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<journal-title><![CDATA[Investigaciones geográficas]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Universidad Nacional Autónoma de México, Instituto de Geografía]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Planos para o Império: Os planos de viação do Segundo Reinado (1869-1889)]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Departamento de Geografia ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Rese&ntilde;as</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>Neto, M. F. de S. (2012),<i> Planos para o Imp&eacute;rio. Os planos de via&ccedil;&atilde;o do Segundo Reinado (1869&#150;1889)</i></b></font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Larissa Alves de Lira</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="3"><b> Alameda, S&atilde;o Paulo, 263 p., ISBN 978&#150;85&#150;7939&#150;119&#150;4</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Departamento de Geografia, Universidade de S&atilde;o Paulo</i></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O livro aqui resenhado foi escrito como tese de doutorado, defendida em 2004 na Universidade de S&atilde;o Paulo (Brasil). O autor, atualmente ocupando a cadeira de teoria e m&eacute;todo em geografia da mesma universidade, iniciou seus estudos no estado do Cear&aacute;, migrando para as salas acad&ecirc;micas paulistanas em 1992, onde come&ccedil;ou a desenvolver sua disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado intitulada "Senador Pompeu: um ge&oacute;grafo do poder no Imp&eacute;rio do Brasil" (defendida em 1997). O doutorado que d&aacute; t&iacute;tulo ao livro teve in&iacute;cio em 2000 e, como se pode observar em sua trajet&oacute;ria intelectual, Manoel Fernandes desenvolve seus estudos preferindo abordar uma hist&oacute;ria que n&atilde;o esteja limitada &agrave;s fronteiras disciplinares da geografia acad&ecirc;mica.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Com efeito, n&atilde;o foi a gera&ccedil;&atilde;o de Manoel que inaugurou os debates sobre a hist&oacute;ria da geografia no Brasil, mas das antigas gera&ccedil;&otilde;es at&eacute; a sua, existe uma diferen&ccedil;a significativa de abordagem. Muitos ge&oacute;grafos, formados entre as d&eacute;cadas de 30 a 50, produziram coment&aacute;rios sobre a hist&oacute;ria da disciplina: Azevedo analisou os primeiros impulsos da geografia brasileira alimentada pela escola francesa (Azevedo, 1976), Mamigonian observou a g&ecirc;nese de geografia e seus cruzamentos com outras disciplinas (Mamigonian, 1999), Carlos Augusto Monteiro (Monteiro, 1980) elaborou uma obra de estilo testemunhal.<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="1a"></a> O que &eacute; marcante nessa historiografia &eacute; o estilo ensa&iacute;sta, sem especificidade metodol&oacute;gica e a focaliza&ccedil;&atilde;o de objeto na hist&oacute;ria disciplinar ou institucional da geografia.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A geografia cr&iacute;tica produziu &#150; e ainda produz &#150; sua leitura da hist&oacute;ria, numa perspectiva talvez um pouco iconoclasta: a "pequena hist&oacute;ria cr&iacute;tica" de Robert Moraes atingiu um p&uacute;blico at&eacute; ent&atilde;o alheio &agrave; hist&oacute;ria da disciplina e firmou&#150;se como um verdadeiro manual (Moraes, 2007); Lia Os&oacute;rio Machado tamb&eacute;m mergulhou nos estudos sobre o passado (Machado, 1995); Milton Santos p&ocirc;s abaixo alguns mitos sobre autores cl&aacute;ssicos, consolidando o que se chamaria de "tradicional" tudo o que diz respeito &agrave; geografia cl&aacute;ssica (Santos, 2004). Nesse sentido, a revis&atilde;o "cr&iacute;tica" da hist&oacute;ria da geografia foi utilizada como forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica para estudos geogr&aacute;ficos mais amplos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dessa forma, foi a gera&ccedil;&atilde;o de Manoel Fernandes, podemos dizer, que inaugurou um estudo da hist&oacute;ria da geografia com preocupa&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica, dialogando com os m&eacute;todos desenvolvidos na hist&oacute;ria e na hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia, com aten&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica, contextual e documental. Estavam associados a este movimento os professores &#151;ent&atilde;o estudantes&#151; S&eacute;rgio Nunes Pereira (Pereira, 2004), Perla Zusman (Zusman, 1996),<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="2a"></a> entre outros. Foram esses mesmos autores brasileiros, com colabora&ccedil;&otilde;es internacionais, que levaram a cabo a edi&ccedil;&atilde;o da Revista Terra Brasilis, a primeira revista no mundo especializada em hist&oacute;ria da geografia, sendo publicada sua primeira s&eacute;rie entre 2000 e 2007.<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="3a"></a> Esta gera&ccedil;&atilde;o preferiu estudar geografias produzidas fora do &acirc;mbito das universidades e distantes do marcos de periodiza&ccedil;&atilde;o comumente aceitos e vinculados &agrave; institucionaliza&ccedil;&atilde;o,<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="4a"></a> constituindo suas obras, a nosso ver, como uma quase arqueologia do saber geogr&aacute;fico. Nesse sentido, destacam&#150;se os temas das sociedades de geografia e dos engenheiros ge&oacute;grafos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os planos para o imp&eacute;rio s&atilde;o planos de via&ccedil;&atilde;o elaborados por engenheiros entre 1869 e 1889 para promover a integra&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio brasileiro atrav&eacute;s das t&eacute;cnicas de circula&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;veis: estradas, vias f&eacute;rras e vias fluviais. Cada um, a seu tempo, defende uma proposta de circula&ccedil;&atilde;o para o Brasil: integra&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria no sentido leste &#151;oeste ou norte&#150;sul, liga&ccedil;&atilde;o das vias f&eacute;rreas com os portos litor&acirc;neos ou com as nascentes dos rios, divis&atilde;o das bacias hidrogr&aacute;ficas e suas interconex&otilde;es, trilhos feitos de madeira ou outros materiais, bitolas largas ou estreitas para as vias f&eacute;rreas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ap&oacute;s um pref&aacute;cio de Antonio Carlos Robert Moraes reafirmando como o problema da circula&ccedil;&atilde;o dominou mentes de autores importantes como Friedrich Ratzel e Vidal de la Blache, ele &eacute; seguido por um "Pr&oacute;logo" em que Manoel Fernandes afirma que o problema da integra&ccedil;&atilde;o territorial brasileira ainda &eacute; atual e que a quest&atilde;o que rege o trabalho &eacute; encontrar os elos entre o projeto pol&iacute;tico imperial (elaborado ap&oacute;s a independ&ecirc;ncia do Brasil, a centraliza&ccedil;&atilde;o do Estado, a guerra do Paraguai<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="5a"></a>) e os planos de via&ccedil;&atilde;o (a maioria dos engenheiros ge&oacute;grafos em quest&atilde;o est&atilde;o ligados &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es estatais ou participam de associa&ccedil;&otilde;es corporativas). Este &eacute; um processo, sugere o autor, que n&atilde;o finda com o s&eacute;culo XIX e, pode&#150;se dizer, seguindo os rastros de Braudel (Braudel, 1992), que os elos do passado est&atilde;o ligados aos problemas do presente atrav&eacute;s de uma "hist&oacute;ria&#150;problema".</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ademais, coloca&#150;se como quest&atilde;o o motivo pelo qual os planos de via&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foram implementados pelo imp&eacute;rio e as raz&otilde;es s&atilde;o discutidas ao longo de todo o trabalho e notavelmente na conclus&atilde;o que foi denominada de "Ep&iacute;logo". O cap&iacute;tulo sobre contextos, demonstra como a miss&atilde;o de integrar o sert&atilde;o ao litoral do Brasil era um projeto modernizador que buscava incluir o pa&iacute;s no debate pol&iacute;tico e cultural da economia mundial em gesta&ccedil;&atilde;o em fins do s&eacute;culo XIX.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lembremos, como mostra o autor, que este s&eacute;culo &eacute; o per&iacute;odo do imperialismo, de expans&atilde;o aos territ&oacute;rios de al&eacute;m&#150;mar, da forma&ccedil;&atilde;o de Estados como o da It&aacute;lia e da Alemanha e de independ&ecirc;ncias de pa&iacute;ses perif&eacute;ricos. &Eacute; tamb&eacute;m o s&eacute;culo em que o capitalismo internacional encontrou como nicho importante a constru&ccedil;&atilde;o de estradas de ferro e navios a vapor (Clozier, 1963). O plano de integrar territ&oacute;rio fazia parte do esp&iacute;rito da &eacute;poca, ainda que este processo tenha sido implementado desigualmente e em tempos diferentes. Parte da elite brasileira, sonhando com um estado moderno, queria se ver &agrave; imagem dos estados europeus que exibiam seus feitos, mapas e globos nas exposi&ccedil;&otilde;es universais, eventos nos quais o estado brasileiro tamb&eacute;m estava presente,<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="6a"></a> apesar dos seus enormes tra&ccedil;os de arca&iacute;smo, a exemplo da aboli&ccedil;&atilde;o do trabalho escravo, que s&oacute; ocorre em 1888.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O capitulo seguinte &eacute; denominado de "Tessituras", no sentido de fazer do discurso dos personagens e das institui&ccedil;&otilde;es tramas de uma mesma narrativa. &Eacute; destacada a forma&ccedil;&atilde;o cosmopolita e letrada desses engenheiros, quais sejam: Hon&oacute;rio Bicalho, Andr&eacute; Rebou&ccedil;as, Jo&atilde;o Ramos de Queiroz, Eduardo Moraes e Antonio Maria de Oliveira Bulh&otilde;es, bem como as principais institui&ccedil;&otilde;es em que estavam envolvidos os personagens: o Minist&eacute;rio da Agricultura, Com&eacute;rcio e obras P&uacute;blicas, o Instituto Polit&eacute;cnico e o clube de engenharia, entre outras. A id&eacute;ia de revelar vozes para al&eacute;m da dos personagens, d&aacute; vulto quanto ao compromisso de Fernandes com historiografias da hist&oacute;ria social das ci&ecirc;ncias e da sociologia das ci&ecirc;ncias, destacando&#150;se trabalhos de Maria Am&eacute;lia Mascarenhas Dantes, Silvia Figuer&ocirc;a e Pierre Bourdieu.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por fim, aparece o cap&iacute;tulo sobre os planos de via&ccedil;&atilde;o: plano Moraes (1869), plano Queiroz (1874, 1882), plano Rebou&ccedil;as (1874), plano Bicalho (1881) e plano Bulh&otilde;es (1882). Este cap&iacute;tulo revela a originalidade das fontes, que v&atilde;o desde os relat&oacute;rios do Minist&eacute;rio da Agricultura, Com&eacute;rcio e Obras P&uacute;blicas, &agrave;s cartas do Imp&eacute;rio do Brasil e da Rep&uacute;blica, at&eacute; os livros e coment&aacute;rios que acompanharam os planos, estes apresentados por Fernandes digitalizados em cartas coloridas numa se&ccedil;&atilde;o especial do livro.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O plano Moraes buscava unificar as bacias hidrogr&aacute;ficas atrav&eacute;s de vias fluviais, al&eacute;m das linhas de ferro correndo para o litoral, tendo papel de destaque a liga&ccedil;&atilde;o da bacia do rio S&atilde;o Francisco com as linhas litor&acirc;neas;<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="7a"></a> uma das principais sa&iacute;das para o mar se daria pelo Sul do Brasil, demonstrando como a quest&atilde;o militar impera em suas reflex&otilde;es. O plano de Queiroz privilegia as ferrovias, mas tamb&eacute;m faz uma regionaliza&ccedil;&atilde;o das bacias hidrogr&aacute;ficas, procurando, atrav&eacute;s das linhas f&eacute;rreas, cruzar o territ&oacute;rio no sentido leste&#150;oeste enquanto as ba&ccedil;as hidrogr&aacute;ficas o cortam no sentido nortesul e privilegiando a sa&iacute;da para o Atl&acirc;ntico. O plano Rebou&ccedil;as, o mais liberal de todos, procura promover o financiamento da circula&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de capitais privados e recomenda, ademais, que as ferrovias sejam constru&iacute;das com madeira, material abundante no Brasil e com bitola estreita, no sentido de diminuir os custos, dada a enorme extens&atilde;o do territ&oacute;rio. No que toca &agrave; configura&ccedil;&atilde;o das ferrovias, cortariam o Brasil no sentido leste&#150;oeste em paralelas e procurariam ligar, atrav&eacute;s de conv&ecirc;nios internacionais, o Atl&acirc;ntico com o Pac&iacute;fico. O plano Bicalho procura aprimorar n&atilde;o apenas o sistema de circula&ccedil;&atilde;o, como a forma de subs&iacute;dio que o Estado oferece na constru&ccedil;&atilde;o das ferrovias. Este plano &eacute; similar ao de Queiroz, com a diferen&ccedil;a de que as linhas ferras estariam mais interiorizadas. Por fim, o plano Bulh&otilde;es, o mais simples de todos, desenha uma esp&eacute;cie de cruz no territ&oacute;rio brasileiro, cortando atrav&eacute;s de rios e trilhos o Brasil nos sentidos principais (norte e sul, leste e oeste).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Todos os planos t&ecirc;m por base a atra&ccedil;&atilde;o que o mar exerce numa economia de exporta&ccedil;&atilde;o como era a do Brasil e a concep&ccedil;&atilde;o de que para lograr um bom sistema t&eacute;cnico era preciso aproveitar os elementos naturais. Nesse sentido, a geografia do Brasil ditaria as linhas principais de comunica&ccedil;&atilde;o e o fato do pa&iacute;s ser um territ&oacute;rio longel&iacute;neo se apresentava como um problema, tal como ocorre na It&aacute;lia. Outros conhecimentos eram necess&aacute;rios: n&iacute;vel de declividade dos rios, navegabilidade e raio de suas curvas. Todos os planos defendem o uso da bitola estreita, por motivos que j&aacute; foram apresentados. Uma das diverg&ecirc;ncias diz respeito ao grau de centraliza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio, sendo que Andr&eacute; Rebou&ccedil;as privilegiaria a autonomia das prov&iacute;ncias enquanto os demais pregariam uma centraliza&ccedil;&atilde;o (mas que n&atilde;o chegava a se apoiar no sistema radial franc&ecirc;s). Todos procuram uma forma de circula&ccedil;&atilde;o que se assentasse sobre o melhor aproveitamento da pr&oacute;pria conforma&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica do territ&oacute;rio, motivo pelo qual as bacias hidrogr&aacute;ficas ganham tamanho destaque. A incorpora&ccedil;&atilde;o da prov&iacute;ncia do Mato Grosso, palco da guerra contra o Paraguai (1864&#150;1870), era vista como estrat&eacute;gica e o principal desafio de todos eles era integr&aacute;&#150;la ao restante do territ&oacute;rio. Al&eacute;m disso, o principal objetivo, no seu conjunto, era a mobiliza&ccedil;&atilde;o de migrantes que viriam colonizar as novas terras e promover, atrav&eacute;s do transporte de materiais, uma agricultura mais moderna. &Eacute; evidente que, em se tratando do s&eacute;culo XIX, as estradas tamb&eacute;m estariam comprometidas com a civiliza&ccedil;&atilde;o e com a moderniza&ccedil;&atilde;o do Estado, levando para os confins a moeda, a bandeira brasileira e os la&ccedil;os de fraternidade entre a popula&ccedil;&atilde;o. Em alguma medida, tratava&#150;se tamb&eacute;m de consolidar as fronteiras com os pa&iacute;ses vizinhos e transformar o Brasil, atrav&eacute;s de sua rede de comunica&ccedil;&otilde;es internas (e no qual os rios t&ecirc;m papel essencial na delimita&ccedil;&atilde;o das separa&ccedil;&otilde;es), em uma "ilha", nas palavras de alguns engenheiros.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O pen&uacute;ltimo cap&iacute;tulo, antes do Ep&iacute;logo, &eacute; denominado "Mapas". Neste cap&iacute;tulo, Fernandes discute, em linhas gerais, os conhecimentos geogr&aacute;ficos que estavam dispon&iacute;veis na &eacute;poca do imp&eacute;rio e os melhoramentos materiais que j&aacute; estavam consolidados. A maioria dos planos se assenta sobre a Carta do Imp&eacute;rio do Brasil de 1875 e 1883. O autor leva a cabo uma argumenta&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o eram os parcos conhecimentos geogr&aacute;ficos que impediram a implementa&ccedil;&atilde;o dos planos, mas sobretudo os interesses das classes dirigentes. Este argumento &eacute; levado &agrave;s &uacute;ltimas conseq&uuml;&ecirc;ncias no Ep&iacute;logo, que conclui que est&aacute; na resist&ecirc;ncia &agrave; moderniza&ccedil;&atilde;o a chave para a compreens&atilde;o do motivo pelo qual os planos foram retardados ou relegados em seus objetivos. N&atilde;o havia ainda um amplo interesse na substitui&ccedil;&atilde;o do trabalho escravo pela m&atilde;o de obra assalariada, estimulada pela migra&ccedil;&atilde;o; as terras n&atilde;o podiam ser distribu&iacute;das e sua expans&atilde;o deveria limitar&#150;se &agrave; incorpora&ccedil;&atilde;o ao latif&uacute;ndio, n&atilde;o podendo ser democratizadas atrav&eacute;s da coloniza&ccedil;&atilde;o. O autor conclui ser o car&aacute;ter especulativo da propriedade da terra no Brasil, problema ainda existente, o cerne da compreens&atilde;o do arca&iacute;smo da moderniza&ccedil;&atilde;o do Estado brasileiro.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Uma das originalidades do livro de Fernandes &eacute; combinar as perspectivas da hist&oacute;ria da cartografia com as da hist&oacute;ria da geografia e com as da hist&oacute;ria do Brasil. O autor incorpora a an&aacute;lise de mapas antigos como documentos hist&oacute;ricos. Os mapas s&atilde;o vistos como textos que representam uma &eacute;poca do passado, fontes estas que s&atilde;o particularmente prop&iacute;cias num per&iacute;odo de cria&ccedil;&atilde;o e moderniza&ccedil;&atilde;o dos Estados Nacionais, do surgimento de novo poderes e tra&ccedil;ados de fronteiras. A an&aacute;lise, contudo, n&atilde;o leva a fundo uma cr&iacute;tica das fontes, condizentes com os &uacute;ltimos avan&ccedil;os da hist&oacute;ria da cartografia iberoamericana. Os congressos espec&iacute;ficos da hist&oacute;ria da cartografia, promovidos a partir de 2006 (Buenos Aires, 2006, M&eacute;xico, 2008, S&atilde;o Paulo, 2010 e Lisboa, 2012) promoveram avan&ccedil;os na cr&iacute;tica dos mapas no que toca &agrave;s mudan&ccedil;as de linguagem, a evolu&ccedil;&atilde;o do uso da cores nos mapas, a perman&ecirc;ncia ou mudan&ccedil;as de nomes geogr&aacute;ficos, entre outros. Contudo, permanece o pioneirismo do uso de tais fontes e sua integra&ccedil;&atilde;o not&aacute;vel com a bibliografia sobre a hist&oacute;ria do Brasil imperial.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O livro de Manoel Fernandes consegue nos convencer da enorme import&acirc;ncia da geografia elaborada pelos engenheiros ge&oacute;grafos neste per&iacute;odo (1869&#150;1889), no sentido de perceber que temas que ainda persistem na geografia atual foram alvos de debates encetados pelos engenheiros. Arriscar&iacute;amos a dizer que h&aacute; um per&iacute;odo em que o debate mais significativo do ponto de vista geogr&aacute;fico foi levado a cabo por tais personagens.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A quest&atilde;o do melhor aproveitamento dos recursos naturais e t&eacute;cnicos para implementa&ccedil;&atilde;o de um plano racional de circula&ccedil;&atilde;o revisa o debate do determinismo do ponto de vista de uma geografia aplicada. E neste ensejo, percebe&#150;se como a quest&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica ao meio geogr&aacute;fico &eacute; um assunto que dominou os f&oacute;runs dos ge&oacute;grafos numa perspectiva de longa dura&ccedil;&atilde;o. Por isso, solu&ccedil;&otilde;es passadas para promover a unifica&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio, atrav&eacute;s da t&eacute;cnica, encontram motivos para serem analisadas no debate contempor&acirc;neo (Mendoza <i>et al</i>., 2007).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O livro &eacute; de uma facilidade de leitura impressionante e rico vocabul&aacute;rio. Os cap&iacute;tulos s&atilde;o equilibrados e possuem coer&ecirc;ncia interna. As notas s&atilde;o quase todas de erudi&ccedil;&atilde;o e ilustram sem exageros algumas belas imagens da hist&oacute;ria do Brasil, revisadas por ampla bibliografia do per&iacute;odo, destacando&#150;se as leituras de Francisco Foot Hardman e Antonio Carlos Robert Moraes. Como se pode perceber, os resultados da pesquisa contribuem tanto para a compreens&atilde;o da hist&oacute;ria do Brasil, como para a evolu&ccedil;&atilde;o do pensamento geogr&aacute;fico.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os "planos" para o imp&eacute;rio carregam uma forte simbologia da dificuldade de se implementarem a&ccedil;&otilde;es a partir dos conhecimentos geogr&aacute;ficos. Quantos n&atilde;o s&atilde;o os projetos que resistem na forma de planos? O conhecimento do territ&oacute;rio &eacute; um processo de longa dura&ccedil;&atilde;o e a pr&oacute;pria disciplina &eacute; v&iacute;tima dessa temporalidade, da&iacute; a import&acirc;ncia de se tra&ccedil;ar hist&oacute;rias e arqueologias e buscar uma vis&atilde;o sint&eacute;tica da hist&oacute;ria da disciplina. Nesse sentido, n&atilde;o estar&iacute;amos totalmente de acordo que o conhecimento geogr&aacute;fico dispon&iacute;vel n&atilde;o coloque amarras &agrave; concretiza&ccedil;&atilde;o dos planos, fracassados apenas por vontade pol&iacute;tica, segundo Fernandes. Seu trabalho &eacute; rico tamb&eacute;m no sentido discutir quest&otilde;es profundas acerca da utilidade do conhecimento geogr&aacute;fico: os homens se antecipam aos projetos geogr&aacute;ficos, tal como a unifica&ccedil;&atilde;o italiana e ib&eacute;rica, segundo Vidal de la Blache (Blache, 1889) foi fruto de obra da paix&atilde;o e da vontade. Mas de sua concep&ccedil;&atilde;o &agrave; sua realiza&ccedil;&atilde;o h&aacute; talvez algumas d&eacute;cadas de intervalo. Esta n&atilde;o seja talvez uma reflex&atilde;o que seja do agrado do autor, conhecida sua vontade de interven&ccedil;&atilde;o social atrav&eacute;s da geografia. Mas, no m&iacute;nimo, esta "filosofia" da geografia continua atual, como se os planos para o imp&eacute;rio fossem uma reflex&atilde;o realista dos nossos pr&oacute;prios planos, n&atilde;o &eacute; Manoel Fernandes?</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font>	</p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Azevedo, A. (1976), "A Geografia francesa e a gera&ccedil;&atilde;o dos anos setenta", <i>Boletim Paulista de Geografia</i>, n&uacute;m. 50, S&atilde;o Paulo, pp. 7&#150;28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4713322&pid=S0188-4611201300010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Blache, V. de la (1889), &Eacute;tats et Nations de L'Europe, Autour de la France, Librairie Charles Delagrave, Paris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4713324&pid=S0188-4611201300010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Braudel, F. (1992), <i>Escritos sobre a Hist&oacute;ria, Perspectiva</i>, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4713326&pid=S0188-4611201300010001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Clozier, R. (1963), <i>G&eacute;ographie de la circulation</i>, G&eacute;nin, Paris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4713328&pid=S0188-4611201300010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Machado, L. O. (1995), "Origens do pensamento geogr&aacute;fico no Brasil: meio tropical, espa&ccedil;os vazios e a id&eacute;ia de ordem (1870&#150;1930)", em Castro, I. E. de, P. C. da C. Gomes e R. L. Corr&ecirc;a, <i>Geografia: conceitos e temas</i>, Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, pp. 309&#150;352.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4713330&pid=S0188-4611201300010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mamigonian, A. (1999), "G&ecirc;nese e objeto da Geografia: passado e presente", em <i>Geosul</i>, Universidade Federal de Santa Catarina, vol. 14, n&uacute;m. 28, Florian&oacute;polis, pp. 167&#150;170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4713332&pid=S0188-4611201300010001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mendoza Vargas, H., S. Nunes Pereira y M. Fernandes de Souza Neto (2007), "El mapa nacional de M&eacute;xico y Brasil, 1821&#150;1946", en Ribera Carb&oacute;, E., H. Mendoza Vargas y P. Sunyer i Mart&iacute;n (coords.), <i>La integraci&oacute;n del territorio en una idea de Estado. M&eacute;xico y Brasil 1821&#150;1946</i>, UNAM&#150;Instituto de Geograf&iacute;a/ Instituto de Investigaciones Dr. Jos&eacute; Mar&iacute;a Luis Mora, M&eacute;xico, pp. 163&#150;198.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4713334&pid=S0188-4611201300010001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Monteriro, C. A. de F. (1980), <i>A geografia no Brasil (1934&#150;1977): avalia&ccedil;&atilde;o e tend&ecirc;ncias</i>. Universidade de S&atilde;o Paulo, Instituto de Geografia, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4713336&pid=S0188-4611201300010001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Moraes, A. C. R. (2007), <i>Geografia. Pequena Hist&oacute;ria Cr&iacute;tica</i>, Annablume, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4713338&pid=S0188-4611201300010001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Neto, M. F. de S. (2012), <i>Planos para o Imp&eacute;rio. Os planos de via&ccedil;&atilde;o do Segundo Reinado (1869&#150;1889)</i>, Alameda, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4713340&pid=S0188-4611201300010001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pereira, S. L. N. (2002), <i>Sociedade de geografia do Rio de Janeiro: origens, obsess&otilde;es e conflitos (1883&#150;1944)</i>, tese (Doutorado em Geografia Humana), Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Humana, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4713342&pid=S0188-4611201300010001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pesavento, S. J. (1997), <i>Exposi&ccedil;&otilde;es universais espet&aacute;culos da modernidade do s&eacute;culo XIX</i>, Hucitec, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4713344&pid=S0188-4611201300010001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Santos, M. (2004), <i>Por uma geografia nova: da cr&iacute;tica da geografia a uma geografia cr&iacute;tica</i>, Editora da Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4713346&pid=S0188-4611201300010001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Zusman, P. (1996), <i>Sociedades geogr&aacute;ficas na promo&ccedil;&atilde;o do saber ao respeito do territ&oacute;rio: estrat&eacute;gias pol&iacute;ticas e acad&ecirc;micas das institui&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas na Argentina (1879&#150;1942) e no Brasil (1838&#150;1945)</i>, disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Geografia Humana), Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Humana, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4713348&pid=S0188-4611201300010001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Notas</b></font>	</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#1a"><sup>1</sup></a><a name="1"></a> N&atilde;o pretendemos esgotar aqui a literatura sobre a hist&oacute;ria da geografia. Todos os ge&oacute;grafos, com exce&ccedil;&atilde;o de Azevedo, est&atilde;o vivos e foram professores da Universidade de S&atilde;o Paulo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#2a"><sup>2</sup></a><a name="2"></a> Esses autores, citados na bibliografia, tamb&eacute;m foram estudantes da Universidade de S&atilde;o Paulo e hoje lecionam ou pesquisam na Universidade Federal Fluminense, no caso de S&eacute;rgio Nunes, e no Conicet (Consejo Nacional de Investigaciones Cient&iacute;ficas y T&eacute;cnicas), no caso de Perla Zusman.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#3a"><sup>3</sup></a><a name="3"></a> A revista <i>Terra Brasilis</i> foi reeditada e atualmente est&aacute; sendo publicada no portal Revues.Org. Cf: <a href="http://terrabrasilis.revues.org/" target="_blank">http://terrabrasilis.revues.org/</a></font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#4a"><sup>4</sup></a><a name="4"></a> Nos manuais de hist&oacute;ria da geografia e da ci&ecirc;ncia brasileira, 1934, ano de funda&ccedil;&atilde;o da Universidade de S&atilde;o Paulo, &eacute; a data de refer&ecirc;ncia que d&aacute; in&iacute;cio a "fase cientifica" das ci&ecirc;ncias no Brasil.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#5a"><sup>5</sup></a><a name="5"></a> A guerra do Paraguai (1864&#150;1870) torna urgentes os melhoramentos para a interliga&ccedil;&atilde;o das fronteiras com a capital (Neto, 2012:47).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#6a"><sup>6</sup></a><a name="6"></a> A propaganda do progresso e "o sonho de um mundo sem fronteiras encontrava alento na realidade europeia de um mundo cortado por vias f&eacute;rreas &#91;...&#93;". Tudo isso era celebrado nas exposi&ccedil;&otilde;es universais (Pesavento, 1997:48).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a href="#7a"><sup>7</sup></a><a name="7"></a> O Moraes tamb&eacute;m sugeriu a mudan&ccedil;a da capital do Brasil para o interior da bacia do S&atilde;o Francisco, antecipando o debate sobre a mudan&ccedil;a da capital do Brasil para o interior que ocorreria em comiss&otilde;es que futuramente conformariam o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica).</font></p>      ]]></body><back>
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