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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A modernização da agricultura nas áreas de Cerrado em Goiás (Brasil) e os impactos sobre o trabalho]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[La modernización de la agricultura en el altiplano central brasileño (áreas de Cerrado) alteró profundamente la dinámica del trabajo, expresando un nuevo proceso, así como un nuevo panorama de la sociedad en la relación ciudad-campo. La tecnificación promovió la migración forzosa de familias, que vivían del trabajo en el campo, hacia los centros urbanos, y, para el estudio de caso, con realce para Goania y Brasilia. Estas familias, además de perder su medio de producción (propietarios de tierra) y la posibilidad de acceso a la tierra (arrendatarios, agregados, etc.), no han contado con el apoyo oficial para el desarrollo de actividades urbanas, siendo, por lo tanto, privadas de los medios esenciales para la supervivencia, amontonándose en la periferia de las ciudades, sin alternativa alguna de trabajo que no sea el trabajo provisional en algunas épocas del año y/o trabajos domésticos y de mano de obra en las ciudades. Con la modernización conservadora de la agricultura, ocurrió una disminución significativa de la oferta de trabajo rural en la región centro-occidental, principalmente en el estado de Goiás, pues en 1985, según datos del Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE), los trabajadores rurales sumaban 616 000 y una década después se situaban en cerca de 472 000, lo que demuestra los cambios en el trabajo rural después de la adopción de las innovaciones técnicas y tecnológicas.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Geograf&iacute;a humana</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>A moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura nas &aacute;reas de Cerrado em Goi&aacute;s (Brasil) e os impactos sobre o trabalho</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="3"><b>La modernizaci&oacute;n de la agricultura en las &aacute;reas de Cerrado en Goi&aacute;s (Brasil) y los impactos sobre el trabajo</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Marcelo Rodrigues Mendon&ccedil;a*</b>&nbsp;<b>Antonio Thomaz J&uacute;nior**</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>* Departamento de Geografia, Universidade Federal de Goi&aacute;s, Campus de Catal&atilde;o (Goi&aacute;s). E&#45;mail: <a href="mailto:mendonca@innet.psi.br">mendonca@innet.psi.br</a></i></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>** FCT/UNESP. E&#45;mail: <a href="mailto:thomazjr@stetnet.com.br">thomazjr@stetnet.com.br</a></i>&nbsp;</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Recibido: 21 de enero de 2003    <br> 	Aceptado en versi&oacute;n final: 3 diciembre de 2004</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura no Planalto Central brasileiro (&aacute;reas de Cerrado) alterou profundamente a din&acirc;mica do trabalho, expressando uma nova processualidade, assim como um novo desenho societal na rela&ccedil;&atilde;o cidade&#45;campo. A tecnifica&ccedil;&atilde;o promoveu a migra&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria de fam&iacute;lias que viviam do trabalho na terra para os centros urbanos, e, no caso em estudo, com destaque para Goi&acirc;nia e Bras&iacute;lia. Al&eacute;m de perderem o meio de produ&ccedil;&atilde;o&#45;propriet&aacute;rios de terra&#45; e a possibilidade de acesso &agrave; terra (arrendat&aacute;rios, agregados etc.), n&atilde;o dispuseram de apoio oficial para o desenvolvimento de atividades urbanas, sendo, pois, ent&atilde;o, privados dos meios essenciais para a sobreviv&ecirc;ncia, amontoando&#45;se na periferia das cidades, sem qualquer alternativa de trabalho que n&atilde;o fosse o trabalho tempor&aacute;rio (b&oacute;ia fria) em algumas &eacute;pocas do ano e/ou trabalhos dom&eacute;sticos e bra&ccedil;ais na cidade. Com a <i>moderniza&ccedil;&atilde;o conservadora da agricultura</i> ocorreu uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa da oferta de trabalho rural na regi&atilde;o Centro&#45;Oeste, principalmente no Estado de Goi&aacute;s, pois em 1985, segundo informa&ccedil;&otilde;es do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), os trabalhadores rurais somavam 616 000 e uma d&eacute;cada depois se situavam em torno de 472 000, o que demonstra as mudan&ccedil;as no trabalho rural ap&oacute;s a ado&ccedil;&atilde;o das inova&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas e tecnol&oacute;gicas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chaves:</b> Sudeste Goiano; rela&ccedil;&atilde;o capital x trabalho; moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura; trabalhadores rurais; Geografia do Trabalho.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumen</b></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">La modernizaci&oacute;n de la agricultura en el altiplano central brasile&ntilde;o (&aacute;reas de Cerrado) alter&oacute; profundamente la din&aacute;mica del trabajo, expresando un nuevo proceso, as&iacute; como un nuevo panorama de la sociedad en la relaci&oacute;n ciudad&#45;campo. La tecnificaci&oacute;n promovi&oacute; la migraci&oacute;n forzosa de familias, que viv&iacute;an del trabajo en el campo, hacia los centros urbanos, y, para el estudio de caso, con realce para Goania y Brasilia. Estas familias, adem&aacute;s de perder su medio de producci&oacute;n (propietarios de tierra) y la posibilidad de acceso a la tierra (arrendatarios, agregados, etc.), no han contado con el apoyo oficial para el desarrollo de actividades urbanas, siendo, por lo tanto, privadas de los medios esenciales para la supervivencia, amonton&aacute;ndose en la periferia de las ciudades, sin alternativa alguna de trabajo que no sea el trabajo provisional en algunas &eacute;pocas del a&ntilde;o y/o trabajos dom&eacute;sticos y de mano de obra en las ciudades. Con la modernizaci&oacute;n conservadora de la agricultura, ocurri&oacute; una disminuci&oacute;n significativa de la oferta de trabajo rural en la regi&oacute;n centro&#45;occidental, principalmente en el estado de Goi&aacute;s, pues en 1985, seg&uacute;n datos del Instituto Brasile&ntilde;o de Geograf&iacute;a y Estad&iacute;stica (IBGE), los trabajadores rurales sumaban 616 000 y una d&eacute;cada despu&eacute;s se situaban en cerca de 472 000, lo que demuestra los cambios en el trabajo rural despu&eacute;s de la adopci&oacute;n de las innovaciones t&eacute;cnicas y tecnol&oacute;gicas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palabras clave:</b> Sureste Goiano; relaci&oacute;n capital <i>vs.</i> trabajo; modernizaci&oacute;n de la agricultura; trabajadores rurales; Geograf&iacute;a del Trabajo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Neste artigo prioriza&#45;se o entendimento das &aacute;reas cerradeiras &#45;territ&oacute;rio goiano&#45; com o intuito de observar e mapear as m&uacute;ltiplas facetas do trabalho, precisamente o trabalho rural e as poss&iacute;veis implica&ccedil;&otilde;es na rela&ccedil;&atilde;o cidade&#45;campo. Ainda, se investiga as configura&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas decorrentes do processo de moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura, intensificado nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX. A an&aacute;lise decorre da rela&ccedil;&atilde;o capital x trabalho, impactada pelas altera&ccedil;&otilde;es no processo produtivo mundial, denominada de forma gen&eacute;rica de reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva do capital e seus desdobramentos na mobiliza&ccedil;&atilde;o, organiza&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos trabalhadores na luta pela terra e pela reforma agr&aacute;ria.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Quer&#45;se de forma introdut&oacute;ria apontar as rela&ccedil;&otilde;es entre a moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura, o Estado e a expans&atilde;o do capital, mediante a an&aacute;lise do cultivo de soja nas &aacute;reas de Cerrado,<a name="n1b"></a><sup><a href="#n1a">1</a></sup> assim como evidenciar as mudan&ccedil;as espaciais no territ&oacute;rio. A preocupa&ccedil;&atilde;o central n&atilde;o &eacute; com um segmento dos atores envolvidos no processo produtivo, mas a compreens&atilde;o das capilaridades, das tramas espaciais constituintes e constituidoras das mudan&ccedil;as globais no processo produtivo e os rebatimentos para os trabalhadores, o que, a nosso ver, aponta no&#45;os elementos na rela&ccedil;&atilde;o cidade&#45;campo, mas acima de tudo, diferentes perspectivas para o movimento social. A apropria&ccedil;&atilde;o por parte dos trabalhadores da territorializa&ccedil;&atilde;o dos fen&ocirc;menos e suas contradi&ccedil;&otilde;es significa a possibilidade da constru&ccedil;&atilde;o de um novo espa&ccedil;o, o <i>contra&#45;espa&ccedil;o,</i> hegemonizado pelas for&ccedil;as historicamente subsumidas aos interesses do capital.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dessa forma, h&aacute; que se decifrar a partir da contradi&ccedil;&atilde;o capital x trabalho, os diversos atores sociais, econ&ocirc;micos, pol&iacute;ticos e os <i>constructos</i> identit&aacute;rios, envolvidos no ato de produzir mercadorias, que tenta homogeneizar classes sociais diferentes sob o escopo da moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura. Trata&#45;se assim de perceber a din&acirc;mica do capital e suas fra&ccedil;&otilde;es no territ&oacute;rio, mas tamb&eacute;m dos trabalhadores, que mesmo subsumidos, imp&otilde;em suas vis&otilde;es de mundo, assegurando o devir de dias melhores para as gera&ccedil;&otilde;es vindouras, desde que se apropri&#45;em da contradi&ccedil;&atilde;o e a fa&ccedil;am raz&atilde;o para mover a aparente caducidade das a&ccedil;&otilde;es que apontam a emancipa&ccedil;&atilde;o social.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>O ESTADO ABRE CAMINHOS PARA O CAPITAL &#45; A SOJICULTURA NAS &Aacute;REAS DE CERRADO</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As pol&iacute;ticas governamentais voltadas para o crescimento agr&iacute;cola nas &aacute;reas de Cerrado (<a href="/img/revistas/igeo/n55/a7f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>), tinham como objetivo a produ&ccedil;&atilde;o de <i>commodities</i> para exporta&ccedil;&atilde;o, equilibrando a balan&ccedil;a comercial brasileira e, paralelamente, ocupavam o oeste brasileiro, atendendo &agrave; din&acirc;mica e &agrave;s necessidades de mobilidade do capital nacional associado ao capital transnacional. A infra&#45;estrutura necess&aacute;ria aos no&#45;vos investimentos avolumou&#45;se com os projetos de "integra&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio nacional", ap&oacute;s os anos 1950, com destaque para a constru&ccedil;&atilde;o de Bras&iacute;lia (1960) e a constru&ccedil;&atilde;o das rodovias que direcionaram a mobilidade do capital e do trabalho no territ&oacute;rio brasileiro, alterando pro&#45;fundamente as regi&otilde;es na sua forma e no seu conte&uacute;do.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">A partir da d&eacute;cada de 1960, inicia&#45;se um processo de altera&ccedil;&atilde;o no uso e na forma de ocupa&ccedil;&atilde;o dos solos no Centro&#45;Oeste, com a implementa&ccedil;&atilde;o das formas t&eacute;cnicas modernas no cultivo de gr&atilde;os e na cria&ccedil;&atilde;o de gado. As tradicionais &aacute;reas de Cerrado &#45;extensos chapad&otilde;es com topografia plana, at&eacute; ent&atilde;o pouco utilizados, passam a ser intensamente aproveitados, devido &agrave; disponibilidade de capitais (programas governamentais), de recursos t&eacute;cnicos (m&aacute;quinas), de tecnologia (desenvolvimento de pesquisas cient&iacute;ficas) e do apoio na constru&ccedil;&atilde;o de infra&#45;estrutura pelo Estado brasileiro, como forma de viabilizar os interesses do capital privado nacional e transnacional. Esses fatores, associados &agrave;s pol&iacute;ticas credit&iacute;cias e fiscais do Estado para a "ocupa&ccedil;&atilde;o racional" e indiscriminada das &aacute;reas de Cerrado e &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da infra&#45;estrutura necess&aacute;ria, fize&#45;ram dessa regi&atilde;o o "celeiro" agr&iacute;cola do pa&iacute;s.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A ocupa&ccedil;&atilde;o racional e indiscriminada das &aacute;reas de Cerrado refor&ccedil;ou o poder pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico das elites conservadoras, a partir das empresas rurais, do Estado e das transnacionais impulsionadas pela agroindustrializa&ccedil;&atilde;o, estimulada pela reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva do capital mundializado. Isso significa perceber que h&aacute; um movimento do valor em n&iacute;vel geral que se auto&#45;expande, sendo que o &aacute;pice desse processo &eacute; o capital financeiro, hegem&ocirc;nico a partir dos anos 1970. Utilizando o discurso do progresso e da ado&ccedil;&atilde;o das inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas, esse processo se territorializa em Goi&aacute;s,<a name="n2b"></a><sup><a href="#n2a">2</a></sup> substituindo &aacute;reas de pecu&aacute;ria extensiva e de agricultura camponesa em criat&oacute;rios e campos de agricultura moderna, expulsando milhares de camponeses, que foram obrigados a se deslocarem para as peri&#45;erias urbanas e/ou para as &aacute;reas de expans&atilde;o da fronteira agr&iacute;cola.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A incorpora&ccedil;&atilde;o do progresso t&eacute;cnico&#45; cient&iacute;fico significou a ado&ccedil;&atilde;o do progresso das t&eacute;cnicas capitalistas de produ&ccedil;&atilde;o como um dos elementos de domina&ccedil;&atilde;o do capital sobre o trabalho. Atrav&eacute;s das investiga&ccedil;&otilde;es apreendemos que, historicamente, a contradi&ccedil;&atilde;o capital&#45;trabalho foi transposta para as concep&ccedil;&otilde;es de atraso e moderno ou mesmo de sert&atilde;o e litoral, como pares d&iacute;spares, sob o discurso de que cabia a todos, esfor&ccedil;os para trazer o progresso e o desenvolvimento. Progresso e desenvolvimento que se materializam mediante as demandas do capital, portanto progresso <i>do</i> capital e <i>para</i> o capital. O progresso deve melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de vida do sertanejo, e de acordo com essa abordagem, esses sujeitos sociais s&atilde;o considerados &uacute;nicos, n&atilde;o distinguindo que, tamb&eacute;m no sert&atilde;o, t&ecirc;m&#45;se diferentes classes sociais e que o sertanejo&#45; homem que vive no sert&atilde;o, n&atilde;o pode ser padronizado. Essa forma de abordar o sert&atilde;o apenas expressa, mais uma vez, o controle social do capital sobre os trabalhadores, pois ao uniformizar o homem sertanejo homogeneizase o espa&ccedil;o, mascarando as contradi&ccedil;&otilde;es e as diferen&ccedil;as existentes.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Thomaz J&uacute;nior (1996), salienta as leituras diferenciadas realizadas pelo capital e pelo trabalho sobre os fen&ocirc;menos no territ&oacute;rio e as diferentes manifesta&ccedil;&otilde;es desse conflito. A leitura do territ&oacute;rio n&atilde;o deve ser unilateral, pois capital e trabalho fazem leituras distintas sobre o mesmo fen&ocirc;meno, uma vez que o trabalho encontra&#45;se subsumido ao capital. As paisagens rurais, especificamente nas &aacute;reas de Cerrado est&atilde;o ocupadas com extensas lavouras de soja, milho, algod&atilde;o, trigo, caf&eacute; etc., al&eacute;m de pastagens para o criat&oacute;rio. Atualmente, baseando&#45;se em informa&ccedil;&otilde;es dos empres&aacute;rios rurais e em imagens de sat&eacute;lites, estima&#45;se em cerca de 50 o n&uacute;mero de pivots, apenas nas &aacute;reas de chapada de Santo Ant&ocirc;nio do Rio Verde no munic&iacute;pio de Catal&atilde;o, como a imagem de sat&eacute;lite, de uma empresa rural (<a href="/img/revistas/igeo/n55/a7f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a>), mostrando a acelera&ccedil;&atilde;o no processo de incorpora&ccedil;&atilde;o dessas &aacute;reas ao circuito produtivo. Calcula&#45;se que irrigam uma &aacute;rea de aproximadamente 8 000 ha, denotando intensa utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos<sup><a name="n3b"></a><a href="#n3a">3</a></sup> de forma inadequada e sem qualquer controle.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A <i>commodity</i> selecionada como principal indicador das mudan&ccedil;as na pol&iacute;tica agr&iacute;cola do pa&iacute;s foi a soja, segunda maior geradora de receitas de exporta&ccedil;&atilde;o da balan&ccedil;a comercial brasileira, perdendo apenas para o setor auto&#45;mobil&iacute;stico, resultando numa atividade intensiva em capital e em tecnologia.</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em 1998, o complexo soja respondeu por 11% da receita de exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras. Trata&#45;se do segundo segmento exportador em import&acirc;ncia, perdendo apenas para o setor do material de trans&#45;portes. Esse fato por si s&oacute; explica o car&aacute;ter estrat&eacute;gico dessa <i>'commodity',</i> e, em termos econ&ocirc;micos, o sucesso da pol&iacute;tica de est&iacute;mulo &agrave; sojicultura implementada nos anos 70 e 80 (WWF, 2000:60).</font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Uma segunda <i>commodity,</i> mais recente, &eacute; a transfer&ecirc;ncia de agroind&uacute;strias<a name="n4b"></a><sup><a href="#n4a">4</a></sup> (aves, su&iacute;nos etc.) para a regi&atilde;o, al&eacute;m da grande produ&ccedil;&atilde;o de bovinos. A soja &eacute; a principal atividade desenvolvida no Centro&#45;Oeste, uma vez que impulsionou outros cultivos, como o milho, mediante a necessidade de rota&ccedil;&atilde;o de culturas, o que atraiu/atrai a suinocultura e a avicultura. A acelerada urbaniza&ccedil;&atilde;o e o crescimento do setor de servi&ccedil;os em geral e, particularmente aqueles vinculados ao cultivo de gr&atilde;os, expres&#45;sam a import&acirc;ncia e a depend&ecirc;ncia da economia goiana<sup><a name="n5b"></a><a href="#n5a">5</a></sup> em rela&ccedil;&atilde;o ao cultivo de soja.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Diversos fatores viabilizaram o desenvol&#45;vimento da sojicultura no Brasil, dentre eles ressalta&#45;se a demanda por alimentos prot&eacute;icos nos pa&iacute;ses desenvolvidos paralelamente &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o nos EUA, fazendo com que o pre&ccedil;o se elevasse, precisamente a partir da crise de 1973. Internamente o governo brasileiro necessitava de um cultivo que assegurasse divisas e que fosse industrializ&aacute;vel, atendendo &agrave;s necessidades do projeto industrial em andamento. Da&iacute; os grandes investimentos do setor p&uacute;blico na operacionaliza&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica (pesquisa), na constru&ccedil;&atilde;o de infra&#45;estrutura e na cria&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas credit&iacute;cias (subs&iacute;dios) para o cultivo da soja.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">H&aacute; que se destacar a op&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica das elites brasileiras em n&atilde;o realizar a reforma agr&aacute;ria, aliando&#45;se aos interesses da burguesia internacional e do capital industrial&#45;financeiro, contrariando as reivindica&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores brasileiros, principalmente as fam&iacute;lias expulsas do campo, que mais tarde engrossariam as fileiras dos movimentos sociais que lutam pela terra e pela reforma agr&aacute;ria, dentre eles o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). A op&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica em n&atilde;o implementar a reforma agr&aacute;ria implicava numa necessidade crescente de amplia&ccedil;&atilde;o da fronteira agr&iacute;cola (Centro&#45;Oeste e Amaz&ocirc;nia) que temporariamente "solucionaria" a quest&atilde;o agr&aacute;ria, deslocando os conflitos pela terra para as &aacute;reas de fronteira em expans&atilde;o. Al&eacute;m de maquiar a concentra&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria existente, deslocando milhares de migrantes desterritorializados para o Centro&#45;Norte, essa a&ccedil;&atilde;o usavaos como <i>amansadores da terra,</i> na medida em que o capital os expulsava e logo os seguia para arrematar&#45;lhes novamente as novas terras valorizadas. Esse processo se assemelha &agrave;quele que Luxemburg (1983), descreveu ao retratar a acu&#45;mula&ccedil;&atilde;o do capital na expans&atilde;o da agricultura moderna nos Estados Unidos da Am&eacute;rica.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O capitalismo necessita, para a sua pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia e desenvolvimento, estar cercado por formas de produ&ccedil;&atilde;o n&atilde;o&#45;capitalistas. N&atilde;o se trata, por&eacute;m, de qualquer forma. Necessita de camadas sociais n&atilde;o&#45;capitalistas, como mercado para colocar sua mais&#45;valia, como fonte de mei&#45;os de produ&ccedil;&atilde;o e como reservat&oacute;rios de m&atilde;o&#45;de&#45;obra para seu sistema assalaria&#45;do. O capital n&atilde;o pode alcan&ccedil;ar nenhum de seus fins com formas de produ&ccedil;&atilde;o de <i>economia natural</i> (Luxemburg, 1983:317).</font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A busca pela competitividade, principal&#45;mente nos mercados externos, promoveu um reordenamento na agricultura brasileira comercial agro&#45;exportadora, alterando sobre&#45;maneira as formas organizacionais da produ&ccedil;&atilde;o. A necessidade de reduzir custos na produ&ccedil;&atilde;o e na comercializa&ccedil;&atilde;o, assegurada quase sempre pela ado&ccedil;&atilde;o de inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas, possibilitou uma maior integra&ccedil;&atilde;o entre as empresas (cadeias produtivas), ou seja, uma verticaliza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o com o intuito de centralizar e concentrar esfor&ccedil;os, a&ccedil;&otilde;es e decis&otilde;es em v&aacute;rios territ&oacute;rios mundiais&#45;nacionais. A flexibilidade, mobilidade espacial, passa a atender as demandas exigidas pelo mercado, assegurando efici&ecirc;ncia, produtividade e condi&ccedil;&otilde;es de competitividade no mercado internacional.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Esta mobilidade espacial provocou diversas conseq&uuml;&ecirc;ncias nas empresas agroindustriais que redirecionam seus investimentos para as &aacute;reas de Cerrado. O surgimento de novas formas de gest&atilde;o, novos segmentos pro&#45;fissionais, novos trabalhadores e a desterritorializa&ccedil;&atilde;o de milhares de fam&iacute;lias do campo n&atilde;o pode ser tratado como algo corriqueiro, pois esses elementos possibilitaram novos conte&uacute;dos &agrave; mobilidade do capital, com implica&ccedil;&otilde;es profundas na rela&ccedil;&atilde;o capital&#45;trabalho, que precisam ser investigados &agrave; luz das mudan&ccedil;as nas rela&ccedil;&otilde;es sociais de produ&ccedil;&atilde;o, mas, fundamentalmente, com prioridade nas novas formas de trabalho e seus desdobramentos para as a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas dos trabalhadores.</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Recentemente, a consider&aacute;vel redu&ccedil;&atilde;o dos custos para produzir e comercializar, proporcionada pela inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, redefiniu muitos conceitos relatios a modelos organizacionais. Os esfor&ccedil;os coordenados, impulsionados pela tecnologia e sistemas organizacionais flex&iacute;veis, foram fatores essenciais para a continuidade do processo de globaliza&ccedil;&atilde;o. (...) Atualmente, os processos de produ&ccedil;&atilde;o, abastecimento, assessoramento, pesquisa e desenvolvimento, entre outros, s&atilde;o facilmente difundidos em diferentes territ&oacute;rios nacionais. A id&eacute;ia corresponde a extrair, da melhor maneira poss&iacute;vel, as chamadas vantagens comparativas que cada pa&iacute;s oferece (WWF, 2000:71).</font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As caracter&iacute;sticas edafoclim&aacute;ticas das &aacute;reas de Cerrado apresentam singularidades que preocuparam, particularmente no in&iacute;cio, os empres&aacute;rios rurais modernos. A presen&ccedil;a de uma esta&ccedil;&atilde;o seca (estiagem) e a ocorr&ecirc;ncia, em alguns anos, de poucas chuvas, mesmo no per&iacute;odo chuvoso, associados &agrave; acidez dos solos e ao elevado pre&ccedil;o dos insumos e maquinarias foram argumentos utilizados pelo Estado e pelas ag&ecirc;ncias de fomento para destinar grandes investimentos &agrave; regi&atilde;o, com o objetivo de poupar os novos investidores de preju&iacute;zos na atividade empresarial no campo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os fatores naturais interferiram no processo de incorpora&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de Cerrado ao circuito produtivo nacional, todavia, h&aacute; que se compreender a elabora&ccedil;&atilde;o de um discurso que atendia, naquele momento, as duas faces da moeda. De um lado, os "nativos" &#45;pecuaristas e <i>trabalhadores da terra</i> locais, acostumados ao labor nas &aacute;reas de matas, mais f&eacute;rteis, e sabedores de que as &aacute;reas de Cerrado n&atilde;o poderiam ser cultivadas com os recursos t&eacute;cnicos de que dispunham. Tradicionalmente, essas &aacute;reas n&atilde;o eram valorizadas e uma vez tidas como improdutivas poderiam ser comercializadas a pre&ccedil;os &iacute;nfimos, que ainda assim eram altamente lucrativas. De outro, os sulistas empres&aacute;rios rurais oriundos dos Estados da regi&atilde;o Sul e de S&atilde;o Paulo, que possu&iacute;am experi&ecirc;ncia na agricultura moderna, j&aacute; iniciada nessas &aacute;reas com o cultivo do trigo e da soja, se deslocam para o Cerrado, atra&iacute;dos pela disponibilidade de recursos t&eacute;cnicos e tecnol&oacute;gicos e pelas pol&iacute;ticas de fomento do Estado; adquirem as terras baratas e iniciam o processo de transforma&ccedil;&atilde;o das paisagens de Cerrado em grandes campos de cultivo e de cria&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Eacute; como se se juntassem duas vis&otilde;es distintas e diferenciadas, mas extremamente vantajosas para ambos. Evidentemente esse discurso &eacute; completamente desmascarado quando os sulistas conseguem cultivar, e com elevada produtividade, as &aacute;reas consideradas improdutivas pelos "nativos", que assustados n&atilde;o compreendem com a clareza necess&aacute;ria o ocorrido e, &agrave;s vezes, reafirmavam a id&eacute;ia de que n&atilde;o eram capazes de promover tamanha transforma&ccedil;&atilde;o. Depoimentos de que os sulistas s&atilde;o mais trabalhadores e afeitos ao trabalho do que os camponeses e <i>trabalhadores da terra</i> locais, e principalmente em rela&ccedil;&atilde;o aos trabalha&#45;dores de uma forma geral, foram estere&oacute;tipos constru&iacute;dos sobre o processo de moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura nas &aacute;reas de Cerrado, evi&#45;denciando o estranhamento ao qual foram submetidas as fam&iacute;lias desterritorializadas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em documento recente publicado pela WWF,<sup><a name="n6b"></a><a href="#n6a">6</a></sup> coloca&#45;se a import&acirc;ncia da biodiversidade do Cerrado, considerada uma das mais relevantes do planeta e com um grau de ende&#45;mismo significativo. A moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura promoveu o comprometimento de grande parte da &aacute;rea, uma vez que os elementos naturais, dentre eles a topografia plana, a disponibilidade de &aacute;gua para a irriga&ccedil;&atilde;o, a mat&eacute;ria org&acirc;nica e a estrutura f&iacute;sica do solo relativamente favor&aacute;vel compensavam os altos investimentos em m&aacute;quinas, insumos e a necessidade de corre&ccedil;&atilde;o dos solos &aacute;cidos com a calagem. Esses fatores favoreceram intensa&#45;mente a implanta&ccedil;&atilde;o do modelo empresarial&#45;comercial, voltado para atender os mercados internacionais.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">A ado&ccedil;&atilde;o das inova&ccedil;&otilde;es ocasionou mudan&ccedil;as nas rela&ccedil;&otilde;es sociais de produ&ccedil;&atilde;o e nas rela&ccedil;&otilde;es sociais de trabalho, alterando as paisagens regionais, agora altamente tecnificadas e "integradas" ao progresso que se apoiava no receitu&aacute;rio tecnol&oacute;gico da <i>revolu&ccedil;&atilde;o verde. A</i> regi&atilde;o Centro&#45;Oeste foi o alvo central dos programas de ocupa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do Cerrado&#45;POLOCENTRO,<sup><a name="n7b"></a><a href="#n7a">7</a></sup> Programa de Desenvolvimento do Cerrado e PRODECER,<a name="n8b"></a><sup><a href="#n8a">8</a></sup> Programa Cooperativo Nipo&#45;Brasileiro para o Desenvolvimento do Cerrado.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A abertura da fronteira agr&iacute;cola se deu efetivamente nos anos 1970, com a introdu&ccedil;&atilde;o do cultivo do arroz e, logo depois, da soja&#45;utilizada como a propulsora da fronteira agr&iacute;cola. Na pecu&aacute;ria ocorreu o plantio de pastagens, com o cultivo de forrageiras e capim brachi&aacute;ria, aumentando a produ&ccedil;&atilde;o e a produtividade do rebanho por hectare. A moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura, que combinava a aplica&ccedil;&atilde;o de capitais intensivos e a expans&atilde;o da fronteira agr&iacute;cola, tinha por objetivo a produ&ccedil;&atilde;o de <i>commodities</i> para exporta&ccedil;&atilde;o e gera&ccedil;&atilde;o de divisas para o pa&iacute;s. A garantia de pre&ccedil;os m&iacute;nimos, o pre&ccedil;o &uacute;nico dos combust&iacute;veis e o cr&eacute;dito farto foram os principais elementos dos programas governamentais para facilitar a moderniza&ccedil;&atilde;o das atividades agr&iacute;colas e pecu&aacute;rias.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Segundo diagn&oacute;stico do Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria (INCRA), o Centro&#45;Oeste apresenta 43% dos estabelecimentos com produ&ccedil;&atilde;o familiar, enquanto a m&eacute;dia brasileira &eacute; de 75%. Quanto &agrave; &aacute;rea, os estabelecimentos rurais familiares ocupam 22% no pa&iacute;s, e apenas 5% na regi&atilde;o Centro&#45;Oeste, evidenciando o processo de exclus&atilde;o a que foram submetidos os <i>trabalhadores da terra,</i> ap&oacute;s a moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura, que refor&ccedil;ou a hist&oacute;rica e desigual distribui&ccedil;&atilde;o da terra e da renda em todo o pa&iacute;s.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>A OCUPA&Ccedil;&Atilde;O RACIONAL E INDISCRIMINADA DO CERRADO E A ESTRAT&Eacute;GIA DO CAPITAL TRANSNACIONAL VIABILIZADA PELAS POL&Iacute;TICAS P&Uacute;BLICAS</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A prioridade na moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura foi tomada como parte do II PND &#45; Plano Nacional de Desenvolvimento (1975&#45;1979) &#45;onde a produ&ccedil;&atilde;o de fertilizantes e agrot&oacute;xicos era uma das estrat&eacute;gias para o crescimento industrial. A estrat&eacute;gia para a agropecu&aacute;ria era a utiliza&ccedil;&atilde;o de forma intensiva dos instrumentos de desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico, visando maior produtividade. Coincidentemente, era o per&iacute;odo da implanta&ccedil;&atilde;o dos p&oacute;los agropecu&aacute;rios e agrominerais na Amaz&ocirc;nia e do aumento das exporta&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s da incorpora&ccedil;&atilde;o de minerais e produtos agr&iacute;colas n&atilde;o&#45;tradicionais ao mercado mundial.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Conforme as orienta&ccedil;&otilde;es estabelecidas, o setor agr&iacute;cola devia ser considerado prioridade. Assim, a moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura foi intensificada atrav&eacute;s da territorializa&ccedil;&atilde;o das empresas rurais nas &aacute;reas planas e pela implementa&ccedil;&atilde;o das agroind&uacute;strias atra&iacute;das pela produ&ccedil;&atilde;o e produtividade de gr&atilde;os e tamb&eacute;m pelos incentivos fiscais e credit&iacute;cios oferecidos pelos governos estaduais. No Brasil, essas pol&iacute;ticas promoveram medidas de liberaliza&ccedil;&atilde;o comercial e de incentivos a entrada do capital transnacional, o que gerou uma crise sistem&aacute;tica na agricultura, eliminando parte consider&aacute;vel dos pequenos e m&eacute;dios camponeses que ainda insistiam em produzir. Nesse momento, as empresas transnacionais passa&#45;ram a exercer maior controle na produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de sementes, de agrot&oacute;xicos e implementos agr&iacute;colas, promovendo uma concorr&ecirc;ncia desleal, pois empresas com capitais regionais e nacionais n&atilde;o conseguiam mais sobreviver sem as possibilidades de fus&otilde;es com os grandes grupos econ&ocirc;micos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Percebe&#45;se, os momentos de descontinui&#45;dade sofridos pelos pequenos e m&eacute;dios camponeses. Primeiro, a desterritorializa&ccedil;&atilde;o, uma vez que n&atilde;o sabiam cultivar as culturas modernas, pois n&atilde;o eram agricultores profissionais; e segundo, o processo de autofagia implementada a partir do apoio expl&iacute;cito das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas aos grandes empres&aacute;rios rurais transnacionalizados. H&aacute; que se considerar as diversas funcionalidades diferenciadas no tempo e no espa&ccedil;o, pois deve&#45;se refletir acerca de uma nova regula&ccedil;&atilde;o do tempo e do uso do territ&oacute;rio com a chegada dos sulistas e as configura&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas decorrentes das inova&ccedil;&otilde;es, que paulatinamente alteraram o padr&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o&#45;acumula&ccedil;&atilde;o, e que novamente implementa a&ccedil;&otilde;es valorativas no territ&oacute;rio, sem que, aparentemente, despertasse a aten&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores sobre as bruscas altera&ccedil;&otilde;es nas rela&ccedil;&otilde;es sociais de trabalho e na a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos trabalhadores.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Indaga&#45;se acerca da coexist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&otilde;es sociais de produ&ccedil;&atilde;o altamente modernas, ao lado de formas distintas de trabalho, consorciadas com rela&ccedil;&otilde;es sociais de trabalho arcaicas, com requintes de superexplora&ccedil;&atilde;o, subordina&ccedil;&atilde;o e precariza&ccedil;&atilde;o. Obviamente, os mais apressados responder&atilde;o que essa &eacute; a caracter&iacute;stica fundante do capitalismo. Isso &eacute; verdadeiro, todavia pensa&#45;se que a raz&atilde;o central desse processo est&aacute; na capacidade metamorfoseante do capital que elabora novas formas de controle social, sem, contudo eliminar a contradi&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica que move a din&acirc;mica da sua exist&ecirc;ncia, qual seja o confronto capital x trabalho e a luta de classes. Essas novas formas de produ&ccedil;&atilde;o e de gest&atilde;o, velhas com verniz novo, se materializam espacialmente e, se des&#45;vendadas, podem significar avan&ccedil;os para a luta dos trabalhadores rumo &agrave; emancipa&ccedil;&atilde;o social.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">H&aacute; um consorciamento no tempo social&#45;temporalidades justapostas (Santos, 1994; 2000), entretanto existe tamb&eacute;m uma rela&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, onde capital e trabalho se identificam e se reconhecem um no outro. Como, ent&atilde;o, partir da id&eacute;ia de que o capital est&aacute; adiante do trabalho? O que aparece &eacute; a capacidade produtiva da t&eacute;cnica apropriada pelo capital, que tenta impor padr&otilde;es de usos, costumes e comportamentos que, homogeneizando as diferen&ccedil;as, impedem a possibilidade hist&oacute;rica de rea&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores. A partir do momento que a "leitura" desse fen&ocirc;meno for feita com o interesse de desvendar as formas de controle do capital sobre o trabalho e assim apontar mecanismos de supera&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; d&uacute;&#45;vidas de que o movimento social saber&aacute; utilizar essa contribui&ccedil;&atilde;o para avan&ccedil;ar a luta pela terra e pela reforma agr&aacute;ria.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">A ado&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a ocupa&ccedil;&atilde;o racional e indiscriminada das &aacute;reas de Cerrado atrav&eacute;s do Sistema Nacional de Cr&eacute;dito Rural (SNCR; <a href="/img/revistas/igeo/n55/a7t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a>), forneceu as bases materiais para o crescimento econ&ocirc;mico, viabilizando a internaliza&ccedil;&atilde;o da agricultura aos setores industriais &agrave; montante (insumos, implementos etc.) e &agrave; jusante (ind&uacute;strias processadoras).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Conforme os dados apresentados, &eacute; no per&iacute;odo de 1970 a 1980 que ocorreram os grandes financiamentos para custeio, investimento e comercializa&ccedil;&atilde;o, visando operacionalizar a ocupa&ccedil;&atilde;o racional e indiscriminada das <i>&aacute;reas cerradeiras.</i> A partir de 1985, as umdan&ccedil;as nas pol&iacute;ticas governamentais, propiciaram um regramento gradativo na disponibiliza&ccedil;&atilde;o dos cr&eacute;ditos para as atividades agropecu&aacute;rias, uma vez que havia um relativo segmento dos empres&aacute;rios rurais que se capitalizaram e tinham as condi&ccedil;&otilde;es de competirem no mercado, aniquilando a maioria dos pequenos e m&eacute;dios empres&aacute;rios rurais que se "aventuravam" a exercer a agropecu&aacute;ria moderna.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O Estado introduziu e potenciou um padr&atilde;o de desenvolvimento, imputando &agrave; agricultura uma op&ccedil;&atilde;o de investimentos dentro de uma determinada l&oacute;gica da valoriza&ccedil;&atilde;o e acumula&ccedil;&atilde;o do capital, caracterizada pela reprodu&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea de v&aacute;rias formas de capitais na agricultura (industrial, comercial e financeiro) &agrave; base de profunda diferencialidade territorial, ou seja, moderna numa atividade agr&iacute;cola, atrasada em outra e especulativa numa terceira (J&uacute;nior, 1996). Esse processo pode ser observado no Sudeste Goiano (<a href="/img/revistas/igeo/n55/a7f3.jpg" target="_blank">Figura 3</a>), devido &agrave; exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&otilde;es sociais de produ&ccedil;&atilde;o que variam do trabalho familiar ao trabalho assalariado, apresentando significativas distin&ccedil;&otilde;es, evidenciando a intensifica&ccedil;&atilde;o da superexplora&ccedil;&atilde;o, da subordina&ccedil;&atilde;o e da precariza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores, subsumidos &agrave; l&oacute;gica avassaladora do capital, principalmente nas empresas rurais.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A hegemonia do capital financeiro modificou substancialmente as rela&ccedil;&otilde;es sociais de produ&ccedil;&atilde;o na agricultura brasileira, uma vez que possibilitou a fus&atilde;o de diversos interesses localizados e controlados pelo capital mercantil e industrial ao movimento mais geral da economia e do processo de acumula&ccedil;&atilde;o financeirizado do capital mundializado. As liga&ccedil;&otilde;es intercapitais n&atilde;o s&atilde;o apenas t&eacute;cnicas, mas tamb&eacute;m financeiras. A aquisi&ccedil;&atilde;o, por exemplo, de insumos e m&aacute;quinas pela agricultura imp&otilde;e a necessidade de financiamento, que passa a se dar atrav&eacute;s do sistema financeiro instalado &#45;e n&atilde;o mais a partir de agentes isolados, como os comerciantes prestamistas &#45;soldando assim o movimento da agricultura com o movimento mais geral da economia. A ocupa&ccedil;&atilde;o racional e indiscriminada das &aacute;reas de Cerrado expressou esse movimento do capital, assim como a estrat&eacute;gia patrocinada pelo Estado, via SNCR e outras benesses, como forma de assegurar est&iacute;mulos &agrave; entrada do capital financeiro no Centro&#45;Oeste, e, especificamente, em Goi&aacute;s a partir dos anos 1970, com profundos impactos na organiza&ccedil;&atilde;o espacial preexistente. Novas configura&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas s&atilde;o produzidas sob a batuta dos empres&aacute;rios rurais, milhares de fam&iacute;lias que sobreviviam do trabalho na terra s&atilde;o expulsas para os centros urbanos e/ou para as &aacute;reas de fronteira.</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">(...) o que est&aacute; em quest&atilde;o, &eacute; um projeto de domina&ccedil;&atilde;o de classe, isto &eacute;, o Estado ao promover a industrializa&ccedil;&atilde;o da agricultura, beneficiando atores seletos (grandes propriet&aacute;rios e grandes grupos empresariais e financeiros), o fez &agrave; base de profunda exclus&atilde;o social, deixando &agrave; margem a imensa maioria dos produtores rurais, respons&aacute;veis at&eacute; hoje, pela produ&ccedil;&atilde;o da maioria dos produtos da cesta b&aacute;sica (J&uacute;nior, 1996:72).</font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nesse sentido alguns autores v&atilde;o tratar a moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura enquanto industrializa&ccedil;&atilde;o da agricultura,<a name="n9b"></a><sup><a href="#n9a">9</a></sup> consolidada a partir do Complexo Agro&#45;Industrial (CAI). &Eacute; necess&aacute;rio pensar que o capital n&atilde;o se restrin&#45;ge &agrave; dimens&atilde;o financeira, assegurando o progresso t&eacute;cnico na agricultura, mas se insere na quest&atilde;o pol&iacute;tica, com o objetivo de constituir um aparato pol&iacute;tico&#45;ideol&oacute;gico para controlar o trabalho e as a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas dos trabalhadores. Para Silva (1982), no processo de industrializa&ccedil;&atilde;o da agricultura brasileira, as atividades agropecu&aacute;rias foram se convertendo num setor subordinado &agrave; ind&uacute;stria, e por ela foram sendo transformadas. Uma quest&atilde;o importante refere&#45;se &agrave;s estrat&eacute;gias do capital que visam reduzir custos, fundamentalmente com m&atilde;o&#45;de&#45;obra, ou seja, diminuir sal&aacute;rios e/ou direitos adquiridos pelos trabalhadores.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A agricultura deixa gradativamente o seu papel de "mercado de bens de consumo" para cada vez mais assumir a posi&ccedil;&atilde;o de "meios industriais de produ&ccedil;&atilde;o", quer como produtora de certos insumos, quer como vendedor de outros. &Eacute; a isso que chamamos o processo de <i>industrializa&ccedil;&atilde;o da agricultura brasileira,</i> num duplo sentido: o da eleva&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica nas suas unidades de produ&ccedil;&atilde;o e o da subordina&ccedil;&atilde;o do setor aos interesses do capital industrial e financeiro. (Silva, 1982:46).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nesse ensaio assume&#45;se a denomina&ccedil;&atilde;o <i>moderniza&ccedil;&atilde;o conservadora da agricultura<sup><a name="n10b"></a><a href="#n10a">10</a></sup></i> ao considerar que o Estado, ao sintetizar no seu interior as contradi&ccedil;&otilde;es capital&#45;capital e capital&#45;trabalho, aponta alternativas concretas, viabilizando&#45;as atrav&eacute;s da moderniza&ccedil;&atilde;o conservadora da agricultura, oferecendo as condi&ccedil;&otilde;es materiais para a rentabilidade do capital, assegurando a orienta&ccedil;&atilde;o clara no sentido de subsumir toda a terra dispon&iacute;vel, inclusive o latif&uacute;ndio, conservando o poder pol&iacute;tico&#45;econ&ocirc;mico da burguesia agr&aacute;ria, agora no comando do CAI. Isto &eacute;, al&eacute;m de estimular a intensifica&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria, garantiu&#45;se tamb&eacute;m, a concentra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, que potenciou aos grandes capitais a propriedade dos bens de produ&ccedil;&atilde;o e o acesso aos mecanismos de financiamento.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dessa forma houve o refor&ccedil;o das elites agr&aacute;rias que, aliadas ao empresariado urbano, implementaram diversas formas de controle social, mediadas pela a&ccedil;&atilde;o estatal, ocasionando a fragmenta&ccedil;&atilde;o e a desregulamenta&ccedil;&atilde;o do trabalho. O discurso da necessidade da produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, associado &agrave; id&eacute;ia de manter est&aacute;vel a balan&ccedil;a comercial &eacute; massificado, como estrat&eacute;gia para justificar as mazelas sociais e ambientais. Silva (2003), denomina esse processo de moderniza&ccedil;&atilde;o seletiva e parcial. Os efeitos dessa moderniza&ccedil;&atilde;o sobre a for&ccedil;a de trabalho no campo foram a amplia&ccedil;&atilde;o da proletariza&ccedil;&atilde;o do campon&ecirc;s, o aumento de em&#45;prego tempor&aacute;rio e a conseq&uuml;ente deteriora&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es sociais de trabalho. A esse processo Gon&ccedil;alves (1999) denominou <i>pseudomorfose</i> da agricultura brasileira, definida pela ocor&#45;r&ecirc;ncia de grandes transforma&ccedil;&otilde;es na estrutura produtiva, sem provocar rupturas no plano social e pol&iacute;tico, "(...) trata&#45;se nada mais que uma pseudomorfose onde a mudan&ccedil;a aparente esconde uma ess&ecirc;ncia permanentemente rea&#45;firmadora de diferen&ccedil;as em aprofundamento." Gon&ccedil;alves (1999:5). Diz ainda que enquanto n&atilde;o houver uma radicaliza&ccedil;&atilde;o da democratiza&#45;&ccedil;&atilde;o do poder tudo quanto for desenhado e implantado n&atilde;o representar&aacute; mais que uma transforma&ccedil;&atilde;o sem ruptura: uma <i>pseudomorfose.</i></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">A moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura estimulou e direcionou a expans&atilde;o do capital rumo &agrave;s &aacute;reas pouco exploradas devido &agrave;s necessidades da reprodu&ccedil;&atilde;o ampliada. Soma&#45;se a isso o de&#45;senvolvimento de pesquisas, particularmente, nesse caso, a cargo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria (EMBRAPA), que possibilitaram o surgimento de um aparato t&eacute;cnico e cient&iacute;fico cada vez mais eficiente, al&eacute;m das inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas espec&iacute;ficas para a agropecu&aacute;ria. Al&eacute;m de todos esses elementos, havi&#45;a o conte&uacute;do pol&iacute;tico, ou seja, afirmar o Estado enquanto mantenedor da ordem (evitando conflitos fundi&aacute;rios etc.) e desviar a aten&ccedil;&atilde;o da necessidade da reforma agr&aacute;ria, uma vez que a grande disponibilidade de terras nas &aacute;reas de fronteiras amenizaria o conflito e a luta hist&oacute;ri&#45;ca dos <i>trabalhadores da terra</i> pela reforma agr&aacute;ria.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>A REESTRUTURA&Ccedil;&Atilde;O PRODUTIVA DO CAPITAL E OS IMPACTOS SOBRE O TRABALHO</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A l&oacute;gica colocada pela reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva do capital ap&oacute;s os anos 1990 no Brasil pro&#45;moveu reordenamentos diferenciados no &acirc;mbito do capital, fazendo com que m&eacute;dias e pequenas empresas entrassem em um processo de fal&ecirc;ncia, enquanto o grande empresariado se vangloriava de que a "salva&ccedil;&atilde;o da p&aacute;tria" passava pela reformula&ccedil;&atilde;o do Estado e pela abertura econ&ocirc;mica. A nova conjuntura mun&#45;dial intensifica a divis&atilde;o t&eacute;cnica do trabalho, fazendo surgir novas categorias de trabalhadores, que redefinem o mercado de trabalho e as bandeiras de lutas, empunhadas pelos sindicatos, por partidos pol&iacute;ticos e pelos movi&#45;mentos sociais, colocando para esses atores sociais o desafio de defenderem os trabalhadores, agora mais fragmentados.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">H&aacute; uma nova orquestra&ccedil;&atilde;o de interesses no &acirc;mbito do capital. A cria&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o Democr&aacute;tica Ruralista (UDR), em meados dos anos 1980, aglutinou a extrema direita brasileira, que se articulava como forma de se opor &agrave; proposta de reforma agr&aacute;ria Plano Nacional de Reforma Agr&aacute;ria (IPNRA), que era o fato mais expressivo at&eacute; meados dos anos 1990 no campo brasileiro. Os ruralistas se ocupam do financiamento de atividades <i>lobbistas</i> no Congresso Nacional, mas tamb&eacute;m de incitar a viol&ecirc;ncia no campo, promovendo assassinatos e persegui&ccedil;&otilde;es &agrave;s lideran&ccedil;as de <i>trabalhadores da terra</i> e aos movimentos sociais comprometidos com a reforma agr&aacute;ria e a justi&ccedil;a social no pa&iacute;s.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os desafios para os trabalhadores estavam colocados: desemprego, subemprego, informalidade e/ou as novas imposi&ccedil;&otilde;es dos patr&otilde;es, sob um certo receio de atua&ccedil;&atilde;o dos movimentos sociais, que passam a assistir a um descenso das lutas hist&oacute;ricas dos trabalhadores. A necessidade de alterar as regras do jogo, com o intuito de elevar os lucros para o capital, ocasionou medidas que buscavam ampliar o con&#45;trole social sobre os trabalhadores e, assim, reduzir custos com a m&atilde;o&#45;de&#45;obra, inclusive, responsabilizando&#45;os pela condi&ccedil;&atilde;o de se tor&#45;narem desempregados, caso n&atilde;o se adequas&#45;sem &agrave;s exig&ecirc;ncias de qualifica&ccedil;&atilde;o colocadas pelo mercado. Essas exig&ecirc;ncias significavam um maior desprendimento do trabalhador em aceitar as novas formas de gest&atilde;o no processo produtivo (qualidade total, trabalho em equipe, disposi&ccedil;&atilde;o para aprender, retorno &agrave; escola etc.), sob o discurso de que era necess&aacute;rio inovar para assegurar a competitividade. Tem&#45;se, portanto, com a intensifica&ccedil;&atilde;o da divis&atilde;o t&eacute;cnica do trabalho, o incremento da utiliza&ccedil;&atilde;o do trabalho morto, o que, concomitantemente, fez emergir novas categorias de trabalhadores no campo e na cidade.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O aparato t&eacute;cnico&#45;cient&iacute;fico &eacute; fundamental para compreendermos o processo de moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura, por&eacute;m o cerne da ques&#45;t&atilde;o est&aacute; nas m&uacute;ltiplas formas de trabalho de&#45;correntes, sob intensa precariza&ccedil;&atilde;o, e as articula&ccedil;&otilde;es entre os trabalhadores expulsos da terra, que agora assumem novas fun&ccedil;&otilde;es na cidade, mas continuam como reserva de m&atilde;o&#45;de&#45;obra para os empres&aacute;rios rurais, possibilitando repensar a rela&ccedil;&atilde;o cidade&#45;campo. N&atilde;o h&aacute; d&uacute;&#45;vida de que se tem um novo conte&uacute;do na rela&ccedil;&atilde;o cidade&#45;campo, um novo desenho societal, a partir das quest&otilde;es colocadas pela reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva do capital que ao se territorializar, redefine a rela&ccedil;&atilde;o cidade&#45;campo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dessa forma os padr&otilde;es urbanos foram impostos ao campo, no caso, aos <i>povos cerradeiros,</i> ou seja, aos povos que viviam da agropecu&aacute;ria tradicional e de pequena dimens&atilde;o nas &aacute;reas de Cerrado, de forma auto&#45;suficiente e produzindo poucos excedentes comercializados regionalmente. Essa considera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o significa que as &aacute;reas de Cerrado, n&atilde;o tivessem sido capturadas pela l&oacute;gica destrutiva do capital. Essas &aacute;reas estavam &agrave; margem, por&eacute;m capturadas pelo capital mercantil, que subordinava o processo social atrav&eacute;s da apropria&ccedil;&atilde;o da renda da terra. A moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura evidencia a transi&ccedil;&atilde;o para a hegemonia do capital industrial (m&aacute;quinas, insumos e implementos agr&iacute;colas) e financeiro (pol&iacute;ticas credi&#45;t&iacute;cias), que se territorializa atrav&eacute;s das empresas rurais, propiciando um reordenamento espacial e alterando significativamente o conte&uacute;do e a din&acirc;mica das formas de uso do territ&oacute;rio, hegemonizado, pelas empresas rurais. O cultivo de soja nas &aacute;reas de Cerrado se tornou a principal atividade para exporta&ccedil;&atilde;o e com elevadas taxas de produ&ccedil;&atilde;o e produtividade nas que, atualmente, respondem por mais de 50% da produ&ccedil;&atilde;o de soja no pa&iacute;s (<a href="/img/revistas/igeo/n55/a7f4.jpg" target="_blank">Figuras 4</a> e <a href="/img/revistas/igeo/n55/a7f5.jpg" target="_blank">5</a>). A ocupa&ccedil;&atilde;o racional e indiscriminada das chapadas<sup><a name="n11b"></a><a href="#n11a">11</a></sup> mediante a territorializa&ccedil;&atilde;o dos cultivos modernos pode ser observada nos Estados que apresentam &aacute;reas de Cerrado, recentemente incorporadas pelos empres&aacute;rios rurais.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Goi&aacute;s obteve significativo crescimento econ&ocirc;mico na agricultura moderna, destacando&#45;se como um dos maiores produtores de gr&atilde;os do pa&iacute;s. Seguindo as diretrizes da economia nacional, determinada pelas necessidades mercadol&oacute;gicas internacionais, a soja foi selecionada como a principal alavancadora das mudan&ccedil;as na pol&iacute;tica agr&iacute;cola e uma das mais importantes geradoras de receitas de exporta&ccedil;&atilde;o da balan&ccedil;a comercial brasileira, resultando numa atividade intensiva em capital e em tecnologia.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A passagem da subsun&ccedil;&atilde;o formal para a subsun&ccedil;&atilde;o real promoveu a (des)constru&ccedil;&atilde;o das paisagens regionais que se adequaram &agrave;s necessidades do novo padr&atilde;o de acumula&ccedil;&atilde;o. (Moreira, 1985). Contudo, o processo em consecu&ccedil;&atilde;o apresenta diferencia&ccedil;&otilde;es, em raz&atilde;o das funcionalidades que essas &aacute;reas possuem mediante o modo de regula&ccedil;&atilde;o do capital, que em cada momento exige uma certa adequa&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas necessidades. O consorciamento entre diferentes formas de produzir, desde as assalariadas at&eacute; a exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&otilde;es n&atilde;o&#45;capitalistas, demonstra a captura e a imposi&ccedil;&atilde;o de formas de produzir e, conseq&uuml;entemente, rela&ccedil;&otilde;es sociais de trabalho diversas, por&eacute;m combinadas, com o intuito de atender &agrave; acumula&ccedil;&atilde;o do capital. Assim, a moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura &eacute; uma constru&ccedil;&atilde;o do capitalismo intensificada a partir de a&ccedil;&otilde;es implementadas pela reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva do capital ap&oacute;s os anos 1970. As &aacute;reas de Cerrado, at&eacute; ent&atilde;o hegemonizadas pelo capital mercantil, passam a ser alvo das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas &agrave; medida que v&atilde;o sendo redimensionadas ao mercado atrav&eacute;s da incorpora&ccedil;&atilde;o ao capital monopolista.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O que temos, a partir da acelera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, que promoveu uma justaposi&ccedil;&atilde;o de tempos (Santos, 1999) e uma relativa e aparente homo&#45;geneiza&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os, s&atilde;o as grandes mudan&ccedil;as no mundo do trabalho, resultantes das altera&ccedil;&otilde;es nas rela&ccedil;&otilde;es sociais de produ&ccedil;&atilde;o. Esse &eacute; um desafio, pois perceber as inter&#45;rela&ccedil;&otilde;es entre as diferentes formas de trabalho existentes, dentre elas o imbricamento entre o trabalho assalariado e as rela&ccedil;&otilde;es sociais n&atilde;o&#45;capitalistas, as novas formas de gest&atilde;o do processo produtivo e a conseq&uuml;ente intensifica&ccedil;&atilde;o do trabalho precarizado, tanto no campo quanto na cidade &eacute; uma necessidade imperiosa.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A heterogeneiza&ccedil;&atilde;o, a complexifica&ccedil;&atilde;o e precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho s&atilde;o elementos que redefinem a rela&ccedil;&atilde;o cidade&#45;campo, pois se t&ecirc;m novos desenhos societais nesses territ&oacute;rios. N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que h&aacute; novas categorias de trabalhadores, assim como novas formas de auferir renda, por isso &eacute; preciso decifrar essas m&uacute;ltiplas rela&ccedil;&otilde;es sociais, camufladas sob o escopo da moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura tais como:</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">a) O reaparecimento do trabalho escravo, do trabalho infantil e do trabalho de idosos, sob condi&ccedil;&otilde;es extremamente prec&aacute;rias nas &aacute;reas altamente tecnificadas, &eacute; um indicativo de que houve altera&ccedil;&otilde;es nas rela&ccedil;&otilde;es sociais de produ&ccedil;&atilde;o e, principalmente, nas rela&ccedil;&otilde;es sociais de trabalho, como o revi&#45;goramento dos procedimentos que intensificam a fragiliza&ccedil;&atilde;o e a superexplora&ccedil;&atilde;o do trabalho.</font></p>  		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">b) A ado&ccedil;&atilde;o de formas de gest&atilde;o flex&iacute;veis (participa&ccedil;&atilde;o nos lucros, trabalho em equipe, qualifica&ccedil;&atilde;o, parcerias etc.) ao lado da precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho, mediante o n&atilde;o cumprimento dos direitos trabalhistas (carteira assinada, f&eacute;rias, 13&deg; sal&aacute;rio etc.) para a maioria dos trabalhadores s&atilde;o evid&ecirc;ncias do paradoxo existente nas grandes empresas rurais.</font></p>  		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">c) A crescente terceiriza&ccedil;&atilde;o de algumas atividades, principalmente as consideradas mais dif&iacute;ceis e menos rent&aacute;veis (contrata&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores tempor&aacute;rios, servi&ccedil;os dom&eacute;sticos, seguran&ccedil;a etc.).</font></p>  		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">d) O incentivo &agrave; migra&ccedil;&atilde;o e at&eacute; mesmo o financiamento da vinda de trabalhadores tempor&aacute;rios para exercerem atividades peri&oacute;dicas nas empresas rurais. Observamos duas categorias de migrantes: uma oriunda do Sul (Paran&aacute;), com destaque para as &aacute;reas de onde os empres&aacute;rios rurais s&atilde;o origin&aacute;rios, que s&atilde;o trazidos eficam durante toda a safra alojados embarrac&otilde;es &#45;trabalhadores safristas. E outra, que n&atilde;o &eacute; incentivada, mas que, por outras circunst&acirc;ncias, chega &agrave; procura de trabalho, oriunda do Nordeste, com destaque para a Bahia trabalhadores tempor&aacute;rios (b&oacute;ias&#45;frias).</font></p>  		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">e) A exist&ecirc;ncia de programas de qualifica&ccedil;&atilde;o e requalifica&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o&#45;de&#45;obra, que pos&#45;sui duplo sentido: de um lado, atender a demanda de trabalhadores urbanos, principalmente jovens, que n&atilde;o possuem qualquer habilidade vend&aacute;vel e que permane&#45;cem fora do mercado de trabalho; e, de outro, objetiva atender parte dos <i>trabalhadores da terra</i> para as necessidades cada vez mais tecnificadas.</font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Esse mosaico, onde novas rela&ccedil;&otilde;es sociais de trabalho se materializam, expressa mudan&ccedil;as no processo de expans&atilde;o do capital. O impacto na forma de organiza&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e a tentativa de engessar as suas a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas denotam a necessidade de perceber o processo de territorializa&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o capital x trabalho e as conseq&uuml;entes formas de controle social, impetradas pela hegemonia do capital financeiro mundializado. A apreens&atilde;o adequada e comprometida da realidade social &eacute; condi&ccedil;&atilde;o para fazer avan&ccedil;ar a luta dos trabalhadores e, para tanto, h&aacute; que se debru&ccedil;ar sobre as muta&ccedil;&otilde;es no trabalho e as perspectivas emancipat&oacute;rias constru&iacute;das cotidianamente.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>A MODERNIZA&Ccedil;&Atilde;O CONSERVADORA E AS MUTA&Ccedil;&Otilde;ES NO TRABALHO</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A tecnifica&ccedil;&atilde;o promoveu a migra&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada de milhares de fam&iacute;lias que viviam do trabalho na terra para os centros urbanos, com destaque para Goi&acirc;nia e Bras&iacute;lia. A <i>moderniza&ccedil;&atilde;o</i> <i>conservadora da agricultura</i> propiciou uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa da oferta de trabalho no campo, principalmente em Goi&aacute;s, que entre 1985 e 1996, sofreu uma redu&ccedil;&atilde;o de 23%, en&#45;quanto que a m&eacute;dia da regi&atilde;o Centro&#45;Oeste foi de 19%. De acordo com o IBGE, em 1985, existiam cerca 1.5 milh&atilde;o de trabalhadores no campo, na regi&atilde;o Centro&#45;Oeste. Dez anos depois, mediante a redu&ccedil;&atilde;o de 20%, os trabalhadores somavam aproximadamente 1.2 milh&atilde;o de h&aacute;bitantes. Em Goi&aacute;s eram aproximadamente 616 000 e foram reduzidos para 472 000 trabalhadores rurais.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Esses dados ilustram o impacto das medidas modernizantes nas &aacute;reas de Cerrado do Centro&#45;Oeste no que diz respeito aos <i>trabalhadores da terra.</i> Quanto aos arrendat&aacute;rios e/ou agregados, n&atilde;o se tem dados confi&aacute;veis, pois houve intensa migra&ccedil;&atilde;o para as &aacute;reas de expans&atilde;o da fronteira agr&iacute;cola. A t&iacute;tulo de exemplo, tomamos o munic&iacute;pio de Catal&atilde;o, onde esse processo n&atilde;o foi diferente, pois ocorreu a redu&ccedil;&atilde;o significativa dos <i>trabalhadores da terra</i> permanentes e tempor&aacute;rios (<a href="/img/revistas/igeo/n55/a7f6.jpg" target="_blank">Figura 6</a>) em fun&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es no processo produtivo, devido a ado&ccedil;&atilde;o das inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas, expulsando milhares de trabalhadores e suas fam&iacute;lias da terra.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As empresas rurais constroem uma nova organiza&ccedil;&atilde;o espacial assim como implementam novas rela&ccedil;&otilde;es sociais de produ&ccedil;&atilde;o e de trabalho. A diminui&ccedil;&atilde;o acentuada de trabalhadores permanentes e tempor&aacute;rios nas empresas rurais, paralelamente &agrave; crescente efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica, repercute no aumento da produ&ccedil;&atilde;o e da produtividade, tornando&#45;se a caracter&iacute;stica marcante do novo modelo e apropria&ccedil;&atilde;o da terra.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em Catal&atilde;o, ocorreu a redu&ccedil;&atilde;o significativa dos trabalhadores permanentes a partir das altera&ccedil;&otilde;es no processo produtivo, em fun&ccedil;&atilde;o da ado&ccedil;&atilde;o de inova&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas e tecnol&oacute;gicas na agricultura. Em contrapartida, n&atilde;o se verificou o crescimento do trabalho tempor&aacute;rio, como ocorrido em outras &aacute;reas de agricultura moderna no pa&iacute;s, porque os cultivos modernos nas &aacute;reas de Cerrado consomem pouca m&atilde;o&#45;de&#45;obra e a cada dia reduzem mais postos de trabalho, devido &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o da mecaniza&ccedil;&atilde;o. Nesse caso, h&aacute; que considerar a necessidade crescente da qualifica&ccedil;&atilde;o de uma parcela dos trabalhadores permanentes e o deslocamento da maioria para as atividades tempor&aacute;&#45;rias e/ou informais nas &aacute;reas urbanas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Inicialmente, havia postos de trabalho, j&aacute; que a abertura do Cerrado pelas empresas rurais carecia de m&atilde;o&#45;de&#45;obra. Todavia, &agrave; medida que implantavam os cultivos modernos e mecanizados, eliminavam os trabalhadores, contratando temporariamente, no plantio e na colheita, mas apenas em alguns cultivos. A ado&ccedil;&atilde;o de implementos agr&iacute;colas modernos pode ser observada, por exemplo, na colheita do feij&atilde;o. H&aacute; anos os empres&aacute;rios rurais ten&#45;tam eliminar os trabalhadores tempor&aacute;rios nessa atividade sem conseguirem &ecirc;xito. Ap&oacute;s v&aacute;rios experimentos, est&aacute; em desenvolvimento, um implemento agr&iacute;cola que consegue colher cerca de cinco ha de feij&atilde;o por dia, eliminando cerca de 30 jornadas de trabalho diariamente.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dessa forma, n&atilde;o se verificou o crescimento do trabalho tempor&aacute;rio, como ocorrido em outras &aacute;reas de agricultura tecnificada, u&#45;ma vez que os cultivos modernos, com destaque para a soja, consomem pouca m&atilde;o&#45;de&#45;obra e a cada dia reduzem mais postos de trabalho. Os trabalhadores, atualmente em menor n&uacute;mero, em fun&ccedil;&atilde;o do processo de mecaniza&ccedil;&atilde;o e tecnifica&ccedil;&atilde;o das atividades, parecem distantes e/ou ausentes. &Eacute; como se as m&aacute;quinas fos&#45;sem as &uacute;nicas respons&aacute;veis por tanta produ&ccedil;&atilde;o e pela transforma&ccedil;&atilde;o da "velha paisagem", considerada improdutiva e ociosa, em celeiro agr&iacute;cola do Brasil.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura propiciou nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, em Catal&atilde;o, como no em todo pa&iacute;s, a intensifica&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria. Em 1980, apenas 4.8% do n&uacute;mero total de estabelecimentos agr&iacute;colas ocupavam 43% da &aacute;rea total. Por outro lado, os pequenos estabelecimentos, que representavam 53.9%, ocupavam uma &aacute;rea de apenas 9.6% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;rea total. Ocorreu uma n&iacute;tida diminui&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de estabelecimentos agr&iacute;colas com &aacute;reas at&eacute; 500 ha. O n&uacute;mero de estabelecimentos com at&eacute; 10 ha sofreu dr&aacute;stica redu&ccedil;&atilde;o. J&aacute; os estabelecimentos acima de 1 000 ha se mantiveram e/ou se ampliaram. Um dado importante &eacute; que at&eacute; 1970 n&atilde;o havia estabelecimentos no munic&iacute;pio acima de 5.000 ha. Em 1980 aparece (01) estabelecimento e, atualmente, segundo dados cartoriais, existem no munic&iacute;pio (05) estabelecimentos com mais de 5 000 ha, inclusive (01) aproxima&#45;se dos 25 000 ha (IBGE 1995/96).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Vivemos um dos momentos mais cr&iacute;ticos de toda a hist&oacute;ria para o trabalho; essas mudan&ccedil;as impuseram novos rearranjos e novas fun&ccedil;&otilde;es para os trabalhadores, e a divis&atilde;o social do trabalho resultante se expressa territorialmente, produzindo uma reformata&ccedil;&atilde;o de elevada dimens&atilde;o para a agricultura brasileira. As muta&ccedil;&otilde;es do trabalho assumiram formas muito diferenciadas na agropecu&aacute;ria goiana. A requalifica&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es sociais de produ&ccedil;&atilde;o e de trabalho promoveu o aparecimento de formas consorciadas de trabalho nas lavouras, onde se tem trabalhadores altamente qualifica&#45;dos ao lado de trabalhadores tempor&aacute;rios (b&oacute;ia&#45;frias); trabalho familiar em grandes empreendimentos comerciais (administradores e t&eacute;cnicos) combinado com variadas formas de trabalho prec&aacute;rio &#45;b&oacute;ia&#45;frias, produtores integrados, trabalho em tempo parcial etc.; pluriatividades em propriedades camponesas voltadas exclusivamente para o mercado; crescimento das rendas n&atilde;o&#45;agr&iacute;colas para uma parcela dos camponeses; aparecimento de atividades n&atilde;o&#45;agr&iacute;colas, como ecoturismo, hot&eacute;is&#45;fazenda, pesque&#45;e&#45;pague e outras; e a subproletariza&ccedil;&atilde;o e fragiliza&ccedil;&atilde;o cada vez maior dos camponeses&#45;propriet&aacute;rios e dos <i>trabalhadores</i> <i>da terra</i> que ainda tentam sobreviver do trabalho agr&iacute;cola tradicional</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As altera&ccedil;&otilde;es nas rela&ccedil;&otilde;es sociais de trabalho, baseadas em princ&iacute;pios mais flex&iacute;veis, configuram&#45;se atrav&eacute;s da participa&ccedil;&atilde;o nos lucros, muito comum nas empresas rurais. Esse talvez seja o exemplo mais acertado para perceber a convers&atilde;o da personifica&ccedil;&atilde;o do trabalho em personifica&ccedil;&atilde;o do capital. "Mais complexificada, a apar&ecirc;ncia de maior liberdade no espa&ccedil;o produtivo tem como contra partida o fato de que as personifica&ccedil;&otilde;es do trabalho de&#45;vem se converter ainda em personifica&ccedil;&atilde;o do capital." Antunes (2001:130). A necessidade de maior produ&ccedil;&atilde;o e produtividade implica na elimina&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio e do trabalho improdutivo <i>&#45;porosidade&#45;</i> com a crescente incor&#45;pora&ccedil;&atilde;o do trabalho imaterial, fazendo com que o trabalhador (sob o escopo de uma nova ordem produtiva) sinta&#45;se como parte da empresa e/ou do empreendimento, assumindo para si as responsabilidades e as tarefas colocadas para os propriet&aacute;rios dos meios de produ&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Eacute; preciso investigar com mais acuidade as formas de trabalho (e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho) desses trabalhadores, para entendermos mais claramente o processo de estranhamento, que leva &agrave; <i>exist&ecirc;ncia inaut&ecirc;ntica,</i> obviamente do ponto de vista do trabalho, na medida em que os trabalhadores "incorporam" o capital en&#45;quanto materialidade e subjetividade. Sabe&#45;se que a produ&ccedil;&atilde;o flex&iacute;vel necessita cada vez mais da intera&ccedil;&atilde;o entre trabalho e ci&ecirc;ncia, entre execu&ccedil;&atilde;o e elabora&ccedil;&atilde;o, entre avan&ccedil;o tecno&#45;l&oacute;gico e adequa&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de trabalho. Nesse sentido, a expropria&ccedil;&atilde;o do conhecimento pr&aacute;tico/t&eacute;cnico &#45;o saber&#45;fazer&#45; dos trabalhadores &eacute; algo extraordin&aacute;rio. O saber&#45;fazer valorizado cumpre um aspecto ideol&oacute;gico fabuloso, agora transformado em gest&atilde;o participativa, onde ocorre a valoriza&ccedil;&atilde;o do conhecimento do trabalhador e sua posterior incorpora&ccedil;&atilde;o como trabalho vivo, agregando mais valor &agrave; mercadoria.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Quando se optou por compreender as novas configura&ccedil;&otilde;es do trabalho a partir do re&#45;corte propiciado pela moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura em Goi&aacute;s (1970&#45;2000), inclusive rediscutindo esse paradigma de interpreta&ccedil;&atilde;o das transforma&ccedil;&otilde;es no espa&ccedil;o agr&aacute;rio brasileiro, pensou&#45;se n&atilde;o apenas em compreender o momento do confronto capital x trabalho, mas tamb&eacute;m perceber a import&acirc;ncia e a relev&acirc;ncia dessa discuss&atilde;o para a Geografia. Essa op&ccedil;&atilde;o &eacute; pol&iacute;tica e expressa um apontamento te&oacute;rico&#45;metodol&oacute;gico para a investiga&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno, demonstrando o entendimento e a leitura da sociedade que os pesquisadores partilham. A quest&atilde;o fundamental para a Geografia est&aacute; em verificar as particularidades hist&oacute;ricas constru&iacute;das a partir do confronto capital x trabalho e mais ainda, compreender a territorializa&ccedil;&atilde;o da processualidade social e os seus des&#45;dobramentos para os trabalhadores. Quase sempre as an&aacute;lises feitas s&atilde;o generalizantes e pouco pedag&oacute;gicas, na medida em que n&atilde;o elucidam e/ou sequer apontam a possibilidade de um "olhar por dentro", qual seja, a compreens&atilde;o das clivagens, das contradi&ccedil;&otilde;es e das capilaridades existentes no processo produtivo.</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">H&aacute; de se considerar que, do ponto de vista fenom&ecirc;nico, a identidade dos que vendem sua for&ccedil;a de trabalho est&aacute; al&eacute;m de uma mera quest&atilde;o mercadol&oacute;gica, j&aacute; que tal processo infere a possibilidade (e necessidade) de um amplo conjunto de media&ccedil;&otilde;es que vai desde o ato de trabalho propriamente dito at&eacute; a constru&ccedil;&atilde;o cultural necess&aacute;ria &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es sociais que, genericamente, chamamos de capitalismo. No ato do trabalho, portanto, encontraremos as ra&iacute;zes fundamentais para o entendimento de toda a rede de rela&ccedil;&otilde;es que permitem a manuten&ccedil;&atilde;o e reconstru&ccedil;&atilde;o da sociedade, (...) e, justamente, no seu desvendamento teremos as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para compreender os diferentes movimentos que os "sujeitos sociais" (capitalistas, trabalhadores e Es&#45;tado) realizam &#45;coletiva ou individualmente&#45; no sentido de sobreviverem en&#45;quanto sujeitos (J&uacute;nior, 1996:238).</font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Da&iacute; a necessidade de apreender o territ&oacute;rio e o desenho societal nas suas diversas configura&ccedil;&otilde;es, uma vez que o deslocamento da contradi&ccedil;&atilde;o capital x trabalho para o mercado &eacute; a sustenta&ccedil;&atilde;o (a mola propulsora) da perman&ecirc;ncia do capitalismo. Desloca&#45;se a contradi&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o da f&aacute;brica para o espa&ccedil;o do mercado, o que resulta na aliena&ccedil;&atilde;o do trabalhador do produto do seu trabalho, transubstanciado no fetiche da mercadoria. O capital, voltado para todo o circuito do processo produtivo, faz do trabalho alienado instrumento vital da domina&ccedil;&atilde;o de classe. Esse processo se completa na medida em que se articula ao movimento contradit&oacute;rio dos mecanismos legitimadores da aliena&ccedil;&atilde;o do trabalho e p&otilde;e em pr&aacute;tica seus estratagemas espaciais com o intuito de orde&#45;nar e cimentar sua hegemonia no conjunto do tecido social.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nessa rela&ccedil;&atilde;o assume papel essencial o Estado, que aparece como mediador, normatizador da rela&ccedil;&atilde;o capital x trabalho, firmando e validando a hegemonia do capital, que ao se materializar o faz enquanto espa&ccedil;o geogr&aacute;fico, evidenciando de forma hegem&ocirc;nica seus interesse. Percebe&#45;se uma gest&atilde;o pol&iacute;tica e territorial do capital e do trabalho. O capital possui sentido de universalidade, enquanto o trabalho &eacute; impedido, pelo deslocamento da contradi&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o da f&aacute;brica para o espa&ccedil;o do mercado, de possuir o controle efetivo do processo produtivo, restringindo&#45;se ao espa&ccedil;o da circula&ccedil;&atilde;o. Enquanto o capital l&ecirc; o processo social de produ&ccedil;&atilde;o na sua totalidade, tendo como refer&ecirc;ncia a realiza&ccedil;&atilde;o do circuito D&#45;M&#45;D', o trabalho o faz pela via da circula&ccedil;&atilde;o (D'), no plano da gest&atilde;o do mercado.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dessa forma, o ordenamento do territ&oacute;rio expressa a contradi&ccedil;&atilde;o capital x trabalho, assim como a aliena&ccedil;&atilde;o e a fragmenta&ccedil;&atilde;o do trabalho. Como o capital possui o sentido de universalidade, parece natural a transnacionaliza&ccedil;&atilde;o financeira vivida a partir de meados do s&eacute;culo XX, mas o trabalho n&atilde;o deve se transnacionalizar, pois h&aacute; limites territoriais (administrativos e jur&iacute;dicos) que impedem a organiza&ccedil;&atilde;o e a mobiliza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores. As "leituras" do capital e do trabalho sobre o mesmo fen&ocirc;meno s&atilde;o diferenciadas. Enquanto o capital se universaliza e possui o controle social do processo produtivo, os sindicatos n&atilde;o conseguem fazer a leitura desse processo e se mant&ecirc;m nos limites impostos pela divis&atilde;o t&eacute;cnica do trabalho, fragmentando a a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica pela incompreens&atilde;o do fen&ocirc;meno territorializado.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O maior desafio colocado no processo de pesquisa &eacute; desvendar as complexas formas de trabalho e suas manifesta&ccedil;&otilde;es territoriais, tendo como enfoque a reestrutura&ccedil;&atilde;o produti&#45;va do capital e seus desdobramentos na agricultura goiana, precisamente no Sudeste Goia&#45;no. Isso implica perceber o processo de territorializa&ccedil;&atilde;o do capital, suas clivagens, mas tamb&eacute;m perceber as formas de organiza&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o do trabalho. Para tanto n&atilde;o se deve perder de vista as a&ccedil;&otilde;es do movimento social e suas posi&ccedil;&otilde;es acerca das altera&ccedil;&otilde;es impulsionadas pela tecnifica&ccedil;&atilde;o, bem como a possibilidade concreta de pensar e apontar perspectivas e&#45;mancipat&oacute;rias para os trabalhadores. No Sudeste Goiano, elegeu&#45;se alguns agentes sociais, pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos, com o objetivo de desvendar as complexas tramas que os envolvem. Priorizou&#45;se as empresas rurais e os <i>trabalhadores da terra</i> desterritorializados pelo processo de <i>moderniza&ccedil;&atilde;o conservadora da agricultura</i> como os agentes determinantes, constituintes e constituidores das transforma&ccedil;&otilde;es recentes na agricultura goiana, como forma de apontar concretamente, pelo vi&eacute;s da "Geografia do Trabalho", a necessidade de reinterpretar as altera&ccedil;&otilde;es na rela&ccedil;&atilde;o cidade&#45;campo, a partir do movimento do capital e seus desdobramentos para os trabalhadores, inclusive, para as suas a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas emancipat&oacute;rias.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>NOTAS</b>:</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="n1a"></a><a href="#n1b">1</a> O Cerrado &eacute; uma regi&atilde;o muito peculiar. Associa uma rica biodiversidades &agrave; exist&ecirc;ncia de solos po&#45;bres e &aacute;cidos e a ocorr&ecirc;ncia de apenas duas esta&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas: uma seca e outra chuvosa. O relevo plano em quase toda a sua extens&atilde;o facilita o avan&ccedil;o das m&aacute;quinas agr&iacute;colas que desmatam rapidamente grandes extens&otilde;es de &aacute;rea verde. Possui uma rica biodiversidade e as nascentes das mais importantes bacias hidrogr&aacute;ficas da Am&eacute;rica do Sul (S&atilde;o Francisco, Araguaia/Tocantins, Paraguai/Paran&aacute;/Prata), motivo peloqual a sua r&aacute;pida devasta&ccedil;&atilde;o torna&#45;se preocupante e com impactos potenciais irrevers&iacute;veis. O Cerrado &eacute; o segundo maior ecossistema brasileiro, sendo menor, apenas, que a Amaz&ocirc;nia. S&atilde;o 2 milh&otilde;es de km<sup>2</sup>, espalhados por 10 estados, o que equivale, em tamanho, &agrave; Europa Occidental. A presen&ccedil;a humana data de, pelo menos, 12 mil anos. Todavia, s&oacute; come&ccedil;ou a ser mais densamente povoa&#45;doh&aacute; cerca de 40 anos. Depois da Mata Atl&acirc;ntica, o Cerrado &eacute; o ecossistema brasileiro que mais altera&#45;&ccedil;&otilde;es sofreu com a ocupa&ccedil;&atilde;o humana. Para maiores informa&ccedil;&otilde;es ver Goodland y Ferri (1979).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="n2a"></a><a href="#n2b">2</a> Goi&aacute;s (GO) &eacute; um dos Estados da Federa&ccedil;&atilde;o brasileira e se localiza no Planalto Central e atualmente &eacute; um das &aacute;reas de maior crescimento agroindustrial do Brasil. Ainda possui em seu territ&oacute;rio o Distrito Federal &#45; Bras&iacute;lia, a capital do pa&iacute;s.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="n3a"></a><a href="#n3b">3</a> Os cultivos irrigados aumentam de forma acelerada a &aacute;rea plantada. Atualmente em Goi&aacute;s, h&aacute; cerca de 170 a 200 mil hectares de &aacute;rea irrigada, sendo 120 mil hectares irrigados que utilizam entre 1.800 e 2.000 pivots. Segundo o Superintende de Recursos H&iacute;dricos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente de Goi&aacute;s, 1.424 possuem outorga e est&atilde;o regularizados. Os outros est&atilde;o sendo licenciados e/ou foram rejeitados, mas h&aacute; diversos que s&atilde;o clandestinos e n&atilde;o h&aacute; fiscaliza&ccedil;&atilde;o e/ou alguma puni&ccedil;&atilde;o para os infratores. Ainda, h&aacute; o problema de que essa tecnologia promove desperd&iacute;cio de &aacute;gua e fomenta o aparecimento de fungos e pragas elevando o consumo de agrot&oacute;xicos, piorando a j&aacute; complexa situa&ccedil;&atilde;o do solo e dos recursos h&iacute;dricos. (O Popular, Suplemento Campo &#45; 21 a 27 de agosto de 2004).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="n4a"></a><a href="#n4b">4</a> Uma das mais importantes agroind&uacute;strias do pa&iacute;s, a Perdig&atilde;o investiu nos &uacute;ltimos anos na constru&ccedil;&atilde;o do maior complexo industrial da empresa na cidade de Rio Verde (GO), regi&atilde;o Centro&#45;Oeste do Brasil, uma das grandes produtoras de gr&atilde;os do pa&iacute;s, estrategicamente pr&oacute;xima dos mercados emergentes nacionais. A Perdig&atilde;o implantou o maior complexo agroindustrial da Am&eacute;rica Latina, um investimento de R$700 milh&otilde;es, gerando mais de 5 000 empregos e permitindo aumentar em 25% a capacidade produtiva total planejada da empresa. A unidade &eacute; um dos maiores complexos agroindustriais do mundo, gerando 5 500 empregos at&eacute; 2004. O empreendimento foi dimensionado com a capacidade de produzir 260 mil ton/ano de carnes, equivalente a 25% da capacidade total planej ada da companhia e gerar um faturamento de cerca de R$ 1 bilh&atilde;o em 2004. (<a href="http://www.perdigao.com.br/" target="_blank">http://www.perdigao.com.br/</a>).</font></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="n5a"></a><a href="#n5b">5</a> Com um total exportado correspondente a US$ 595 milh&otilde;es e importa&ccedil;&otilde;es equivalentes a US$ 390 milh&otilde;es,o Estado de Goi&aacute;s obteve um saldo positivo de US$ 205 milh&otilde;es na sua balan&ccedil;a comercial em 2001, consolidando&#45;se como a nona economia do pa&iacute;s. O agroneg&oacute;cio destaca&#45;se nesse desempenho detendo 60% do Produto Interno Bruto (PIB) goia&#45;no. Conforme informa&ccedil;&otilde;es da Secretaria da Agricultura do Estado de Goi&aacute;s, nas cadeias produtivas do segmento agr&iacute;cola <i>(commodities)</i> merece destaque o complexo soja. Segundo o Jornal O Popular, editado em 01/02/2004, o Estado &eacute; hoje o primeiro produtor nacional de tomate e sorgo; segundo produtor de cereais e oleaginosas, leite e algod&atilde;o herb&aacute;ceo; quarto maior produtor de milho e soja; tem o terceiro maior rebanho bovino do pa&iacute;s, em torno de 20 milh&otilde;es de cabe&ccedil;as, o d&eacute;cimo de su&iacute;nos e &eacute; tamb&eacute;m o segundo em n&uacute;mero de vacas ordenhadas. Nas exporta&ccedil;&otilde;es destacam&#45;se o complexo soja, com 48.02% das vendas; carne/couro, 20.07%; ouro, 10.07%; ferroni&oacute;bio, 7.48%; amianto, 4.04% e n&iacute;quel, 1.01%. O setor agr&iacute;cola, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), obteve em 2001 receita bruta de R$ 2 bilh&otilde;es 501 milh&otilde;es e gera 162.567 empregos permanentes. A safra 2002 totalizou 23.5 milh&otilde;es de toneladas, com 9.7 milh&otilde;es de toneladas de gr&atilde;os e oleaginosas, 1.3 milh&atilde;o de toneladas de frut&iacute;colas e oler&aacute;ceas e 11.6 milh&otilde;es de toneladas de fibras, energ&eacute;ticos e tub&eacute;rculos, numa &aacute;rea plantada de 3.16 milh&otilde;es de hectares.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="n6a"></a><a href="#n6b">6</a> Obviamente, o documento elaborado pela WWF apresenta leituras pol&iacute;ticas do territ&oacute;rio que assemelham&#45;se ao simplismo, pr&oacute;prio de diversos ecologis&#45;tas que baseiam&#45;se no "desenvolvimento justo e sustent&aacute;vel que beneficiaria a todos n&oacute;s", sem ao menos explicarem o significado desse termo. Isso n&atilde;o significa que o referido estudo n&atilde;o possua aspectos relevantes, precisamente quanto &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o de diagn&oacute;sticos acerca das realidades do Cerrado brasileiro, alertando para o modelo adotado de explora&ccedil;&atilde;o dessa &aacute;rea, que compromete todo o Bioma.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="n7a"></a><a href="#n7b">7</a> Institu&iacute;do em 1975, visava a ocupa&ccedil;&atilde;o racional do Cerrado, implantando as t&eacute;cnicas modernas na agricultura, al&eacute;m da implementa&ccedil;&atilde;o de eixos rodovi&aacute;rios, redes de energia el&eacute;trica, armaz&eacute;ns e toda a infra&#45;estrutura necess&aacute;ria ao desenvolvimento do capital. Atuava em v&aacute;rias frentes, destacando&#45;se: o desenvolvimento tecnol&oacute;gico; a extens&atilde;o rural; o cr&eacute;dito rural; e no incentivo ao cooperativismo para facilitar a dissemina&ccedil;&atilde;o das inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas, o beneficiamento e a comercializa&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o. Incorporou 3 milh&otilde;es de hectares de &aacute;reas de cerrado &agrave; produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria. Cerca de 1878 projetos foram atendidos atrav&eacute;s do POLOCENTRO, cuja &aacute;rea m&eacute;dia situava em torno de 630 ha, sendo alta&#45;mente excludente e concentrador de terras e rendas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="n8a"></a><a href="#n8b">8</a> Institu&iacute;do em 1974, objetivava atender a demanda mundial de alimentos (soja) por meio da agricultura moderna. Previa a cria&ccedil;&atilde;o de grandes unidades agr&iacute;colas de car&aacute;ter empresarial. Iniciado em Minas Gerais &#45; Ira&iacute; de Minas &#45; alcan&ccedil;a o Centro&#45;Oeste em 1987. Com abrang&ecirc;ncia mais restrita e seletiva, o PRODECER selecionou produtores jovens e com alto grau de escolaridade, visando assegurar o sucesso das inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas no campo, dando prefer&ecirc;ncia a agricultores sulistas. Segundo a CAMPO&#45; empresa executora do projeto&#45; houve a incor&#45;pora&ccedil;&atilde;o de 350 mil hectares de Cerrados, em 21 projetos de coloniza&ccedil;&atilde;o, com 758 "produtores assentados". Os investimentos somaram meio bilh&atilde;o de d&oacute;lares, gerando a produ&ccedil;&atilde;o de 620 milh&otilde;es de toneladas de gr&atilde;os e receita de 165 milh&otilde;es de d&oacute;lares.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="n9a"></a><a href="#n9b">9</a> Silva (1982), Muller (1989) e outros compreendem a moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura enquanto industrializa&ccedil;&atilde;o da agricultura, consolidada a partir da fus&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o ao processamento industrial ou a agro&#45;industrializa&ccedil;&atilde;o, denominada de CAI&#45;Complexo Agro&#45;Industrial, ainda que com pontos de vistas diferentes.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="n10a"></a><a href="#n10b">10</a> Denomina&ccedil;&atilde;o usada no Brasil para as grandes superf&iacute;cies, por vezes horizontais e a mais de 600 metros de altitude que aparecem na Regi&atilde;o Centro&#45;Oeste do Brasil. Do ponto de vista geomorfol&oacute;gico a chapada &eacute;, na realidade, um planalto sedimentar, pois trata&#45;se de um acamamento estratificado que, em certos pontos, est&aacute; nas mesmas cotas da superf&iacute;cie de eros&atilde;o, talhadas em rochas pr&eacute;cambrianas. Conforme depoimentos coletados na &aacute;rea da pesquisa, as chapadas eram tidas como terras pouco f&eacute;rteis, sem import&acirc;ncia econ&ocirc;mica significativa. Os chapadeiros &#45; nativos das &aacute;reas de chapada, utilizavam essas terras no per&iacute;odo da estiagem para faze&#45;rem queimadas e aproveitarem a brota para fortale&#45;cerem a dieta do gado e tamb&eacute;m utilizavam as &aacute;reas pr&oacute;ximas &agrave;s veredas (se constituem num subsistema t&iacute;pico do Cerrado Brasileiro. Individualizam&#45;se por possu&iacute;rem solos hidrom&oacute;rficos, como brejos estacio&#45;nais e/ou permanentes) para cultivarem suas ro&ccedil;as, isso, no per&iacute;odo das chuvas. Atualmente, as empre&#45;sas rurais no Sudeste Goiano, ocupam as chapadas, que possuem altitude variando entre 970 e 1 100 metros e apresentam condi&ccedil;&otilde;es geomorfol&oacute;gicas e clim&aacute;ticas adequadas, destacando&#45;se no cultivo de soja, milho, caf&eacute;, algod&atilde;o, feij&atilde;o e trigo irrigados.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Alves, G. (2000), <i>O novo (e prec&aacute;rio) mundo do trabalho&#45;reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva e crise do sindicalismo,</i> Boitempo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665127&pid=S0188-4611200400030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Alves, G. (2002), Os <i>fundamentos ontol&oacute;gicos da reestrutura&ccedil;&atilde;o capitalista&#45; Funda&ccedil;&atilde;o (e subvers&atilde;o) da modernidade pelo "sujeito" capital,</i> <a href="http://www.globalization.cjb.net" target="_blank">www.globalization.cjb.net</a>, agosto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665129&pid=S0188-4611200400030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Antunes, R. (2001), Os <i>sentidos do trabalho &#45; Ensaio sobre a afirma&ccedil;&atilde;o e a nega&ccedil;&atilde;o do trabalho,</i> Boitempo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665131&pid=S0188-4611200400030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Chesnais, F. (1996), <i>A mundializa&ccedil;&atilde;o do capital,</i> Xam&atilde;, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665133&pid=S0188-4611200400030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dias, E. F. (1995), "As transforma&ccedil;&otilde;es no mundo do trabalho e o movimento sindical", <i>Caderno 1 da ADUFF &#45; S. Sind.,</i> Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665135&pid=S0188-4611200400030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Deus, J. B. de (2002), O <i>Sudeste Goiano: as transforma&ccedil;&otilde;es territoriais da desconcentra&ccedil;&atilde;o industrial brasileira,</i> tese (Doutorado em Geografia), Faculdade de Filo&#45;sofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas, Departamento de Geografia, Universidade de S&atilde;o Paulo, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665137&pid=S0188-4611200400030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fernandes, B. M. (2001), <i>Quest&atilde;o agr&aacute;ria, pesquisa e MST,</i> Cortez, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665139&pid=S0188-4611200400030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">FIBGE (1995&#45;1996), <i>Censo Agropecu&aacute;rio de 1995/96,</i> Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, Rio de Janeiro, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665141&pid=S0188-4611200400030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Gon&ccedil;alves, C. W. P. (2003), <i>Da geografia &agrave;s geografias: um mundo em busca de novas territorialidades,</i> dispon&iacute;vel: <a href="http://www.cibergeoagbnacional.com.br" target="_blank">www.cibergeoagbnacional.com.br</a>, Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665143&pid=S0188-4611200400030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Gon&ccedil;alves, J. S. (1999), <i>Mudar para manter: pseudo&#45;morfose da agricultura brasileira,</i> CSPA/SAA, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665145&pid=S0188-4611200400030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Harvey, D. (1992), <i>A condi&ccedil;&atilde;o p&oacute;s&#45;moderna,</i> Loyola, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665147&pid=S0188-4611200400030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Jornal O Popular (2004), <i>F&aacute;brica de empregos,</i> Economia, pp. 13&#45;15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665149&pid=S0188-4611200400030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Opes, E. S. A. (2002), <i>Coment&aacute;rio sobre o "novo mundo rural" ou a "nova reforma agr&aacute;ria" do governo FHC,</i> dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cibergeo@agbnacional/" target="_blank">www.cibergeo@agbnacional/</a>, julho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665151&pid=S0188-4611200400030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lopes, J. R. B. (1981), <i>Do latif&uacute;ndio &agrave; empresa. Unidade e diversidade do capitalismo no campo,</i> Vozes, Petr&oacute;polis, CEBRAP, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665153&pid=S0188-4611200400030000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Luxemburg, R. (1983), <i>A acumula&ccedil;&atilde;o do capital &#45; estudo sobre a interpreta&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do imperialismo,</i> Bandeira, M. (trad.), 3a ed., Zahar, Rio de Janiero.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665155&pid=S0188-4611200400030000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Martins, J. de S. (1986), <i>A reforma agr&aacute;ria e os limites da democracia na "Nova Rep&uacute;blica",</i> Hucitec, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665157&pid=S0188-4611200400030000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Marx, K. (1980), <i>O capital &#45; cr&iacute;tica da economia pol&iacute;tica &#45; O processo de produ&ccedil;&atilde;o do capital,</i> Sant'ana, R. (trad.), v. 1, 6a. ed., Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, Rio de Janiero.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665159&pid=S0188-4611200400030000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mendon&ccedil;a, M. R. y A. Thomaz J&uacute;nior (2002), "A moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura e os impactos sobre o trabalho", <i>Anais do XIII ENG,</i> Jo&atilde;o Pessoa, julho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665161&pid=S0188-4611200400030000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mendon&ccedil;a, M. R. (2004), <i>A urdidura do capital e do trabalho no Cerrado do Sudeste Goiano,</i> tese (Doutorado em Geografia), Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnolog&iacute;a, Presidente Prudente/SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665163&pid=S0188-4611200400030000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mesquita, H. A. (1993), <i>A moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura. Um caso em Catal&atilde;o (Goi&aacute;s),</i> Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Hist&oacute;ria), Instituto de Ci&ecirc;ncias Humanas e Letras, Universidade Federal de Goi&aacute;s, Goi&acirc;nia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665165&pid=S0188-4611200400030000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">M&eacute;sz&aacute;ros, I. (1989), <i>Produ&ccedil;&atilde;o destrutiva e Estado capitalista,</i> Ensaio, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665167&pid=S0188-4611200400030000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Moreira, R. (1985), <i>O movimento oper&aacute;rio e a quest&atilde;o cidade&#45;campo no Brasil &#45; Estudo sobre a sociedade e o espa&ccedil;o,</i> Vozes, Petrop&oacute;lis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665169&pid=S0188-4611200400030000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Moreira, R. (2001), "A globaliza&ccedil;&atilde;o como modo de vida capitalista globalizado", <i>Revista Geogr&aacute;fica,</i> Bauru, n&uacute;m. 19, pp. 18&#45;21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665171&pid=S0188-4611200400030000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Moreira, R. (2003), "Trabalho e movimentos sociais no Brasil: um di&aacute;logo poss&iacute;vel no &acirc;mbito da luta emancipat&oacute;ria?", <i>Revista PEGADA,</i> Centro de Estudos de Geografia de Trabalho (CEGeT), v. 4, n&uacute;m. 1, Jun., pp. 41&#45;62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665173&pid=S0188-4611200400030000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">M&uuml;ller, G. (1989), <i>Complexo agroindustrial e moderniza&ccedil;&atilde;o agr&aacute;ria,</i> Hucitec/Educ, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665175&pid=S0188-4611200400030000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Oliveira, A. U. de (1981), "Agricultura e ind&uacute;stria no Brasil", <i>Boletim Paulista de Geografia,</i> AGB (Associa&ccedil;&atilde;o dos Ge&oacute;grafos Brasileiros), n&uacute;m. 58, pp. 5&#45;64, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665177&pid=S0188-4611200400030000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Prado J&uacute;nior, C. (1978), <i>A quest&atilde;o agr&aacute;ria no Brasil,</i> Brasiliense, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665179&pid=S0188-4611200400030000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Santos, B. de S. (1987), <i>Um discurso sobre as ci&ecirc;ncias,</i> 2a. ed., Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665181&pid=S0188-4611200400030000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Santos, M. (1994), <i>T&eacute;cnica, espa&ccedil;o, tempo&#45;globaliza&ccedil;&atilde;o e meio t&eacute;cnico&#45;cient&iacute;fico&#45;informacional,</i> Hucitec, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665183&pid=S0188-4611200400030000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Santos, M. (1999), <i>A natureza do espa&ccedil;o: t&eacute;cnica e temporaz&atilde;o e emo&ccedil;&atilde;o,</i> 3a. ed., Hucitec, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665185&pid=S0188-4611200400030000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Santos, M. (2000), <i>Por uma outra globaliza&ccedil;&atilde;o: do pensamento &uacute;nico &agrave; consci&ecirc;ncia universal,</i> 2a. ed., Record, Rio de Janiero.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665187&pid=S0188-4611200400030000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Santos, M. y M. L. Silveira (2003), <i>O Brasil: territ&oacute;rio e sociedade no in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI,</i> 5a. ed., Record, Rio de Janiero.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665189&pid=S0188-4611200400030000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Silva, J. G. da (1982), <i>A moderniza&ccedil;&atilde;o dolorosa: estrutura agr&aacute;ria, fronteira agr&iacute;cola e trabalhadores rurais no Brasil,</i> Zahar Editores, Rio de Janiero.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665191&pid=S0188-4611200400030000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Silva, J. G. da (1996), <i>A nova din&acirc;mica da agricultura brasileira,</i> Unicamp, Instituto de Economia, Campinas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665193&pid=S0188-4611200400030000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Silva, J. S. da (2003), <i>A CPT regional Goi&aacute;s e a quest&atilde;o sociopol&iacute;tica no campo,</i> Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Hist&oacute;ria), Instituto de Ci&ecirc;ncias Humanas e Letras, Universidade Federal de Goi&aacute;s, Goi&acirc;nia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665195&pid=S0188-4611200400030000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Sorj, B. (1986), <i>Estado e classes sociais na agricultura Brasileira,</i> 2a. ed., Guanabara, Rio de Janiero.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665197&pid=S0188-4611200400030000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Thomaz J&uacute;nior, A. (1996), <i>Por tr&aacute;s dos canaviais, os (n&oacute;s) da cana</i> (mma contribui&ccedil;&atilde;o ao entendimento da rela&ccedil;&atilde;o capital x trabalho e do movimento sindical dos trabalhadores na agroind&uacute;stria canavieira paulista), tese de Doutorado (Doutorado em Geografia), FFLCH&#45;USP, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665199&pid=S0188-4611200400030000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Thomaz J&uacute;nior, A. (2002a), "Por uma geografia do trabalho! Reflex&otilde;es preliminares", <i>Anais do XII ENG,</i> Jo&atilde;o Pessoa, julho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665201&pid=S0188-4611200400030000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Thomaz J&uacute;nior, A. (2002b), <i>Por tr&aacute;s dos canaviais os n&oacute;s da cana,</i> Annablume/Fapesp, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665203&pid=S0188-4611200400030000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Thomaz J&uacute;nior, A. (2003), "O mundo do trabalho e as transforma&ccedil;&otilde;es territoriais: os limites da 'leitura' geogr&aacute;fica", <i>Revista Geogr&aacute;fica,</i> n&uacute;m. Especial, AGB/ Bauru.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665205&pid=S0188-4611200400030000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Thompson, E. P. (1989), "O termo ausente: experi&ecirc;ncia", <i>Mis&eacute;ria da Teoria,</i> Zahar Editores, Rio de Janiero.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665207&pid=S0188-4611200400030000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Williams, R. (1989), <i>O campo e a cidade: na hist&oacute;ria e</i> <i>na literatura,</i> Britto, P. H. (trad.), Cia das Letras, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665209&pid=S0188-4611200400030000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">WWF (2000), <i>Expans&atilde;o agr&iacute;cola e perda da biodiversida&#45;de no cerrado &#45; Origens hist&oacute;ricas e o papel do com&eacute;rcio</i> <i>internacional,</i> Documento WWF, S&eacute;rie T&eacute;cnica, v. VII, novembro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4665211&pid=S0188-4611200400030000700043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body><back>
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