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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[II Encontro Nacional de História do Pensamento Geográfico: avanços e estagnações]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="justify"><font face="verdana" size="4">Notas y noticias</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>       <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b><i>II Encontro Nacional de Hist&oacute;ria do Pensamento Geogr&aacute;fico: avan&ccedil;os e estagna&ccedil;&otilde;es,</i><sup><a href="#notas">1</a></sup></b></font></p>       <p align="center"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>       <p align="center"><font face="verdana" size="2"><b>Breno Viotto Pedrosa</b></font></p>       <p align="center"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>       <p align="center"><font face="verdana" size="3"><b>Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, 9 e 12 de novembro de 2009</b></font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><i>Departamento de Geografia, Universidade de S&atilde;o Paulo.</i></font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">A id&eacute;ia de realiza&ccedil;&atilde;o do II Encontro Nacional de Hist&oacute;ria do Pensamento Geogr&aacute;fico s&oacute; foi poss&iacute;vel gra&ccedil;as &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do I Col&oacute;quio Brasileiro de Hist&oacute;ria do Pensamento Geogr&aacute;fico, realizado no ano de 2008 em Uberl&acirc;ndia (Anselmo, 2008). A partir da experi&ecirc;ncia desse col&oacute;quio e do grupo de trabalho<sup><a href="#notas">2</a></sup> em hist&oacute;ria do pensamento geogr&aacute;fico, realizado durante o XV Encontro Nacional de Ge&oacute;grafos (encontro da Associa&ccedil;&atilde;o de Ge&oacute;grafos Brasileiros), se consolidou a id&eacute;ia de retomar o encontro nacional. Uma equipe de S&atilde;o Paulo realizaria o evento na Universidade de S&atilde;o Paulo, por&eacute;m durante toda a organiza&ccedil;&atilde;o contamos com as colabora&ccedil;&otilde;es de pessoas que estavam envolvidas no grupo de trabalho em outras universidades. O primeiro Encontro Nacional de Hist&oacute;ria do Pensamento Geogr&aacute;fico havia ocorrido em 1999 na Unesp de Rio Claro, no estado de S&atilde;o Paulo. Portanto, passaram&#150;se 10 anos entre a realiza&ccedil;&atilde;o de um e outro evento, o que de fato &eacute; um elemento dificultador n&atilde;o s&oacute; para a realiza&ccedil;&atilde;o do evento em si, mas para a realiza&ccedil;&atilde;o dos debates acad&ecirc;micos.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">No grupo de trabalho que nos referimos acima, houve um acalorado debate acerca da discuss&atilde;o de qual seria o campo de estudos da chamada hist&oacute;ria do pensamento geogr&aacute;fico. As discuss&otilde;es sobre esse tema encaminharam a pol&ecirc;mica para o questionamento do que seria, na realidade, o conceito de "pensamento geogr&aacute;fico". Ao aprofundar a quest&atilde;o, surgiu a problem&aacute;tica de para que serviria ou existiria esse campo de estudos sobre hist&oacute;ria do pensamento geogr&aacute;fico. Na hora em que a equipe de organiza&ccedil;&atilde;o do evento discutia qual seria o formato do encontro, novamente essas quest&otilde;es vieram &agrave; tona.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">A postura da equipe de organiza&ccedil;&atilde;o do evento diante de tais problemas foi pensar em uma estrutura de evento o mais abrangente poss&iacute;vel. Al&eacute;m disso, tentamos englobar uma perspectiva interdisciplinar. Procuramos explorar as interfaces entre o car&aacute;ter geogr&aacute;fico de pensadores sociais brasileiros, por exemplo. Al&eacute;m disso, no Brasil, gra&ccedil;as a ge&oacute;grafos como Antonio Carlos Robert de Moraes, entre outros, existe uma forte tradi&ccedil;&atilde;o de liga&ccedil;&atilde;o e troca entre geografia hist&oacute;rica e hist&oacute;ria da geografia. Por isso, acabou criando&#150;se um eixo dedicado ao tema. Tamb&eacute;m foi organizado um eixo para o debate das representa&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas, tema que ganhou for&ccedil;a na agenda da hist&oacute;ria do pensamento, h&aacute; n&atilde;o muito tempo. Temos ai, uma preocupa&ccedil;&atilde;o com as vis&otilde;es e representa&ccedil;&otilde;es sobre processos e fen&ocirc;menos eminentemente geogr&aacute;ficos. Apesar desse campo ser relativamente novo, nenhum dos campos ou temas presentes no I Encontro Nacional de Hist&oacute;ria do Pensamento Geogr&aacute;fico minguou ou deixou de fazer parte da agenda de pesquisa. Certamente alguns campos n&atilde;o ganharam demasiada expans&atilde;o, no entanto, penso que de uma forma geral eles continuaram a se desenvolver apresentando pesquisas importantes e que muitas vezes atingiram amplamente a comunidade cient&iacute;fica. Nesse sentido, destacam&#150;se os estudos que buscam entender o funcionamento das institui&ccedil;&otilde;es do saber, os trabalhos sobre epistemologia que t&ecirc;m um vi&eacute;s hist&oacute;rico e os trabalhos que versam sobre o ensino da geografia escolar. A gera&ccedil;&atilde;o que participou do primeiro encontro em Rio Claro foi muito influenciada pela agenda de pesquisa e as orienta&ccedil;&otilde;es oferecidas por Lia Os&oacute;rio Machado (2000). Uma das id&eacute;ias centrais &eacute; que haveria um "pensamento geogr&aacute;fico" antes da institucionaliza&ccedil;&atilde;o da geogr&aacute;fica enquanto ci&ecirc;ncia moderna. Lia se dedicou ent&atilde;o a estudar os diversos ide&aacute;rios que, no s&eacute;culo XIX, se dedicavam a pensar estrat&eacute;gias de pol&iacute;ticas demogr&aacute;fica e de ocupa&ccedil;&atilde;o territorial no Brasil.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Tendo em vista esses progn&oacute;sticos, o encontro foi organizado de acordo com os seguintes eixos: 1. <i>Institui&ccedil;&otilde;es do Saber Geogr&aacute;fico,</i> 2. <i>Geografia Hist&oacute;rica e Hist&oacute;ria Territorial</i>, 3. <i>Hist&oacute;ria da Disciplina Escolar</i>, 4. <i>Epistemologia e Pensamento Geogr&aacute;fico</i>, 5. <i>Pensamento Social Brasileiro e Geografia</i> e 6. <i>Representa&ccedil;&otilde;es acerca do Saber Geogr&aacute;fico</i>.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Apesar de toda a preocupa&ccedil;&atilde;o com os eixos, quando recebemos todos os trabalhos, houve dificuldade em organizar&#150;los de acordo com os recortes feitos. As comunica&ccedil;&otilde;es coordenadas<sup><a href="#notas">3</a></sup> acabaram, em alguns casos, envolvendo trabalhos de diferentes eixos de maneira que os pesquisadores pudessem debater, trocar informa&ccedil;&otilde;es e conhecimento sobre temas afins. Ao todo recebemos 141 trabalhos, dos quais cerca de 90 foram selecionados pela comiss&atilde;o cient&iacute;fica. Dos 90 trabalhos 77 foram apresentados e integraram os anais do encontro (vide nota 1). 88 pessoas estavam envolvidas nesses trabalhos, das quais 30 eram mulheres (35%) e 57 eram homens (65%). Os eixos foram orientadores tamb&eacute;m das mesas redondas, sendo que cada mesa contava com a presen&ccedil;a de dois professores e um moderador. Nas mesas redondas participaram efetivamente 17 professores de um total de 18 professores convidados. Desses 17, 9 eram mulheres (53%) e 8 eram homens (47%).</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">O evento foi pensado para ser completamente gratuito &#150;coisa rara no Brasil, onde a maioria dos eventos de geografia cobra taxas abusivas, al&eacute;m do or&ccedil;amento de estudantes. E tanto as comunica&ccedil;&otilde;es coordenadas, quanto as mesas redondas foram pensadas para que houvesse o m&aacute;ximo de tempo de debate poss&iacute;vel.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nas comunica&ccedil;&otilde;es que tive a oportunidade de assistir, e atrav&eacute;s dos relat&oacute;rios feitos pelos moderadores, penso que tivemos uma grande diversidade de posi&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas. De uma certa forma, acredito que as formula&ccedil;&otilde;es inspiradas na obra de Kuhn (1975) s&atilde;o preponderantes. A postura do f&iacute;sico Kuhn, certamente se remete a uma sociologia da ci&ecirc;ncia, por&eacute;m, lhe oblitera o car&aacute;ter hist&oacute;rico. S&atilde;o identificadas as disputas entre os grupos acad&ecirc;micos, no entanto, o desenvolvimento da ci&ecirc;ncia seria linear e haveria uma supera&ccedil;&atilde;o de um grupo para o outro, atrav&eacute;s de novas descobertas e da resolu&ccedil;&atilde;o de problemas que os predecessores n&atilde;o seriam capazes de solucionar. Assim, com essa tend&ecirc;ncia h&aacute; uma desconsidera&ccedil;&atilde;o dos contextos hist&oacute;ricos, resultando em temos trabalhos com uma postura internalista, ou seja, que levam em considera&ccedil;&atilde;o o desenvolvimento da ci&ecirc;ncia de uma maneira independente do esp&iacute;rito da &eacute;poca. Ou como se seu desenvolvimento dependesse somente dos cientistas neutros perante o mundo. Infelizmente penso que a perspectiva internalista e evolucionista de Kuhn ainda prepondera, mas sua hegemonia estaria seriamente fragilizada. Muitos continuam nessa posi&ccedil;&atilde;o devido ao fato de ainda n&atilde;o terem atentado para a necessidade do debate acerca da historiografia da ci&ecirc;ncia.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Al&eacute;m desse cen&aacute;rio de que existe uma certa estagna&ccedil;&atilde;o quanto aos debates metodol&oacute;gicos na constru&ccedil;&atilde;o de uma hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia, um fato me espantou muito. Em algumas ocasi&otilde;es presenciei coloca&ccedil;&otilde;es que claramente admitiam um d&eacute;ficit no desenvolvimento da geografia no Brasil. Ou seja, estamos atrasados em rela&ccedil;&atilde;o aos Estados Unidos ou outros pa&iacute;ses. Eis a&iacute; a amostra de um colonialismo intelectual que ainda nos assola. Se considera que s&oacute; o centro do sistema &eacute; capaz de fazer ci&ecirc;ncia, e o papel da periferia seria uma reprodu&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria. D&eacute;ficit em rela&ccedil;&atilde;o a que? Qual &eacute; o par&acirc;metro para saber se uma ci&ecirc;ncia est&aacute; em atrasado ou &agrave; frente? Principalmente a geografia, uma ci&ecirc;ncia muitas vezes que se dedica a compreender os espa&ccedil;os em sua especificidade. Esse debate imbricado de ideologias e complica&ccedil;&otilde;es das mais diversas ordens, que envolve decerto pol&iacute;ticas cient&iacute;ficas, &eacute; resolvido por alguns de uma maneira simples.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Por outro lado, temos posturas puramente externalistas que consideram o quadro hist&oacute;rico, os contextos sociais e culturais para o desenvolvimento da ci&ecirc;ncia. Elas apareceram mais timidamente. E em um n&uacute;mero menor, temos trabalhos que possuem uma postura sociol&oacute;gica mais complexa no que diz respeito ao desenvolvimento da ci&ecirc;ncia. A tend&ecirc;ncia da postura sociol&oacute;gica &eacute; partir da an&aacute;lise das institui&ccedil;&otilde;es do saber &#150;ou espa&ccedil;os institucionais tomados em um sentido amplo (peri&oacute;dicos, congressos, etc.)&#150; para fazer suas reflex&otilde;es, por&eacute;m sem ignorar os contextos hist&oacute;ricos e culturais. Autores como Bruno Latour, Vincent Berdoulay, Horacio Capel e Pierre Bourdieu exploram essa perspectiva com diferentes tend&ecirc;ncias. Busca&#150;se atrav&eacute;s do vi&eacute;s sociol&oacute;gico compreender as rela&ccedil;&otilde;es entre os intelectuais, as pessoas de fora das institui&ccedil;&otilde;es e os contextos pol&iacute;ticos e culturais. Nesse sentido, para a maioria desses autores n&atilde;o faria muito sentido uma cis&atilde;o entre internalistas e externalistas, j&aacute; que elementos internos e externos ao desenvolvimento da ci&ecirc;ncia seriam considerados.<sup><a href="#notas">4</a></sup></font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Um fato que me pareceu muito interessante &eacute; que, no tocante &agrave; geografia hist&oacute;rica, temos uma hegemonia a meu ver, das abordagens que trabalham com a forma&ccedil;&atilde;o territorial e forma&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio&#150;espacial. Destaca&#150;se, portanto o uso tanto da obra de Ant&ocirc;nio Carlos Robert de Moraes, quanto de Milton Santos. Me parece que o arcabou&ccedil;o te&oacute;rico dos dois autores tem fundamentado e instrumentalizado amplamente as pesquisa de geografia hist&oacute;rica.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Nas mesas redondas tivemos amplos e ricos debates. Infelizmente seria imposs&iacute;vel tentar reproduzir nesta resenha todos elementos levantados. Portanto, vou me ater &agrave;queles mais pr&oacute;ximos ao meu tema de pesquisa e que tenho estudado mais detalhadamente. De uma maneira geral tivemos o predom&iacute;nio da abordagem mais sociol&oacute;gica e contextualiza da hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na primeira mesa contamos com a exposi&ccedil;&atilde;o de S&eacute;rgio Nunes e de Perla Zusman. Perla apresentou uma perspectiva de estudo transnacional da hist&oacute;ria do pensamento que busca explorar os processos de trocas e difus&atilde;o intelectual. Perla se pergunta quais s&atilde;o as id&eacute;ias que viajam, quais permanecem nos locais de origens, como decorre o processo de universaliza&ccedil;&atilde;o e quais os processos de distor&ccedil;&atilde;o de da&iacute; derivam. S&eacute;rgio Nunes analisou detalhadamente os Congressos de Geografia Brasileira realizados antes do processo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o. Esses congressos foram jogados em segundo plano ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o das universidades. Evidenciou&#150;se, como termos que nos s&atilde;o familiares, eram utilizados para designar outros campos de estudo. O mais interessante &eacute; que esses Congressos de Geografia Brasileira coexistem por um intervalo de tempo com os da geografia institucionalizada.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Na mesa sobre epistemologia, surge um debate h&aacute; tempos latente, e que acreditamos ser fundamental. &Eacute;lvio Martins, se questionou porque nos trabalhos de geografia existe um grande n&uacute;mero de cita&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o&#150;ge&oacute;grafos, e um relativo abandono dos cl&aacute;ssicos. A geografia estaria perdendo seu car&aacute;ter aut&ocirc;nomo enquanto campo do conhecimento? Na minha opini&atilde;o, esse debate vem desde meados do s&eacute;culo XX, dentre outros elementos, com a crise da geografia francesa. Ele est&aacute; refletido entre 1945&#150;1950, de alguma maneira, no debate epistemol&oacute;gico entre Pierre George (Pailh&eacute;, 1981) e Jean Dresch (1980). Enquanto Dresch dizia que a geografia deveria ser uma ci&ecirc;ncia francamente interdisciplinar, Pierrre George queria explorar mais seu car&aacute;ter &uacute;nico frente &agrave;s outras ci&ecirc;ncias desdobrando as reflex&otilde;es de Max Sorre sobre o espa&ccedil;o. Apesar de indicar essa necessidade, George n&atilde;o avan&ccedil;a muito mais do que Sorre na discuss&atilde;o sobre o espa&ccedil;o, enquanto Dresch, at&eacute; o final de sua vida, defende seu ponto de vista interdisciplinar. Como se sabe, ap&oacute;s o afastamento de George do marxismo, essa id&eacute;ia do espa&ccedil;o vai aos poucos se rendendo as press&otilde;es das "outras disciplinas". A id&eacute;ia de fundamentar o espa&ccedil;o epistemologicamente vai progressivamente se esvaziando uma vez que George n&atilde;o consegue harmonizar a geografia regional francesa e o marxismo. Outros conceitos, como o de regi&atilde;o se apresentam com forte peso na tradi&ccedil;&atilde;o das id&eacute;ias e com amplo uso, aceita&ccedil;&atilde;o e reflex&otilde;es. Em 1970, com o novo f&ocirc;lego da geografia marxista essa quest&atilde;o &eacute; posta novamente. O espa&ccedil;o ganha for&ccedil;a como categoria de direito exclusivo da geografia. No entanto, n&atilde;o conseguimos ainda abrir m&atilde;o das categorias das outras ci&ecirc;ncias nos estudos de geografia especial ou tem&aacute;tica. A solu&ccedil;&atilde;o dada por Milton Santos (2002) para esse problema, foi internalizar as categorias e conceitos de outras ci&ecirc;ncias. Ou seja, fazer uma reflex&atilde;o disciplinar, que n&atilde;o descarte as contribui&ccedil;&otilde;es das outras ci&ecirc;ncias, mas que tenha um vi&eacute;s claramente geogr&aacute;fico.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Outro debate que me pareceu fundamental ocorreu na mesa sobre metodologia em hist&oacute;ria do pensamento geogr&aacute;fico. A historiadora Maria Am&eacute;lia Mascarenhas Dantes disse uma coisa que os ge&oacute;grafos da &aacute;rea n&atilde;o podem ignorar: o debate sobre hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia &eacute; uma discuss&atilde;o eminentemente historiogr&aacute;fica. Portanto, n&atilde;o podemos nos esquivar de pensar a historiografia sobre a hist&oacute;ria de nossa disciplina. Da&iacute; a import&acirc;ncia dos diversos enfoques de pesquisa, o cuidado com determinadas distor&ccedil;&otilde;es ideol&oacute;gicas que podem nos atingir (eurocentrismo, anacronismo, colonialismo intelectual, entre outros).</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">J&aacute; o professor Nilson Cortez Crocia, que participou da mesma mesa, defendeu uma posi&ccedil;&atilde;o de que a hist&oacute;ria da geografia deveria ter um car&aacute;ter mais internalista. Segundo sua opini&atilde;o, a sociologia do conhecimento n&atilde;o passaria de certos coment&aacute;rios sobre a vida dos intelectuais que n&atilde;o teria muito interesse na pr&aacute;tica e nas reflex&otilde;es sobre a ci&ecirc;ncia. Os contextos hist&oacute;ricos, por sua vez, estariam muito propensos a encaminhar a an&aacute;lise para rela&ccedil;&otilde;es equivocadas. Tomando id&eacute;ias dos ge&oacute;grafos que trabalham sobre o tema nos EUA, para Crocia o s&iacute;tio tem um valor fundamental. Seria um s&iacute;tio do conhecimento geogr&aacute;fico. Essa perspectiva internalista teria a finalidade de aprimorar as ferramentas metodol&oacute;gicas e os conceitos em geografia.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Particularmente, penso que essa abordagem tem uma s&eacute;rie de equ&iacute;vocos. Sem compreender os contextos e as institui&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o poderemos ir muito longe. Como nos mostra Fran&ccedil;ois Dosse (1994), a querela entre deterministas e possibilistas s&oacute; pode ser compreendida completamente, atrav&eacute;s de uma &oacute;ptica sociol&oacute;gica. Obviamente existe um embasamento filos&oacute;fico de uma postura possibilista &#150; apresento a problem&aacute;tica simplificadamente &#150; no entanto, os historiadores, como Lucien Lebvre, se posicionam a favor dos ge&oacute;grafos em uma postura que institucionalmente se op&otilde;e aos soci&oacute;logos na disputa de campos estudos. Historiadores e ge&oacute;grafos (lembremos que a forma&ccedil;&atilde;o era conjunta) queriam se afirmar frente &agrave; morfologia social, aos disc&iacute;pulos de Durkheim e de Le Play, principais aglutinadores de pesquisadores na sociologia da &eacute;poca. N&atilde;o podemos ignorar ainda a tentativa da geografia francesa de se tornar independente de sua liga&ccedil;&atilde;o com a geografia alem&atilde; atrav&eacute;s dessa oposi&ccedil;&atilde;o.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Sinteticamente, gostaria ainda de me remeter &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o de Lincoln Secco que explorou as considera&ccedil;&otilde;es do historiador e ge&oacute;grafo Caio Prado Junior sobre a geografia de sua &eacute;poca. Ele debate as v&aacute;rias cr&iacute;ticas desse marxista sobre a geografia de Aries de Casal e de Vidal de Blache. Penso que na sua exposi&ccedil;&atilde;o, Lincoln deu uma import&acirc;ncia tanto ao "s&iacute;tio" de Caio Prado, quanto ao seu ambiente institucional, suas rela&ccedil;&otilde;es e posicionamentos na sociedade e na comunidade cient&iacute;fica. Lincoln chegou at&eacute; mesmo a percorrer o trajeto de alguns trabalhos de campo de Caio Prado. Na mesa sobre geografia e pensamento social brasileiro, Rita de C&aacute;ssia Anselmo procurou explorar o papel dos pensadores do ISEB<sup><a href="#notas">5</a></sup> e seus projetos intelectuais no tocante ao marxismo, &agrave; democracia e ao desenvolvimento social. Rita de C&aacute;ssia vem, h&aacute; tempos, estudando a perspectiva do pensamento geogr&aacute;fico atrav&eacute;s dos moldes te&oacute;ricos de Lucien Goldmann atrav&eacute;s da id&eacute;ia de vis&atilde;o de mundo.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">De uma maneira geral, Milton Santos e Antonio Carlos Robert de Moraes, s&atilde;o os autores mais citados nos trabalhos. Isso porque as obras desses dois autores abarcam v&aacute;rios temas. A op&ccedil;&atilde;o de fazer o encontro o mais abrangente poss&iacute;vel fez com que de fato houvesse uma gama ampla de temas e conseq&uuml;entemente de autores citados pelos participantes.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Infelizmente, ao final do encontro, nenhum grupo se comprometeu em dar continuidade e realizar a terceira vers&atilde;o do evento. Algumas pessoas da Universidade Federal da Bahia se ofereceram, por&eacute;m nada foi firmado oficialmente. Existe um grupo grande de pesquisa em hist&oacute;ria do pensamento geogr&aacute;fico no Rio de Janeiro, o que certamente representa uma possibilidade. Tor&ccedil;o para que esse problema se resolva e para haja um novo f&oacute;rum de debates que congregue os pesquisadores de todo Brasil. A realiza&ccedil;&atilde;o do evento que reuniu um grande n&uacute;mero de pessoas certamente foi um avan&ccedil;o, mas a aus&ecirc;ncia de um novo espa&ccedil;o de debate resultar&aacute; em grave estagna&ccedil;&atilde;o.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>       <!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Anselmo, R. de C. (2008), "I Col&oacute;quio Brasileiro de Hist&oacute;ria do Pensamento Geogr&aacute;fico", en <i>Investigaciones Geogr&aacute;ficas</i>, Bolet&iacute;n, n&uacute;m. 66, Instituto de Geograf&iacute;a, UNAM, M&eacute;xico, pp. 172&#150;175.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4694123&pid=S0188-4611201000010002000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dosse, F. (1994), <i>A hist&oacute;ria em migalhas</i>, Ensaio, S&atilde;o Paulo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4694124&pid=S0188-4611201000010002000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Dresch, J. (1980), "Reflex&otilde;es sobre a geografia", en Dresch <i>et alli. Reflex&otilde;es sobre a geografia</i>. Edi&ccedil;&otilde;es da AGB, S&atilde;o Paulo, pp. 8&#150;26.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4694125&pid=S0188-4611201000010002000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Kuhn, T. S. (1975), <i>A estrutura das revolu&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas</i>, Perspetiva, S&atilde;o Paulo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4694126&pid=S0188-4611201000010002000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Machado, L. O. (2000), "As id&eacute;ias no lugar: o desenvolvimento do pensamento geogr&aacute;fico no Brasil no inicio do s&eacute;culo XX" en <i>Terra Brasilis</i>, Revista de Hist&oacute;ria do Pensamento Geogr&aacute;fico no Brasil, Rio de Janeiro, vol. 2, pp. 11&#150;31.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4694127&pid=S0188-4611201000010002000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Pailhe, J. (1981), "Pierre George, la ge&oacute;graphie et le marxisme", en <i>Espace&#150;temps</i>, L'Assossiation Espaces&#150;temps, no. 18&#150;19&#150;20, Paris, pp. 19&#150;30.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4694128&pid=S0188-4611201000010002000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Salda&ntilde;a, J. J. (1996), <i>Historia social de las ciencias en Am&eacute;rica Latina</i>, UNAM/Miguel &Aacute;ngel Porr&uacute;a, M&eacute;xico.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4694129&pid=S0188-4611201000010002000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">Santos, M. (2002), <i>A natureza do espa&ccedil;o</i>, Edusp, S&atilde;o Paulo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4694130&pid=S0188-4611201000010002000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><a name="notas"></a><b>NOTAS</b></font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>1</sup> Evento ocorrido na Universidade de S&atilde;o Paulo entre 9 e 12 de novembro de 2009 &#150; Anais dispon&iacute;veis no site: <a href="http://enhpgii.wordpress.com/" target="_blank">http://enhpgii.wordpress.com/</a></font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup> Tradicionalmente no Encontro Nacional de Ge&oacute;grafos existem grupos de trabalho tem&aacute;ticos que t&ecirc;m o objetivo de fazer propostas pr&aacute;ticas sobre determinado assunto. Os coordenadores desse grupo de trabalho foram S&eacute;rgio Nunes Pereira e Rita de C&aacute;ssia Martins de Souza Anselmo.</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>3</sup> Comunica&ccedil;&otilde;es coordenadas foram os espa&ccedil;os em que os trabalhos inscritos pela internet foram apresentados. As sess&otilde;es tiveram cerca de 1 hora e 30 minutos e foram moderadas por um coordenador. </font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>4</sup> Reconhe&ccedil;o que o quadro que acabei de delimitar est&aacute; muito pobre e simplificado. Para uma vis&atilde;o mais acurada recomenda&#150;se Salda&ntilde;a (1996).</font></p>       <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><sup>5</sup> Instituto Superior de Estados Brasileiros. &Oacute;rg&atilde;o surgido em 1955, ligado ao Minist&eacute;rio da Cultura que abrigava intelectuais de grande peso e que geralmente estavam relacionados ao marxismo. </font></p>      ]]></body><back>
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