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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desenvolvimento e avaliação de uma história em quadrinhos: uma análise do modo de leitura dos estudantes]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper describes the development and implementation of a comic related to radioactivity, in order to assess the reading mode as well as its acceptance by students. The purpose of this comic was to problematize chemistry role in the society as well as the knowledge about the radioactive accident occurred in Goiania (GO, Brazil) in 1987. The comic evaluation was achieved by means of reading followed by writing activities performed with 71 students from a public school in Porto Velho (RO, Brazil). The results indicated good acceptance of the comic by students. From the writing activities it was possible to highlight aspects that have contributed to the acceptance of the comic by students which can be taken into account for use in classroom, like dialogues and images, the context, besides chemistry information.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Did&aacute;ctica de la qu&iacute;mica</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>Desenvolvimento e avalia&ccedil;&atilde;o de uma hist&oacute;ria em quadrinhos: uma an&aacute;lise do modo de leitura dos estudantes</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="3"><b>Development and evaluation of a comic book: an analysis of the students' reading techniques</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Wilmo Ernesto Francisco Junior<sup>a</sup>,* e Adjane Maia Uch&ocirc;a<sup>b</sup></b></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><i>a</i></sup> <i>Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca, Brasil.</i> *Autor para correspond&ecirc;ncia. Correio eletr&oacute;nico: <a href="mailto:wilmojr@bol.com.br">wilmojr@bol.com.br</a></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup><i>b</i></sup> <i>Universidade Federal de Rond&ocirc;nia, Brasil.</i></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Recebido a 8 de fevereiro de 2014.    <br> 	Aceite a 7 de julho de 2014.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O presente trabalho descreve a elabora&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o de uma hist&oacute;ria em quadrinhos (HQ) voltada ao tema radioatividade, almejando avaliar o modo de leitura dos estudantes, bem como a aceita&ccedil;&atilde;o da HQ. O intuito da HQ foi problematizar tanto a import&acirc;ncia da Qu&iacute;mica quanto conhecimentos sobre o acidente radioativo ocorrido em Goi&acirc;nia/GO/Brasil em 1987. Para a avalia&ccedil;&atilde;o da HQ foi realizada sua leitura seguida de atividades escritas, sendo esta conduzida com 71 estudantes de uma escola da rede p&uacute;blica de Porto Velho/RO/Brasil. Os resultados indicaram boa aceita&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria pelos estudantes. A partir das atividades escritas foi poss&iacute;vel sublinhar aspectos que contribu&iacute;ram para a aceita&ccedil;&atilde;o da HQ e que podem ser levados em considera&ccedil;&atilde;o no seu emprego em sala de aula, como a presen&ccedil;a de di&aacute;logos e imagens, o contexto, al&eacute;m de informa&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#45;Chave:</b> Leitura, Hist&oacute;ria em quadrinhos, Radioatividade.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Abstract</b></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">This paper describes the development and implementation of a comic related to radioactivity, in order to assess the reading mode as well as its acceptance by students. The purpose of this comic was to problematize chemistry role in the society as well as the knowledge about the radioactive accident occurred in Goiania (GO, Brazil) in 1987. The comic evaluation was achieved by means of reading followed by writing activities performed with 71 students from a public school in Porto Velho (RO, Brazil). The results indicated good acceptance of the comic by students. From the writing activities it was possible to highlight aspects that have contributed to the acceptance of the comic by students which can be taken into account for use in classroom, like dialogues and images, the context, besides chemistry information.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Reading, Comics, Radioactivity.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A leitura &eacute; entendida como fundamental no desenvolvimento cr&iacute;tico e social do indiv&iacute;duo. Por&eacute;m, seu ensino nas escolas brasileiras tem sido objeto de preocupa&ccedil;&atilde;o, conforme resultados de algumas avalia&ccedil;&otilde;es. Dados do SAEB (Sistema de Avalia&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica) (Brasil, 2006) mostram que 42.1% dos estudantes em fase final da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica encontram&#45;se no est&aacute;gio cr&iacute;tico ou muito cr&iacute;tico de leitura. Resultados do PISA (Programa Internacional de Avalia&ccedil;&atilde;o dos Estudantes) na &aacute;rea de leitura colocam o Brasil em 55.<sup>o</sup> lugar de 65 pa&iacute;ses na &uacute;ltima pesquisa. Para que efetivamente se construa uma sociedade de leitores cr&iacute;ticos, vislumbrando suas contribui&ccedil;&otilde;es para uma mudan&ccedil;a da atual conjuntura social, &eacute; necess&aacute;rio engendrar projetos de incentivo &agrave; leitura e &agrave; escrita (Zilberman, 1999) e que o professor seja tamb&eacute;m um leitor, inserindo atividades de leitura em sua pr&aacute;tica.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Um g&ecirc;nero que est&aacute; ganhando espa&ccedil;o na educa&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias s&atilde;o as hist&oacute;rias em quadrinhos (HQs). Nas d&eacute;cadas de 50 e 60, as HQs eram vistas como uma amea&ccedil;a &agrave; intelectualidade dos jovens (Pizarro, 2000). Entretanto, com linguagem singela e informativa passaram a ter aceita&ccedil;&atilde;o entre variados p&uacute;blicos. Para Luyten (2011), os quadrinhos s&atilde;o um meio de express&atilde;o com um c&oacute;digo ideol&oacute;gico gr&aacute;fico que n&atilde;o precisa de uma chave para interpreta&ccedil;&atilde;o. Assim, podem atingir diferentes faixas et&aacute;rias e v&ecirc;m sendo utilizadas na educa&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias em diferentes contextos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Gon&ccedil;alves e Machado (2005), por exemplo, analisaram a presen&ccedil;a de conceitos geol&oacute;gicos e paleontol&oacute;gicos nas hist&oacute;rias da Turma da M&ocirc;nica, propondo alternativas e cuidados para o uso did&aacute;tico. No campo da f&iacute;sica, Caruso, Carvalho e Silveira (2005) apresentam um projeto multidisciplinar que, de modo geral, consiste na produ&ccedil;&atilde;o de quadrinhos abrangendo n&atilde;o s&oacute; os alunos, mas professores e futuros professores, fomentando a busca do conhecimento e aprimorando a criatividade dos envolvidos. Em outro trabalho (Caruso, Carvalho e Silveira, 2002) prop&otilde;em diversas formas do uso de HQs, dentre as quais: introdu&ccedil;&atilde;o aos temas abordados no livro did&aacute;tico, cria&ccedil;&atilde;o de quadrinhos pelos estudantes, leitura da hist&oacute;ria seguida de experimentos condizentes ao assunto, exerc&iacute;cios e problemas a partir dos quadrinhos, identifica&ccedil;&atilde;o e corre&ccedil;&atilde;o de problemas conceituais em HQs, cria&ccedil;&atilde;o de texto pelos alunos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Testoni e Abib (2004) desenvolveram um trabalho com alunos do &uacute;ltimo ano do ensino fundamental, trazendo &agrave; discuss&atilde;o a primeira Lei de Newton. Ap&oacute;s an&aacute;lise pr&eacute;via da HQ foi estabelecida uma discuss&atilde;o e realizada a leitura de um texto complementar. Os alunos confeccionaram outras HQs sobre o mesmo tema. Santos, Lima e Silva Filho (2010) empregaram HQs na Educa&ccedil;&atilde;o de Jovens e Adultos (EJA). A hist&oacute;ria foi criada pelo professor e apresentada para introduzir o assunto de densidade. Os alunos leram, interpretaram e dramatizaram a hist&oacute;ria, demonstrando grande aceita&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m de estimular o aluno &agrave; pr&aacute;tica da leitura, os quadrinhos podem ser tamb&eacute;m um meio para o desenvolvimento cognitivo e social.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nessa dire&ccedil;&atilde;o, o presente trabalho descreve a elabora&ccedil;&atilde;o de uma hist&oacute;ria em quadrinhos sobre o tema radioatividade, com sua posterior inser&ccedil;&atilde;o em sala de aula, almejando problematizar a import&acirc;ncia do estudo da qu&iacute;mica e investigar o modo de leitura empreendido pelos estudantes, al&eacute;m de incentivar o h&aacute;bito de leitura.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Metodologia</b></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">A elabora&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria em quadrinhos</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por se tratar de um acontecimento de grande impacto ocorrido no Brasil, o tema escolhido para a elabora&ccedil;&atilde;o da HQ foi o acidente radioativo com o C&eacute;sio&#45;137, que em 1987 fez muitas v&iacute;timas na cidade de Goi&acirc;nia/GO. Para a elabora&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria, os pesquisadores realizaram uma consulta a reportagens da &eacute;poca sobre o caso, dispon&iacute;veis em jornais, telejornais e revistas. Ap&oacute;s o conhecimento do incidente, foi elaborado, tamb&eacute;m pelos pesquisadores, o roteiro para hist&oacute;ria. Na Hist&oacute;ria, as personagens encontram&#45;se inicialmente em uma sala de aula (comum &agrave; maioria das escolas de n&iacute;vel m&eacute;dio brasileiro), onde a professora de qu&iacute;mica prop&otilde;e um trabalho. Em princ&iacute;pio, as personagens principais (compostas por tr&ecirc;s mulheres) desvalorizaram a atividade assim como a pr&oacute;pria disciplina de Qu&iacute;mica (fig. 1). Por&eacute;m, ao fazerem a busca de informa&ccedil;&otilde;es acerca do acidente radioativo, modificam suas ideias sobre o papel da Qu&iacute;mica na sociedade. A <a href="/img/revistas/eq/v26n2/a3f1.jpg" target="_blank">figura 1</a> apresenta alguns quadros da hist&oacute;ria.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ap&oacute;s a elabora&ccedil;&atilde;o do roteiro foi conduzida a montagem dos quadrinhos a partir do site bitstrips.com. O site permite ao usu&aacute;rio a constru&ccedil;&atilde;o de quadrinhos <i>online,</i> disponibilizando personagens e cen&aacute;rios pr&eacute;&#45;elaborados, assim como a cria&ccedil;&atilde;o de novas personagens e novos cen&aacute;rios, sendo poss&iacute;vel a mudan&ccedil;a dos cen&aacute;rios pr&eacute;vios. Pode&#45;se considerar como ponto negativo a disposi&ccedil;&atilde;o apenas do idioma ingl&ecirc;s, que n&atilde;o possui acentos em sua ortografia. Para inser&ccedil;&atilde;o dos sinais ortogr&aacute;ficos foi utilizado o programa de edi&ccedil;&atilde;o de imagens Photoshop<sup>&reg;</sup>.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Aplica&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria em quadrinhos</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A pesquisa foi desenvolvida em uma escola estadual da cidade de Porto Velho/RO/Brasil, sendo conduzida com alunos de duas turmas do 1.<sup>o</sup> ano (51 alunos) e uma turma do 3.<sup>o</sup> ano (20 alunos) do Ensino M&eacute;dio. O objetivo de investigar a leitura de estudantes de primeiro e terceiro ano foi avaliar poss&iacute;veis diferen&ccedil;as na intera&ccedil;&atilde;o com o texto. Inicialmente, a leitura foi efetuada de forma individual e em sil&ecirc;ncio. Em seguida, responderam algumas quest&otilde;es por escrito, sendo duas de m&uacute;ltipla&#45;escolha acompanhadas de justificativas e quatro quest&otilde;es discursivas (<a href="#t1">tabela 1</a>).</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t1"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/eq/v26n2/a3t1.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As quest&otilde;es de m&uacute;ltipla&#45;escolha tiveram por objetivo um levantamento quantitativo da opini&atilde;o dos leitores em rela&ccedil;&atilde;o ao texto. J&aacute; as quest&otilde;es discursivas visaram a uma an&aacute;lise qualitativa da intera&ccedil;&atilde;o leitor&#45;texto e dos principais aspectos captados. No que se refere &agrave;s an&aacute;lises das quest&otilde;es de m&uacute;ltipla&#45;escolha, estas foram contadas, sendo os resultados apresentados de forma descritiva. Com isso, obteve&#45;se um quadro geral, em termos de quantidade, sobre a opini&atilde;o dos leitores em rela&ccedil;&atilde;o ao texto. J&aacute; para as quest&otilde;es abertas, ap&oacute;s a leitura inicial das justificativas, foram identificadas unidades de significa&ccedil;&atilde;o nas respostas, sendo dispostas em categorias, que representam o agrupamento de unidades de significa&ccedil;&atilde;o em comum. Por &uacute;ltimo, procedeu&#45;se nova leitura, no intuito de identificar novas unidades de significado e/ou reagrupamento das respostas em novas categorias ou subcategorias.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> 	Ao solicitar as atividades escritas, por&eacute;m mantendo&#45;se um grau de abertura para a leitura, n&atilde;o se restringiu &agrave; busca por compreens&otilde;es &uacute;nicas, ou seja, por respostas a perguntas formuladas previamente. No entanto, ao escrever sobre o lido, o sujeito pode reformular os sentidos produzidos ou engendrar novas compreens&otilde;es. As respostas dos estudantes foram apresentadas no texto entre aspas e it&aacute;lico e sem qualquer forma de identifica&ccedil;&atilde;o dos sujeitos, uma vez que o objetivo &eacute; apresentar as unidades de significa&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os resultados obtidos acerca da leitura de HQs em sala de aula indicaram a preval&ecirc;ncia dessa atividade nas disciplinas relacionadas &agrave; L&iacute;ngua Portuguesa (Portugu&ecirc;s, 30 respostas; Literatura, 3 respostas; aula de leitura, 2 respostas). Outras disciplinas foram mencionadas como Hist&oacute;ria (1 resposta), Artes (2 respostas) e Filosofia (1 resposta). Dois estudantes deixaram as respostas em branco e outros 13 sublinharam que a leitura foi por entretenimento e fora da sala de aula; 17 estudantes mencionaram que nunca leram HQs em aula.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A disciplina de portugu&ecirc;s &eacute;, usualmente, o bojo das atividades de leitura. &Eacute; nela que as crian&ccedil;as t&ecirc;m o primeiro contato com livros e textos, incluindo HQs, sendo seu uso recomendado por documentos oficiais brasileiros (Brasil, 2006). No decorrer da vida estudantil, essa realidade parece n&atilde;o se modificar, prevalecendo o contato com a leitura nessa disciplina. Tais resultados n&atilde;o s&atilde;o de estranheza quando se leva em considera&ccedil;&atilde;o o papel desempenhado pela leitura na forma&ccedil;&atilde;o de professores das &aacute;reas das Ci&ecirc;ncias Naturais. Andrade e Martins (2006), em estudo com professores de Qu&iacute;mica, F&iacute;sica e Biologia, destacam que durante a forma&ccedil;&atilde;o inicial estes n&atilde;o tiveram espa&ccedil;o para reflex&otilde;es acerca da leitura na aprendizagem e no ensino de Ci&ecirc;ncias. Por sua vez, Teixeira J&uacute;nior e Silva (2007), em levantamento realizado com estudantes de Qu&iacute;mica, verificaram um h&aacute;bito de leitura pouco s&oacute;lido durante a forma&ccedil;&atilde;o inicial.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Sobre a leitura da hist&oacute;ria produzida (quest&atilde;o 2), a maioria dos estudantes, independente da s&eacute;rie, a considerou interessante (24 estudantes do 1.<sup>o</sup> ano e 8 do 3.<sup>o</sup> ano) ou muito interessante (21 estudantes do 1.<sup>o</sup> ano e 9 do 3.<sup>o</sup> ano), resultados provavelmente associados &agrave; novidade da atividade. Sete estudantes assinalaram a leitura como razoavelmente interessante (5 estudantes do 1.<sup>o</sup> ano e 2 do 3.<sup>o</sup> ano) e dois como pouco interessante (um em cada s&eacute;rie). Nenhuma resposta foi marcada para a op&ccedil;&atilde;o nada interessante. Ao se analisar as justificativas apresentadas, os resultados se diferenciaram conforme a s&eacute;rie dos estudantes (<a href="#t2">tabela 2</a>).</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t2"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/eq/v26n2/a3t2.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No caso espec&iacute;fico dos alunos do 1.<sup>o</sup> ano, as justificativas foram semelhantes entre aqueles que consideraram a hist&oacute;ria muito interessante, interessante e razoavelmente interessante. V&aacute;rios (17) destacaram a qu&iacute;mica e a import&acirc;ncia de seu estudo para o cotidiano:</font></p>  	    <blockquote> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>"Pois a hist&oacute;ria demonstra o quanto a qu&iacute;mica &eacute;    <br> 		importante e vai ser na nossa vida".    <br> 		"Mostra a import&acirc;ncia da qu&iacute;mica e desperta a    <br> 		curiosidade at&eacute; pra quem l&ecirc; a hist&oacute;ria".    <br> 		"Gostei porque &eacute; uma maneira de incentivar o    <br> 		aluno a ver com outros olhos a mat&eacute;ria".</i></font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Outros (11) enfatizaram os conceitos sobre radia&ccedil;&atilde;o presentes no decorrer da hist&oacute;ria:</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>"Gostei porque ensina um pouco mais sobre    <br> 		radioatividade".    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> 		"Porque ela conta o que significa radioatividade,    <br> 		muitas pessoas n&atilde;o sabem".</i></font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Divulgar ci&ecirc;ncia faz parte do rol de estrat&eacute;gias para a forma&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica da sociedade, haja vista a possibilidade de constru&ccedil;&atilde;o de opini&otilde;es para que os indiv&iacute;duos possam exercer ativamente sua cidadania. Para Caruso, Carvalho e Silve ira (2002 ), torna&#45;se urgente a cria&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento de material did&aacute;tico com a inten&ccedil;&atilde;o de dinamizar as aulas, motivando os alunos a participarem ativamente na constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Os quadrinhos podem ser uma op&ccedil;&atilde;o nesse sentido, informando e introduzindo temas. Algumas justificativas caminharam nesse direcionamento, quando apontaram o risco de acidentes em fun&ccedil;&atilde;o do desconhecimento:</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>"Gostei porque eles est&atilde;o dando a alerta pra    <br> 		quem ainda n&atilde;o sabe do risco".    <br> 		"Eu gostei porque fala de um assunto que n&atilde;o &eacute;    <br> 		muito comentado nas escolas e tamb&eacute;m porque    <br> 		ajuda os alunos a tomarem cuidado com o que    <br> 		pegam por a&iacute;".</i></font></p> 	</blockquote>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tamb&eacute;m houve alunos que expuseram em suas justificativas uma posi&ccedil;&atilde;o de contrariedade em fun&ccedil;&atilde;o da disciplina:</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>"Porque qu&iacute;mica n&atilde;o &eacute; minha mat&eacute;ria preferida,    <br> 		ent&atilde;o eu n&atilde;o gostei".    <br> 		"N&atilde;o gosto de qu&iacute;mica, mas acho interessante    <br> 		esse tipos de informa&ccedil;&atilde;o".</i></font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Diferentemente do 1.<sup>o</sup> ano, os estudantes do 3.o ano n&atilde;o apresentaram justificativas a respeito da necessidade de se estudar qu&iacute;mica. A maior parte das justificativas &eacute; pautada pelas informa&ccedil;&otilde;es oferecidas sobre a radioatividade.</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>"Gostei porque alerta as pessoas das polui&ccedil;&otilde;es (...)    <br> 		e ficamos mais atentos".    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> 		"Porque eles falam sobre o perigo que a    <br> 		radioatividade faz. No caso tem gente que n&atilde;o    <br> 		tem conhecimento".</i></font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Como apresentado na <a href="#t2">tabela 2</a>, a radioatividade (categoria conceitos) tamb&eacute;m foi destacada pelos alunos do 3.<sup>o</sup> ano como um tema interessante e informativo:</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>"Gostei de saber as formas do qual a radia&ccedil;&atilde;o se    <br> 		espalha e qual a origem dela".    <br> 		"Interessante porque passou informa&ccedil;&atilde;o sobre os    <br> 		danos que a radia&ccedil;&atilde;o pode causar aos seres    <br> 		humanos".</i></font></p> 	</blockquote>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tamb&eacute;m &eacute; importante sublinhar duas justificativas que destacaram a leitura em si. Provavelmente, a pouca presen &ccedil;a das HQs em aulas de qu&iacute;mica, bem como suas caracter&iacute;sticas textuais fizeram com que os alunos achassem a leitura din&acirc;mica e divertida.</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>"A leitura &eacute; din&acirc;mica, vemos o nosso dia&#45;a&#45;dia    <br> 		nela, assim fica bem mais interessante".    <br> 		"Gostei porque &eacute; objetivo, divertido e simples e    <br> 		bem desenvolvido".</i></font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s dificuldades para a leitura, a maioria dos estudantes opinou que a hist&oacute;ria em quadrinhos foi de f&aacute;cil (32) e muito f&aacute;cil leitura (26). J&aacute; nove assinalaram que a leitura da HQ foi razoavelmente f&aacute;cil. Apenas um estudante considerou a leitura dif&iacute;cil ou muito dif&iacute;cil.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A partir da interpreta&ccedil;&atilde;o das justificativas (<a href="#t3">tabela 3</a>), &eacute; poss&iacute;vel inferir que a linguagem das HQs foi um aspecto primordial na facilita&ccedil;&atilde;o da leitura.</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>"Acho que os 'esqueminhas' de desenhos facilita    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> bastante para se ter uma ideia do assunto".    <br> 		"Por ela ser em quadrinhos, a hist&oacute;ria ficou mais    <br> 		descontra&iacute;da".    <br> 		"Pela linguagem utilizada em gibi".</i></font></p>  		    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t3"></a></font></p>  		    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/eq/v26n2/a3t3.jpg"></font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A linguagem mais direta pela presen&ccedil;a de di&aacute;logos, o uso de termos acompanhados das explica&ccedil;&otilde;es, assim como presen&ccedil;a de imagens associadas aos textos s&atilde;o aspectos destacados pelos leitores. Alguns estudos v&ecirc;m revelando especial coincid&ecirc;ncia entre as caracter&iacute;sticas dos textos lidos, o interesse e a facilidade de leitura. De acordo com Francisco Junior (2013), textos com car&aacute;ter dial&oacute;gico despertam em maior grau o interesse dos leitores, al&eacute;m de serem considerados de leitura mais f&aacute;cil, a despeito da densidade de informa&ccedil;&otilde;es presentes.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em estudo envolvendo a leitura de um texto did&aacute;tico e de um texto de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica sobre o mesmo tema, Nigro (2010) acena que este &uacute;ltimo favoreceu atitudes mais positivas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; leitura, como maior velocidade, melhor compreens&atilde;o imediata e produ&ccedil;&atilde;o de textos escritos mais extensos. O texto de divulga&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m apresentou maior dialogicidade, enquanto o texto did&aacute;tico se caracterizou pela voz passiva e presen&ccedil;a de termos t&eacute;cnicos (Nigro, 2010). No caso espec&iacute;fico dos quadrinhos, Luyten (2011) sublinha que as imagens apoiam o texto e fornecem aos leitores pistas contextuais para o significado da palavra. As imagens atuam como esp&eacute;cie de andaime para o conhecimento do estudante.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dessa forma, o texto selecionado parece estar intimamente ligado &agrave; postura do leitor durante e ap&oacute;s a leitura. A dialogicidade da HQs, aliada &agrave; presen&ccedil;a de imagens e o aleta sobre a import&acirc;ncia do conhecimento qu&iacute;mico podem estar associados &agrave; boa receptividade do texto pelos estudantes. O conhecimento pr&eacute;vio sobre o assunto tamb&eacute;m foi citado pelos alunos como um dos fatores que ajudou na leitura dos quadrinhos.</font></p>  	    <blockquote> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>"N&atilde;o foi dif&iacute;cil, o assunto era f&aacute;cil e eu j&aacute; tinha    <br> 		&ccedil;&atilde;o sobre radia&ccedil;&atilde;o".    <br> 		"Facilitou porque eu j&aacute; tinha lido um pouco sobre o assunto".</i></font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Compreender um texto passa pela ativa&ccedil;&atilde;o do conhecimento pr&eacute;vio, ou seja, todo aquele conhecimento que o leitor possui e que foi adquirido ao longo da vida. &Eacute; poss&iacute;vel afirmar que sem esse conhecimento pr&eacute;vio n&atilde;o h&aacute; compreens&atilde;o textual. O conhecimento pr&eacute;vio &eacute; de car&aacute;ter extralingu&iacute;stico, isto &eacute;, n&atilde;o est&aacute; no material lido, mas sim na mem&oacute;ria do leitor, que faz uso de diversos n&iacute;veis de conhecimento (Kleiman, 2008). Esses n&iacute;veis de conhecimento, como o lingu&iacute;stico, o textual e o conhecimento de mundo, interagem entre si no momento da leitura. O desconhecimento de palavras, conceitos, estrutura textual etc., promove falhas na compreens&atilde;o, assim como, por outro lado, o seu conhecimento, facilita a compreens&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A leitura preconiza a busca, pelo leitor, de informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis em seus esquemas mentais, ainda que inconscientemente. Em geral, o que &eacute; recordado de uma leitura n&atilde;o &eacute; o que o texto sinaliza, mas sim as infer&ecirc;ncias constru&iacute;das a partir do conhecimento pr&eacute;vio (Kleiman, 2008). O que se espera de um leitor, &agrave; medida que este desenvolva sua capacidade cr&iacute;tica de leitura, &eacute; que seja capaz de fazer infer&ecirc;ncias de forma consciente.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No tocante aos alunos que apontaram dificuldade na leitura, as justificativas foram calcadas nos signos gr&aacute;ficos escritos, que em algumas partes dos quadrinhos estavam pequenos:</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>"As letras estavam pequenas demais, mas o texto    <br> estava &oacute;timo".    <br> 		"O que facilita s&atilde;o os bonequinhos. O que dificulta    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> 		&eacute; que as letras s&atilde;o pequenas".</i></font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quarta quest&atilde;o ("em sua opini&atilde;o, voc&ecirc; compreendeu a hist&oacute;ria?"), nenhum discente considerou como n&atilde;o tendo compreendido a hist&oacute;ria e 4 alunos deixaram a resposta em branco. No entanto, quando solicitados a argumentar sobre a compreens&atilde;o, algumas respostas demonstraram certa desconex&atilde;o ou desacordo com informa&ccedil;&otilde;es apresentadas no texto, como uma confus&atilde;o acerca do papel da caixa de chumbo no descarte de material radioativo.</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>"Sim, pois quando pensamos que s&oacute; por causa do    <br> 		nome dif&iacute;cil 'radioatividade' n&atilde;o chegamos a uma    <br> 		resposta. Pois com a causa desses chumbinhos    <br> 		muitas pessoas morreram".    <br> 		"Sim, entendi que o chumbo &eacute; um material    <br> 		radioativo e que pode contaminar diversas pessoas".</i></font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tendo em vista as categorias depreendidas a partir das justificativas (<a href="/img/revistas/eq/v26n2/a3t4.jpg" target="_blank">tabela 4</a>), foi destacada entre os alunos do 1.<sup>o</sup> ano a justificativa sobre a import&acirc;ncia da qu&iacute;mica, presente na maioria dos argumentos. Em geral os estudantes explicaram com suas palavras o que entenderam do texto, ou ainda a fun&ccedil;&atilde;o da atividade aplicada.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>"Sim, a hist&oacute;ria &eacute; de crian&ccedil;as que tem que fazer    <br> 		um trabalho, ent&atilde;o elas acham um fato que    <br> 		aconteceu no Brasil, e em seguida aprendem a    <br> 		import&acirc;ncia que a qu&iacute;mica tem na vida".    <br> 		"Sim, a ideia da hist&oacute;ria &eacute; mostrar que a qu&iacute;mica    <br> 		&eacute; importante n&atilde;o s&oacute; na escola, mas para o    <br> 		cotidiano das pessoas".</i></font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Somente 3 dos estudantes do 3<sup>o</sup> ano citaram a import&acirc;ncia da qu&iacute;mica. Tal diferen&ccedil;a entre os alunos j&aacute; concluintes de Ensino M&eacute;dio e aqueles que cursavam o primeiro ano pode ser fruto do pr&oacute;prio ensino de qu&iacute;mica ao longo desse per&iacute;odo. N&atilde;o &eacute; novidade que o ensino da qu&iacute;mica, historicamente, tem se caracterizado pelo uso excessivo de regras, nomenclaturas e c&aacute;lculos fora de contexto em detrimento &agrave; compreens&atilde;o da realidade por meio da qu&iacute;mica. Um dos intuitos da hist&oacute;ria em quadrinho elaborada foi, justamente, apresentar uma situa&ccedil;&atilde;o real em que o conhecimento qu&iacute;mico estivesse envolvido e poderia ter feito diferen&ccedil;a no desfecho. Sob esse prisma, a hist&oacute;ria em quadrinhos chamou mais aten&ccedil;&atilde;o dos alunos do 1.<sup>o</sup> ano acerca da import&acirc;ncia do conhecimento qu&iacute;mico, pois eles est&atilde;o iniciando seu estudo da disciplina.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os conceitos presentes no texto foram destacados por 10 alunos do 1.o ano e por 7 do 3.o ano para justificarem a compreens&atilde;o do texto, o que corresponde a 20 e 35% dos alunos, respectivamente.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>"Compreendi, pois, s&oacute; assim aprendemos mais    <br> sobre radioatividade".    <br> 		"Compreendi que a radioatividade pode matar    <br> 		muita gente".</i></font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O fato de terem destacado aspectos conceituais revela aten&ccedil;&atilde;o dispensada para os conceitos durante a leitura. As informa&ccedil;&otilde;es disponibilizadas no texto tamb&eacute;m aparecem nas justificativas. Outros tr&ecirc;s discentes alegaram j&aacute; conhecer o assunto (conceito conhecido), por isso compreenderam a hist&oacute;ria.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em se tratando das distin&ccedil;&otilde;es, &eacute; importante destacar mais uma vez as diferen&ccedil;as entre os estudantes do 1.<sup>o</sup> e 3.<sup>o</sup> anos com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; import&acirc;ncia da qu&iacute;mica. Pode&#45;se constatar que a maioria dos alunos do 1.<sup>o</sup> ano utiliza a import&acirc;ncia da qu&iacute;mica como seus principais argumentos da compreens&atilde;o textual. Os alunos do 3.<sup>o</sup> ano, por sua vez, justificam terem compreendido a hist&oacute;ria apresentando em sua maioria argumentos que destacam os conceitos, podendo indicar que para esses alunos a hist&oacute;ria referia&#45;se exclusivamente a um conte&uacute;do adicional.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Uma forma de se atingir com maior propriedade a produ&ccedil;&atilde;o de infer&ecirc;ncias e sentidos a partir da leitura &eacute; estabelecendo objetivos e prop&oacute;sitos claros. A capacidade de estabelecer objetivos, segundo Kleiman (2008), permite lembrar mais e melhor daquilo que foi lido. Quando os estudantes devem refletir sobre os motivos que os levaram a compreender o texto, explicitam caracter&iacute;sticas a partir das quais &eacute; poss&iacute;vel inferir sobre a abrang&ecirc;ncia da leitura. Para decidir se entenderam um texto e avaliar sua compreens&atilde;o, leitores competentes empregam diversas estrat&eacute;gias ou crit&eacute;rios, como o l&eacute;xico, a coer&ecirc;ncia interna e externa, a coes&atilde;o estrutural e proposicional e a sufici&ecirc;ncia informativa (Maturano, Mazzitelli e Mac&iacute;as, 2003), apresentados resumidamente a seguir.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">L&eacute;xico: o leitor verifica se compreende o significado das palavras; coer&ecirc;ncia externa: verifica se as ideias do texto s&atilde;o verdadeiras ou compat&iacute;veis com aquilo que j&aacute; sabe; coes&atilde;o proposicional: analisa se as proposi&ccedil;&otilde;es do texto s&atilde;o adequadas ao contexto local; coes&atilde;o estrutural: avalia se as ideias do texto s&atilde;o tematicamente compat&iacute;veis; coer&ecirc;ncia interna: considera a consist&ecirc;ncia l&oacute;gica dos argumentos expressos no texto; sufici&ecirc;ncia informativa: verifica se o texto cont&eacute;m informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para atingir determinado objetivo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O crit&eacute;rio l&eacute;xico &eacute; uma justificativa bastante comum em outras pesquisas, empregadas em especial por leitores menos prof&iacute;cuos (Maturano, Mazzitelli e Mac&iacute;as, 2003; Francisco Junior, 2010). Tal crit&eacute;rio n&atilde;o foi apresentado para argumentar a respeito da compreens&atilde;o textual no caso aqui estudado. Isso revela que, embora a linguagem das HQs tenha sido um fator determinante para os estudantes se interessarem pela leitura, outros aspectos associados ao conte&uacute;do e &agrave; estrutura textual foram mais proeminentes para a compreens&atilde;o textual.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Grande parte das justificativas, por exemplo, se concentrou na import&acirc;ncia da qu&iacute;mica para a vida das pessoas, fato que est&aacute; relacionado &agrave; coer&ecirc;ncia interna do texto. No in&iacute;cio do texto, uma das personagens se indaga: <i>"M&atilde;e, pra que qu&iacute;mica, no que ela vai ser &uacute;til pra mim?".</i> Ao desenrolar da hist&oacute;ria, com o estudo do tema, a personagem vai se convencendo: <i>"E a gente ainda reclamando de qu&iacute;mica", "agora vamos prestar mais aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s aulas".</i> Esta &eacute; a consist&ecirc;ncia l&oacute;gica dos argumentos, pensada premeditadamente durante a elabora&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria e que parece ter influenciado a leitura, conforme algumas justificativas apresentadas (a ideia da hist&oacute;ria &eacute; mostrar que a qu&iacute;mica &eacute; importante n&atilde;o s&oacute; na escola, mas para o cotidiano das pessoas).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ao mesmo tempo, outras justificativas <i>("a hist&oacute;ria &eacute; de crian&ccedil;as que tem que fazer um trabalho, ent&atilde;o elas acham um fato que aconteceu no Brasil, e em seguida aprendem a import&acirc;ncia que a qu&iacute;mica tem na vida")</i> acenam para o uso de mais de um tipo de crit&eacute;rio, no caso coes&atilde;o proposicional <i>("fato que aconteceu no Brasil"),</i> coes&atilde;o estrutural e coer&ecirc;ncia interna (<i>"a hist&oacute;ria &eacute; de crian&ccedil;as que tem que fazer um trabalho</i> &#91;de qu&iacute;mica&#93;... <i>em seguida aprendem a import&acirc;ncia que a qu&iacute;mica tem"</i>). Quanto maior for a compreens&atilde;o textual, maior &eacute; a variedade de crit&eacute;rios que o leitor emprega para refletir metacognitivamente sobre sua leitura. De tal maneira, pode&#45;se entender que o texto tenha influenciado tais resultados. A coer&ecirc;ncia externa tamb&eacute;m pode ser notada quando estudantes justificam alegando j&aacute; conhecer o assunto ou quando destacam a presen&ccedil;a de conceitos e informa&ccedil;&otilde;es.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Um dos focos da presente pesquisa recaiu sobre a aceita&ccedil;&atilde;o da HQ produzida. A partir dos resultados pode&#45;se afirmar que sua recep&ccedil;&atilde;o foi algo destac&aacute;vel entre os estudantes. Para tanto, a linguagem diferenciada, com imagens e di&aacute;logos, bem como a presen&ccedil;a de um tema socialmente relevante sem deixar conceitos qu&iacute;micos em segundo plano parecem ser fundamentais. Especialmente para os alunos do 1.<sup>o</sup> ano, notou&#45;se grande &ecirc;nfase &agrave; import&acirc;ncia social da qu&iacute;mica. Sendo esta a s&eacute;rie inicial do Ensino M&eacute;dio, a introdu&ccedil;&atilde;o de HQs atuaria positivamente na rela&ccedil;&atilde;o do estudante com as ci&ecirc;ncias. Contudo, a aceita&ccedil;&atilde;o da HQ &eacute; apenas o primeiro passo. Pesquisas cuja finalidade seja investigar o papel da leitura das HQs na aprendizagem e desenvolvimento cr&iacute;tico do discente ainda s&atilde;o escassas e seriam relevantes para suportar e direcionar a sua utiliza&ccedil;&atilde;o mais consistente em sala de aula.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Assim, especial aten&ccedil;&atilde;o deve ser dada aos modos de leitura. As estrat&eacute;gias de leitura empregadas permitiram analisar a intera&ccedil;&atilde;o dos estudantes com o texto, sinalizando aspectos que chamaram a aten&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o obstante, em fun &ccedil;&atilde;o de serem variadas, n&atilde;o permitiram avaliar aspectos da significa&ccedil;&atilde;o conceitual das tem&aacute;ticas abordadas na HQ. Sobre isso, &eacute; importante destacar que diferentes estudantes leem a mesma HQ diferentemente e com variados focos. Entretanto, dentro da sala de aula seu uso exige intencionalidade pedag&oacute;gica para se evitar o puro entretenimento. &Eacute; preciso, portanto, equacionar a diretividade e a idiossincrasia da leitura, equilibrando o prazer da leitura de uma HQ com a finalidade pedag&oacute;gica que subsidia seu uso.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Andrade, I.B., e Martins, I. (2006). Discursos de professores de ci&ecirc;ncias sobre leitura. <i>Investiga&ccedil;&otilde;es em ensino de Ci&ecirc;ncias, 11,</i> 121&#45;155.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3154483&pid=S0187-893X201500020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An&iacute;sio Teixeira (INEP) (2006). Relat&oacute;rio Nacional do SAEB 2003. Bras&iacute;lia (Acesso em 7 Jul 2009). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://download.inep.gov.br/download/saeb/2004/resultados/BRASIL.pdf" target="_blank">http://download.inep.gov.br/download/saeb/2004/resultados/BRASIL.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3154485&pid=S0187-893X201500020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Cabello, K.S.A., Rocque, L., e Sousa Filho, I.C. (2010). Uma hist&oacute;ria em quadrinhos para o ensino e divulga&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase. <i>Revista Electr&oacute;nica de Ense&ntilde;anza de las Ciencias, 9,</i> 225&#45;241.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3154486&pid=S0187-893X201500020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Caruso, F., Carvalho, M., e Silveira, M.C.O. (2005). Ensino n&atilde;o&#45;formal no campo das ci&ecirc;ncias atrav&eacute;s dos quadrinhos. <i>Ci&ecirc;ncia e Cultura, 57,</i> 33&#45;35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3154488&pid=S0187-893X201500020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Caruso, F., Carvalho, M., e Silveira, M.C. (2002). Uma proposta de ensino e divulga&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncias atrav&eacute;s dos quadrinhos. <i>Ci&ecirc;ncia</i> &amp; Sociedade, 8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3154490&pid=S0187-893X201500020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Francisco Junior, W.E. (2010). Leitura em sala de aula: um caso envolvendo o funcionamento da ci&ecirc;ncia. <i>Qu&iacute;mica Nova na Escola,</i> 32, 191&#45;199.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3154492&pid=S0187-893X201500020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Francisco Junior, W.E. (2013). Produ&ccedil;&atilde;o textual em diferentes g&ecirc;neros: um caso na forma&ccedil;&atilde;o de professores de qu&iacute;mica. <i>Educa&ccedil;&atilde;o em Revista, 29(2)</i> 201&#45;224.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3154494&pid=S0187-893X201500020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Gon&ccedil;alves, R., e Machado, D.M. (2005). C&oacute;mics: investigaci&oacute;n de conceptos y de t&eacute;rminos paleontol&oacute;gicos, y uso como recurso did&aacute;ctico en la educaci&oacute;n primaria. <i>Ense&ntilde;anza de las Ciencias,</i> 23, 263&#45;274.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3154496&pid=S0187-893X201500020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Kleiman, A. (2008). <i>Texto e leitor. Aspectos cognitivos da leitura</i> (11.a ed). Campinas, Brasil: Pontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3154498&pid=S0187-893X201500020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Luyten, S.M.M. (2011). Salto para o futuro Hist&oacute;ria em quadrinhos: um recurso de aprendizagem, boletim 1, ano XXI, 5&#45;9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3154500&pid=S0187-893X201500020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Maturano, C.I., Mazzitelli, C.A., e Mac&iacute;as, A. (2003). Los estudiantes verifican la consistencia interna de los textos o retienen la primera informaci&oacute;n que leen? <i>Investiga&ccedil;&otilde;es em Ensino de Ci&ecirc;ncias, 8,</i> 91&#45;105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3154502&pid=S0187-893X201500020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nigro, R.G. (2010). Una evaluaci&oacute;n preliminar de la lectura de textos de ciencias de diferentes g&eacute;neros. <i>Revista Electr&oacute;nica de Ense&ntilde;anza de las Ciencias, 9,</i> 376&#45;395.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3154504&pid=S0187-893X201500020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pizarro, M.V. (2009). <i>As hist&oacute;rias em quadrinhos como linguagem e recurso did&aacute;tico no ensino de ci&ecirc;ncias.</i> Anais do VII Encontro Nacional de Pesquisa em Educa&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias, Florian&oacute;polis&#45;SC, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3154506&pid=S0187-893X201500020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Santos, D.O., Lima, J.P.M., e Silva Filho, A. (2007). <i>Qu&iacute;mica do ovo: uma HQ para o ensino de Qu&iacute;mica</i>. Anais do XV Encontro Nacional de Ensino de Qu&iacute;mica, Bras&iacute;lia&#45;DF, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3154508&pid=S0187-893X201500020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Teixeira J&uacute;nior, J.G., e Silva, R.M.G. (2007). Perfil de leitores em um curso de licenciatura em qu&iacute;mica. <i>Qu&iacute;mica Nova, 30,</i> 1365&#45;1368.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3154510&pid=S0187-893X201500020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Testoni, L.A., e Abib M.L.V.S. (2004). <i>Hist&oacute;rias em quadrinhos e o ensino de f&iacute;sica: uma proposta para o ensino sobre in&eacute;rcia.</i> Anais do IX Encontro de Pesquisa em Ensino de F&iacute;sica, Jabotica&#45;tubas&#45;MG, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3154512&pid=S0187-893X201500020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Zilberman, R. (1999). A leitura no Brasil: hist&oacute;ria e institui&ccedil;&otilde;es. Em: Leffa, V.J., e Pereira, A.E. (Eds.). <i>O ensino da leitura e produ&ccedil;&atilde;o textual: alternativas de renova&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 39&#45;50). Pelotas/ RS: Educat.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3154514&pid=S0187-893X201500020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body><back>
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