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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[V Simpósio Nacional e I Simpósio Internacional sobre Espaço e Cultura, Rio de Janeiro, 26, 27, 28 e 29 de setembro de 2006]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Estado do Rio de Janeiro Departamento de Geografia ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Notas</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>V Simp&oacute;sio Nacional e I Simp&oacute;sio Internacional sobre Espa&ccedil;o e Cultura, Rio de Janeiro, 26, 27, 28 e 29 de setembro de 2006</b></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p> 	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>M&ocirc;nica Sampaio Machado*</b></font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>* Departamento de Geografia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro</i></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O V Simp&oacute;sio Nacional e I Simp&oacute;sio Internacional sobre Espa&ccedil;o e Cultura foi organizado pelo N&uacute;cleo de Estudos e Pesquisas sobre Espa&ccedil;o e Cultura (Nepec) do Departamento de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Campus Maracan&atilde;, nas instala&ccedil;&otilde;es desta Universidade, no bairro do Maracan&atilde;, zona norte da cidade do Rio de Janeiro, entre os dias 26 e 29 de setembro de 2006.<sup><a name="n1b"></a><a href="#n1a">1</a></sup> Coordenado e criado pelos professores Zeny Rosendahl, da UERJ, e Roberto Lobato Corr&ecirc;a, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1993, o Nepec conta tamb&eacute;m com a participa&ccedil;&atilde;o de dois professores associados Jo&atilde;o Batista Ferreira de Mello e Aureanice de Mello Corr&ecirc;a, ambos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e com alunos de gradua&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o.<sup><a name="n2b"></a><a href="#n2a">2</a></sup> Tr&ecirc;s linhas de investiga&ccedil;&atilde;o orientam o trabalho desenvolvido pelo N&uacute;cleo: Espa&ccedil;o e Religi&atilde;o, Espa&ccedil;o e Cultura Popular e Espa&ccedil;o e Simbolismo.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">A partir das atividades e dos produtos elaborados em torno desses tr&ecirc;s eixos, o Nepec passou a organizar, de dois em dois anos, nos meses de outubro, os simp&oacute;sios nacionais sobre Espa&ccedil;o e Cultura. O primeiro simp&oacute;sio ocorreu em 1998, o segundo em 2000, o terceiro em 2002 e o quarto em 2004. Em m&eacute;dia cada evento contou com cerca de 200 participantes, que assistiram as Mesas Redondas e confer&ecirc;ncias ordenadas em tr&ecirc;s dias. Nesses quatro simp&oacute;sios o ge&oacute;grafo franc&ecirc;s Paul Claval esteve presente, e, no primeiro, em 1998, Denis Cosgrove, da Universidade da Calif&oacute;rnia, Los Angeles, participou proferindo uma confer&ecirc;ncia sobre as tend&ecirc;ncias da Geografia Cultural para o novo mil&ecirc;nio. Os trabalhos apresentados passaram a ser publicados no peri&oacute;dico semestral criado em 1995 pelo N&uacute;cleo, denominado <i>"Espa&ccedil;o e Cultura"</i>, e em livros organizados por Zeny Rosendahl e Roberto Lobato Corr&ecirc;a, chamados <i>"S&eacute;ries Geografia Cultural"</i>, publicados pela Editora da UERJ.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os simp&oacute;sios foram sempre realizados a partir de Mesas Redondas e confer&ecirc;ncias, n&atilde;o possuindo sess&otilde;es de comunica&ccedil;&otilde;es&#45;livres e resumos ou anais do evento. Nesses quatro primeiros simp&oacute;sios duas Mesas Redondas foram recorrentes <i>Matrizes e Teoria em Geografia</i> <i>Cultural e Religi&atilde;o e Manifesta&ccedil;&otilde;es do Sagrado</i>. A primeira buscando estabelecer um caminho de reflex&atilde;o te&oacute;rica para a Geografia Cultural e a segunda uma abordagem espacial sempre da religiosidade cat&oacute;lica. Estiveram presentes apresentando trabalhos em quase todos os eventos ge&oacute;grafos como Carlos Augusto Figueiredo Monteiro, Paulo C&eacute;sar Gomes, Werther Holzer, Gisela Aquino Pires do Rio, Rog&eacute;rio Haesbaert, Ana Maria Daou, dentre outros.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O V Simp&oacute;sio Nacional e I Simp&oacute;sio Internacional sobre Espa&ccedil;o e Cultura n&atilde;o foi diferente. Organizado por Zeny Rosendahl e Roberto Lobato Corr&ecirc;a, sob coordena&ccedil;&atilde;o de Aureanice Mello Corr&ecirc;a e Jo&atilde;o Batista Ferreira de Mello, contou tamb&eacute;m com uma grande equipe de apoio formada por alunos de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o e gradua&ccedil;&atilde;o da UERJ vinculados ao Nepec. Com exce&ccedil;&atilde;o de Rog&eacute;rio Haesbaert, esses ge&oacute;grafos mencionados logo acima estiveram tamb&eacute;m presentes contribuindo para o debate dos tr&ecirc;s eixos de investiga&ccedil;&atilde;o desenvolvidos pelo Nepec, orientadores das Mesas e confer&ecirc;ncias realizadas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Embora mais extenso do que os quatro primeiros, com onze Mesas organizadas em quatro dias e com cerca de 370 participantes, a estrutura do V Simp&oacute;sio Nacional e I Internacional sobre Espa&ccedil;o e Cultura seguiu a mesma orienta&ccedil;&atilde;o dos simp&oacute;sios anteriores.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os trabalhos foram encaminhados para a coordena&ccedil;&atilde;o do evento e por ela selecionados e organizados em onze grandes temas que geraram as seguintes Mesas Redondas: 1. <i>Cultura de Massa, Cultura Popular e Resist&ecirc;ncia</i>; 2. <i>Territ&oacute;rios Ind&iacute;genas: Cultura e Natureza</i>; 3. <i>Espa&ccedil;o, Literatura e M&uacute;sica</i>; 4. <i>Religi&atilde;o e Manifesta&ccedil;&otilde;es Hierof&acirc;nicas</i>; 5. <i>Matrizes e Teorias em Geografia</i> <i>Cultural</i>; 6. <i>Pluralidade Religiosa e Identidade</i>; 7. <i>Espa&ccedil;o, Representa&ccedil;&otilde;es e Imagens</i>; 8. <i>Paisagem e Cultura</i>; 9. <i>Natureza, Espa&ccedil;o e Cultura</i>; <i>Dimens&otilde;es Culturais e Espa&ccedil;o: Perspectivas</i>; <i>Espa&ccedil;o e Festa</i>. Para cada Mesa, em m&eacute;dia, foram apresentados quatro trabalhos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No mesmo formato dos simp&oacute;sios anteriores, as Mesas foram seq&uuml;enciais, promovendo a converg&ecirc;ncia da aten&ccedil;&atilde;o dos participantes para um foco tem&aacute;tico de cada vez. Com exce&ccedil;&atilde;o do primeiro dia, com uma palestra de abertura pela manh&atilde; e duas Mesas Redondas na parte da tarde, o evento transcorreu com tr&ecirc;s Mesas por dia, uma pela manh&atilde; e duas &agrave; tarde. Para o fechamento das atividades di&aacute;rias, o Simp&oacute;sio organizou palestras, lan&ccedil;amento de livro e breves apresenta&ccedil;&otilde;es musicais. Conforme indicado, como os eventos n&atilde;o possuem anais, os trabalhos apresentados aqui somente poder&atilde;o ser apreciadas ap&oacute;s publica&ccedil;&atilde;o prevista para o pr&oacute;ximo n&uacute;mero do peri&oacute;dico <i>"Espa&ccedil;o e Cultura"</i> e para o pr&oacute;ximo lan&ccedil;amento da cole&ccedil;&atilde;o <i>"S&eacute;ries Geografia Cultural"</i>.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nas Mesas Redondas, ficaram registradas as presen&ccedil;as de tr&ecirc;s professores estrangeiros, Maria da Gra&ccedil;a Mouga Po&ccedil;as Santos, da Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de Leiria, Instituto Polit&eacute;cnico, Porto Moniz, Portugal, que apresentou uma tipologia para o estudo das cidades santu&aacute;rios portuguesas, na Mesa <i>Religi&atilde;o e Manifesta&ccedil;&otilde;es Hierof&acirc;nicas</i>, Jo&atilde;o Sarmento, da Universidade do Minho, Portugal, que exp&ocirc;s uma leitura das obras de David Harvey res&#45;saltando nelas o tratamento dado &agrave; cultura, que segundo o palestrante &eacute; caracter&iacute;stico ao que denominou de nova Geografia Cultural anglo&#45;sax&ocirc;nica, de express&atilde;o nos anos 80 e 90, de car&aacute;ter nitidamente marxista e cr&iacute;tico &agrave;s abordagens da Geografia Cultural cl&aacute;ssica, da fenomenologia, da hermen&ecirc;utica e da percep&ccedil;&atilde;o, abordagens que predominaram nos trabalhos apresentados no Simp&oacute;sio, e, Daniel Gade, da Universidade de Vermont, EUA, que procurou recuperar a biografia de Carl Sauer e sua postura pol&iacute;tica e intelectual no meio acad&ecirc;mico norte&#45;americano, ambos ge&oacute;grafos compuseram a Mesa Redonda <i>Matrizes e Teorias</i> <i>em Geografia Cultural</i>.<sup><a name="n3b"></a><a href="#n3a">3</a></sup></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na realidade o Simp&oacute;sio obteve grande express&atilde;o e representa&ccedil;&atilde;o da comunidade geogr&aacute;fica nacional, com a participa&ccedil;&atilde;o significativa de professores e alunos de programas de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o e gradua&ccedil;&atilde;o em Geografia de v&aacute;rias universidades brasileiras. Dentre as universidades mais representadas nas Mesas Redondas destacam&#45;se a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e a Universidade Federal do Rio de Janeiro, cada uma com onze representantes, e a Universidade Estadual Paulista (UNESP), com seis. Com quatro representantes aparecem a Universidade do Estado de S&atilde;o Paulo (USP) e a Universidade Federal Fluminense (UFF). Com tr&ecirc;s est&atilde;o a Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia (UFU) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A Universidade Federal de Goi&aacute;s (UFG), a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade Federal do Par&aacute; (UFPA), a Universidade Federal de Rond&ocirc;nia (UNIR), aparecem cada uma com dois representantes. Por fim, com um representante de cada institui&ccedil;&atilde;o est&atilde;o a Universidade Federal de Sergipe (UFS), a Universidade Federal do Paran&aacute; (UFPR), a Universidade Cat&oacute;lica de Salvador, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade Estadual do Cear&aacute; (UAECE), a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Universidade Federal do Amazonas (UFAM). &Eacute; interessante notar que apesar da maior express&atilde;o da UERJ e da UFRJ, houve uma sele&ccedil;&atilde;o de trabalhos que parece ter priorizado a participa&ccedil;&atilde;o de um amplo leque de universidades p&uacute;blicas federais, de diversas partes do pa&iacute;s, fora do eixo Rio de Janeiro, S&atilde;o Paulo e Bras&iacute;lia.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lamentavelmente o ge&oacute;grafo Paul Claval n&atilde;o pode comparecer para a abertura do evento, como era de costume. Uma aus&ecirc;ncia muito sentida, uma vez que sua contribui&ccedil;&atilde;o a Geografia Cultural &eacute; internacionalmente reconhecida. Entretanto, o renomado ge&oacute;grafo brasileiro Roberto Lobato Corr&ecirc;a assume a abertura do evento com a confer&ecirc;ncia <i>"Regi&otilde;es Culturais: um tema fundamental"</i>, a quarta confer&ecirc;ncia em cinco simp&oacute;sios. Aqui retoma a Geografia saueriana e a Escola de Berkeley como refer&ecirc;ncias fundamentais para o entendimento do Brasil. De fato, Roberto Corr&ecirc;a procura trazer a Geografia de Carl Sauer para o Brasil explorando o conceito de regi&atilde;o cultural como refer&ecirc;ncia para o estudo do territ&oacute;rio brasileiro. Ap&oacute;s essa confer&ecirc;ncia, fortalecendo a linha Espa&ccedil;o e Cultura Popular, o evento contou com uma exposi&ccedil;&atilde;o denominada <i>"Persona"</i>, m&aacute;scaras populares artesanais, e com a apresenta&ccedil;&atilde;o do Gr&ecirc;mio Recreativo da Escola de Samba Mirim Estrelinha da Mocidade. Na parte da tarde transcorreu a primeira Mesa do evento com a tem&aacute;tica da cultura de massa e cultura popular e, em seguida, a segunda, sobre a cultura ind&iacute;gena. &Agrave; noite, iniciando a abertura cultural, o ge&oacute;grafo Jo&atilde;o Baptista Ferreira de Melo, um dos precursores da Geografia Human&iacute;stica no Brasil, apresentou sua confer&ecirc;ncia sobre o Rio de Janeiro atrav&eacute;s da m&uacute;sica popular. Uma palestra na qual exp&otilde;e a hist&oacute;ria e geografia da cidade do Rio ao som das can&ccedil;&otilde;es populares que marcaram a vida carioca.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O segundo dia do evento foi iniciado com a Mesa sobre literatura e m&uacute;sica com trabalhos sobre Lima Barreto, Machado de Assis entre outros. A primeira Mesa da tarde, <i>Religi&atilde;o e Manifesta&ccedil;&otilde;es Hierof&acirc;nicas</i>, foi coordenada por Zeny Rosendahl, que tamb&eacute;m apresentou uma proposta te&oacute;rica para o estudo das rela&ccedil;&otilde;es entre espa&ccedil;o e religi&atilde;o, fruto da pesquisa que desenvolve desde o in&iacute;cio dos anos 90 sobre a religiosidade cat&oacute;lica no Brasil, o maior pa&iacute;s cat&oacute;lico do mundo. Em sua apresenta&ccedil;&atilde;o evidenciou&#45;se uma elabora&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e metodol&oacute;gica sobre a tem&aacute;tica, assim como o esfor&ccedil;o que vem desempenhando recentemente para a articular religi&atilde;o, pol&iacute;tica e economia. Na Mesa Redonda seguinte, dedicada &agrave; discuss&atilde;o te&oacute;rica sobre a Geografia Cultural, al&eacute;m dos trabalhos dos ge&oacute;grafos estrangeiros citados, Jo&atilde;o Sarmento e Daniel Gade, cabe mencionar a apresenta&ccedil;&atilde;o de Paulo C&eacute;sar Gomes, da UFRJ, sobre imagens e Geografia. Sua grande preocupa&ccedil;&atilde;o centrou&#45;se em dar uma contribui&ccedil;&atilde;o ao tratamento das imagens pela Geografia, o que fez explorando de maneira inovadora a concep&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios geogr&aacute;ficos. Finalizando o dia, Zeny Rosendahl e Roberto Lobato Corr&ecirc;a lan&ccedil;aram o livro <i>"Cultura, Espa&ccedil;o e Urbano"</i>, uma colet&acirc;nea de textos sobre a tem&aacute;tica, publicados pela Ed UERJ.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O terceiro dia do evento contou, na parte da manh&atilde;, com a Mesa sobre pluralidade religiosa na qual foram apresentados estudos sobre a cultura judaica, sobre os cultos africanos brasileiros, e sobre a f&eacute; Bah&aacute;'&iacute;. Na parte da tarde, na primeira Mesa, <i>Espa&ccedil;o, Representa&ccedil;&atilde;o e Imagens</i>, foram apresentados trabalhos sobre as representa&ccedil;&otilde;es espaciais atrav&eacute;s do cinema, da pintura, da fotografia e dos jornais brasileiros. Na &uacute;ltima Mesa deste dia, a discuss&atilde;o orbitou sobre tem&aacute;tica paisagem e cultura. Aqui foram apresentados estudos sobre as constru&ccedil;&otilde;es simb&oacute;licas da paisagem, culturais e pol&iacute;ticas, do sertanejo e do carioca. Foram tamb&eacute;m apresentadas reflex&otilde;es te&oacute;ricas para o estudo da paisagem a partir o m&eacute;todo fenomenol&oacute;gico. Encerrando as atividades, os participantes do evento assistiram a apresenta&ccedil;&atilde;o do Coral Afro Iy&uacute;n As&eacute; Orin. Coral de C&acirc;nticos de Ax&eacute;, na l&iacute;ngua iorub&aacute;.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O quarto dia do Simp&oacute;sio teve in&iacute;cio com a Mesa Redondo <i>Natureza, Espa&ccedil;o e Cultura</i>. A primeira apresenta&ccedil;&atilde;o abordou a concep&ccedil;&atilde;o de natureza e suas dimens&otilde;es simb&oacute;licas concebidas pelas comunidades pesqueiras nordestinas e as outras tr&ecirc;s trataram, de forma diferenciada, da Amaz&ocirc;nia. Nesses tr&ecirc;s trabalhos a tem&aacute;tica da representa&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia por seus diversos habitantes foi recorrente. O primeiro trabalho versou sobre as representa&ccedil;&otilde;es da Amaz&ocirc;nia pela popula&ccedil;&atilde;o das comunidades ribeirinhas das ilhas de Abaetetuba no Par&aacute;, o segundo apresentou a import&acirc;ncia e o papel das &aacute;guas e das formas dos sistemas naturais na cidade de Manaus e a &uacute;ltima buscou identificar a concep&ccedil;&atilde;o de &eacute;tica ambiental em cinco &aacute;reas amazonenses com caracter&iacute;sticas bem distintas. A primeira Mesa da parte da tarde, <i>Dimens&otilde;es Culturais, Espa&ccedil;os: Perspectivas</i>, reuniu quatro trabalhos com tem&aacute;ticas diversas. Foram apresentados estudos sobre: <i>a)</i> o cotidiano feminino; <i>b)</i> os significados do esporte, essencialmente do futebol, no urbano; <i>c)</i> a identidade e representa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica portuguesa no Rio; <i>d)</i> o projeto pol&iacute;tico e a imagem da cidade de Niter&oacute;i a partir dos anos 80. Nesta Mesa, uma calorosa discuss&atilde;o sobre a domina&ccedil;&atilde;o social masculina envolveu e dividiu o audit&oacute;rio. Discuss&atilde;o que p&ocirc;de ser evidenciada em virtude da composi&ccedil;&atilde;o e das caracter&iacute;sticas deste evento, que tem incentivado e conjugado temas pouco usuais na Geografia. A &uacute;ltima Mesa Redonda do Simp&oacute;sio, <i>Espa&ccedil;o e Festa</i>, trouxe estudos sobre costumes e tradi&ccedil;&otilde;es populares de diversas comunidades de cidades pequenas e m&eacute;dias e espa&ccedil;os rurais brasileiros. Foram apresentados trabalhos sobre as festas religiosas das comunidades ribeirinhas de Porto Velho, sobre a reinven&ccedil;&atilde;o das tradi&ccedil;&otilde;es nos espa&ccedil;os rurais dos cerrados de Minas Gerais, sobre as festas da Irmandade da Boa Morte, Bahia, e sobre as festas na cidade de Mossor&oacute;, Rio Grande do Norte.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Encerrando o evento, o renomado ge&oacute;grafo Carlos Augusto de Figueiredo Monteiro proferiu uma palestra buscando articular arte e geografia. Recuperando a hist&oacute;ria da retrata&ccedil;&atilde;o de paisagens na arte, Carlos Augusto Monteiro focalizou sua apresenta&ccedil;&atilde;o nas pinturas em aquarela do artista paulista, do s&eacute;culo XIX, Miguel Dutra (1810&#45;1875), veiculadas no livro <i>"Miguel Dutra o poli&eacute;drico artista paulista"</i>, publicado em 1931 por Pietro Maria Bastos. Sua proposta central foi destacar o papel das paisagens e das imagens na investiga&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica e estabelecer a express&atilde;o art&iacute;stica como uma importante fonte de pesquisa para a Geografia. Ao terminar sua palestra, Carlos Augusto Monteiro foi homenageado pelo Nepec, em fun&ccedil;&atilde;o de sua significativa contribui&ccedil;&atilde;o a Geografia Brasileira. Como fechamento do Simp&oacute;sio os professores Zeny Rosendahl, Roberto Lobato Corr&ecirc;a, Jo&atilde;o Batista Ferreira de Mello e Aureanice de Mello Corr&ecirc;a se pronunciaram e recuperaram a hist&oacute;ria e a contribui&ccedil;&atilde;o dos simp&oacute;sios realizados e dos trabalhos desenvolvidos pelo Nepec. Nesse sentido, deve ser reconhecido o esfor&ccedil;o que este N&uacute;cleo tem realizado no fomento e no desenvolvimento da Geografia Cultural no Brasil. Esfor&ccedil;o claramente percebido atrav&eacute;s da organiza&ccedil;&atilde;o e da qualidade deste Simp&oacute;sio. Na manh&atilde; do dia seguinte, o professor Jo&atilde;o Batista Ferreira de Mello coordenou uma excurs&atilde;o geogr&aacute;fica ao centro do Rio de Janeiro atrav&eacute;s de um roteiro cultural. Nele foram exploradas a g&ecirc;nese, a expans&atilde;o e a metamorfose da cidade carioca, assim como as simbologias dos seus logradouros, igrejas, centros culturais e museus.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Basta ainda uma &uacute;ltima informa&ccedil;&atilde;o. Conforme a periodicidade da realiza&ccedil;&atilde;o desses eventos e de acordo com a previs&atilde;o da comiss&atilde;o organizadora do Simp&oacute;sio, o pr&oacute;ximo Simp&oacute;sio Espa&ccedil;o e Cultura ir&aacute; acontecer daqui a dois anos, em outubro de 2008, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro sob coordena&ccedil;&atilde;o do Nepec.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>NOTAS</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="n1a"></a><a href="#n1b">1</a> Esta resenha contou com a colabora&ccedil;&atilde;o dos alunos Adriana de Melo Simas (mestranda em Geografia UERJ) e Alicia Vianna da Silva (bolsista inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica FAPERJ), que acompanharam o Simp&oacute;sio e registraram as poucas palestras em que n&atilde;o pude estar presente.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="n2a" id="n2a"></a><a href="#n2b">2</a> No V Simp&oacute;sio Nacional e I Simp&oacute;sio Internacional Espa&ccedil;o e Cultura foram anunciadas mudan&ccedil;as na composi&ccedil;&atilde;o dos professores associados ao Nepec, havendo uma amplia&ccedil;&atilde;o desta lista. Para acompanhar as atividades do Nepec consultar <a href="http://nepec.com.br" target="_blank">http://nepec.com.br</a></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="n3a"></a><a href="#n3b">3</a> &Aacute;lvaro L&oacute;pez Gallero, da Universidad de la Rep&uacute;blica, Uruguay, n&atilde;o pode comparecer ao evento.</font></p>      ]]></body>
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