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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mudanças tecnológicas e produção do espaço: considerações sobre desenvolvimento na escala local]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Technological changes and the production of space: considerations on development at a local scale]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The changes in industrial-production technological paradigms induce changes in all others aspects of production within important social organization sectors. Furthermore, all this implies important changes in today's generation of spaces. This work aims to analyze two key phenomena which arise from this process and are related to the social production of space: a new industrial specialization, characterized by a higher spatial deconcentration, which in turn influences the creation of a new mode of organization of the economic activities; and a new way of interrelations between the hegemonic industrial and financial sectors in the national and local states during the development of new spaces. This article, therefore, will discuss some aspects characterizing the changes in production structures, in terms of temporal and spatial effects, as new ways of interrelation between the social sectors within the subnational territory of countries in the economic periphery. Emphasizing the conflicting local-versus-global aspects, we attempt to understand change processes in the productive structure as one of the key aspects in the organization of the space and territory, given that today socioeconomic activities are taking place on new bases. Along with this phenomenon, it is worth stressing that at a local scale, a space of privileged relationships for the definition of the location and installation of projects involves not only actions and analyses, but also the need to assign more importance to the identification of the relationships to be established.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Geografia Econômica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[  	    <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>Mudan&ccedil;as tecnol&oacute;gicas e produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o: considera&ccedil;&otilde;es sobre desenvolvimento na escala local</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="3"><b>Technological changes and the production of space: considerations on development at a local scale</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Floriano J. Godinho de Oliveira*&nbsp;</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>*Universidade Estadual do Rio de Janeiro&#45; UERJ, Rua Professor Ortiz Monteiro, 276, Bloco C, Cob. 02, Laranjeiras &#45;Rio de Janeiro &#45; Brasil. E&#45;mail. <a href="mailto:fgodinho@uerj.br">fgodinho@uerj.br</a></i></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Recibido: 10 de enero de 2003    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> 	Aceptado en versi&oacute;n final: 30 de septiembre de 2003</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As mudan&ccedil;as nos paradigmas tecnol&oacute;gicos de produ&ccedil;&atilde;o industrial acabam por, aos poucos, induzirem mudan&ccedil;as em todos os demais aspectos da produ&ccedil;&atilde;o e em importantes campos da organiza&ccedil;&atilde;o social. Tudo isto implica, tamb&eacute;m, mudan&ccedil;as importantes na produ&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea do espa&ccedil;o. Deste processo, emergem dois importantes fen&ocirc;menos relacionados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o social do espa&ccedil;o que nos interessam analisar: uma nova espacialidade industrial, caracterizado por maior desconcentra&ccedil;&atilde;o espacial, influindo para a cria&ccedil;&atilde;o de uma nova forma de organiza&ccedil;&atilde;o geral das atividades econ&ocirc;micas; e uma nova forma de rela&ccedil;&otilde;es entre os setores industriais e financeiros hegem&ocirc;nicos e os estados nacionais e locais na sedimenta&ccedil;&atilde;o de novos espa&ccedil;os.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Este artigo, portanto, procurar&aacute; discutir alguns aspectos que caracterizam as mudan&ccedil;as nas estruturas produtivas, em termos de altera&ccedil;&otilde;es temporais e espaciais, e as novas formas de rela&ccedil;&otilde;es instrumentais com o conjunto das for&ccedil;as sociais nos territ&oacute;rios sub nacionais dos pa&iacute;ses da periferia econ&ocirc;mica. Assim, enfatizando aspectos que expressam as tens&otilde;es entre o global e o local, trabalhamos com a id&eacute;ia de compreender os processos de mudan&ccedil;as na estrutura produtiva como um dos aspectos importantes na organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o, do territ&oacute;rio, uma vez que atualmente a organiza&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio&#45;econ&ocirc;mica se d&aacute; em novas bases. Conjugado a este fen&ocirc;meno, destacamos o fato de que a escala local, como tamb&eacute;m um espa&ccedil;o de rela&ccedil;&otilde;es privilegiadas para a defini&ccedil;&atilde;o de localiza&ccedil;&atilde;o e instala&ccedil;&atilde;o de empreendimentos, implica, no plano das a&ccedil;&otilde;es e das an&aacute;lises, atribuir maior import&acirc;ncia &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es que se pretende estabelecer no local referido.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chaves</b>: Geografia Econ&ocirc;mica; reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva; desenvolvimento local; inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Abstract</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">The changes in industrial&#45;production technological paradigms induce changes in all others aspects of production within important social organization sectors. Furthermore, all this implies important changes in today's generation of spaces. This work aims to analyze two key phenomena which arise from this process and are related to the social production of space: a new industrial specialization, characterized by a higher spatial deconcentration, which in turn influences the creation of a new mode of organization of the economic activities; and a new way of interrelations between the hegemonic industrial and financial sectors in the national and local states during the development of new spaces.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">This article, therefore, will discuss some aspects characterizing the changes in production structures, in terms of temporal and spatial effects, as new ways of interrelation between the social sectors within the subnational territory of countries in the economic periphery. Emphasizing the conflicting local&#45;versus&#45;global aspects, we attempt to understand change processes in the productive structure as one of the key aspects in the organization of the space and territory, given that today socioeconomic activities are taking place on new bases. Along with this phenomenon, it is worth stressing that at a local scale, a space of privileged relationships for the definition of the location and installation of projects involves not only actions and analyses, but also the need to assign more importance to the identification of the relationships to be established.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Key words:</b> Economic Geography, production restructuring, local development, technological innovations.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>UM CEN&Aacute;RIO DE MUDAN&Ccedil;AS QUAIS MUDAN&Ccedil;AS?</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Mudan&ccedil;as tecnol&oacute;gicas</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A incorpora&ccedil;&atilde;o da microeletr&ocirc;nica e da inform&aacute;tica nas atividades industriais no transcorrer da d&eacute;cada de 70, significou uma altera&ccedil;&atilde;o profunda no paradigma tecnol&oacute;gico de produ&ccedil;&atilde;o industrial. Essas mudan&ccedil;as acabam por, aos poucos, induzir mudan&ccedil;as em todos os demais aspectos da produ&ccedil;&atilde;o e em importantes campos da organiza&ccedil;&atilde;o social. Mudan&ccedil;as que, segundo Benko (1996 p. 116/124), induzem a outras no sistema t&eacute;cnico, onde passa a predominar <i>m&aacute;quinas inteligentes</i> comandadas por computadores e program&aacute;veis; mudan&ccedil;as nas estruturas industriais, agora mais descentralizadas e flex&iacute;veis; na estrutura do capital, agora sob a &eacute;gide do sistema financeiro em escala internacional; na forma e no conte&uacute;do tanto da organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho quanto das formas de contrata&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tudo isto implica, tamb&eacute;m, mudan&ccedil;as importantes na produ&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea do espa&ccedil;o, na medida em que influem, por exemplo, na distribui&ccedil;&atilde;o de renda, acentuando ainda mais a desigualdade e, conseq&uuml;entemente, influindo no padr&atilde;o e formas de consumo, cada vez mais induzido, e nos modos de vida (Benko, 1996, p.122).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Conseq&uuml;&ecirc;ncias maiores, ao nosso ver, s&atilde;o as que dizem respeito &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es cada vez mais contidas do Estado, que passa a atuar muito mais voltado aos interesses da reprodu&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o, investindo mais nos recursos materiais e bens de produ&ccedil;&atilde;o. Com isso, secundariza ainda mais as a&ccedil;&otilde;es voltadas para a reprodu&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de trabalho e as a&ccedil;&otilde;es voltadas para a regula&ccedil;&atilde;o das formas, conte&uacute;dos e estrutura da organiza&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio&#45;econ&ocirc;mica na atualidade.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Deste processo, emergem dois importantes fen&ocirc;menos relacionados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o social do espa&ccedil;o que nos interessam analisar: uma nova espacialidade industrial, caracterizada por maior desconcentra&ccedil;&atilde;o espacial, influindo para a cria&ccedil;&atilde;o de uma nova forma de organiza&ccedil;&atilde;o geral das atividades econ&ocirc;micas; e uma nova forma de rela&ccedil;&otilde;es entre os setores industriais e financeiros hegem&ocirc;nicos e os estados nacionais e locais na sedimenta&ccedil;&atilde;o de novos espa&ccedil;os.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Vejamos o primeiro. Os avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos produzidos at&eacute; meados da d&eacute;cada de 60, conduziram a produ&ccedil;&atilde;o industrial e a economia mundial a uma crise, gerada, em grande medida, por um aumento significativo da capacidade produtiva &#45;capacidade produtiva que fez aumentar a concorr&ecirc;ncia entre os pa&iacute;ses l&iacute;deres do bloco europeu, liderado pela Alemanha; do asi&aacute;tico, liderado pelo Jap&atilde;o; e do americano, liderado pelos EUA. Por&eacute;m, tais avan&ccedil;os foram, tamb&eacute;m, o instrumental utilizado para o in&iacute;cio de sua supera&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Com a dissemina&ccedil;&atilde;o das tecnologias at&eacute; ent&atilde;o conhecidas, a concorr&ecirc;ncia desenfreada entre os blocos acaba por fazer diminuir sensivelmente a taxa de lucro, uma vez que todos dispunham de tecnologias para reduzirem continuamente seus custos de produ&ccedil;&atilde;o, fazendo com que a taxa de lucro crescesse em percentuais cada vez menores, at&eacute; mesmo fazendo&#45;a tender a zero.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Com efeito, em face deste novo cen&aacute;rio, ocorre um aumento significativo da competitividade entre produtores industriais. Essa concorr&ecirc;ncia, em um sistema ainda muito dependente da for&ccedil;a de trabalho, faz com que o uso de novas tecnologias adquira um papel importante. Isso porque, ao mesmo tempo em que incorporavam novas tecnologias &agrave;s suas atividades, as ind&uacute;strias ampliavam sua capacidade de competi&ccedil;&atilde;o, ampliando seus ganhos sobre os concorrentes devido ao menor custo de produ&ccedil;&atilde;o e &agrave; maior capacidade de reprodu&ccedil;&atilde;o ampliada do capital, e combatiam o poder crescente que a for&ccedil;a de trabalho possu&iacute;a no modelo e padr&atilde;o produtivo at&eacute; ent&atilde;o dominante.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tal estrat&eacute;gia, ent&atilde;o, n&atilde;o &eacute; inocente ao incorporar os avan&ccedil;os da ci&ecirc;ncia informa&#45;cional ao sistema produtivo: &eacute; instrumental. Instrumental por que se evidencia como uma forma de redu&ccedil;&atilde;o dos custos de produ&ccedil;&atilde;o, pela moderniza&ccedil;&atilde;o do sistema, pela amplia&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o e centraliza&ccedil;&atilde;o do capital, que s&atilde;o processos hist&oacute;ricos de sua constitui&ccedil;&atilde;o (Aglietta, 1986), mas, tamb&eacute;m, pela perspectiva de diminuir a resist&ecirc;ncia da for&ccedil;a de trabalho, uma vez que a tecnologia usada mais do que produzir m&aacute;quinas para serem o prolongamento da capacidade de trabalho do homem, produz m&aacute;quinas para substitu&iacute;&#45;lo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Configura&#45;se neste processo, no decorrer da d&eacute;cada de 70, um novo padr&atilde;o produtivo, um padr&atilde;o informacional (Santos, 1996), intensificando o ent&atilde;o chamado processo de globaliza&ccedil;&atilde;o, sustentado pela incorpora&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica dos recursos tecnol&oacute;gicos propiciados pela micro&#45;eletr&ocirc;nica, pelo computador e pelos sistemas comunicacionais, hoje dispon&iacute;veis para os setores produtivos e dominantes da sociedade. N&atilde;o pretendemos, aqui, entrar no m&eacute;rito do debate sobre os efeitos desta <i>globaliza&ccedil;&atilde;o</i> no mundo contempor&acirc;neo. S&atilde;o inegavelmente importantes as an&aacute;lises cr&iacute;ticas j&aacute; realizadas sobre o tema (Arrighi, 1997; Hirst &amp; Thompson, 1998; Singer, 1998; Santos, 2000: etc), dentre as quais destacamos as de Milton Santos (2000, p. 17/22) quando identifica e discute o quanto de <i>f&aacute;bula,</i> de <i>perversidade</i> e de <i>possibilidades</i> existe neste processo. Por&eacute;m, nossa preocupa&ccedil;&atilde;o, aqui, dirige&#45;se mais para o fato de que esse fen&ocirc;meno nos obriga a repensar os processos constituintes da produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o, uma vez que se intensifica enormemente a complexidade das rela&ccedil;&otilde;es que o produzem. Mais do que nunca, &eacute; correta a an&aacute;lise constru&iacute;da por Lefebvre (1980), para quem "os espa&ccedil;os anteriormente desocupados &#45;a montanha, o mar&#45; entram no mercado, tornando&#45;se mercadorias, e s&atilde;o ocupados por enormes ind&uacute;strias novas: lazer, cultura".</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">N&atilde;o basta identificar uma maior din&acirc;mica produtiva, maior circula&ccedil;&atilde;o e mundializa&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos e valores. &Eacute; preciso enfatizar o processo constituinte de novas formas que se materializam no territ&oacute;rio e os usos e sentidos de cada novo objeto, determinados pelas fun&ccedil;&otilde;es que exercem nas rela&ccedil;&otilde;es sociais, bem como as poss&iacute;veis implica&ccedil;&otilde;es dessas novas formas e as fun&ccedil;&otilde;es, que nelas se desenvolvem, com as novas estruturas sociais e produtivas. Pensar o espa&ccedil;o, portanto, n&atilde;o como, apenas, espa&ccedil;o de reprodu&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o, mas, espa&ccedil;o social, onde se realizam as rela&ccedil;&otilde;es e se reproduz a vida, em todas as suas dimens&otilde;es. Isso porque compartilhamos do pensamento de Lefebvre sobre os processos que produzem o espa&ccedil;o, quando diz que "o espa&ccedil;o social e pol&iacute;tico hoje &eacute; ao mesmo tempo real e operacional, dado e instrumental, necessidade e virtualidade. Ele &eacute; produto, mas tamb&eacute;m produtor e reprodutor (na manuten&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es de domina&ccedil;&atilde;o)" (Lefebvre, 1980, p. 150).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Este can&aacute;rio, ao mesmo tempo velho e novo, nos exige repensar o espa&ccedil;o e as a&ccedil;&otilde;es que o produzem como totalidade e express&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es sociais &#45;que v&atilde;o deste as rela&ccedil;&otilde;es produtivas &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es dos indiv&iacute;duos em seu cotidiano&#45; de forma que n&atilde;o tenhamos o foco de nossa an&aacute;lise em partes isoladas, mas, ao contr&aacute;rio, saibamos valorar os aspectos que nos informam mudan&ccedil;as para, ent&atilde;o, recompormos analiticamente essa totalidade. Assim, trabalhamos com a id&eacute;ia de compreender os processos de mudan&ccedil;as na estrutura produtiva como um dos aspectos importantes na organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o, do territ&oacute;rio, uma vez que atualmente a organiza&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio&#45;econ&ocirc;mica se d&aacute; em novas bases.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As mudan&ccedil;as nos paradigmas produtivos e na configura&ccedil;&atilde;o de uma nova espacialidade industrial s&atilde;o, ent&atilde;o, um importante referencial para n&oacute;s. Principalmente porque essas mudan&ccedil;as t&ecirc;m implica&ccedil;&otilde;es, tamb&eacute;m, na organiza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, fazendo prevalecer a emerg&ecirc;ncia de atividades de servi&ccedil;os industriais, uma terceiriza&ccedil;&atilde;o crescente na economia e a redefini&ccedil;&atilde;o do papel das pequenas e m&eacute;dias empresas neste novo cen&aacute;rio.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Mudan&ccedil;as na ordem local: as tens&otilde;es entre o global e o local</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Face a todo esse movimento, em termos de mudan&ccedil;as no padr&atilde;o t&eacute;cnico dos sistemas produtivos, devemos explicitar melhor as mudan&ccedil;as em termos da produ&ccedil;&atilde;o de uma nova espacialidade industrial, como citamos inicialmente. A globaliza&ccedil;&atilde;o, mais do que maior circula&ccedil;&atilde;o de mercadorias, culturas e valores, diz respeito &agrave; mundializa&ccedil;&atilde;o da capacidade produtiva e do sistema financeiro, internacionalizando ainda mais a produ&ccedil;&atilde;o e, cada vez mais, incorporando o espa&ccedil;o como elemento estrat&eacute;gico de reprodu&ccedil;&atilde;o ampliada do capital. Concordamos, aqui, com Asheim (1998) quando enfatiza a distin&ccedil;&atilde;o entre internacionaliza&ccedil;&atilde;o e globaliza&ccedil;&atilde;o. Para esse autor, "quando discutimos processo de globaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; importante notar que os termos 'internacional' e 'global' n&atilde;o s&atilde;o id&ecirc;nticos. Enquanto <u>internacionaliza&ccedil;&atilde;o</u> simplemente refere&#45;se &agrave; extens&atilde;o da atividade al&eacute;m das fronteriras, por exemplo, um alargamento da economia capitalista mundial como tal, <u>globaliza&ccedil;&atilde;o</u> implica proposi&ccedil;&atilde;o de integra&ccedil;&atilde;o funcional em meio a atividades geograficamente dispersas (....) n&oacute;s argumentamos que esta mudan&ccedil;a de uma internacional para uma economia global representa uma potencialmente nova fase no desenvolvimento da economia capitalista no mundo" (Asheim, 1998:201).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lan&ccedil;ando m&atilde;o das atuais tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o, o capital industrial se v&ecirc; na condi&ccedil;&atilde;o de controlar todo o sistema produtivo a partir de suas matrizes nos pa&iacute;ses centrais do sistema econ&ocirc;mico &#45;e o sistema financeiro de controlar toda a circula&ccedil;&atilde;o de capitais, a partir das chamadas cidades globais (Sassem, 1993:189)&#45; e deslocar suas atividades de produ&ccedil;&atilde;o para onde os recursos naturais, t&eacute;cnicos e sociais oferecem melhores vantagens locacionais. Isso faz superar a fase em que as empresas tinham que instalar complexos produtivos e, em certa medida, transferir tecnologia aos pa&iacute;ses que estivessem no seu plano de expans&atilde;o de atividades. Para al&eacute;m disto, atualmente, conta com recursos tecnol&oacute;gicos para instala&ccedil;&atilde;o de m&aacute;quinas e equipamentos sofisticados que dispensam a presen&ccedil;a de uma for&ccedil;a de trabalho fixa, dete rminando novas rela&ccedil;&otilde;es na forma de contrata&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o destes trabalhadores. Por fim, conta, ainda, com um enorme potencial de circula&ccedil;&atilde;o de seus insumos e produtos, uma vez que s&atilde;o muito mais eficientes os sistemas de transportes na atualidade.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Disto resulta a intensifica&ccedil;&atilde;o do que se convencionou denominar rela&ccedil;&atilde;o entre o global e o local. Trata&#45;se da consolida&ccedil;&atilde;o dos fluxos internacionais de informa&ccedil;&atilde;o e mercadorias, associada &agrave; capacidade de forma&ccedil;&atilde;o de recursos necess&aacute;rios &agrave;s atividades produtivas, controladas diretamente por sistemas globais, nos locais onde estejam os recursos. Aos agentes econ&ocirc;micos internacionais, industriais ou n&atilde;o, interessa usar o que est&aacute; dispon&iacute;vel no mercado local, em termos de recursos naturais, t&eacute;cnicos e humanos, e isso exige um profundo conhecimento tanto dos recursos dispon&iacute;veis quanto das <i>normas</i> que orientam as rela&ccedil;&otilde;es sociais locais, j&aacute; que se estabelecem agora contatos e acordos diretamente com as institui&ccedil;&otilde;es locais. Institui&ccedil;&otilde;es representativas, sobretudo as que comp&otilde;em a estrutura administrativa dos governos locais, regionais e nacionais que atuam nos territ&oacute;rios locais, e outras institui&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter local, em especial, as que agregam os empres&aacute;rios que atuam na regi&atilde;o. Conseq&uuml;entemente, implica tamb&eacute;m em mudan&ccedil;as nas formas e conte&uacute;dos do relacionamento desses capitais com as estruturas e institui&ccedil;&otilde;es dos Estados nacionais em cada pa&iacute;s.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Muda&#45;se, ent&atilde;o, o referencial e o papel exercido por cada institui&ccedil;&atilde;o na rela&ccedil;&atilde;o com o capital internacional e nacional. Em termos locacionais das atividades industriais, interessam, agora, as caracter&iacute;sticas t&eacute;cnicas e as formas de divis&atilde;o do trabalho nos lugares. Trata&#45;se de um privilegiamento das caracter&iacute;sticas e do comportamento das for&ccedil;as produtivas locais, que ser&atilde;o <i>integradas</i> seletivamente &agrave; economia global. Frente a essas novas caracter&iacute;sticas, estudos referidos a estas mudan&ccedil;as se multiplicam no campo da economia regional e geografia econ&ocirc;mica, para tentar dar conta da complexidade destas rela&ccedil;&otilde;es e viabilidade do deslocamento dos empreendimentos para os <i>novos</i> territ&oacute;rios incorporados ao sistema produtivo internacional.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Estes estudos, como sugere Diniz, mostram os limites das concep&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas mais tradicionais e das experi&ecirc;ncias de planejamento regional que, "at&eacute; a d&eacute;cada de 40 (... ) estava restrita &agrave; teoria da localiza&ccedil;&atilde;o das atividades econ&ocirc;micas" (Diniz, 200:4), e que privilegiavam a otimiza&ccedil;&atilde;o dos recursos e elimina&ccedil;&atilde;o dos custos de atrito, em especial os transportes, referindo&#45;se aos trabalhos de Von Thunen, Christaller, Weber e L&otilde;sch. Os novos referenciais tamb&eacute;m contribuem para o aprofundamento das formula&ccedil;&otilde;es de Schumpeter, que considerava as inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas como importantes na forma&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento end&oacute;geno, oferecendo as bases para as formula&ccedil;&otilde;es de Fran&ccedil;ois Perroux que, "ao longo da d&eacute;cada de 40 e 50, desenvolveu a no&ccedil;&atilde;o de p&oacute;lo de crescimento ou desenvolvimento, explicando o processo de concentra&ccedil;&atilde;o e o papel das empresas l&iacute;deres (... ) no processo de crescimento regional ou local" (Diniz, 2001:5).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As mudan&ccedil;as na forma, nos conte&uacute;dos e na estrutura produtiva na atualidade, realizada a partir de novas bases tecnol&oacute;gicas, p&otilde;em em cheque estas formula&ccedil;&otilde;es, uma vez que ampliam o conjunto de rela&ccedil;&otilde;es a que se obrigam as empresas, deixando de, sozinhas, terem o papel catalisador que se supunha anteriormente. Fica, entretanto, a suposi&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia da base t&eacute;cnica e de inova&ccedil;&otilde;es como vari&aacute;vel de destaque na produ&ccedil;&atilde;o de um desenvolvimento econ&ocirc;mico e social na escala regional e local.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Assim, na atualidade, mais do que teorias que explicitem os processos de desenvolvimento regional e local, &eacute; preciso identificar e reconhecer os elementos constituintes deste novo cen&aacute;rio de rela&ccedil;&otilde;es, em um esfor&ccedil;o interdisciplinar, que tamb&eacute;m enfatize outros aspectos objetivos e subjetivos que se expressam na cultura, na organiza&ccedil;&atilde;o institucional e produtiva, na capacidade de administrar as novas formas de concorr&ecirc;ncia entre os lugares, etc.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Inicialmente, o debate te&oacute;rico, os estudos e experi&ecirc;ncias enfocam os processos de desconcentra&ccedil;&atilde;o e reestrutura&ccedil;&atilde;o, urbana e produtiva, buscando desvendar, atrav&eacute;s das novas formas e conte&uacute;dos que se cristalizavam nos territ&oacute;rios, os efeitos mais sens&iacute;veis destas mudan&ccedil;as: as institui&ccedil;&otilde;es locais e regionais como agentes/escalas importantes na organiza&ccedil;&atilde;o das atividades produtivas industriais.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Alguns trabalhos exemplificam e s&atilde;o boas refer&ecirc;ncias deste esfor&ccedil;o anal&iacute;tico, como os de Lipietz e Leborgne (1988, 1990), em que enfatizam "a desej&aacute;vel parceria" entre firmas, sindicatos, universidades e administra&ccedil;&atilde;o local e debatem <i>a</i> no&ccedil;&atilde;o de "flexibilidade" no sistema prod VO; Scott e Storper (1988), que prop&otilde;en uma revis&atilde;o cr&iacute;tica e uma nova base te&oacute;rica para a an&aacute;lise do papel das ind&uacute;strias de alta tecnologia no desenvolvimento regional; Storper (1994) ao enfatizar "os caminhos pelos quais as economias em desenvolvimento devem ser integradas na economia global..."; Lipietz (1994), importante no aprofundamento da discuss&atilde;o do que ele identificou como uma nova ortodoxia, ou seja, "a do desenvolvimento end&oacute;geno baseado na acumula&ccedil;&atilde;o flex&iacute;vel cuja forma espacial &eacute; o distrito industrial"; Gottdiener (1990) que enfatiza o processo hist&oacute;rico da espacialidade urbana e os efeitos da crise do modelo fordista; etc.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Um ponto em comum em todas as an&aacute;lises, destes e de outros autores, &eacute; que, de uma forma ou de outra, os novos recursos tecnol&oacute;gicos influem na defini&ccedil;&atilde;o de novos espa&ccedil;os produtivos. Isso ocorre de v&aacute;rias formas: <i>i)</i> em fun&ccedil;&atilde;o de deslocamentos no interior de um mesmo pa&iacute;s, cujo exemplo mais citado &eacute; o da desindustrializa&ccedil;&atilde;o ocorrida no nordeste dos Estados Unidos e o simult&acirc;neo crescimento industrial em outras regi&otilde;es, bem como os processos de descon&#45;centra&ccedil;&atilde;o espacial das atividades industriais nas metr&oacute;poles; <i>ii)</i> atrav&eacute;s de uma nova divis&atilde;o internacional do trabalho, expressa na emerg&ecirc;ncia dos chamados NICs (newly industrialized coutries; Harvey, 1994, 156), ou, ainda, <i>iii)</i> em termos locais, atrav&eacute;s da amplia&ccedil;&atilde;o das chamadas pol&iacute;ticas de "desenvolvimento local", principalmente no que diz respeito aos chamados Sistemas Regionais de Inova&ccedil;&otilde;es (SRI).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Enfim, isso significa dizer que o local ganha visibilidade. Ou melhor, os recursos tecnol&oacute;gicos dispon&iacute;veis permitem que a localiza&ccedil;&atilde;o de qualquer empreendimento dependa mais dos recursos humanos e rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas com as institui&ccedil;&otilde;es locais, do que com as rela&ccedil;&otilde;es institucionais com os n&iacute;veis de governo central, uma vez que estes s&atilde;o, cada vez mais, subordinados por uma ordem distante, uma ordem determinada pelas for&ccedil;as hegem&ocirc;nicas do capital internacional.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Da&iacute; que a escala local, como espa&ccedil;o de rela&ccedil;&otilde;es privilegiadas para a defini&ccedil;&atilde;o de localiza&ccedil;&atilde;o e instala&ccedil;&atilde;o de empreendimentos, implica, no plano das a&ccedil;&otilde;es e das an&aacute;lises, atribuir maior import&acirc;ncia &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es que se pretende estabelecer no local referido. O debate, ent&atilde;o, ganha novos contornos. Quais recursos s&atilde;o e/ou est&atilde;o dispon&iacute;veis? Qual o est&aacute;gio de desenvolvimento das for&ccedil;as produtivas locais? Qual n&iacute;vel de participa&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es universit&aacute;rias e de pesquisas &eacute; poss&iacute;vel no local? Quais n&iacute;veis de participa&ccedil;&atilde;o, compromisso e controle podem ser exercidos pelas administra&ccedil;&otilde;es locais? Quais recursos para investimentos, financiamentos e subs&iacute;dios existem dispon&iacute;veis nos diferentes n&iacute;veis governamentais, para serem aplicados no local? Quais recursos de infra&#45;estrutura econ&ocirc;mica e social se podem contar nestes locais?</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Responder a estas quest&otilde;es exige mais do que teorias de desenvolvimentos regionais. &Eacute; preciso enfatizar, mais do que as formas de minimizar os fatores que influem nos custos de produ&ccedil;&atilde;o, o conjunto de recursos e rela&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis com os sujeitos que produzem o territ&oacute;rio. Por isto, agora, os estudos, nos parecem, enfatizam mais a realidade social local, promovendo avan&ccedil;os importantes na compreens&atilde;o das formas, estruturas e processos de organiza&ccedil;&atilde;o dos territ&oacute;rios.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Essas mudan&ccedil;as, portanto, nos imp&otilde;em a busca de novos referenciais anal&iacute;ticos para a leitura do real e da produ&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea do espa&ccedil;o, apresentando, agora, a necessidade de tecermos considera&ccedil;&otilde;es sobre o local na organiza&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio&#45;espacial. Isto porque devemos ter mais em conta, mais que no passado recente, a import&acirc;ncia das for&ccedil;as produtivas locais, uma vez que o Estado central deixa de ter o mesmo papel indutor e facilitador do desenvolvimento regional, j&aacute; que s&atilde;o intensas as mudan&ccedil;as no que diz respeito &agrave;s pol&iacute;ticas de fomento e regula&ccedil;&atilde;o das atividades econ&ocirc;micas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Antes, mesmo n&atilde;o tendo sido muito considerado nas teorias econ&ocirc;micas regionais, era destacado o papel do Estado nacional, um papel preponderante no planejamento econ&ocirc;mico e regional (Lafer, 1987). Sua capacidade de interven&ccedil;&atilde;o ocorria atrav&eacute;s de mecanismos diretos e indiretos, que lhe conferiam muito maior capacidade de regula&ccedil;&atilde;o tanto do volume quanto da localiza&ccedil;&atilde;o dos investimentos. Os mecanismos indiretos se mostravam atrav&eacute;s de sua capacidade de legislar e impor uma pol&iacute;tica tribut&aacute;ria, cambial e fiscal, bem como influir na distribui&ccedil;&atilde;o espacial das atividades econ&ocirc;micas mediante subs&iacute;dios e fomentos dirigidos a setores e regi&otilde;es determinadas. Os mecanismos diretos se mostravam na sua atua&ccedil;&atilde;o como empreendedor em setores importantes, como o de ind&uacute;strias de base e de energia, e, por outro lado, como respons&aacute;vel direto pela infra&#45;estrutura econ&ocirc;mica e social, importante tanto para reprodu&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es gerais de produ&ccedil;&atilde;o, quanto para reprodu&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de trabalho.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na atualidade, em face aos problemas para sustentar os investimentos realizados tanto nas esferas produtivas quanto nas ditas sociais, transferindo recursos p&uacute;blicos para sustentar a acumula&ccedil;&atilde;o privada de capitais (Oliveira, 1998), o poder de interven&ccedil;&atilde;o direta do Estado na economia passa a ser questionado pelas for&ccedil;as hegem&ocirc;nicas no mercado, uma vez que interessa ao capital um maior controle sobre os fatores ligados ao sistema produtivo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As privatiza&ccedil;&otilde;es que ocorrem no Brasil e no mundo s&atilde;o exemplos destas formas de domina&ccedil;&atilde;o. Ao capital, interessa, agora, uma rela&ccedil;&atilde;o direta com os agentes econ&ocirc;micos locais, sem perder o apoio e sustenta&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis governamentais locais, em uma rela&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o permite mais o controle de suas a&ccedil;&otilde;es e intencionalidades por parte desses governos. Portanto tem&#45;se a&iacute; redefinido o papel do estado como agente indutor e controlador do processo de reprodu&ccedil;&atilde;o ampliada do capital.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Mudan&ccedil;as sociais: sociedade local e organiza&ccedil;&atilde;o social</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O privilegiamento de negocia&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m com os sujeitos sociais no espa&ccedil;o local, para a localiza&ccedil;&atilde;o industrial, nos remete ao segundo aspecto inicialmente identificado: uma nova forma de rela&ccedil;&otilde;es com os estados nacionais e locais na sedimenta&ccedil;&atilde;o desses novos espa&ccedil;os produtivos. O sistema produtivo considera, agora, a forma como as for&ccedil;as produtivas se organizam nos locais, qual a densidade industrial j&aacute; existente e se &eacute; complexa a divis&atilde;o do trabalho. Isso exige, mais do que antes, uma intera&ccedil;&atilde;o permanente em termos de informa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o com as institui&ccedil;&otilde;es e agentes locais; altera&ccedil;&otilde;es nos padr&otilde;es t&eacute;cnicos; e, sobretudo, maior dinamismo em termos de integra&ccedil;&atilde;o com as for&ccedil;as sociais locais.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Este tem sido um campo de reflex&atilde;o te&oacute;rica importante na atualidade, sobretudo para os pesquisadores do campo de Geografia Econ&ocirc;mica e de Economia Regional, que buscam melhor compreender os fatores indutores da defini&ccedil;&atilde;o dos novos espa&ccedil;os produtivos. No campo acad&ecirc;mico, mais efetivamente no transcorrer da d&eacute;cada de 90, dentre os que privilegiam os estudos sobre o desenvolvimento econ&ocirc;mico espacial, destacam&#45;se importantes grupos e atividades que exploram a dimens&atilde;o local como base para processo de inova&ccedil;&atilde;o e da produ&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A forma como esta nova linha de estudos e pesquisas se desenvolve, entretanto, depende do <i>lugar</i> em que se encontram os grupos de pesquisas e pesquisadores e do <i>olhar</i> que estes podem lan&ccedil;ar sobre a realidade dos locais, recolocando a c&eacute;lebre quest&atilde;o do desenvolvimento capitalista, o fato de ser desigual e combinado. Nos pa&iacute;ses centrais, emergem teorias que identificam e justificam a necessidade de uma integra&ccedil;&atilde;o dos lugares &agrave; economia global, a partir da adequa&ccedil;&atilde;o de seus recursos &agrave;s necessidades da economia internacional. Nos pa&iacute;ses da periferia econ&ocirc;mica, os estudos visam criar as condi&ccedil;&otilde;es para essa integra&ccedil;&atilde;o, trabalhando para justificar a necessidade dos agentes econ&ocirc;micos e sujeitos locais se adequarem a essa <i>invas&atilde;o,</i> atrav&eacute;s da elabora&ccedil;&atilde;o de "planos estrat&eacute;gicos", visando "planos de desenvolvimento local" para encontrar, como nos sugere Michael Stoper, "respostas locais &agrave;s for&ccedil;a globais" (Storper, 1980, p.120).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">No primeiro caso, s&atilde;o importantes os estudos que especificam o papel da <i>proximidade geogr&aacute;fica</i> e da <i>proximidade organizacional</i> das firmas, para o desenvolvimento e coopera&ccedil;&atilde;o local em termos de aprendizagem, inova&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o (Verdi, 2002). S&atilde;o representativos destes estudos a produ&ccedil;&atilde;o do grupo <i>Dinamic Proximit&eacute;,</i> na Fran&ccedil;a e os trabalhos e confer&ecirc;ncias anuais sobre espa&ccedil;o da ind&uacute;stria, organizados pela UGI (Uni&atilde;o Geogr&aacute;fica Internacional), atrav&eacute;s de sua Comiss&atilde;o de Espa&ccedil;os Econ&ocirc;micos. Destas confer&ecirc;ncias, vale mencionar a &uacute;ltima, realizada em Turim, na It&aacute;lia, em 2001, cujo tema foi Desenvolvimento Local: introdu&ccedil;&atilde;o da competi&ccedil;&atilde;o, da colabora&ccedil;&atilde;o e de territorialidades.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Neste contexto, emergem os estudos sobre os Sistemas Regionais de Inova&ccedil;&otilde;es (SRI) (Diniz, 2001; Cassiolato e Lastres, 1999; Asheim e Cooke, 1998) como novos referenciais para a an&aacute;lise, enfatizando os elementos end&oacute;genos de desenvolvimento, ampliando as refer&ecirc;ncias do debate sobre a forma&ccedil;&atilde;o dos chamados <i>Distritos Industriais</i> ou <i>Parques Tecnol&oacute;gicos</i> (Diniz, 2001) marcados pela for&ccedil;a e capacidade de um desenvolvimento end&oacute;geno, ou seja, marcados pela din&acirc;mica interna das regi&otilde;es. Essas formula&ccedil;&otilde;es em parte derivam das formula&ccedil;&otilde;es sobre o desenvolvimento end&oacute;geno e da for&ccedil;a do empres&aacute;rio schumpe&#45;teriano formuladas por Schumpeter, mas v&atilde;o al&eacute;m na medida em que incorporam media&ccedil;&otilde;es importantes do atual quadro de rela&ccedil;&otilde;es internacionais e recursos tecnol&oacute;gicos</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A complexidade destas abordagens reside em analisar as novas estrat&eacute;gias de realiza&ccedil;&atilde;o e localiza&ccedil;&atilde;o das firmas e dos empreendimentos, destacando o papel das institui&ccedil;&otilde;es e sujeitos locais e a afirma&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as locais em termos de aprendizagem, inova&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o. Ao nosso ver, esse novo cen&aacute;rio se estabelece em meio a conflitos e contradi&ccedil;&otilde;es no processo de reprodu&ccedil;&atilde;o ampliada do capital, que precisam ser investigados em cada lugar, pois, se por um lado o capital, as firmas e os empreendedores podem se deslocar no espa&ccedil;o e territorializar sua produ&ccedil;&atilde;o em espa&ccedil;os diversos, esses espa&ccedil;os, que se constituem em territ&oacute;rios usados historicamente, n&atilde;o s&atilde;o <i>lisos,</i> n&atilde;o admitem, sem negocia&ccedil;&otilde;es, essa invas&atilde;o, cujos limites, de acordo com Milton Santos, "s&atilde;o dados pela divis&atilde;o do trabalho e pelas condi&ccedil;&otilde;es de cria&ccedil;&atilde;o de densidade" (Santos, 1996, p. 143).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por isto, acreditamos na necessidade de considerarmos essas abordagens sob o ponto de vista da totalidade das rela&ccedil;&otilde;es que se instauram nos lugares, tendo em conta o que George Benko ressalta sobre as <i>irredut&iacute;veis especificidades da sociedade local, do papel do Estado local, da natureza das rela&ccedil;&otilde;es e compromissos sociais locais, de seu modo de regula&ccedil;&atilde;o garantido pelo Estado local etc.</i> (Benko, 1996:56). Tais aspectos nos falam da complexidade das rela&ccedil;&otilde;es que presidem a intencionalidade do capital de transferir para regi&otilde;es e lugares certas atividades de produ&ccedil;&atilde;o industrial consideradas menos qualificadas e nos remetem a fala de Milton Santos quando menciona que a <i>invas&atilde;o nos territ&oacute;rios locais</i> tem limites.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A an&aacute;lise dos processos nos quais diferentes sujeitos disputam os sentidos, usos e dom&iacute;nios do territ&oacute;rio, simultaneamente ao desenrolar das in&uacute;meras tramas derivadas de fen&ocirc;menos globais e de processos locais de diversas ordens, &eacute; um esfor&ccedil;o de interpreta&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica que esses fen&ocirc;menos e processos imp&otilde;em, no presente, &agrave; produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o. Isto, ao mesmo tempo em que nos desafia a capacidade anal&iacute;tica &#45;j&aacute; que somos colocados diante de um real em movimento, que vai sendo tecido frente ao nosso olhar curioso&#45; provoca nossa capacidade interpretativa, pois somos levados a nomear o que ainda est&aacute; em processo de forma&ccedil;&atilde;o e cuja resultante espacial &eacute; o que queremos antecipar.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Um primeiro ponto a destacar, a este respeito, &eacute; que a reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva &#45;resultado de um conjunto de mudan&ccedil;as que flexibilizam as rela&ccedil;&otilde;es e estruturas produtivas, complementadas pelo aprimoramento dos sistemas de comunica&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o que, em grande medida, impulsionaram o fen&ocirc;meno denominado de globaliza&ccedil;&atilde;o&#45;n&atilde;o prescinde de uma maior aproxima&ccedil;&atilde;o com as organiza&ccedil;&otilde;es e institui&ccedil;&otilde;es locais. Esta &eacute;, na verdade, a sua forma de construir as rela&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para se instalar e usar os territ&oacute;rios.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Este mesmo caminho anal&iacute;tico nos levou igualmente a enfatizar, tomando uma perspectiva j&aacute; apontada por Milton Santos (1996), que algumas das principais mudan&ccedil;as observadas na produ&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea do espa&ccedil;o n&atilde;o s&atilde;o express&atilde;o de processos de simples "invas&atilde;o". Falamos principalmente das mudan&ccedil;as referentes a uma nova din&acirc;mica espacial, marcada por constantes deslocamentos de empresas, setores e grupos econ&ocirc;micos no espa&ccedil;o social, em escala mundial, ocupando e determinando novas rela&ccedil;&otilde;es em territ&oacute;rios rec&eacute;m incorporados ou transformados para atender as novas exig&ecirc;ncias do capital. O que observamos a esse respeito nos leva a afirmar que as novas localiza&ccedil;&otilde;es das atividades econ&ocirc;micas, na atualidade, t&ecirc;m em conta, muito mais do que anteriormente, que o territ&oacute;rio n&atilde;o &eacute; um espa&ccedil;o <i>liso,</i> tem marcas e normas institu&iacute;das historicamente pelos sujeitos sociais que o organizam e dominam. Por isso, as formas como se relacionam a&ccedil;&otilde;es, organiza&ccedil;&otilde;es e institui&ccedil;&otilde;es locais nas pr&aacute;ticas sociais e de gest&atilde;o do territ&oacute;rio s&atilde;o aspectos que n&atilde;o podem ser desprezados na interpreta&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es que permitem ao territ&oacute;rio abrigar novas atividades industriais.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nessa perspectiva, a interpreta&ccedil;&atilde;o das novas formas de ocupa&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio dever&aacute; sempre considerar as mudan&ccedil;as na estrutura produtiva e as mudan&ccedil;as decorrentes de novas pr&aacute;ticas sociais locais em suas diferentes formas de conjuga&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>NOTAS</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">1 Essa crise foi caracterizada por Harvey como <i>a primeira grande recess&atilde;o do p&oacute;s&#45;guerra, em 1973</i> (Harvey, 1994, p.117).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">2 Traduzido pelo autor. <i>Une Pens&eacute;e Devenue</i> <i>Monde,</i> 1980, p. 150.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">3&nbsp;When discussing globalization it is important to note that the terms international" and "global" are not identical. While internationalization simply refers to the extension of activities across national boundaries, for example, a widening of the capitalist world economy as such, globalization implies a purposive functional integration among geographically dispersed activities. (...) we would still argue that the shift from an international to a global economy represents a potencially new phase in the development of the capitalist world economy.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">4 Para a autora, "hoje, a dispers&atilde;o territorial da atividade econ&ocirc;mica em escalas nacional e mundial cria a necessidade de expans&atilde;o do controle e do gerenciamento centrais....."</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">5 &nbsp;Creio que estes estudos t&ecirc;m o mesmo car&aacute;ter que tiveram os estudos realizados nos anos 60 e 70, quando as universidades foram instigadas (e financiadas pelo Estado) &agrave; pensar a complexidade do espa&ccedil;o urbano, genrando importantes trabalhos sobre a complexidade deste espa&ccedil;o e sobre os processos que o produzira, como os de Castells, 1972 (1983); Lipietz, 1974; Lojkine, 1977 (1981); Topalov, 1976(1979); Harvey, 1973(1980),</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">6 Os autores, neste texto intitulado O <i>p&oacute;s&#45;Fordismo e seu Espa&ccedil;o,</i> introduzem novas e importantes vari&aacute;veis &agrave;s formula&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas de Lipietz, apresentadas em seu livro O <i>capital e seu espa&ccedil;o, 1977.</i></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Aglietta, M. (1986), <i>Regulacion y crisis del capitalismo &#45; La experi&ecirc;ncia de los Estados Unidos,</i> Siglo XXI Edditores, M&eacute;xico, pp.192&#45;238.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656741&pid=S0188-4611200300030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Arrighi, G. (1997), <i>A ilus&atilde;o do desenvolvimento,</i> Editora Vozes, Petr&oacute;polis, Rio de Janiero.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656743&pid=S0188-4611200300030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Asheim, B. T. e P. Cooke ( ), "Localized innovation networks in a global economy: a comparative analysis of endogenous and exogenous regional development approaches", <i>Comparative Social Research,</i> vol. 17, JAI Press Inc, London, pp. 199&#45;240.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656745&pid=S0188-4611200300030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Becker, B. (1991), "Modernidade e integra&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio no Brasil: da integra&ccedil;&atilde;o nacional &agrave; integra&ccedil;&atilde;o competitiva", <i>Revista Espa&ccedil;o &amp; Debates,</i> ano XI, no. 32, S&atilde;o Paulo, pp. 47&#45;56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656747&pid=S0188-4611200300030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Benko, G. (1996), <i>Economia, espa&ccedil;o e Globaliza&ccedil;&atilde;o na aurora do s&eacute;culo XXI,</i> Editora Hucitec, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656749&pid=S0188-4611200300030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Cassiolato, J. E. e H. M. M. Lastres (eds.; 1999), <i>Globaliza&ccedil;&atilde;o &amp; inova&ccedil;&atilde;o localizada: esperi&ecirc;ncias de sistemas locais no Mercosul,</i> IBICT/ MCT, Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656751&pid=S0188-4611200300030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Castells, M. (1983), <i>A quest&atilde;o urbana,</i> Editora Paz e Terra, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656753&pid=S0188-4611200300030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Coelho, F. D. (2001), "Cons&oacute;rcios Regionais de Desenvolvimento: Os Mercados Regionais no Estado do Rio de Janeiro", in <i>CIDE, A Economia Fluminense: resumo da d&eacute;cada de 90,</i> CD Rom, CIDE, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656755&pid=S0188-4611200300030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Diniz, C. C. (2001), "O papel das inova&ccedil;&otilde;es e das institui&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento local", in <i>Anais do XXIX ENEC&#45;Encontro Nacional de P&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o em Economia,</i> 11 a 14 de dezembro de 2001, Salvador/BA. (<a href="http://www.enpec.org.br/encontro2001/artigos" target="_blank">www.enpec.org.br/encontro2001/artigos</a>).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656757&pid=S0188-4611200300030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Diniz, C. C. <i>et al.</i> (2001), <i>Projeto Parque tecnol&oacute;gico de Belo Horizonte,</i> UFMG, Minas Gerais (<a href="http://www.ufmg.br/prpq/ParqueTecnologico.rtf" target="_blank">www.ufmg.br/prpq/ParqueTecnologico.rtf</a>).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656759&pid=S0188-4611200300030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Harvey,, D. (1980), <i>A Justi&ccedil;a Social e a Cidade,</i> Editora Hucitec, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656761&pid=S0188-4611200300030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Harvey, D. (1994), <i>Condi&ccedil;&atilde;o P&oacute;s&#45;Moderna,</i> Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656763&pid=S0188-4611200300030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Hirst, P. e G. Thompson (1998), <i>Globaliza&ccedil;&atilde;o em quest&atilde;o,</i> Editora Vozes, Petr&oacute;polis, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656765&pid=S0188-4611200300030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lafer, B. M. (1987), "O conceito de planejamento", in: Lafer, B.M. (org.), <i>Planejamento no Brasil (1970),</i> Editora Perspectiva, 5<sup>a</sup> edi&ccedil;&atilde;o, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656767&pid=S0188-4611200300030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lipietz, A. (1974), <i>Le tribut foncier urbain,</i> Librairie Fran&ccedil;ois Maspero, Paris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656769&pid=S0188-4611200300030000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lipietz, A. (1994), "O local eo global: personalidade regional ou inter&#45;regionalidade?", in <i>Revista Espa&ccedil;o &amp; Debates,</i> NERU, ano XIV, no. 38, S&atilde;o Paulo, pp. 10&#45;20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656771&pid=S0188-4611200300030000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lipietz, A. e D. Leborgne (1988), "O fordismo e seu espa&ccedil;o", in <i>Revista Espa&ccedil;o &amp; Debates,</i> NERU, ano VIII, no. 25, S&atilde;o Paulo, pp. 12&#45;29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656773&pid=S0188-4611200300030000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lipietz, A. e D. Leborgne (1990), "Flexibilidade defensiva ou flexibilidade odensiva: os desafios das novas tecnologias e da competi&ccedil;&atilde;o mundial", in Valladares, L. e E. Preteceille (orgs.), <i>Reestrutura&ccedil;&atilde;o urbana: tend&ecirc;ncias e desafios,</i> Editora Nobel, S&atilde;o Paulo, pp. 17&#45;43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656775&pid=S0188-4611200300030000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lojkine, J. (1981), O <i>estado capitalista e a quest&atilde;o urbana,</i> Editora Martins Fontes, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656777&pid=S0188-4611200300030000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lefebvre, H. (1980), <i>Le sch&eacute;ma g&eacute;n&eacute;ral In: Une Pens&eacute;e Devenue Monde. Faut&#45;il Abandonner Marx?,</i> Fayard, Paris, pp. 136&#45;177.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656779&pid=S0188-4611200300030000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Oliveira, F. De (1998), <i>Os direitos do antivalor: a economia pol&iacute;tica da hegemonia imperfeita,</i> Editora Vozes, Petr&oacute;polis, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656781&pid=S0188-4611200300030000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Santos, M. (1996), <i>A natureza do espa&ccedil;o&#45;</i><i>t&eacute;cnica e tempo, raz&atilde;o e emo&ccedil;&atilde;o,</i> Editora Hucitec, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656783&pid=S0188-4611200300030000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Santos, M. (2000), <i>Por uma outra globaliza&ccedil;&atilde;o: do pensamento &uacute;nico &agrave; consci&ecirc;ncia universal,</i> Editora Record, Rio de Janeiro/S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656785&pid=S0188-4611200300030000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Sassen S. (1993), "A cidade global", in Lavinas, L. <i>et al.</i> (orgs.), <i>Reestrutura&ccedil;&atilde;o do Espa&ccedil;o Urbano e Regional no Brasil,</i> Editora Hucitec, S&atilde;o Paulo, pp. 187&#45;202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656787&pid=S0188-4611200300030000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Scott, A. J. e M. Storper (1988), "Ind&uacute;stria de alta tecnologia e desenvolvimento regional: uma cr&iacute;tica e reconstru&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica", in <i>Revista Espa&ccedil;o &amp; Debates,</i> NERU, ano VIII, no. 25, S&atilde;o Paulo, pp.30&#45;44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656789&pid=S0188-4611200300030000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Singer, P. (1998), <i>Globaliza&ccedil;&atilde;o e desemprego: diagn&oacute;stico e alternativas,</i> Editora Contexto, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656791&pid=S0188-4611200300030000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Souza, M. L de (1996), "A teoriza&ccedil;&atilde;o sobre o desenvolvimento em uma &eacute;poca de fadiga te&oacute;rica, ou: sobre a necessidade de uma "teoria aberta" do desenvolvimento s&oacute;cio&#45;espacial", in <i>Territ&oacute;rio/ LAGET, UFRJ,</i> vol 1, no. 1, jul/dez, Relume&#45;Dumar&aacute;, Rio de Janeiro, pp. 5&#45;22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656793&pid=S0188-4611200300030000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Storper, M. (1994), "Desenvolvimento territorial na economia global do aprendizado: o desafio dos pa&iacute;ses em desenvolvimento", in: Ribeiro, L. C. Q. e O. A. Santos Junior (orgs.), <i>Globaliza&ccedil;&atilde;o, fragmenta&ccedil;&atilde;o e reforma urbana: o futuro das cidades brasileiras na crise,</i> Civiliza&ccedil;&atilde;o, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656795&pid=S0188-4611200300030000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Topalov, Ch. (1979), <i>La urbanizaci&oacute;n capitalista: algunos elementos para su an&aacute;lisis,</i> Editorial Edicol M&eacute;xico, M&eacute;xico.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4656797&pid=S0188-4611200300030000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body><back>
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<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Aglietta]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
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