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<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[El municipio de Rosário Oeste es todavía uno de los más tradicionales del Estado de Mato Grosso, Brasil. Su población, inclusive en el ambiente urbano, conserva hasta hoy el modo de ser del mato-grossense nativo, su conversa pausada, bastante peculiar, con la simplicidad de recibir bien y con una fuerte relación con los recursos vegetales, los cuales buscan reproducir en sus jardines. Estos espacios se sitúan indistintamente en la frente, a los lados o en la parte trasera donde la vivienda está implantada. Este estudio tiene como objetivo ampliar el conocimiento sobre los recursos vegetales de los tradicionales jardines mato-grossenses, buscando más que sus características, informaciones etnobotánicas para detectar las formas de uso y manejo de estos recursos, mantenidos y repasados a través de generaciones, en Rosário Oeste, Mato Groso, Brasil. El trabajo siguió básicamente las orientaciones de estudio de caso. Los datos fueron colectados por medio de visitas domiciliares exploratorias, priorizando muestras intencionales. Fueron encontradas 266 especies de plantas distribuidas en 85 familias botánicas. Las plantas registradas presentaron una multiplicidad de uso, destacando el uso medicinal (103), alimentar (97) y ornamental (79). Así, el verde urbano de la ciudad de Rosário Oeste recibe una gran contribución de las plantas cultivadas en los jardines, encontrando allí especies introducidas (Justicia pectoralis, Eucharis grandiflora y Hippeastrum puniceum) y las especies oriundas de la Sabana (Mauritia flexuosa, Acrocomia aculeata y Vernonia ferruginea), las cuales forman la vegetación de la ciudad y representa un fuerte indicador de los recursos vegetales que están presentes en el cotidiano de los rosarienses, como testigos de un saber acumulado con el pasar del tiempo.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><b><font face="verdana" size="4">Aspectos etnobot&acirc;nicos de quintais tradicionais dos moradores de Ros&aacute;rio Oeste, Mato Grosso, Brasil</font></b></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><b><font face="verdana" size="3">Aspectos etnobot&aacute;nicos de los huertos familiares tradicionales de los habitantes de Rosario Oeste, Mato Grosso, Brasil</font></b></p>     <p align="center">&nbsp;</p>  	    <p align="center"><b><font face="verdana" size="2">Germano Guarim Neto y Cleomara Nunes do Amaral</font></b></p>     <p align="center">&nbsp;</p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Depto. de Bot&acirc;nica e Ecologia. Instituto de Bioci&ecirc;ncias. Universidade Federal de Mato Grosso. 78 060&#45;900 &#45; Cuiab&aacute; &#45; MT Brasil. Correio eletr&ocirc;nico:</i> <a href="mailto:guarim@ufmt.br">guarim@ufmt.br</a>.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Recibido: 9 junio 2008.     <br> Aceptado: 20 noviembre 2009.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O munic&iacute;pio de Ros&aacute;rio Oeste &eacute; ainda um dos mais tradicionais do Estado de Mato Grosso, Brasil. Sua popula&ccedil;&atilde;o, mesmo no ambiente urbano, conserva at&eacute; hoje o modo de ser do mato&#45;grossense nativo, com seu linguajar pausado, bastante peculiar, com a simplicidade do bem&#45;receber e com uma forte rela&ccedil;&atilde;o com os recursos vegetais, os quais procuram reproduzir em seus quintais. Estes espa&ccedil;os situam&#45;se indistintamente na frente, nos lados e na parte traseira de onde a moradia est&aacute; implantada. Este estudo tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre os recursos vegetais dos tradicionais quintais mato&#45;grossenses, buscando al&eacute;m de suas caracter&iacute;sticas, informa&ccedil;&otilde;es etnobot&acirc;nicas para se detectar as formas de uso e manejo desses recursos, mantidos e repassados atrav&eacute;s de gera&ccedil;&otilde;es, em Ros&aacute;rio Oeste, Mato Groso, Brasil. O trabalho seguiu basicamente as orienta&ccedil;&otilde;es do estudo de caso. Os dados foram coletados por meio de visitas domiciliares explorat&oacute;rias, priorizando amostras intencionais. Foram encontradas 266 esp&eacute;cies de plantas distribu&iacute;das em 85 fam&iacute;lias bot&acirc;nicas. As plantas registradas apresentaram uma multiplicidade de uso, destacando o medicinal (103), alimentar (97) e ornamental (79). Assim, o verde urbano da cidade de Ros&aacute;rio Oeste recebe a grande contribui&ccedil;&atilde;o das plantas cultivadas nos quintais, as quais s&atilde;o compostas por esp&eacute;cies introduzidas <i>(Justicia pectoralis, Eucharis grandiflora</i> e <i>Hippeastrum puniceum)</i> e esp&eacute;cies nativas do bioma cerrado <i>(Mauritia flexuosa, Acrocomia aculeata</i> e <i>Vernonia ferruginea),</i> compondo a vegeta&ccedil;&atilde;o da cidade, representando um forte indicador dos recursos vegetais que est&atilde;o presentes no cotidiano de seus moradores, testemunhas de um saber acumulado ao longo do tempo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#45;chave:</b> Etnobot&acirc;nica, quintais, cerrado, Mato Grosso.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumen</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">El municipio de Ros&aacute;rio Oeste es todav&iacute;a uno de los m&aacute;s tradicionales del Estado de Mato Grosso, Brasil. Su poblaci&oacute;n, inclusive en el ambiente urbano, conserva hasta hoy el modo de ser del mato&#45;grossense nativo, su conversa pausada, bastante peculiar, con la simplicidad de recibir bien y con una fuerte relaci&oacute;n con los recursos vegetales, los cuales buscan reproducir en sus jardines. Estos espacios se sit&uacute;an indistintamente en la frente, a los lados o en la parte trasera donde la vivienda est&aacute; implantada. Este estudio tiene como objetivo ampliar el conocimiento sobre los recursos vegetales de los tradicionales jardines mato&#45;grossenses, buscando m&aacute;s que sus caracter&iacute;sticas, informaciones etnobot&aacute;nicas para detectar las formas de uso y manejo de estos recursos, mantenidos y repasados a trav&eacute;s de generaciones, en Ros&aacute;rio Oeste, Mato Groso, Brasil. El trabajo sigui&oacute; b&aacute;sicamente las orientaciones de estudio de caso. Los datos fueron colectados por medio de visitas domiciliares exploratorias, priorizando muestras intencionales. Fueron encontradas 266 especies de plantas distribuidas en 85 familias bot&aacute;nicas. Las plantas registradas presentaron una multiplicidad de uso, destacando el uso medicinal (103), alimentar (97) y ornamental (79). As&iacute;, el verde urbano de la ciudad de Ros&aacute;rio Oeste recibe una gran contribuci&oacute;n de las plantas cultivadas en los jardines, encontrando all&iacute; especies introducidas <i>(Justicia pectoralis, Eucharis grandiflora</i> y <i>Hippeastrum puniceum)</i> y las especies oriundas de la Sabana <i>(Mauritia flexuosa, Acrocomia aculeata</i> y <i>Vernonia ferruginea),</i> las cuales forman la vegetaci&oacute;n de la ciudad y representa un fuerte indicador de los recursos vegetales que est&aacute;n presentes en el cotidiano de los rosarienses, como testigos de un saber acumulado con el pasar del tiempo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palabras clave:</b> etnobot&aacute;nica, jardines, Sabana, Mato Grosso.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tratar dos espa&ccedil;os denominados de quintais requer um entendimento inicial de que estes espa&ccedil;os t&ecirc;m delimita&ccedil;&otilde;es diferenciadas no contexto da comunidade humana que se est&aacute; observando.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No Brasil, o termo quintal normalmente &eacute; usado para se referir ao espa&ccedil;o do terreno situado ao redor da casa, definido na maioria das vezes como a por&ccedil;&atilde;o de terra pr&oacute;xima &agrave; resid&ecirc;ncia, de f&aacute;cil acesso, na qual se cultivam ou se mant&ecirc;m m&uacute;ltiplas esp&eacute;cies que fornecem parte das necessidades nutricionais da fam&iacute;lia, assim como outros produtos como lenha e plantas medicinais (Brito &amp; Coelho, 2000).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Eacute; importante salientar, que cada quintal apresenta particularidades, caracter&iacute;sticas que lhe s&atilde;o &uacute;nicas, definidas por condi&ccedil;&otilde;es socioculturais, religi&otilde;es, cren&ccedil;as e costumes que influenciam na composi&ccedil;&atilde;o e diversidade de esp&eacute;cies presentes nestes espa&ccedil;os (Kumar &amp; Nair, 2004).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nos munic&iacute;pios do interior de Mato Grosso, os quintais ainda t&ecirc;m a fun&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;o destinado &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de pequenos animais, como galinhas e porcos, locais estes onde as representa&ccedil;&otilde;es das necessidades humanas aparecem com perfei&ccedil;&atilde;o e mais que isso, aparece formas de conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e dos elementos que permeiam a cultura de seu povo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em muitos casos, especialmente em comunidades ribeirinhas, os quintais s&atilde;o espa&ccedil;os de uso comum e de conserva&ccedil;&atilde;o de recursos, temas estes tratados por Diegues &amp; Moreira (2001), analisando, juntamente com outros colaboradores, aspectos de relev&acirc;ncia no contexto do entendimento desta importante tem&aacute;tica.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Uma contribui&ccedil;&atilde;o sobre o etnoconhecimento em terras mato&#45;grossenses, englobando aspectos dos quintais &eacute; dada por Guarim Neto &amp; Carniello (2007), quando discutem pressupostos biol&oacute;gicos, culturais e de representa&ccedil;&otilde;es sobre os recursos vegetais e a cultura de popula&ccedil;&otilde;es humanas diversificadas, habitando &aacute;reas do cerrado, pantanal e floresta.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Assim, os quintais assumem uma import&acirc;ncia fundamental na malha vi&aacute;ria urbana, na vegeta&ccedil;&atilde;o citadina, definindo espa&ccedil;os repletos de um saber local (Geertz,2000), espa&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o dos aspectos mais peculiares que a popula&ccedil;&atilde;o traduz em seu cotidiano, mostrando uma adaptabilidade humana (Mor&aacute;n, 1994) que se manifesta muitas vezes atrav&eacute;s de um conhecimento que &eacute; recebido dos ancestrais e perpetuado ao longo do tempo, espa&ccedil;o e lugar.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em se tratando de aspectos referentes ao ambiente de Ros&aacute;rio Oeste e a potencialidade da sua flora, vale salientar as contribui&ccedil;&otilde;es de Silva (2002), quando mostra o universo do etnoconhecimento das comunidades de Figueira e Pai Caetano e Morais (2003), discutindo nos pressupostos da etnobot&acirc;nica, as plantas medicinais da comunidade de Angical.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Desta forma este estudo tem como objetivo apresentar o universo das plantas que constituem, a princ&iacute;pio, o verde dos quintais da cidade de Ros&aacute;rio Oeste, em uma demonstra&ccedil;&atilde;o do etnoconhecimento que emana do seu povo e representado pelas plantas com as quais se relaciona.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Aacute;rea de estudo &#45; Segundo Ferreira (2001), o munic&iacute;pio de Ros&aacute;rio Oeste originou&#45;se com o in&iacute;cio do movimento garimpeiro servindo de passagem entre Diamantino e Cuiab&aacute;, tendo iniciado provavelmente em 1747, com a forma&ccedil;&atilde;o de um s&iacute;tio &agrave; margem do ribeir&atilde;o Monjolo e conseq&uuml;ente funda&ccedil;&atilde;o de uma capela, dedicada a Nossa Senhora do Ros&aacute;rio.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">IBGE (2000) aponta para o munic&iacute;pio, uma popula&ccedil;&atilde;o de 18.450 habitantes, tendo como distritos, Arruda, Bauxi, Marzag&atilde;o e a pr&oacute;pria sede. Ros&aacute;rio Oeste situa&#45;se a uma altitude de 174 m, tendo como coordenadas geogr&aacute;ficas 14&deg; 49' 41" latitude sul, 56&deg; 24' 51" longitude oeste Gr., com uma extens&atilde;o territorial de 8.694,19 km<sup>2</sup>. O relevo de Ros&aacute;rio Oeste apresenta eleva&ccedil;&otilde;es acentuadas e encontra&#45;se na Zona Fisiogr&aacute;fica da Chapada dos Guimar&atilde;es, depress&atilde;o do rio Paraguai, calha do rio Cuiab&aacute;. O solo &eacute; podz&oacute;lico vermelho amarelo, apresentando boa fertilidade natural em algumas localidades como o Distrito de Bauxi e Distrito de Marzag&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O munic&iacute;pio de Ros&aacute;rio Oeste teve sua origem como in&iacute;cio do movimento garimpeiro do s&eacute;culo XVIII. Por volta de 1747, o local servia de passagem entre Diamantino e Cuiab&aacute;. Em 1751, In&aacute;cio Maciel de Tourinho e sua mulher fundaram um s&iacute;tio &agrave; margem direita do ribeir&atilde;o Monjolo, passando o local a ser conhecido pelo nome do ribeir&atilde;o. A agricultura e a pecu&aacute;ria foram rendendo e a povoa&ccedil;&atilde;o foi se firmando no s&iacute;tio. Com a abertura do garimpo em Diamantino, o povoado de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio foi se desenvolvendo como ponto de pouso. Atualmente, as principais atividades econ&oacute;micas da regi&atilde;o s&atilde;o a pecu&aacute;ria, a agricultura, principalmente de arroz e milho, e o com&eacute;rcio, al&eacute;m do potencial para o ecoturismo (Ferreira, 2001).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O clima &eacute; tropical quente e sub&#45;&uacute;mido, com um per&iacute;odo de seca de cinco meses. A precipita&ccedil;&atilde;o anual &eacute; de 2 000 mm, com intensidade em janeiro, fevereiro e mar&ccedil;o. A temperatura m&eacute;dia anual &eacute; de 24&deg;C. As principais atividades econ&oacute;micas s&atilde;o a pecu&aacute;ria e a agricultura.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">De acordo com Ferreira (2001) a vegeta&ccedil;&atilde;o dominante da regi&atilde;o &eacute; o cerrado, com seus gradientes de paisagens que configuram os espa&ccedil;os onde as plantas caracter&iacute;sticas destes ambientes ocorrem, predominando as forma&ccedil;&otilde;es de campo limpo (predomin&acirc;ncia de herb&aacute;ceas), matas virgens e cerrado stricto sensu. O cerrado &eacute; a segunda maior forma&ccedil;&atilde;o vegetal do Brasil, sendo um dos biomas que mais sofre problemas de altera&ccedil;&atilde;o de cobertura vegetal original. Apresenta uma riqueza &iacute;mpar, com um maior n&uacute;mero de esp&eacute;cies do que se imaginava e v&aacute;rios casos de endemismo vegetal. A principal caracter&iacute;stica do Cerrado &eacute; a presen&ccedil;a de esta&ccedil;&otilde;es de seca e chuvas bem definidas. Existem v&aacute;rias propostas de classifica&ccedil;&atilde;o dos tipos vegetacionais do cerrado, mas a maioria leva em considera&ccedil;&atilde;o principalmente o h&aacute;bito das plantas &#45; herb&aacute;ceo, arbustivo ou arb&oacute;reo (Guarim Neto, 2002).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">M&eacute;todo &#45; O trabalho de campo foi realizado em v&aacute;rios momentos, sendo o primeiro no m&ecirc;s de fevereiro do ano de 2001, o segundo em mar&ccedil;o do ano de 2002 e o terceiro de setembro a dezembro do ano de 2006. Os quintais pertencentes &agrave; amostra localizam&#45;se na sede do munic&iacute;pio de Ros&aacute;rio Oeste, Mato Grosso, Brasil. A coleta dos dados etnobot&acirc;nicos foi realizada em dois bairros da cidade: o Bairro Nossa Senhora Aparecida e o Bairro Monjolo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O m&eacute;todo de coleta seguiu pressupostos da etnobot&acirc;nica (Martin, 1995; Alexiades, 1996), sendo que os quintais foram observados atrav&eacute;s de caminhadas e os dados obtidos por meio de entrevistas com moradores em suas respectivas resid&ecirc;ncias. A t&eacute;cnica utilizada para inclus&atilde;o de novos participantes foi a bola de neve (Becker, 1993), onde um morador amplamente conhecido pela comunidade &eacute; o contato inicial, e apresenta o pesquisador a outros informantes locais que se disponibilizam a realizar a entrevista, e assim um entrevistado indica o outro sucessivamente. O contato com os moradores foi importante para se ter a rela&ccedil;&atilde;o das plantas e mostrar o etnoconhecimento dos mesmos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s plantas mantidas nos quintais.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Foram priorizadas as amostras intencionais, os informantes categorizados (Thiollent, 1996) que gradativamente foram se incorporando &agrave; pesquisa (Noda, 2000) como fontes de informa&ccedil;&atilde;o. Foram entrevistadas preferencialmente as pessoas mais idosas de cada domic&iacute;lio, raizeiros, benzedeiras, e outras pessoas apontadas por membros da comunidade como possuidoras de um saber sobre o assunto e aquelas que se dispuseram a participar da pesquisa.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As entrevistas continham uma s&eacute;rie de perguntas abertas (Albuquerque, 2002; Amorozo, 1996) buscando informa&ccedil;&otilde;es dos moradores e dados sobre as esp&eacute;cies vegetais de seus quintais como utiliza&ccedil;&atilde;o, parte utilizada, modo de prepara&ccedil;&atilde;o, indica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, e outras observa&ccedil;&otilde;es pertinentes realizadas no local.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O material bot&acirc;nico f&eacute;rtil foi coletado, algumas plantas foram identificadas no local, e os demais exemplares identificados no Laborat&oacute;rio de Bot&acirc;nica da Universidade Federal de Mato Grosso e depositados no Herb&aacute;rio Central da Universidade Federal de Mato Grosso. As esp&eacute;cies foram identificadas em categorias taxon&oacute;micas de fam&iacute;lia, g&ecirc;nero e esp&eacute;cie, com aux&iacute;lio de especialistas, segundo o sistema de classifica&ccedil;&atilde;o de Cronquist (1988), adotando Polhill &amp; Raven (1981) considerando a fam&iacute;lia Leguminosae com tr&ecirc;s sub&#45;fam&iacute;lias. Os nomes vulgares das plantas (etnoesp&eacute;cies) mencionados pelos entrevistados, aspectos ecol&oacute;gicos e de uso foram tamb&eacute;m considerados para cada planta registrada.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A entrevista foi composta basicamente por moradores aut&oacute;ctones da regi&atilde;o, nascidos na cidade ou na maioria dos casos na zona rural do munic&iacute;pio. Foram entrevistados 62 moradores, sendo 31 de cada bairro. Entre todos os informantes, apenas dois vieram de outros estados, e a idade m&eacute;dia dos moradores foi de 50 anos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nos quintais urbanos de Ros&aacute;rio Oeste foram encontradas 266 esp&eacute;cies vegetais, distribu&iacute;das em 85 fam&iacute;lias bot&acirc;nicas, n&atilde;o houve diferen&ccedil;a no n&uacute;mero de plantas e entre as esp&eacute;cies encontradas nos dois bairros estudados. As fam&iacute;lias bot&acirc;nicas mais representativas foram Asteraceae (18 esp&eacute;cies), Euphorbiaceae (14 esp&eacute;cies), Lamiaceae (14 esp&eacute;cies) e Araceae (12 esp&eacute;cies &#45; <a href="/img/revistas/polib/n29/html/a10tab.html" target="_blank">tabela 1</a>). Estas fam&iacute;lias, especialmente Asteraceae e Lamiaceae, s&atilde;o freq&uuml;entemente encontradas como as mais representativas em outros estudos etnobot&acirc;nicos como o de Morais (2003); Pasa (2004); Santos (2004) e Xavier (2005), destacando nestas fam&iacute;lias as esp&eacute;cies com finalidade medicinal.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nos quintais de Ros&aacute;rio Oeste percebe&#45;se uma diversifica&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s formas de uso das esp&eacute;cies catalogadas, destacando&#45;se aquelas com finalidades medicinais (35%), alimentares (33%) e ornamentais (27%) (<a href="#f1">fig. 1</a>).</font></p> 	    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/polib/n29/a10f1.jpg"></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os estudos em quintais, sejam eles urbanos ou rurais, demonstram que o uso popular das plantas para fins medicinais &eacute; grande, quase sempre, em n&uacute;meros compar&aacute;veis &agrave;s plantas utilizadas para a finalidade alimentar. Al&eacute;m disso, as plantas ornamentais, especialmente em se tratando de quintais urbanos, tamb&eacute;m representam grande parcela das esp&eacute;cies encontradas, de acordo com trabalhos como os de Duarte (2001) e Santos (2004).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As plantas que constituem o verde da paisagem urbana est&atilde;o compostas de formas de vida que variam desde as pequenas ervas (48%) at&eacute; frondosas &aacute;rvores (23%) (<a href="#f2">fig. 2</a>). A presen&ccedil;a de herb&aacute;ceas &eacute; mais frequente, uma vez que o espa&ccedil;o reservado ao cultivo &eacute; pequeno e a maioria destas plantas &eacute; destinada ao uso alimentar e medicinal. Nair (1993) afirma que h&aacute; uma similaridade not&aacute;vel com respeito &agrave; composi&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies entre diferentes quintais agro&#45;florestais distribu&iacute;dos na regi&atilde;o tropical, especialmente os componentes herb&aacute;ceos. Essa similaridade se deve ao fato de a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos ser a fun&ccedil;&atilde;o predominante da maioria das esp&eacute;cies herb&aacute;ceas. Por outro lado, a presen&ccedil;a de um subdossel requer que as esp&eacute;cies sejam tolerantes &agrave; sombra, sendo selecionado, assim, um grupo restrito de esp&eacute;cies que apresenta caracter&iacute;sticas ecol&oacute;gicas de adapta&ccedil;&atilde;o a esses ambientes.</font></p> 	    <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/polib/n29/a10f2.jpg"></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Eacute; interessante salientar a presen&ccedil;a de mangueiras <i>(Mangifera indica),</i> coco&#45;da&#45;Bahia <i>(Cocos nucifera)</i> e bananeiras <i>(Musa paradisiaca).</i> Certamente estas s&atilde;o as esp&eacute;cies que mais contribuem na composi&ccedil;&atilde;o dos quintais observados, conferindo a eles a perfeita condi&ccedil;&atilde;o daquilo que tradicionalmente s&atilde;o os quintais sombreados matogrossenses, verdadeiros espa&ccedil;os de cultivo e conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos vegetais, possibilitando uma maior variedade gen&eacute;tica destas esp&eacute;cies, constituindo importantes bancos de germoplasmas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os quintais de Ros&aacute;rio Oeste demonstram que nessa localidade o verde urbano ainda &eacute; mantido pelos arbustos e &aacute;rvores que fazem parte da paisagem rosariense, em uma demonstra&ccedil;&atilde;o perfeita da rela&ccedil;&atilde;o que estabelece entre seres humanos e recursos naturais, neste caso, os recursos vegetais, os quais t&ecirc;m de alguma forma uma forte representa&ccedil;&atilde;o para os moradores locais, especialmente para os mais idosos. De acordo com Santos (2004) existe uma preval&ecirc;ncia de plantas ex&oacute;ticas nos quintais de &aacute;reas urbanas, nos quintais de Ros&aacute;rio Oeste ocorreram com maior frequ&ecirc;ncia as esp&eacute;cies ex&oacute;ticas, foram 190 esp&eacute;cies, tradicionalmente cultivadas por suas diferentes finalidades, especialmente a alimentar e medicinal. Por&eacute;m, ainda percebe&#45;se nestes espa&ccedil;os algumas esp&eacute;cies representantes da flora local como o buriti <i>(Mauritia flexuosa),</i> o jenipapo <i>(Genipa americana</i> L), o Chico&#45;magro <i>(Guazuma ulmifolia</i> Lam.), caraj&eacute; <i>(Dorstenia brasiliensis</i> Lam.), negramina <i>(Siparuna guianensis</i> Aublet), e assa&#45;peixe <i>(Vernonia ferruginea</i> Less), totalizando 76 esp&eacute;cies nativas (<a href="#f3">fig. 3</a>). Foram consideradas nativas apenas as esp&eacute;cies que ocorrem originalmente na regi&atilde;o (Guarim Neto <i>et al.,</i> 2007).</font></p> 	    <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/polib/n29/a10f3.jpg"></p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nestes espa&ccedil;os s&atilde;o mantidas as plantas que lhes s&atilde;o caras, englobando esp&eacute;cies com diferentes categorias de uso, cuja manuten&ccedil;&atilde;o &eacute; influenciada pelo conhecimento da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa e das ex&oacute;ticas cultivadas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Considerando a rela&ccedil;&atilde;o ser humano&#45;planta, pode&#45;se salientar que a tradicionalidade dos quintais rosarienses &eacute; percebida especialmente porque nestes locais s&atilde;o mantidas algumas formas de organiza&ccedil;&atilde;o, comuns aos quintais do interior do estado de Mato Grosso, como por exemplo a utiliza&ccedil;&atilde;o do quintal como espa&ccedil;o de cria&ccedil;&atilde;o de pequenos animais, de manuten&ccedil;&atilde;o de cultivos diversificados, local de festas religiosas (festas de santos), benze&ccedil;&atilde;o, rezas e lazer, entre outras.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para este fato, contribuem as plantas ali estabelecidas, com suas sombras sempre prazerosas, que abrigam o cotidiano das pessoas que vivem na localidade estudada.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O universo do conhecimento bot&acirc;nico tradicional entre os moradores da localidade pesquisada mostra um acentuado etnoconhecimento dos recursos vegetais, tanto os nativos da regi&atilde;o como os ex&oacute;ticos introduzidos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nos quintais estudados pode&#45;se constatar que a pr&aacute;tica de reproduzir os elementos da paisagem ainda &eacute; bastante forte, e isto demonstra a necessidade de conserva&ccedil;&atilde;o desses espa&ccedil;os, uma vez que reproduzem uma cultura imaterial de pessoas que tradicionalmente ali se instalaram ao longo do tempo.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por outro lado, alia&#45;se tamb&eacute;m a importante fun&ccedil;&atilde;o dos quintais, enquanto mantenedores do verde urbano, oferecido por meio das plantas que as pessoas cultivam principalmente as esp&eacute;cies herb&aacute;ceas, arbustos e &aacute;rvores.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dessa forma, a manuten&ccedil;&atilde;o dos quintais, quer seja na localidade estudada, ou mesmo em outras cidades de pequeno, m&eacute;dio e grande porte requer um entendimento de que a dimens&atilde;o que se vislumbra &eacute; de uma interconectividade entre ser humano e meio ambiente, mais especificamente entre seres humanos e plantas.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ao CNPq pelo apoio financeiro destinado ao "Grupo de Pesquisas da Flora, Vegeta&ccedil;&atilde;o e Etnobot&acirc;nica &#45; FLOVET", para a realiza&ccedil;&atilde;o do Projeto; &agrave; Capes, pela bolsa de mestrado concedida a segunda autora; &agrave; Universidade Federal de Mato Grosso pelo apoio e subs&iacute;dio na pesquisa; aos moradores da cidade de Ros&aacute;rio Oeste que gentilmente contribu&iacute;ram com esta pesquisa. &Agrave; Profa. Dra. Carmen Eugenia Rodr&iacute;guez Ort&iacute;z, pelo resumen.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>      <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Alex&iacute;ades, M., 1996. <i>Selected guidelines for ethnobotanical research: a field manual. New York.</i> The New York Botanical Garden.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066696&pid=S1405-2768201000010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Becker, H.S., 1993. <i>M&eacute;todos de pesquisa em ci&ecirc;ncias sociais.</i> S&atilde;o Paulo: Ed. HUCTEC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066698&pid=S1405-2768201000010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Brito, M.A. &amp; Coelho, M. de F.B., 2000. "Os Quintais Agroflorestais em Regi&otilde;es Tropicais &#45; Unidades Auto&#45;Sustent&aacute;veis". <i>Agricultura Tropical,</i> 4(1): 7&#45;35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066700&pid=S1405-2768201000010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Cronquist, A., 1988. <i>The Evolution and Classification of Flowering Plants second edition.</i> The New York Botanical Garden, New York. 555 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066702&pid=S1405-2768201000010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Diegues, A.C. &amp; Moreira, A.C.C., 2001. <i>Espa&ccedil;os e recursos naturais de uso comum.</i> S&atilde;o Paulo. HUCITEC/NU&#45;PAUB.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066704&pid=S1405-2768201000010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Duarte, T.G., 2001. <i>Um estudo etnoecol&oacute;gico sobre o uso de recursos vegetais em Nova Xavantina,</i> Mato Grosso. 134f. 2001 Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Ecologia e Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade) &#45; Instituto de Bioci&ecirc;ncias,Universidade Federal de Mato Grosso. Cuiab&aacute;: Mato Grosso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066706&pid=S1405-2768201000010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ferreira, J.C.V., 2001. <i>Mato Grosso e seus munic&iacute;pios.</i> Cuiab&aacute;: Secretaria de Estado de Educa&ccedil;&atilde;o/Ed. Buriti.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066708&pid=S1405-2768201000010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> 	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Geertz, C.O., 2000. <i>Saber local: novos ensaios em antropologia interpretativa.</i> Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066710&pid=S1405-2768201000010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>         <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Guarim Neto, G., 2002. "O bioma cerrado uma riqueza a preservar". In: Jos&eacute; Mauricio. <i>Flores do Cerrado.</i> Cuiab&aacute;&#45;MT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066712&pid=S1405-2768201000010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>         <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Guarim Neto, G. &amp; Carniello, M.A., 2007 "Etnoconhecimento e saber local: um olhar sobre popula&ccedil;&otilde;es humanas e os recursos vegetais". In: Albuquerque U.P.; Alves, A.G.C.; Ara&uacute;jo, T.A.S. (Orgs.). <i>Povos e Paisagens: Etnobiologia, Etnoecologia e Biodiversidade no Brasil.</i> NUPPEA: Recife&#45;PE. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066714&pid=S1405-2768201000010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>         <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Guarim Neto, G.; Guarim, V.L.M.S.; Moreira, D.L.; Amaral, C.N. do &amp; Ferreira, H., 2007. <i>Estudo da flora, caracteriza&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o e etnobot&acirc;nica no Munic&iacute;pio de Ros&aacute;rio Oeste, Mato Grosso.</i> Subs&iacute;dios para conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos vegetais em Cerrado. Cuiab&aacute;. UFMT/CNPq. Relat&oacute;rio final apresentado ao CNPq.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066716&pid=S1405-2768201000010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">IBGE, 2000. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. <i>Censo demogr&aacute;fico ano 2000.</i> Bras&iacute;lia: IBGE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066718&pid=S1405-2768201000010001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Kumar, B.M. &amp; Nair, P.K.R., 2004. "The enigma of Tropical homegardens". <i>Agroforestry Systems,</i> 61: 135&#45;152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066720&pid=S1405-2768201000010001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Martin, G.J., 1995. <i>Etnobotany: A methods manual.</i> World Wide Found for Nature. Cambridge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066722&pid=S1405-2768201000010001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Morais, R.G., 2003. <i>Plantas medicinais e representa&ccedil;&otilde;es sobre sa&uacute;de e doen&ccedil;as na Comunidade de Angical</i> (Ros&aacute;rio Oeste, MT). 153f. 2003 (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Sa&uacute;de e Ambiente)&#45; Instituto de Sa&uacute;de Coletiva, Universidade Federal de Mato Grosso. Cuiab&aacute;: UFMT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066724&pid=S1405-2768201000010001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mor&aacute;n, E.F., 1994. <i>Adaptabilidade humana: uma introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; antropologia ecol&oacute;gica.</i> S&atilde;o Paulo. EDUSP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066726&pid=S1405-2768201000010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nair, P.K.R., 1993. <i>An introduction to Agroforestry,</i> ICRAF/ Kluwer Academic Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066728&pid=S1405-2768201000010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Noda, H., 2000. <i>Na terra como na &aacute;gua: organiza&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o de recursos terrestres e aqu&aacute;ticos em uma comunidade da Amaz&oacute;nia brasileira.</i> 2000. 182f. Tese de doutorado. PPGCB/IB/UFMT. Cuiab&aacute;: UFMT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066730&pid=S1405-2768201000010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pasa, M.C., 2004. <i>Etnobiologia de uma comunidade ribeirinha no alto da bacia do rio Aric&aacute;&#45;A&ccedil;&uacute;, Cuiab&aacute;, Mato Grosso, Brasil.</i> 2004. 174f. Tese (Doutorado em Ci&ecirc;ncias) &#45; Centro de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas e da Sa&uacute;de, Universidade Federal de S&atilde;o Carlos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066732&pid=S1405-2768201000010001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Polhill, R.M. &amp; P.H. Raven, 1981. <i>Advances in Legume Systematics.</i> Kew, Kew Royal Botanical Gardens.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066734&pid=S1405-2768201000010001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Santos, S., 2004. <i>Um estudo etnoecol&oacute;gico dos quintais de Alta Floresta&#45;MT. Disserta&ccedil;&atilde;o</i> (Mestrado em Ecologia e Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade). 2004. Universidade Federal de Mato Grosso. Cuiab&aacute;. MT. 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S&atilde;o Paulo: Cortez, 5&deg; edi&ccedil;&atilde;o. 108p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=6066740&pid=S1405-2768201000010001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Xavier, F.F., 2005. <i>Conhecimento tradicional e recursos vegetais: um estudo etnoecol&oacute;gico em N.S. da Guia, Cuiab&aacute;,</i> MT.2005. 89f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Ecologia e Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade) Universidade Federal de Mato Grosso. 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