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<journal-title><![CDATA[Economía, sociedad y territorio]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tendências recentes da espacialização das indústrias e serviços em São Paulo e no ABC paulista]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal do ABC  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The article analyzes the main causes and effects acting on the concentration and especially the subsequent spread process of the Brazilian industry from São Paulo/SP and the ABC cities. Using data about Brazilian labor market and product by sectors, this paper analyzes the current trends and settings of labor markets in these territories. Data indicate that while São Paulo capital concentrates dynamic services related to technology, finance and supply chain management, the ABC region economy remains strongly anchored on the traditional industrial sector; specifically auto industry, without significant development of the services sector.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Art&iacute;culos de investigaci&oacute;n</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>Tend&ecirc;ncias recentes da espacializa&ccedil;&atilde;o das ind&uacute;strias e servi&ccedil;os em S&atilde;o Paulo e no ABC paulista</b></font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="3"><b>Recent trends in the spatial distribution of industries and services in S&atilde;o Paulo and ABC paulista</b></font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Leonel de Miranda&#45;Sampaio*</b></font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>*Universidade Federal do ABC. Correo&#45;e:</i> <a href="mailto:leonel.sampaio@ufabc.edu.br">leonel.sampaio@ufabc.edu.br</a>.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Recibido: 22 de agosto de 2012.    <br> 	Reenviado: 15 de octubre de 2013.    <br> 	Aceptado: 28 de marzo de 2014.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O artigo aponta as causas e efeitos do processo de concentra&ccedil;&atilde;o e, principalmente, desconcentra&ccedil;&atilde;o industrial brasileira na Regi&atilde;o Metropolitana de S&atilde;o Paulo, com &ecirc;nfase na cidade de S&atilde;o Paulo e no ABC paulista. A partir de dados do Produto Interno Bruto por munic&iacute;pio e do mercado de trabalho formal, mostra&#45;se que a capital paulista concentra servi&ccedil;os mais din&acirc;micos ligados &agrave; tecnologia, finan&ccedil;as e gest&atilde;o da cadeia produtiva, enquanto o ABC ainda possui sua economia fortemente ancorada no setor industrial tradicional, mais especificamente na ind&uacute;stria de transportes, sem desenvolvimento expressivo do setor de servi&ccedil;os.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#45;chave:</b> desconcentra&ccedil;&atilde;o industrial, atividades econ&ocirc;micas, S&acirc;o Paulo/SP e ABC paulista.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Abstract</b></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">The article analyzes the main causes and effects acting on the concentration and especially the subsequent spread process of the Brazilian industry from S&atilde;o Paulo/SP and the ABC cities. Using data about Brazilian labor market and product by sectors, this paper analyzes the current trends and settings of labor markets in these territories. Data indicate that while S&atilde;o Paulo capital concentrates dynamic services related to technology, finance and supply chain management, the ABC region economy remains strongly anchored on the traditional industrial sector; specifically auto industry, without significant development of the services sector.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Keywords:</b> industrial de&#45;concentration, economic activities, S&atilde;o Paulo/SP and ABC Paulista.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os efeitos da passagem de um padr&atilde;o de organiza&ccedil;&atilde;o industrial ou, mais amplamente, um modo de regula&ccedil;&atilde;o denominado fordismo, para outro modelo denominado por sua vez acumula&ccedil;&atilde;o flex&iacute;vel &#150;a partir de 1970&#150; s&atilde;o atualmente reconhecidos por estudiosos das mais distintas correntes te&oacute;ricas, havendo in&uacute;meros exemplos estudados ao redor do mundo. Tal fen&ocirc;meno e sua aceita&ccedil;&atilde;o n&atilde;o significa que n&atilde;o haja intensos debates acerca do car&aacute;ter qualitativo das recentes transforma&ccedil;&otilde;es na geografia econ&ocirc;mica dos territ&oacute;rios produtivos. H&aacute; tens&otilde;es entre tend&ecirc;ncias conflitantes que se sobrep&otilde;em, como: desconcentra&ccedil;&atilde;o e (re) concentra&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o; transi&ccedil;&atilde;o (ou n&atilde;o) rumo a uma economia de servi&ccedil;os; especializa&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas/regi&otilde;es produtivas e diversidade local; que est&atilde;o longe de ser resolvidas.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No Brasil durante as d&eacute;cadas de 1950&#45;1970 o governo era um importante ator na promo&ccedil;&atilde;o da industrializa&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s de pesados investimentos em infraestrutura e na ind&uacute;stria de base. A crise do fordismo no Brasil se deu em duas fases: primeiramente, as grandes crises do petr&oacute;leo de 1970, trouxeram dificuldades para o pa&iacute;s equacionar a balan&ccedil;a de pagamentos (j&aacute; que importava petr&oacute;leo), descontrole da infla&ccedil;&atilde;o, e diminui&ccedil;&atilde;o dr&aacute;stica da capacidade de investimentos por parte do Estado em 1980&#45;1990.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em segundo lugar veio a ado&ccedil;&atilde;o de medidas neoliberais ao longo de 1990 para o enfrentamento dos problemas relatados no par&aacute;grafo anterior. Entre as medidas adotadas estavam a brusca diminui&ccedil;&atilde;o das tarifas alfandeg&aacute;rias e forte exposi&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria nacional &#150;at&eacute; ent&atilde;o protegida&#150; &agrave; concorr&ecirc;ncia externa. A perda de empregos que se seguiu na ind&uacute;stria brasileira foi especialmente aguda na Regi&atilde;o Metropolitana de S&atilde;o Paulo (RMSP),<sup><a href="#nota">1</a></sup> o mais importante polo industrial do pa&iacute;s. Na RMSP, assistiu&#45;se n&atilde;o s&oacute; ao fechamento de vagas, mas tamb&eacute;m ao fechamento de ind&uacute;strias, entre fal&ecirc;ncias e migra&ccedil;&atilde;o de plantas industriais para outras regi&otilde;es, seja para outros estados, ou mesmo dentro do pr&oacute;prio estado de S&atilde;o Paulo, mas para cidades mais afastadas da regi&atilde;o metropolitana.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As controv&eacute;rsias come&ccedil;am quando se trata de aferir o alcance do processo de desconcentra&ccedil;&atilde;o industrial (desconcentra&ccedil;&atilde;o ou <i>reconcentra&ccedil;&atilde;o</i> <i>ampliada</i> em torno do n&uacute;cleo original da industrializa&ccedil;&atilde;o brasileira?) e qual a caracter&iacute;stica atual das economias de antigos polos de industrializa&ccedil;&atilde;o, como o ABC e a cidade de S&atilde;o Paulo. Como estas duas &aacute;reas s&atilde;o cont&iacute;guas e tiveram trajet&oacute;rias at&eacute; certo ponto paralelas, seria plaus&iacute;vel pensarmos que ambos os territ&oacute;rios tiveram rea&ccedil;&otilde;es e tra&ccedil;aram trajet&oacute;rias parecidas ap&oacute;s os fatos dos 1980&#45;1990. Mas n&atilde;o &eacute; o que apontam os dados: do Produto Interno Bruto (PIB) dos munic&iacute;pios, apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE); e as informa&ccedil;&otilde;es da Rela&ccedil;&atilde;o Anual de Informa&ccedil;&otilde;es Sociais (RAIS) do Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego um censo dos empregos do mercado de trabalho formal. Em ambas as bases de dados, participa&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria vem caindo relativamente ao setor de servi&ccedil;os, mas o ritmo dessa queda se mostra bastante mais r&aacute;pido na capital paulista do que em outras regi&otilde;es.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Acrescente&#45;se um setor de servi&ccedil;os que concentra (relativamente ao Brasil) principalmente aquelas atividades que demandam alta qualifica&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m dos cargos de dire&ccedil;&atilde;o, e temos o cen&aacute;rio do mercado de trabalho em S&atilde;o Paulo/SP. J&aacute; na regi&atilde;o do ABC, a ind&uacute;stria continua como for&ccedil;a motriz da economia regional. Ou seja, a despeito da proximidade f&iacute;sica, h&aacute; um distanciamento dos rumos destes dois territ&oacute;rios nos &uacute;ltimos 15 anos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na primeira se&ccedil;&atilde;o do artigo ser&aacute; tra&ccedil;ada uma breve caracteriza&ccedil;&atilde;o do modelo de industrializa&ccedil;&atilde;o brasileiro, estabelecendo alguns condicionantes da concentra&ccedil;&atilde;o industrial na RMSP at&eacute; o final de 1970 e mostrando a combina&ccedil;&atilde;o da atua&ccedil;&atilde;o do estado desenvolvimentista com as grandes ind&uacute;strias <i>fordistas</i>.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na segunda se&ccedil;&atilde;o ser&aacute; abordado muito brevemente o per&iacute;odo do II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND), ao longo de 1970. O II PND representou o in&iacute;cio da atua&ccedil;&atilde;o deliberada do Estado visando desconcentrar espacialmente a ind&uacute;stria brasileira, via investimento em &aacute;reas fora do estado de S&atilde;o Paulo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na terceira se&ccedil;&atilde;o abre&#45;se par&ecirc;nteses a fim de situar teoricamente o trabalho. Ser&atilde;o apresentadas algumas linhas mestras de teorias relacionadas aos condicionantes da localiza&ccedil;&atilde;o das atividades econ&ocirc;micas, condensadas em relat&oacute;rios do Banco Mundial (2009) World Development Report (WDR) e da Organiza&ccedil;&atilde;o para Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE, 2001).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A partir de dados do emprego e do valor adicionado &#150;junto a uma contextualiza&ccedil;&atilde;o das conjunturas pol&iacute;tico&#45;econ&ocirc;micas&#150;, a quarta se&ccedil;&atilde;o ilustrar&aacute; a materializa&ccedil;&atilde;o do processo de desconcentra&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria brasileira no per&iacute;odo 1970&#45;2010, com destaque para o estado de S&atilde;o Paulo e a RMSP.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Finalmente, na quinta se&ccedil;&atilde;o ser&aacute; realizada a compara&ccedil;&atilde;o entre as trajet&oacute;rias dos mercados de trabalho de S&atilde;o Paulo e do ABC paulista ao longo do per&iacute;odo 1999&#45;2010, &agrave; luz dos dados do valor adicionado industrial, e principalmente a partir de detalhamentos dos dados do mercado de trabalho formal, tendo como fio condutor os postulados te&oacute;ricos apresentados na se&ccedil;&atilde;o tr&ecirc;s.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por fim, haver&aacute; uma breve conclus&atilde;o concatenando os dados e argumentos expostos ao longo do trabalho.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>1. Condicionantes da concentra&ccedil;&atilde;o industrial no Brasil</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A cidade de S&atilde;o Paulo destacava&#45;se economicamente desde o final do s&eacute;culo XIX. Neste per&iacute;odo, o caf&eacute; tornara&#45;se o principal produto da pauta de exporta&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, e no mesmo per&iacute;odo em que houve a aboli&ccedil;&atilde;o da escravatura chegavam ao pa&iacute;s grandes levas de imigrantes, muitos para trabalhar nas lavouras do interior paulista como m&atilde;o de obra assalariada. Parte dos imigrantes instalou&#45;se na cidade de S&atilde;o Paulo e arredores, para trabalhar com com&eacute;rcio, servi&ccedil;os e pequenas oficinas e ind&uacute;strias. Cidades como Santo Andr&eacute;, S&atilde;o Caetano, S&atilde;o Bernardo e Ribeir&atilde;o Pires t&ecirc;m em sua origem a instala&ccedil;&atilde;o de n&uacute;cleos coloniais, seja via a&ccedil;&atilde;o e est&iacute;mulos estatais, seja por causa da ferrovia Santos&#45;Jundia&iacute; (Johannes&#45;Klink, 2001). No ABC paulista, as primeiras ind&uacute;strias e oficinas instalaram&#45;se ao final do s&eacute;culo XIX, estando ao redor da linha f&eacute;rrea que ligava o planalto ao Porto de Santos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Celso Furtado (1982: 238) observa que o processo de industrializa&ccedil;&atilde;o brasileira se iniciou concomitantemente em quase todas as regi&otilde;es:</font></p>  	    <blockquote> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">entretanto, superada a primeira etapa de ensaios, o processo de industrializa&ccedil;&atilde;o tendeu naturalmente a concentrar&#45;se em uma &uacute;nica regi&atilde;o &#91;...&#93; o censo de 1920 j&aacute; indica que 29,1% dos oper&aacute;rios industriais estavam concentrados no Estado de S&atilde;o Paulo. Em 1940 essa porcentagem havia subido para 34,9 e em 1950 para 38,6. &#91;...&#93; Os dados da renda nacional parecem indicar que esse processo de concentra&ccedil;&atilde;o se intensificou no ap&oacute;s&#45;guerra. Com efeito a participa&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo no produto industrial passou de 39,6 para 45,3 por cento, entre 1948 e 1955.</font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para melhor contextualizar os dados apresentados por Furtado &eacute; interessante observar Baer (1996: 55), quando este chama a aten&ccedil;&atilde;o para a diferen&ccedil;a entre <i>crescimento industrial</i> (que teria ocorrido at&eacute; o final dos anos 20) e <i>industrializa&ccedil;&atilde;o</i>, a qual: "est&aacute; presente quando a ind&uacute;stria se torna o principal setor de crescimento da economia e gera mudan&ccedil;as estruturais pronunciadas". O autor, a partir dos censos do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, mostra que:</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">a ind&uacute;stria contribuiu somente com 21% do total dos produtos f&iacute;sicos em 1907 e 1919, comparados aos 79% apresentados pela agricultura. Em 1939, entretanto, a cota da ind&uacute;stria havia aumentado para 43% (Baer, 1996: 55).</font></p>  		    <p align="center"><font face="verdana" size="2">&#91;...&#93;</font></p>  		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#91;Em 1919&#93; t&ecirc;xteis, roupas, produtos aliment&iacute;cios, bebidas e fumo somavam 70% da produ&ccedil;&atilde;o industrial. At&eacute; 1939 os resultados desse grupo reduziram&#45;se a 58%, com not&aacute;vel crescimento de produtos metal&uacute;rgicos, maquin&aacute;rio e produtos el&eacute;tricos (Baer, 1996: 57).</font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A partir da Segunda Guerra Mundial o estado brasileiro come&ccedil;a a atuar ativamente como agente promotor da industrializa&ccedil;&atilde;o, via Pol&iacute;tica de Substitui&ccedil;&atilde;o de Importa&ccedil;&otilde;es, que perdura com for&ccedil;a at&eacute; o final de 1970. Neste per&iacute;odo o Estado atua em todas as frentes: como regulador (Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis Trabalhistas (CLT);<a href="#nota"><sup>2</sup></a> pol&iacute;tica monet&aacute;ria e tarif&aacute;ria), como produtor (empresas estatais em setores de infraestrutura como transportes, energia e comunica&ccedil;&otilde;es), como financiador Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (BNDE).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em 1956 tem in&iacute;cio o Plano de Metas, no governo Juscelino Kubitschek, sendo seu principal objetivo desenvolver o setor produtor de bens de consumo dur&aacute;veis no pa&iacute;s. Havia o est&iacute;mulo ao aumento da produ&ccedil;&atilde;o de bens intermedi&aacute;rios (a&ccedil;o, cimento, etc.), e direcionamento dos investimentos estatais aos setores de energia el&eacute;trica e transportes (Gremaud <i>et al.</i>, 2007).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Cabe destacar que nesse per&iacute;odo mudou&#45;se a prioridade dos transportes ferrovi&aacute;rios para o transporte rodovi&aacute;rio, em sintonia com a meta de desenvolver o setor automobil&iacute;stico no pa&iacute;s. Destaca&#45;se no Plano de Metas o Grupo Executivo da Ind&uacute;stria Automobil&iacute;stica (GEIA): atrav&eacute;s de programa de benef&iacute;cios tarif&aacute;rios e cambiais geridos pelo BNDE, foram oferecidas diversas facilidades &agrave; importa&ccedil;&atilde;o de maquin&aacute;rio e componentes automotivos durante n&uacute;mero limitado de anos (Baer, 1996). As ind&uacute;strias instaladas no pa&iacute;s comprometiam&#45;se a realizar uma substitui&ccedil;&atilde;o progressiva de importa&ccedil;&otilde;es por componentes de fabrica&ccedil;&atilde;o Nacional.</font></p>  	    <blockquote> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O GEIA tamb&eacute;m foi &uacute;til em persuadir as empresas brasileiras a ingressar no ramo de pe&ccedil;as automotivas e em fazer conv&ecirc;nios para que elas negociassem acordos de aux&iacute;lio t&eacute;cnico com empresas estrangeiras &#91;...&#93; dessa forma, pretendia&#45;se criar uma grande ind&uacute;stria brasileira de fabricantes de componentes &#91;...&#93; A orienta&ccedil;&atilde;o proporcionada pelo GEIA &#91;...&#93; conduziu a uma r&aacute;pida integra&ccedil;&atilde;o vertical da produ&ccedil;&atilde;o automotiva no pa&iacute;s (Baer, 1996: 78&#45;79).</font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Johannes&#45;Klink (2001) destaca como resultado do Plano de Metas a implanta&ccedil;&atilde;o das montadoras Volkswagen, Mercedes, Karmann&#45;Ghia e Simca ao longo da Via Anchieta em S&atilde;o Bernardo do Campo, apontando tamb&eacute;m para a instala&ccedil;&atilde;o de diversas firmas do ramo farmac&ecirc;utico no ABC por esta mesma &eacute;poca. S&atilde;o mencionados tamb&eacute;m os fornecedores especializados em insumos da cadeia automobil&iacute;stica, pertencentes a setores como o metal&#45;mec&acirc;nico, m&aacute;quinas e equipamentos de pl&aacute;sticos, os quais procuraram localizar&#45;se "principalmente &agrave; beira das estradas Imigrantes e Anchieta nas cidades de S&atilde;o Bernardo e Diadema, a pouca dist&acirc;ncia da matriz automobil&iacute;stica" (Johannes&#45;Klink, 2001: 99).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ap&oacute;s a expans&atilde;o, proporcionada pelo Plano de Metas, o Brasil voltar&aacute; a crescer com for&ccedil;a ao final dos anos 1960, iniciando o <i>milagre econ&ocirc;mico</i> (1968&#45;73) &#150;em que as taxas de crescimento econ&ocirc;mico ficaram acima de 10% a.a&#150;. Neste per&iacute;odo, do ponto de vista da atua&ccedil;&atilde;o estatal, h&aacute; diversos fatores relevantes, dentre os quais podemos destacar aqueles apontados por Hermann (2005): os meios de pagamentos cresceram a uma m&eacute;dia anual de 14%; o cr&eacute;dito tamb&eacute;m cresceu fortemente, a uma taxa de 17% ao ano; havia <i>controle direto do governo sobre pre&ccedil;os industriais e juros</i>; a <i>pol&iacute;tica salarial contracionista</i>, resultando em queda nos sal&aacute;rios reais; a pol&iacute;tica agr&iacute;cola que dava financiamentos p&uacute;blicos subsidiados e isen&ccedil;&otilde;es fiscais para compra de insumos e maquin&aacute;rio, contribuindo para aumento da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola e evitando assim press&otilde;es inflacion&aacute;rias.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Cano (2007) ilustra que em 1970 a agricultura j&aacute; era respons&aacute;vel por menos de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) paulista, e a ind&uacute;stria respons&aacute;vel por mais de 40%. Entretanto, naquele mesmo ano S&atilde;o Paulo era respons&aacute;vel por cerca de 20% do produto agr&iacute;cola do Brasil, devido a sua maior capitaliza&ccedil;&atilde;o e moderniza&ccedil;&atilde;o. Quanto &agrave; ind&uacute;stria, em 1970, o estado de S&atilde;o Paulo foi respons&aacute;vel por 58% valor da produ&ccedil;&atilde;o brasileira (<a href="#t2">tabela 2</a>). Cano explica ainda que:</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t1"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a8t1.jpg"></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t2"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a8t2.jpg"></font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">do ponto de vista do emprego, n&atilde;o foi a ind&uacute;stria, como setor diretamente produtivo, mas sim a industrializa&ccedil;&atilde;o em sentido amplo, com seus desdobramentos no setor terci&aacute;rio funcional e moderno, que ampliou o mercado de trabalho urbano (Cano, 2007: 28).</font></p> 	</blockquote>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>2. In&iacute;cio do processo de desconcentra&ccedil;&atilde;o industrial</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O governo Geisel lan&ccedil;a ao final de 1974 o II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND), logo ap&oacute;s a fase do <i>milagre econ&ocirc;mico</i>. &Eacute; importante destacar que nesse momento o Brasil sentia as dificuldades causadas pelo choque do petr&oacute;leo de 1973, principalmente no tocante &agrave;s necessidades de importa&ccedil;&atilde;o. Neste per&iacute;odo o pa&iacute;s j&aacute; tinha desenvolvido um s&oacute;lido parque industrial no que se referia a bens de consumo dur&aacute;veis, concentrado sobretudo na Regi&atilde;o Metropolitana de S&atilde;o Paulo (RMSP). Contudo, o Brasil ainda tinha elevada depend&ecirc;ncia externa quanto a bens de capital e petr&oacute;leo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dado este cen&aacute;rio, o maior objetivo do II PND era desenvolver o setor produtor de meios de produ&ccedil;&atilde;o, bens de capital e insumos b&aacute;sicos (a&ccedil;o, alum&iacute;nio, cobre, fertilizantes, produtos petroqu&iacute;micos), havendo tamb&eacute;m previs&atilde;o de investimentos em infraestrutura visando dinamizar as exporta&ccedil;&otilde;es. Em suma, o plano completaria o ciclo da industrializa&ccedil;&atilde;o por substitui&ccedil;&atilde;o de importa&ccedil;&otilde;es no Brasil.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O II PND tamb&eacute;m previa a descentraliza&ccedil;&atilde;o espacial dos projetos de investimento, tendo sido a maior parte dos investimentos realizados fora do estado de S&atilde;o Paulo. Tal estrat&eacute;gia pode ser vista como busca por garantir apoio pol&iacute;tico ao plano (Gremaud <i>et al.,</i> 2007; Diniz, 1995), j&aacute; que este previa grandes somas para serem investidas via empresas estatais em diversos projetos, assim como financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (BNDE) para os projetos a ser tocados pelo setor privado. O plano marca o in&iacute;cio do processo de desconcentra&ccedil;&atilde;o relativa da ind&uacute;stria no Brasil (Diniz, 1995). Como resultado a ind&uacute;stria cresceu 35% entre 1974 e 1979, com destaque para os setores metal&uacute;rgico (45%), material el&eacute;trico (49%), e qu&iacute;mico (48%) (Gremaud <i>et al.</i>, 2007). Conforme ser&aacute; mostrado nas se&ccedil;&otilde;es seguintes, o II PND conseguiu diminuir a concentra&ccedil;&atilde;o relativa da ind&uacute;stria nacional.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Com o segundo choque do petr&oacute;leo em 1979, as taxas de juros sobem muito nos pa&iacute;ses mais ricos, refletindo&#45;se em todo o mundo. O Brasil tinha a maior parte de sua d&iacute;vida externa em juros flutuantes, e a partir de 1980 passou a ter s&eacute;rias dificuldades para financiar sua d&iacute;vida externa. Apesar de avan&ccedil;os trazidos pelo II PND no sentido de aliviar o desequil&iacute;brio externo &#150;com projetos como o Pr&oacute;&#45;alcool&#150; o Brasil continuava muito dependente de importa&ccedil;&otilde;es em setores estrat&eacute;gicos, o que dificultava mais a situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>3. O fen&ocirc;meno em escala mundial&#45;local: geografia econ&ocirc;mica e padr&otilde;es de localiza&ccedil;&atilde;o</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nesta breve se&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o apresentadas algumas linhas gerais de estudos recentes sobre economias de localiza&ccedil;&atilde;o e geografia econ&ocirc;mica. O objetivo &eacute; contextualizar a din&acirc;mica dos fen&ocirc;menos de concentra&ccedil;&atilde;o e des(re)concentra&ccedil;&atilde;o industrial, junto &agrave; emerg&ecirc;ncia do setor de servi&ccedil;os como principal for&ccedil;a din&acirc;mica, como ser&aacute; mostrado na pr&oacute;xima se&ccedil;&atilde;o. Em termos arquitetura da estrutura produtiva em n&iacute;vel global, o cen&aacute;rio &eacute; o do esgotamento do modelo de regula&ccedil;&atilde;o consolidado durante o fordismo: tanto as empresas quanto os governos tiveram que mudar estrat&eacute;gias de produ&ccedil;&atilde;o e padr&otilde;es de pol&iacute;ticas. Este fen&ocirc;meno teve forte repercuss&atilde;o no Brasil a partir de 1980, gerando determinados padr&otilde;es de resposta: alguns em linha com as tend&ecirc;ncias mundiais, e outros mais espec&iacute;ficos, devido a conjuntura nacional.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Todas estas mudan&ccedil;as e reestrutura&ccedil;&otilde;es exerceram impactos sobre organiza&ccedil;&atilde;o e localiza&ccedil;&atilde;o espacial da atividade econ&ocirc;mica brasileira.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Existe um grande esfor&ccedil;o de elabora&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica buscando explicar: a emerg&ecirc;ncia de novas formas de organiza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o; e a din&acirc;mica espacial dos novos investimentos em plantas produtivas p&oacute;s&#45;crise do fordismo no mundo capitalista ocidental.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Bons comp&ecirc;ndios de dados sobre fen&ocirc;menos de localiza&ccedil;&atilde;o e relocaliza&ccedil;&atilde;o espacial das atividades econ&ocirc;micas ao redor do mundo, assim como resumos de parte das principais linhas te&oacute;ricas sobre o tema podem ser encontrados em estudos publicados por organiza&ccedil;&otilde;es internacionais, que congregam pesquisadores de diferentes pa&iacute;ses, e s&atilde;o um bom term&ocirc;metro a respeito de: <i>1)</i> temas que s&atilde;o considerados cruciais, ou no m&iacute;nimo importantes; <i>2)</i> linhas te&oacute;ricas e interpretativas mais aceitas no momento destes estudos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A seguir ser&aacute; mostrado de forma sucinta o fio condutor de dois destes estudos: o Territorial Outlook, publicado pela OCDE em 2001, cujo tema era economia e territ&oacute;rio, e o WDR, publicado pelo Banco Mundial em 2009, cujo tema era reshaping economic geography. Junto a estes estudos s&atilde;o citados alguns autores renomados da &aacute;rea que pode ser genericamente chamada de geografia econ&ocirc;mica.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">De acordo com o estudo Territorial Outlook, muitas das mais din&acirc;micas for&ccedil;as do capitalismo atual s&atilde;o localizadas e territorialmente espec&iacute;ficas. Partindo do diagn&oacute;stico que atualmente cada vez mais se fabricam produtos customizados, em plantas produtivas menores e especializadas do que na era fordista, o estudo enfatiza a import&acirc;ncia das economias de aglomera&ccedil;&atilde;o, culminando no conceito de <i>capital territorial local</i> (uma varia&ccedil;&atilde;o das vantagens comparativas ricardianas). Cada territ&oacute;rio possuiria um capital territorial &uacute;nico, n&atilde;o reprodut&iacute;vel, e composto por todo tipo de qualidades locais (que tornar&#45;se&#45;iam vantagens territoriais): desde as econ&ocirc;micas (concentra&ccedil;&atilde;o de ind&uacute;strias de determinado setor, por exemplo), passando por caracter&iacute;sticas sociais, culturais, institucionais e at&eacute; naturais.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O WDR vai &agrave; mesma dire&ccedil;&atilde;o. Aponta a import&acirc;ncia da concentra&ccedil;&atilde;o de produtores e pessoas para o desenvolvimento econ&ocirc;mico: o argumento fundamental &eacute; que concentra&ccedil;&otilde;es de firmas e pessoas geram economias de escala e de aglomera&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">De forma bastante simplificada, ser&aacute; apresentada uma hierarquia urbana ideal, apontada nestes estudos (sobretudo no WDR 2009), visando apontar potenciais dos territ&oacute;rios dependendo de seu tamanho, densidade (econ&ocirc;mica, populacional), e dist&acirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o a grandes centros ou outros polos. S&atilde;o tr&ecirc;s as escalas b&aacute;sicas: pequenas, m&eacute;dias e grandes cidades.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em pequenas cidades as aglomera&ccedil;&otilde;es promovem economias de escala para se comercializar e distribuir produtos agr&iacute;colas (Banco Mundial, 2009).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As aglomera&ccedil;&otilde;es em cidades m&eacute;dias proveem economias de localiza&ccedil;&atilde;o para ind&uacute;strias de transforma&ccedil;&atilde;o (Banco Mundial, 2009). Nestes locais, a exist&ecirc;ncia de um conjunto de ind&uacute;strias de determinado(s) setor(es), propicia o surgimento de um contingente de m&atilde;o de obra qualificada; este conjunto (<i>cluster</i>) de ind&uacute;strias atrair&aacute; diversos fornecedores e prestadores de servi&ccedil;os especializados, que acabam por compor uma "rede densa de acordos e trocas" (Benko, 2002); significando na pr&aacute;tica acesso f&aacute;cil (pela aglomera&ccedil;&atilde;o) a uma ampla gama de produtos e servi&ccedil;os especializados, e a pre&ccedil;os reduzidos (escala/concorr&ecirc;ncia).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Conforme afirma o Territorial Outlook da OCDE (2001), citando estudos feitos por Paul Krugman em 1990, a exist&ecirc;ncia de tais vantagens comparativas como as descritas no par&aacute;grafo anterior geram um efeito de <i>trancamento</i> sobre as regi&otilde;es que as tenham. Em outras palavras, suponhamos dentro de um pa&iacute;s (mesmo arcabou&ccedil;o legal), a exist&ecirc;ncia de uma regi&atilde;o que contenha m&atilde;o de obra especializada, fornecedores de insumos e distribuidores (<i>traders</i>) etc. para determinadas cadeias produtivas. A teoria prev&ecirc; que um produtor que resolvesse ser pioneiro em outra regi&atilde;o estaria em franca desvantagem.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por outro lado, se existem as economias de aglomera&ccedil;&atilde;o, existem tamb&eacute;m as deseconomias de aglomera&ccedil;&atilde;o. Para boa parte dos ramos da ind&uacute;stria, por exemplo, as grandes cidades e regi&otilde;es metropolitanas apresentam algumas desvantagens como: escassez e alto pre&ccedil;o da terra, e maior custo de vida (necessidade de se pagar maiores sal&aacute;rios) se comparado &agrave;s cidades m&eacute;dias. H&aacute; tamb&eacute;m o fato de que muitas ind&uacute;strias s&atilde;o poluentes, o que &eacute; cada vez menos tolerado nas grandes cidades (quest&otilde;es legais, danos de imagem).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por sua vez, as maiores cidades proveem ambientes prop&iacute;cios para inova&ccedil;&otilde;es em neg&oacute;cios, sede de governos, servi&ccedil;os educacionais e diversos outros servi&ccedil;os especializados (Banco Mundial, 2009).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As maiores dentre as grandes cidades s&atilde;o denominadas cidades&#45;globais (Sassen, 1991; Benko, 2002; Hall, 2001). Estas cidades globais s&atilde;o parte de redes especializadas internacionais e encontram&#45;se no topo da hierarquia urbana mundial: a despeito da exist&ecirc;ncia de tend&ecirc;ncias a uma relativa dispers&atilde;o do processo produtivo trazida pelo modo de acumula&ccedil;&atilde;o flex&iacute;vel, os centros de comando financeiro, planejamento, marketing e outros servi&ccedil;os especializados que exigem pessoal altamente qualificado, est&atilde;o fortemente concentrados em pouqu&iacute;ssimas localidades. A ind&uacute;stria nessas cidades tem import&acirc;ncia decrescente, mas ainda importante, sobretudo os setores industriais focados em conhecimento e alta tecnologia.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em suma, do ponto de vista das novas concep&ccedil;&otilde;es acerca das economias de localiza&ccedil;&atilde;o, a pr&oacute;pria economia global pode ser vista como um mosaico de aglomera&ccedil;&otilde;es especializadas (Benko, 2002).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nas pr&oacute;ximas se&ccedil;&otilde;es ser&aacute; analisada a configura&ccedil;&atilde;o atual dos mercados de trabalho da cidade de S&atilde;o Paulo e do ABC paulista, buscando verificar a coer&ecirc;ncia e tamb&eacute;m inconsist&ecirc;ncias entre o que preveem estes estudos e o que apontam as informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>4. Crise de um modelo de desenvolvimento e transforma&ccedil;&otilde;es no mercado de trabalho</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Entre 1980 e o in&iacute;cio de 1990 indicadores importantes do desempenho econ&ocirc;mico brasileiro, como taxa de infla&ccedil;&atilde;o e taxa de crescimento do PIB, estiveram sujeitos a diversas instabilidades. De 1980 a 1984 a pol&iacute;tica econ&ocirc;mica esteve voltada fundamentalmente a conseguir super&aacute;vits na balan&ccedil;a de pagamentos &#150;via desvaloriza&ccedil;&otilde;es cambiais e subs&iacute;dios e incentivos &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o&#150; visando equacionar a quest&atilde;o do pagamento da d&iacute;vida externa. Conforme Gremaud <i>et al.,</i> 2007, a matura&ccedil;&atilde;o dos investimentos do II PND foi o grande impulsionador da substitui&ccedil;&atilde;o de importa&ccedil;&otilde;es e eleva&ccedil;&atilde;o das exporta&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo, eliminando o desequil&iacute;brio externo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A partir de 1985 os gestores da economia nacional se voltaram para o combate &agrave; infla&ccedil;&atilde;o, tendo havido diversas mudan&ccedil;as bruscas na orienta&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica econ&ocirc;mica: tabelamentos e congelamentos de pre&ccedil;os foram recorrentes, e a taxa de infla&ccedil;&atilde;o sofreu fortes oscila&ccedil;&otilde;es. Essa instabilidade tamb&eacute;m afetou o crescimento do PIB, especialmente o da ind&uacute;stria. A <a href="#t1">tabela 1</a> a seguir ilustra bem a situa&ccedil;&atilde;o da economia brasileira no per&iacute;odo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">N&atilde;o se deve, entretanto, buscar apenas na conjuntura econ&ocirc;mica nacional as explica&ccedil;&otilde;es para este fen&ocirc;meno. Desde 1970 os pa&iacute;ses desenvolvidos vinham passando por um processo de crise e reestrutura&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o e da organiza&ccedil;&atilde;o industrial, que logo se irradiou para todo o mundo. As crises do petr&oacute;leo trouxeram problemas inflacion&aacute;rios e outros desequil&iacute;brios para a maior parte dos pa&iacute;ses. Como consequ&ecirc;ncia dos recursos cada vez mais frequentes &agrave;s pol&iacute;ticas deflacionistas "seguiu&#45;se um per&iacute;odo de crescimento moderado, marcado por escassos ganhos de produtividade e pelo aumento do desemprego" (Benko, 2002: 35). Era o decl&iacute;nio do fordismo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No Brasil, o fen&ocirc;meno descrito por Benko se fez sentir em 1980. Conforme dados compilados por Bonelli (2005: 321), no per&iacute;odo 1980&#45;1991 o Brasil registrou queda de 9,7% na produtividade da m&atilde;o de obra, al&eacute;m de aumento nas taxas de desemprego. E este &uacute;ltimo seguiu crescendo ao longo dos anos 1990.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Como resposta &agrave; queda generalizada na produtividade e lucros as grandes empresas passaram a reestruturar a produ&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de procurar diversas formas de reduzir os custos. Pelo lado da for&ccedil;a de trabalho as principais mudan&ccedil;as foram no sentido da supress&atilde;o das garantias de emprego, sendo facilitada a dispensa dos trabalhadores, junto a terceiriza&ccedil;&otilde;es e &agrave; institui&ccedil;&atilde;o de b&ocirc;nus salariais ligados ao desempenho (individual ou empresarial) (Benko, 2002). Muitas plantas produtivas foram realocadas em pa&iacute;ses/regi&otilde;es em que eram menores os n&iacute;veis salariais.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A este conjunto de tend&ecirc;ncias denomina&#45;se acumula&ccedil;&atilde;o flex&iacute;vel. Essas mudan&ccedil;as, gerando desemprego e instabilidades econ&ocirc;micas em diversas regi&otilde;es/pa&iacute;ses, acabaram por afetar fortemente a orienta&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas estatais, minando o estado de bem&#45;estar social e o modo de regula&ccedil;&atilde;o fordista.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No Brasil, com a elei&ccedil;&atilde;o de Fernando Collor em 1989, houve uma guinada na pol&iacute;tica industrial. As novas diretrizes apontavam como essenciais a abertura econ&ocirc;mica e a desestatiza&ccedil;&atilde;o. A ideia central era expor as empresas nacionais &agrave; concorr&ecirc;ncia, que por sua vez estimularia um grande aumento na competitividade da ind&uacute;stria nacional:</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nesse contexto, o movimento inicial da nova pol&iacute;tica visou desmontar o sistema de prote&ccedil;&atilde;o e incentivos constru&iacute;do ao longo das d&eacute;cadas anteriores, compreendendo: a revoga&ccedil;&atilde;o da isen&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria prevista em v&aacute;rios regimes especiais de importa&ccedil;&atilde;o; a elimina&ccedil;&atilde;o das restri&ccedil;&otilde;es n&atilde;o&#45;tarif&aacute;rias &agrave; importa&ccedil;&atilde;o; e o in&iacute;cio da implanta&ccedil;&atilde;o progressiva de reforma tarif&aacute;ria, com redu&ccedil;&atilde;o das al&iacute;quotas e de seu grau de dispers&atilde;o (Guimar&atilde;es, 1996: 10&#45;11).</font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Exemplo paradigm&aacute;tico dessa nova pol&iacute;tica, a m&eacute;dia das al&iacute;quotas aduaneiras passou de 32,2% no in&iacute;cio de 1990 para 14,2% no segundo semestre de 1993 (Guimar&atilde;es, 1996).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A partir de 1994 mudou o governo (assume Fernando Henrique Cardoso), mas a orienta&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica industrial (ou a aus&ecirc;ncia dela) permaneceu basicamente a mesma: a concorr&ecirc;ncia (a abertura econ&ocirc;mica) seria o vetor respons&aacute;vel pela promo&ccedil;&atilde;o da competitividade (maior produtividade):</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Essa tend&ecirc;ncia permanece associada, por sua vez, a redu&ccedil;&otilde;es persistentes no n&iacute;vel de emprego formal, na esteira de processos de especializa&ccedil;&atilde;o que envolvem a desverticaliza&ccedil;&atilde;o e o <i>downsizing</i>. Em geral, as empresas t&ecirc;m&#45;se concentrado em suas atividades&#45;n&uacute;cleo, cortando postos de trabalho, ampliando a terceiriza&ccedil;&atilde;o e promovendo maiores compras de componentes e partes, por vezes mediante importa&ccedil;&atilde;o (Gon&ccedil;alves, 1998: 14&#45;15).</font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fechando a lente para um olhar sobre o Grande ABC paulista durante este per&iacute;odo, vemos exatamente este processo acontecendo. Johannes&#45;Klink (2001), analisando os dados da Pesquisa da Atividade Econ&ocirc;mica Paulista (PAEP) realizada pela Funda&ccedil;&atilde;o Seade<sup><a href="#nota">3</a></sup> em 1996 &#150;que teve um car&aacute;ter censit&aacute;rio para todos os estabelecimentos industriais do ABC com mais de 20 pessoas&#150; chega &agrave;s seguintes conclus&otilde;es:</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O conjunto das respostas das empresas a respeito dos fatores de atra&ccedil;&atilde;o e expuls&atilde;o locacionais mais relevantes apontou sistematicamente para a pertin&ecirc;ncia das estrat&eacute;gias de redu&ccedil;&atilde;o de custos, sejam eles os salariais, fundi&aacute;rios, tribut&aacute;rios ou os de transporte.</font></p>  		    <p align="center"><font face="verdana" size="2">&#91;...&#93;</font></p>  		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#91;As empresas implementaram&#93; uma s&eacute;rie de estrat&eacute;gias de reestrutura&ccedil;&atilde;o no sentido defensivo, refletido na desativa&ccedil;&atilde;o de linhas de produ&ccedil;&atilde;o, na redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de produtos e, por &uacute;ltimo, na substitui&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o dom&eacute;stica por importa&ccedil;&otilde;es. O resultado l&iacute;quido desses ajustes foi a redu&ccedil;&atilde;o dram&aacute;tica dos postos de trabalho. Por outro lado, as empresas iniciaram um processo de moderniza&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o buscando mais qualidade, flexibilidade e produtividade (Johannes&#45;Klink, 2001: 172&#45;173).</font></p> 	</blockquote>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Uma das estrat&eacute;gias adotadas pelas ind&uacute;strias visando redu&ccedil;&atilde;o de custos foi a mudan&ccedil;a para outras localidades. Como ilustra a <a href="#t2">tabela 2</a>, o in&iacute;cio dos anos 1970 representou o auge da concentra&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria brasileira, com forte destaque para o Estado de S&atilde;o Paulo, mais especificamente a RMSP.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A macrorregi&atilde;o Sudeste (S&atilde;o Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Esp&iacute;rito Santo), o estado de S&atilde;o Paulo, e a Regi&atilde;o Metropolitana de S&atilde;o Paulo diminu&iacute;ram suas participa&ccedil;&otilde;es relativas no produto industrial brasileiro a partir de 1970. Desde 1970 at&eacute; 1985, o principal fator seriam os investimentos dos II PND (Diniz, 1995), e a partir da&iacute; tem maior peso a busca das empresas por localidades em que possam ter custos (principalmente com sal&aacute;rios) mais baixos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Deve&#45;se, entretanto, analisar com cuidado o processo de desconcentra&ccedil;&atilde;o. Ocorreu evidentemente relativa desconcentra&ccedil;&atilde;o industrial ao compararmos o estado de S&atilde;o Paulo com o Brasil, mas este fen&ocirc;meno foi claramente muito mais acentuado na regi&atilde;o metropolitana. Quando se enfoca o estado de S&atilde;o Paulo sem a RMSP, descobre&#45;se a participa&ccedil;&atilde;o relativamente ao valor produzido da ind&uacute;stria nacional passou de 14,5% em 1970 para 24,9% em 2010. O pr&oacute;prio sudeste (exclu&iacute;do S&atilde;o Paulo) teve uma pequena queda na participa&ccedil;&atilde;o do PIB industrial at&eacute; 1985 (per&iacute;odo em que h&aacute; o peso dos investimentos do II PND), e a partir da&iacute; se inicia um ligeiro movimento de reconcentra&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os dados da <a href="#t3">tabela 3</a> &#150;extra&iacute;dos de estudo do Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (IPEA) com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios (PNAD)&#150; ilustram o fen&ocirc;meno da "desconcentra&ccedil;&atilde;o" do ponto de vista do mercado de trabalho paulista em per&iacute;odo recente: enquanto a RMSP fechou 11,7% de seus postos de trabalho na ind&uacute;stria entre 1992 e 2004, neste mesmo per&iacute;odo os postos da ind&uacute;stria no "S&atilde;o Paulo n&atilde;o metropolitano" tiveram um incremento de 40,7%. Ou seja, o estado de S&atilde;o Paulo&#45;n&atilde;o metropolitano aumentou sua participa&ccedil;&atilde;o relativa no total de m&atilde;o de obra ocupada na ind&uacute;stria de 14,76 para 17,25% no per&iacute;odo.</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t3" id="t3"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a8t3.jpg"></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O aumento da participa&ccedil;&atilde;o do interior paulista &#150;tanto em termos de emprego (<a href="#t3">tabela 3</a>) como em termos de valor adicionado (<a href="#t2">tabela 2</a>) &eacute; menor que a perda de participa&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o metropolitana. Assim, o conjunto do estado de S&atilde;o Paulo est&aacute; passando por um processo de desconcentra&ccedil;&atilde;o industrial. Mas o aumento de participa&ccedil;&atilde;o do interior mostra que ao menos parte da <i>desconcentra&ccedil;&atilde;o</i> da ind&uacute;stria a partir da RMSP, &eacute; na verdade uma <i>reconcentra&ccedil;&atilde;o ampliada</i> no entorno metropolitano.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">J&aacute; dados da RMSP mostram um cen&aacute;rio de grande perda da participa&ccedil;&atilde;o no produto industrial nacional, associada &agrave; extin&ccedil;&atilde;o de empregos na ind&uacute;stria. Johannes&#45;Klink (2001), utilizando&#45;se de dados da RAIS, mostra que o ABC no per&iacute;odo entre 1988 e 1997 &#150;para ficarmos num recorte a t&iacute;tulo de exemplo&#150; fechou 36,42% de seus postos de trabalho no setor industrial, enquanto no total dos setores foram fechados 14,05% dos postos de trabalho. Se em 1988 a ind&uacute;stria representava 60% dos empregos existentes no ABC, em 1997 gerava apenas 45%. Johannes&#45;Klink (2001) aponta para a mudan&ccedil;a de parte das ind&uacute;strias da RMSP para outras cidades, ressalvando que boa parte continuou nos arredores da regi&atilde;o metropolitana, movimento este tamb&eacute;m apontado outros autores e estudos (Diniz, 1995; Pacheco, 1999; IPEA, 2006).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A <a href="#t4">tabela 4</a> mostra a evolu&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o sudeste e do estado de S&atilde;o Paulo no PIB industrial brasileiro a partir de 1995, sob o olhar da <i>ind&uacute;stria</i> como um todo, e da <i>ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o</i>. O Grande Setor <i>Ind&uacute;stria</i> do IBGE, compreende al&eacute;m da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o, a constru&ccedil;&atilde;o civil, a ind&uacute;stria extrativa mineral e os servi&ccedil;os industriais de utilidade p&uacute;blica (produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica, g&aacute;s encanado, etc.). Um primeiro ponto a se destacar na <a href="#t4">tabela 4</a> &eacute; que sob qualquer dos dois aspectos, o sudeste perdeu pouqu&iacute;ssima participa&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo 1995&#45;2010. Se exclu&iacute;ssemos S&atilde;o Paulo, o restante do sudeste teria ganho participa&ccedil;&atilde;o no VAB da ind&uacute;stria nesse per&iacute;odo. Ou seja, a quest&atilde;o da desconcentra&ccedil;&atilde;o versus reconcentra&ccedil;&atilde;o &eacute; bastante complexa.</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t4"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a8t4.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Quanto ao estado de S&atilde;o Paulo, ao se apenas olh&aacute;ssemos a ind&uacute;stria, ver&iacute;amos uma perda de 10,5 pontos na participa&ccedil;&atilde;o relativa, mas um olhar a partir da categoria <i>ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o</i> evidencia o quanto o setor industrial (em sentido mais restrito) continua concentrado no estado de S&atilde;o Paulo: sob este prisma, o estado perdeu <i>apenas</i> cinco pontos percentuais de participa&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A <a href="#t5">tabela 5</a> mostra que a desconcentra&ccedil;&atilde;o da atividade industrial se fez sentir no estado de S&atilde;o Paulo durante o per&iacute;odo 1999&#45;2010 em todas as escalas, inclusive no caso do interior paulista (SP&#45;n&atilde;o metropolitano). Por&eacute;m, tamb&eacute;m fica evidente que o ritmo da desconcentra&ccedil;&atilde;o &eacute; maior na capital paulista do que em qualquer outra escala: impressiona que num per&iacute;odo recente de doze anos a cidade de S&atilde;o Paulo tenha perdido quase 40% de sua participa&ccedil;&atilde;o no valor adicionado industrial do Brasil.</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t5"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a8t5.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para os fins deste artigo, mais que refor&ccedil;ar a desconcentra&ccedil;&atilde;o em n&iacute;vel estadual, importa destacar que a desconcentra&ccedil;&atilde;o ocorre num ritmo maior na regi&atilde;o metropolitana (e principalmente na capital paulista) do que fora dela. E tamb&eacute;m destacar com Johannes&#45;Klink (2001), que parte da ind&uacute;stria que migrou da regi&atilde;o metropolitana instalou&#45;se no pr&oacute;prio entorno metropolitano.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tal tend&ecirc;ncia est&aacute; em conson&acirc;ncia com o previsto pelas novas teorias locacionais apresentadas na se&ccedil;&atilde;o tr&ecirc;s. Por mais que haja uma tend&ecirc;ncia a dispers&atilde;o da ind&uacute;stria nacional relativamente ao padr&atilde;o de localiza&ccedil;&atilde;o do in&iacute;cio de 1970, o padr&atilde;o de dispers&atilde;o refor&ccedil;a as afirma&ccedil;&otilde;es das teorias a respeito da import&acirc;ncia de fatores como economias de escala e de aglomera&ccedil;&atilde;o e; proximidade a grandes cidades em busca infraestruturas adequadas. Ou seja, por um lado, est&atilde;o surgindo novos polos industriais fora do estado de S&atilde;o Paulo. Por outro, parte das ind&uacute;strias, ao fugir das deseconomias de aglomera&ccedil;&atilde;o da RMSP, prefere continuar relativamente pr&oacute;xima da capital paulista e da pr&oacute;pria regi&atilde;o metropolitana, aproveitando a abund&acirc;ncia de m&atilde;o de obra qualificada, servi&ccedil;os especializados, proximidade ao mercado consumidor, etc&eacute;tera.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/est/v15n48/a8t6.jpg" target="_blank">tabela 6</a> ilustra este fen&ocirc;meno dos polos industriais cuja influ&ecirc;ncia frequentemente ultrapassa per&iacute;metros municipais e acaba atraindo ind&uacute;strias para cidades vizinhas:</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&bull; Dentre os trinta maiores munic&iacute;pios brasileiros quanto ao valor adicionado bruto em 2010, oito est&atilde;o no estado de S&atilde;o Paulo. Todos est&atilde;o num raio de 100 quil&ocirc;metros da capital paulista.</font></p>  		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&bull; Esse padr&atilde;o tende a se repetir em outros estados: os tr&ecirc;s munic&iacute;pios da Bahia, e os tr&ecirc;s munic&iacute;pios do Paran&aacute;, tamb&eacute;m ficam n&atilde;o s&oacute; num raio de 100 km, mas inclusive pertencem &agrave;s regi&otilde;es metropolitanas estaduais.</font></p>  		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&bull; As exce&ccedil;&otilde;es &agrave; regra (munic&iacute;pios distantes das capitais) estaduais devem&#45;se fundamentalmente a casos de munic&iacute;pios de economia baseada na ind&uacute;stria extrativa: Parauapebas (min&eacute;rio de ferro); Campos dos Goytacazes (petr&oacute;leo). Joinville &eacute; o maior polo industrial de Santa Catarina, j&aacute; que o territ&oacute;rio da capital Florian&oacute;polis fica em uma ilha.</font></p>  		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&bull; A &uacute;nica cidade da <a href="/img/revistas/est/v15n48/a8t6.jpg" target="_blank">tabela 6</a> que efetivamente constitui um polo da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o distante mais de 100 km do polo metropolitano estadual &eacute; Caxias do Sul.</font></p> 	</blockquote>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>5. Retrato atual do mercado de trabalho: ABC, S&atilde;o Paulo/SP</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Deste ponto em diante ser&atilde;o apresentados dados e apontadas algumas caracter&iacute;sticas mais marcantes do mercado de trabalho e da estrutura econ&ocirc;mica (setores) do ABC paulista e cidade de S&atilde;o Paulo. Enfatize&#45;se que ser&aacute; apenas tra&ccedil;ado um breve panorama, indicativo de algumas tend&ecirc;ncias mais gerais, que precisar&atilde;o de estudos mais espec&iacute;ficos para ser confirmadas.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os dados da <a href="/img/revistas/est/v15n48/a8t7.jpg" target="_blank">tabela 7</a> mostram a mudan&ccedil;a na composi&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o de obra no mercado de trabalho formal do ABC paulista e da cidade de S&atilde;o Paulo durante o per&iacute;odo 1985&#45;2010. Impressiona o quanto as duas regi&otilde;es tiveram queda de participa&ccedil;&atilde;o do setor industrial relativamente ao total da m&atilde;o de obra formal. Mas &eacute; not&aacute;vel que o mercado de trabalho formal do ABC &eacute; muito mais especializado na ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o do que o mercado da capital paulista, com participa&ccedil;&atilde;o relativa 2,76 vezes maior (32,79/11,87) em 2010.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">E a pr&oacute;pria velocidade da queda de participa&ccedil;&atilde;o foi maior na cidade de S&atilde;o Paulo (queda de 59,1% na participa&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o em 25 anos) do que no ABC (queda de 50,4% em 25 anos). Essa transforma&ccedil;&atilde;o na capital paulista se fez ver tamb&eacute;m em termos territoriais. Torres (2012) destaca a recente transforma&ccedil;&atilde;o de distritos paulistanos como Mooca, Santo Amaro e Vila Leopoldina, bairros historicamente industriais que cada vez mais t&ecirc;m seus terrenos tomados por constru&ccedil;&otilde;es verticais (principalmente residenciais), sendo parte voltada &agrave;s fam&iacute;lias de alta renda.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/est/v15n48/a8t8.jpg" target="_blank">tabela 8</a> ilustra melhor as diferen&ccedil;as na composi&ccedil;&atilde;o do mercado de trabalho do ABC relativamente &agrave; cidade de S&atilde;o Paulo. Ali est&atilde;o dados da participa&ccedil;&atilde;o relativa da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho do ABC, cidade de S&atilde;o Paulo, RMSP, estado de S&atilde;o Paulo e do Brasil.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A capital paulista e a regi&atilde;o do ABC paulista &#150;regi&otilde;es adjacentes e termos geogr&aacute;ficos&#150; s&atilde;o os dois extremos da tabela. Enquanto a capital paulista tem a menor participa&ccedil;&atilde;o relativa da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o (destacando&#45;se por outro lado nos servi&ccedil;os), o ABC paulista &eacute; incontestavelmente um destaque quanto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o relativa da m&atilde;o de obra na ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o. Ou seja, a despeito da forte perda de empregos (absoluta e relativa) registrada ao longo de 1990, o ABC continua sendo uma microrregi&atilde;o com forte acento industrial. A <a href="#t9">tabela 9</a> refor&ccedil;a a conclus&atilde;o do par&aacute;grafo anterior: 1) Ilustra a diminui&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia do PIB industrial da capital paulista relativamente ao total da ind&uacute;stria nacional. Em 2010, a participa&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria paulistana (8,18%) relativamente ao total nacional era equivalente a 61,41% da participa&ccedil;&atilde;o em 1999 (13,32); 2) Mostra que a ind&uacute;stria do ABC paulista em 2010 tinha 88,25% da participa&ccedil;&atilde;o que teve no ano de 1999 &#150;varia&ccedil;&atilde;o de 3,66 para 3,23%.</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t9"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a8t9.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As cidades componentes do ABC paulista apresentam similaridades entre si, mas h&aacute; tamb&eacute;m tend&ecirc;ncias distintas, conforme ilustrado pelas <a href="#t10">tabelas 10</a> e <a href="#t11">11</a>. Apesar de o conjunto do ABC ter diminu&iacute;do sua participa&ccedil;&atilde;o no VAB da ind&uacute;stria brasileira (<a href="#t9">tabela 9</a>), este cen&aacute;rio n&atilde;o se repete em todas as cidades da regi&atilde;o. A <a href="#t10">tabela 10</a> mostra que as cidades de S&atilde;o Bernardo do Campo maior economia do ABC e 2&ordm; maior VAB industrial do estado de S&atilde;o Paulo e S&atilde;o Caetano do Sul aumentaram suas participa&ccedil;&otilde;es relativas no valor adicionado da ind&uacute;stria brasileira entre 1999 e 2010.</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t10" id="t10"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a8t10.jpg"></font></p> 	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t11"></a></font></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a8t11.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A <a href="#t11">tabela 11</a> chama a aten&ccedil;&atilde;o para as cidades de Mau&aacute; e Rio Grande da Serra &#150;com mais de 40% dos seus trabalhadores formais ocupados na ind&uacute;stria&#150; e principalmente Diadema, que ainda em 2010 tinha mais de 50% de seus empregos formais no setor da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o. Ou seja, mesmo cidades que perdem participa&ccedil;&atilde;o relativa no que tange ao valor adicionado industrial, continuam tendo suas economias fortemente baseadas na ind&uacute;stria. Na outra ponta est&atilde;o S&atilde;o Caetano do Sul e Santo Andr&eacute;, cidades em que a ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o representa apenas cerca de 20% do mercado de trabalho formal, e cujo setor de servi&ccedil;os &eacute; respons&aacute;vel por aproximadamente 50% do estoque de vagas.</font>	</p> 	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Apesar de estas duas &uacute;ltimas cidades concentrarem atualmente a maior parte de seus empregos no setor de servi&ccedil;os, n&atilde;o parece ser o caso de uma "transi&ccedil;&atilde;o rumo a uma economia de servi&ccedil;os", pelo menos n&atilde;o servi&ccedil;os t&iacute;picos das <i>cidades globais</i>. Buscando as atividades de servi&ccedil;os em que estas cidades se destacam, encontra&#45;se que S&atilde;o Caetano tem 10,9% de seus empregos totais na Divis&atilde;o CNAE (Classifica&ccedil;&atilde;o Nacional de Atividades Econ&ocirc;micas) de <i>Servi&ccedil;os Para Edif&iacute;cios e Atividades Paisag&iacute;sticas</i>, enquanto S&atilde;o Paulo/SP e a RMSP t&ecirc;m 4,4 e 4,5%, respectivamente (MTE, 2010). Esta atividade refere&#45;se a servi&ccedil;os de portaria, zeladoria, jardinagem e limpeza predial e de ve&iacute;culos.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Santo Andr&eacute; por sua vez tem uma propor&ccedil;&atilde;o muito acima da m&eacute;dia de trabalhadores formais empregados nos servi&ccedil;os de <i>Sele&ccedil;&atilde;o, Agenciamento e Loca&ccedil;&atilde;o de M&atilde;o de obra</i>: 8,12%. J&aacute; S&atilde;o Paulo/SP e a RMSP possuem apenas 2,05% e 2,4%. Em tese esta atividade engloba tamb&eacute;m a recoloca&ccedil;&atilde;o profissional de executivos e trabalhadores com alta qualifica&ccedil;&atilde;o, mas apenas 6,16% dos trabalhadores dessa atividade em Santo Andr&eacute; possu&iacute;am em 2010 n&iacute;vel superior completo, o que afasta essa hip&oacute;tese. Por outro lado, cidade possui tamb&eacute;m uma propor&ccedil;&atilde;o relativamente alta de profissionais atuando em <i>Atividades de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de Humana</i>: 7,40%, enquanto as propor&ccedil;&otilde;es na capital do estado e a RMSP s&atilde;o de 4,29 e 3,79% (MTE, 2010).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Conforme ilustram os dados da RAIS, a despeito de um relativo crescimento no setor de servi&ccedil;os no ABC, ganham participa&ccedil;&atilde;o principalmente subsetores de servi&ccedil;os ligados a atividades de baixa qualifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O ABC continua se destacando nacionalmente pela sua produ&ccedil;&atilde;o industrial, principalmente nos ramos ligados &agrave; ind&uacute;stria automobil&iacute;stica e similares: l&aacute; est&atilde;o 13,1% dos trabalhadores brasileiros ocupados subsetor <i>ind&uacute;stria do material de transporte</i>.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">J&aacute; a cidade de S&atilde;o Paulo, com base mais uma vez nos dados da RAIS, mostra concentrar servi&ccedil;os mais modernos e especializados, t&iacute;picos de cidades que est&atilde;o no topo da hierarquia urbana. A <a href="#t12">tabela 12</a> mostra que a cidade concentra grande parcela de profissionais atuando no Brasil em algumas atividades, como: publicidade e pesquisa de mercado (41%); transporte a&eacute;reo (40%); atividades de sedes de empresas e de consultoria em gest&atilde;o empresarial (30%); seguros, resseguros, previd&ecirc;ncia complementar e planos de sa&uacute;de (26%); atividades dos servi&ccedil;os de tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o (25%); atividades de servi&ccedil;os financeiros (23%). Fica evidente tamb&eacute;m a alta participa&ccedil;&atilde;o de trabalhadores com n&iacute;vel superior nessas atividades na compara&ccedil;&atilde;o com o total das <i>divis&otilde;es</i> da Classifica&ccedil;&atilde;o Nacional de Atividades Econ&ocirc;micas.</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t12"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a8t12.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A <a href="#t13">tabela 13</a> traz uma compara&ccedil;&atilde;o entre S&atilde;o Paulo/SP e o ABC a partir da propor&ccedil;&atilde;o (em rela&ccedil;&atilde;o total nacional) de cargos ocupados por trabalhadores com n&iacute;vel superior e cargos de dirigentes. Na &uacute;ltima linha da tabela est&aacute; a propor&ccedil;&atilde;o do total do emprego formal nestas localidades, em rela&ccedil;&atilde;o ao Brasil. Assim, por exemplo, a tabela mostra que est&atilde;o em S&atilde;o Paulo/SP cerca de 19% dos dirigentes de organiza&ccedil;&otilde;es e empresas (excetuando&#45;se as de interesse p&uacute;blico) no pa&iacute;s, al&eacute;m de 24% dos "pesquisadores e profissionais policient&iacute;ficos", enquanto a participa&ccedil;&atilde;o da cidade no mercado de trabalho brasileiro corresponde a 11% dos postos de trabalhos totais.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t13"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a8t13.jpg"></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ou seja, a cidade de S&atilde;o Paulo tem uma concentra&ccedil;&atilde;o de dirigentes de organiza&ccedil;&otilde;es e empresas, e de pesquisadores, bastante acima da m&eacute;dia nacional. Deve&#45;se considerar que estamos tratando de um mercado de trabalho formal composto por 4.873.339 pessoas, e o que se mostra &eacute; que em m&eacute;dia, os trabalhadores formais da economia paulistana s&atilde;o mais qualificados que aqueles do total da RMSP, que aqueles do estado de S&atilde;o Paulo e que aqueles do Brasil. J&aacute; no ABC o cen&aacute;rio &eacute; diverso. A regi&atilde;o possui propor&ccedil;&otilde;es de dirigentes de organiza&ccedil;&otilde;es e empresas (1,44%) e de <i>pesquisadores e profissionais policient&iacute;ficos</i> (1,49%) &#150;em rela&ccedil;&atilde;o ao total nacional destes setores&#150; que ficam abaixo da propor&ccedil;&atilde;o do emprego total no ABC (1,81%). Ou seja, o ABC paulista, vizinho &agrave; cidade de S&atilde;o Paulo, possui uma concentra&ccedil;&atilde;o baixa de dirigentes e pesquisadores.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mas como mostra a <a href="#t13">tabela 13</a>, o ABC se sobressai quando se olha a participa&ccedil;&atilde;o relativa em alguns cargos t&iacute;picos da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o, as quatro ocupa&ccedil;&otilde;es destacadas na segunda parte da tabela. Especificamente nas tr&ecirc;s primeiras ocupa&ccedil;&otilde;es destacadas na segunda parte da tabela, a propor&ccedil;&atilde;o de trabalhadores do ABC em rela&ccedil;&atilde;o ao Brasil (respectivamente 5,38%, 5,98% e 6,54%) cerca de tr&ecirc;s vezes maior que o total de 1,81% de emprego formal do ABC. Ou seja, novamente fica patente o quanto essa regi&atilde;o &eacute; um territ&oacute;rio com caracter&iacute;sticas eminentemente industriais.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Deve&#45;se destacar que a despeito de toda a crise dos anos 1980&#45;90 (incluindo migra&ccedil;&atilde;o e fechamento de plantas industriais), a regi&atilde;o em seu conjunto perdeu relativamente menos ind&uacute;strias que a capital paulista, e duas das mais importantes cidades (S&atilde;o Bernardo e S&atilde;o Caetano) chegaram a aumentar sua participa&ccedil;&atilde;o no Valor Adicionado Bruto da ind&uacute;stria nacional entre 1999 e 2010, mostrando recupera&ccedil;&atilde;o. Assim, devemos admitir, por um lado, que existem importantes fatores geradores de deseconomias de aglomera&ccedil;&atilde;o para a ind&uacute;stria instalada na regi&atilde;o: altas densidades demogr&aacute;ficas, congestionamentos, escassez cada vez maior de grandes glebas de terra para instala&ccedil;&atilde;o de novas ind&uacute;strias, etc. Por&eacute;m, os <i>efeitos de trancamento</i> ou <i>capital territorial</i> (OCDE, 2001) ainda s&atilde;o um importante contrapeso que seguram parcela significativa da ind&uacute;stria na regi&atilde;o. Afinal, conforme destacado na se&ccedil;&atilde;o 1, o ABC &eacute; o ber&ccedil;o da ind&uacute;stria automobil&iacute;stica brasileira, e ali est&atilde;o at&eacute; os dias de hoje instaladas plantas de empresas como a Ford, Volkswagen, General Motors, Mercedes&#45;Benz.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Borges (2011) analisando a economia do ABC paulista ressalta a reestrutura&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria em escala global e o impacto nos empregos, que tamb&eacute;m se deu em escala global. Assim, destaca que no caso do ABC "n&atilde;o se pode confundir o problema do desemprego industrial com a diminui&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia da ind&uacute;stria" (Borges, 2011: 157).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Seria necess&aacute;rio um maior aprofundamento desta pesquisa para se chegar a conclus&otilde;es definitivas, mas o quadro delineado refor&ccedil;a a impress&atilde;o de que o ABC era ainda em 2010 uma regi&atilde;o predominantemente industrial, havendo pouco dinamismo no setor de servi&ccedil;os. Sendo uma caracter&iacute;stica marcante do mercado de trabalho uma participa&ccedil;&atilde;o proporcionalmente pequena da m&atilde;o de obra qualificada e dos setores que exigem trabalhadores altamente qualificados.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O caso da capital paulista &eacute; bastante diferente. Se restringirmos a an&aacute;lise do emprego para um enfoque sobre os cargos de dire&ccedil;&atilde;o filiais de empresas estrangeiras instaladas no Brasil, S&atilde;o Paulo aparece nitidamente como cidade preferida no Brasil. Certamente os n&uacute;meros absolutos destes cargos s&atilde;o muito pequenos, conforme <a href="#t14">tabela 14</a> (coluna Total Brasil), mas &eacute; sintom&aacute;tica a alta concentra&ccedil;&atilde;o, principalmente do cargo mais alto na hierarquia.</font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t14"></a></font></p>  	    <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/est/v15n48/a8t14.jpg"></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fica aqui a ressalva que, por outro lado, para a natureza jur&iacute;dica denominada <i>empresa domiciliada no exterior</i> (e que n&atilde;o possua filiais no Brasil), dos 30 cargos de dire&ccedil;&atilde;o existentes no Brasil &#150;entre gerentes, diretores e dirigentes&#150; apenas quatro (13,3%) est&atilde;o na cidade de S&atilde;o Paulo, estando os outros 26 na cidade do Rio de Janeiro.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mas mesmo com todas as ressalvas poss&iacute;veis a cidade de S&atilde;o Paulo, olhada sob diversos aspectos, aparece como a cidade que est&aacute; no topo da hierarquia urbana nacional (Lencioni, 2011). &Eacute; a maior cidade do Brasil e possui altas concentra&ccedil;&otilde;es absolutas e relativas em seu mercado de trabalho: de trabalhadores com altos n&iacute;veis de qualifica&ccedil;&atilde;o; de trabalhadores exercendo atividades e servi&ccedil;os din&acirc;micos; de cargos de dire&ccedil;&atilde;o, mais marcadamente ainda de empresas estrangeiras.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ainda que os dados apresentados tenham muitas limita&ccedil;&otilde;es, tornam plaus&iacute;vel visualizar S&atilde;o Paulo como parte de uma <i>primeira divis&atilde;o</i> de cidades, encaixando&#45;a na descri&ccedil;&atilde;o dada por Peter Hall:</font></p>  	    <blockquote> 		    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Aunque peque&ntilde;o proporcionalmente, el empleo directo en servicios de informaci&oacute;n avanzados posee potencial suficiente para generar una uni&oacute;n desproporcionada entre los diversos servicios de baja tecnolog&iacute;a. &#91;...&#93; as&iacute; hay una compleja relaci&oacute;n entre los sectores de servicios locales y los sectores de servicios internacionales e interregionales. &#91;...&#93; Cuanto m&aacute;s compleja es la demanda de las firmas multinacionales l&iacute;deres, especialmente a trav&eacute;s de sus oficinas centrales, m&aacute;s atractivas son las ciudades que a la vez pueden proveer servicios del volumen, sofisticaci&oacute;n e complejidad requerida. &#91;...&#93; La concentraci&oacute;n de talentos humanos, centros de operaciones, capital, potencial econ&oacute;mico, infraestructura cultural moderna, y servicios de alto <i>standing</i> crea una "primera divisi&oacute;n" de ciudades (Hall, 2001: 37 y 39).</font></p> 	</blockquote>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O trabalho buscou analisar as tend&ecirc;ncias atuais que v&ecirc;m se delineando para os mercados de trabalho da cidade de S&atilde;o Paulo e ABC paulista, tendo como ponto de partida o hist&oacute;rico da industrializa&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o Metropolitana de S&atilde;o Paulo. Foi mostrada <i>en passant</i> a trajet&oacute;ria de concentra&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria brasileira na RMSP desde a Segunda Guerra Mundial at&eacute; 1970, e a tend&ecirc;ncia &agrave; desconcentra&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo 1970&#45;1985, ambas bastante influenciadas pela pol&iacute;tica de substitui&ccedil;&atilde;o de importa&ccedil;&otilde;es (promo&ccedil;&atilde;o da industrializa&ccedil;&atilde;o em territ&oacute;rio nacional) do governo federal.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A seguir passou&#45;se rapidamente pela guinada na pol&iacute;tica econ&ocirc;mica a partir de 1990 (abertura da economia) somada &agrave;s tend&ecirc;ncias mundiais rumo reorganiza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o industrial (acumula&ccedil;&atilde;o flex&iacute;vel), em que houve queda significativa no n&uacute;mero de empregos industriais no Brasil, processo especialmente concentrado na RMSP, e fortemente sentido no ABC paulista. Chega&#45;se ent&atilde;o no 2000 em que o emprego industrial vem tendo recupera&ccedil;&atilde;o, embora haja continuidade do processo de desconcentra&ccedil;&atilde;o a partir do estado de S&atilde;o Paulo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Olhando para o estado de S&atilde;o Paulo sem a RMSP, encontramos um aumento na participa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao PIB industrial brasileiro (e tamb&eacute;m em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;o de obra ocupada na ind&uacute;stria) at&eacute; final de 1990, e uma ligeira queda entre 1999 e 2010. Olhando o processo a partir da RMSP n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas quanto &agrave; ocorr&ecirc;ncia de desconcentra&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua desde 1970. Inclusive, comparando&#45;se duas &aacute;reas da RMSP como o ABC e a cidade de S&atilde;o Paulo, verificamos que nesta &uacute;ltima foi ainda maior o ritmo de queda na participa&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria, mais uma vez, tanto em rela&ccedil;&atilde;o ao PIB quanto em rela&ccedil;&atilde;o a estrutura do mercado de trabalho.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Eacute; poss&iacute;vel interpretar este processo: desconcentra&ccedil;&atilde;o em ritmo acelerado a partir de S&atilde;o Paulo/SP, e em ritmo muito baixo quando se olha o interior do estado de S&atilde;o Paulo, a partir do que Diniz (1995; 2006) chama de "reconcentra&ccedil;&atilde;o amplificada" da ind&uacute;stria brasileira em torno do n&uacute;cleo original da industrializa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o foi poss&iacute;vel expandir a an&aacute;lise para o entorno metropolitano neste artigo, mas os dados do PIB dos munic&iacute;pios (IBGE) mostram que o crescimento da ind&uacute;stria no estado de S&atilde;o Paulo entre 1999&#45;2010 foi fortemente concentrado em munic&iacute;pios situados ao longo de eixos rodovi&aacute;rios que partem da capital paulista; e a uma dist&acirc;ncia quase nunca superior a 150 km da capital.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por fim, a partir dos dados mais recentes da RAIS e IBGE, o trabalho buscou verificar as atuais caracter&iacute;sticas do mercado de trabalho em S&atilde;o Paulo/SP e no ABC paulista, a partir do referencial te&oacute;rico das novas teorias locacionais (Nova Geografia Econ&ocirc;mica).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Verificou&#45;se que a cidade de S&atilde;o Paulo guarda pouco do seu passado predominantemente industrial; ao inv&eacute;s disso concentrando os trabalhadores de servi&ccedil;os como: finan&ccedil;as, tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o, seguros, transportes a&eacute;reos, publicidade &#150;al&eacute;m de cargos de dire&ccedil;&atilde;o e trabalhadores qualificados&#150;. J&aacute; no ABC paulista, ainda que a ind&uacute;stria tenha perdido peso relativo, continua sendo o setor mais din&acirc;mico da economia local, com destaque para a cadeia da ind&uacute;stria de transportes. Os servi&ccedil;os e atividades mais modernos e que exigem m&atilde;o de obra qualificada t&ecirc;m baixa participa&ccedil;&atilde;o relativa no mercado de trabalho da regi&atilde;o, havendo predom&iacute;nio de atividades tradicionais, que exigem pouca qualifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os resultados s&atilde;o interessantes, pois mostram dentro de uma mesma microrregi&atilde;o (a partir de delimita&ccedil;&atilde;o do IBGE, que engloba a cidade de S&atilde;o Paulo junto com o Grande ABC), a exist&ecirc;ncia de dois polos distintos. Um ainda fortemente dependente de alguns ramos industriais e no qual h&aacute; pouca presen&ccedil;a de servi&ccedil;os din&acirc;micos, e outro no qual se concentram servi&ccedil;os de ponta. N&atilde;o surpreendem os dados para S&atilde;o Paulo, tendo em vista as novas teorias locacionais e levando&#45;se em considera&ccedil;&atilde;o que esta &eacute; a maior cidade de uma das dez maiores economias do mundo.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mas o caso do ABC &eacute; um pouco mais problem&aacute;tico, pois &eacute; um territ&oacute;rio em que est&atilde;o cinco dentre os maiores 100 valores adicionados brutos municipais do setor de servi&ccedil;os em 2010 no Brasil (dentre as 5.565 cidades do pa&iacute;s): S&atilde;o Bernardo (16&ordm;), Sto. Andr&eacute; (24&ordm; ), Diadema (57&ordm;), S&atilde;o Caetano (63&ordm;), Mau&aacute; (73&ordm;). Portanto, este trabalho, a despeito de haver indicado algumas caracter&iacute;sticas marcantes e tend&ecirc;ncias para o mercado de trabalho do ABC, deixa sem explica&ccedil;&atilde;o alguns pontos importantes, como o <i>tamanho</i> da economia de servi&ccedil;os na regi&atilde;o. De qualquer forma, se considerarmos as cidades do ABC como <i>m&eacute;dias</i>, e tendo em conta seu hist&oacute;rico como contendo <i>clusters</i> industriais (principalmente em torno da ind&uacute;stria automobil&iacute;stica), era de esperar pelas teorias da geografia econ&ocirc;mica que a ind&uacute;stria mantivesse sua import&acirc;ncia naquele territ&oacute;rio. Afinal, no ABC h&aacute; m&atilde;o de obra treinada, h&aacute; fornecedores, h&aacute; proximidade a um importante porto, etc. Tudo isso pesa contra as desvantagens de se estar numa regi&atilde;o metropolitana.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Quanto a cidade de S&atilde;o Paulo, autores como Ferreira (2004: 26) afirmam que "os dados emp&iacute;ricos mostram que ela n&atilde;o apresenta nenhum dos atributos t&iacute;picos da 'cidade&#45;global'". Este &eacute; um ponto muito controverso, o qual n&atilde;o havia condi&ccedil;&atilde;o de se discutir neste artigo. Apenas registre&#45;se que os dados agregados do mercado de trabalho para a cidade de S&atilde;o Paulo indicam que esta est&aacute; no topo da hierarquia urbana nacional, e possui diversas das qualidades daquelas que s&atilde;o chamadas <i>cidades globais</i>. Fique claro que o reconhecimento de tais qualidades n&atilde;o tencionam minimizar a import&acirc;ncia da hist&oacute;ria da forma&ccedil;&atilde;o territorial brasileira ou a influ&ecirc;ncia de fatores internos (quest&otilde;es sociopol&iacute;ticas, por exemplo) que certamente tiveram e t&ecirc;m grande peso nos processos que determinaram as caracter&iacute;sticas atuais da cidade. Possivelmente ainda haver&aacute; muita discuss&atilde;o te&oacute;rica e emp&iacute;rica quanto &agrave; quest&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o da capital paulista em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; hierarquia global de cidades, e talvez isso mesmo seja apenas mais um sintoma da import&acirc;ncia de S&atilde;o Paulo, que sem d&uacute;vida vem se projetando como uma cidade importante em escala mundial.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Baer, Werner (1996), <i>A economia brasileira</i>, Nobel, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899372&pid=S1405-8421201500020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Banco Mundial (2009), Reshaping Economic Geography<i>,</i> World Development Report, Banco Mundial, Washington.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899374&pid=S1405-8421201500020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Benko, Georges (2002), <i>Economia, espa&ccedil;o e globaliza&ccedil;&atilde;o: na aurora do</i> <i>s&eacute;culo</i> <i>XXI</i>, Hucitec, Annablume, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899376&pid=S1405-8421201500020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Bonelli, Regis (2005), <i>O que causou o crescimento econ&ocirc;mico no Brasil?</i> em Fabio Giambiagi, Andr&eacute; Villela, Lavin&iacute;a Barros de Castro e Jeniffer Hermann (orgs.), <i>Economia brasileira contempor&acirc;nea (1945&#45;</i><i>2004)</i>, Elsevier, Rio de Janeiro, pp. 307&#45;334.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899378&pid=S1405-8421201500020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Borges, Marlene Marins de Camargos (2011), "Pacto territorial e emprego na ind&uacute;stria do Grande ABC Paulista (1999&#45;2008)", tese doutorado em economia, Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia, Uberl&acirc;ndia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899380&pid=S1405-8421201500020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Cano, Wilson (2007), <i>Desequil&iacute;brios regionais e concentra&ccedil;&atilde;o industrial no</i> <i>Brasil 1930&#45;1970</i>, Editora UNESP, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899382&pid=S1405-8421201500020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Diniz, Cl&eacute;lio Campolina (1995), <i>A din&acirc;mica regional recente da economia</i> <i>brasileira e suas perspectivas</i>, Texto para discuss&atilde;o n&uacute;m. 375, IPEA, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899384&pid=S1405-8421201500020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Diniz, Cl&eacute;lio Campolina (2006), "A busca de um projeto de na&ccedil;&atilde;o: o papel do territ&oacute;rio e das pol&iacute;ticas regional e urbana" <i>EconomiA,</i> <i>Selecta</i>, 7 (4), Bras&iacute;lia, p.1&#45;18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899386&pid=S1405-8421201500020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Ferreira, Jo&atilde;o Sette Whitaker (2004), "O mito da cidade global: o papel da ideologia na produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o terci&aacute;rio em S&atilde;o Paulo", <i>P&oacute;s&#45;</i><i>FAUUSP</i>, n&uacute;m. 16, Universidade de S&atilde;o Paulo&#45;Institui&ccedil;&atilde;o de Ensino Superior Brasileira, S&atilde;o Paulo, pp. 26&#45;48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899388&pid=S1405-8421201500020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Furtado, Celso (1982), <i>Forma&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do Brasil</i>, Companhia Editora Nacional, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899390&pid=S1405-8421201500020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Gon&ccedil;alves, Robson Ribeiro (1998), <i>A pol&iacute;tica industrial em uma perspec</i><i>tiva</i> <i>de longo prazo,</i> Texto para discuss&atilde;o n&uacute;m. 590, IPEA, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899392&pid=S1405-8421201500020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Gremaud, Amaury Patrick, Marco Antonio Sandoval de Vasconcellos e Rudinei Toneto&#45;Junior (2007), <i>Economia brasileira contempor&acirc;nea</i>, Atlas, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899394&pid=S1405-8421201500020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Guimar&atilde;es, Eduardo Augusto (1996), <i>A experi&ecirc;ncia recente da pol&iacute;tica</i> <i>industrial no Brasil: uma avalia&ccedil;&atilde;o</i>, Texto para discuss&atilde;o n&uacute;m. 409, IPEA, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899396&pid=S1405-8421201500020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Hall, Peter (2001), <i>Ciudad para la sociedad del siglo</i> <i>XXI,</i> ICARO, Valencia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899398&pid=S1405-8421201500020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Hermann, Jeniffer (2005), <i>Reformas, endividamento externo e o "milagre"</i> <i>econ&ocirc;mico (1964&#45;1973)</i> em Fabio Giambiagi, Andr&eacute; Villela, Lavin&iacute;a Barros de Castro e Jeniffer Hermann (orgs.), <i>Economia</i> <i>brasileira contempor&acirc;nea (1945&#45;2004)</i>, Elsevier, Rio de Janeiro, pp. 69&#45;92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899400&pid=S1405-8421201500020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica) (1985), Censos Industriais de 1970, 1975, 1980 e 1985, IBGE, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899402&pid=S1405-8421201500020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica) (1995), Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios&#45;PNAD: microdados 1992, 1993 e 1995, IBGE, Departamento de Emprego e Rendimento, CD&#45;ROM, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899404&pid=S1405-8421201500020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica) (2004), Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios&#45;PNAD 2004, IBGE, Rio de Janeiro, &lt;<a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2004/default.shtm" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2004/default.shtm</a>&gt;, 8 de outubro de 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899406&pid=S1405-8421201500020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica) (2010), Pesquisa Industrial Anual &#45; PIA, 1996&#45;2010, IBGE, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899408&pid=S1405-8421201500020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">IPEA (Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada) (2006), Brasil: O estado de uma na&ccedil;&atilde;o (IBGE: PNAD 1992 e 2004), IPEA, Rio de Janeiro, &lt;<a href="http://www.ipea.gov.br/bd/publicacao_2006.html" target="_blank">http://www.ipea.gov.br/bd/publicacao_2006.html</a>&gt;, junho de 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899410&pid=S1405-8421201500020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Johannes&#45;Klink, Jeroen (2001), <i>A cidade&#45;regi&atilde;o: regionalismo e reestrutu</i><i>ra&ccedil;&atilde;o no Grande ABC paulista,</i> DP &amp; A, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899412&pid=S1405-8421201500020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Lencioni, Sandra (2011), "A metamorfose de S&atilde;o Paulo: o an&uacute;ncio de um novo mundo de aglomera&ccedil;&otilde;es difusas", <i>Revista Paranaense de</i> <i>Desenvolvimento</i>, n&uacute;m. 120, Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social, Curitiba, pp. 133&#45;148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899414&pid=S1405-8421201500020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MTE (Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego) (1985), Rela&ccedil;&atilde;o Anual de Informa&ccedil;&otilde;es Sociais (rais), mte, Bras&iacute;lia, &lt;<a href="http://portal.mte.gov.br/portal-pdet/" target="_blank">http://portal.mte.gov.br/portal&#45;pdet/</a>&gt;, agosto de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899416&pid=S1405-8421201500020000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MTE (Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego) (1995), Rela&ccedil;&atilde;o Anual de Informa&ccedil;&otilde;es Sociais (RAIS), MTE, Bras&iacute;lia, &lt;<a href="http://portal.mte.gov.br/portal-pdet/" target="_blank">http://portal.mte.gov.br/portal&#45;pdet/</a>&gt;, agosto de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899418&pid=S1405-8421201500020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MTE (Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego) (2003), Rela&ccedil;&atilde;o Anual de Informa&ccedil;&otilde;es Sociais (RAIS), MTE, Bras&iacute;lia, &lt;<a href="http://portal.mte.gov.br/portal-pdet/" target="_blank">http://portal.mte.gov.br/portal&#45;pdet/</a>&gt;, agosto de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899420&pid=S1405-8421201500020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MTE (Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego) (2010), Rela&ccedil;&atilde;o Anual de Informa&ccedil;&otilde;es Sociais (RAIS), MTE, Bras&iacute;lia, &lt;<a href="http://portal.mte.gov.br/portal-pdet/" target="_blank">http://portal.mte.gov.br/portal&#45;pdet/</a>&gt;, agosto de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899422&pid=S1405-8421201500020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">OCDE (Organiza&ccedil;&atilde;o para Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico) (2001), Territorial Outlook, OCDE, Paris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899424&pid=S1405-8421201500020000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pacheco, Carlos Am&eacute;rico (1999), <i>Novos padr&otilde;es de localiza&ccedil;&atilde;o industrial?</i> <i>Tend&ecirc;ncias recentes dos indicadores da produ&ccedil;&atilde;o e do investimento</i> <i>industrial,</i> Texto para discuss&atilde;o n&uacute;m. 633, IPEA, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899426&pid=S1405-8421201500020000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Sassen, Saskia (1991), <i>The global city: New York, London, Tokyo,</i> Princeton University Press, Princeton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899428&pid=S1405-8421201500020000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Secretaria da Fazenda do Estado de S&atilde;o Paulo (2010), Valor Adicionado Fiscal dos Munic&iacute;pios. SEFAZ, S&atilde;o Paulo. &lt; <a href="http://www.fazenda.sp.gov.br/municipios/" target="_blank">http://www.fazenda.sp.gov.br/municipios/</a>&gt;, 15 de outubro de 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899430&pid=S1405-8421201500020000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Torres, Haroldo da Gama (2012), "Afinal, a desconcentra&ccedil;&atilde;o produtiva &eacute; ou n&atilde;o &eacute; relevante?", <i>Novos Estudos,</i> n&uacute;m. 94, Centro Brasileiro de An&aacute;lise e Planejamento, S&atilde;o Paulo, pp. 69&#45;88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2899432&pid=S1405-8421201500020000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="nota"></a><b>Notas</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>1</sup> Dentro da Regi&atilde;o Metropolitana de S&atilde;o Paulo (composta por 39 cidades), destacam&#45;se pela caracter&iacute;stica industrial de suas economias as cidades do grupo conhecido como ABC paulista (Santo Andr&eacute;, S&atilde;o Bernardo do Campo, S&atilde;o Caetano do Sul, Diadema, Mau&aacute;, Ribeir&atilde;o Pires e Rio Grande da Serra).</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup> A CLT (que desde o final de 1940 at&eacute; os dias atuais &eacute; a mesma, com relativamente poucas mudan&ccedil;as) consolidava regras relativas ao tempo m&aacute;ximo de trabalho semanal (44 horas), descanso semanal remunerado, f&eacute;rias remuneradas, contribui&ccedil;&atilde;o e filia&ccedil;&atilde;o sindical, etc. Ou seja, era uma legisla&ccedil;&atilde;o j&aacute; orientada para normatizar rela&ccedil;&otilde;es trabalhistas numa sociedade cada vez mais urbana e industrial.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>3</sup> O Seade, funda&ccedil;&atilde;o vinculada &agrave; Secretaria Estadual de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado de S&atilde;o Paulo, &eacute; hoje um centro de refer&ecirc;ncia nacional na produ&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o de an&aacute;lises e estat&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas e demogr&aacute;ficas.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Informaci&oacute;n sobre los autores:</b></font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Leonel de Miranda&#45;Sampaio.</b> Brasileiro. Graduado em ci&ecirc;ncias econ&ocirc;micas pela Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). Mestre (2013) em planejamento e gest&atilde;o do territ&oacute;rio pela Universidade Federal do ABC (UFABC). Atua tamb&eacute;m como coordenador de Regula&ccedil;&atilde;o e Informa&ccedil;&atilde;o Institucional, respons&aacute;vel pelas informa&ccedil;&otilde;es institucionais da UFABC. Suas linhas de investiga&ccedil;&atilde;o s&atilde;o: din&acirc;mica e espacializa&ccedil;&atilde;o das atividades econ&ocirc;micas; economia e a quest&atilde;o do desenvolvimento regional. Dentre suas publica&ccedil;&otilde;es destacam&#45;se: "Os modelos de governan&ccedil;a da Regi&atilde;o Metropolitana de S&atilde;o Paulo sob perspectiva institucional no per&iacute;odo 1960&#45;2011: breve an&aacute;lise", proposta apresentada no V Encontro de Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica e Governo (EnAPG)&#45;ANPAD, 18&#45;20 de novembro, Salvador&#45;BA (2012); "O Nacional&#45;desenvolvimentismo e as pol&iacute;ticas para o desenvolvimento regional no Brasil: caracteriza&ccedil;&atilde;o e compara&ccedil;&atilde;o entre os anos 1950&#45;70 e o per&iacute;odo p&oacute;s&#45;2003", proposta apresentada no XV Encontro da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional, Recife&#45;PE, Enanpur CD XV (2013).</font></p>      ]]></body><back>
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