<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1405-2253</journal-id>
<journal-title><![CDATA[América Latina en la historia económica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Am. Lat. Hist. Econ]]></abbrev-journal-title>
<issn>1405-2253</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Investigaciones Dr. José María Luis Mora]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1405-22532011000100010</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fronteira e Instituição de Capelas nas Minas, América Portuguesa]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andrade]]></surname>
<given-names><![CDATA[Francisco Eduardo de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<numero>35</numero>
<fpage>271</fpage>
<lpage>296</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1405-22532011000100010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1405-22532011000100010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1405-22532011000100010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[As oportunidades políticas e econômicas promovidas por capelanias na fronteira das Minas Gerais eram disputadas pelos senhores, como se depreende da conturbada história da criação da freguesia de São Bento do Tamanduá. Um grupo de amigos e parentes, com intentos econômicos, constituiu a capela no sertão do oeste, rota para Goiás. Gaspar Gondim foi o seu pároco encomendado. Ele aliou-se aos interessados no negócio desta rota e tornou-se um ativo defensor do poder da sua freguesia. O partido de Gondim resistiu fortemente a qualquer perda da primazia sustentada por meio da administração da capela. Instituição de poder nessas Minas, inculcando sujeição e civilidade, a capela também funcionou como a primeira instância para confronto dos poderosos.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The economical and political opportunities promoted by capelanias in the border of Minas Gerais were disputed by landlords, as one can see by the troubled history of the creation of the parish of São Bento do Tamanduá. A group of friends and relatives from Minas Gerais created the chapel with economic interests in the west hinterland, route to Goiás. Gaspar Gondim was its appointed priest. He became an ally of the parties interested in the business of the route and actively defended the power of his parish. Gondim's party strongly resisted any loss of power supported by the chapel administration. An institution in colonial Minas that shaped servile and civil behavior, the chapel also served as the first level of confrontation of the powerful.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Fronteira]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[poderes políticos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[rotas comerciais]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Boundary]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[politic powers]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[commercial routes]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Art&iacute;culos</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>Fronteira e Institui&ccedil;&atilde;o de Capelas nas Minas, Am&eacute;rica Portuguesa</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Francisco Eduardo de Andrade*</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">* <i>Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)</i>.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fecha de recepci&oacute;n<b>:</b> julio de 2009    <br>   Fecha de aceptaci&oacute;n: septiembre de 2009</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As oportunidades pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas promovidas por capelanias na fronteira das Minas Gerais eram disputadas pelos senhores, como se depreende da conturbada hist&oacute;ria da cria&ccedil;&atilde;o da freguesia de S&atilde;o Bento do Tamandu&aacute;. Um grupo de amigos e parentes, com intentos econ&ocirc;micos, constituiu a capela no sert&atilde;o do oeste, rota para Goi&aacute;s. Gaspar Gondim foi o seu p&aacute;roco encomendado. Ele aliou&#150;se aos interessados no neg&oacute;cio desta rota e tornou&#150;se um ativo defensor do poder da sua freguesia. O partido de Gondim resistiu fortemente a qualquer perda da primazia sustentada por meio da administra&ccedil;&atilde;o da capela. Institui&ccedil;&atilde;o de poder nessas Minas, inculcando sujei&ccedil;&atilde;o e civilidade, a capela tamb&eacute;m funcionou como a primeira inst&acirc;ncia para confronto dos poderosos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave: </b>Fronteira, poderes pol&iacute;ticos, rotas comerciais.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Abstract</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">The economical and political opportunities promoted by <i>capelanias </i>in the border of Minas Gerais were disputed by landlords, as one can see by the troubled history of the creation of the parish of S&atilde;o Bento do Tamandu&aacute;. A group of friends and relatives from Minas Gerais created the chapel with economic interests in the west hinterland, route to Goi&aacute;s. Gaspar Gondim was its appointed priest. He became an ally of the parties interested in the business of the route and actively defended the power of his parish. Gondim's party strongly resisted any loss of power supported by the chapel administration. An institution in colonial Minas that shaped servile and civil behavior, the chapel also served as the first level of confrontation of the powerful.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Boundary, politic powers, commercial routes.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>AS MINAS GERAIS: SOCIEDADE DE CAPELAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Aconstru&ccedil;&atilde;o conflituosa do poder p&uacute;blico ou estatal &eacute; bastante verdadeira no processo de organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos territ&oacute;rios coloniais da Am&eacute;rica, sendo o fundamento da expans&atilde;o do imp&eacute;rio portugu&ecirc;s. Nas Minas Gerais do s&eacute;culo XVIII, onde a historiografia assinalou os passos fortemente centralizadores do Estado (entendido como o aparelho burocr&aacute;tico da coroa), o poder p&uacute;blico ou do Estado baseou&#150;se em fontes de poder social e simb&oacute;lico das institui&ccedil;&otilde;es locais (ou perif&eacute;ricas). Grosso modo, o campo de a&ccedil;&atilde;o do poder p&uacute;blico, convencionalmente percebido como fruto da atividade estrat&eacute;gica do governo patrimonialista, e a repress&atilde;o dos poderosos (ou particulares) obscureceram a quest&atilde;o da constru&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica dos la&ccedil;os desse poder nas Minas, feita de conflitos, negocia&ccedil;&otilde;es e composi&ccedil;&otilde;es entre os poderes sociopol&iacute;ticos. O Estado, com sua jurisdi&ccedil;&atilde;o, enraizou&#150;se (constituindo&#150;se) nas pr&aacute;ticas costumeiras de poder dos coloniais e nas institui&ccedil;&otilde;es basilares das comunidades, como as capelanias, estreitando os la&ccedil;os de depend&ecirc;ncia entre a administra&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia, a proemin&ecirc;ncia senhorial e as jurisdi&ccedil;&otilde;es eclesi&aacute;sticas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O costume dos sertanistas&#150;descobridores das minas do ouro, notada&#150;mente paulistas, de apresentarem&#150;se como devotos cat&oacute;licos no sert&atilde;o, levando capel&atilde;es nas entradas ou instituindo lugares sagrados, relacionava&#150;se &agrave;s suas obriga&ccedil;&otilde;es de reduzir (ou submeter) os &iacute;ndios ao cristianismo, legitimando a administra&ccedil;&atilde;o destes trabalhadores, e &agrave;s disposi&ccedil;&otilde;es tradicionais de recomendar os descobertos &agrave;s pr&oacute;prias invoca&ccedil;&otilde;es de santos.<sup><a href="#notas">1</a> </sup>No entanto, havia motiva&ccedil;&otilde;es adicionais. A pr&aacute;tica sertanista de fundar capelas, mantendo na fam&iacute;lia a administra&ccedil;&atilde;o do seu patrim&ocirc;nio e rendimentos, foi uma das estrat&eacute;gias de apropria&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel de terras (agr&iacute;colas ou minerais), de capital e de trabalho, evitando&#150;se ainda neste caso a fragmenta&ccedil;&atilde;o da divis&atilde;o da heran&ccedil;a, nas fronteiras da coloniza&ccedil;&atilde;o dos senhores do planalto paulista. As terras patrimoniais podiam ser arrendadas aos coloniais com o objetivo, a princ&iacute;pio, de manuten&ccedil;&atilde;o dos of&iacute;cios religiosos.<sup><a href="#notas">2</a></sup> Mas, al&eacute;m disso, os sertanistas poderosos, quando institu&iacute;am um patrim&ocirc;nio de terras ao redor das capelas, praticavam vincular &iacute;ndios de aldeamentos da demarca&ccedil;&atilde;o. Na pr&aacute;tica, era uma forma legal e moral&#150;mente v&aacute;lida, isto &eacute;, leg&iacute;tima, que garantia para a fam&iacute;lia fundadora, tendo o cuidado de transferir para os seus herdeiros a administra&ccedil;&atilde;o dos recursos da capela, o controle efetivo da m&atilde;o de obra ind&iacute;gena e das terras, que muitas vezes pertenciam aos pr&oacute;prios &iacute;ndios submetidos ao aldeamento.<sup><a href="#notas">3</a> </sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nas Minas Gerais, e em outras partes da Am&eacute;rica portuguesa, desde que houve restri&ccedil;&otilde;es legais para a constitui&ccedil;&atilde;o dos morgadios (ou senhorios), a vincula&ccedil;&atilde;o dos recursos a t&iacute;tulo de capela tamb&eacute;m parece ter sido uma forma bastante comum, e conveniente, de conserva&ccedil;&atilde;o das riquezas nas m&atilde;os da fam&iacute;lia (ou parentela), evitando&#150;se o problema do parcela&#150;mento ruinoso dos bens divididos entre os herdeiros.<sup><a href="#notas">4</a></sup> Provavelmente tal v&iacute;nculo ainda atendia &agrave; estrat&eacute;gia dos coloniais de isen&ccedil;&atilde;o do pagamento de <i>d&iacute;zimos reais</i>,<sup><a href="#notas">5</a></sup> aproveitando&#150;se do fato de que o tributo n&atilde;o incidia sobre os rendimentos patrimoniais da Igreja ou sobre os benef&iacute;cios eclesi&aacute;sticos, como assinalava as <i>Ordena&ccedil;&otilde;es Filipinas </i>(livro 2, t&iacute;tulo 11).<sup><a href="#notas">6</a></sup> Tamb&eacute;m n&atilde;o devia incidir sobre os recursos destinados &agrave; pr&oacute;pria manuten&ccedil;&atilde;o dos cl&eacute;rigos, inclusive sobre as terras n&atilde;o cultivadas ou devolutas (<i>novais</i>), comuns nas fronteiras da coloniza&ccedil;&atilde;o, que fossem diretamente lavradas pelos religiosos para a sua subsist&ecirc;ncia.<sup><a href="#notas">7</a></sup> Nos termos mais estritos da lei, o que era conferido aos instituidores, ou aos seus herdeiros, era a administra&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio que compunha o benef&iacute;cio eclesi&aacute;stico.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Todavia, isso significava para os senhores o controle efetivo dos recursos econ&ocirc;micos, e o exerc&iacute;cio de poder simb&oacute;lico e pol&iacute;tico sobre os moradores &#151;livres, escravos e &iacute;ndios&#151; <i>aplicados </i>&agrave; capela. A situa&ccedil;&atilde;o privilegiada do administrador e da sua fam&iacute;lia contribu&iacute;a para que o pr&oacute;prio capel&atilde;o fosse enredado nas rela&ccedil;&otilde;es clientelistas e familiares que moldaram as atividades sociais no antigo regime portugu&ecirc;s. Ademais, como acontecia muitas vezes, o capel&atilde;o podia ser filho ou parente do fundador da capela. Nas Minas Gerais, os cl&eacute;rigos oriundos das fam&iacute;lias poderosas certamente foram os mais fortes candidatos aos benef&iacute;cios de patrim&ocirc;nios conferidos por seus parentes, que mantinham o controle como padroeiros ou administradores leigos da capela.<sup><a href="#notas">8</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Conforme as <i>Constitui&ccedil;&otilde;es Primeiras do Arcebispado da Bahia </i>(livro 1, t&iacute;tulo 54), promulgadas em 1707, a ordena&ccedil;&atilde;o estava na estrita depend&ecirc;ncia de algum benef&iacute;cio &#151;patrim&ocirc;nio ou pens&atilde;o&#151; que sustentasse as fun&ccedil;&otilde;es clericais. A progress&atilde;o nas ordens maiores &#151;subdi&aacute;cono, di&aacute;cono, presb&iacute;tero&#151;, que a rigor encaminhava o estudante para o of&iacute;cio de padre, e as pretens&otilde;es na carreira eclesi&aacute;stica impunham ao candidato a posse de rendimentos pr&oacute;prios para exerc&iacute;cio do of&iacute;cio. Sobretudo, os legados de parentes e amigos e o apoio da rede familiar apresentavam&#150;se fundamentais.<sup><a href="#notas">9</a></sup> Assim, o m&iacute;nimo de renda exigida para resguardar o sustento de um capel&atilde;o ou cura deveria ser de, no m&iacute;nimo, 25 000 r&eacute;is ao ano (em torno de 33 pesos espanh&oacute;is de <i>oito reales</i>).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Havia ainda a necessidade de que o rec&eacute;m presb&iacute;tero, querendo ser capel&atilde;o, contasse com a exist&ecirc;ncia ou a institui&ccedil;&atilde;o de algum benef&iacute;cio eclesi&aacute;stico de capelania, que exigia a dota&ccedil;&atilde;o de algum patrim&ocirc;nio ou rendas adstritas ao of&iacute;cio do capel&atilde;o para a manuten&ccedil;&atilde;o da f&aacute;brica da igreja, isto &eacute;, o funcionamento lit&uacute;rgico e o servi&ccedil;o pastoral.<sup><a href="#notas">10</a></sup> Nas Minas Gerais, seguindo as <i>Constitui&ccedil;&otilde;es</i>, terras ou bens, compondo o dote das capelas, n&atilde;o deviam render menos que 6 000 r&eacute;is ao ano (oito pesos espanh&oacute;is). As <i>Constitui&ccedil;&otilde;es </i>fazem men&ccedil;&atilde;o aos enganos e simula&ccedil;&otilde;es que se costumavam cometer na institui&ccedil;&atilde;o ou doa&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio, inclusive ao que era necess&aacute;rio &agrave; ordena&ccedil;&atilde;o, determinando &agrave; justi&ccedil;a eclesi&aacute;stica que sempre averiguasse o estatuto jur&iacute;dico dos bens doados, e os supostos preju&iacute;zos, em qualquer dota&ccedil;&atilde;o (para a ordena&ccedil;&atilde;o e para benef&iacute;cio eclesi&aacute;stico), aos herdeiros dos doadores.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&Eacute; certo que v&aacute;rias determina&ccedil;&otilde;es das <i>Constitui&ccedil;&otilde;es </i>da Bahia, com vig&ecirc;ncia nas Minas, n&atilde;o foram cumpridas na pr&aacute;tica pelos cl&eacute;rigos, e muito menos pelos grupos familiares que propunham os benef&iacute;cios de capelas. Uma destas determina&ccedil;&otilde;es dizia respeito &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de licen&ccedil;a para edificar capelas (livro 4, t&iacute;tulo 19). Ordenava&#150;se que o pretendente &agrave; funda&ccedil;&atilde;o de uma capela devia antes fazer uma peti&ccedil;&atilde;o ao arcebispado (ou ao bispado com jurisdi&ccedil;&atilde;o). Este, ent&atilde;o, investigaria o lugar (se era "decente"), se o pretendente estava disposto a constru&iacute;&#150;la de pedra e cal e se o dote seria suficiente &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o do of&iacute;cio religioso. Tamb&eacute;m procurava&#150;se resguardar "o direito das igrejas paroquiais, &agrave;s quais em nenhuma coisa se prejudicar&aacute; pela ere&ccedil;&atilde;o, e funda&ccedil;&atilde;o de quaisquer capelas, e ermidas". O preju&iacute;zo desses direitos motivou, nas Minas do s&eacute;culo XVIII, conflitos constantes envolvendo p&aacute;rocos, capel&atilde;es e partidos de poderosos. Na realidade dos arraiais de fronteira, a defini&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio e a ere&ccedil;&atilde;o da capela freq&uuml;entemente aconteciam antes da provis&atilde;o episcopal de ere&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para tornar&#150;se uma freguesia (ou par&oacute;quia), a capela filial de uma matriz devia receber provis&atilde;o episcopal de vig&aacute;rio encomendado (a princ&iacute;pio tempor&aacute;rio e sem o reconhecimento do rei como patrono do benef&iacute;cio), mas muitas vezes houve capel&atilde;es que exerceram fun&ccedil;&otilde;es paroquiais, sem a necess&aacute;ria provis&atilde;o do bispo ou do arcebispo.<sup><a href="#notas">11</a></sup> Ao longo do s&eacute;culo XVIII, uma outra fonte de conflitos era a concorr&ecirc;ncia de p&aacute;rocos providos por bispos que, junto com as autoridades leigas, disputavam o poder jurisdicional sobre o sert&atilde;o das Minas, ou seja, espa&ccedil;os sem jurisdi&ccedil;&atilde;o definida ou pol&ecirc;mica. Isso porque, cada vez mais o que estava em jogo eram os altos emolumentos em ouro cobrados pelos padres aos fi&eacute;is, principalmente em locais que tivessem lavras lucrativas de minerais preciosos ou fossem ligados &agrave;s linhas de com&eacute;rcio clandestino.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Sem d&uacute;vida numa tens&atilde;o constante, os interesses senhoriais se cruzavam com os interesses eclesi&aacute;sticos, amparados no favoritismo partid&aacute;rio em torno das capelas de particulares. Ent&atilde;o, o poder pol&iacute;tico e jurisdicional forjava&#150;se valendo dos mecanismos de enquadramento religioso, como o proporcionado pelos sacramentos que regulavam o ritmo da vida. Sabe&#150;se que o batismo promovia as rela&ccedil;&otilde;es de compadrio entre poderosos ou entre estes e os pobres, o matrim&ocirc;nio produzia pactos e amizades entre fam&iacute;lias, e as confiss&otilde;es (al&eacute;m dos serm&otilde;es) incutiam virtudes morais e agiam sobre a conduta dos s&uacute;ditos. A coroa e as autoridades episcopais, por exemplo, sabiam que somente os p&aacute;rocos e os capel&atilde;es, sendo guias das consci&ecirc;ncias e com as suas pr&aacute;ticas pastorais, podiam persuadir e disciplinar os fi&eacute;is para cumprir com a obriga&ccedil;&atilde;o de pagamento do quinto do ouro e doss dos g&ecirc;neros.<sup><a href="#notas">12</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Centro de sociabilidade da vida local nas vilas e povoados, a capela concentrava os procedimentos regulares da justi&ccedil;a civil ou eclesi&aacute;stica, quando os sacerdotes, na ocasi&atilde;o dos of&iacute;cios lit&uacute;rgicos, divulgavam a&ccedil;&otilde;es e requeriam testemunhos, ou afixavam editais e posturas nas portas da igreja. N&atilde;o &eacute; por acaso que os conflitos pol&iacute;ticos sujeitos &agrave; representa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica costumavam acontecer durante as atividades religiosas, na igreja ou em seu entorno, como mostram os atritos de preced&ecirc;ncia e os agravos envolvendo governantes r&eacute;gios, vig&aacute;rios e camaristas. Deve&#150;se mencionar, al&eacute;m disso, as tens&otilde;es e os embates cotidianos ressaltados durante a reuni&atilde;o dos moradores na capela ou na matriz do arraial durante as missas, of&iacute;cios dos sacramentos e festividades. Tamb&eacute;m os escravos, por prever tais ajuntamentos dos rituais do calend&aacute;rio cat&oacute;lico, conceberam os momentos e lugares de devo&ccedil;&atilde;o como sendo os mais prop&iacute;cios para iniciar re&#150;voltas, e subjugar senhores, fam&iacute;lias e moradores de uma s&oacute; vez. Portanto, nas Minas Gerais, a sociabilidade p&uacute;blica por excel&ecirc;ncia aconteceu nas capelas, foco de irradia&ccedil;&atilde;o de uma civilidade de h&aacute;bitos e valores locais (n&atilde;o exclusivamente religiosa), ao mesmo tempo nativa e europ&eacute;ia.<sup><a href="#notas">13</a></sup> Sendo, portanto, a capela uma das principais formas de organiza&ccedil;&atilde;o e modelo de vida social, &eacute; l&iacute;cito pensar&#150;se numa <i>sociedade de capelas</i>, semelhante a que teria caracterizado Portugal do s&eacute;culo XVI, segundo Diogo Ramada Curto.<sup><a href="#notas">14</a></sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por outro lado, na mesma medida, essa administra&ccedil;&atilde;o local (conduzida pela alian&ccedil;a entre o padre e os poderosos), regida pela din&acirc;mica da vida social e religiosa, produzia as distin&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas entre as pessoas e as oposi&ccedil;&otilde;es entre grupos de interesse.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nos sert&otilde;es das Minas, comumente, um senhor poderoso institu&iacute;a a capela, formando um patrim&ocirc;nio em terras e/ou benfeitorias, cujo rendimento manteria os of&iacute;cios religiosos. Era uma pr&aacute;tica o instituidor tornarse o administrador dos bens vinculados &agrave; capela, e talvez legar esta fun&ccedil;&atilde;o aos herdeiros ou familiares. A princ&iacute;pio, isso exigia que se requeresse ao rei o direito de padroeiro (ou de padroado) vital&iacute;cio da capela, que, ao ser concedido, legitimava a pretens&atilde;o do administrador de controlar as rendas do patrim&ocirc;nio e de apresentar o capel&atilde;o para ser provido. As rendas eram asseguradas com o virtual monop&oacute;lio do com&eacute;rcio local, alugu&eacute;is ou foros de casas (e ranchos), pagamentos por usos de terras e &aacute;guas, e at&eacute; interfer&ecirc;ncia direta na produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria e artesanal e nos arruamentos do entorno.<sup><a href="#notas">15</a></sup> Quando uma capela contava com rendimentos pr&oacute;prios, e bastante para sustent&aacute;&#150;la, podia ser promovida a par&oacute;quia encomendada (servida por cl&eacute;rigo provido pelo bispo e sem direito &agrave; c&ocirc;ngrua) ou colada (cujo <i>m&uacute;nus </i>paroquial, dependente do reconhecimento r&eacute;gio, dava direito ao recebimento da c&ocirc;ngrua).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">V&ecirc;&#150;se que a coroa portuguesa, atrav&eacute;s do direito real do padroado, interferia nesse processo de funda&ccedil;&atilde;o de capelas. Quando os senhores institu&iacute;am um patrim&ocirc;nio para uma capela, para sustentar o exerc&iacute;cio da administra&ccedil;&atilde;o, podia&#150;se tamb&eacute;m requerer ao soberano a concess&atilde;o daquele direito, que reca&iacute;a sobre o senhor.<sup><a href="#notas">16</a></sup> Este tornava&#150;se, assim, o padroeiro (ou patrono) de uma capela espec&iacute;fica, e com direito de apresentar o candidato ao benef&iacute;cio. Isto certamente conferia amplo poder ao administrador privilegiado para gerir e buscar submeter o capel&atilde;o, dependente das rendas do benef&iacute;cio, ou at&eacute; o vig&aacute;rio, aos seus des&iacute;gnios.<sup><a href="#notas">17</a></sup> Mas, evitando&#150;se aqui uma interpreta&ccedil;&atilde;o unilateral que v&ecirc; todo o poder do vassalo como uma delega&ccedil;&atilde;o do soberano ou do poder r&eacute;gio, &eacute; preciso assinalar que o instituidor da capela negociava tal merc&ecirc; em troca do seu esfor&ccedil;o colonizador e da demonstra&ccedil;&atilde;o pessoal de poder, salientando o fato de que o exerc&iacute;cio desse poder convinha &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de enfrentamento e de trabalho pr&oacute;prios. Ao inv&eacute;s de mera delega&ccedil;&atilde;o, o que parece estar em jogo aqui &eacute; uma esp&eacute;cie de reconhecimento (assim entendido pelos envolvidos), que resulta na legitima&ccedil;&atilde;o ampliada da autoridade ou da jurisdi&ccedil;&atilde;o local.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Sabe&#150;se que, desde o s&eacute;culo XVII, de acordo com o imagin&aacute;rio das guerras holandesas, os coloniais poderosos ("nobreza da terra") do nordeste a&ccedil;ucareiro do Brasil, procurando justificar pretens&otilde;es pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas na regi&atilde;o, lembravam o peso do seu sacrif&iacute;cio de vassalos ao soberano portugu&ecirc;s: &agrave; custa de "sangue, vidas e fazendas" &eacute; que os inimigos tinham sido derrotados. Defendiam, na verdade, o fato de que a sua "p&aacute;tria" (localidade colonial) tinha sido forjada por sua pr&oacute;pria conta e risco.<sup><a href="#notas">18</a></sup> Nas capitanias do sul, os sertanistas e descobridores defendiam uma l&oacute;gica semelhante (o mesmo t&oacute;pico discursivo), afirmando, desde as primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XVIII, que o descobrimento das minas e dos sert&otilde;es, o exterm&iacute;nio de quilombos e a sujei&ccedil;&atilde;o de &iacute;ndios hostis dependeram das suas pr&oacute;prias virtudes pol&iacute;ticas e morais.<sup><a href="#notas">19</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>O TERRIT&Oacute;RIO OCIDENTAL DA CAPITANIA DE MINAS E A PICADA DE GOI&Aacute;S</b> </font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O sert&atilde;o do oeste das minas de ouro, mais ou menos dimensionado pelas nascentes do rio S&atilde;o Francisco e do rio da Prata (Paran&aacute;) &#151;focalizado no <a href="#m1">mapa 1</a>, no final do s&eacute;culo XVIII &#151;, n&atilde;o foi um espa&ccedil;o inexplorado antes da conforma&ccedil;&atilde;o da capitania de Minas Gerais, no in&iacute;cio do mesmo s&eacute;culo. Desde o s&eacute;culo XVII, fazendeiros e vaqueiros de gado, vindos da rota da Bahia e de Pernambuco, buscavam o alto S&atilde;o Francisco, e o curso do rio das Velhas. Tamb&eacute;m houve not&iacute;cias de entradas e <i>razias </i>paulistas, mais constantes nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo XVII. Assim, tanto as atividades pastoris quanto a extra&ccedil;&atilde;o do ouro e a ca&ccedil;a ao &iacute;ndio estimularam o avan&ccedil;o em dire&ccedil;&atilde;o aos sert&otilde;es mais interiores da Am&eacute;rica portuguesa.</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="m1"></a></font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/alhe/n35/a10m1.jpg"></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na medida em que se consolidavam as minas de ouro, p&ocirc;de&#150;se mais intensamente, a partir dos focos de povoamento, explorar o sert&atilde;o do oeste e expandir a fronteira das terras agropastoris. As atividades econ&ocirc;micas da vila de Pitangui, cuja funda&ccedil;&atilde;o datava de 1715 e que se ligava &agrave; comarca do Rio das Velhas, eram marcadas por tal esfor&ccedil;o, assim como a agropecu&aacute;ria da comarca do Rio das Mortes baseou&#150;se nesta expans&atilde;o para manter o seu vigor. Gradualmente, estabeleceu&#150;se a jurisdi&ccedil;&atilde;o civil e pol&iacute;tica do sert&atilde;o do oeste, a partir das pretens&otilde;es do governo das Minas Gerais, dos ouvidores das comarcas do Rio das Velhas e do Rio das Mortes e dos camaristas das vilas cujas terras municipais avan&ccedil;avam naquela dire&ccedil;&atilde;o &#151;Sabar&aacute;, Pitangui, S&atilde;o Jo&atilde;o del Rei, S&atilde;o Jos&eacute; del Rei.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os descobrimentos paulistas de ouro em Cuiab&aacute;, Mato Grosso e Goi&aacute;s, no final da d&eacute;cada de 1710 e na d&eacute;cada de 1720, acirraram o processo de explora&ccedil;&atilde;o e povoamento do sert&atilde;o. As tradicionais rotas, valendo&#150;se dos caminhos e veredas ind&iacute;genas, foram retomadas ou refeitas e atalhos novos s&atilde;o propostos. O interesse dos coloniais (sertanistas poderosos, senhores das minas, roceiros, faiscadores, jornaleiros pobres e escravos) ao buscarem este novo sert&atilde;o era, al&eacute;m de encontrar descobertos lucrativos de ouro ou mesmo terras para pastoreio e plantio, apropriar&#150;se dos ganhos, provenientes do com&eacute;rcio legal de g&ecirc;neros e escravos ou do contrabando, nas transa&ccedil;&otilde;es das rotas coloniais importantes.<sup><a href="#notas">20</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na d&eacute;cada de 1730, atra&iacute;dos pelas possibilidades lucrativas da rota do oeste, os arrematantes do contrato de cobran&ccedil;a das taxas de entrada de g&ecirc;neros e escravos da capitania de Minas Gerais, Matias Barbosa da Silva e Jos&eacute; &Aacute;lvares de Mira, associaram&#150;se a outros senhores (negociantes, mineradores e fazendeiros), principalmente da comarca de Vila Rica, para fazer um caminho (picada) das Minas para Goi&aacute;s. Tamb&eacute;m encabe&ccedil;avam essa associa&ccedil;&atilde;o dois moradores poderosos da vila de Nossa Senhora do Ribeir&atilde;o do Carmo, supostamente muito qualificados para o empreendimento: o coronel Caetano &Aacute;lvares Rodrigues e o guarda&#150;mor das minas do rio do Carmo, Maximiano de Oliveira Leite.<sup><a href="#notas">21</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em 1736, definiu&#150;se o acordo com o governador interino das Minas Gerais, Martinho de Mendon&ccedil;a de Pina e de Proen&ccedil;a. Os associados, interessados nos contratos, alegaram querer favorecer o com&eacute;rcio legal entre as Minas Gerais e as minas de Goi&aacute;s, e procurar um maior controle fiscal e militar da rota, evitando&#150;se os extravios e contrabandos danosos tanto &agrave; Fazenda Real quanto aos contratos.<sup><a href="#notas">22</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As alian&ccedil;as senhoriais, que compunham as estrat&eacute;gias econ&ocirc;micas, estiveram baseadas nos la&ccedil;os de amizade ou de parentesco dos agentes. Posi&ccedil;&otilde;es sociais e trajet&oacute;rias pessoais semelhantes favoreceram a aproxima&ccedil;&atilde;o para criar tais la&ccedil;os, mantendo assim a competi&ccedil;&atilde;o entre os poderosos (e o sentido da emula&ccedil;&atilde;o no meio deles) sob algum grau de equil&iacute;brio necess&aacute;rio &agrave;s a&ccedil;&otilde;es comuns. Matias Barbosa da Silva, Caetano &Aacute;lvares Rodrigues e Maximiano de Oliveira Leite eram propriet&aacute;rios de terras e de escravos, e todos moravam na regi&atilde;o do rio do Carmo abaixo. Eles eram vizinhos, tendo as suas posses mais not&aacute;veis em duas freguesias cont&iacute;guas da vila do Carmo. Matias da Silva era portugu&ecirc;s; depois de morar em Santos e ali viver de "algum neg&oacute;cio", mudou para as Minas na &eacute;poca dos primeiros descobrimentos de ouro. Silva tornou&#150;se negociante (al&eacute;m de rico fazendeiro e minerador) e passou a coronel, alcan&ccedil;ando tanto poder na vila do Carmo a ponto de fazer valer os seus interesses junto &agrave;s justi&ccedil;as locais.<sup><a href="#notas">23</a> </sup>Ele foi ainda caixa e administrador de, pelo menos, dois contratos dos direitos de entradas da capitania, entre 1733 e 1739. Nesses contratos, Matias da Silva associou&#150;se a Jos&eacute; &Aacute;lvares de Mira (que, no &uacute;ltimo tri&ecirc;nio, foi o arrematador), negociante reinol que se dizia morador, conforme um requerimento da d&eacute;cada de 1740, da vila de S&atilde;o Jos&eacute; do Rio das Mortes.<sup><a href="#notas">24</a></sup> O rico contratador Mira destacou&#150;se na pra&ccedil;a de Lisboa, durante o per&iacute;odo pombalino, participando de 17 contratos r&eacute;gios diferentes, com atua&ccedil;&otilde;es, por exemplo, numa escala imperial, nas arremata&ccedil;&otilde;es do estanco do sal, das entradas e dos d&iacute;zimos.<sup><a href="#notas">25</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Havia, sobretudo, rela&ccedil;&otilde;es de parentesco para guardar a uni&atilde;o entre alguns desses agentes. O portugu&ecirc;s Caetano Rodrigues casou&#150;se com uma irm&atilde; do guarda&#150;mor, e fidalgo da casa real, Maximiano Leite. Este tinha origem num ramo familiar paulista com pretens&otilde;es de nobreza, pois era neto pela parte materna do famoso descobridor das esmeraldas, Fern&atilde;o Dias Pais.<sup><a href="#notas">26</a></sup> Principalmente a partir da institui&ccedil;&atilde;o das minas do ouro, desde o final do s&eacute;culo XVII, as fam&iacute;lias paulistas de maior reputa&ccedil;&atilde;o atra&iacute;am os rein&oacute;is promissores para enlaces matrimoniais com as mo&ccedil;as (ou as vi&uacute;vas) das suas <i>casas</i>. Isso certamente significou, conforme as estrat&eacute;gias dos chefes familiares, uma participa&ccedil;&atilde;o efetiva na rede mercantil constitu&iacute;da pelos negociantes e correspondentes portugueses, e um prolongamento das linhas clientelares at&eacute; o reino.<sup><a href="#notas">27</a></sup> Pode&#150;se supor, ent&atilde;o, que a media&ccedil;&atilde;o do coronel Caetano Rodrigues, proporcionando a composi&ccedil;&atilde;o de alternativas econ&ocirc;micas ligadas ao capital mercantil, era vantajosa aos familiares da sua esposa, entre os quais figurava Maximiano Leite. De fato, estes dois homens mantiveram estreitas rela&ccedil;&otilde;es, associando&#150;se em certos neg&oacute;cios, como o da abertura do caminho para as minas de Goi&aacute;s, e nas explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas ou de lavras minerais.<sup><a href="#notas">28</a></sup> Na d&eacute;cada de 1730, Caetano Rodrigues, s&oacute;cio de contratos dos direitos das entradas, procurou defender a exclusividade de certos caminhos para o com&eacute;rcio de mercadorias, referindo&#150;se ao mais importante deles &#151;o "caminho novo" entre o Rio de Janeiro e as Minas. Os caminhos que deviam ser permitidos, na concep&ccedil;&atilde;o desses contratadores, eram aqueles que atra&iacute;ssem maior tr&acirc;nsito de mercadorias e fossem suficientemente fiscalizados para evitar&#150;se a sonega&ccedil;&atilde;o do tributo das entradas.<sup><a href="#notas">29</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No entanto, os senhores interessados na rota de Goi&aacute;s deviam querer mais do que isso, pois se apossaram de pontos estrat&eacute;gicos das vias comerciais (entroncamentos e passagens de rios), mantidos por meio dos t&iacute;tulos de sesmarias, e ainda lucraram com o com&eacute;rcio praticado (mesmo quando ilegal) nas fronteiras do sert&atilde;o.<sup><a href="#notas">30</a></sup> A ocasi&atilde;o prometia maiores lucros desde que houve os descobrimentos de ouro e de diamantes no noroeste de Minas Gerais &#151;descobertos de Tocantins e de Carlos Marinho&#151;, aumentando as transa&ccedil;&otilde;es mercantis e o n&uacute;mero dos entrantes. Isso favoreceu o dinamismo do com&eacute;rcio, incluindo&#150;se os extravios vantajosos para os negociantes e contratadores interessados na rota de Goi&aacute;s, assim como aumentou a arrecada&ccedil;&atilde;o dos direitos de entrada de mercadorias.<sup><a href="#notas">31</a></sup> Os caminhos e as rotas clandestinas do sert&atilde;o do oeste n&atilde;o serviam somente para extraviar o ouro, mas tamb&eacute;m para encobrir o com&eacute;rcio ilegal de diamantes, que tinha ramifica&ccedil;&otilde;es mesmo na guardada demarca&ccedil;&atilde;o diamantina, situada na comarca do Serro Frio.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Outros senhores, com seus familiares, da comarca do Rio das Mortes, entre os quais o capit&atilde;o&#150;mor da vila de S&atilde;o Jo&atilde;o del Rei e grande minera&#150;dor, Manuel da Costa Gouveia, o sargento&#150;mor da vila e fazendeiro, Manuel Martins de Melo, e o capit&atilde;o paulista, Francisco Bueno da Fonseca, queriam participar de alguma forma das oportunidades oferecidas pela rota de Goi&aacute;s, fazendo atalhos para a picada dos contratadores, e pretendendo tamb&eacute;m terras e possibilidades de lucros. Eles foram cautelosos quanto &agrave;s poss&iacute;veis disputas com os senhores da comarca de Vila Rica, e assim requereram ao governo da capitania que ningu&eacute;m os devia impedir, nem os construtores da picada de Goi&aacute;s.<sup><a href="#notas">32</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">As autoridades coloniais descreviam o imenso espa&ccedil;o do sert&atilde;o do oeste, principalmente o sert&atilde;o do <i>campo grande </i>e das nascentes do rio S&atilde;o Francisco, com os seus usuais, e indesej&aacute;veis, ocupantes &#151;negros quilombolas, &iacute;ndios bravos e mesti&ccedil;os sem posi&ccedil;&atilde;o definida. Nas d&eacute;cadas de 1740 e 1750, com a expans&atilde;o territorial da capitania de Minas Gerais e a institui&ccedil;&atilde;o da rota de Goi&aacute;s, aumentaram as tens&otilde;es sociais naquele sert&atilde;o, resultante da entrada constante de sesmeiros, roceiros, mineradores, faiscadores e diversos trabalhadores artes&atilde;os. Estes novos entrantes das Minas situaram&#150;se no territ&oacute;rio, especialmente nos pontos estrat&eacute;gicos das rotas, ou nas &aacute;reas que dessem sa&iacute;da para os n&uacute;cleos de povoamento mais antigos. Adv&eacute;m dessa ocupa&ccedil;&atilde;o, marcada por interesses econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos dos coloniais, os conflitos de jurisdi&ccedil;&atilde;o num territ&oacute;rio constitu&iacute;do pelo enquadramento realizado pelos poderes eclesi&aacute;sticos e civis.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>O PODER DA CAPELA DE S&Atilde;O BENTO DO TAMANDU&Aacute;</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O arraial de Tamandu&aacute; resultou desse adensamento de interesses econ&ocirc;micos e pretens&otilde;es de poder nas fronteiras das minas do ouro com o sert&atilde;o ocidental. A capela do arraial vai exercer um papel fundamental na constitui&ccedil;&atilde;o da autonomia pol&iacute;tica e conferir poder jurisdicional aos coloniais mais qualificados que se estabeleciam no lugar. Assumindo o encargo de instituidores ou administradores da capela, os senhores da localidade, ajudados por seus parentes e amigos, conservavam e requeriam a sua proemin&ecirc;ncia social e pol&iacute;tica.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O arraial surgiu no final da d&eacute;cada de 1730, ou, conforme a lembran&ccedil;a de alguns contempor&acirc;neos, em 1739, desde que os entrantes e os exploradores do sert&atilde;o foram atra&iacute;dos pelos descobertos de ouro nos ribeiros do Tamandu&aacute; e do Ros&aacute;rio. Em 1744, o juiz ordin&aacute;rio e outros representantes da c&acirc;mara da vila de S&atilde;o Jos&eacute; del Rei tomaram posse do "lugar do descobrimento e arraial de S&atilde;o Bento" e designaram os oficiais da localidade &#151;almotac&eacute;, juiz de vintena, tabeli&atilde;o e escriv&atilde;o.<sup><a href="#notas">33</a></sup> Percebe&#150;se, por tais nomea&ccedil;&otilde;es, que a povoa&ccedil;&atilde;o dava claros sinais de crescimento demogr&aacute;fico e de pr&aacute;tica das atividades mercantis.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O arraial n&atilde;o teria prosperado se a economia local fosse somente baseada na extra&ccedil;&atilde;o do ouro; ao contr&aacute;rio, os seus moradores viviam tamb&eacute;m da cria&ccedil;&atilde;o de gado bovino e vendiam os animais (ou os subprodutos) para outros lugares. Sobretudo, a forma&ccedil;&atilde;o do arraial fora conseq&uuml;&ecirc;ncia da localiza&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel na jornada para Goi&aacute;s e para o descoberto de Paracatu (comarca do Serro Frio), pois o n&uacute;cleo situou&#150;se em ponto quase obrigat&oacute;rio da passagem do caminho institu&iacute;do pelos contratadores das Minas Gerais, cujo feito teve o apoio do governo da capitania. No territ&oacute;rio adjacente ao arraial de Tamandu&aacute; acabavam convergindo os caminhos que se dirigiam das comarcas do Rio das Mortes e do Rio das Velhas para o oeste, e assim houve a liga&ccedil;&atilde;o entre os dois percursos passando pela povoa&ccedil;&atilde;o. No lugar ou nas suas imedia&ccedil;&otilde;es, de acordo com os mapas da segunda metade do s&eacute;culo XVIII (como esse <a href="#m1">mapa 1</a>), transitavam os viajantes e as tropas que vinham desses lugares, de Vila Rica e do Rio de Janeiro.<sup><a href="#notas">34</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">De fato, foi em seguida &agrave;s a&ccedil;&otilde;es dos senhores na <i>abertura </i>da picada, que teria come&ccedil;ado em 1736, e desde a apropria&ccedil;&atilde;o de terras (sesmarias ou s&iacute;tios) no percurso em 1737, que se preocupou em distinguir, na paisagem do sert&atilde;o, o "lugar do descobrimento" de Tamandu&aacute; (1739). Na &eacute;poca, nas d&eacute;cadas de 1730 e 1740, um Manuel &Aacute;lvares Gondim exerceu of&iacute;cios na c&acirc;mara de S&atilde;o Jos&eacute;, quando foi escriv&atilde;o do juizado dos &oacute;rf&atilde;os e depois adquiriu o cargo de escriv&atilde;o das execu&ccedil;&otilde;es.<sup><a href="#notas">35</a></sup> Este homem fez parte do grupo interessado na picada de Goi&aacute;s, obtendo sesmaria no caminho em 1737, junto com outros associados. Anos depois, ele tornou&#150;se uma autoridade de prest&iacute;gio no arraial de Tamandu&aacute;, quando assumiu o posto de sargento&#150;mor das ordenan&ccedil;as, vigiando o povoamento, e passou a juiz dos &oacute;rf&atilde;os depois que o arraial virou sede de munic&iacute;pio.<sup><a href="#notas">36</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nessa ascens&atilde;o de poder pol&iacute;tico, marcada por alguns reveses, Manuel Gondim e a sua parentela dispunham da assist&ecirc;ncia do primeiro capel&atilde;o encomendado do arraial de Tamandu&aacute;, Gaspar &Aacute;lvares Gondim, que fora provido por dom frei Manuel da Cruz em 1757.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Logo nos primeiros anos do estabelecimento do povoado, a assist&ecirc;ncia pastoral ficou a cargo dos vig&aacute;rios de Curral del Rei. Mas, por causa das dificuldades de acesso e, talvez, como lembravam os antigos moradores, dos emolumentos paroquiais pouco compensadores os fi&eacute;is pobres do sert&atilde;o de Tamandu&aacute; foram abandonados pelos p&aacute;rocos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na ocasi&atilde;o de uma visita &agrave;s Minas, o bispo do Rio de Janeiro determinou, em 1744, que, vivendo mais pr&oacute;ximo, o vig&aacute;rio de S&atilde;o Jos&eacute; ministrasse os sacramentos a esses fi&eacute;is. A c&acirc;mara de S&atilde;o Jos&eacute;, que na &eacute;poca tomou posse de Tamandu&aacute;, parece ter contribu&iacute;do para a decis&atilde;o do bispo e para a amplia&ccedil;&atilde;o do poder do vig&aacute;rio da vila. Isso pouco adiantou na pr&aacute;tica, pois tamb&eacute;m o vig&aacute;rio de S&atilde;o Jos&eacute; foi muito negligente, enquanto &#151;mais de 10 anos&#151; atendeu &agrave;s necessidades religiosas dos aplicados da capela de Tamandu&aacute;, distante da matriz cerca de 30 l&eacute;guas (198 km). O vig&aacute;rio acabou desistindo da pesada obriga&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que n&atilde;o conseguiu, na opini&atilde;o dos moradores, "avultados emolumentos" paroquiais. Por isso, pediu ao bispo de Mariana, Manuel da Cruz, a permiss&atilde;o para deixar o encargo. Na mesma data em que se acatou a desist&ecirc;ncia do antigo vig&aacute;rio, em 1757, os "povos do Tamandu&aacute;", encaminhando "seus clamores e requerimentos" ao bispo, conseguiram a nomea&ccedil;&atilde;o de um vig&aacute;rio encomendado. Foi, ent&atilde;o, escolhido o capel&atilde;o Gaspar Gondim para exercer o m&uacute;nus paroquial da nova matriz. A igreja do arraial tornou&#150;se aut&ocirc;noma e separou&#150;se da jurisdi&ccedil;&atilde;o dos vig&aacute;rios das proximidades.<sup><a href="#notas">37</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">N&atilde;o se sabe se houve, formalmente, alguma institui&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio da capela do Tamandu&aacute;, antes ou depois de 1757. No entanto, pode&#150;se supor que a igreja, situada num lugar estrat&eacute;gico da rota de Goi&aacute;s, manteve algum patrim&ocirc;nio (terras ou rendas) para a sustenta&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas religiosas. Principalmente nesse lugar disputado, os padroeiros (ou os senhores instituidores) da capela obteriam vantagem se fosse feita certa reserva patrimonial. Eles podiam conservar o dom&iacute;nio das terras bem localizadas e conseguir lucros comerciais em arraiais rec&eacute;m formados, como, procurei mostrar, aconteceu em outros lugares. Passando de capela da aplica&ccedil;&atilde;o (demarca&ccedil;&atilde;o regida por um capel&atilde;o subordinado ao vig&aacute;rio) a matriz, havia o bispado de requerer, para a promo&ccedil;&atilde;o, a garantia de maiores rendas locais e a composi&ccedil;&atilde;o suficiente do seu patrim&ocirc;nio. Assim, muito provavelmente, foi institu&iacute;do um patrim&ocirc;nio que inclu&iacute;sse as terras adjacentes ou certos rendimentos no arraial j&aacute; din&acirc;mico, na ocasi&atilde;o da eleva&ccedil;&atilde;o da capela.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Mas, quem teria institu&iacute;do o patrim&ocirc;nio do templo do arraial de Tamandu&aacute; e feito, talvez, o requerimento (ou a apresenta&ccedil;&atilde;o do presb&iacute;tero) ao bispado para a provis&atilde;o de Gondim? Os la&ccedil;os de parentesco e amizade, assim como a trajet&oacute;ria do primeiro vig&aacute;rio s&atilde;o bons ind&iacute;cios para enfrentar tal quest&atilde;o.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Gaspar &Aacute;lvares Gondim era do norte de Portugal. Nasceu em 1714, na freguesia de Santa Eul&aacute;lia de Cerval, lugar de Gondim, localizado na comarca de Valen&ccedil;a do Minho, no arcebispado de Braga. Havia sido estudante de latim na localidade. Gaspar foi o segundo filho de um casal de lavradores, considerados "dos principais" da freguesia. Contudo, em 1754, num requerimento para ser promovido nas ordens sacras, ele observou que seus pais "vi&#150;vem pobremente, sem terem com que alimentem as irm&atilde;s do suplicante".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Assim como outros emigrados portugueses do seu tempo, Gaspar veio para o Brasil na idade da plenitude f&iacute;sica, com 21 ou 22 anos, em meados da d&eacute;cada de 1730. Foi logo morar na freguesia de S&atilde;o Sebasti&atilde;o, no termo da vila do Ribeir&atilde;o do Carmo. Pode&#150;se supor que tenha se envolvido na &eacute;poca com os irresist&iacute;veis, para um jovem colonial, neg&oacute;cios de fronteira do sert&atilde;o do oeste, pois alguns agentes da abertura da picada de Goi&aacute;s, como Francisco Rodrigues Gondim e Manuel Rodrigues Gondim, talvez seus parentes, seriam anos mais tarde constantes defensores dos direitos paroquiais de Gaspar. Al&eacute;m disso, o jovem Gondim, quando passou a morar na zona do ribeir&atilde;o do Carmo, deve ter estabelecido la&ccedil;os de amizade, e sujei&ccedil;&atilde;o, com o influente coronel Matias Barbosa da Silva e os seus aliados locais (o coronel Caetano Rodrigues e Maximiano Leite), na &eacute;poca tratando da picada de Goi&aacute;s. Em S&atilde;o Sebasti&atilde;o e Guarapiranga, associando&#150;se a um irm&atilde;o, o capit&atilde;o Ant&ocirc;nio de Souza Ferreira, Gaspar Gondim se dedicava a ro&ccedil;as e lavras de ouro. Mas, h&aacute; ind&iacute;cios que o ligam &agrave;s atividades comerciais. As testemunhas arroladas no inqu&eacute;rito sobre os seus costumes, para que fosse ordenado presb&iacute;tero, eram naturais de Portugal, e quase todas viviam "de seu neg&oacute;cio".</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em 1750, sendo fundado o semin&aacute;rio da Boa Morte em Mariana (sede do bispado criado em 1745), Gaspar entrou para a institui&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o com a idade de 38 anos. Teve uma vida de seminarista elogiada e promissora, tornando&#150;se, depois de promovido nas ordens maiores, capel&atilde;o do coro da S&eacute; de Mariana. Ali ele permaneceu at&eacute; ser nomeado para vig&aacute;rio de S&atilde;o Bento do Tamandu&aacute;.<sup><a href="#notas">38</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Assim, possivelmente as antigas atividades na fronteira e os v&iacute;nculos pessoais com senhores do territ&oacute;rio do Tamandu&aacute; determinaram a escolha do nome de Gaspar para ocupar um posto proeminente, o qual se conferiu uma capelania rendosa. Ao mesmo tempo, n&atilde;o se pode deixar de pensar que a escolha do padre Gaspar obedecia &agrave; estrat&eacute;gia de proje&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica de uma corpora&ccedil;&atilde;o local de senhores.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No entanto, houve duras oposi&ccedil;&otilde;es a essa expans&atilde;o territorial do poder que agrupava os parentes e amigos. Importa considerar aqui, primeiramente, o embate que envolveu o padre F&eacute;lix Jos&eacute; Soares da Silva, interessado tamb&eacute;m nas fun&ccedil;&otilde;es pastorais lucrativas das rotas do tr&acirc;nsito colonial.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Embora fosse amea&ccedil;ado de pris&atilde;o pelo cabido da s&eacute; de Mariana e pelo vig&aacute;rio da vara eclesi&aacute;stica, Gaspar Gondim, o padre F&eacute;lix requereu ao governo de Goi&aacute;s que apossasse o lugar do Rio das Abelhas, resguardando para si o posto de vig&aacute;rio do arraial, que passou a ser chamado de Rio das Velhas (ver o <a href="#m1">mapa 1</a>). A capela deste arraial, situada na converg&ecirc;ncia dos caminhos (das Minas e de S&atilde;o Paulo) que buscavam as povoa&ccedil;&otilde;es de Goi&aacute;s, tinha um papel importante na disputa pelo territ&oacute;rio, por isso houve o empenho dos agentes de Tamandu&aacute;, apoiando&#150;se nas autoridades das Minas Gerais, em desalojar aquele que procedia como sendo um novo p&aacute;roco. A resist&ecirc;ncia do capel&atilde;o F&eacute;lix em sujeitar&#150;se ao poder do vig&aacute;rio de Tamandu&aacute; afetava claramente os interesses do padre Gondim e dos <i>tamanduanos</i>. Eles procuravam impedir que outros coloniais avan&ccedil;assem sobre as rendas eclesi&aacute;sticas (pagamentos cobrados para a desobriga da quaresma &#151;<i>conhecen&ccedil;as</i>&#151;, para ministrar os sacramentos &#151;taxa&ccedil;&atilde;o conhecida como <i>p&eacute;&#150;de&#150;altar</i>&#151; e para rezar missas em ocasi&otilde;es especiais), a administra&ccedil;&atilde;o dos legados pios, as terras e lavras de ouro das dota&ccedil;&otilde;es patrimoniais e os lucros comerciais advindos dos rituais cotidianos das capelas. Todos estes interesses estavam relacionados ao conflito de jurisdi&ccedil;&otilde;es entre as autoridades judiciais, militares e eclesi&aacute;sticas das duas capitanias.<sup><a href="#notas">39</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nos anos finais da d&eacute;cada de 1770 e na d&eacute;cada seguinte, o velho padre Gaspar Gondim enfrentou um ataque direto aos seus direitos do of&iacute;cio e aos seus interesses mais caros. Deu&#150;se o caso quando o novo vig&aacute;rio colado (de institui&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia e remunerado pela Fazenda Real) da vila de S&atilde;o Jos&eacute;, Carlos Correia de Toledo e Melo, n&atilde;o aceitou como leg&iacute;timo o poder do vig&aacute;rio encomendado de Tamandu&aacute;. A par&oacute;quia criada pelo bispo havia se transformado numa aut&ecirc;ntica vigairaria, detendo diversas capelas filiais. Conforme o padre Toledo, a par&oacute;quia de Tamandu&aacute; era subordinada &agrave; vara (comarca eclesi&aacute;stica) de S&atilde;o Jos&eacute;, e, portanto, todos os capel&atilde;es que ali servissem deviam ser escolhidos pelo vig&aacute;rio desta vila. Al&eacute;m disso, a capela do arraial de Tamandu&aacute; n&atilde;o tinha legitimidade para se intitular matriz, pois, respeitando os direitos tradicionais de posse, o vig&aacute;rio de S&atilde;o Jos&eacute; era o verdadeiro p&aacute;roco dos moradores do lugar.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O padre Toledo obteve um agravo favor&aacute;vel aos seus direitos no ju&iacute;zo da coroa da comarca do Rio das Mortes. Pressionando o governo do bispado de Mariana, ele conseguiu o reconhecimento &agrave;s suas pretens&otilde;es paroquiais em Tamandu&aacute; e, formalmente, a destitui&ccedil;&atilde;o do padre Gondim. Entretanto, os aliados do vig&aacute;rio local reagiram vivamente. Quando o padre Toledo, acompanhado do juiz ordin&aacute;rio e dos vereadores da c&acirc;mara de S&atilde;o Jos&eacute;, quis tomar posse da capela do arraial, n&atilde;o encontrou um dos principais desafetos. Gondim, astuciosamente, havia sa&iacute;do do arraial. As portas do templo estavam fechadas; procuraram&#150;se as chaves, mas estas haviam desaparecido. Inconformado, o vig&aacute;rio mandou arrombar a porta da sacristia. Preparou&#150;se para oficiar a missa, porque era dia santo, mas nenhum morador compareceu (ou n&atilde;o se permitiu o comparecimento com amea&ccedil;as). Enquanto esteve no arraial, o padre Toledo, que trouxe alguns capel&atilde;es consigo, esteve constrangido e aterrorizado por gritos de morte &agrave; gente do seu s&eacute;q&uuml;ito. Tentou&#150;se avisar, atrav&eacute;s de cartas, algumas pessoas da vila de S&atilde;o Jos&eacute;, mas foi em v&atilde;o; o portador foi atacado. Por fim, admoestado por uma "carta sediciosa", o s&eacute;q&uuml;ito do padre Toledo deixou o lugar.<sup><a href="#notas">40</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Poucos anos depois, em 1782, o vig&aacute;rio de S&atilde;o Jos&eacute; tentou impor nova&#150;mente sua autoridade &agrave; gente do arraial quando nomeou um novo capel&atilde;o para a igreja de Tamandu&aacute;. O padre Toledo tinha o apoio de um aliado de peso, o regente do territ&oacute;rio do campo grande e da picada de Goi&aacute;s, In&aacute;cio Correia Pamplona. Este rico fazendeiro, dono de muitas terras de sesmarias, j&aacute; havia causado insatisfa&ccedil;&otilde;es naquelas conquistas, desde que se apropriou dos direitos administrativos e militares dos poderosos locais.<sup><a href="#notas">41</a> </sup>Alguns indiv&iacute;duos que reagiram ao s&eacute;q&uuml;ito do vig&aacute;rio e dos camaristas da vila de S&atilde;o Jos&eacute;, defendendo a perman&ecirc;ncia de Gondim apesar dos despachos desfavor&aacute;veis, foram expulsos do arraial por ordem de Pamplona, que tentava evitar novas afrontas. Todavia, o c&iacute;rculo mais pr&oacute;ximo a Gaspar Gondim (como o guarda&#150;mor Manuel &Aacute;lvares Gondim), aliados e parentes que formavam a rede de poder do lugar, n&atilde;o foi atingido.<sup><a href="#notas">42</a> </sup>Preparando&#150;se para enviar o seu capel&atilde;o, o padre Toledo soube que esses "grandes", saindo do arraial e deixando ali s&oacute; as mulheres, tinham at&eacute; retirado os santos, o sino e os ornamentos da igreja.<sup><a href="#notas">43</a></sup> Assim, n&atilde;o foi diferente dessa vez, pois, quando o capel&atilde;o escolhido pelo vig&aacute;rio chegou ao arraial de Tamandu&aacute;, ele deparou a igreja fechada, sem que ningu&eacute;m soubesse o paradeiro das chaves. Perturbado, o capel&atilde;o n&atilde;o ousou arrombar as portas, pois o vig&aacute;rio Gaspar Gondim, estando ausente devido ao suposto trabalho pastoral, mandou avisar que, se ele tentasse invadir a igreja, o havia de excomungar. Como aconteceu com o padre Toledo, o seu capel&atilde;o achou melhor abandonar o arraial. Prudente, o regente Pamplona n&atilde;o quis interferir diretamente, embora estivesse a pouca dist&acirc;ncia do arraial; n&atilde;o recebendo ordens expressas do governador da capitania para agir, fugiu &agrave; embrulhada que, naquela altura, pendia da decis&atilde;o do ju&iacute;zo eclesi&aacute;stico em Mariana, e j&aacute; corria na Mesa da Consci&ecirc;ncia e Ordens, em Lisboa. O comandante militar do arraial, subordinado a Pamplona, n&atilde;o p&ocirc;de (ou n&atilde;o quis) fazer nada, mas alertou com cores fortes sobre a desordem na vida dos moradores, escondendo mal o apoio que dava &agrave; gente de Gondim: "parece isto quase nos &uacute;ltimos dias do mundo, aonde vir&aacute; o anticristo a perseguir os cat&oacute;licos &#91;...&#93;, neste tempo andar&atilde;o os sacerdotes junto com o povo cat&oacute;lico refugiados pelos montes e bosques mais ocultos, guardando as rel&iacute;quias do sant&iacute;ssimo sacramento".<sup><a href="#notas">44</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A riqueza da par&oacute;quia &#151;rendimento de mais de 17 000 cruzados de d&iacute;zimos (em torno de 9 066 pesos espanh&oacute;is) e com um com&eacute;rcio din&acirc;mico&#151;, cuja extens&atilde;o era grande (de mais de 50 l&eacute;guas), foi o motivo primordial da insist&ecirc;ncia cobi&ccedil;osa do vig&aacute;rio de S&atilde;o Jos&eacute;, de acordo com a alega&ccedil;&atilde;o de certos moradores do arraial, numa representa&ccedil;&atilde;o &agrave; corte.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">N&atilde;o somente a capela do arraial interessava ao padre Toledo, mas a organiza&ccedil;&atilde;o das capelas filiais (sete no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1780) articulada &agrave; matriz, promovida ao longo de persistente empenho do padre Gaspar. Tais capelas &#151;S&atilde;o Vicente F&eacute;rrer da Formiga, Nossa Senhora das Candeias, S&atilde;o Francisco de Paula, por exemplo&#151; detinham e recolhiam os rendimentos paroquiais, como as odiosas conhecen&ccedil;as (as taxas de confiss&atilde;o e comunh&atilde;o da desobriga do preceito pascal), e, significativamente, estavam situadas nos trajetos favor&aacute;veis aos viajantes e exploradores que passavam pelo territ&oacute;rio, procurando os descobertos do oeste de Minas ou Goi&aacute;s e Mato Grosso.<sup><a href="#notas">45</a></sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O parecer do governador de Minas Gerais, Lu&iacute;s da Cunha Menezes, quando a Mesa da Consci&ecirc;ncia e Ordens, em Lisboa, pediu informa&ccedil;&otilde;es sobre os contendores, foi amplamente favor&aacute;vel a Gaspar Gondim. Menezes ajuntou &agrave; sua informa&ccedil;&atilde;o, o parecer do juiz dos feitos da Fazenda Real, e tamb&eacute;m ouvidor de Vila Rica, Tom&aacute;s Ant&ocirc;nio Gonzaga. Na ocasi&atilde;o, Gonzaga reconheceu os louv&aacute;veis esfor&ccedil;os feitos no sert&atilde;o pelo p&aacute;roco de Tamandu&aacute;, assim como os seus direitos paroquiais adquiridos com anos de exerc&iacute;cio da fun&ccedil;&atilde;o. Ao mesmo tempo, o ouvidor se op&ocirc;s &agrave;s pretens&otilde;es do vig&aacute;rio Carlos Correia, n&atilde;o ajudando neste caso o amigo ou aliado que seria, junto com o mesmo ouvidor, acusado de tramar a deposi&ccedil;&atilde;o do governo da capitania em 1789 (rea&ccedil;&atilde;o senhorial que se denominou <i>inconfid&ecirc;ncia </i>de Minas). Gonzaga verificou que o requerimento do vig&aacute;rio, defendendo a sujei&ccedil;&atilde;o da capela &agrave; vara de S&atilde;o de Jos&eacute;, "lhe parecia pouco digno de aten&ccedil;&atilde;o", porque, na sua concep&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o havia fundamento legal, ou ainda n&atilde;o havia despacho definitivo que justificasse o pedido.<sup><a href="#notas">46</a></sup> De qualquer forma, o decorrer dos acontecimentos e os despachos do tribunal da Mesa resultariam na vit&oacute;ria do p&aacute;roco de Tamandu&aacute; e na consolida&ccedil;&atilde;o dos seus direitos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>A T&Iacute;TULO DE CONCLUS&Atilde;O: UM PASTOR POL&Iacute;TICO CONTRA O <i>ANTICRISTO</i></b> </font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A institui&ccedil;&atilde;o das capelas, especialmente quando havia um trabalho constante de sujei&ccedil;&atilde;o dos fi&eacute;is, dirigido pelo capel&atilde;o (ou cura), significou efetivamente a manuten&ccedil;&atilde;o da jurisdi&ccedil;&atilde;o civil e eclesi&aacute;stica. A capela do arraial de Tamandu&aacute; foi importante para que o governo das Minas impusesse limites &agrave;s pretens&otilde;es do prelado e do governo da capitania de Goi&aacute;s. A capela fez parte tamb&eacute;m do jogo de poder, porque servia de pe&ccedil;a fundamental para a representa&ccedil;&atilde;o social e a legitimidade das autoridades locais. O territ&oacute;rio de enquadramento da capela, mantendo um partido (ou alian&ccedil;a) de poderosos que conseguiam monopolizar as oportunidades econ&ocirc;micas, deu forma &agrave; freguesia importante e extensa. Na pr&aacute;tica, embora houvesse d&uacute;vidas jur&iacute;dicas quanto ao benef&iacute;cio paroquial do n&uacute;cleo, esse direito do padre local n&atilde;o podia ser tirado; implicaria em desprest&iacute;gio e sujei&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica inaceit&aacute;veis para os senhores, virtuais competidores, que guardavam esse circuito colonial.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A freguesia, desanexada da vigairaria de S&atilde;o Jos&eacute; del Rei p&ocirc;de escapar, de certa forma, &agrave; jurisdi&ccedil;&atilde;o civil da antiga vila. De fato, enquanto, em 1789, o padre Toledo foi preso e teve que responder &agrave; acusa&ccedil;&atilde;o de conspirar contra a coroa portuguesa, a par&oacute;quia de S&atilde;o Bento do Tamandu&aacute; conseguiu o reconhecimento r&eacute;gio, e o arraial foi elevado &agrave; vila. Na sua primeira c&acirc;mara, apareceu entre os eleitos um Domingos Rodrigues Gondim, provavelmente um membro da parentela do velho p&aacute;roco. Esse agente de poder pol&iacute;tico e religioso, finalmente, instruiu os homens do sert&atilde;o americano, enla&ccedil;ando&#150;os "nos deveres da sociedade civil", como seus amigos diziam?</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>FONTES CONSULTADAS</b> </font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i><b>Arquivos</b></i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">APM.        Arquivo P&uacute;blico Mineiro, Belo Horizonte.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">AEAM.     Arquivo Eclesi&aacute;stico da Arquidiocese de Mariana, Mariana.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">AHU.        Arquivo Hist&oacute;rico Ultramarino, Lisboa, Avulsos da Capitania de Minas Gerais.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i><b>Hemerograf&iacute;a</b></i></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Revista do Arquivo P&uacute;blico Mineiro</i>, 1897, vol. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690116&pid=S1405-2253201100010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Revista do Arquivo P&uacute;blico Mineiro</i>, 1988, vol. 37, tt. 1 e 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690118&pid=S1405-2253201100010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i><b>Bibliografia</b></i></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">ANDRADE, FRANCISCO EDUARDO DE, "A inven&ccedil;&atilde;o das Minas Gerais: empresas, descobrimentos e entradas nos sert&otilde;es do ouro (1680&#150;1822)", tese do doutorado em Hist&oacute;ria, S&atilde;o Paulo, Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas&#150;Universidade de S&atilde;o Paulo, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690122&pid=S1405-2253201100010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, "Os frutos da terra das minas e os direitos do rei", <i>Revista do Instituto Hist&oacute;rico e Geogr&aacute;fico Brasileiro</i>, vol. 422, janeiro&#150;mar&ccedil;o do 2005, Rio de Janeiro, pp. 151&#150;166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690124&pid=S1405-2253201100010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">ARAUJO, LUIZ ANT&Ocirc;NIO SILVA, "Contratos e tributos nas minas setecentistas: o estudo de um caso. Jo&atilde;o de Souza Lisboa (1745&#150;1765)", disserta&ccedil;&atilde;o do mestrado em Hist&oacute;ria, Niter&oacute;i, Instituto de Ci&ecirc;ncias Humanas e Filosofia&#150;Universidade Federal Fluminense, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690126&pid=S1405-2253201100010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">BARBOSA, WALDEMAR DE ALMEIDA, <i>A decad&ecirc;ncia das minas e a fuga da minera&ccedil;&atilde;o</i>, Belo Horizonte, Universidade Federal de Minas Gerais, 1971.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690128&pid=S1405-2253201100010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, <i>Dicion&aacute;rio hist&oacute;rico&#150;geogr&aacute;fico de Minas Gerais</i>, Belo Horizonte, Itatiaia, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690130&pid=S1405-2253201100010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">BLUTEAU, RAFAEL DE, <i>Vocabul&aacute;rio portugu&ecirc;s e latino</i>, Coimbra, Real Col&eacute;gio das Artes da Companhia de Jesus, 1712, vol. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690132&pid=S1405-2253201100010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">BOXER, CHARLES R., <i>O imp&eacute;rio colonial portugu&ecirc;s</i>, Lisboa, Ed. 70, 1977.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690134&pid=S1405-2253201100010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>C&oacute;dice Costa Matoso. Cole&ccedil;&atilde;o das not&iacute;cias dos primeiros descobrimentos das minas na Am&eacute;rica </i>&#91;...&#93;, Belo Horizonte, Funda&ccedil;&atilde;o Jo&atilde;o Pinheiro/Centro de Estudos Hist&oacute;ricos e Culturais, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690136&pid=S1405-2253201100010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">COELHO, JOS&Eacute; JO&Atilde;O TEIXEIRA, <i>Instru&ccedil;&atilde;o para o governo da capitania de Minas Gerais</i>, Belo Horizonte, Organiza&ccedil;&atilde;o de Caio C&eacute;sar Boschi/Secretaria de Estado de Cultura/ Arquivo P&uacute;blico Mineiro/Instituto Hist&oacute;rico e Geogr&aacute;fico Brasileiro, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690138&pid=S1405-2253201100010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Constitui&ccedil;&otilde;es primeiras do Arcebispado da Bahia, feitas e ordenadas pelo ilustr&iacute;ssimo, e reverend&iacute;ssimo senhor D. Sebasti&atilde;o Monteiro de Vide &#91;...&#93; propostas, e aceitas em o s&iacute;nodo diocesano, que o dito senhor celebrou em 12 de junho do ano de 1707</i>, Coimbra, Real Col&eacute;gio das Artes da Companhia de Jesus, 1720.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690140&pid=S1405-2253201100010001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">COSTA, ANTONIO GILBERTO DA (org.), <i>Cartografia da conquista do territ&oacute;rio das Minas</i>, Belo Horizonte e Lisboa, Ed. UFMG/Kapa Editorial, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690142&pid=S1405-2253201100010001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">CURTO, DIOGO RAMADA, "A capela real: um espa&ccedil;o de conflitos (s&eacute;culos XVI a XVIII)", <i>Revista da Faculdade de Letra. L&iacute;nguas e Literaturas</i>, Anexo v: Espiritualidade e corte em Portugal, s&eacute;culos XVI&#150;XVIII, 1993, Porto, pp. 143&#150;154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690144&pid=S1405-2253201100010001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, "A cultura pol&iacute;tica" in JOS&Eacute; MATTOSO (dir.), <i>Hist&oacute;ria de Portugal. No alvorecer da modernidade (1480&#150;1620), </i>Lisboa, Estampa, 1997, vol. 3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690146&pid=S1405-2253201100010001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">FARIA, ANA MOUTA, "Fun&ccedil;&atilde;o da carreira eclesi&aacute;stica na organiza&ccedil;&atilde;o do tecido social do Antigo Regime", <i>Ler Hist&oacute;ria, </i>n&uacute;m. 11, 1987, Lisboa, pp. 29&#150;46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690148&pid=S1405-2253201100010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">FONSECA, CL&Aacute;UDIA DAMASCENO,   O espa&ccedil;o urbano de Mariana: sua forma&ccedil;&atilde;o e suas representa&ccedil;&otilde;es", <i>LPH: Revista de Hist&oacute;ria, </i>n&uacute;m. 7, 1997, Mariana, pp. 67&#150;107</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690150&pid=S1405-2253201100010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2"> &#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, "Pouvoirs, villes et territoires. Gen&egrave;se et repr&eacute;sentations des espaces urbains dans le Minas Gerais (Br&eacute;sil), XVIII  &#150;d&eacute;but du XIX si&egrave;cle", tese do doutora&#150;do em Hist&oacute;ria, Par&iacute;s, EHESS, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690151&pid=S1405-2253201100010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">FURTADO, J&Uacute;NIA FERREIRA, <i>Homens de neg&oacute;cio: a interiorizfl&ccedil;&atilde;o da metr&oacute;pole e do com&eacute;rcio &ntilde;as minas setecentistas, </i>S&atilde;o Paulo, Hucitec, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690153&pid=S1405-2253201100010001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">HESPANHA, ANT&Oacute;NIO MANUEL, <i>Hist&oacute;ria de Portugal moderno: pol&iacute;tico e institucional, </i>Lisboa, Universidade Aberta, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690155&pid=S1405-2253201100010001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">LEME, LUIZ GONZAGA DA SILVA, <i>Genealog&iacute;a paulistana, </i>S&atilde;o Paulo, Duprat e Companhia, 1904, vols. 2 e 4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690157&pid=S1405-2253201100010001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MATA, S&Eacute;RGIO RICARDO  DA, "Catolicismo popular, espa&ccedil;o e proto&#150;urbaniza&ccedil;&atilde;o em Minas Gerais, Brasil. S&eacute;culos XVIII&#150;XIX", tese do doutorado em Hist&oacute;ria, Col&ocirc;nia, Faculdade de Filosofia&#150;Universidade de Col&ocirc;nia, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690159&pid=S1405-2253201100010001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MAXWELL, KENNETH, <i>A Devassa da devassa: a inconfid&ecirc;ncia mineira, Brasil&#150;Portugal, 1750&#150; 1808, </i>Rio de Janeiro, Paz e T&eacute;rra, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690161&pid=S1405-2253201100010001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MELLO, EVALDO CABRAL  DE, <i>Rubro veio: o imagin&aacute;rio da restaura&ccedil;&atilde;o pernambucana, </i>Rio de Janeiro, Topbooks, 2a. ed., 1997 </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690163&pid=S1405-2253201100010001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">METCALF, ALIDA C., <i>Family and Frontier in Colonial Brazal: Santana de Parna&iacute;ba. 1580&#150;1822, </i>Berkeley, University of California Press, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690164&pid=S1405-2253201100010001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MONTEIRO, JOHN MANUEL, <i>Negros da t&eacute;rra: &iacute;ndios e bandeirantes &ntilde;as origens de S&atilde;o Paulo, </i>S&atilde;o Paulo, Companhia das Letras, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690166&pid=S1405-2253201100010001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">NELSON, BERNADETTE, "Ritual and Ceremony in the Spanish Royal Chapel, <i>c. </i>1559&#150;<i>c</i>. 1561", <i>Early Music History, </i>vol. 19, 2000, pp. 105&#150;200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690168&pid=S1405-2253201100010001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">NEVES, GUILHERME P., "Entre o trono e o altar: a mesa da consci&ecirc;ncia e ordens e o papel da religi&atilde;o no Brasil (1808&#150;1828)" in M. BEATRIZ NlZZA DA SILVA (org.), <i>Cultura portuguesa na t&eacute;rra de Santa Cruz, </i>Lisboa, Estampa, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690170&pid=S1405-2253201100010001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">OLIVEIRA, DOM &Oacute;SCAR DE, <i>Os d&iacute;zjmos eclesi&aacute;sticos do Brasil nos per&iacute;odos da col&ocirc;nia e do imp&eacute;rio, </i>Belo Horizonte, Edi&ccedil;&atilde;o Universidade Federal de Minas Gerais, 1964.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690172&pid=S1405-2253201100010001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">OS&Oacute;RIO, HELEN, "As &eacute;lites econ&oacute;micas e a arremata&ccedil;&atilde;o dos contratos reais: o exemplo do Rio Grande do Sul (s&eacute;culo XVIII)" in JO&Atilde;O FRAGOSO, MAR&Iacute;A FERNANDA BAPTISTA BICALHO E MAR&Iacute;A DE F&Aacute;TIMA SILVA GOUV&Ecirc;A (orgs.), <i>O antigo regime nos tr&oacute;picos: a din&aacute;mica imperial portuguesa (s&eacute;culos XVI&#150;XVIII), </i>Rio de Janeiro, Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690174&pid=S1405-2253201100010001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">TAVARES, JERONYMO VILELLA DE CASTRO, <i>Comp&ecirc;ndio de direito p&uacute;blico eclesi&aacute;stico para uso das/acuidades de direito do imp&eacute;rio, </i>Rio de Janeiro, B. L. Garnier, 1882.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690176&pid=S1405-2253201100010001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">TRINDADE, RAIMUNDO, <i>Institui&ccedil;&otilde;es de igrejas no bispado de Mariana</i>, Rio de Janeiro, Mec, 1945.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690178&pid=S1405-2253201100010001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, "Velhos troncos mineiros", <i>Revista dos Tribunais</i>, vol. 3, 1955, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690180&pid=S1405-2253201100010001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">VASCONCELOS, DIOGO DE, <i>Hist&oacute;ria da civiliza&ccedil;&atilde;o mineira: bispado de Mariana</i>, Belo Horizonte, Edi&ccedil;&otilde;es Apolo, 1935.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=690182&pid=S1405-2253201100010001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><a name="notas"></a>Notas</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>1</sup> Metcalf, <i>Family</i>, 1992, p. 72, e Andrade, "Inven&ccedil;&atilde;o", 2002, p. 90.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup> Metcalf, <i>Family</i>, 1992, pp. 51&#150;52, e Fonseca, "Espa&ccedil;o", 1997, pp. 72&#150;74.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>3</sup> Monteiro, <i>Negros</i>, 1994, p. 206. Ver, a esse respeito, um interessante processo envolvendo o uso de &iacute;ndios vinculados a uma capela da fazenda de um paulista poderoso. <i>Ibid</i>., pp. 218&#150;220.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>4</sup> De acordo com o erudito cl&eacute;rigo Rafael de Bluteau, a capela era "Institui&ccedil;&atilde;o, que a vincula certa parte das rendas e encargos de obras pias, como missas, e obriga os sucessores, e herdeiros a satisfa&ccedil;&atilde;o dos ditos encargos. Capela se diferen&ccedil;a de Morgado, em que no Morgado o encargo &eacute; certo, e o que sobra &eacute; incerto, e fica para o sucessor; e na capela a por&ccedil;&atilde;o do administrador &eacute; certa, e o que sobra &eacute; incerto, e se gasta nas missas, e mais encargos", Bluteau, <i>Vocabul&aacute;rio</i>, 1712, pp. 121&#150;122.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>5</sup> Os d&iacute;zimos reais eram a d&eacute;cima parte cobrada sobre as produ&ccedil;&otilde;es dos moradores (os frutos das terras, ou os g&ecirc;neros obtidos pelo trabalho ou "ind&uacute;stria" &#151;gados e manufaturados como farinhas, a&ccedil;&uacute;car, aguardente, rapadura, telha, tijolo, lou&ccedil;a, madeira lavrada, etc.). Deviam servir &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o eclesi&aacute;stica (ordin&aacute;ria) e ao atendimento das necessidades espirituais dos povos. Na Am&eacute;rica, por conta do padroado r&eacute;gio (prerrogativa do soberano portugu&ecirc;s por ser gr&atilde;o&#150;mestre da Ordem de Cristo, que detinha a concess&atilde;o papal para a catequese e a convers&atilde;o nas conquistas ultramarinas), a coroa portuguesa, atrav&eacute;s de arrendat&aacute;rios, apropriava&#150;se desses tributos. Ver Oliveira, <i>D&iacute;zimos</i>, 1964, que apresenta importante discuss&atilde;o sobre os fundamentos jur&iacute;dicos desses tributos, entre os s&eacute;culos xv e XIX.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>6</sup> Contudo, a isen&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria precisa ser esclarecida, observando&#150;se o que acontecia de costume. Nas <i>Constitui&ccedil;&otilde;es Primeiras do Arcebispado da Bahia </i>(1720), no livro 4, t&iacute;tulo 8, referiu&#150;se o seguinte: "Mas quando os tributos forem postos nas terras, ou propriedades sendo ainda dos leigos, que depois vieram a ser das igrejas, ou cl&eacute;rigos, lhes passar&atilde;o com eles, e com os mais encargos reais, que de antes tinham, sem poderem ser escusos de as pagarem, como tamb&eacute;m o n&atilde;o ser&atilde;o de pagarem sisas, portagens, e outros tributos daquelas mercancias, e fazendas, que comprarem, e venderem, n&atilde;o para seu uso, se n&atilde;o por via de trato, e negocia&ccedil;&atilde;o, por assim ser conforme o direito." <i>Ordena&ccedil;&otilde;es Filipinas on line</i>, Lisboa, setembro de 1998, &lt;<a href="http://www.ci.uc.pt/ ihti/proj/filipinas/ordena&ccedil;oes.htm" target="_blank">http://www.ci.uc.pt/ ihti/proj/filipinas/ordena&ccedil;oes.htm</a>&gt;. &#91;Consulta: 10 de julho de 2009.&#93;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>7</sup> Oliveira, <i>D&iacute;zimos</i>, 1964, p. 18.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>8</sup> &Eacute; ind&iacute;cio seguro disso a estrat&eacute;gia das fam&iacute;lias portuguesas, no antigo regime, de encaminhar um de seus filhos para a lucrativa carreira eclesi&aacute;stica. Ver Boxer, <i>Imp&eacute;rio</i>, 1977, p. 365.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>9</sup> Ve r Faria, "Fun&ccedil;&atilde;o", 1987, pp. 29&#150;46.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>10</sup> "Benef&iacute;cio &eacute; o direito perp&eacute;tuo, estabelecido por autoridade da Igreja, de perceberem os cl&eacute;rigos frutos dos bens dela em raz&atilde;o do of&iacute;cio espiritual &#91;nota 127&#93;. &#91;...&#93; Cola&ccedil;&atilde;o &eacute; a concess&atilde;o de beneficio vago, feita livremente por quem tem poder para isso. Institui&ccedil;&atilde;o &eacute; o outorgamento de um benef&iacute;cio &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o do que tem direito de padroado. Para conseguir&#150;se um beneficio por este meio s&atilde;o necess&aacute;rias a institui&ccedil;&atilde;o e a apresenta&ccedil;&atilde;o: esta compete ao padroeiro, aquela ao bispo, que &eacute; quem confere o beneficio &agrave; pessoa oferecida, salvo havendo obst&aacute;culo", Tavares, <i>Comp&ecirc;ndio</i>, 1882, p. 158.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>11</sup> As pr&oacute;prias autoridades do Ordin&aacute;rio abriam precedentes quando autorizavam missas e batizados em orat&oacute;rios privados mantidos nas casas de fregueses poderosos. Neves, "Entre", 1995, p. 174.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>12</sup> O quinto era um tributo r&eacute;gio que incidia sobre todo o ouro retido pelos mineradores ou em circula&ccedil;&atilde;o, sendo formalmente calculado em 20%. A forma de cobran&ccedil;a variou, no entanto (afetando a percep&ccedil;&atilde;o do imposto), ao longo do s&eacute;culo XVIII (o s&eacute;culo de expans&atilde;o e grande produ&ccedil;&atilde;o aur&iacute;fera na Am&eacute;rica portuguesa): formas de capita&ccedil;&atilde;o do metal (taxa&ccedil;&atilde;o que se imp&ocirc;s aos cativos e trabalhadores livres das lavras e que, depois, estendeu&#150;se a todos os trabalhadores diretos, independente da ocupa&ccedil;&atilde;o, incluindo&#150;se os agentes locais do com&eacute;rcio), e por meio das oficinas de fundi&ccedil;&atilde;o. Ver Coelho, <i>Instru&ccedil;&atilde;o</i>, 2007, pp. 265&#150;268, e Andrade, "Frutos", 2005.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>13</sup> Fa&ccedil;o refer&ecirc;ncia somente &agrave;s capelas p&uacute;blicas, com curas, sem indicar ainda a experi&ecirc;ncia religiosa em capelas e orat&oacute;rios privados, um molde fundamental das rela&ccedil;&otilde;es e valores nas fam&iacute;lias poderosas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>14</sup> Pergunta&#150;se o historiador sobre a corte do soberano como fator de civiliza&ccedil;&atilde;o: "Mas ter&aacute; a corte, enquanto modelo de organiza&ccedil;&atilde;o social, modelado a sociedade portuguesa de quinhentos? Para j&aacute;, interessar&aacute; reparar que, se no interior da corte a capela real ocupa lugar de destaque, a sociedade tamb&eacute;m encontra nas capelas umas das suas principais formas de organiza&ccedil;&atilde;o. Mais do que uma sociedade de corte, n&atilde;o ser&aacute; por isso esta uma sociedade de capelas, incluindo aqui a pr&oacute;pria capela real?" Curto, "Cultura", 1997, vol. 3, pp. 113&#150;114. A respeito dessa tradicional e estrita codifica&ccedil;&atilde;o do ritual da capela r&eacute;gia, modelo da sociabilidade crist&atilde; ib&eacute;rica, ver Curto, "Capela", 1993, pp. 143&#150;154, e Nelson, "Ritual", 2000, pp. 105&#150;200.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>15</sup> As capelas nos caminhos coloniais importantes, como o caminho novo (liga&ccedil;&atilde;o entre o Rio de Janeiro e Vila Rica), comumente assumiam essa fei&ccedil;&atilde;o, edificadas no mesmo lugar onde eram levantados ranchos, casas de hospedagens e vendas, ver <i>C&oacute;dice</i>, 1999, p. 891. H&aacute; exemplos interessantes assinalados por Fonseca, "Pouvoirs", 2001, pp. 435&#150;444, de constitui&ccedil;&atilde;o de capelanias com regras estritas dos donos de terras e padroeiros nas localidades de Baependi e Borda do Campo, e em outros lugares dos termos de S&atilde;o Jo&atilde;o del Rei e S&atilde;o Jos&eacute; del Rei. Os interesses dos fazendeiros doadores do patrim&ocirc;nio da capela eram variados. Houve, por exemplo, nas fronteiras da comarca de Vila Rica, casos de reserva do mercado local para lojas, vendas e produ&ccedil;&otilde;es dos instituidores. Mata, "Catolicismo", 2002, pp. 202, 209, 212, 217&#150;218.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>16</sup> Havia v&aacute;rios casos, sem d&uacute;vida, de direito de padroado exercido por agentes coloniais das minas, Trindade, <i>Institui&ccedil;&otilde;es</i>, 1945, pp. 72, 93.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>17</sup> O padroado, no antigo regime portugu&ecirc;s, era "um direito honor&iacute;fico, oneroso e &uacute;til sobre alguma igreja ou renda eclesi&aacute;stica que compete a algu&eacute;m que, com o consentimento do Ordin&aacute;rio, erigiu uma igreja ou benef&iacute;cio ou os dotou ou que herdou esse direito de quem o tenha feito dotado". Hespanha, <i>Hist&oacute;ria</i>, 1995, p. 138. Ver Tavares, <i>Comp&ecirc;ndio</i>, 1882, p. 158 &#91;nota 127&#93;: "Padroado &eacute; o direito que tem o que fundou e edificou, ou dotou uma igreja, de apresentar o cl&eacute;rigo, que h&aacute; de servila, sendo instituido pelo bispo cujo acordo e aprova&ccedil;&atilde;o s&atilde;o necess&aacute;rios. O padroado divide&#150;se em eclesi&aacute;stico, leigo e misto."</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>18</sup> Mello, <i>Rubro</i>, 1997, pp. 105&#150;151.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>19</sup> Andrade, "Inven&ccedil;&atilde;o", 2002, pp. 73&#150;107.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>20</sup> Carta do governador de Minas Gerais a D. Jo&atilde;o V, Vila Rica, 11 de junho de 1730, em Arquivo Hist&oacute;rico Ultramarino, Lisboa, Avulsos da Capitania de Minas Gerais (em diante AHU), caixa 16, doc. 107, fs. 1&#150;2v; Carta de Cipriano Jos&eacute; da Rocha ao governador, S&atilde;o Jo&atilde;o del Rei, 6 de setembro de 1737, em Arquivo P&uacute;blico Mineiro, Belo Horizonte (em diante APM), se&ccedil;&atilde;o Colonial, c&oacute;dice 56, fs. 96&#150;97v.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>21</sup> "Carta da c&acirc;mara de Tamandu&aacute; &agrave; rainha Maria I acerca dos limites de Minas Gerais com Goi&aacute;s", 20 de julho de 1793", <i>Revista do Arquivo P&uacute;blico Mineiro</i>, 1897, vol. 2, p. 375.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>22</sup> Edital do governador de Minas Gerais, Vila Rica, 3 de julho de 1736, em APM, se&ccedil;&atilde;o Colonial, c&oacute;dice 57, f. 38; Carta do conde Sarzedas ao governador, Vila Rica, 8 de dezembro de 1736, em APM, se&ccedil;&atilde;o Colonial, c&oacute;dice 56, fs. 14&#150;14v; Peti&ccedil;&atilde;o de Caetano Azevedo Rodrigues e Manuel Rodrigues Pereira e despacho, Vila Rica, 20 de agosto de 1742, em APM, se&ccedil;&atilde;o Colonial, c&oacute;dice 59, fs. 49&#150;49v.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>23</sup> Requerimento de Francisco dos Santos ao governo de Minas Gerais, &#91;n&atilde;o consta a localidade&#93;, anterior a 1739, em AHU, caixa 38, doc. 56, fs. 1&#150;1v. Ver Trindade, "Velhos", 1955, vol. 3, pp. 189&#150;193.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>24</sup> Consulta do Conselho Ultramarino sobre a peti&ccedil;&atilde;o de Matias Barbosa da Silva e de Jos&eacute; &Aacute;lvares de Mira, Lisboa, 17 de setembro de 1739, em AHU, caixa 38, doc. 9, fs. 1&#150;18v; Requerimento de Jos&eacute; &Aacute;lvares de Mira a D. Jo&atilde;o V, &#91;n&atilde;o consta a localidade&#93;, anterior a 1747, em AHU, caixa 48, doc. 54, fs. 1&#150;6.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>25</sup> Os&oacute;rio, "Elites", 2001, pp. 117&#150;118.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>26</sup> Leme, <i>Genealogia</i>, 1904, vol. 2, p. 463, e vol. 4, pp. 331&#150; 369.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>27</sup> Ver Furtado, <i>Homens</i>, 1999, pp. 57&#150;72, e Andrade, "Inven&ccedil;&atilde;o", 2002, pp. 262&#150;263. O filho do coronel Caetano Rodrigues, o rico Jos&eacute; Caetano Rodrigues de Horta, morador no termo de Mariana, e possuidor de sesmaria no "caminho novo" para Goi&aacute;s, associou&#150;se ao contratador Jo&atilde;o de Souza Lisboa, entre 1762 e 1765, nos contratos de entradas, d&iacute;zimos e passagens dos rios das Minas Gerais. Ver Araujo, "Contratos", 2002, pp. 97, 137&#150;138.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>28</sup> Requerimento de Maximiano de Oliveira Leite e de Caetano Alves Rodrigues a D. Jo&atilde;o V, &#91;n&atilde;o consta a localidade&#93;, anterior a 1750, em AHU, caixa 55, doc. 9, fs. 1&#150;4.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>29</sup> Peti&ccedil;&atilde;o de Caetano Azevedo Rodrigues e Manuel Rodrigues Pereira e despacho, Vila Rica, 20 de agosto de 1742, em APM, se&ccedil;&atilde;o Colonial, c&oacute;dice 59, fs. 49&#150;49v.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>30</sup> No testamento que fez em 1738, Matias Barbosa da Silva (falecido em 1742), legando a sua hist&oacute;ria de soldado portugu&ecirc;s que se tornou conquistador nas capitanias do Sul e ainda ocupou cargos da nobreza nas Minas, registrou: "Quatro s&iacute;tios sucessivos e continuados no caminho novo de Goiases e duas sesmarias." Tamb&eacute;m constou a posse de "v&aacute;rias pe&ccedil;as de ouro lavrado e diamantes". Trindade, "Velhos", 1955, p. 193. Esses agentes coloniais que se apossaram das passagens dos rios principais, na rota de Goi&aacute;s, cobravam dos viajantes e mercadores a transposi&ccedil;&atilde;o em canoas e balsas que mantinham para isso. Carta do provedor da fazenda real ao governador, Vila Rica, 22 de outubro de 1737, em APM, se&ccedil;&atilde;o Colonial, c&oacute;dice 61, fs. 62v&#150;63; O governo de Minas, com exclusividade, concedeu sesmarias no percurso da rota para as ro&ccedil;as dos proponentes do novo caminho de Goi&aacute;s, Despacho do governador, Vila Rica, 8 de maio de 1736, em APM, se&ccedil;&atilde;o Colonial, c&oacute;dice 59, f. 4. Conforme os ind&iacute;cios documentais, todos os agentes reconhecidos pelo poder (governo da coroa), na institui&ccedil;&atilde;o do(s) caminho(s), obtiveram "s&iacute;tios" ou terras de sesmarias na rota de Goi&aacute;s, ver "Cat&aacute;logo de sesmarias", <i>Revista do Arquivo P&uacute;blico Mineiro</i>, 1988, vol. 37, tt. 1 e 2.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>31</sup> Houve o empenho consider&aacute;vel dos contratadores de entradas das Minas Gerais em requerer a jurisdi&ccedil;&atilde;o das novas minas descobertas no sert&atilde;o do oeste para o governo desta capitania. Carta de Greg&oacute;rio Dias da Silva ao governador, Vila Rica, 8 de setembro de 1736, em APM, se&ccedil;&atilde;o Colonial, c&oacute;dice 56, fs. 12v&#150;13; Carta do governador do Rio de Janeiro e Minas Gerais ao vice&#150;rei do Brasil, Vila Rica, 3 de setembro de 1736, em APM, se&ccedil;&atilde;o Colonial, c&oacute;dice 55, fs. 123&#150;124, e Carta do conde de Sarzedas ao governador, Vila Rica, 25 de mar&ccedil;o de 1737, em APM, se&ccedil;&atilde;o Colonial, c&oacute;dice 56, fs. 47&#150;47v.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>32</sup> Peti&ccedil;&atilde;o do capit&atilde;o&#150;mor Manuel da Costa Gouveia e outros (e despachos), Vila Rica, 18 de dezembro de 1736, em APM, se&ccedil;&atilde;o Colonial, c&oacute;dice 59, fs. 10v&#150;11v; Requerimento de Manuel da Costa Gouveia a D. Jo&atilde;o V, &#91;n&atilde;o consta a localidade&#93;, anterior a 1749, em AHU, caixa 54, doc. 62, fs. 1&#150;8, e Requerimento de Manuel Martins de Melo a D. Jo&atilde;o V, &#91;n&atilde;o consta a localidade&#93;, anterior a 1747, em AHU, caixa 48, doc. 13, fs. 1&#150;1v. Ve r Barbosa, <i>Decad&ecirc;ncia</i>, 1971, p. 83.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>33</sup> Aviso dos deputados da Mesa da Consci&ecirc;ncia e Ordens ao governador de Minas Gerais, Lisboa, 12 de julho de 1782, em APM, Avulsos Casa dos Contos, caixa 106, planilha 20.561, doc. 2. A respeito da forma&ccedil;&atilde;o do arraial e da vila de S&atilde;o Bento do Tamandu&aacute;, sigo, mas em linhas gerais, a pesquisa de Waldemar Barbosa. Barbosa, <i>Dicion&aacute;rio</i>, 1995, p. 163.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>34</sup> Ver Costa, <i>Cartografia</i>, 2004, pp. 184, 220, 227, e Barbosa, <i>Decad&ecirc;ncia</i>, 1971, pp. 85&#150;93.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>35</sup> Requerimento de Manuel &Aacute;lvares Gondim, &#91;n&atilde;o consta a localidade&#93;, anterior a 1734, em AHU, caixa 28, doc. 1, fs. 1&#150;4v, e Decreto de D. Jo&atilde;o V, nomeando Manuel &Aacute;lvares Gondim na serventia do of&iacute;cio de escriv&atilde;o das execu&ccedil;&otilde;es da vila de S&atilde;o Jo&atilde;o del Rei, Lisboa, 21 de abril de 1745, em AHU, caixa 45, doc. 33, fs. 1&#150;3v.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>36</sup> <i>Revista do Arquivo P&uacute;blico Mineiro</i>, 1897, vol. 2, p. 379.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>37</sup> Consulta do Conselho Ultramarino sobre os pedidos de Carlos de Toledo e Melo e dos moradores da freguesia de S&atilde;o Bento do Tamandu&aacute;, Lisboa, 25 de maio de 1789, em AHU, caixa 131, doc. 67, fs. 1&#150;24.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>38</sup> Ver <i>De genere et moribus </i>de Gaspar &Aacute;lvares Gondim, em Arquivo Eclesi&aacute;stico da Arquidiocese de Mariana, Mariana (em diante AEAM), arm&aacute;rio 04, pasta 661. Sobre o semin&aacute;rio das Minas Gerais, ver tamb&eacute;m Vasconcelos, <i>Hist&oacute;ria</i>, 1935.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>39</sup> <i>Revista do Arquivo P&uacute;blico Mineiro</i>, 1897, vol. 2, pp. 379&#150;380. Ver Neves, "Entre", 1995, p. 173.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>40</sup> Aviso dos deputados da Mesa da Consci&ecirc;ncia e Ordens ao governador de Minas Gerais, Lisboa, 12 de julho de 1782, em APM, Avulsos Casa dos Contos, caixa 106, planilha 20.561, documento 2, e Consulta do Conselho Ultramarino sobre os pedidos de Carlos de Toledo e Melo e dos moradores da freguesia de S&atilde;o Bento do Tamandu&aacute;, Lisboa, 25 de maio de 1789, em AHU, caixa 131, doc. 67, fs. 1&#150;24.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>41</sup> Informa&ccedil;&atilde;o passada ao governo da capitania de Minas Gerais com documentos referentes &agrave;s dilig&ecirc;ncias do mestre de campo In&aacute;cio Correia Pamplona, Fazenda da Gl&oacute;ria, 24 de setembro de 1781, em APM, Avulsos Secretaria de Governo, caixa 11, doc. 30, fs. 1&#150;7v.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>42</sup> Informa&ccedil;&atilde;o passada ao governo da capitania de Minas Gerais sobre recebimento das instru&ccedil;&otilde;es de posse do vig&aacute;rio Carlos Correia de Toledo e Melo, Mendanha, 8 de janeiro de 1783, em APM, Avulsos Secretaria de Governo, caixa 13, doc. 2, fs. 1&#150;3, e Informa&ccedil;&atilde;o passada ao governo da capitania de Minas Gerais sobre movimento para impedir a posse de capel&atilde;o na capela do Tamandu&aacute;, Ribeir&atilde;o Santana, 2 de fevereiro de 1783, em APM, Avulsos Secretaria de Governo, caixa 13, doc. 12, fs. 1&#150;11v.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>43</sup> Informa&ccedil;&atilde;o passada ao governo da capitania de Minas Gerais sobre lit&iacute;gio entre moradores e sobre proposta para atacar um quilombo, Mendanha, 11 de novembro de 1782, em APM, Avulsos Secretaria de Governo, caixa 12, doc. 45, fs. 1&#150;3v.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>44</sup> Informa&ccedil;&atilde;o passada ao governo da capitania de Minas Gerais sobre movimento para impedir a posse de capel&atilde;o na capela do Tamandu&aacute;, Ribeir&atilde;o Santana, 2 de fevereiro de 1783, em APM, Avulsos Secretaria de Governo, caixa 13, doc. 12, fs. 1&#150;11v, e Informa&ccedil;&atilde;o passada ao governo da capitania de Minas Gerais sobre provid&ecirc;ncias para a posse de capel&atilde;o na capela do Tamandu&aacute;, Ribeir&atilde;o Santana, 6 de fevereiro de 1783, em APM, Avulsos Secretaria de Governo, caixa 13, doc. 13, fs. 1&#150;3v.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>45</sup> Consulta do Conselho Ultramarino sobre os pedidos de Carlos de Toledo e Melo e dos moradores da freguesia de S&atilde;o Bento do Tamandu&aacute;, Lisboa, 25 de maio de 1789, em AHU, caixa 131, doc. 67, fs. 1&#150;24. Ve r Barbosa, <i>Dicion&aacute;rio</i>, 1995, p. 164.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>46</sup> Consulta do Conselho Ultramarino sobre os pedidos de Carlos de Toledo e Melo e dos moradores da freguesia de S&atilde;o Bento do Tamandu&aacute;, Lisboa, 25 de maio de 1789, em AHU, caixa 131, doc. 67, fs. 1&#150;24. Para o historiador Kenneth Maxwell, o ex&#150;ouvidor Tom&aacute;s Gonzaga em 1789, "mantinha as mais &iacute;ntimas rela&ccedil;&otilde;es pessoais com Alvarenga Peixoto e Carlos Correia". Estes dois conspiradores hospedaram&#150;se em sua casa de Vila Rica, nas reuni&otilde;es que se fizeram em dezembro de 1788. Ver tamb&eacute;m Maxwell, <i>Devassa</i>, 1995, pp. 141&#150;167.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Informaci&oacute;n sobre el autor</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Francisco Eduardo de Andrade</b>: Professor adjunto do Departamento de Hist&oacute;ria, Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Autor dos livros: A <i>inven&ccedil;&atilde;o das Minas Gerais: empresas, descobrimentos e entradas nos sert&otilde;es do ouro da Am&eacute;rica portuguesa</i>, Belo Horizonte, Aut&ecirc;ntica Editora/Editora Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Minas Gerais, 2008; <i>Entre a ro&ccedil;a e o engenho: roceiros e fazendeiros em Minas Gerais, primeira metade do s&eacute;culo XIX</i>, Vi&ccedil;osa, Minas Gerais, Editora da Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, 2008. Entre outros artigos sobre fronteira e minera&ccedil;&atilde;o na Am&eacute;rica portuguesa &eacute; autor de "Viver &agrave; gandaia: povo negro nos morros das Minas" in Eduardo Fran&ccedil;a Paiva e Isnara Pereira Ivo (orgs.), <i>Escravid&atilde;o, mesti&ccedil;agem e hist&oacute;rias comparadas</i>, S&atilde;o Paulo, Annablume, 2008. </font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<source><![CDATA[Revista do Arquivo Público Mineiro]]></source>
<year>1897</year>
<volume>2</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<source><![CDATA[Revista do Arquivo Público Mineiro]]></source>
<year>1988</year>
<volume>37</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ANDRADE]]></surname>
<given-names><![CDATA[FRANCISCO EDUARDO DE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA["A invenção das Minas Gerais: empresas, descobrimentos e entradas nos sertões do ouro (1680-1822)"]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ANDRADE]]></surname>
<given-names><![CDATA[FRANCISCO EDUARDO DE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Os frutos da terra das minas e os direitos do rei"]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro]]></source>
<year>jane</year>
<month>ir</month>
<day>o-</day>
<volume>422</volume>
<page-range>151-166</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ARAUJO]]></surname>
<given-names><![CDATA[LUIZ ANTÔNIO SILVA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA["Contratos e tributos nas minas setecentistas: o estudo de um caso. João de Souza Lisboa (1745-1765)"]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BARBOSA]]></surname>
<given-names><![CDATA[WALDEMAR DE ALMEIDA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A decadência das minas e a fuga da mineração]]></source>
<year>1971</year>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Federal de Minas Gerais]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BARBOSA]]></surname>
<given-names><![CDATA[WALDEMAR DE ALMEIDA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Dicionário histórico-geográfico de Minas Gerais]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Itatiaia]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BLUTEAU]]></surname>
<given-names><![CDATA[RAFAEL DE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Vocabulário português e latino]]></source>
<year>1712</year>
<volume>2</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Real Colégio das Artes da Companhia de Jesus]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BOXER]]></surname>
<given-names><![CDATA[CHARLES R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O império colonial português]]></source>
<year>1977</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ed. 70]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[Códice Costa Matoso. Coleção das notícias dos primeiros descobrimentos das minas na América]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fundação João PinheiroCentro de Estudos Históricos e Culturais]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[COELHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[JOSÉ JOÃO TEIXEIRA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Instrução para o governo da capitania de Minas Gerais]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Organização de Caio César BoschiSecretaria de Estado de CulturaArquivo Público MineiroInstituto Histórico e Geográfico Brasileiro]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[Constituições primeiras do Arcebispado da Bahia, feitas e ordenadas pelo ilustríssimo, e reverendíssimo senhor D. Sebastião Monteiro de Vide [...] propostas, e aceitas em o sínodo diocesano, que o dito senhor celebrou em 12 de junho do ano de 1707]]></source>
<year>1720</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Real Colégio das Artes da Companhia de Jesus]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[COSTA]]></surname>
<given-names><![CDATA[ANTONIO GILBERTO DA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cartografia da conquista do território das Minas]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Belo HorizonteLisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ed. UFMGKapa Editorial]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CURTO]]></surname>
<given-names><![CDATA[DIOGO RAMADA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["A capela real: um espaço de conflitos (séculos XVI a XVIII)"]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista da Faculdade de Letra. Línguas e Literaturas]]></source>
<year>1993</year>
<page-range>143-154</page-range><publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CURTO]]></surname>
<given-names><![CDATA[DIOGO RAMADA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["A cultura política"]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[MATTOSO]]></surname>
<given-names><![CDATA[JOSÉ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[História de Portugal. No alvorecer da modernidade (1480-1620)]]></source>
<year>1997</year>
<volume>3</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Estampa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FARIA]]></surname>
<given-names><![CDATA[ANA MOUTA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Função da carreira eclesiástica na organização do tecido social do Antigo Regime"]]></article-title>
<source><![CDATA[Ler História]]></source>
<year>1987</year>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>29-46</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FONSECA]]></surname>
<given-names><![CDATA[CLÁUDIA DAMASCENO]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O espaço urbano de Mariana: sua formação e suas representações"]]></article-title>
<source><![CDATA[LPH: Revista de História]]></source>
<year>1997</year>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>67-107</page-range><publisher-name><![CDATA[Mariana]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FONSECA]]></surname>
<given-names><![CDATA[CLÁUDIA DAMASCENO]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA["Pouvoirs, villes et territoires. Genèse et représentations des espaces urbains dans le Minas Gerais (Brésil), XVIII -début du XIX siècle"]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FURTADO]]></surname>
<given-names><![CDATA[JÚNIA FERREIRA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Homens de negócio: a interiorizflção da metrópole e do comércio ñas minas setecentistas]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Hucitec]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HESPANHA]]></surname>
<given-names><![CDATA[ANTÓNIO MANUEL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[História de Portugal moderno: político e institucional]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Aberta]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LEME]]></surname>
<given-names><![CDATA[LUIZ GONZAGA DA SILVA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Genealogía paulistana]]></source>
<year>1904</year>
<volume>2 e 4</volume>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Duprat e Companhia]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MATA]]></surname>
<given-names><![CDATA[SÉRGIO RICARDO DA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA["Catolicismo popular, espaço e proto-urbanização em Minas Gerais, Brasil. Séculos XVIII-XIX"]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MAXWELL]]></surname>
<given-names><![CDATA[KENNETH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Devassa da devassa: a inconfidência mineira, Brasil-Portugal, 1750- 1808]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Paz e Térra]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MELLO]]></surname>
<given-names><![CDATA[EVALDO CABRAL DE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Rubro veio: o imaginário da restauração pernambucana]]></source>
<year>1997</year>
<edition>2a</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Topbooks]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[METCALF]]></surname>
<given-names><![CDATA[ALIDA C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Family and Frontier in Colonial Brazal: Santana de Parnaíba. 1580-1822]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-loc><![CDATA[Berkeley ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University of California Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MONTEIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[JOHN MANUEL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Negros da térra: índios e bandeirantes ñas origens de São Paulo]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Companhia das Letras]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[NELSON]]></surname>
<given-names><![CDATA[BERNADETTE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA["Ritual and Ceremony in the Spanish Royal Chapel, c. 1559-c. 1561"]]></article-title>
<source><![CDATA[Early Music History]]></source>
<year>2000</year>
<volume>19</volume>
<page-range>105-200</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[NEVES]]></surname>
<given-names><![CDATA[GUILHERME P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Entre o trono e o altar: a mesa da consciência e ordens e o papel da religião no Brasil (1808-1828)"]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[SILVA]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. BEATRIZ NlZZA DA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cultura portuguesa na térra de Santa Cruz]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Estampa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[OLIVEIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[DOM ÓSCAR DE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Os dízjmos eclesiásticos do Brasil nos períodos da colônia e do império]]></source>
<year>1964</year>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edição Universidade Federal de Minas Gerais]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[OSÓRIO]]></surname>
<given-names><![CDATA[HELEN]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["As élites económicas e a arrematação dos contratos reais: o exemplo do Rio Grande do Sul (século XVIII)"]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[FRAGOSO]]></surname>
<given-names><![CDATA[JOÃO]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BICALHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[MARÍA FERNANDA BAPTISTA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GOUVÊA]]></surname>
<given-names><![CDATA[MARÍA DE FÁTIMA SILVA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O antigo regime nos trópicos: a dinámica imperial portuguesa (séculos XVI-XVIII)]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Civilização Brasileira]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[TAVARES]]></surname>
<given-names><![CDATA[JERONYMO VILELLA DE CASTRO]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Compêndio de direito público eclesiástico para uso das/acuidades de direito do império]]></source>
<year>1882</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[B. L. Garnier]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[TRINDADE]]></surname>
<given-names><![CDATA[RAIMUNDO]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Instituições de igrejas no bispado de Mariana]]></source>
<year>1945</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Mec]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[TRINDADE]]></surname>
<given-names><![CDATA[RAIMUNDO]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Velhos troncos mineiros"]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista dos Tribunais]]></source>
<year>1955</year>
<volume>3</volume>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VASCONCELOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[DIOGO DE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[História da civilização mineira: bispado de Mariana]]></source>
<year>1935</year>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Apolo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
