Bolsa Familia, carro&#45;chefe da pol&iacute;tica social do governo Lula, estivesse ainda precariamente implantado no pa&iacute;s em 2004.<sup><a href="#nota">11</a></sup> J&aacute; o percentual de pessoas abaixo da linha de pobreza, em rela&ccedil;&atilde;o ao total da popula&ccedil;&atilde;o, aumentou no primeiro ano de governo, quando o PIB cresceu apenas 0.5%, mas apresentou redu&ccedil;&atilde;o significativa em 2004. Em 2001, 35.1% da popula&ccedil;&atilde;o estava situado abaixo da linha de pobreza; em 2004 este percentual tinha se reduzido para 33.6%. Contudo, o n&uacute;mero de pessoas situadas abaixo da linha de pobreza aumentou de 58.1 milh&otilde;es para 59.4 milh&otilde;es no periodo, revelando qu&atilde;o perversa &eacute; a din&acirc;mica econ&ocirc;mica e social do pa&iacute;s.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O programa Bolsa Fam&iacute;lia, considerado pelo pr&oacute;prio governo Lula como seu maior feito no campo das pol&iacute;ticas sociais, garantiu&#45;lhe uma nova e s&oacute;lida base social de apoio, o que hoje &eacute; confirmado por todas as pesquisas de inten&ccedil;&atilde;o de voto &atilde; presidencia da rep&uacute;blica. J&aacute; em 2004, a partir dos resultados da primeira pesquisa de impacto desse programa, Marques e Mendes (2004) defenderam que esse programa resultaria na amplia&ccedil;&atilde;o da base de apoio do governo Lula para os setores mais desvalidos e menos organizados da sociedade brasileira. Esse programa de transferencia de renda promove uma rela&ccedil;&atilde;o peculiar com o chefe da na&ccedil;&atilde;o, o que foi chamado pelos autores de "novo populismo em tempos de aplica&ccedil;&atilde;o de uma agenda neoliberal" (Marques e Mendes, 2006). Ao promover o aumento da renda familiar em at&eacute; 40%, garante que os benefici&aacute;rios passem a linha de pobreza absoluta, mas n&atilde;o sendo um direito, situa&#45;se no campo restrito das pol&iacute;ticas assistenciais, podendo ser extinto a qualquer tempo. Al&eacute;m disso, a implanta&ccedil;&atilde;o desse programa n&atilde;o foi acompanhada de pol&iacute;ticas que tenham afetado os fatores determinantes da pobreza no Brasil, tais como o acesso &agrave; terra, o favorecimento das classes propriet&aacute;rias e detentoras da riqueza no sistema tribut&aacute;rio, entre outros.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>A pol&iacute;tica macroecon&ocirc;mica: infla&ccedil;&atilde;o, juros, divida e c&acirc;mbio</i></b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A pol&iacute;tica macroecon&ocirc;mica est&aacute; sustentada num conjunto de pol&iacute;ticas decorrentes do Plano Real (Filgueiras, 2000). Implantado em julho de 1994, o plano foi vitorioso no combate &agrave; infla&ccedil;&atilde;o. Entretanto, sua concep&ccedil;&atilde;o, baseada numa taxa de c&acirc;mbio semi&#45;fixa e supervalorizada, taxas de juros elevadas e forte ingresso de capitais estrangeiros, principalmente especulativo, estabeleceu seus pr&oacute;prios limites. As contradi&ccedil;&otilde;es internas do plano aceleraram o endividamento interno e externo, transformaram o saldo positivo na balan&ccedil;a comercial em d&eacute;ficit e aumentaram os desequil&iacute;brios na balan&ccedil;a de transa&ccedil;&otilde;es correntes. O aumento da vulnerabilidade externa decorrente deste processo, juntamente com as crises financeiras internacionais da d&eacute;cada de 1990 levaram&#45;no ao colapso em fins de 1998.<sup><a href="#nota">13</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A reformula&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica macroecon&ocirc;mica realizada diante deste novo quadro baseou&#45;se em tr&egrave;s pilares: na pol&iacute;tica de metas de infla&ccedil;&atilde;o, na ado&ccedil;&atilde;o do regime cambial com taxa flutuante e no compromisso com a gera&ccedil;&atilde;o de super&aacute;vits prim&aacute;rios para evitar o crescimento da divida p&uacute;blica. S&atilde;o esses novos elementos introduzidos na pol&iacute;tica econ&ocirc;mica pelo governo de FHC, que foram aprofundados e que continuaram sendo mantidos pelo governo Lula.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O Conselho Monet&aacute;rio Nacional, seguindo a pol&iacute;tica de metas de infla&ccedil;&atilde;o, havia estabelecido uma ambiciosa meta para o ano de 2002, 3.5% de infla&ccedil;&atilde;o com toler&acirc;ncia de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. Contudo, a taxa efetiva para esse ano, estimada pelo IPCA, foi de 12.53%. Assim, as metas para os anos de 2003 e 2004 foram aumentadas, de 3.25% para 4.0% (n&atilde;o cumprida) e de 3.75% para 5.5%, respectivamente, e a taxa de toler&acirc;ncia tamb&eacute;m foi elevada para 2.5 pontos. Para 2005, a meta de infla&ccedil;&atilde;o foi fixada em 4.5%, com a mesma toler&acirc;ncia. Dessa forma, as metas n&atilde;o cumpridas nos anos de 2001 at&eacute; 2003, foram atingidas nos dois anos seguintes. Para tanto, o Comit&ecirc; de Pol&iacute;tica Monet&aacute;ria manteve a taxa b&aacute;sica de juros em patamares elevad&iacute;ssimos e continua a resistir a uma redu&ccedil;&atilde;o mais acelerada da mesma.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Essa pol&iacute;tica resultou na acelera&ccedil;&atilde;o do endividamento p&uacute;blico em t&iacute;tulos no mercado interno, no aumento da conta de juros e na necessidade de um super&aacute;vit prim&aacute;rio ainda maior. Nos tr&ecirc;s primeiros anos o governo gerou um super&aacute;vit prim&aacute;rio de 4.25%, 4.59% e 4.84% do PIB, respectivamente. Entretanto, a d&iacute;vida em t&iacute;tulos do governo central aumentou 17.4%, 10.7% e 20.9%, nos mesmos anos e a d&iacute;vida l&iacute;quida total do setor p&uacute;blico em rela&ccedil;&atilde;o ao PIB, apesar de ter ca&iacute;do, continua extremamente elevada. Era de 55.5% do PIB, em 2002, aumentou para 57.2% no ano seguinte, e caiu para 51.7% e 51.6%, em 2004 e 2005.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Durante esse per&iacute;odo, houve uma mudan&ccedil;a significativa no perfil da d&iacute;vida mobili&aacute;ria. A participa&ccedil;&atilde;o das Letras do Tesouro Nacional (LTN), cuja remunera&ccedil;&atilde;o contribu&iacute;a com 2.2% da d&iacute;vida colocada no mercado em 2002, passou a representar 26.9% em 2005. Esse t&iacute;tulo, com remunera&ccedil;&atilde;o prefixada pela Selic, teve sua participa&ccedil;&atilde;o aumentada com a redu&ccedil;&atilde;o da taxa b&aacute;sica ocorrida a partir de junho de 2003. As Letras Financeiras do Tesouro (LFT), que representaram em 2005 mais da metade da d&iacute;vida, e as Notas do Tesouro Nacional (NTN), t&iacute;tulos com rentabilidade p&oacute;s&#45;fixada, o primeiro pela Selic e o segundo por &iacute;ndices de pre&ccedil;o ou pelo c&acirc;mbio, apresentaram significativa redu&ccedil;&atilde;o de sua participa&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo. A participa&ccedil;&atilde;o conjunta desses t&iacute;tulos no total da d&iacute;vida diminuiu de 80.2% para 68.6%, entre 2002 e 2005. Dessa forma, uma redu&ccedil;&atilde;o mais acelerada na taxa b&aacute;sica de juros n&atilde;o ir&aacute; diminuir a remunera&ccedil;&atilde;o de mais de um quarto da d&iacute;vida.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os benefici&aacute;rios dessa d&iacute;vida p&uacute;blica interna s&atilde;o os bancos nacionais e estrangeiros, fundos de investimentos e fundos de pens&atilde;o e todos aqueles que disp&otilde;em de um elevado montante de reserva monet&aacute;ria para participar dos fundos de investimentos. Entre os credores da d&iacute;vida p&uacute;blica interna em t&iacute;tulos, que corresponde a cerca de 50% do PIB de 2005, aparecem em primeiro lugar os fundos de investimento, tamb&eacute;m conhecidos como fundos m&uacute;tuos, com cerca de 50% do total. Esses fundos, regidos pela Instru&ccedil;&atilde;o 409 da Comiss&atilde;o de Valores Mobili&aacute;rios (CVM) s&atilde;o definidos da seguinte maneira: "o fundo de investimento &eacute; uma comunh&atilde;o de recursos, constitu&iacute;da sob a forma de condom&iacute;nio, destinado &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o em t&iacute;tulos e valores mobili&aacute;rios, bem como em quaisquer outros ativos dispon&iacute;veis no mercado financeiro e de capitais" (CVM, 2006). Assim, al&eacute;m da aplica&ccedil;&atilde;o em t&iacute;tulos, os fundos reproduzem em escala ampliada o capital fict&iacute;cio constitu&iacute;do pelas a&ccedil;&otilde;es, derivativos, divisas e outros t&iacute;tulos mobili&aacute;rios.<sup><a href="#nota">14</a></sup></font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os bancos aparecem em segundo lugar dentre os detentores dos t&iacute;tulos da d&iacute;vida p&uacute;blica, com mais de 30% dos t&iacute;tulos. Mas, deve&#45;se incluir nesse total cerca de 10% dos t&iacute;tulos vinculados, que s&atilde;o vinculados aos "dep&oacute;sitos compuls&oacute;rios sobre poupan&ccedil;a e dep&oacute;sitos a prazo, reserva t&eacute;cnica, aumento de capital, recursos externos, empr&eacute;stimos de liquidez, cau&ccedil;&atilde;o, dep&oacute;sitos judiciais e c&acirc;maras" (Brasil, 2006). Eles representam uma parte das reservas banc&aacute;rias convertidas em capital monet&aacute;rio. As empresas n&atilde;o financeiras disp&otilde;em de 6.1% dos t&iacute;tulos e os demais detentores s&atilde;o relativamente pouco expressivos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mas esses dados n&atilde;o mostram que os bancos comerciais e de investimentos podem criar e administrar os fundos de investimentos. Segundo a instru&ccedil;&atilde;o 409, esses fundos podem ser administrados por "pessoas jur&iacute;dicas autorizadas pela CVM", ou seja, os bancos s&atilde;o pessoas jur&iacute;dicas que t&ecirc;m a autoriza&ccedil;&atilde;o para atuar no mercado financeiro. Assim, al&eacute;m da carteira pr&oacute;pria eles podem criar e administrar uma parte mais ou menos expressiva dos fundos de investimento. infelizmente, os dados dispon&iacute;veis n&atilde;o permitem avaliar toda a import&acirc;ncia e o peso dos bancos como detentores da d&iacute;vida p&uacute;blica interna. Entretanto, os balan&ccedil;os dos bancos consolidado pelo Banco Central<sup><a href="#nota">15</a></sup> mostram que o sistema financeiro nacional registrava em seu ativo R$ 450.6 bilh&otilde;es em t&iacute;tulos mobili&aacute;rios e derivativos, dos quais R$ 307.5 bilh&otilde;es em posse dos dez maiores bancos, indicando o poder concentrado dos maiores bancos no sistema financeiro.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A combina&ccedil;&atilde;o de juros e super&aacute;vit prim&aacute;rio elevados com maior liberdade e novos incentivos ao ingresso de capitais estrangeiros, associado aos elevados super&aacute;vits em conta corrente, conduziram a uma significativa valoriza&ccedil;&atilde;o cambial entre 2003 e 2005. Considerando as taxas de c&acirc;mbio no final do per&iacute;odo, o real, que havia se desvalorizado 52.29% em 2002, valorizou 18.23% em 2003, 8.13% em 2004, 11.82% em 2005 e, somente em janeiro de 2006, valorizou&#45;se 5.33%. A evolu&ccedil;&atilde;o do c&acirc;mbio beneficiou todas as aplica&ccedil;&otilde;es financeiras e concedeu grandes vantagens &acirc;s remessas de lucros. As remessas, que foram de US$ 6.0 bilh&otilde;es em 2002, cresceram para US$ 13.3 bilh&otilde;es em 2005. A valoriza&ccedil;&atilde;o do real deveria prejudicar as exporta&ccedil;&otilde;es, mas essas, devido &agrave; conjuntura internacional extremamente favor&aacute;vel, n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o foram afetadas como continuaram crescendo.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O resultado l&iacute;quido dos fluxos di&aacute;rios das opera&ccedil;&otilde;es realizadas pelo Banco Central, que envolvem a cria&ccedil;&atilde;o e destrui&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria de moeda, reflete o forte vi&eacute;s monetarista da pol&iacute;tica de metas de infla&ccedil;&atilde;o. Em 2003 ocorreu uma redu&ccedil;&atilde;o da base monet&aacute;ria e em 2004 e 2005 a expans&atilde;o monet&aacute;ria foi inferior a 1% do PIB.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Quando a execu&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria do Tesouro Nacional &eacute; balizada por elevados super&aacute;vits prim&aacute;rios, reduzindo a base monet&aacute;ria, o Banco Central tem que compensar retirando t&iacute;tulos do mercado, ou seja, reduzindo a d&iacute;vida, como foi o caso em 2004. Quando essa opera&ccedil;&atilde;o &eacute; associada ao mercado cambial e &agrave; demanda especulativa por moeda, como em 2002, o estoque da d&iacute;vida colocada no mercado pode ser reduzido. Em 2002, a demanda por divisas, que pressionou a infla&ccedil;&atilde;o e a desvaloriza&ccedil;&atilde;o cambial, levou o Banco Central a vender mais U$ 9.0 bilh&otilde;es no mercado de c&acirc;mbio e a elevar a taxa b&aacute;sica de juros de 18%, em setembro, para 25%, em dezembro. Mas a instabilidade decorrente das elei&ccedil;&otilde;es e a perspectiva de novos aumentos na taxa b&aacute;sica de juros fizeram com que os operadores do mercado financeiro convertessem seus t&iacute;tulos em moeda, no aguardo de novos aumentos. A garantia demonstrada pelo governo fez com que o movimento especulativo expresso nos dep&oacute;sitos dos bancos no Banco Central deixasse de exercer efeitos importantes nos tr&ecirc;s primeiros anos do governo Lula.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em 2004 e 2005, o efeito do aumento do super&aacute;vit prim&aacute;rio volta a aparecer claramente nas opera&ccedil;&otilde;es do Tesouro Nacional, expressando&#45;se em fort&iacute;ssima redu&ccedil;&atilde;o da base monet&aacute;ria. Em compensa&ccedil;&atilde;o, a interven&ccedil;&atilde;o do Banco Central no mercado de c&acirc;mbio, comprando d&oacute;lares, s&oacute; &eacute; significativa em 2005, quando mais de US$ 21.0 bilh&otilde;es s&atilde;o adquiridos. Por essa raz&atilde;o, as opera&ccedil;&otilde;es com os t&iacute;tulos p&uacute;blicos federais diminu&iacute;ram fortemente entre 2004 e 2005.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O Banco Central assumiu, desde 2002, o papel de banqueiro da especula&ccedil;&atilde;o financeira atrav&eacute;s dos contratos de swap entre os t&iacute;tulos indexados &agrave; varia&ccedil;&atilde;o cambial e os indexados aos outros &iacute;ndices, o que est&aacute; registrado como ajustes nas opera&ccedil;&otilde;es com derivativos. Nesse ano, o Banco Central teve que arcar com os custos da desvaloriza&ccedil;&atilde;o do real, produzindo grande preju&iacute;zo ao Tesouro Nacional. Mas com a revaloriza&ccedil;&atilde;o do real, os resultados t&ecirc;m sido favor&aacute;veis ao Banco Central, o que estabelece limites &acirc; sua interven&ccedil;&atilde;o no mercado de c&acirc;mbio: quanto maior a interven&ccedil;&atilde;o, para desvalorizar o real e ampliar a competitividade das exporta&ccedil;&otilde;es, maior ser&aacute; o custo desses ajustes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Al&eacute;m do mais, o Banco Central est&aacute; ref&eacute;m de sua pr&oacute;pria pol&iacute;tica monet&aacute;ria restritiva. N&atilde;o pode compra divisas maci&ccedil;amente, pois teria que troc&aacute;&#45;las por t&iacute;tulos da d&iacute;vida p&uacute;blica interna, cuja taxa de juros &eacute; muito superior &agrave;s remunera&ccedil;&otilde;es obtidas com a aplica&ccedil;&atilde;o das reservas. Se comprar essas divisas, cujo ingresso est&aacute; valorizando o real e sinalizando para uma futura restri&ccedil;&atilde;o &agrave;s exporta&ccedil;&otilde;es e ao saldo positivo na conta corrente, teria que encontrar uma forma mais adequada para a sua utiliza&ccedil;&atilde;o. O governo tem trocado as d&iacute;vidas em b&ocirc;nus, decorrentes da renegocia&ccedil;&atilde;o das de 1994, por novas d&iacute;vidas a taxas menores, pelo menos no momento atual. Al&eacute;m disso, trocou a d&iacute;vida com o fmi por d&iacute;vidas com o mercado interno e externo a taxas de juros muito mais elevadas.<sup><a href="#nota">16</a></sup> Um dos resultados dessas opera&ccedil;&otilde;es tem sido o alongamento do prazo das d&iacute;vidas e uma significativa redu&ccedil;&atilde;o, tanto na d&iacute;vida externa total quanto na d&iacute;vida externa do setor p&uacute;blico. A primeira caiu de US$ 210.7 bilh&otilde;es em dezembro de 2002, para US$ 169.5 bilh&otilde;es, em dezembro de 2005. A segunda caiu de US$ 110.5 bilh&otilde;es para US$ 87.6 bilh&otilde;es, no mesmo per&iacute;odo.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Esses dados mostram a elevada depend&ecirc;ncia e subordina&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#nota">17</a></sup> da pol&iacute;tica econ&ocirc;mica do governo Lula aos mercados financeiros nacionais e internacionais e a transforma&ccedil;&atilde;o do Brasil em um "locus de valoriza&ccedil;&atilde;o financeira" (Paulani e Pato, 2005:64). Assim, al&eacute;m dos compromissos decorrentes do endividamento interno e externo, o estoque de capitais especulativos externos, aplicado na Bolsa de Valores de S&atilde;o Paulo e em t&iacute;tulos da d&iacute;vida p&uacute;blica interna, recebeu um tratamento especial. Segundo o Boletim do Banco Central do Brasil (2006), o saldo dessas aplica&ccedil;&otilde;es, que era de US$ 10.3 bilh&otilde;es em dezembro de 2002, atingiu o montante de US$ 77.6 bilh&otilde;es em junho de 2006, 80.1% em a&ccedil;&otilde;es, 15.3 em t&iacute;tulos<sup><a href="#nota">18</a></sup> e o restante em outras aplica&ccedil;&otilde;es. Durante esse per&iacute;odo, o ingresso l&iacute;quido de capitais destinado &agrave;s aplica&ccedil;&otilde;es em carteira atingiu o montante de apenas U$ 6.8 bilh&otilde;es. Toda a diferen&ccedil;a decorre da valoriza&ccedil;&atilde;o acion&aacute;ria na Bolsa de Valores e dos dois movimentos j&aacute; analisados, a elevada taxa real de juros e a valoriza&ccedil;&atilde;o cambial. Esse estoque de capital especulativo deixa o pa&iacute;s em uma situa&ccedil;&atilde;o extremamente fragilizada em face de um novo ataque especulativo, pois as reservas internacionais eram de US$ 62.7 bilh&otilde;es, no final de junho de 2006.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>Crise pol&iacute;tica e governabilidade</i></b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O desempenho p&iacute;fio da economia, no primeiro ano do Governo Lula, foi decorrente da crise desencadeada ainda antes das elei&ccedil;&otilde;es, em 2002. A taxa de crescimento do PIB foi med&iacute;ocre, a infla&ccedil;&atilde;o diminuiu, mas continuou bastante elevada, o desemprego cresceu e a renda dos trabalhadores caiu. Naquele momento, a pol&iacute;tica macroecon&ocirc;mica era comandada pelo Ministro da Fazenda Ant&ocirc;nio Palocci Filho e pelo Presidente do Banco Central do Brasil Henrique de Campos Meirelles e secundada pelos Ministros Guido Mantega, do Planejamento, pelo fazendeiro Jo&atilde;o Roberto Rodrigues, da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento e pelo industrial Luiz Roberto Furlan, do Desenvolvimento, ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Exterior. Com exce&ccedil;&atilde;o de Antonio Palocci e Guido Mantega, os demais Ministros podem ser considerados como representantes diretos dos interesses das classes dominantes nacionais e internacionais, no governo.</font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Superada a crise em 2003, a economia cresceu com mais vigor em 2004, embalada principalmente pela conjuntura expansiva da economia mundial, apesar das medidas de pol&iacute;tica econ&ocirc;mica serem contr&aacute;rias &agrave; expans&atilde;o econ&ocirc;mica. O crescimento anual do PIB, observado em 2004, amplamente comemorado pelo governo, camuflava a tend&ecirc;ncia &agrave; queda observ&aacute;vel no &uacute;ltimo trimestre daquele ano e que se repetiu no primeiro trimestre de 2005. Neste momento, eclode mais um esc&acirc;ndalo pol&iacute;tico, desta vez contra a c&uacute;pula do Partido dos Trabalhadores (PT) e dos partidos aliados, o Partido Progressista (PP), o Partido Liberal (PL) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). A conseq&uuml;&ecirc;ncia foi o desenvolvimento de uma crise pol&iacute;tica que acaparou as manchetes di&aacute;rias da m&iacute;dia.</font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ap&oacute;s a den&uacute;ncia de Roberto Jefferson, Presidente do PTB, contra o Ministro da Casa Civil, Jos&eacute; Dirceu, foi criada uma Comiss&atilde;o Parlamentar Mista de inqu&eacute;rito,<sup><a href="#nota">19</a></sup> mais conhecida como a "CPI dos correios", cujas revela&ccedil;&otilde;es praticamente paralisaram o governo em todo o segundo semestre de 2005 e obrigaram o Lula a fazer uma reforma ministerial. Essa CPI visava dar conta da substitui&ccedil;&atilde;o do poderoso Ministro Jos&eacute; Dirceu e obter mais apoio pol&iacute;tico para viabilizar a continuidade do governo e o projeto de sua reelei&ccedil;&atilde;o em 2006.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A Comiss&atilde;o detectou a participa&ccedil;&atilde;o de dezenas de pessoas, acusou 19 deputados e aprovou a cassa&ccedil;&atilde;o dos seus mandatos parlamentares. Dentre eles, foram cassados Roberto Jefferson (PTB&#45;RJ), Jos&eacute; Dirceu (PT&#45;SP) e Pedro Corr&ecirc;a (PP&#45;PE), outros quatro renunciaram a seus mandatos e onze parlamentares foram absolvidos<sup><a href="#nota">20</a></sup> pelo plen&aacute;rio da C&acirc;mara Federal ou pelo Conselho de &Eacute;tica.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Acusados de desvio de dinheiro p&uacute;blico, compras de votos de parlamentares, tr&aacute;fico de influ&ecirc;ncias e at&eacute; de forma&ccedil;&atilde;o de quadrilha,<sup><a href="#nota">21</a></sup> os membros mais importantes e influentes do PT no governo foram gradativamente afastados, culminando com a queda do mais poderoso Ministro do Governo Lula, Antonio Palocci Filho, que foi substitu&iacute;do por Guido Mantega, em abril de 2006.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Essa sucess&atilde;o de esc&acirc;ndalos pol&iacute;ticos, envolvendo parlamentares do PT e da base de apoio parlamentar do Governo Lula, praticamente n&atilde;o afetou o desempenho da economia brasileira. O comportamento err&aacute;tico e a tend&ecirc;ncia &agrave; estagna&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica &eacute; essencialmente o resultado da combina&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas monet&aacute;ria, fiscal e cambial mantidas pelo governo. A suposta governabilidade foi garantida pelos polpudos pagamentos de juros e pelo aprofundamento da pol&iacute;tica favor&aacute;vel ao capital financeiro. infelizmente, o Governo Lula perdeu a oportunidade de conduzir uma mudan&ccedil;a substantiva na pol&iacute;tica econ&ocirc;mica que propiciasse um crescimento econ&ocirc;mico, uma redu&ccedil;&atilde;o dos compromissos financeiros e uma diminui&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais, favorecido pelas excelentes condi&ccedil;&otilde;es da economia internacional durante o seu primeiro governo. As expectativas de revers&atilde;o da economia internacional, associada ao enorme endividamento interno, aos compromissos de remessas de juros e lucros e ao estoque de aplica&ccedil;&otilde;es especulativas colocar&aacute; o pr&oacute;ximo governo em situa&ccedil;&atilde;o ainda mais fr&aacute;gil obrigando&#45;o a uma subordina&ccedil;&atilde;o ainda maior ao capital financeiro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font face="verdana" size="2">* * * *</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s primeiros anos do governo Lula mostra que o sentido principal da pol&iacute;tica econ&ocirc;mica foi buscar atender continuamente os interesses do "mercado".<sup><a href="#nota">22</a></sup> Para isso, procurou aumentar a qualquer custo os super&aacute;vits prim&aacute;rios, evitou intervir no mercado de c&acirc;mbio e deu continuidade &agrave;s reformas neoliberais, o que somente ele poderia fazer. Na avalia&ccedil;&atilde;o de alguns analistas, entre os quais destaca&#45;se Oliveira (2003), somente um governo formado por um presidente ex&#45;metal&uacute;rgico e l&iacute;der do Partido dos Trabalhadores, e por seus principais quadros, poderia gerar algo t&atilde;o estranho como o ornitorrinco, indo mais al&eacute;m do que seus antecessores no cumprimento da agenda neoliberal. A bem da verdade, na medida em que o governo Lula promoveu uma verdadeira am&aacute;lgama entre governo, partido (PT) e sindicatos, os movimentos sociais ficaram praticamente manietados, sem capacidade de resposta e mobiliza&ccedil;&atilde;o &agrave;s investidas do governo no campo previdenci&aacute;rio, dos direitos trabalhistas, no tratamento do meio ambiente e de quest&otilde;es relativas aos transg&ecirc;nicos, entre outros.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em termos de crescimento da economia, da redu&ccedil;&atilde;o do desemprego e das desigualdades na distribui&ccedil;&atilde;o da renda e da riqueza, os resultados observados nesses tr&ecirc;s primeiros anos foram med&iacute;ocres.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Eleitas como prioridades absolutas neste modelo, a estabilidade monet&aacute;ria e o controle da d&iacute;vida n&atilde;o deixam muito espa&ccedil;o para o crescimento econ&ocirc;mico, dada a intera&ccedil;&atilde;o de suas pe&ccedil;as, a n&atilde;o ser em per&iacute;odos em que a conjuntura internacional se mostre extremamente favor&aacute;vel, como nos &uacute;ltimos anos. Mesmo neste caso, se a pol&iacute;tica econ&ocirc;mica n&atilde;o for suficientemente capaz de aproveitar essa oportunidade &#45;como tem ocorrido no governo do presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva&#45;, primando&#45;se pelo conservadorismo &#45;ou pelo medo de crescer!&#45;, o pa&iacute;s continuar&aacute; fadado a conviver com baixas e med&iacute;ocres taxas de crescimento.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Assim, apesar da relativa redu&ccedil;&atilde;o da pobreza absoluta decorrente das pol&iacute;ticas assistenciais do programa Bolsa Fam&iacute;lia, a desigualdade social continuou em termos globais e os principais representantes do "mercado", os bancos, continuaram a obter polpudos benef&iacute;cios. "Os balan&ccedil;os rec&eacute;m divulgados indicam um crescimento excepcional do lucro dos bancos em 2005. O lucro l&iacute;quido dos principais bancos do pa&iacute;s &#45;Banco do Brasil (BB), Caixa Econ&ocirc;mica Federal (CEF), Bradesco, Ita&uacute; e Unibanco&#45; registrou um expressivo crescimento de 49.9%, somando R$ 18.8 bilh&otilde;es" (DIEESE, 2006).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O contraste entre esses dois resultados, somado ao fato de o governo Lula ter antecipadamente saldado a d&iacute;vida junto ao FMI (o que foi seguido da emiss&atilde;o de t&iacute;tulos a juros mais elevados do que os comprometidos com o FMI), confirma a inclina&ccedil;&atilde;o desse governo aos interesses do capital financeiro. Do lado da pol&iacute;tica econ&ocirc;mica, o mesmo pode ser destacado: a pol&iacute;tica de metas de infla&ccedil;&atilde;o constitui uma camisa de for&ccedil;a cujo &uacute;nico resultado tem sido a manuten&ccedil;&atilde;o da mais alta taxa de juros, inviabilizando o investimento, impedindo a gera&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria de novos empregos e aumentando o endividamento interno. Essa pol&iacute;tica, ao elevar a d&iacute;vida interna, promove o sucateamento do Estado e torna suas a&ccedil;&otilde;es no campo social cada vez mais prec&aacute;rias, justificando aos olhos de segmentos crescentes da popula&ccedil;&atilde;o a substitui&ccedil;&atilde;o do Estado pelo mercado, na promo&ccedil;&atilde;o e garantia das aposentadorias e dos cuidados com a sa&uacute;de.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Bibliografia</b></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Antunes, R.A., Desertifica&ccedil;&atilde;o neoliberal no Brasil (Collor, FHC e <i>Lula),</i> Campinas (SP), Autores Associados, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271796&pid=S0301-7036200600040001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Arantes, P.E., <i>Zero a Esquerda,</i> S&atilde;o Paulo, Conrad Editora, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271798&pid=S0301-7036200600040001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Baltar, P., "Sal&atilde;rio M&iacute;nimo e Mercado de Traballio", in P. Baltar, C.E. Dedecca e J.D. Krein (orgs), <i>Sal&atilde;rio m&iacute;nimo e desenvolvimiento,</i> Editora Campinas: Unicamp, Instituto de Economia, 2005, pp. 41&#45; 48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271800&pid=S0301-7036200600040001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Belluzzo, L.G. e R. Carneiro, "Globaliza&ccedil;&atilde;o e Integra&ccedil;&atilde;o Perversa", in <i>Pol&iacute;tica Econ&ocirc;mica em Foco,</i> Boletim Semestral do Centro de Estudos de Conjuntura e Pol&iacute;tica Econ&ocirc;mica do Instituto de Economia, Instituto de Economia, Unicamp, Campinas, no. 1, maio/agosto, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271802&pid=S0301-7036200600040001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Boito Jr, A., "A hegemonia neoliberal no governo <i>Lula", Cr&iacute;tica Marxista,</i> S&atilde;o Paulo, Revan, no. 17, novembro 2003, pp. 10&#45;36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271804&pid=S0301-7036200600040001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Borges Neto, J.M., "Um governo contradit&oacute;rio", <i>Revista da</i> <i>sep,</i> Rio de Janeiro, 7 Letras, no. 12, junho 2003, pp. 7&#45;27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271806&pid=S0301-7036200600040001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Brasil, Banco Central do Brasil, Boletim do Banco Central, agosto de 2006, <a href="http://www.bcb.gov.br/?BOLETIMEST" target="_blank">http://www.bcb.gov.br/?BOLETIMEST</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271808&pid=S0301-7036200600040001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Brasil, Banco Central do Brasil, Notas Econ&ocirc;mico&#45;financeiras para a imprensa, <a href="http://www.bcb.gov.br/htms/infecon/notas.asp?idioma=p&amp;id=ecoimphist." target="_blank">http://www.bcb.gov.br/htms/infecon/notas.asp?idioma=p&id=ecoimphist.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271809&pid=S0301-7036200600040001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></font></p>      <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Carneiro, Maria L&uacute;cia Fattorelli, Contradi&ccedil;&atilde;o inexpli&ccedil;&atilde;vel: Por qu&eacute; o Governo <i>Lula</i> acelera endividamento caro e quita divida bem mais barata?, <a href="http://www.jubileubrasil.org.br/dividas/auditoria/boletim15fmi.htm" target="_blank">http://www.jubileubrasil.org.br/dividas/auditoria/boletim15fmi.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271811&pid=S0301-7036200600040001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Critica marxista, O Governo Luta e o PT (debate). in <i>Cr&iacute;tica Marxista,</i> no. 18, S&atilde;o Paulo, Revan, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271813&pid=S0301-7036200600040001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Comiss&atilde;o de Valores Mobili&atilde;rios (CVM), Instru&ccedil;&atilde;o 409 , <a href="http://www.cvm.gov.br/asp/cvmwww/atos/exiato.asp?File=%5Cinst%5 Cinst409.htm" target="_blank">http://www.CVM.gov.br/asp/CVMwww/atos/exiato.asp?File=%5Cinst%5 Cinst409.htm</a>.<i> Acesso em 10/08/2006</i></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271815&pid=S0301-7036200600040001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">De Paula, J.A. (org), <i>A Economia Pol&iacute;tica da mudanqa. Os desafios e os equ&iacute;vocos do in&iacute;cio do Governo Lula,</i> Belo Horizonte, Editora Aut&eacute;ntica, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271816&pid=S0301-7036200600040001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45; (org.) <i>Adeus ao desenvolvimento: a opq&atilde;o do governo Lula,</i> Belo Horizonte, Editora Aut&eacute;ntica, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271818&pid=S0301-7036200600040001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;, A longa servid&atilde;o: a trajet&oacute;ria do capitalismo no Brasil, in J.A. De Paula (org). <i>Adeus ao desenvolvimento: a opq&atilde;o do governo</i> Lula, Belo Horizonte, Editora Aut&eacute;ntica, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271820&pid=S0301-7036200600040001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Departamento Intersindical de Estetistica e Estudos Socio Econ&oacute;micos (DIEESE), O Lucro dos Bancos em 2005, <a href="http://www.dieese.org.br/ notatecnica/notatec18lucroDosBancos.pdf" target="_blank">http://www.diese.org.br/ notatecnica/notatec18lucroDosBancos.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271822&pid=S0301-7036200600040001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Filgueiras, Luiz, <i>Hist&oacute;ria do Plano Real,</i> S&atilde;o Paulo, Boitempo, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271823&pid=S0301-7036200600040001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fliguenspan, F.B., "Dois anos de Governo Lula: da crise &atilde;s amarras do crescimento", <i>Indicadores Econ&oacute;micos FEE. A pol&iacute;tica econ&oacute;mica e a retomada do crescimento brasileiro,</i> Porto Alegre, vol. 33, no.1, 2005, pp. 135&#45;156.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271825&pid=S0301-7036200600040001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Funda&ccedil;&atilde;o de Economia e Estatistica (FEE), <i>Indicadores Econ&oacute;micos,</i> vol. 33, no. 1, <i>A pol&iacute;tica econ&ocirc;mica e a retomada do crescimento,</i> Porto Alegre, FEE, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271827&pid=S0301-7036200600040001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Marques, R. M. e A. Mendes, "Notas sobre o Social no governo <i>Lula:</i> a constru&ccedil;&atilde;o de um novo populismo em tempos de aplica&ccedil;&atilde;o de uma agenda neoliberal", in <i>Anais do</i> <i>IV</i> <i>Col&oacute;quio Latino&#45;americano de Economistas Pol&iacute;ticos,</i> S&atilde;o Paulo, novembro de 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271829&pid=S0301-7036200600040001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;&#45;, "O Social no Governo <i>Lula:</i> a Constru&ccedil;&atilde;o de um Novo Populismo em Tempos de Aplica&ccedil;&atilde;o de uma Agenda Neoliberal", <i>Revista de Economia Pol&iacute;tica,</i> S&atilde;o Paulo, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271831&pid=S0301-7036200600040001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Marx, Karl, <i>O Capital,</i> livro III, S&atilde;o Paulo, Nova Cultural, 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271833&pid=S0301-7036200600040001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Moraes Jr., A.C., "O crescimento em 2004 e os limites dapol&iacute;tica macroecon&ocirc;mica", <i>Indicadores Econ&oacute;micos FEE. A pol&iacute;tica econ&ocirc;mica e a retomada do crescimento brasileiro,</i> Porto Alegre, vol. 33, no.1, 2005, pp. 41&#45;54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271835&pid=S0301-7036200600040001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Oliveira, F.A. e P.A. Nakatani, "Politica macroecon&ocirc;mica do crescimento insustent&atilde;vel", <i>Indicadores Econ&oacute;micos FEE, A pol&iacute;tica econ&ocirc;mica e a retomada do crescimento brasileiro,</i> Porto Alegre, vol. 33, no.1, 2005, pp. 99&#45;124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271837&pid=S0301-7036200600040001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Oliveira, Francisco, "O Ornitorrinco", in Francisco Oliveira, <i>Cr&iacute;tica &atilde; raz&atilde;o dualista e o ornitorrinco,</i> S&atilde;o Paulo, Boitempo, 2003, pp. 121&#45;150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271839&pid=S0301-7036200600040001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Paulani, L.M. e C.G. Pato, "Investimientos e servid&atilde;o financeira: o Brasil do &uacute;ltimo quarto de s&eacute;culo", in J.A. De Paula (org.), <i>Adeus ao desenvolvimento: a opq&atilde;o do governo</i> Lula, Belo Horizonte, Editora Aut&eacute;ntica, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271841&pid=S0301-7036200600040001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Politica Econ&ocirc;mica Em Foco, Boletim Semestral do Centro de Estudos de Conjuntura e Politica Econ&ocirc;mica do Instituto de Economia, Instituto de Economia, UNICAMP, Campinas, no. 6, maio/out., 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271843&pid=S0301-7036200600040001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Sader, E. (org.), <i>Governo</i> Lula. <i>Decifrando o enigma,</i> S&atilde;o Paulo, Viramundo, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6271845&pid=S0301-7036200600040001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><a name="nota"></a>Notas</b></font></p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>1</sup> Consideramos na divida externa total, os empr&eacute;stimos intercompanhia. A rela&ccedil;&atilde;o divida/ PIB diminuiu mais fortemente devido &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o do real frente ao d&oacute;lar; a taxa m&eacute;dia de c&acirc;mbio que havia sido de 3 0715 em 2003, caiu para 2 9257 em 2004 e para 2 4341 em 2005; uma redu&ccedil;&atilde;o de 16.8% no &uacute;ltimo ano. Ressalte&#45;se que em 2002 o real estava ainda mais valorizado. O PIB de 2005, de R$ R$ 1 937 trilh&atilde;o, convertido em d&oacute;lares por R$ 2 4341 (m&eacute;dia negociada em 2005) alcan&ccedil;ou US$ 795 776 bilh&otilde;es. Sobre a divida externa ver: <a href="http://www.bcb.gov.br/pec/sdds/port/DetDivExterna_p.shtm" target="_blank">http://www.bcb.gov.br/pec/sdds/port/DetDivExterna_p.shtm</a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup> Em abril de 2006, a taxa de juros real estava em 11.1%, <a href="http://www.grvisMo.com.br/relatorios" target="_blank">http://www.grvis&atilde;o.com.br/relatorios</a></font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>3</sup> Logo no inicio do governo Lula, desenrolou&#45;se um debate, principalmente entre intelectuais da esquerda brasileira, sobre a convers&atilde;o da dire&ccedil;&atilde;o do Partido dos Trabalhadores ao neoliberalismo e a natureza da pol&iacute;tica econ&ocirc;mica. A discuss&atilde;o foi marcada pela express&atilde;o "Beijando a Cruz" (Arantes, 2004), como se houvesse ocorrido uma r&aacute;pida e espetacular convers&atilde;o  do PT ao neoliberalismo. Uma posi&ccedil;&atilde;o oposta &eacute; defendida por Boito Jr (2003) e Borges Neto (2003), segundo estes autores, o processo de convers&atilde;o do PT teve inicio muito antes e foi acompanhada por um distanciamento entre o programa de governo e o programa do PT.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>4</sup> Ver Moraes Jr. (2005), Oliveira e Nakatani (2005) e Fliguenspan (2005).</font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>5</sup> Um dos primeiros balancos sobre a pol&iacute;tica econ&ocirc;mica do governo Lula foi organizado por De Paula, 2003.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>6</sup> Ver Belluzzo e Carneiro (2003).</font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>7</sup> O total n&atilde;o atinge os 100% devido &agrave;s opera&ccedil;&otilde;es especiais.</font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>8</sup> Essa "reprimariza&ccedil;&atilde;o" n&atilde;o implica, contudo, que tenha havido queda do valor exportado dos produtos industrializados.</font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>9</sup> No c&aacute;lculo do rendimento habitual n&atilde;o s&atilde;o consideradas as horas extras, os atrasados, as f&eacute;rias, etc.</font></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>10</sup> A PNAD considera a renda mensal familiar <i>per capita</i> Para os assalariados, considera a remuneradlo bruta a que teriam direito, mas exclui o d&eacute;cimo terceiro sal&aacute;rio, participa&ccedil;&atilde;o nos lucros e outros beneficios como moradia, alimenta&ccedil;&atilde;o, roupas, transporte, etc, derivadas da rela&ccedil;&atilde;o salarial. Para os trabalhadores por conta pr&oacute;pria e empregadores, considera a renda bruta menos as despesas efetuadas com o empreendimento. Inclui, ainda, outras rendas como o bolsa&#45;familia, a complementa&ccedil;&atilde;o de aposentadoria e rendimentos de aplica&ccedil;&atilde;o financeira.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>11</sup> Somente em 2005 esse programa atingiu o conjunto dos municipios brasileiros.</font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>12</sup> Para assegurar a vit&oacute;ria de Fernando Henrique Cardoso contra Lula, o FMI e a comunidade financeira internacional organizaran! um gigantesco empr&eacute;stimo de US$ 41.6 bilh&otilde;es ao Brasil. Desse total, US$ 18.1 bilh&otilde;es do pr&oacute;prio Fundo, mais de 600% da cota do Brasil, US$ 9.0 bilh&otilde;es do Banco Mundial e do BID e US$ 14.5 bilh&otilde;es dos Estados Unidos, Jap&atilde;o e Canad&aacute;.</font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>13</sup> As demais medidas neoliberais, como as reformas tribut&aacute;ria e da previdencia, a privatiza&ccedil;&atilde;o, a lei de falencias e a libera&ccedil;&atilde;o comercial e financeira continuami sendo impulsionadas pelo novo governo.</font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>14 </sup>"A forma&ccedil;&atilde;o do capital fict&iacute;cio chama&#45;se capitaliza&ccedil;&atilde;o. Cada receita que se repete regularmente &eacute; capitalizada em se calculando na base da taxa m&eacute;dia de juros, como import&acirc;ncia que um capital, emprestado a essa taxa de juros, proporcionaria; se, por exemplo, a receita anual=100 libras esterlinas e a taxa de juros=5%, ent&atilde;o as 100 libras seriam o juro anual de 2.000 libras esterlinas, e essas 2.000 libras esterlinas s&atilde;o agora consideradas o valor&#45;capital do t&iacute;tulo jur&iacute;dico de propriedade sobre as 100 libras anuais. [...] o capital, do qual o pagamento feito pelo Estado considera&#45;se um fruto (juro), permanece capital ilus&oacute;rio, fict&iacute;cio. A soma que foi emprestada ao Estado j&aacute; n&atilde;o existe ao todo" (Marx, 1986:11).</font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>15 </sup><a href="http://www.bcb.gov.br/fis/TOP50/port/Top502006031P.asp" target="_blank">http://www.bcb.gov.br/fis/TOP50/port/Top502006031P.asp</a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>16</sup> Carneiro, Maria L&uacute;cia Fattorelli. Contradicao inexplic&aacute;vel: Por qu&eacute; o Governo Lula acelera endividamento caro e quita divida bem mais barata? <a href="http://www.jubileubrasilorg.br/dividas/auditoria/boletim15fmi.htm" target="_blank">http://www.jubileubrasilorg.br/dividas/auditoria/boletim15fmi.htm</a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>17</sup> Ou "servidao financeira" segundo Paulani e Pato (2005).</font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>18</sup> O estimulo ao ingresso de capital especulativo para a aplica&ccedil;&atilde;o em titulos p&uacute;blicos foi ampliado com a isen&ccedil;&atilde;o do pagamento de imposto de renda, no inicio de 2006. A participa&ccedil;&atilde;o dessas aplica&ccedil;&otilde;es em janeiro de 2006 era de apenas 6.5%.</font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>19</sup> O Relat&oacute;rio da CPMI encontra&#45;se em <a href="http://www.cpmidoscorreios.org.br" target="_blank">http://www.cpmidoscorreios.org.br</a></font></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>20</sup> At&eacute; o inicio do m&ecirc;s de maio de 2006, restava somente o processo contra Jos&eacute; Janene do pp. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0405200605.htm" target="_blank">http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0405200605.htm</a></font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>21</sup> O Procurador&#45;geral da Rep&uacute;blica, Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, utiliza essa express&atilde;o na den&ugrave;ncia que fez contra quarenta pessoas implicadas por "pr&aacute;ticas criminosas". Entre elas constam os nomes de Jos&eacute; Dirceu, Jos&eacute; Genoino, Luiz Gushiken, Jo&atilde;o Paulo Cunha, Del&ugrave;bio Soares e Silvio Pereira, todos da c&uacute;pula do Partido dos Trabalhadores, <a href="http://www1.folha.uolcom.br/folha/brasil/20060412&#45;denuncia_pgr.pdf" target="_blank">http://www1.folha.uolcom.br/folha/brasil/20060412&#45;denuncia_pgr.pdf</a></font></p>         <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>22</sup> Referimo&#45;nos ao mercado financeiro nacional e internacional.</font></p>      ]]></body><back>
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