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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[II Simposio Iberoamericano de Historia de la Cartografía]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Notas y noticias</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>II Simposio Iberoamericano de Historia de la Cartograf&iacute;a.</b></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Francisco Roque de Oliveira *</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="3"><b>La cartograf&iacute;a y el conocimiento del territorio en los pa&iacute;ses iberoamericanos. &#91;II Simposio Ibero&#150;americano de Historia da Cartograf&iacute;a. A cartograf&iacute;a e o conhecimento do territorio nos pa&iacute;ses ibero&#150;americanos&#93;, Ciudad de M&eacute;xico, 21&#150;25 de abril de 2008.</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>* Departamento de Geograf&iacute;a, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por que &eacute; que os actu&aacute;is estudiosos da cartograf&iacute;a antiga insistem na exist&ecirc;ncia de v&iacute;nculos estreitos entre objectos aparentemente t&atilde;o d&iacute;spares entre si como a <i>rebbelib </i>&#151;um dos v&aacute;rios tipos de carta n&aacute;utica de varetas de palmeira, fibras de coqueiro e conchas constru&iacute;dos nas ilhas Marshall&#151; e o <i>Mao Kun, </i>prototipo da cartograf&iacute;a que assinala as c&eacute;lebres rotas mar&iacute;timas que Zheng He e outros almirantes Ming sulcaram entre Nanquim, Ormuz e os portos da &Aacute;frica oriental? Por que &eacute; que os mais recentes livros dedicados aos mapas dos anos decisivos do in&iacute;cio da Idade Moderna por regra reservam um espa&ccedil;o relativamente nobre para tratar objectos cartogr&aacute;ficos t&aacute;o esquivos a urna representa&ccedil;&atilde;o objectiva da Terra, ou de uma parte dela, como o mundo em forma de trevo, a &Aacute;sia em forma de P&eacute;gaso ou a Europa em forma de mulher idealizados por Heinrich Bunting? Enfim, por que &eacute; que os autores desses mesmos livros tendem a servirse de equivalentes aparatos cr&iacute;ticos quer quando tratam as madeiras e as araras que s&atilde;o o primeiro e o mais realista dos s&iacute;mbolos iconogr&aacute;ficos do Brasil oferecidos pelo planisf&eacute;rio de <i>Cantino, </i>quer quando tentam descodificar o quase puro tra&ccedil;o azteca da &aacute;guia pousada sobre o cacto que est&aacute; no centro da Tenochtitl&aacute;n estilizada do <i>C&oacute;dice Mendoza?</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Une toda esta s&eacute;rie de quest&otilde;es o facto de exemplificarem &agrave; perfei&ccedil;&aacute;o as novas perspectivas de trabalho cultivadas numa &aacute;rea do saber t&atilde;o apostada na renova&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica como o &eacute; a historia da cartograf&iacute;a. Na verdade, passado parece estar o tempo em que os mapas eram estudados como meros artefactos e as aten&ccedil;&otilde;es se centravam na tipologia dos respectivos materiais e na identifica&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas de um conjunto de "escolas nacionais" de cartograf&iacute;a mais ou menos estanques e, sobretudo, europeias. &Eacute; que, mais do que representar um peda&ccedil;o da superf&iacute;cie da Terra, ou a Terra toda, o mapa corresponde a uma ideia dessa mesma parcela, ou desse todo. &Eacute; que, mais do que um objecto de papel ou de tela &#151;mas tamb&eacute;m de madeira e conchas, de argila, papiro ou <i>amate, </i>marcado na base de um ata&uacute;de, esculpido no m&aacute;rmore ou desenhado no vazio de uma gruta&#151;, todo o mapa come&ccedil;a a fazer sentido quando considerado o conjunto de condicionantes hist&oacute;ricas, sociais, econ&oacute;micas e culturais que acompanharam a sua elabora&ccedil;&atilde;o. &Eacute; que, mais do que representativa de um esquema antes de tudo europeu ou ocidental de fixar o espa&ccedil;o, a cartograf&iacute;a corresponde a um impulso eminentemente universal, logo a modos de ver que devemos sempre tentar confrontar, mesmo quando as solu&ccedil;&otilde;es visuais ou as geograf&iacute;as particulares que s&atilde;o alvo do tra&ccedil;o parecem demasiado distantes ou at&eacute; inconcili&aacute;veis entre si (Buissert, 2003:XI&#150;XIV).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os organizadores e os participantes no <i>II Simp&oacute;</i><i>sio Ibero&#150;americano de Historia da Cartograf&iacute;a, </i>que decorreu na Cidade do M&eacute;xico entre 21 e 25 de abril de 2008, deram mais um contributo importante para este esfor&ccedil;o de actualiza&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica da disciplina que se vem fazendo desde h&aacute; cerca de tr&ecirc;s d&eacute;cadas nos centros acad&eacute;micos de refer&ecirc;ncia. Tratou&#150;se de uma iniciativa organizada em conjunto pelo Instituto de Investigaciones Dr. Jos&eacute; Mar&iacute;a Luis Mora e pelo Instituto de Geograf&iacute;a da Universidad Nacional Aut&oacute;noma de M&eacute;xico. A coordena&ccedil;&atilde;o esteve a cargo dos ge&oacute;grafos hist&oacute;ricos Jos&eacute; Omar Moncada Maya (coordena&ccedil;&atilde;o geral), Eul&aacute;lia Ribera Carb&oacute;, H&eacute;ctor Mendoza Vargas e Pe re Sunyer Mart&iacute;n (comit&eacute; organizador local), tendo os trabalhos decorrido nas instala&ccedil;&otilde;es privilegiadas do Pal&aacute;cio de Miner&iacute;a, no centro hist&oacute;rico da capital mexicana. A primeira edi&ccedil;&atilde;o deste evento aconteceu em 2006, na Argentina, organizada pelo Instituto de Geograf&iacute;a da Facultad de Filosof&iacute;a y Letras da Universidad de Buenos Aires (Lois, 2006; Troncoso, 2007). Procedentes de universidades e centros de investiga&ccedil;&atilde;o da Argentina, Brasil, Chile, Col&ocirc;mbia, Estados Unidos da Am&eacute;rica, M&eacute;xico e Portugal, a quase meia centena de participantes no Simposio de 2008 veio confirmar o sentido da aposta lan&ccedil;ada h&aacute; dois anos. Em simult&acirc;neo, tornou&#150;se patente que os seus organizadores tamb&eacute;m souberam tirar partido da din&acirc;mica suscitada pela realiza&ccedil;&atilde;o do <i>VIII Col&oacute;quio Internacional de Geo&#150;</i><i>cr&iacute;tica, </i>que o mesmo grupo acolheu na Cidade do M&eacute;xico em maio de 2006, subordinado ao tema da <i>geograf&iacute;a hist&oacute;rica e da historia do territorio </i>e durante o qual funcionou uma mesa exclusivamente orientada para a investiga&ccedil;&aacute;o e a did&aacute;ctica da cartograf&iacute;a antiga (Mendoza e Arroyo, 2006; Abreu, 2007).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A semelhan&ccedil;a do que j&aacute; havia acontecido em Buenos Aires, quando o evento foi pensado para tratar a quest&atilde;o muito geral das <i>imagens e linguagens </i><i>cartogr&aacute;ficas &ntilde;as representa&ccedil;&oacute;es do espa&ccedil;o e do tempo, </i>o programa deste <i>II Simp&oacute;sio </i>foi organizado em torno do tema substancial e propositadamente gen&eacute;rico da <i>cartografia e do conhecimento do territorio nos pa&iacute;ses ibero&#150;americanos. </i>A respectiva convocat&oacute;ria visava articular tr&ecirc;s dimens&otilde;es de an&aacute;lise: teoria e epistemolog&iacute;a da cartografia; cartografia tem&aacute;tica; cartografia de quatro per&iacute;odos hist&oacute;ricos princip&aacute;is (a tradi&ccedil;&atilde;o pr&eacute;&#150;hisp&acirc;nica, da &eacute;poca colonial &agrave;s independ&ecirc;ncias, das independ&ecirc;ncias &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o dos novos Estados nacionais e a &eacute;poca contempor&acirc;nea). Os trabalhos seleccionados foram apresentados ao longo de 10 sess&otilde;es sucessivas, tanto em castelhano como em portugu&ecirc;s, enquadrados pela seguinte lista de t&oacute;picos: teor&iacute;a e epistemolog&iacute;a da cartografia; arquivos e mapotecas; cartografia de tradi&ccedil;&aacute;o ind&iacute;gena; cartografia do per&iacute;odo colonial; cartografia do per&iacute;odo entre as independ&ecirc;ncias e a consolida&ccedil;&atilde;o das soberanias ibero&#150;americanas; hist&oacute;ria da cartografia urbana; historia da cartografia n&aacute;utica; protagonistas e institui&ccedil;&otilde;es; historia da cartografia das fronteiras; atlas e mapas nacionais.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Da longa lista de interven&ccedil;&otilde;es que preencheram a semana de trabalhos no Pal&aacute;cio de Miner&iacute;a, come&ccedil;amos por destacar aquelas que incidiram sobre o fundo cartogr&aacute;fico do Archivo Hist&oacute;rico do Estado de Zacatecas (Jos&eacute; Arturo Burciaga Campos) e a import&acirc;ncia instrumental dos arquivos agr&aacute;rios como fonte para a an&aacute;lise dos usos e da reparti&ccedil;&atilde;o da terra a partir do caso do <i>ejido </i>de La Concepci&oacute;n, Tanlaj&aacute;s, San Lu&iacute;s de Potos&iacute; (Gerardo Alberto Hern&aacute;ndez Cendejas). A explora&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos e da relev&acirc;ncia das importantes colec&ccedil;&otilde;es oitocentistas reunidas por Pedro de Angelis (1784&#150;1859), na Argentina, e Manuel Orozco y Berra (1816&#150;1881), no M&eacute;xico, constituiu o assunto das comunica&ccedil;&otilde;es intituladas "Especulaciones sobre la <i>Colecci&oacute;n Pedro De Angelis </i>en la Biblioteca Nacional de R&iacute;o de Janeiro" (Teresa Zweifel) e "La mapoteca Manuel Orozco y Berra de la ciudad de M&eacute;xico" (Claudia P&eacute;rez Toledo e H&eacute;ctor Mendoza Vargas). Outra colec&ccedil;&atilde;o particular que est&aacute; a ser alvo de um estudo sistem&aacute;tico corresponde &agrave;s mais de 2000 fichas sobre bibliograf&iacute;a, arquivos, esp&eacute;cimes cartogr&aacute;ficos e cart&oacute;grafos dos s&eacute;culos XV a XVII organizadas pelo Almirante Max Justo Guedes, conforme exposto na confer&ecirc;ncia relativa ao plano de digitaliza&ccedil;&atilde;o deste esp&oacute;lio desenvolvido pelo Laborat&oacute;rio de Estudos de Cartografia Hist&oacute;rica da Universidade de Sao Paulo no quadro do projecto tem&aacute;tico "Dimens&otilde;es do Imp&eacute;rio Portugu&ecirc;s: 1414&#150;1822" (&Iacute;ris Kantor e Flora Lahuerta).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Duas comunica&ccedil;&otilde;es alusivas ao <i>Mapa de Cempoala (c. </i>1580) introduziram a inesgot&aacute;vel linha de pesquisa que explora o hibridismo de tradi&ccedil;&otilde;es aut&oacute;ctones e europeias na cartografia e na generalidade do report&oacute;rio pictogr&aacute;fico produzido na Nova Espanha nas d&eacute;cadas imediatamente subsequentes &agrave; Conquista: enquanto uma se centrou na exposi&ccedil;&atilde;o da qualidade das diferentes conven&ccedil;&otilde;es cartogr&aacute;ficas ai articuladas (Elva Margarita Montfort Mallorqu&iacute;n), a segunda explorou as possibilidades de reconstitui&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o social do espa&ccedil;o representado pelo mesmo objecto (Osvaldo Sterpone). A decifra&ccedil;&aacute;o dos elementos topogr&aacute;ficos de um documento pictogr&aacute;fico oriundo de urna das &aacute;reas menos centrais do imp&eacute;rio azteca foi ensaiada a prop&oacute;sito do <i>Lienzo de Aztactepec y Citlaltepec </i>(Flor Yenin Cer&oacute;n Rojas). Na mesma linha, expuseram&#150;se as certezas e as d&uacute;vidas que resultam da an&aacute;lise espacial dos signos convencionais <i>da pintura </i>de Atlatlahuca, de 1588 (Ana Elsa Ch&aacute;vez Pe&oacute;n Herrero, Federico Fern&aacute;ndez Christlieb e Gustavo Garza Merodio). Ainda a respeito deste g&eacute;nero de representa&ccedil;&otilde;es, foi apresentada urna s&oacute;lida reflex&aacute;o sobre a natureza m&iacute;tica e a complexidade dos c&oacute;digos iconogr&aacute;ficos ou cartogr&aacute;ficos que se reveem nos elementos paisag&iacute;sticos fundamentais expostos em corograf&iacute;as ind&iacute;genas como a do <i>C&oacute;dice Vaticano 3738 </i>(&Aacute;ngel Juli&aacute;n Garc&iacute;a Zambrano). Conseguiram&#150;se resultados igualmente felizes ao ler&#150;se o jogo marcado pela invas&atilde;o da linguagem europeia e a concomitante subsist&ecirc;ncia de elementos pr&oacute;prios da cultura visual nativa numa s&eacute;rie de quatro mapas do <i>altepetl </i>de Cholula, concebidos entre 1545 e 1586 (Mar&iacute;a Elena Bernal Garc&iacute;a). Encerrou este conjunto de apresenta&ccedil;&otilde;es uma tentativa de s&iacute;ntese sobre a ambival&ecirc;ncia t&eacute;cnica pr&eacute;&#150;hisp&acirc;nica e europeia que caracteriza o conjunto dos mapas apensos &agrave;s <i>Relaciones geogr&aacute;ficas </i>da Nova Espanha (Enrique Delgado L&oacute;pez).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ao avan&ccedil;ar para o tratamento da cartograf&iacute;a de raiz ocidental dos per&iacute;odos anterior e imediatamente posterior &agrave;s independ&ecirc;ncias das &aacute;reas americanas dos imp&eacute;rios portugu&ecirc;s e espanhol, detectaram&#150;se v&aacute;rios pontos de contacto entre o trabalho que incidiu sobre a produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o colonial na Prov&iacute;ncia de Santa Marta (Col&ocirc;mbia) a partir do exame de tres mapas do final do s&eacute;culo XVIII (Santiago Mu&ntilde;oz Arbelaez), a discuss&atilde;o sobre o conceito de <i>sert&atilde;o, </i>sugerida pela cartograf&iacute;a que representa o avan&ccedil;o da fronteira metropolitana na capitania do Rio de Janeiro entre 1765 e 1820 (Flora Lahuerta), e a exposi&ccedil;&aacute;o sobre o significado dos itiner&aacute;rios percorridos e do legado escrito e cartogr&aacute;fico do engenheiro Miguel Constanz&oacute; para o reconhecimento da Alta Calif&oacute;rnia, no &uacute;ltimo ter&ccedil;o do s&eacute;culo XVIII (Omar Moncada Maya). Tamb&eacute;m houve especial coincid&ecirc;ncia ou continuidade de t&oacute;picos entre as leituras que incidiram sobre o uso e a manipula&ccedil;&atilde;o intencional da topon&iacute;mia como elemento de consolida&ccedil;&atilde;o da soberania no Brasil col&oacute;nia e no Brasil imp&eacute;rio (&Iacute;ris Kantor), a quest&atilde;o topon&iacute;mica e o desenho territorial na cartograf&iacute;a da Argentina moderna a partir dos casos da Patag&oacute;nia e do Chaco (Carla Lois) e a an&aacute;lise dos trabalhos realizados pelo Instituto Geogr&aacute;fico Militar argentino entre 1904 e 1979 (Madalena Mazzitelli Mastricchio). Dizemos o mesmo a respeito do exemplo que a Huasteca Potosina oferece sobre a relev&acirc;ncia que os mapas e planos insertos nas <i>Noticias Estad&iacute;sticas </i>do in&iacute;cio do s&eacute;culo XIX tiveram na constru&ccedil;&atilde;o do Estado&#150;na&ccedil;&atilde;o mexicano (Ricardo A. Fagoaga Hern&aacute;ndez), bem assim como sobre a leitura que relacionou a fun&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica e instrumental atribu&iacute;da ao influente <i>Atlas do Imp&eacute;rio do Brazil </i>(1868) de C&acirc;ndido Mendes de Almeida com o conte&uacute;do da <i>Corograf&iacute;a Braz&iacute;lica </i>(1817) de Aires de Casal (Val&eacute;ria Trevizani Burla de Aguiar).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O tratamento do legado cartogr&aacute;fico de Antonio Garcia Cubas (1832&#150;1912) inseriu&#150;se numa linha de pesquisa relativamente pr&oacute;xima destas, porquanto destacou a import&acirc;ncia que alguns dos princip&aacute;is levantamentos geogr&aacute;ficos e geod&eacute;sicos por si coordenados tiveram para a negocia&ccedil;&atilde;o dos limites territoriais do M&eacute;xico (Hugo Pichardo Hern&aacute;ndez). Um trabalho sobre a figura um pouco anterior de Duarte da Ponte Ribeiro (1795&#150;1878) possibilitou uma leitura contrastada sobre aquele que, tendo sido um dos mais not&aacute;veis diplomatas do Imp&eacute;rio do Brasil, foi tamb&eacute;m um dos mais decisivos intervenientes na resolu&ccedil;&atilde;o das suas quest&otilde;es fronteiri&ccedil;as (Manoel Fernan des de Sousa Neto). Ainda a prop&oacute;sito do f&eacute;rtil tema das cartograf&iacute;as de fronteira na Am&eacute;rica Latina, ilustrou&#150;se o caso das indefini&ccedil;&otilde;es que acompanharam o tra&ccedil;ado dos limites internacionais da regi&atilde;o andino&#150;amaz&oacute;nica em muitos dos mapas divulgados at&eacute; &agrave;s primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX por v&aacute;rios dos pa&iacute;ses envolvidos no respectivo controlo &#151;Bol&iacute;via, Brasil, Col&ocirc;mbia, Equador e Peru (Sebasti&aacute;n D&iacute;az &Aacute;ngel).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Uma grande incid&ecirc;ncia em casos de cidades mexicanas acabaria por assinalar a abordagem dos temas de cartograf&iacute;a urbana. Entre outros, refiram&#150;se os resultados obtidos a prop&oacute;sito da elei&ccedil;&atilde;o de motivos pict&oacute;ricos "nacionais" num conjunto representativo de mapas e planos urbanos da Cidade do M&eacute;xico do s&eacute;culo XX (Mar&iacute;a Alejandrina Escudero Morales), bem como a an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es existentes entre a representa&ccedil;&atilde;o isom&eacute;trica da paisagem urbana de Guadalajara patente no plano de Grant Higley (1906) e a tradi&ccedil;&atilde;o de vistas panor&acirc;micas representada pelas cidades francesas tra&ccedil;adas por Alfred Guesdon <i>c. </i>1860 e pela pintura de Hannibal assinada por Albert Ruger em 1869 (Luis Felipe Cabrales Barajas e Mercedes Arabela Chong Mu&ntilde;oz). Para casos n&atilde;o mexicanos, sublinhamos o tratamento conjugado da documenta&ccedil;&atilde;o textual e do material cartogr&aacute;fico produzido pela Comiss&aacute;o Construtora da Nova Capital de Minas Gerais (1893&#150;1897) aquando da decis&atilde;o de transferir a cabe&ccedil;a do Estado de Ouro Preto para Belo Horizonte (Maria do Carmo Andrade Gomes).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para os temas de cartograf&iacute;a n&aacute;utica, apresentaram&#150;se aspectos relativos ao cruzamento de genealogias portuguesa e castelhana nas primeiras representa&ccedil;&otilde;es do arquip&eacute;lago filipino (Miguel Rodrigues Louren&ccedil;o), aproveitou&#150;se o exemplo das intermitentes representa&ccedil;&otilde;es insulares da Calif&oacute;rnia nos mapas do s&eacute;culo XVI para expor a fragilidade das leituras assentes sobre a ideia de que a constru&ccedil;&aacute;o do saber geogr&aacute;fico se processa de forma linear (Alfredo Ruiz Islas) e, enfim, articularam&#150;se os mais importantes trabalhos cartogr&aacute;ficos de Juan Francisco de la Bodega y Cuadra com as expedi&ccedil;&otilde;es hispano&#150;mexicanas enviadas pelo governo do vice&#150;rei Bucareli ao extremo noroeste americano, na sequ&ecirc;ncia da afirma&ccedil;&atilde;o das ambi&ccedil;&otilde;es russas pelo dom&iacute;nio da mesma &aacute;rea que acontece a partir de meados do s&eacute;culo XVIII (Guadalupe Pinz&oacute;n R&iacute;os). Dois dos congressistas voltariam &agrave; cartograf&iacute;a do s&eacute;culo XVI para apresentar os resultados de um apurado inqu&eacute;rito &agrave;s m&uacute;ltiplas fontes que desembocam no mapa da Nova Galiza (M&eacute;xico), publicado em 1579 por Abraham Ortelius (Elizabeth del Carmen Flores Olague e Thomas Hillerkuss Finn). Outro estimulante estudo relativo &agrave; mesma &eacute;poca tratou de interpretar as solu&ccedil;&otilde;es cartogr&aacute;ficas encontradas para a representa&ccedil;&atilde;o do Peru na <i>Geograf&iacute;a y Descripci&oacute;n Universal de las &Iacute;ndias </i>de Juan L&oacute;pez de Velasco, contejando&#150;as tanto com diversos outros mapas da &eacute;poca, como com o ambivalente tratamento que esse territ&oacute;rio obteve nas sec&ccedil;&otilde;es escritas dessa <i>Geograf&iacute;a </i>de 1574 (Alejandra Vega Palma).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O programa do II <i>Simp&oacute;sio Ibero&#150;americano de Historia da Cartografia </i>incluiu ainda um painel consagrado ao restauro de mapas antigos a cargo de Carlos Enrique Ruiz Abreu (Archivo Hist&oacute;rico de la Ciudad de M&eacute;xico), uma visita t&eacute;cnica &agrave; Mapoteca Manuel Orozco y Berra (Tacubaya, Cidade do M&eacute;xico) e uma jornada de trabalho de campo consagrada &agrave; an&aacute;lise de uma pintura de 1580 (Oax&#150;tepec, Morelos, coordenada por H&eacute;ctor Mendoza Vargas). Entre os materiais produzidos para este Simp&oacute;sio, salienta&#150;se um cat&aacute;logo comentado dos estudos mexicanos de historia da cartografia denominado <i>Los mapas de M&eacute;xico: autores y contextos </i>e assinado por Raquel Urroz (textos) e H&eacute;ctor Mendoza Vargas (selec&ccedil;&atilde;o e apresenta&ccedil;&atilde;o). Urroz e Mendoza Vargas resenham a&iacute; cerca de uma centena de t&iacute;tulos produzidos entre 1871 (o seminal <i>Materiales para una cartografia mexicana </i>de Orozco y Berra) e 2007. A oportunidade serviu ainda para o lan&ccedil;amento de um n&uacute;mero tem&aacute;tico da revista <i>Terra Brasilis, </i>de Historia do Pensamento Geogr&aacute;fico no Brasil (Rio de Janeiro, n&uacute;mero 7/8/9) sobre a historia da cartografia nos pa&iacute;ses ibero&#150;americanos (Manoel Fernandes de Sousa Neto).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Como se exp&ocirc;s, a qualidade eminentemente interdisciplinar da historia da cartografia esteve bem representada neste Simp&oacute;sio atrav&eacute;s da presen&ccedil;a de investigadores praticantes de &aacute;reas das ci&ecirc;ncias sociais e humanas t&aacute;o diversas como a geograf&iacute;a, a hist&oacute;ria, a antropologia, a sociologia, os estudos culturais, o urbanismo, a arquitectura ou as belas artes. Saliente&#150;se o esfor&ccedil;o realizado pela generalidade dos participantes no sentido de explorarem a dimens&atilde;o espacial dos respectivos objectos de estudo, mormente no caso dos inqu&eacute;ritos origin&aacute;rios daquelas disciplinas em que este aspecto tende a eclipsar&#150;se ante outras prioridades de an&aacute;lise. Do mesmo modo, h&aacute; que salientar o empenho que a organiza&ccedil;&atilde;o colocou em assegurar a participa&ccedil;&atilde;o simultanea de nomes com traject&oacute;ria cient&iacute;fica j&aacute; consagrada e a mostra de trabalhos produzidos por estudantes e jovens investigadores. Tal como foi feito com os textos escritos para a primeira edi&ccedil;&atilde;o deste Simp&oacute;sio, os promotores da reuni&atilde;o do M&eacute;xico deram conta dos preparativos em curso para a edi&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima das comunica&ccedil;&otilde;es nela apresentadas. H&aacute; ainda que real&ccedil;ar o m&eacute;rito que os organizadores demonstram ao criarem as condi&ccedil;&otilde;es institucionais necess&aacute;rias para tornar gratuita a inscri&ccedil;&atilde;o de todos aqueles que quiseram participar nos trabalhos deste encontro, tanto conferencistas como assistentes. Por tudo isto, &eacute; alta a expectativa colocada na celebra&ccedil;&atilde;o do III <i>Simp&oacute;sio Ibero&#150;americano de Historia da Cartografia, </i>em 2010, que os presentes deliberaram confiar aos colegas brasileiros da Universidade de S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>REFERENCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Abreu, M. A. (2007), " <i>Geocritica: </i>historical geography and the history of territory", <i>Journal of Historical Geography, </i>no. 33, pp. 197&#150;199.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4689833&pid=S0188-4611200800020001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Buisseret, D. (2003), <i>The Mapmaker's Quest &#150; Depicting New Worlds in Renaissance Europe, </i>Oxford University Press, Oxford/Nova York.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4689834&pid=S0188-4611200800020001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lois, C. (coord.; 2006), <i>Im&aacute;genes y lenguajes cartogr&aacute;ficos en las representaciones del espacio y del tiempo: I Simposio Iberoamericano de Historia de la Cartograf&iacute;a, </i>Universidad de Buenos Aires, Buenos Aires (dispon&iacute;vel na Web: URL <A href=http://www.historiacartografia.com.ar target="_blank">http://www.historiacartografia.com.ar</A> Consultado a 12/05/2008).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4689835&pid=S0188-4611200800020001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mendoza Vargas, H. e M. Arroyo (eds.; 2006), "Geograf&iacute;a hist&oacute;rica e historia del territorio", N&uacute;mero extraordinario dedicado al VIII Coloquio Internacional de Geocr&iacute;tica. Actas del Coloquio. Ciudad de M&eacute;xico, 22&#150;26 de mayo 2006, em: <i>Scripta Nova. Revista electr&oacute;nica de geograf&iacute;a y ciencias sociales, </i>vol. X, n&uacute;m. 218, 1 de agosto de 2006 (dispon&iacute;vel na Web: URL <A href=http://www.ub.es/geocrit/nova10.htm target="_blank">http://www.ub.es/geocrit/nova10.htm</A> Consultado a 12/05/2008).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4689836&pid=S0188-4611200800020001500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Troncoso, C. A. (2006), "I Simposio Iberoamericano de Historia de la Cartograf&iacute;a. Im&aacute;genes y lenguajes cartogr&aacute;ficos en las representaciones del espacio y del tiempo, Buenos Aires, 20, 21 y 22 de abril de 2006", em <i>Investigaciones Geogr&aacute;ficas, </i>Bolet&iacute;n, n&uacute;m. 60, Instituto de Geograf&iacute;a, UNAM, M&eacute;xico, pp. 171&#150;174.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4689837&pid=S0188-4611200800020001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Urroz, R. y H. Mendoza Vargas (2008), <i>Los mapas de M&eacute;xico: autores y contextos, </i>Data Print, impresores, M&eacute;xico.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4689838&pid=S0188-4611200800020001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body><back>
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