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<journal-title><![CDATA[América Latina en la historia económica]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Instituto de Investigaciones Dr. José María Luis Mora]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Economia autônoma de escravos nas grandes fazendas cafeeiras do sudeste do Brasil (Zona da Mata mineira -século XIX)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The focus of this article is to show the partial results from a research which has the purpose to reconstruct stories and memories from rural black workers in Zona da Mata mineira (Juiz de Fora and Mar de Hespanha -XIX century). In this period the region had physical conditions to cultivate coffee, the main Brazilian commodity of exportation and it was the richest of Minas being responsible for a production which varied from 90% (decade of eighties of the XIX century) to 70% (decade of twenties of the last century). The main workmanship used in these coffee plantations was the black man, first of all as slave and then as free worker. Considering memories from travelers, documents of register offices, criminal proceedings and array of civil lawsuits (postmortem inventories, charges of debts, suits about division and demarcation of rural properties), I studied the economic activities of slaves in little plots of land destined by their landlords for cultivating on Sundays and saint's days to their subsistence.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Art&iacute;culos</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>Economia aut&ocirc;noma de escravos nas grandes fazendas cafeeiras do sudeste do Brasil (Zona da  Mata mineira &#150;s&eacute;culo XIX)</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Elione Silva Guimar&atilde;es*</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>* Atua como professora e pesquisadora do Arquivo Hist&oacute;rico de Juiz de Fora (Minas Gerais &#150;Brasil).</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Fecha de recepci&oacute;n: marzo de 2008    <br>   Fecha de aceptaci&oacute;n: junio de 2008</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Resumo</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A proposta deste artigo &eacute; apresentar os resultados parciais de uma pesquisa que tem por objetivo reconstituir hist&oacute;rias e mem&oacute;rias de roceiros negros na Zona da Mata mineira (Juiz de Fora e Mar de Espanha &#150;s&eacute;culo XIX). No per&iacute;odo proposto a regi&atilde;o possu&iacute;a condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas para o cultivo do caf&eacute;, ent&atilde;o o principal produto de exporta&ccedil;&atilde;o do Brasil, e foi a mais rica de Minas Gerais, sendo respons&aacute;vel por uma produ&ccedil;&atilde;o da rubi&aacute;cea, em Minas Gerias, que variou de 90% (d&eacute;cada de oitenta do oitocentos) a 70% (d&eacute;cada de vinte do s&eacute;culo passado). A principal m&atilde;o&#150;de&#150;obra utilizada nas lavouras cafeeiras foi a do negro, primeiro na condi&ccedil;&atilde;o de cativo e depois como trabalhador livre predominante. Partindo de relatos de viajantes, fontes cartor&aacute;rias, processos criminais e variados processos civis (invent&aacute;rios, a&ccedil;&otilde;es de cobran&ccedil;as de d&iacute;vidas, processos de divis&atilde;o e demarca&ccedil;&atilde;o de terras, despejo, embargo e outros) investigo as atividades econ&ocirc;micas de cativos nas ro&ccedil;as destinadas por seus senhores para cultivos em domingos e dias santificados e dedicadas ao seu sustento.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chaves</b>: economia aut&ocirc;noma de escravos, economia cafeeira, Zona da Mata mineira (Brasil).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Abstract</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">The focus of this article is to show the partial results from a research which has the purpose to reconstruct stories and memories from rural black workers in Zona da Mata mineira (Juiz de Fora and Mar de Hespanha &#150;XIX century). In this period the region had physical conditions to cultivate coffee, the main Brazilian commodity of exportation and it was the richest of Minas being responsible for a production which varied from 90% (decade of eighties of the XIX century) to 70% (decade of twenties of the last century). The main workmanship used in these coffee plantations was the black man, first of all as slave and then as free worker. Considering memories from travelers, documents of register offices, criminal proceedings and array of civil lawsuits (postmortem inventories, charges of debts, suits about division and demarcation of rural properties), I studied the economic activities of slaves in little plots of land destined by their landlords for cultivating on Sundays and saint's days to their subsistence.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Autonomous economy of slaves, coffee economy, Zona da Mata mineira (Brazil).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES INICI&Aacute;IS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Aproposta deste artigo &eacute; reconstituir hist&oacute;rias de roceiros negros na Zona da Mata de Minas Gerais (Brasil) na segunda metade do s&eacute;culo XIX.<sup><a href="#notas">1</a></sup> No per&iacute;odo proposto, a regi&atilde;o possu&iacute;a condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas adequadas ao cultivo do caf&eacute;, ent&atilde;o o principal produto de exporta&ccedil;&atilde;o do Brasil, e foi a mais rica de Minas Gerais, sendo respons&aacute;vel por uma produ&ccedil;&atilde;o da rubi&aacute;cea que variou de 90%, na d&eacute;cada de oitenta do oitocentos, a 70%, na d&eacute;cada de vinte do s&eacute;culo passado.<sup><a href="#notas">2</a></sup> No s&eacute;culo XIX suas caracter&iacute;sticas b&aacute;sicas eram: predom&iacute;nio de propriedades fundi&aacute;rias grandes e m&eacute;dias e numerosos escravos, ocupada com o objetivo de estabelecimento de empresas agr&iacute;colas voltadas para a exporta&ccedil;&atilde;o de caf&eacute;.<sup><a href="#notas">3</a> </sup>O estudo ser&aacute; realizado para dois dos principais munic&iacute;pios produtores de caf&eacute; e com grande concentra&ccedil;&atilde;o de cativos: Juiz de Fora e Mar de Espanha.<sup><a href="#notas">4</a></sup> Durante o per&iacute;odo escravista a m&atilde;o&#150;de&#150;obra respons&aacute;vel pela produ&ccedil;&atilde;o cafeeira foi, prioritariamente, a do trabalhador escravizado.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Inicio discutindo as diferentes formas da economia aut&ocirc;noma dos cativos e as fontes nas quais estas informa&ccedil;&otilde;es se fazem presentes. Dentre estas atividades darei destaque &agrave;s agr&iacute;colas, realizadas em parcelas de terra e no tempo para trabalh&aacute;&#150;las concedidos pelo senhor, com uma eventual comercializa&ccedil;&atilde;o dos excedentes em circuitos locais de troca, pertencendo ao cativo os ganhos obtidos com sua venda. Para tanto, analisarei as experi&ecirc;ncias da comunidade escrava da fazenda Santana da Barra, uma pr&oacute;spera unidade produtora de caf&eacute; para exporta&ccedil;&atilde;o localizada em Mar de Espanha (Zona da Mata de Minas Gerais).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>A economia aut&ocirc;noma de escravos</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O debate historiogr&aacute;fico em torno da economia aut&ocirc;noma dos escravos</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para conduzir a discuss&atilde;o acerca das atividades econ&ocirc;micas de roceiros negros, retomo o conceito "brecha camponesa" ou "economia aut&ocirc;noma do cativo", utilizado pela historiografia para denominar as atividades econ&ocirc;micas que escapavam estritamente ao sistema de plantagem desenvolvidas nas col&ocirc;nias escravistas. Os limites de um artigo invibializam uma discuss&atilde;o aprofundada do conceito, por sua vez bastante conhecido dos estudiosos da escravid&atilde;o e fruto de um acalorado debate historiogr&aacute;fico. Portanto, apresento em linhas gerais as posi&ccedil;&otilde;es dos principais autores que o discutiram teoricamente,<sup><a href="#notas">5</a></sup> lembrando que ainda s&atilde;o poucas as pesquisas emp&iacute;ricas sobre o tema no Brasil.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No final da d&eacute;cada de setenta e nos anos oitenta do s&eacute;culo passado, surgiram no Brasil novas tend&ecirc;ncias nas pesquisas, que come&ccedil;avam a abandonar o modelo explicativo da forma&ccedil;&atilde;o social e econ&ocirc;mica do pa&iacute;s at&eacute; ent&atilde;o predominante, heran&ccedil;a de Caio Prado J&uacute;nior,<sup><a href="#notas">6</a></sup> lan&ccedil;ando novas luzes sobre quest&otilde;es fundamentais para a compreens&atilde;o da Hist&oacute;ria do pa&iacute;s, a exemplo da escravid&atilde;o.<sup><a href="#notas">7</a></sup> Um aspecto do escravismo moderno, que ent&atilde;o despontava corno objeto de acalorado debate envolvendo, principalmente, os historiadores Ciro Flamarion Cardoso e Jacob Gorender, foi a chamada "brecha camponesa", tamb&eacute;m denominada economia pr&oacute;pria, economia dom&eacute;stica, protocampesinato, microeconomia ou economia aut&ocirc;noma do escravo.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A express&atilde;o "brecha camponesa" foi utilizada por Tadeusz Lepkowski (Haiti) para designar as atividades econ&ocirc;micas, que escapavam estritamente ao sistema de plantagem, desenvolvidas nas col&ocirc;nias escravistas. Lepkowski distinguia duas modalidades de brecha camponesa: a economia independente de subsist&ecirc;ncia organizada nos quilombos e os pequenos lotes de terras concedidos pelos senhores escravistas para o usufruto de seus cativos n&atilde;o&#150;dom&eacute;sticos; ressalvando que estas atividades camponesas dos escravos eram secund&aacute;rias em rela&ccedil;&atilde;o ao escravismo dominante.<sup><a href="#notas">8</a></sup> Sidney Mintz (Antilhas) detalhou as atividades camponesas sob o escravismo, dentre as quais incluiu as desenvolvidas pelos quilombolas e o protocampesinato escravo &#150;isto &eacute;, atividades agr&iacute;colas desempenhadas por cativos em parcelas de terra e no tempo para trabalh&aacute;&#150;las, concedidos pelo senhor, com uma eventual comercializa&ccedil;&atilde;o dos excedentes. Tendo em vista a exist&ecirc;ncia da brecha agr&iacute;cola e mercantil, Mintz chegou a questionar a exist&ecirc;ncia de um modo de produ&ccedil;&atilde;o escravista nas Am&eacute;ricas.<sup><a href="#notas">9</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nas d&eacute;cadas de setenta e oitenta (s&eacute;c. XX), Ciro Cardoso tomou a express&atilde;o "brecha camponesa" emprestada a Lepkowski para discutir a economia aut&ocirc;noma do cativo nas col&ocirc;nias americanas e mostrar como a mesma funcionou na reprodu&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio sistema escravista. Ap&oacute;s discutir a defini&ccedil;&atilde;o da estrutura camponesa sob o ponto de vista econ&ocirc;mico (acesso est&aacute;vel a terra, predom&iacute;nio do trabalho familiar, economia fundamentalmente de subsist&ecirc;ncia, autonomia para decidir o que e quando plantar), Ciro Cardoso<sup><a href="#notas">10</a></sup> apresentou as seguintes hip&oacute;teses sobre o setor campon&ecirc;s da atividade dos cativos:</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>a) </i>Os propriet&aacute;rios de escravos cediam uma parcela de terra e tempo (domingos e feriados) aos seus cativos para que eles produzissem alimentos (produ&ccedil;&atilde;o de subsist&ecirc;ncia) e criassem pequenos animais. O excedente eventualmente produzido era comercializado em circuitos locais de troca, pertencendo ao cativo os ganhos obtidos com sua venda. Esta pr&aacute;tica tinha uma fun&ccedil;&atilde;o bem definida dentro do quadro do escravismo colonial, qual seja a de minimizar o custo de manuten&ccedil;&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de trabalho. Portanto, seu grau de import&acirc;ncia variou no espa&ccedil;o e no tempo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>b) </i>As col&ocirc;nias integradas ao mercado mundial como exportadoras de produtos prim&aacute;rios maximizavam a explora&ccedil;&atilde;o sobre os cativos, sobretudo nas &eacute;pocas de colheita e elabora&ccedil;&atilde;o dos produtos, em detrimento das atividades de subsist&ecirc;ncia. Em outras palavras, nos momentos em que a sazonalidade das culturas exigia mais trabalho, o propriet&aacute;rio aumentava o sobretrabalho do cativo e os espa&ccedil;os de autonomia tendiam a diminuir, uma vez que os senhores avan&ccedil;avam sobre o tempo inicialmente cedido aos cativos para que eles desenvolvessem suas atividades aut&ocirc;nomas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">H&aacute; que se considerar que, entre a posi&ccedil;&atilde;o inicial de Ciro, apresentada nos primeiros textos, e a defendida no livro de 1987, o autor manifestou certa mudan&ccedil;a de racioc&iacute;nio, conforme observou Robert Slenes: "n&atilde;o &eacute; mais nem 'brecha' (fenda) nem, a rigor 'camponesa'", aproximando&#150;se mais do que os historiadores norte&#150;americanos chamam de "economia interna dos escravos", isto &eacute;, "um termo que abrange todas as atividades desenvolvidas pelos cativos para aumentarem seus recursos, desde o cultivo de ro&ccedil;as &agrave; ca&ccedil;a e, inclusive, ao furto".<sup><a href="#notas">11</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Jacob Gorender, o principal cr&iacute;tico de Cardoso, n&atilde;o recusa a exist&ecirc;ncia da ocorr&ecirc;ncia da economia aut&ocirc;noma do cativo e da possibilidade de esta produ&ccedil;&atilde;o ser parcialmente comercializada em mercados locais de trocas.<sup><a href="#notas">12</a></sup> Sua pol&ecirc;mica com Cardoso consiste na "conceitua&ccedil;&atilde;o", isto &eacute;, nega a exist&ecirc;ncia da "brecha camponesa" por n&atilde;o consider&aacute;&#150;la estrutural, pois para ele a economia do cativo est&aacute; inserida no modo de produ&ccedil;&atilde;o escravista colonial. Em outras palavras, para Gorender, Cardoso atribuiu &agrave; economia do cativo uma generalidade e estabilidade que ela n&atilde;o teve. Ele reconhece, todavia, que as &aacute;reas cafeeiras do sudeste, em fun&ccedil;&atilde;o mesmo das transformares conjunturais ocorridas no s&aacute;culo XIX, abriram maiores possibilidades aos cativos de desenvolverem uma economia pr&oacute;pria.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em artigo publicado em 1980, Ant&ocirc;nio Barros de Castro assinala a import&acirc;ncia do debate em torno da economia aut&ocirc;noma do cativo e elogia Cardoso por ter observado a import&acirc;ncia psicol&oacute;gica destas atividades para os cativos, no entanto, ressente&#150;se de que o autor n&atilde;o tenha aprofundado a discuss&atilde;o sob esta perspectiva. Em sua opini&atilde;o, a produ&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica brasileira, at&eacute; aquele momento, havia dedicado muito pouca aten&ccedil;&atilde;o aos "pequenos lotes de terra cedidos aos escravos para o cultivo de seus alimentos".<sup><a href="#notas">13</a></sup> Barros de Castro tamb&eacute;m defende que, para al&eacute;m da cren&ccedil;a generalizada de que a permiss&atilde;o dos senhores para que os cativos realizassem atividades "protocamponesas" funcionava corno estrat&eacute;gia senhorial para baratear os custos com a alimenta&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios, deveria ser investigado se estas n&atilde;o eram resultados de conquistas obtidas no embate cotidiano entre senhores e escravos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Comungam com Barros de Castro, no que diz respeito a ser a "brecha camponesa" percebida mais "como uma conquista do escravo do que propriamente uma decorr&ecirc;ncia da <i>l&oacute;gica </i>econ&ocirc;mica do sistema (barateamento dos custos de reprodu&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de trabalho)",<sup><a href="#notas">14</a></sup> sem negar as vantagens senhoriais nesta concess&atilde;o, os historiadores Maria Yedda Linhares e Francisco Carlos Teixeira da Silva. Estes autores destacaram que, durante todo o per&iacute;odo escravista brasileiro, naturalmente com transforma&ccedil;&otilde;es no espa&ccedil;o e no tempo, a legisla&ccedil;&atilde;o orientava os senhores escravistas a ceder um dia livre (normalmente o s&aacute;bado) para que os cativos promovessem o seu sustento.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O sistema escravista brasileiro tamb&eacute;m foi objeto de pesquisa de diversos brazilianistas,<sup><a href="#notas">15</a></sup> que a partir dos anos sessenta chegaram ao Brasil interessados em "explicar a hist&oacute;ria pol&iacute;tica, econ&ocirc;mica e social do pa&iacute;s, e conhecer o seu perfil como na&ccedil;&atilde;o".<sup><a href="#notas">16</a></sup> Com eles, muitos historiadores brasileiros adquiriram o interesse pela pesquisa emp&iacute;rica. Stuart Schwartz, por exemplo, em texto de 1977, deu publicidade a um documento que ficou conhecido como <i>0 tratado proposto a Manuel da Silva Ferreira pelos seus escravos durante o tempo em que se conservaram levantados (c. 1789). </i>O documento trata de uma proposta de paz apresentada pelos escravos do Engenho de Santana (localizado no atual munic&iacute;pio de Ilh&eacute;us &#150;Bahia), que estavam rebelados, e apresenta as condi&ccedil;&otilde;es dos cativos para voltarem ao cativeiro. Para os interesses deste artigo, vale comentar o destaque que Schwartz deu aos pontos relacionados &agrave; economia aut&ocirc;noma dos cativos:</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em um determinado n&uacute;mero de pontos fica claro que os escravos estavam acostumados a criarem o seu pr&oacute;prio sustento. As demandas por dois dias livres, de responsabilidade para o senhor do Engenho, com o direito de pescar, plantar arroz, e de cortar lenha indicam um certo grau de independ&ecirc;ncia econ&ocirc;mica e de auto&#150;sufici&ecirc;ncia. O fato de que estes escravos eram capazes de produzir um excedente comercializ&aacute;vel &eacute; sublinhado pela sua exig&ecirc;ncia de que o propriet&aacute;rio da planta&ccedil;&atilde;o deveria lhes emprestar um grande barco para transportar os seus produtos para o mercado em Salvador e libert&aacute;&#150;los dos habituais custos  de   transporte.<a href="#notas"><sup>17</sup></a></font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O exerc&iacute;cio de vasculhar os arquivos trouxe &agrave; tona outros documentos reveladores. A partir da d&eacute;cada de oitenta do s&eacute;culo passado, o Brasil assistiu a uma verdadeira prolifera&ccedil;&atilde;o dos cursos de p&oacute;s&#150;gradu&ccedil;&atilde;o e, junto com eles, o incentivo as produ&ccedil;&otilde;es monogr&aacute;ficas de cunho regional e local. As demandas por pesquisas localizadas incentivaram a recupera&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o de arquivos abandonados pelo descaso administrativo, trazendo a lume documentos e informa&ccedil;&otilde;es at&eacute; ent&atilde;o relegados ao silencio. Somou&#150;se a isto uma produ&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica influenciada pelo historiador ingl&ecirc;s E. P. Thompson, preocupada com enfatizar n&atilde;o somente as rela&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas e pol&iacute;ticas, mas tamb&eacute;m sociais e culturais, com foco nos costumes, nos direitos consuetudin&aacute;rios, nos conflitos e na rela&ccedil;&atilde;o entre as pr&aacute;ticas sociais e as normas legais.<sup><a href="#notas">18</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Se as pesquisas nos documentos de arquivos evidenciam informa&ccedil;&otilde;es sobre a economia pr&oacute;pria dos cativos, no Brasil ela ainda n&atilde;o resultou em abund&acirc;ncia de pesquisas espec&iacute;ficas sobre o tema da economia do cativo. Stuart Schwartz novamente chamou a aten&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores observando que eles "precisam reconstruir os processos hist&oacute;ricos espec&iacute;ficos nos quais se formaram as rela&ccedil;&otilde;es entre escravos e roceiros" e que "no debate sobre a 'brecha camponesa' nenhum dos lados deu muita aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as ocorridas com o tempo".<sup><a href="#notas">19</a></sup> Robert Slenes notou que, embora a economia aut&ocirc;noma dos escravos venha merecendo muitas pesquisas nos Estados Unidos da Am&eacute;rica e no Caribe,<sup><a href="#notas">20</a></sup> influenciadas pela obra de E. P. Thompson, visto "que enfocam a economia interna como palco de conflitos", no Brasil as pesquisas abordam esta quest&atilde;o indiretamente. Em suas palavras, h&aacute; uma "quase total aus&ecirc;ncia de estudos emp&iacute;ricos densos sobre a brecha camponesa no Brasil".<sup><a href="#notas">21</a></sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os pesquisadores, influenciados por Thompson, observam que a pr&aacute;tica da economia aut&ocirc;noma dos cativos estabeleceu entre senhores e escravos um acordo consuetudin&aacute;rio que garantiu aos cativos certos "direitos", de fato e &agrave;s vezes de direito, alguns dos quais chegaram a ser positivados.<sup><a href="#notas">22</a></sup> Infringir estes direitos trazia consigo a imin&ecirc;ncia de alguma forma de conflito. Maria Helena Machado,<sup><a href="#notas">23</a></sup> ao estudar a criminalidade escrava nos anos finais do escravismo, nos munic&iacute;pios paulistas de Taubat&eacute; e Campinas, demonstrou que muitos cativos justificavam os crimes cometidos contra seus senhores e feitores apresentando argumentos de que os seus "direitos" &#150;dentre os quais os de plantar e criar&#150; estavam sendo desrespeitados. As pesquisas recentes sobre a microeconomia dos cativos preocupam&#150;se em analis&aacute;&#150;la considerando sua rela&ccedil;&atilde;o com a forma&ccedil;&atilde;o familiar dos munic&iacute;pios, incluindo as rela&ccedil;&otilde;es de compadrio, e a solidariedade  na comunidade  escrava.<sup><a href="#notas">24</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Se o tema tem merecido poucas pesquisas emp&iacute;ricas no Brasil certamente n&atilde;o &eacute; por falta de fontes. Informa&ccedil;&otilde;es sobre a economia aut&ocirc;noma dos escravos brotam dos mais diversos documentos. &Eacute; bem verdade que os dados sobre estas atividades dos cativos, de um modo geral, aparecem nas fontes da mesma forma que nos resultados de pesquisas e, talvez, pelas mesmas raz&otilde;es. Os documentos nos quais estes dados aparecem n&atilde;o foram elaborados para tratar desta quest&atilde;o especificamente, mas informam a respeito delas por for&ccedil;as circunstanciais. E &eacute; assim que o pesquisador freq&uuml;entemente "trope&ccedil;a" nestas informa&ccedil;&otilde;es, comentando a respeito delas, dedicando&#150;lhes algumas p&aacute;ginas de reflex&otilde;es, ainda que, elas n&atilde;o sejam o seu objeto de pesquisa. Todavia, h&aacute; que se reconhecer que mape&aacute;&#150;las nas fontes e realizar uma pesquisa espec&iacute;fica &eacute; um tanto quanto trabalhoso, exigindo tempo e paci&ecirc;ncia. Portanto, proponho iniciar esta abordagem apresentando as principais fontes que podem ser utilizadas para a discuss&atilde;o sobre a economia aut&ocirc;noma dos escravos, tais como processos Criminais, relatos de viajantes, fontes notariais (a exemplo das cartas de alforrias), testamentos, <i>inventarios post&#150;morten </i>e outros tantos processos civis. N&atilde;o pretendo, por&eacute;m, tratar a fonte em si, mas <i>discuti&#150;la pari&#150;passu </i>com a quest&atilde;o proposta. O conceito ser&aacute; utilizado neste artigo conforme o apresentou Slenes, considerando "todas as atividades desenvolvidas pelos cativos para aumentarem seus recursos, desde o cultivo de ro&ccedil;as &agrave; ca&ccedil;a e, inclusive, ao furto".<sup><a href="#notas">25</a></sup> Lembro que minhas fontes de pesquisas s&atilde;o relativas &aacute; sociedade escravistas do sudeste brasileiro   oitocentista.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A economia aut&ocirc;noma dos  escravos nas fontes documentais</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nos relatos dos viajantes que passaram pela regi&atilde;o em estudo e legaram suas impress&otilde;es sobre a viv&ecirc;ncia escrava na regi&atilde;o, observa&#150;se a exist&ecirc;ncia de algumas <i>fazendas modelos </i>&#150;pela excel&ecirc;ncia de seus cafezais, pelo tratamento dispensado aos cativos (aus&ecirc;ncia de castigos, boa sa&uacute;de, condi&ccedil;&otilde;es de habita&ccedil;&atilde;o com senzalas separadas para escravos solteiros e casados etc.) e pela infra-estrutura. Contudo, eles alertaram que nem todas as fazendas apresentavam estas qualidades. Dentre as <i>fazendas modelos </i>descritas por Zaluar, Gobineau e Agazzis estava a fazenda Fortaleza de Santana (Juiz de Fora &#150;Minas Gerais). Esta propriedade pertencia a dona Maria Jos&eacute; de Santana, futura baronesa de Santana, m&atilde;e do comendador Mariano Proc&oacute;pio  Ferreira Lage,  diretor da Companhia Uni&atilde;o &amp; Ind&uacute;stria.<sup><a href="#notas">26</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na fazenda Fortaleza de Santana, Zaluar notou senzalas separadas para os escravos casados, e Agassiz observou a possibilidade de uma economia pr&oacute;pria dos negros.<sup><a href="#notas">27</a></sup> Este &uacute;ltimo viajante fez men&ccedil;&atilde;o a um pomar dos cativos e descreveu a rotina de trabalho dos escravos no per&iacute;odo de colheita, quando lhes era imposta uma meta de trabalho e <i>paga uma pequena quantia pela produ&ccedil;&atilde;o excedente:</i></font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Era &eacute;poca da colheita e o espet&aacute;culo que t&iacute;nhamos diante dos olhos era verdadeiramente pitoresco. Os pretos, homens e mulheres, estavam espantados pela planta&ccedil;&atilde;o, trazendo &agrave;s costas, amarrados as suas roupas, uma esp&eacute;cie de cesto feito de cani&ccedil;os ou de bambus. Dentro deles &eacute; que amontoam os gr&atilde;os de caf&eacute; &#91;...&#93; Uma vez cheios os cestos v&atilde;o mostr&aacute;&#150;los ao administrador que lhes d&aacute; uma ficha de metal onde est&aacute; marcado o valor da tarefa executada. Cada qual deve uma quantidade certa de trabalho; tanto por homem, tanto por mulher, tanto por crian&ccedil;a, e cada qual &eacute; pago do excedente que produz; o que se exige deles &eacute; verdadeiramente moderado e aqueles que n&atilde;o s&atilde;o pregui&ccedil;osos podem facilmente juntar um pequeno pec&uacute;lio. Todas as tardes eles entregam as fichas recebidas no decorrer do dia e recebem o valor do excedente de trabalho livremente   executado.<sup><a href="#notas">28</a></sup></font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Somam-se aos relatos dos viajantes as fontes Criminais, nas quais freq&uuml;entemente nos deparamos com informa&ccedil;&otilde;es sobre a economia aut&ocirc;noma dos cativos, n&atilde;o apenas quando os processos tratam de delitos motivados pelos desrespeitos de senhores e feitores ao que os escravos entendiam como seus direitos, mas tamb&eacute;m nas men&ccedil;&otilde;es a esta economia que perpassam os mais diversos processos, visto que alguns crimes ocorreram nas rocas, galinheiros e pomares dos negros, conforme os exemplos a seguir.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em outubro de 1865 Quiz de Fora), num <i>domingo ap&oacute;s o ser&atilde;o, </i>a escrava Catarina convidou sua irm&atilde;, tamb&eacute;m cativa, Maria, para <i>irem plantar milho.</i> No meio do caminho se encontram com Ambrosio (escravo), o marido de Maria, e o convidaram a acompanh&aacute;&#150;las. Ele recusou o convite, e Maria preferiu ficar com o marido. No final do dia Ambrosio surgiu sozinho na ro&ccedil;a de milho onde Catarina trabalhava, e n&atilde;o soube dizer onde  estava a esposa,  que  apareceu morta no  dia seguinte.<sup><a href="#notas">29</a></sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Foi por ci&uacute;mes de uma parceira que o escravo Jo&atilde;o Constantino matou seu companheiro Jo&atilde;o carioca, em 1871, na fazenda Santa Sophia (Juiz de Fora). Era fim de tarde, e <i>ap&oacute;s o trabalho do eito </i>Jo&atilde;o Constantino fora para "o <i>lugar de sua horta e seu galinheiro"</i><i>, </i>matar formigas, e este foi o local do delito. Tamb&eacute;m a testemunha informante Jo&atilde;o ferreiro estava em <i>seu galinheiro </i>quando ouviu os gritos da v&iacute;tima.<sup><a href="#notas">30</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nos livros de notas da fazenda Santa Sof&iacute;a abundam registros do comercio entre os cativos e seus propriet&aacute;rios, tais como o "dinheiro que dei ao Zacar&iacute;as por conta dos dias", "dinheiro que dei aos escravos por conta do milho", "mantimentos comprados aos escravos", "dinheiro que dei ao pai Joaquim por conta do mantimento", "peneiras compradas aos negros", "dinheiro pago ao Jer&ocirc;nimo de servi&ccedil;o de pedreiro", "dinheiro que dei ao Francisco caf&eacute; por conta de seu jornal" &#150;Zacar&iacute;as, Joaquim, Francisco e Jer&ocirc;nimo eram todos escravos da fazenda.<sup><a href="#notas">31</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nos cafezais da fazenda Curupaiti (Juiz de Fora), pr&oacute;ximo ao <i>"canavial dos negros", </i>em 1877 o escravo Florentino assassinou o cativo Francisco e feriu seu parceiro F&eacute;lix.<sup><a href="#notas">32</a></sup> Anos antes, em 1868, o escravo Modesto, ap&oacute;s participar com outros parceiros de um roubo de dinheiro na resid&ecirc;ncia urbana de seu senhor, o bar&atilde;o de Bertioga, foi castigado e acabou fugindo. Durante o tempo da evas&atilde;o empregou&#150;se a jornal como trabalhador livre nas lavouras de uma fazenda e despertou a desconfian&ccedil;a de algumas pessoas de que era um escravo e n&atilde;o um forro porque "nos domingos ocupava&#150;se em fazer caixas, p&ocirc;r cabos em ferramentas e outros servi&ccedil;os, o que n&atilde;o era costume de oficiais livres, mas de escravos".<sup><a href="#notas">33</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os furtos cometidos por escravos tamb&eacute;m s&atilde;o considerados uma forma de economia complementar (assim tamb&eacute;m como de resist&ecirc;ncia ao sistema). A preocupa&ccedil;&atilde;o em coibir os "neg&oacute;cios il&iacute;citos" entre cativos e homens livres era antiga em Juiz de Fora. O artigo 157 do C&oacute;digo de Posturas municipais (1851) estabelecia que os taverneiros que comprassem aos escravos, sem ordem escrita de seus senhores ou de pessoa de boa f&eacute;, aquilo que eles n&atilde;o pudessem possuir, estariam sujeitos a multas, que variavam entre 10$000 e 30$000, incidindo o dobro do valor na reincid&ecirc;ncia.<sup><a href="#notas">34</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nos processos de furto e de infra&ccedil;&atilde;o de posturas municipais, n&atilde;o &eacute; incomum encontrar denuncias de fazendeiros contra os negociantes ou vendeiros de beira de estrada que compravam produtos aos seus escravizados, supostamente furtados de suas fazendas ou de suas resid&ecirc;ncias.<sup><a href="#notas">35</a></sup> Neg&oacute;cios geralmente realizados na calada da noite. Nas alega&ccedil;&otilde;es, informam que os acusados s&atilde;o "useiros e vozeiros" em comprar aos cativos caf&eacute;, g&ecirc;neros (arroz, feij&atilde;o, milho) e cria&ccedil;&otilde;es de pequeno porte (galinhas e porcos); que tais comerciantes aconselhavam os escravos a procederem desta maneira. As queixas dos fazendeiros s&atilde;o, no geral, confirmadas pelas testemunhas arroladas nos processos, que sabem por ver ou ouvir dizer pelo "vulgo do mundo". Os cativos ouvidos como informantes ou c&uacute;mplices n&atilde;o somente confirmam os neg&oacute;cios como atestara, que praticaram os delitos sob encomenda.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Embora os acusados neguem comerciar com escravos ilicitamente, s&atilde;o muitas as testemunhas que alegam ter visto os neg&oacute;cios e ouvido dos acusados que j&aacute; compraram e que continuariam a comprar de escravos. Em um processo de 1864, as testemunhas informaram ter ouvido do suspeito que ele negociaria qualquer coisa que os cativos lhe oferecessem e que at&eacute; mesmo lhes compraria seus senhores, se os levassem dentro de um saco.<sup><a href="#notas">36</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A a&ccedil;&atilde;o dos cativos e a rea&ccedil;&atilde;o dos senhores (e vice-versa) permeiam a documenta&ccedil;&atilde;o. Em 1868 seis fazendeiros de Caet&eacute; (Juiz de Fora) acusaram oito moradores do lugar (os que foram qualificados o foram por comerciantes) de comprarem a seus escravos e aos cativos de seus vizinhos caf&eacute; em coco e caf&eacute; limpo em grande quantidade, al&eacute;m de g&ecirc;neros diversos.<sup><a href="#notas">37</a></sup> A peti&ccedil;&atilde;o que abre o processo &eacute; representativa do sentimento dos fazendeiros para com os vendeiros:</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Este procedimento dos acusados, al&eacute;m de ser contrario aos preceitos da lei municipal, &eacute; altamente desmoralizador da escravatura; &eacute; minimamente prejudicial aos queixosos e &agrave; lavoura deste distrito, como V&ordf; S&ordf; bem o compreende: os escravos n&atilde;o furtariam tais g&ecirc;neros, se por ventura os acusados lhos n&atilde;o comprassem, embora por um quinto ou menos do seu valor, e assim &agrave; custa do suado trabalho do incans&aacute;vel lavrador auferirem fabuloso e imoral lucro, e assim, de algum modo atenuar a inexeq&uuml;&iacute;vel gana de ouro, e muito ouro, que incessantemente devora a esses taverneiros de estrada, verdadeiros parasitas da lavoura.</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dez anos mais tarde a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o era melhor e os lavradores de Santana do Deserto encaminharam requerimento &agrave; C&acirc;mara Municipal solicitando medidas contra os italianos que andavam pelas fazendas aliciando os cativos para furtarem a seus senhores e tamb&eacute;m contra as casas de comercio "colocadas em lugares afastados, sem caminho, e portanto, sem comercio, e cujas portas s&oacute; se abrem &agrave; noite, porque a &uacute;nica freguesia com que contam s&atilde;o os escravos, que para ali transportam dos seleiros de seus senhores tudo quanto podem para permutar pela aguardente".<sup><a href="#notas">38</a></sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">A exist&ecirc;ncia destes documentos por si s&oacute; atesta a inefici&ecirc;ncia dos C&oacute;digos de Posturas e do C&oacute;digo Criminal na repress&atilde;o aos "neg&oacute;cios il&iacute;citos" entre cativos e comerciantes. Muitos fazendeiros, ao denunciarem os receptores dos furtos, dizem que h&aacute; muito sabiam da pr&aacute;tica, mas s&oacute; nesta ocasi&atilde;o podiam prov&aacute;&#150;la. E h&aacute; evid&ecirc;ncias de que, em alguns casos, estes "neg&oacute;cios" se repetiam e se prolongavam por anos. Em 1886, por exemplo, Manuel Miguel foi acusado de comprar 19 arrobas de caf&eacute; dos escravos do Bar&atilde;o das Tr&ecirc;s Ilhas, al&eacute;m de algum milho, feij&atilde;o, arroz, a&ccedil;&uacute;car, aguardente e porcos. Segundo testemunhas, na casa do r&eacute;u ocorriam "grandes reuni&otilde;es de escravos", e o acusado tamb&eacute;m tinha por h&aacute;bito seduzir os cativos do Bar&atilde;o para realizarem servi&ccedil;os para ele e que "h&aacute; mais de dez anos que o acusado compra furtos dos escravos do Bar&atilde;o".<sup><a href="#notas">39</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para al&eacute;m dos furtos, pode&#150;se deparar com outras informa&ccedil;&otilde;es relevantes ao tema nos processos em an&aacute;lise. Em 1877 Aires da Silva Rosa denunciou o escravo Firmino, de 20 anos, por furtos de dinheiro, uma faca e extravio de g&ecirc;neros. Segundo suas informa&ccedil;&otilde;es, ele alugara o escravo a D. Rosa Carolina, em 1875. Aires tinha uma venda, e Firmino realizava servi&ccedil;os m&uacute;ltiplos. Nos depoimentos h&aacute; testemunhas que dizem ter visto Firmino desviando g&ecirc;neros da venda e levando&#150;os para casas diversas no arraial. Todavia, n&atilde;o souberam afirmar em qual casa, alegando que o cativo possu&iacute;a diversas amasias, e que levava os alimentos ora para uma ora para outra. Muitos mencionam estarem presentes quando o autor revistou o cativo e com ele encontrou uma faca e dinheiro.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Algumas testemunhas, assim como o advogado que defendia Firmino, dizem que Aires pagava a D. Rosa Carolina um aluguel mensal de 30$000 (trinta mil re&iacute;s) pelo escravo, e que, al&eacute;m disso, <i>gratificava a Firmino pelos servi&ccedil;os prestados. </i>Ao longo dos interrogat&oacute;rios menciona&#150;se que Firmino j&aacute; havia praticado outros furtos e que D. Rosa sempre ressarcia as v&iacute;timas. H&aacute; quem diga que Firmino recebia em torno de 2$500 (dois mil e quinhentos reis) di&aacute;rios e outros que esta gratifica&ccedil;&atilde;o girava em torno de 45$000 (quarenta e cinco mil res) mensais (o que daria 1$500 &#150;um mil e quinhentos r&eacute;is&#150; por d&iacute;a).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Com base nas informa&ccedil;&otilde;es, o advogado defendeu a tese de que Aires fora quem armara Firmino, para que este, na qualidade de seu camarada, o defendesse; de que Firmino recebia gratifica&ccedil;&otilde;es por servi&ccedil;os prestados, possuindo, portanto, dinheiro; que o autor fornecia g&ecirc;neros a cr&eacute;dito ao cativo. Embora a defesa esteja bem fundamentada nos depoimentos das testemunhas, Firmino foi indiciado, mas o processo est&aacute; inconcluso porque ele fugiu.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em 1868 Antonio Gon&ccedil;alves da Costa denunciou Antonio Ventura, Jacob da Costa J&uacute;nior, Manuel Candido, Manuel Jos&eacute; da Costa e C&acirc;ndida (mulher de Manuel Felix) por aliciarem cinco de seus cativos &#150;Jo&atilde;o, Louren&ccedil;o e Vital, Mafalda e C&acirc;ndida&#150;, os quais fugiram e se aquilombaram<sup><a href="#notas">40</a></sup> nas matas da fazenda Deserta (de D. Victoria Maria de Jesus). O referido quilombo ficava "no meio de um tabocal, ao p&eacute; de um caminho velho, por detr&aacute;s do pasto do tio Jacinto e tinha tr&ecirc;s picadas que sa&iacute;am dele". At&eacute; a denuncia os cativos ficaram homiziados por seis meses e neste per&iacute;odo desapareceram da propriedade do autor cerca de 50 porcos e dois capados gordos. De acordo com os depoimentos de Mafalda e C&acirc;ndida, durante o tempo em que estiveram escondidos nas matas, os cativos foram supridos pelos denunciados com porcos, que eram ca&ccedil;ados "nas palhas de milho de seu senhor", al&eacute;m de feij&atilde;o, fub&aacute; e sal. Segundo os depoimentos das escravas e de algumas testemunhas, os produtos dos furtos eram repartidos entre os escravos e os aliciadores.<sup><a href="#notas">41</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nos invent&aacute;rios <i>post&#150;morten </i>e nos testamentos, por sua vez, est&atilde;o registradas as d&iacute;vidas de senhores para com seus cativos, a autocompra ou a compra de alforria de familiares, assim como s&atilde;o avaliados <i>cafezais ou pomares dos negros. </i>No invent&aacute;rio de Jos&eacute; Lopes de Pontes J&uacute;nior (Juiz de Fora, 1886), foram avaliados "um mil p&eacute;s de caf&eacute; dos negros".<sup><a href="#notas">42</a></sup> O dr. Jo&atilde;o Cris&oacute;stomo Leopoldino Magalh&atilde;es (Muria&eacute;&#150;MG) registrou um cr&eacute;dito de 800$000 a favor de "Vicente, escravo de Dona Joana Francelina de Carvalho", proveniente de fornecimento de caf&eacute;, mantimentos e dinheiro.<sup><a href="#notas">43</a></sup> Pulch&eacute;ria, vi&uacute;va de Hermenegildo, ambos escravos de Jo&atilde;o Ant&ocirc;nio Portilho, em 1887 cobrou ao esp&oacute;lio do falecido senhor uma d&iacute;vida de "duzentos e noventa e nove mil r&eacute;is e juros de dez por cento, a contar de dez de agosto de 1877", de um cr&eacute;dito passado e firmado pelo falecido. A d&iacute;vida foi reconhecida pelos herdeiros.<sup><a href="#notas">44</a></sup> Pedro Mar&ccedil;al da Costa (Mar de Espanha, 1866) declarou em testamento "que alguns de meus escravos tem em meu poder dinheiros seus que me deram para guardar e que se verificar&aacute; por meu livro de assentos que tenho numerado e rubricado por mim e toda escrita feita por meu pr&oacute;prio punho e letra".<sup><a href="#notas">45</a></sup> Ant&ocirc;nio Soares de Souza (Mar de Espanha, 1874), tamb&eacute;m fez registrar em testamento que "devo mais a minha escrava Francisca cem mil r&eacute;is".<sup><a href="#notas">46</a></sup> Os exemplos das evid&ecirc;ncias da presen&ccedil;a da economia aut&ocirc;noma dos cativos nas fazendas de Juiz de Fora e Mar de Espanha poderiam ser ampliados, mas os apresentados s&atilde;o suficientes para os objetivos deste artigo.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Realizar um estudo sobre o tema da economia aut&ocirc;noma dos cativos com base em uma metodologia de hist&oacute;ria quantitativa talvez n&atilde;o seja t&atilde;o revelador quanto realiz&aacute;&#150;lo sob a perspectiva da microan&aacute;lise. Conforme observei, a presen&ccedil;a da informa&ccedil;&atilde;o sobre a exist&ecirc;ncia da microeconomia do cativo nas fontes &eacute; circunstancial, e a aus&ecirc;ncia dela n&atilde;o implica necessariamente na sua inexist&ecirc;ncia nas propriedades. No prefacio &agrave; edi&ccedil;&atilde;o francesa, do livro de Giovanni Levi, <i>A heran</i>&ccedil;<i>a imaterial, </i>Jacques Revel observou que a redu&ccedil;&atilde;o de escala e a escolha por uma an&aacute;lise que tenha corno fio condutor hist&oacute;rias individuais ou de grupos possibilita uma outra leitura do social.<sup><a href="#notas">47</a></sup> Neste sentido, Revel salienta que "a abordagem micro&#150;hist&oacute;rica se prop&otilde;e enriquecer a an&aacute;lise social tornando suas vari&aacute;veis mais numerosas, mais complexas e tamb&eacute;m mais m&oacute;veis".<sup><a href="#notas">48</a></sup> A an&aacute;lise de percursos individuais ou de grupos permite&#150;nos perceber para al&eacute;m da homogeneidade social. Isto &eacute;, entender que a sociedade n&atilde;o &eacute; est&aacute;tica e nem linear, mas antes, que a vida &eacute; repleta de possibilidades, escolhas, contradi&ccedil;&otilde;es e multiplicidades.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Assim, optar por eleger alguns fazendeiros e propriedades onde se sabe da exist&ecirc;ncia desta economia e realizar uma an&aacute;lise com base nos princ&iacute;pios da micro&#150;hist&oacute;ria, levantando m&uacute;ltipla documenta&ccedil;&atilde;o e acompanhando os rastros &eacute; significativo para a compreens&atilde;o de como se deu no cotidiano esta pr&aacute;tica social. &Eacute; poss&iacute;vel acompanhar mais detalhadamente a pr&aacute;tica desta economia agr&iacute;cola dos cativos, principalmente em casos de invent&aacute;rios litigiosos<sup><a href="#notas">49</a></sup> ou naqueles em que havia menores e os processos ficavam muitos anos pendentes. Na pr&oacute;xima se&ccedil;&atilde;o analiso as experi&ecirc;ncias dos escravos roceiros da fazenda Santana da Barra, que pertenceu a Casimiro Lucio Ferreira de Carvalho &amp; irm&atilde;o, localizada em Mar de Espanha (Minas Gerais), tomando por base os invent&aacute;rios do espolio e outros documentos, em um processo que se arrastou por mais de vinte anos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>EXPERI&Ecirc;NCIAS ECON&Ocirc;MICAS DE ROCEIROS NEGROS NA COMUNIDADE DE CATIVOS DE SANTANA DA BARRA (MAR DE ESPANHA&#150;MINAS GERAIS)</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Santana da Barra era uma das mais pr&oacute;speras unidades cafeeiras de Mar de Espanha, na Zona da Mata mineira. Neste t&oacute;pico pretendo analisar as atividades econ&ocirc;micas da comunidade de escravos da fazenda; o acesso dos cativos a um peda&ccedil;o de terra; a utiliza&ccedil;&atilde;o das mesmas e a inser&ccedil;&atilde;o eventual deles no mercado de trocas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em Santana da Barra, os irm&atilde;os Jos&eacute; e Casimiro L&uacute;cio Ferreira de Carvalho montaram uma sociedade agr&iacute;cola cujo principal produto era o caf&eacute; destinado &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o. Jos&eacute; faleceu em dezembro de 1865; Casimiro, em fevereiro de 1867. O esp&oacute;lio de ambos e da sociedade que constitu&iacute;ram esteve envolto em uma s&eacute;rie de demandas e falcatruas, gerando um amplo conjunto documental que permite recuperar detalhes do cotidiano desta importante unidade produtiva.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em 1868&#150;1870 a sociedade estava constitu&iacute;da por:<sup><a href="#notas">50</a></sup></font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">1. A fazenda Santana da Barra, situada nas margens do rio C&aacute;gado, freguesia da cidade de Mar de Espanha, com 210 alqueires de terras de culturas em caf&eacute; e pastos.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">2. A sede da fazenda possu&iacute;a casa de vivenda avarandada na frente onde era t&eacute;rrea e assobradada nos fundos com um "puxado" &#91;<i>sic</i>&#93; ao lado tamb&eacute;m assobradado.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">3. Um sobradinho em frente &agrave; casa de vivenda.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">4. Senzalas de quinze lances.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">5. Paiol de guardar caf&eacute; (quatro lances).</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">6. Senzala de quatro lances cont&iacute;guas ao paiol.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">7. Um engenho de socar caf&eacute;.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">8. M&aacute;quina  de  limpar caf&eacute;.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">9. Paiol de milho com tr&ecirc;s lances e uma varanda na frente.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">10. Dez lances de casas com outro sobradinho para acomoda&ccedil;&otilde;es de ferraria e empregados. Tudo coberto de telha.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">11. Dois terreiros para guardar caf&eacute;, murados de pedra e um outro cercado de bala&uacute;stre.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">12. Uma casa de sobrado fora do terreiro para guardar caf&eacute;.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">13. Casa de engenho de socar caf&eacute;.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">14. No s&iacute;tio da cachoeira: casa de vivenda com um pequeno p&aacute;tio nos fundos, cercada de algumas senzalas; dois moinhos pequenos; engenho de  socar caf&eacute;  com m&aacute;quina tocada por &aacute;gua;  paiol de  caf&eacute;  com dois lances. Tudo coberto de telha.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">15. 600 000 p&eacute;s de caf&eacute;s de tr&ecirc;s a doze anos.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">16. 200 000 cafeeiros mais velhos.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">17. Na ponte do rio C&aacute;gado, casa para neg&oacute;cios coberta de telha e rancho.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">18. No s&iacute;tio velho: pequena casa arruinada.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">19. 13 000 arrobas de caf&eacute; em coco.<sup><a href="#notas">51</a></sup></font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">20. 27 bois de carros, seis vacas e seis bezerros, dez bestas arreadas.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">21. Aproximadamente 152 escravos.<sup><a href="#notas">52</a></sup></font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nesta propriedade eram adotados os procedimentos recomendados aos senhores pelos memorialistas e manuais de agricultores do s&eacute;culo XIX para a boa administra&ccedil;&atilde;o de seus escravos, isto &eacute;, a pol&iacute;tica do "bom tratamento &agrave; escravatura". Rafael de Bivar Marques, que realizou uma compila&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;rias e manuais de agricultores do s&eacute;culo XIX, arrolou os sete pontos priorit&aacute;rios desta "pol&iacute;tica de bom tratamento":<sup><a href="#notas">53</a></sup></font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">1. Estimular a forma&ccedil;&atilde;o de uni&otilde;es est&aacute;veis entre os cativos.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">2. Fornecer alimentos, roupas e moradias adequados aos negros.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">3. Permitir que cada escravo amealhasse "alguma propriedade".</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">4. Velar na cria&ccedil;&atilde;o dos filhos de seus escravos.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">5. Destinar um tempo livre para os "recreios l&iacute;citos".</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">6. Tratar dos escravos em suas enfermidades.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">7. Cuidar da aplica&ccedil;&atilde;o das puni&ccedil;&otilde;es corporais.</font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Estes incentivos foram aplicados por Casimiro L&uacute;cio Ferreira de Carvalho e tiveram continuidade na ger&ecirc;ncia realizada pelos administradores do esp&oacute;lio de Santana da Barra nos anos posteriores &agrave; sua morte at&eacute; o final do regime escravista. A natureza das fontes analisadas permite avahar alguns destes pontos com mais detalhes, tais como as rela&ccedil;&otilde;es familiares e a economia aut&ocirc;noma. E informa mais vagamente sobre outros, a exemplo do fornecimento de moradia, alimentos e roupas; tratamento nas enfermidades; tempo destinado aos recreios l&iacute;citos e os castigos f&iacute;sicos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O primeiro administrador do esp&oacute;lio, Jos&eacute; da Costa Fonseca, evidenciou os cuidados e as pr&aacute;ticas de incentivos existentes na propriedade desde os tempos em que eram vivos os irm&atilde;os Ferreira de Carvalho. Mas tamb&eacute;m forneceu informa&ccedil;&otilde;es de que nos momentos em que as atividades econ&ocirc;micas da fazenda requeriam maior for&ccedil;a de trabalho, o tempo cedido aos cativos para cultivarem suas parcelas de terra, e mesmo as ro&ccedil;as necess&aacute;rias ao consumo dos propriet&aacute;rios e seus familiares e dos empregados, era diminu&iacute;do, optando&#150;se por recorrer ao mercado local ou aos comiss&aacute;rios da Corte (Rio de Janeiro). Foi o que aconteceu em 1866, quando a propriedade teve uma boa safra, carecendo, no ano seguinte, do b&aacute;sico &agrave; subsist&ecirc;ncia dos seus moradores. Em suas palavras:</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">N&atilde;o sei se por causa dessa boa colheita &#91;1866&#93;, que ocupou toda a aten&ccedil;&atilde;o do falecido Casimiro, e que teve de empregar assiduamente, al&eacute;m dos escravos da fazenda cerca de 30 alugados, alongando&#150;se at&eacute; fins de dezembro a ponto de aproveitar at&eacute; os caf&eacute;s que j&aacute; haviam no ch&atilde;o apanhado chuva, ou se tamb&eacute;m por causa dos inc&ocirc;modos de sa&uacute;de que lhe sobrevieram, que n&atilde;o havia suficiente ro&ccedil;a e planta&ccedil;&otilde;es de mantimentos para ocorrer &agrave;s necessidades do ano &#91;...&#93;. Tive por conseq&uuml;&ecirc;ncia de suportar a despesa com a compra de g&ecirc;neros de primeira necessidade at&eacute; que chegassem a planta e colheita do futuro ano &#91;...&#93; Da corte mandava vir &agrave;queles g&ecirc;neros que l&aacute; se costuma vender mais comodamente, como carne seca, banha etcetera.<sup><a href="#notas">54</a></sup></font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os anos que se seguiram &agrave; morte de Casimiro foram turbulentos para os herdeiros de seu irm&atilde;o Jos&eacute; (mulher e filhos) e dos seus herdeiros constitu&iacute;dos em testamentos &#150;suas "crias". A ambi&ccedil;&atilde;o de uns, os desrespeitos &agrave;s leis, a fragilidade dos herdeiros (a vi&uacute;va mentecapta de Jos&eacute; e seus filhos menores e os herdeiros negros, alguns de menor idade) e a poss&iacute;vel m&aacute; administra&ccedil;&atilde;o ou gerencia em interesse pr&oacute;prio provocaram uma desorganiza&ccedil;&atilde;o da propriedade e a perda de controle sobre a escravaria.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Costa Fonseca informa sobre o fornecimento aos escravos da propriedade de vestu&aacute;rio e cuidados com a sa&uacute;de, ao anotar que comprava no Rio de Janeiro "toda a fazenda necess&aacute;ria para o vestu&aacute;rio dos escravos e alguns medicamentos".<sup><a href="#notas">55</a></sup> Os rem&eacute;dios em quest&atilde;o atendiam &agrave;s necessidades de todos os da casa, incluindo os escravos. Entre os pertences avaliados havia um arm&aacute;rio com drogas (100$000). Embora em nenhuma das avalia&ccedil;&otilde;es do esp&oacute;lio tenha sido mencionada a exist&ecirc;ncia de uma enfermaria ou de um hospital, &eacute; poss&iacute;vel que algum recanto da propriedade fosse utilizado com esta finalidade, pois o administrador comenta que quando assumiu a ger&ecirc;ncia havia alguns escravos no hospital, enfermos e "percebendo que na maior parte definhava pela debilidade extrema e irrefletidas repeti&ccedil;&otilde;es de medicamentos providenciei no sentido de restaurarem as for&ccedil;as e de moderar e evitar o excesso das tiranas e dr&aacute;sticas e obtive lento e vantajoso resultado, falecendo dos que existiam ent&atilde;o no hospital somente um, por nome Antonio Joaquim, a muito desenganado   pelo   m&eacute;dico".<sup><a href="#notas">56</a></sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">O administrador optou por n&atilde;o manter um m&eacute;dico na propriedade, contratando&#150;os quando necess&aacute;rio, a exemplo dos momentos em que as febres bub&ocirc;nicas atacaram a escravaria, e redobrando os "cuidados pelo lado higi&ecirc;nico e preservativo das enfermidades". Em sua avalia&ccedil;&atilde;o, esta aten&ccedil;&atilde;o preventiva reduziu "as febres e dessentirias que tantos estragos e preju&iacute;zos sempre causavam na fazenda".<sup><a href="#notas">57</a></sup> Nas presta&ccedil;&otilde;es de contas posteriores freq&uuml;entemente nos deparamos com verbas destinadas ao pagamento de m&eacute;dicos, botic&aacute;rios e drogas, e a propriedade mantinha, a t&iacute;tulo de empregado permanente, os servi&ccedil;os de um enfermeiro. Alguns cativos foram encaminhados para tratamentos m&eacute;dicos em Mar de Espanha, e outros no Rio de Janeiro, provavelmente os casos mais graves.<sup><a href="#notas">58</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para cuidar das almas dos cerca de 200 moradores da propriedade, o administrador julgou conveniente contratar um capel&atilde;o (a 300$000 anuais), que rezaria no m&iacute;nimo uma missa por m&ecirc;s e que cuidaria de "todos mais ates de seu minist&eacute;rio" &#150;os casamentos, batismos e recomenda&ccedil;&atilde;o das almas. Talvez esta contrata&ccedil;&atilde;o explique o significativo n&uacute;mero de casamentos ocorridos na escravaria entre os anos de 1868&#150;1870 (de cinco casais para dezesseis). Comemorava&#150;se com festas religiosas e comedorias o dia da padroeira &#150;Santana (26 de julho).<sup><a href="#notas">59</a></sup> Em vida, Casimiro havia contratado um professor de m&uacute;sica, que ensinava piano &aacute; sua sobrinha e instrumentos variados aos seus cativos &#150;formando os escravos uma banda de m&uacute;sica que se apresentava nas festividades locais.<sup><a href="#notas">60</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O administrador considerou o sistema usado na fazenda, de s&oacute; plantar o milho entre os cafezais, inadequado, por n&atilde;o produzir o suficiente e assim provocar a constante compra de mantimentos. Por isto, preparou uma &aacute;rea impr&oacute;pria para a produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute;, nas margens do rio C&aacute;gado, onde plantou ro&ccedil;ados, que s&oacute; n&atilde;o produziram mais pelas contrariedades do tempo e por estar na beira da estrada p&uacute;blica. Al&eacute;m disto, continuou comprando aos cativos os mantimentos que cultivavam.<sup><a href="#notas">61</a></sup> A amplia&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea plantada e a compra dos g&ecirc;neros aos cativos reduziram a necessidade da aquisi&ccedil;&atilde;o de alimentos fora da fazenda, mas "algum estrago causado por animais e mesmo algum extravio provavelmente por escravos", assim como os freq&uuml;entes furtos de capados nos pastos, levaram&#150;no  a comprar feij&atilde;o e banha no mercado externo.<sup><a href="#notas">62</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os administradores seguintes contradizem Costa Fonseca. Raimundo de Vasconcellos diz ter recebido a propriedade desprovida de g&ecirc;neros de primeiras necessidades tais como milho, feij&atilde;o, arroz e toucinho. Nos anos de sua administra&ccedil;&atilde;o apresentou contas que demonstram ter adquirido mantimentos de vizinhos e de cativos da propriedade, al&eacute;m de ter se empenhado na captura dos muitos negros fugidos para lugares incertos ou homiziados na fazenda do primeiro administrador. Mas neste processo est&aacute; juntada uma peti&ccedil;&atilde;o dos herdeiros demonstrando insatisfa&ccedil;&atilde;o com a sua conduta, evidenciando que sua administra&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m n&atilde;o era tranq&uuml;ila: "N&atilde;o h&aacute; na fazenda os mantimentos necess&aacute;rios para o consumo, tudo se manda vir da corte a peso de dinheiro &#91;<i>sic</i>&#93;, e nem este ano se fizeram as ro&ccedil;as precisas para esse fim. Os escravos n&atilde;o recebem alimentos suficientes, e muitas vezes, segundo consta, passam com uma s&oacute; comida por dia. As escravas s&atilde;o encontradas em &#91;ileg.&#93; pelas estradas e os escravos continuam a fugir pelo mau governo e dire&ccedil;&atilde;o do suplicado Menezes."<a href="#notas"><sup>63</sup></a></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A queixa dos herdeiros se confirma nas palavras de Pedro Maria da Costa, terceiro administrador do esp</font><font face="verdana" size="2">&oacute;lio. Ele alega que, ao assumir a gerencia dos bens, a escravatura encontrava&#150;se "entregue aos seus instintos", sem alimenta&ccedil;&atilde;o e sem vestu&aacute;</font><font face="verdana" size="2">rio e que "achava&#150;se de todo insubordinada e indisciplinada".<sup><a href="#notas">64</a></sup> E em sua administra&ccedil;&atilde;o aparentemente a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi melhor, uma vez que o gestor seguinte informa que, quando assumiu o esp&oacute;lio, estava "a escravatura insubordinada, dada a todos os v&iacute;cios de sorte a ser considerada pelos fazendeiros vizinhos qual malta de salteadores".<sup><a href="#notas">65</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Os documentos anexados aos processos tamb&eacute;m evidenciam a pol&iacute;tica de incentivos &agrave; forma&ccedil;&atilde;o familiar dos cativos. Em 1868 a fazenda dos irm&atilde;os Ferreira de Carvalho possu&iacute;a 132 escravos. Entre 1868 e 1870 a propriedade teve seu quantitativo de escravos aumentado em 20 indiv&iacute;duos. Neste intervalo de tempo, quinze novas crias nasceram em Santana da Barra, sendo sete meninos e oito meninas. Seis cativos deixaram de integrar a escravaria,  provavelmente por falecimento  &#150;quatro homens (entre 17 e 40 anos) e duas mulheres (uma de onze e outra de 19 anos). Onze novos escravos foram adquiridos: dez homens (entre 21 e 45 anos, incluindo um pedreiro e um barbeiro) e uma mulher de 39 anos, sendo que das novas aquisi&ccedil;&otilde;es tr&ecirc;s eram africanos e os demais eram crioulos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A proporcionalidade entre os sexos nos nascimentos atesta que, com o fim do tr&aacute;fico, houve uma tend&ecirc;ncia de equil&iacute;brio entre os sexos na propriedade. As aquisi&ccedil;&otilde;es, por sua vez, demonstram que a tend&ecirc;ncia de se comprar maior n&uacute;mero de homens do que de mulheres, que predominava no per&iacute;odo do tr&aacute;fico transatl&acirc;ntico, permaneceu, pelo menos nesta propriedade e no intervalo de tempo em an&aacute;lise, ap&oacute;s o fim deste. As compras, de cativos do sexo masculino com plena for&ccedil;a produtiva, tinham o objetivo de repor as perdas &#150;oriundas de mortes, fugas, e ainda a diminui&ccedil;&atilde;o da capacidade de trabalho dos valetudin&aacute;rios&#150; e tamb&eacute;m de possibilitar a amplia&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea produtiva, visto que estamos tratando de uma economia extensiva (cultura de caf&eacute;).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nestes dois anos que separam as duas listas houve, aparentemente, um grande n&uacute;mero de casamentos em Santana da Barra. A quantidade de casais passou de cinco para 16, constituindo&#150;se, portanto, onze novos casais. N&atilde;o posso deixar de ressaltar, todavia, que este aumento pode ser apenas aparente. Em outras palavras, a condi&ccedil;&atilde;o de casado pode n&atilde;o ter sido anotada na primeira lista e t&ecirc;&#150;lo sido na segunda. Entre os solteiros n&atilde;o &eacute; improv&aacute;vel que alguns fossem vi&uacute;vos, computando&#150;se entre estes as "m&atilde;es&#150;solteiras". Neste per&iacute;odo nasceram quinze crian&ccedil;as, e somente uma faleceu.<sup><a href="#notas">66</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nenhum menor com at&eacute; doze anos teve seu nome associado a uma atividade profissional. Em 1868 foram registradas as fun&ccedil;&otilde;es/profiss&otilde;es de doze cativos: um telheiro, um pedreiro, um pajem, um ferreiro, um chaveiro, um marceneiro, um carreiro, um capataz e quatro carpinteiros. Em 1870 o dado foi anotado para 16 indiv&iacute;duos: um telheiro, dois pedreiros, um marceneiro, uma gameleira, um formigueiro, um ferreiro, um chaveiro, dois carreiros, tr&ecirc;s carpinteiros, dois capatazes e um barbeiro. O restante da escravaria era composto, principalmente, de roceiros, visto que a produ&ccedil;&atilde;o cafeeira era a principal da propriedade. Gontudo, havia entre estes para os quais n&atilde;o se registrou a fun&ccedil;&atilde;o/profiss&atilde;o os escravos dom&eacute;sticos (copeiros, lavadeiras, cozinheiras) e outros cujas especialidades n&atilde;o ficaram registradas, mas que eram essenciais ao funcionamento da unidade produtiva (como as costureiras e os tropeiros).<sup><a href="#notas">67</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Al&eacute;m do incentivo &agrave; forma&ccedil;&atilde;o familiar, na propriedade n&atilde;o faltaram est&iacute;mulos ao desenvolvimento de uma economia cativa. As informa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas desta propriedade est&atilde;o em conson&acirc;ncia com os apontamentos gerais apresentados na primeira parte do texto. Costa Fonseca, o primeiro administrador, relatou que pouco ap&oacute;s assumir a gerencia dos bens:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Diversos escravos apareceram logo reclamando o pagamento do que o falecido Casimiro lhes ficou a dever de mantimentos que plantaram e colheram em dias santificados, e eu depois de me informar dos empregados e pessoas da casa sobre a veracidade das dividas e tendo em vista diversos assentos em tiras de papel que me apresentaram os mesmos escravos e calculando que pouco poderia exceder de &#91;espa&ccedil;o em branco&#93; n&atilde;o duvidei a fazer o pagamento reclamado.<sup><a href="#notas">68</a></sup></font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Costa Fonseca relatou os fatos ocorridos em sua administra&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o prestou contas detalhadas. De qualquer forma, deixou evidente que, desde os tempos de Casimiro, era costume ceder parcelas de terras para a produ&ccedil;&atilde;o dos cativos, assim como pagar pelos servi&ccedil;os exercidos aos domingos e feriados. Estes incentivos n&atilde;o aboliram, contudo, outra pr&aacute;tica costumeira entre os cativos, apontada pelos historiadores como uma forma complementar da economia dos escravos: o furto. Segundo o depoimento de Costa Fonseca, "n&atilde;o posso ocultar um grande mal que de longa data sempre existiu na fazenda de Santana da Barra e existe at&eacute; hoje: os furtos repetidos por escravos de porcos, mantimentos, caf&eacute;s, m&oacute;veis, enfim at&eacute; taboas no estaleiro e telhas na olaria".<sup><a href="#notas">69</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Para tentar coibir os furtos, Casimiro havia estabelecido uma pol&iacute;cia noturna &#150;que era exercida por cativos remunerados para este fim. O administrador seguiu o sistema, mas a pratica n&atilde;o teve os resultados desejados e era "completamente ilus&oacute;rio; porque alguns dos da ronda eram muitas vezes convenientes".<sup><a href="#notas">70</a></sup> Em sua opini&atilde;o, este mal era inevit&aacute;vel, uma vez que os dormit&oacute;rios eram inseguros, baixos e velhos, facilitando as escapulas noturnas, somando&#150;se a isto a m&aacute; influ&ecirc;ncia dos escravos vindos do norte. Para minimizar o problema, al&eacute;m da ronda interna, contratou uma policia externa &agrave; propriedade e investiu na constru&ccedil;&atilde;o de senzalas mais "seguras", nas quais os cativos pudessem dormir fechados, e pagou aos escravos pelos servi&ccedil;os realizados nos ser&otilde;es da madrugada.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O sistema de ronda, a compra de mantimentos aos cativos e o pagamento por servi&ccedil;os extras est&atilde;o fartamente registrados na presta&ccedil;&atilde;o de contas de Raimundo Vasconcellos, o segundo administrador, correspondendo sua gerencia ao intervalo de quatro de dezembro de 1868 at&eacute; 18 de novembro de 1869. Neste per&iacute;odo, ficaram anotados 30$000 de pagamento "aos escravos da fazenda encarregados da pol&iacute;cia noturna que estabeleci para evitar os roubos e fugidas".<sup><a href="#notas">71</a></sup> N&atilde;o poucas vezes ele recorreu aos escravos para irem em busca de negros evadidos, provavelmente remunerando&#150;os. Aos cativos, ele comprou principalmente o milho, mas tamb&eacute;m feij&atilde;o, arroz e goiabada. Pagava&#150;se pelos servi&ccedil;os realizados aos domingos e feriados e outros n&atilde;o especificados, atividades estas exercidas nas ro&ccedil;as e no engenho, pelos pedreiros e carpinteiros nas obras da propriedade, Ou nos servi&ccedil;os de transporte de carga.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Remunerava&#150;se, em geral, 1$000 (mil r&eacute;is) pelo dia de servi&ccedil;o, tanto de um homem quanto de uma mulher. Raramente pagou&#150;se valor inferior a isto ($640, pago a Maria Vieira, de 50 anos, e $800 a Paulo, de 28 anos). O trabalhador livre Jos&eacute; Candido Ribeir&oacute;, fabricante de telhas, no mesmo per&iacute;odo foi remunerado entre 30$000 e 34$000 por "seu ordenado"; os "vencimentos" do enfermeiro Boaventura de Paula Alves variaram entre 32$000 e 33$330 e Manuel Escaris, o formigueiro, passou recibo de 35$000 dos seus "sal&aacute;rios". Os termos utilizados indicam que estes valores correspondiam aos pagamentos mensais dos trabalhadores em apre&ccedil;o, variando, portanto, o dia de trabalho destes homens livres entre l$000e   1$166.<sup><a href="#notas">72</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Raramente o administrador registrou a quantidade de mantimentos que estava comprando aos cativos, apenas o valor que pagou por eles. Mas quando &oacute; fez, o alqueire de arroz variou entre 1$000 e 2$000, mesma varia&ccedil;&atilde;o do milho. Tamb&eacute;m El&iacute;dia, uma das herdeiras de Casimiro, vendeu o milho por 2$000 o alqueire, assim como a vizinha D. Maria Carolina de S&aacute;. J&aacute; o pr&oacute;spero fazendeiro e vizinho Jos&eacute; Lopes de Pontes J&uacute;nior cobrou 3 $000 o alqueire do mesmo produto, e Jos&eacute; Ant&ocirc;nio Antunes foi remunerado em 4$500 o alqueire.<sup><a href="#notas">73</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O administrador do esp&oacute;lio, no per&iacute;odo 1872&#150;1881, registrou gastos com despesas diversas, incluindo "gratifica&ccedil;&atilde;o dos escravos na colheita do caf&eacute; al&eacute;m das tarefas e nos dias santificados, mantimentos de suas rogas comprados para impossibilit&aacute;&#150;los de negociarem com estranhos", e tamb&eacute;m pagou "aos carpinteiros por servi&ccedil;os extraordin&aacute;rios" e aos pedreiros e carpinteiros "por servi&ccedil;os nos dias santificados nas obras da fazenda".<sup><a href="#notas">74</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na avalia&ccedil;&atilde;o do esp&oacute;lio, realizada em 26 de dezembro de 1881, constam quinze alqueires de terras em capoeiras e "cultivadas dos escravos", calculadas em 3:750$000. Curioso nesta avalia&ccedil;&atilde;o, assim como na posterior, realizada em 16 de outubro de 1888, &eacute; que h&aacute; refer&ecirc;ncias a alguns "lugares", onde se encontravam os cafezais, associados aos nomes de escravos da fazenda, como, por exemplo, os "70 000 p&eacute;s de caf&eacute; no lugar Luiz Mina", ou os 15 000 p&eacute;s de caf&eacute; "no Sabino". Embora n&atilde;o fique claro no documento, &eacute; poss&iacute;vel que no meio destes cafezais Sabino e Luiz Mina cultivassem o milho com autoriza&ccedil;&atilde;o dos propriet&aacute;rios e administradores do esp&oacute;lio.<sup><a href="#notas">75</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em uma comunidade t&atilde;o grande quanto a de Santana da Barra, naturalmente havia muitos hom&ocirc;nimos, e, n&atilde;o possuindo os cativos sobrenomes, &eacute; dif&iacute;cil afirmar com seguran&ccedil;a se as informa&ccedil;&otilde;es recolhidas dizem respeito a uma mesma pessoa, quando n&atilde;o h&aacute; outro dado para al&eacute;m do nome. Isto dificultou analisar os dados sobre os escravos fornecedores de mantimentos e prestadores de servi&ccedil;os. Mas, de qualquer forma, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que para prestar servi&ccedil;os extras, houve predom&iacute;nio masculino; que casados/as e solteiros/as, africanos/as e crioulos/as venderam mantimentos e ofereceram seus servi&ccedil;os, escravos jovens e idosos tamb&eacute;m. A guarda noturna, por exemplo, ficou a cargo de Tib&uacute;rcio, um crioulo de 18 anos, solteiro. Bas&iacute;lio, africano de 30 anos, casado com Ant&ocirc;nia (32), foi quem mais vendeu g&ecirc;neros &#150;milho e feij&atilde;o. Seguiu&#150;lhe Clemente, mas neste caso a propriedade contava com dois cativos com este nome, ambos crioulos e solteiros (em 1868&#150;1870), um com 21 e outro com 43 anos.<sup><a href="#notas">76</a></sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Costa Fonseca informou que alguns cativos, no per&iacute;odo em que se mantiveram fugidos, ganharam a "jornal com nomes supostos e como forros em diversos lugares".<sup><a href="#notas">77</a></sup> De acordo com seu relat&oacute;rio, para contornarem as dificuldades alimentares durante a administra&ccedil;&atilde;o de Raimundo Meneses, "por for&ccedil;a de necessidades e por mau h&aacute;bito cometeram diversos furtos de cria&ccedil;&otilde;es e mantimentos em diversas fazendas sendo a minha uma delas, de cujo pasto furtaram mais de 20 cabe&ccedil;as de porcos al&eacute;m de mantimentos nas ro&ccedil;as e de estragarem completamente um mandiocal e canavial anexos de maneira que calculo em mais de 600$000 o preju&iacute;zo".<sup><a href="#notas">78</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O administrador Pedro Maria da Costa relatou os acontecimentos dos tempos de sua administra&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o apresentou as contas. Ele tamb&eacute;m reclamou ter recebido a propriedade destitu&iacute;da de v&iacute;veres, e a escravaria corrompida. Alegou que, para recolocar a escravaria no caminho, foi necess&aacute;rio "empregar todos os meios sugeridos por uma longa pr&aacute;tica desde os mais severos castigos at&eacute; os meios de afago, dando prefer&ecirc;ncia a estes &uacute;ltimos meios". Por priorizar o tratamento "humanit&aacute;rio", informou que "&eacute; assim que na conta que apresenta figuram n&atilde;o pequenas verbas de dinheiros distribu&iacute;das pelos escravos, dinheiros sem autoriza&ccedil;&atilde;o de quem quer que fa&ccedil;a, por&eacute;m necess&aacute;rios, indispens&aacute;veis para poder cooptar os escravos e os seus feitores ou capatazes". Segundo ele, o dinheiro era dado aos negros a t&iacute;tulo de gratifica&ccedil;&otilde;es por servi&ccedil;os prestados e para que eles n&atilde;o fugissem da propriedade.<sup><a href="#notas">79</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Embora n&atilde;o fosse f&aacute;cil acumular um pec&uacute;lio suficiente para o auto&#150;resgate, s&atilde;o muitos os exemplos desta possibilidade na sociedade escravista. Em Santana da Barra alguns cativos conseguiram acumular o suficiente para &oacute; "resgate de seu cativeiro". O esp&oacute;lio passou por v&aacute;rias avalia&ccedil;&otilde;es, no intuito tantas vezes adiado de se proceder a partilha. Urna delas ocorreu em dezembro de 1881 e</font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Conclu&iacute;das as avalia&ccedil;&otilde;es dos bens, compareceram perante o juiz diversos escravos e ofereceram a import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o, a saber, Mariana, que estava avaliada por vinte e cinco mil r&eacute;is, Leonardo por vinte e cinco mil r&eacute;is, Vic&ecirc;ncia, por dez mil r&eacute;is, Maria Rebolo, por 10 mil r&eacute;is, Ambrosina, por 500 mil reis, Luiza, por quinhentos mil r&eacute;is e Rosendo, por vinte e cinco mil r&eacute;is, e tendo o juiz recebido as referidas avalia&ccedil;&otilde;es, mandou que lhes fossem passadas as respectivas cartas de liberdade, trazendo a import&acirc;ncia das liberdades ao invent&aacute;rio.<sup><a href="#notas">80</a></sup></font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Em fevereiro do ano seguinte, outros cativos adquiriram suas cartas de emancipa&ccedil;&atilde;o: Feliciano (1:400$000), Teobaldo (800$000), Izidoro (500$000) e Corn&eacute;lio (500$000). Nos meses seguintes somaram&#150;se a eles Salvador (200$000) e Joaquim Machado (100$000).<sup><a href="#notas">81</a></sup></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Neste texto procurei demonstrar como as informa&ccedil;&otilde;es acerca da economia aut&ocirc;noma dos cativos permeiam as fontes e que estes dados, pontuais em alguns documentos, podem ser retomados com mais profus&atilde;o em outros. A an&aacute;lise da comunidade escrava de Santana da Barra, poss&iacute;vel a partir da farta documenta&ccedil;&atilde;o gerada a partir dos lit&iacute;gios ao seu redor, deixa evidente a vida da escravaria: os incentivos, a forma&ccedil;&atilde;o familiar e as atividades econ&ocirc;micas, enfim, o seu cotidiano. Estas informa&ccedil;&otilde;es surgem em conson&acirc;ncia com os dados das demais fontes, utilizadas na primeira parte do texto. O intercruzamento das informa&ccedil;&otilde;es, sempre que poss&iacute;vel, possibilitou ampliar e lan&ccedil;ar novas luzes sobre a multiplicidade do viver cativo.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Considera&#150;se que estes incentivos dados aos cativos eram importantes econ&ocirc;mica e psicologicamente, atuando tamb&eacute;m como um instrumento de domina&ccedil;&atilde;o, uma vez que tinham o objetivo de torn&aacute;&#150;los ref&eacute;ns de suas espera&ccedil;as e projetos.<sup><a href="#notas">82</a></sup> Ao mesmo tempo, s&atilde;o resultados de embates e conquistas tecidos no cotidiano. Este ganho permit&iacute;a aos escravos, de um modo geral, complementar suas ra&ccedil;&otilde;es alimentares, adquirir fumo, aguardente e algum vestu&aacute;rio, e at&eacute; mesmo a liberdade. Eles n&atilde;o exclu&iacute;ram a presen&ccedil;a dos castigos e as fugas dos munic&iacute;pios.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">No caso espec&iacute;fico de Santana da Barra, principalmente no per&iacute;odo que priorizei neste texto (1868&#150;1870), &eacute; necess&aacute;rio ressaltar que os habitantes da propriedade passavam por um momento delicado. A morte do propriet&aacute;rio que administrava os bens e cuidava do inventario do irm&atilde;o e socio, recentemente falecido, sem herdeiros necess&aacute;rios, deixando a heran&ccedil;a para menores, doentes e negros, muitos bens comprometidos por dividas, desestruturou a vida da comunidade da fazenda &#150;livres e cativos. Por um lado, os administradores precisaram se empenhar para "seduzir" os cativos, gratificando por servidos, ampliando os espa&ccedil;os de sua economia aut&ocirc;noma. Por outro, muitos escravos aproveitaram a oportunidade para fugirem, outros para "negociarem" a situa&ccedil;&atilde;o e os espa&ccedil;os de   sua   autonomia.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Al&eacute;m dos problemas que qualquer esp&oacute;lio nas condi&ccedil;&otilde;es descritas teria que enfrentar, as evid&ecirc;ncias documentais indicam que o de Casimiro &amp; Irm&atilde;o sofreu ainda uma serie de desrespeitos legais e persegui&ccedil;&atilde;o de "poderosos e ambiciosos" inimigos e, nas palavras de um dos primeiros administradores, a "persegui&ccedil;&atilde;o de uma malta", que dificultou ainda mais as solu&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas e deixou vulner&aacute;veis os bens e os herdeiros. Talvez estas condi&ccedil;&otilde;es expliquem algumas das especificidades da economia aut&ocirc;noma dos cativos na propriedade em estudo, como o grande n&uacute;mero de cativos que dela se "beneficiaram", a inclus&atilde;o de cativos tanto muito jovens quanto muito idosos, o predom&iacute;nio dos cativos solteiros.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">De qualquer forma, a pesquisa necessita ser ampliada. &Eacute; necess&aacute;rio avaliar com mais detalhes as presta&ccedil;&otilde;es de contas dos administradores que estiveram &agrave; frente do esp&oacute;lio ap&oacute;s 1870, quando a simpatia popular e de pol&iacute;ticos locais, somada a interven&ccedil;&atilde;o do imperador, provocou a negocia&ccedil;&atilde;o das d&iacute;vidas e a volta &agrave; normalidade poss&iacute;vel na propriedade, considerando os dois momentos &#150;checando as rupturas e perman&ecirc;ncias nas experi&ecirc;ncias cativas. Tamb&eacute;m &eacute; preciso comparar a situa&ccedil;&atilde;o de Santana da Barra com a de outras propriedades que passaram por momentos conturbados ap&oacute;s a morte dos propriet&aacute;rios e, por fim, com a de propriedades onde a transi&ccedil;&atilde;o ocorreu pacificamente. Assim ser&aacute; poss&iacute;vel conhecer um conjunto de vari&aacute;veis e compar&aacute;&#150;las. &Eacute; necess&aacute;rio, ainda, avaliar com mais vagar as contradi&ccedil;&otilde;es que permeiam as fontes que foram analisadas. Em suma, os resultados da pesquisa est&atilde;o em aberto e ainda &eacute; necess&aacute;rio um longo caminho para consolid&aacute;&#150;la.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>FONTES CONSULTADAS</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i><b>Arquivos</b></i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">AHJF Arquivo Hist&oacute;rico de Juiz de Fora, Juiz de Fora.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">AFSS Arquivo da Fazenda Santa Sofia, Santana do Deserto.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">FME Arquivo do F&oacute;rum Dr. Geraldo Arag&atilde;o Ferreira ou F&oacute;rum de Mar de Espanha, Mar   de  Espanha.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><i>Bibliografia</i></b></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">AGASSIZ, LU&Iacute;S &amp; ELIZABETH CARY AGASSIZ, <i>Viagem ao Brasil, 1865&#150;1866, </i>Bras&iacute;lia, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, edi&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685025&pid=S1405-2253200900020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">ANDRADE, R&Oacute;MULO, "Limites impostas pela <i>escravid&atilde;o</i> &agrave; comunidade escrava e seus v&iacute;nculos de parentesco: Zona da Mata de Minas Gerais, s&eacute;culo XIX", tese de doutoramento, S&atilde;o Paulo, USP, 1995.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685026&pid=S1405-2253200900020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, "Apontamentos sobre a microeconomia do escravo e sua intera&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia e as solidariedades (Zona da Mata de Minas Gerais, s&eacute;culo XIX)", X Semin&aacute;rio sobre Economia Mineira, 2002, CEDEPLAR/UFMG, <a href="http://ideas.repec.org/" target="_blank">http://ideas.repec.org/cdp/diam02/200209.html</a> (22 de abril de 2008).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685027&pid=S1405-2253200900020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">BERLIN, IRA, <i>Gera<em>&ccedil;&otilde;</em>es de cativeiro: uma hist&oacute;ria da escravid&atilde;o nos Estados Unidos, </i>Rio de Janeiro, Record, 2006.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685028&pid=S1405-2253200900020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150; &amp; PHILIP D. MORGAN (eds.), <i>The Slaves Economy. Independent Production by </i><i>Slaves in the Americas, </i>London and Portland, Frank Cass &amp; Co., 1991.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685029&pid=S1405-2253200900020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">CASTRO, ANTONIO BARROS, "A economia pol&iacute;tica, o capitalismo e a <i>escravid&atilde;o</i>" in Jos&eacute; Roberto do Amarai Lapa (org.), <i>Modos de produ&ccedil;&atilde;o e realidade brasileira, </i>Petr&oacute;polis, Vozes, 1980, pp. 67&#150;107.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685030&pid=S1405-2253200900020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">CASTRO, HEBE MARIA MATTOS DE, <i>Das Cores do Silencio: os significados da liberdade no sudeste escravista &#150;Brasil s&eacute;c. XIX, </i>Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, 1995.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685031&pid=S1405-2253200900020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">CARDOSO, CIRO FLAMARION, "El modo de producci&oacute;n esclavista colonial en Am&eacute;rica" in CARLOS SEMPAT ASSADOURIAN e outros, <i>Modos de producci&oacute;n en Am</i><em>&eacute;</em><i>rica Latina, </i>Buenos Aires, Siglo XX Argentina Editores S. A,  1973, pp.   193&#150;242.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685032&pid=S1405-2253200900020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, "Sobre os modos de produ&ccedil;&atilde;o coloniais na Am&eacute;rica"  e  "O modo de produ&ccedil;&atilde;<i></i>o escravista colonial na Am&eacute;rica" in TH&Eacute;O ARA&Uacute;JO SANTIAGO (org.), <i>Am&eacute;rica colonial, </i>Rio de Janeiro, Pallas, 1975.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685033&pid=S1405-2253200900020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, <i>Agricultura, escravid&atilde;o e capitalismo, </i>Petr&oacute;polis, Vozes, 1979.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685034&pid=S1405-2253200900020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, <i>Escravo ou campon&ecirc;s? O protocampesinato negro nas Americas, </i>S&atilde;o Paulo, Brasiliense, 1987.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685035&pid=S1405-2253200900020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">CARRARA, ANGELO ALVES, "As zonas da mata" in <i>Estruturas agr&aacute;rias e capitalismo: contribuito para o estudo da ocupa</i>&ccedil;&atilde;<i>o do solo e da transformado do trabalho na Zona da Mata mineira (s&eacute;culos XVIII e XIX), </i>Mariana, N&uacute;cleo de hist&oacute;ria Econ&ocirc;mica e Demogr&aacute;fica&#150;Universidade Federal de Ouro Preto, 1999, <A href=http://www.tripod.lycos.com/ target="_blank">http://hist&oacute;riademografica.tripod.com/pesquisadores/angelo/Estrutura&#150;texto.pdf</A>, pp. 13&#150;24 (16 de margo de 2007).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685036&pid=S1405-2253200900020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">FURTADO, CELSO, <i>Forma&ccedil;&atilde;o E</i>con&ocirc;mica<i> do Brasil, </i>S&atilde;o Paulo, Companhia Editora Nacional, 11a. ed, 1972.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685037&pid=S1405-2253200900020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, <i>Economia colonial no Brasil, s&eacute;c. XVI e XVIII, </i>S&atilde;o Paulo, HUCITEC/ABPHE, 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685038&pid=S1405-2253200900020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">GOMES, FLAVIO, "Quando  a terra &eacute; de preto" en ANDR&Eacute; LEONARDO  CHEVITARESE (org.), <i>0 campesinato na hist&oacute;ria, </i>Rio de Janeiro, Relume Dumar&aacute;/FAPERJ, 2002.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685039&pid=S1405-2253200900020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">GORENDER, JACOB, <i>O escravismo colonial, </i>S&atilde;o Paulo, &Aacute;tica, 1978.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685040&pid=S1405-2253200900020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, "Questionamento sobre a teoria econ&ocirc;mica do escravo", <i>Estudos Econ</i>&ocirc;<i>micos, </i>vol. 13, num. 1, janeiro/abril de 1983.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685041&pid=S1405-2253200900020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, <i>A escravid&atilde;o reabilitada, </i>S&atilde;o Paulo, &Aacute;tica, 1990, pp. 71&#150;86.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685042&pid=S1405-2253200900020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">GUIMAR&Atilde;ES, ELIONE SILVA, <i>M&uacute;ltiplos v&iacute;veres de afrodescendentes na escravid&atilde;o e no p&oacute;s&#150;emancipa&ccedil;&atilde;o: fam&iacute;lia, trabalho, terra e conflito (Juiz de Fora &#150;MG, 1828&#150;1928), </i>S&atilde;o Paulo, Annablume, Juiz de Fora, Funalfa, 2006.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685043&pid=S1405-2253200900020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, <i>Viol</i>&ecirc;<i>ncia entre parceiros de cativeiro&#150;. Juiz de Fora, segunda metade do s&eacute;culo XIX, </i>S&atilde;o Paulo, Annablume, 2006.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685044&pid=S1405-2253200900020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">GUIMAR&Atilde;ES, ELIONE SILVA &amp; CARMEM ALVEAL, "Brecha camponesa" in MARCIA MARIA MENENDES MOTTA (org.), <i>Dicion&aacute;rio da Terra, </i>Rio de Janeiro, Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 2005, pp. 64&#150;67.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685045&pid=S1405-2253200900020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">HOLT, THOMAS C., <i>The Problem of Freedom. Race, Labor and Politics in Jamaica and Britain, 1832&#150;1938, </i>Baltimore, The Johns Hopkins University Press, 1992.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685046&pid=S1405-2253200900020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">KLEIN, HERBERT &amp; STANLEY ENGERMAN, "The transition from Slaves to Free Labor: Hotes on a Comparative Economic Model" in MANUEL MORENO FRAGINALS, FRANK MOYA PONDS &amp; STANLEY L. ENGERMAN  (eds.) <i>Between Slavery and Free </i><i>Labor: The Spanish Speaking Caribbean in the Nineteenth Century, </i>Baltimore, Johns Hopkins University Press,   1992.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685047&pid=S1405-2253200900020000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">LEPKOWSKI, TADEUSZ, <i>Haiti, </i>Havana, Casa de las Am&eacute;ricas, t. I, 1968.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685048&pid=S1405-2253200900020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">LINHARES, MARIA YEDDA <i>&amp; </i>FRANCISCO CARLOS TEIXEIRA DA SILVA, <i>Hist&oacute;ria da agricultura brasileira: combates e controv&eacute;rsias, </i>S&atilde;o Paulo, Brasiliense, 1981.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685049&pid=S1405-2253200900020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MACGLYNN, FRANK e SEYMOUR DRESCHER (eds.), <i>The Meaning of Freedom. Economics, </i><i>Politics and Culture After Slavery, </i>Pittsburgh, University of Pittsburgh Press,  1992.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685050&pid=S1405-2253200900020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MAQUES, RAFAEL DE BIVAR, <i>Administra&ccedil;&atilde;o &amp; escravid&atilde;o: id&eacute;ias sobre a gest&atilde;o da agricul</i><i>tura escravista brasileira, </i>S&atilde;o Paulo, HUCITEC/FAPESP, 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685051&pid=S1405-2253200900020000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MACHADO, MARIA HELENA, <i>Crime e escravid&atilde;o: Trabalho, luta e resist&ecirc;ncia nas lavouras </i><i>paulistas,    1830&#150;1888,   </i>S&atilde;o Paulo, Brasiliense,   1987.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685052&pid=S1405-2253200900020000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;&#150;, "Em torno da autonomia escrava:   uma nova dire<i>&ccedil;&atilde;</i>o para a hist&oacute;ria social da <i>escravid&atilde;o</i>", <i>Revista Brasileira de hist&oacute;ria</i><i>, </i>vol. 8, margo/agosto de  1988, S&atilde;o Paulo, pp.   143&#150;160.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685053&pid=S1405-2253200900020000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MASSI, FERNANDA PEIXOTO, "Brasihanismo,  'Brazilianists'  e Discursos Brasileiros", <i>Estudos Hist&oacute;ricos, Hist&oacute;ria e Ci&ecirc;ncias Sociais, </i>CPDOC/FGV, n&uacute;m. 5,1990/1, <a href="http://cpdoc.fgv.br/" target="_blank">http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/63.pdf</a></A>,   (23   de   abril   de 2008).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685054&pid=S1405-2253200900020000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MlNTZ, SIDNEY W., "The origins, of reconstituted peasantries" in S. MINTZ, <i>Caribbean </i><i>transformations,  </i>Chicago, Aldine, 1974, pp.   146&#150;156.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685055&pid=S1405-2253200900020000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MORGAN, PHILIP D., "Work and Culture: The Task System and the World of Lowcountry Blacks, 1700 to 1880", <i>William and Mary Quarterly, </i>The Series, vol. 39, num. 4 (outubro de  1982), pp. 564&#150;599, stable URL: <a href="http://www.jstor.org/stable/1919004?cookieSet=1" target="_blank">http://www.jstor.org/stable/1919004</a></A> (24 de abril de 2008).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685056&pid=S1405-2253200900020000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">MOTTA, MARCIA <i>&amp; </i>ELIONE SILVA GUIMAR&Atilde;ES, "Hist&oacute;ria social da agricultura revisitada: fontes e metodologia de pesquisa", <i>Di&aacute;logos, </i>vol.   11, num. 3, 2007, Maring&aacute;, pp. 95&#150;117.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685057&pid=S1405-2253200900020000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">NOVAIS, FERNANDO, <i>Portugal e Brasil na Crise do Antigo sistema Colonial, 1777&#150;1808, </i>S&atilde;o Paulo, UCIEC, 1979.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685058&pid=S1405-2253200900020000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">PRADO JUNIOR, CAIO, <i>Forma&ccedil;&atilde;o do Brasil contempor&acirc;neo: Col&ocirc;nia, </i>S&atilde;o Paulo, Brasiliense, 20a. ed.,  1987.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685059&pid=S1405-2253200900020000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">PIRES, ANDERSON, "Capital agr&aacute;rio, investimento e crise da cafeicultura de Juiz de Fora (1870&#150;1930)", disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Niter&oacute;i, UFF/ICHF,   1993.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685060&pid=S1405-2253200900020000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">PI&Ntilde;EIRO, THEO LOBARINHAS, <i>Crise e resist&ecirc;ncia no escravismo colonial: os &uacute;ltimos anos da </i><i>escravid&atilde;o na Prov&iacute;ncia do Rio de Janeiro, </i>Passo Fundo, UPF, 2002.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685061&pid=S1405-2253200900020000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">REVEL, JACQUES, "A hist&oacute;ria ao r&eacute;s&#150;do&#150;ch&atilde;o" in GIOVANNI LEVI, <i>A</i> <i>heran&ccedil;a material: trajet&oacute;ria de um exorcista no Piemonte do s&eacute;culo XVII, </i>Rio de Janeiro,  Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 2000.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685062&pid=S1405-2253200900020000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">REVEL, JACQUES (org.), <i>Jogos de Escala: a experi&ecirc;ncia da microan&aacute;lise, </i>Rio de Janeiro, Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas, 1998.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685063&pid=S1405-2253200900020000800039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">SCHLOTTERBECK, JOHN T., "The Internal Economy of Slavery in Rural Piedmont Virginia" in IRA BERLIN and PHILIP D. MORGAN, <i>The Slaves' Economy&#150;Independent Production by Slaves in the Americas, </i>London, Frank Cass, 1995, pp. 171&#150;181.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685064&pid=S1405-2253200900020000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">SCHWARTZ, STUART, "Resistance and Accomodation in Eighteenth&#150;Century Brazil: The Slaves' View of Slavery", <i>HAHR, </i>vol. 57, num. 1, fevereiro de 1977, pp. 68&#150;81.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685065&pid=S1405-2253200900020000800041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">SHWARTZ, STUART, <i>Roceiros e rebeldes, </i>Bauru, Sp, EDUSC, 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685066&pid=S1405-2253200900020000800042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">SLENES, ROBERT, <i>Na senzala uma flor: Esperan&ccedil;as e recorda&ccedil;&otilde;es na forma&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia escrava &#150;Brasil Sudeste, s&eacute;culo XIX, </i>Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999 (Cole&ccedil;&atilde;o hist&oacute;ria do  Brasil).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685067&pid=S1405-2253200900020000800043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">ZAMBLUTE, CRISTIANO DUARTE, "Resist&ecirc;ncia escrava e economia aut&ocirc;noma nos processos Criminais de furto e roubo do munic&iacute;pio de Juiz de Fora: 1850&#150;1888 (primeiras reflex<i>&otilde;</i>es)", <i>Principia, </i>Editora da UFJF, vol. 4, 1999, Juiz de Fora, pp. 119&#150;126.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=685068&pid=S1405-2253200900020000800044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="notas"></a><b>NOTAS</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>1</sup> A pesquisa original da qual este artigo deriva faz parte um projeto de p&oacute;s&#150;doutoramento, com bolsa do CNPq, realizado junto &agrave; Universidade Federai Fluminense e supervisionado pela Prof. Dra. Marcia Mota.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup> Pires, "Capital", 1993, pp. 18&#150;19.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>3</sup> Carrara, "Zonas", 1999, pp. 13&#150;24, <a href="http://www.tripod.lycos.com/" target="_blank">http://hist&oacute;ria_demografica.tripod.com/pesquisadores/angelo/Estrutura-texto.pdf</a> (16 de marco de 2007).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>4</sup> No per&iacute;odo em an&aacute;lise Minas Gerais era a prov&iacute;ncia com a maior popula&ccedil;&atilde;o de cativos do imp&eacute;rio, sendo que a Zona da Mata, de acordo com o censo de 1872, concentrava 26% destes escravos. A maior popula&ccedil;&atilde;o escrava da Zona da Mata encontrava&#150;se em Juiz de Fora, com 19 351, e Mar de Espanha ocupava a terceira posi&ccedil;&atilde;o, com 12 658. Ver Guimar&atilde;es, <i>M&uacute;ltiplos, </i>2006.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>5</sup> Parte da discuss&atilde;o historiogr&aacute;fica que se segue est&aacute; tamb&eacute;m reproduzida em Guimar&atilde;es &amp; Alveal, <i>Brecha, </i>2005, pp. 64&#150;67.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>6</sup>  O modelo explicativo da forma&ccedil;&atilde;o social e econ&ocirc;mica brasileira de Caio Prado J&uacute;nior &eacute; conhecido como "o sentido da coloniza&ccedil;&atilde;o". O autor procurou evidenciar os objetivos do colonizador e o conseq&uuml;ente car&aacute;ter dependente da economia brasileira, cujos elementos estruturais b&aacute;sicos eram a monocultura, o latif&uacute;ndio e a <i>escravid&atilde;o</i>, numa sociedade polarizada entre senhores e escravos. Sua obra influenciou toda uma gera&ccedil;&atilde;o de pesquisadores que inegavelmente contribu&iacute;ram para o conhecimento do passado econ&ecirc;mico, pol&iacute;tico e social brasileiro. <i>Vet </i>Prado, <i>Forma</i>&ccedil;<i>&atilde;</i><i>o, </i>1987; Furtado, <i>Economia, </i>2001, e <i>Forma</i>&ccedil;<i>&atilde;</i><i>o, </i>1972, e Novais, <i>Portugal, </i>1979.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>7</sup> Esta tend&ecirc;ncia foi observada por Antonio Barros de Castro, cujas considera&ccedil;&otilde;es ser<i>&atilde;</i>o apresentadas oportunamente. Castro, "Economia", 1980, pp. 67&#150;107.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>8</sup> Lepkowski, <i>Haiti, </i>1968, t. i, pp. 59&#150;60.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>9</sup> Mintz, "Origins", 1974, pp. 146&#150;156.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>10</sup> Cardoso, "Modo", 1973, pp. 193&#150;242; "Sobre", 1975; <i>Agricultura, </i>1979, e <i>Escravo, </i>1987.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>11</sup>  Slenes, <i>Senzala, </i>1999, p. 199.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>12</sup> No livro de 1990 Gorender aceitou algumas das cr&iacute;ticas a respeito de seu posicionamento em rela&ccedil;&atilde;o &aacute; economia aut&ocirc;noma dos cativos, como por exemplo, ter subestimado os aspectos comerciais desta economia, mas n&atilde;o mudou sua concep&ccedil;&atilde;o de fundo. Ver Gorender, <i>Escravismo, </i>1978, pp. 258&#150;269; "Questionamento", e <i>Escravid&atilde;o, </i>1990, pp. 71&#150;86.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>13</sup> Castro, "Economia", p. 98.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>14</sup> Linhares &amp; Silva, <i>hist&oacute;ria, </i>1981, p. 131.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>15</sup> Especialista estrangeiro em assuntos brasileiros.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>16</sup> Massi, "Brasilianismo", 1990/1, <A href=http://cpdoc.fgv.br/ target="_blank">http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/63.pdf</A>, (23 de abril de 2008).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>17</sup> Schwartz, "R&eacute;sistance", 1977, p. 73.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>18</sup> A este respeito cf. Motta &amp; Guimar&atilde;es, <i>hist&oacute;ria, </i>2008 (aceito para publica&ccedil;&atilde;o).</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>19</sup> Shwartz, <i>Roceiros, </i>2001, pp. 117 e 149.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>20</sup> Dentre outros, ver Berlin &amp; Morgan, <i>Slaves, </i>1991; Holt, <i>Problem, </i>1992; Klein &amp; Engerman, "Transition", 1992, e MacGlynn e Drescher, <i>Meaning, </i>1992.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>21</sup> Slenes, <i>Senzala, </i>1999, cita&ccedil;&otilde;es nas pp. 200 e 198, respectivamente.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>22</sup> Como o direito ao pec&uacute;lio, legalizado pela lei 2040, de 1871. E tamb&eacute;m as leis que procuraram proteger as fam&iacute;lias escravas de separa&ccedil;&otilde;es (1869 e 1871), embora n&atilde;o raro elas tenham sido desrespeitadas.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>23</sup> Machado, <i>Crime, </i>1987. Ver tamb&eacute;m <i>Torno, </i>pp. 143&#150;160.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>24</sup> Dentre outros ver: Schlotterbeck, "Internal", 1995, pp. 171&#150;181; Morgan, "Work", pp. 564&#150;599; Berlin, <i>Gera&ccedil;&otilde;es, </i>2006; Andrade, "Apontamentos", 2002; Machado, <i>Crime, </i>1987, e Castro, <i>Cores, </i>1995.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>25</sup> Slenes, <i>Senzala, </i>1999, p. 199.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>26</sup> R&oacute;mulo Andrade dedicou um cap&iacute;tulo de sua tese de doutoramento &aacute; economia aut&ocirc;noma dos cativos, comentando a respeito da impress&atilde;o dos viajantes sobre as propriedades de Juiz de Fora e tamb&eacute;m da presen&ccedil;a destas informa&ccedil;&otilde;es nos invent&aacute;rios post&#150;morten. Andrade, "Limites", 1995, pp. 292&#150;302 e "Apontamentos", 2002.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>27</sup> Andrade, "Limites", 1995, pp. 301&#150;302.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>28</sup> Agassiz &amp; Agassiz, <i>Viagem, </i>2000, p. 131.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>29</sup> Juiz de Fora, 2 de outubro de 1865, Arquivo Hist&oacute;rico de Juiz de Fora (AHJF &#150;nas demais referencias ser&aacute; utilizada esta sigla), F&oacute;rum Benjamin Colucci, Processos Criminais do Per&iacute;odo Imperial, Homic&iacute;dio, caixa 8. Ambrosio, o marido de Maria, foi acusado do assassinato, mas o processo n&atilde;o foi conclu&iacute;do. Detalhes sobre a maioria dos processos mencionados, sobre Juiz de Fora, podem ser obtidos em Guimar&atilde;es, <i>M&uacute;ltiplos, </i>2006, e <i>Violencia, </i>2006.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>30</sup> Juiz de Fora, 16 de maio de 1871, AHJF, F&oacute;rum Benjamin Colucci, Processos Criminais do Per&iacute;odo Imperial, Homicidio, caixa 9.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>31</sup> A fazenda Santa Sofia est&aacute; localizada em Santana do Deserto (Minas Gerais), e no s&eacute;culo XIX pertencia a Juiz de Fora, sendo um de seus distritos com maior produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute; e concentra&ccedil;&atilde;o de cativos. A fazenda pertencia a Camilo Maria Ferreira Armond, o conde de Prados. As informa&ccedil;&otilde;es sobre a economia aut&ocirc;noma dos escravos desta propriedade foram retiradas de dois livros de anota&ccedil;&otilde;es (1859, 1882&#150;1883) que fazem parte do acervo particular da referida fazenda.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>32</sup> Juiz de Fora, 30 de abril de 1877, AHJF, F&oacute;rum Benjamin Colucci, Processos Criminais do Per&iacute;odo Imperial. Homic&iacute;dio, caixa 12.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>33</sup> Juiz de Fora, 20 de julho de 1868, <i>ibid, </i>Roubo, caixa 63. Mais detalhes sobre o roubo de 38:000$000 realizado pelos escravos do Bar&aacute;o de Bertioga (em n&uacute;mero de seis suspeitos) e seus comparsas livres e libertos s&atilde;o encontrados em Guimar&atilde;es, <i>M&uacute;ltiplos, </i>2006, pp. 47&#150;64.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>34</sup> Juiz de Fora, 1851, AH JF, Fundo C&aacute;mara Municipal no Per&iacute;odo Imperial, serie 163/1, C&oacute;digo de Posturas do Munic&iacute;pio.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>35</sup> Sobre os processos de furtos em que escravos participaram na condi&ccedil;&atilde;o de r&eacute;us, c&uacute;mplices ou informantes, verificar Zamblute, <i>Resistencia, </i>1999, pp. 119&#150;126.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>36</sup> Juiz de Fora, 7 de julho de 1864, AHJF, Forum Benjamin Colucci, Processos Criminais do Per&iacute;odo Imperial, Furto, caixa 56.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>37</sup> Juiz de Fora, 31 de outubro de 1868, ibid., Infra&ccedil;&atilde;o de Posturas, caixa 71.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>38</sup> Juiz de Fora, 15 de marco de 1876, AHJF, Fundo C&aacute;mara Municipal no Per&iacute;odo Imperial, serie 133.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>39</sup> Juiz de Fora, 6 de marco de 1886, AHJF, Forum Benjamin Colucci, Processos Criminais do Per&iacute;odo Imperial, Furto, caixa 57.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>40</sup> A Provis&atilde;o de 6 de marco de 1741 considerava <i>quilombos </i>a reuni&atilde;o de cinco ou mais cativos. Ver Pineiro, <i>Crise, </i>2002, p. 126.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>41</sup> Juiz de Fora, 23 de agosto de 1867, AHJF, F&oacute;rum Benjamin Colucci, Processos Criminais do Per&iacute;odo Imperial, Furto, caixa 56.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>42</sup> Apud Andrade, "Limites", 1995, p. 304. Outras evid&ecirc;ncias da microeconomia do cativo na propriedade de Jos&eacute; Lopes de Pontes J&uacute;nior, <i>cf. </i>Andrade, "Apontamento", 2002, pp. 17&#150;21.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>43</sup>Andrade, "Limites", 1995, p. 296.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>44</sup> Mar de Espanha, 17 de setembro de 1887, Jo&atilde;o Ant&ocirc;nio Portilho, FME, Invent&aacute;rio, caixa 88. FME &eacute; a sigla do Arquivo do F&oacute;rum Dr. Geraldo Arag&atilde;o Ferreira &#150;F&oacute;rum de Mar de Espanha (MG&#150;BR).</font></p>     <p align="justify"> <font face="verdana" size="2"><sup>45</sup> Mar de Espanha, FME, Livros de Testamento, livro 3, registro 156, fls. 70.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>46</sup> <i>Ibid</i>, registro 182, fls. 145.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>47</sup> Revel, "hist&oacute;ria", 2000, pp. 7&#150;37.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>48</sup> Revel, <i>Jogos, </i>1998, p. 23.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>49</sup> Flavio Gomes j&aacute; chamou a aten&ccedil;&atilde;o para esta quest&atilde;o, <i>cf. </i>Gomes, "Quando", 2002, p. 279.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>50</sup> Mar de Espanha, 10 de maio de 1867, Firma Social de Casimiro Lucio Ferreira de Carvalho, FME, Inventario, caixa 35. Estas informa&ccedil;&otilde;es foram extra&iacute;das, principalmente, da copia de contrato da hipoteca firmada entre os herdeiros de Casimiro e o Banco do Brasil, em 1870, na qual foram hipotecados 152 cativos, e que servir&aacute; de base para a an&aacute;lise da escravaria. Quanto aos cafeeiros e caf&eacute; em coco, considerei os dados constantes da rela&ccedil;&atilde;o apresentada pelo inventariante logo ap&oacute;s a morte de Casimiro.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>5l</sup> Cada arroba corresponde a quinze quilos, portanto, s&atilde;o 195 000 quilos de caf&eacute;.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>52</sup> A dificuldade em precisar o n&uacute;mero de escravos deriva dos problemas em torno dos invent&aacute;rios que est&aacute;o sendo analisados. Foram avaliados 34 cativos no inventario de Jos&eacute; Ferreira, 54 no de Casimiro e 98 no da firma, mas ao juntarmos todos os escravos percebe&#150;se que alguns constam como pertencendo &aacute; firma e tamb&eacute;m a um dos irm&atilde;os. A confus&atilde;o &eacute; oriunda da manuten&ccedil;&atilde;o conjunta dos bens sociais e particulares. Estou considerando aqui os escravos que foram hipotecados ao Banco do Brasil em 1870, em n&deg; de 152 cativos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>53</sup> Maques, <i>Administra&ccedil;&atilde;o, </i>1999, p. 207.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>54</sup> Mar de Espanha, 11 de agosto de 1870, relat&oacute;rio de Jos&eacute; da Costa Fonseca junto ao inventario de Casimiro Lucio Ferreira de Carvalho, FME, Inventario, caixa 35.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>55</sup> <i>Ibid.</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>56</sup> <i>Ibid.</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>57</sup> <i>Ibid.</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>58</sup> Mar de Espanha, presta&ccedil;&atilde;o de contas de administra&ccedil;&atilde;o junto ao inventario de Casimiro Lucio Ferreira de Carvalho, Pedro Maria da Costa (1870), Adriano Augusto Pereira de Saldanha (1871), Inoc&ecirc;ncio Jose das Neves (1874), Raimundo Menezes de Vasconcellos (1875), Alexandre Jos&eacute; Lopes (1884) e Alexandre Augusto Pereira de Saldanha (1881), FME, Inventario, caixas. 35, 36 e 37.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>59</sup> <i>Ibid.</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>60</sup> Mar de Espanha, 2 de abril de 1867, A&ccedil;&atilde;o Ordin&aacute;ria, autor: Angelo Abiatte, r&eacute;us: Herdeiros de Casimiro Lucio Ferreira de Carvalho, FME, caixa 2.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>61</sup> Mar de Espanha, 11 de agosto de 1870, relat&oacute;rio de Jos&eacute; da Costa Fonseca, junto ao inventario de Casimiro Lucio Ferreira de Carvalho, FME, Inventario, caixa 35.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>62</sup> <i>Ibid.</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>63</sup> Mar de Espanha, 1875, presta&ccedil;&atilde;o de contas de administra&ccedil;&atilde;o de Raimundo Menezes de Vasconcellos, j unto ao inventario de Casimiro Lucio Ferreira de Carvalho, FME, Inventario, caixa 36, fls. 43.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>64</sup> Mar de Espanha, 1870, presta&ccedil;&atilde;o de contas de administra&ccedil;&atilde;o de Pedro Maria da Costa, junto ao inventario de Cassimiro Lucio Ferreira de Carvalho, FME, Inventario, caixa 36.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>65</sup> Mar de Espanha, 1874, presta&ccedil;&atilde;o de Contas de administra&ccedil;&atilde;o de Inoc&ecirc;ncio Jos&eacute; das Neves, j unto ao inventario de Casimiro Lucio Ferreira de Carvalho, FME, Inventario, caixa 37.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>66</sup> As informa&ccedil;&otilde;es dos &uacute;ltimos par&aacute;grafos foram obtidas a partir dos diversos documentos juntados ao inventario da firma e da an&aacute;lise comparativa entre eles.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>67</sup> A lista de avalia&ccedil;&atilde;o de cativos de 1875, juntada ao inventario, que n&atilde;o elegi para an&aacute;lise nesta se&ccedil;&atilde;o, traz estas profiss&otilde;es para alguns dos cativos.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>68</sup> Mar de Espanha, 11 de agosto de 1870, relat&oacute;rio de Jos&eacute; da Costa Fonseca junto ao inventario de Casimiro Lucio Ferreira de Carvalho, FME, Inventario, caixa 35.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>69</sup> <i>Ibid.</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>70</sup> <i>Ibid.</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>71</sup> Mar de Espanha, 1875, presta&ccedil;&atilde;o de Contas de administra&ccedil;&atilde;o de Raimundo Menezes de Vasconcellos, junto ao inventario de Casimiro Lucio Ferreira de Carvalho, FME, Inventario, caixa 36.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>72</sup> <i>Ibid.</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>73</sup> <i>Ibid.</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>74</sup> Mar de Espanha, 1874, presta&ccedil;&atilde;o de contas de administra&ccedil;&atilde;o de Inoc&ecirc;ncio Jose das Neves junto ao inventario de Casimiro Lucio Ferreira de Carvalho, FME, Inventario, caixa 37, fls. 9 e 13.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>75</sup> Mar de Espanha, 10 de maio de 1867, Firma Social de Casimiro Lucio Ferreira de Carvalho, FME, Invent&aacute;rio, caixa 35.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>76</sup> Mar de Espanha, 1875, presta&ccedil;&atilde;o de contas de administra&ccedil;&atilde;o de Raimundo Menezes de Vasconcellos, junto ao invent&aacute;rio de Casimiro Lucio Ferreira de Carvalho, FME, Inventario, caixa 36. At&eacute; onde as limita&ccedil;&otilde;es impostas pela fonte permitiram avan&ccedil;ar quantitativamente, dos 132 cativos da propriedade, 88 aparecem prestando algum tipo de servi&ccedil;o ou vendendo mantimentos &#150;sendo doze mulheres e 76 homens, com idades que variaram de catorze at&eacute; 60 anos. Destes, 21 eram dom&eacute;sticos (lavadeira, copeiro, cozinheiro, pajem) ou especializados (pedreiros, carpinteiros, marceneiros, capataz, carreiro e tropeiro). Cinco deles eram casados.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>77</sup> Mar de Espanha, 11 de agosto de 1870, relat&oacute;rio de Jos&eacute; da Costa Fonseca junto ao inventario de Casimiro Lucio Ferreira de Carvalho, FME, Inventario, caixa 35.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>78</sup> <i>Ibid.</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>79</sup> Mar de Espanha, 1870, presta&ccedil;&atilde;o de contas de administra&ccedil;&atilde;o de Pedro Maria da Costa, junto ao inventario de Casimiro Lucio Ferreira de Carvalho, FME, Inventario, caixa 36.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>80</sup> Mar de Espanha, 10 de maio de 1867, Firma Social de Casimiro Lucio Ferreira de Carvalho, FME, Inventario, caixa 35.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>81</sup> <i>Ibid.</i></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>82</sup> Cardoso, <i>Escravo, </i>1987, e Sienes, <i>Senzala, </i>1999.</font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>INFORMACI&Oacute;N SOBRE AUTOR(A)</b></font></p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Atua como professora e pesquisadora do Arquivo Hist&oacute;rico de Juiz de Fora (Minas Gerais &#150;Brasil). &Eacute; autora dos livros <i>M&uacute;ltiplos v&iacute;veres de afrodescendentes na escravid&atilde;o e no p&oacute;s&#150;emancipa&ccedil;&atilde;o </i>(2006), <i>Viol&ecirc;ncia entre parceiros de cativeiro </i>(2006), <i>Aspectos cotidianos da escravid&atilde;o em Juiz de Fora </i>(2002, em co&#150;autoria com Val&eacute;ria Guimar&atilde;es); organizadora, juntamente com M&aacute;rcia Motta, de <i>Campos em disputa </i>(2007). &Eacute; autora de v&aacute;rios verbetes do <i>Dicion&aacute;rio da Terra </i>(2005), organizado por M&aacute;rcia Motta e agraciado em 2&deg; lugar com o pr&ecirc;mio Jabuti em Ci&ecirc;ncias Humanas (2006).</font></p>      ]]></body><back>
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