Entrevista y curadoría por Barthon Favatto
Fernando Estellita Lins de Salvo Coimbra é Embaixador do Brasil no México desde 2021, bacharel em Antropologia pela Universidade de Brasília (UnB) e diplomata formado pelo Instituto Rio Branco, do Itamaraty. Desde a década de noventa serviu nas embaixadas do Brasil em Washington (1991-1994), Quito (1994-1998), Nova Delhi (2004-2007) e Lisboa (2010-2011). E, antes da nomeação para assumir o posto no México, foi embaixador no Quênia (2018-2021) e participou da missão diplomática brasileira junto à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque (2000-2004) (Agência Senado, 2021). À frente da Embaixada do Brasil no México trabalhou na ampliação do comércio bilateral, na promoção dos estreitamentos acadêmico e científico entre os dois países, e, no fortalecimento das presenças da Língua Portuguesa e da cultura brasileira no México.
O Embaixador nos recebeu numa ensolarada manhã de primavera para a realização desta entrevista. O encontro ocorreu no edifício histórico que abriga a Embaixada do Brasil na Cidade do México, localizado no bairro de Lomas de Chapultepec. Entre uma xícara e outra de café, Coimbra falou sobre a relevância histórica dos 190 anos de relações diplomáticas Brasil-México e sobre a importância da celebração do Ano Dual 2023-2024 para ambos os países (Gobiernos de México y Brasil / Governos México e Brasil, 2024). Mais além, abordou temas como as presenças culturais, científicas e econômicas do Brasil no país norte-americano, cada vez mais robustas, e, destacou a importância do fortalecimento dos laços de pareceria e amizade entre as duas principais democracias e economias da América Latina. Foi questionado sobre a possibilidade de adesão do México ao BRICS, falou da inovadora adoção do visto eletrônico para cidadãos de ambos os países e detalhou sobre as atividades levadas a cabo pela Embaixada do Brasil e pelo Instituto Guimarães Rosa no México. Este último, um importante órgão do Itamaraty responsável pela difusão internacional da Língua Portuguesa e de Cultura brasileira.
A entrevista que o leitor tem em mãos foi realizada com o intuito de contemplar as dinâmicas passado-presente/presente-passado que, inevitavelmente, permeiam esses 190 anos de relações bilaterais, bem como a gama de interfaces que compõem essa História. Sem dúvida, trata-se de um material de reconhecido valor histórico, que oxalá possa contribuir como fonte de consulta para pesquisadores e para o endosso de pesquisas nas mais diversas áreas e âmbitos das Ciências Sociais e Humanas. Compreender as dimensões e nuances das relações entre Brasil e México, México e Brasil, realiza-se, sobretudo, pela acercamento aos olhares, aos projetos e às sensibilidades dos atores históricos que vivem, sentem, costuram e escrevem a História da Diplomacia. Com a palavra o Embaixador da República Federativa do Brasil no México.
Barthon Favatto (BF): Vossa Excelência, Embaixador Fernando Coimbra, muito obrigado por dispor de seu tempo, receber-nos e nos conceder essa entrevista, que se realiza num marco especial, o das comemorações dos 190 anos de relações diplomáticas Brasil-México, e, por conseguinte, da celebração do Ano Dual 2023-2024. Para nós de CONfines e do Departamento de Ciencia Política y Relaciones Internacionales do Tecnológico de Monterrey trata-se de uma oportunidade de somarmos a esse momento de celebração entre nossos povos com a publicação de um número inédito, bilíngue (espanhol-português), reunindo artigos acadêmicos que convergem resultados de pesquisas em Ciências Sociais e Humanidades realizadas sobre o Brasil desde o México e sobre o México desde o Brasil. Nosso muito obrigado!
Vossa Excelência Fernando Coimbra (VEFC): Prazer!
BF: Embaixador, eu acredito que o pontapé inicial ou o tema principal da nossa conversa seja o Ano Dual, logo, a celebração dos 190 anos das relações diplomáticas Brasil-México. Comente sobre a importância desse marco comemorativo para o Brasil.
VEFC: Muito obrigado pela sua visita e pela oportunidade de colaborar nesse esforço que me parece muito oportuno e louvável. Estamos celebrando o Ano Dual como uma das importantes decisões tomadas durante a última Comissão Binacional realizada aqui na Cidade do México, no dia 28 de abril de 2023. Essa decisão foi de aproveitarmos esse marco histórico dos 190 anos desde a apresentação de credenciais do Barão Duarte da Ponte Ribeiro, aqui no México, em 30 de maio de 1834. Trata-se de um conjunto de ações que estamos realizando desde o final do ano passado. A iniciativa tem um norte forte em projetos de natureza cultural, mas envolve, também, iniciativas em todas as frentes de nossa relação. O conceito do Ano Dual é, portanto, de ações em todas as frentes da relação. O contexto é de uma retomada do diálogo de alto nível, que ganha corpo com a posse do Presidente Lula no começo do ano passado, em conversas entre os mandatários e conversas entre altas autoridades, notadamente os chanceleres, que, desde abril do ano passado, têm conversado regularmente, antes o Chanceler #&91;Marcelo#&93; Ebrard e o Chanceler Mauro Vieira, e agora, o nosso Chanceler com a Secretária Alicia Bárcena.
BF: Embaixador, da perspectiva da História das relações diplomáticas Brasil-México é notório que desde essa primeira missão diplomática do Barão Duarte da Ponte Ribeiro, no século XIX, as relações entre ambos os países têm sido balizadas por momentos de fortalecimento; outros, de manutenção; e, ainda, em alguns casos, de esfriamento. Essa percepção também é compartilhada por Vossa Excelência?
VEFC: As relações entre países que têm vínculos muito fortes, como é o caso Brasil e do México, vão naturalmente ter diferentes matizes ao longo de um período tão extenso como o que estamos analisando. Mas eu posso lhe dizer que é uma relação que sempre esteve marcada por um respeito e uma simpatia muito acentuados. Os diálogos entre os governos precedem a apresentação de credenciais do Barão Duarte da Ponte Ribeiro. Nos primórdios da Independência dos dois países, logo se estabelece uma conversa entre plenipotenciários em Washington e, em seguida, em Londres. É natural que, nesse momento inicial da relação, as dificuldades derivadas da distância significativa entre os dois países complicavam uma aproximação maior. Sempre houve, porém, um reconhecimento, de lado a lado, de que essa relação era importante, necessária, e que merecia a atenção da diplomacia e dos governos dos dois países. Posso dizer-lhe, portanto, que, mesmo com a alteração de circunstâncias ao longo do tempo, sempre houve um reconhecimento claro do valor dessa relação. Isso se traduz na presença, nos dois países, de plenipotenciários que, em muitos casos, galgaram altas responsabilidades nos respectivos países. Tivemos ao longo da história sempre embaixadores, aqui e do México no Brasil, de muito valor e que contribuíram para que a relação sempre fosse marcada pela amizade e por laços que se fortaleceram à medida em que essas dificuldades da distância foram ultrapassadas pela dinâmica do comércio e pelas facilidades de comunicação e de acesso.
BF: Analistas consideram que a última década representou um desses períodos em que houve o esfriamento das relações bilaterais Brasil-México. Vossa Excelência avalia que ocorreu alguma mudança na agenda bilateral, algum novo impulso ao fortalecimento de laços de cooperação e de amizade do Brasil com o México desde que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu no ano passado para o exercício do terceiro mandato do Executivo Federal?
VEFC: Sim. O terceiro mandato do Presidente Lula da Silva inaugura um processo de aproximação e de intensificação dos laços. Isso teve uma expressão nesse diálogo de alto nível a que me referia, mas também se traduz num reconhecimento, nos dois países, da prioridade à superação da pobreza e às questões sociais, uma atenção à necessidade que nossos respectivos povos têm de superar vários gargalos associados ao desenvolvimento. Ao mesmo tempo, Brasil e México atuam destacadamente no âmbito internacional, por meio de um esforço de concertação que já existia anteriormente, mas que agora ganha maior impulso na presidência brasileira do G20, no fato de os dois países terem compartilhado assentos não permanentes no Conselho de Segurança das Nações Unidas, numa visão convergente em termos do reconhecimento da importância de um esforço efetivo no campo do desarmamento e da promoção da paz, e, naturalmente, em toda a agenda de desenvolvimento em que as diplomacias dos dois países historicamente têm tido uma atuação de destaque e que agora ganha complexidade diante do desafio de combate à mudança do clima e de enfrentamento da necessidade de conservarmos os nossos recursos biológicos.
BF: Sobre o tema da mudança climática, o que efetivamente o Brasil e México têm realizado em conjunto?
VEFC: O Brasil candidatou-se para sediar a conferência do clima do ano que vem, e sua oferta foi aceita. Será uma conferência extremamente importante, não apenas porque será um momento de atualização dos compromissos assumidos pela comunidade internacional em Paris, em 2015, mas também porque será uma conferência realizada na região amazônica. Como comentava, México e Brasil são países megabiodiversos e têm trabalhado de maneira concertada no âmbito dos diferentes convênios internacionais voltados para a questão da biodiversidade, notadamente a Convenção sobre Diversidade Biológica. A importância da crise climática leva países da dimensão dos nossos a trabalhar juntos. Como o senhor sabe, o Brasil estabeleceu como uma de suas vertentes principais de esforço de trabalho no contexto do G20 precisamente a questão do enfrentamento dessa crise. Brasil e México compartilham, portanto, visões em matéria de enfrentamento da crise climática por serem países em desenvolvimento, por serem países emergentes, por serem países que têm também um desenvolvimento industrial forte, de maneira que há um reconhecimento da urgência de enfrentar a crise climática. Naturalmente há matizes, o que é normal em países da dimensão dos nossos.
BF: Nos últimos anos é perceptível uma presença cada vez mais robusta de empresas brasileiras no México. Em uma recente entrevista concedida ao El Financeiro, publicada em abril do ano passado, Vossa Excelência mencionou a presença de cerca de 400 empresas brasileiras atuando no país. Quais setores têm se destacado?
VEFC: O interessante dessa nossa relação é um comércio bilateral muito diversificado e dinâmico entre duas das maiores economias do mundo. O México é o nosso 6° parceiro, e o Brasil é o 7° parceiro mexicano. Somos o maior parceiro latino-americano do México. Estamos, portanto, trabalhando com um volume de investimentos e de negócios muito significativo. Oscilamos em torno de US$ 18 bilhões de comércio, dados mexicanos do ano passado. Isso se traduz numa presença de importantes empresas brasileiras aqui e mexicanas no Brasil. Temos uma importante presença no setor automotor, nos dois países, mas, também, nas mais variadas frentes. No setor financeiro, por exemplo, temos importantes empresas brasileiras com perfil elevado aqui no México, como o Bradesco, que dispõe de um segmento importante na área de cartões de crédito, e, mais recentemente, o Nubank, que se estabeleceu há pouco tempo no México e já tem uma carteira de clientes muito extensa. Estamos também presentes nos setores siderúrgico e químico, e temos importantes empresas nos setores de cosméticos e farmacêutico. São, realmente, comércio e investimentos muito diversificados, o que nos diferencia e nos qualifica em termos de parceiros, em relação a outras relações comerciais que o Brasil mantém, por vezes de volumes muito expressivos, mas concentradas em poucas áreas. Eu não posso deixar de me referir ao crescente comércio no setor agroindustrial. Verificamos, no ano passado, a abertura do mercado mexicano para proteína animal brasileira, e isso tem se traduzido em volumes crescentes de exportação, não só de frango, mas nas outras proteínas em que o Brasil é muito competitivo. Trata-se de um comércio muito promissor nos dois sentidos.
BF: Embaixador, recentemente alguns veículos de comunicação mexicanos aventaram que havia intenção do México de incorporar-se ao BRICS. Depois, essa especulação foi oficialmente desmentida pela Secretaria de Relaciones Exteriores do México. Mas, e do lado do Brasil, há algum trabalho, alguma intenção nesse sentido?
VEFC: Nós acompanhamos essas referências publicadas na imprensa e notamos que alguns analistas suscitavam a possibilidade de o México incorporar-se ao BRICS. O que eu posso dizer é que, segundo as informações de que dispomos aqui, na próxima cúpula em Moscou haverá mais de 20 candidaturas que serão examinadas. Como o senhor sabe e viu, houve uma incorporação importante de novos membros na última cúpula. O Brasil, naturalmente, olha com muita atenção para qualquer candidatura da nossa região. Não temos conhecimento de uma decisão mexicana de apresentar uma candidatura, mas esse esforço de ampliação do grupo é algo que o Brasil apoiou na última cúpula, e vamos examinar com todo o carinho qualquer candidatura que venha da nossa região.
BF: O Brasil é mundialmente reconhecido por suas contribuições nas mais diversas expressões culturais. Vossa Excelência, que tem uma trajetória intimamente ligada com a cultura, como percebe essa presença do Brasil no México?
VEFC: Para a diplomacia brasileira, e para mim, pessoalmente, há uma convicção muito grande da importância dos vínculos culturais e da dimensão cultural no esforço de integração latino-americano. O que nos aproxima são, claro, a nossa geografia e a nossa história. É, porém, em função dessa geografia e dessa história, em particular da história social da nossa formação, que os vínculos culturais nos aproximam. Os negócios sempre foram um eixo das relações internacionais, e, em muito especial, da relação do Brasil com o México, mas a cultura sempre esteve e sempre estará como um esteio importantíssimo do vínculo bilateral e do vínculo maior latino-americano. Então nós, como país que reconhece na própria Constituição a prioridade à integração latino-americana, favorecemos que, através da cultura, da academia, do intercâmbio de ideias e do intercambio criativo, seja possível construir uma relação de fraternidade com impacto na aproximação como região que comunga de ideais e de aspirações de bem-estar e de Justiça Social convergentes.
BF: E em termos de cooperação científica?
VEFC: Nós temos uma relação no âmbito acadêmico muito rica. Instituições como o Tec de Monterrey, como a UNAM, como a Universidade Veracruzana, como a Universidade de Guadalajara, como o Instituto Politécnico Nacional, para citar apenas algumas, têm vínculos muito importantes em termos de produção de papers, em termos de intercambio de professores, e isso gera um caldo científico fundamental. Há, historicamente, uma dimensão forte na área de Ciências Sociais, mas a cooperação também se expressa em outros campos do conhecimento. O intercâmbio acadêmico é extremamente valioso e nós reconhecemos como uma prioridade da relação, mas a cooperação científica também se expressa através de uma dinâmica troca comercial. As empresas instaladas aqui, com investimentos muito fortes, também contribuem para esse esforço de cooperação científico-tecnológica. Não posso deixar de mencionar o fato de que, no marco do Ano Dual, o Brasil foi convidado como país homenageado da Feira Aeroespacial México (FAMEX) 2025.Tenho absoluta convicção de que será oportunidade para uma aproximação grande na área científico-tecnológica, em especial na área aeroespacial, que é estratégica para os dois países.
BF: Embaixador, já encaminhando para o encerramento da entrevista, como avalia nesse ano de celebração as relações bilaterais Brasil-México e as realizações da missão diplomática do Brasil no México?
VEFC: Em termos de como anda a relação eu gostaria de destacar primeiro a vertente cultural, que o Ano Dual ajuda a promover. Teremos este ano importantes ações na frente cultural, que justamente contribuem para essa aproximação entre espíritos, entre inteligências, entre sensibilidades que a ação cultural oferece e que é esteio do esforço de aproximação e irmandade. Isso se traduz, muito concretamente, esse ano, num importante festival de cinema realizado aqui em agosto, dedicado ao Cinema Novo brasileiro, um período extremamente rico do cinema brasileiro, pouco conhecido no México. Teremos também uma importante presença na Feira do Livro de Guadalajara, que é também um momento muito especial do pensamento latino-americano que se reúne em Guadalajara. Tivemos, nesses últimos três anos, três convênios com o Fondo de Cultura Económica, assinados no marco da Feira do Livro, com a tradução de 18 obras literárias brasileiras de ficção e não-ficção realizadas, editadas e distribuídas pelo FCE. Estas envolvem não apenas autores de grandes clássicos da literatura brasileira, como Graciliano Ramos, Euclides da Cunha e o grande Machado de Assis, mas também obras de jovens escritoras e escritores brasileiros. Há, portanto, um grande esforço de oferecer ao público mexicano obras de qualidade de literatura brasileira. Isso também, em nossa visão, aproxima muito as nossas nações. Não posso deixar de ressaltar o trabalho do Instituto Guimarães Rosa no México, antigo Centro Cultural Brasil-México, que agora faz parte de uma rede mundial. O Instituto Guimarães Rosa oferece aulas de português, na vertente brasileira, mas também se enlaça com diferentes instituições para promover a cultura brasileira. Em Polanco, na Cidade do México, o IGR mantém um centro onde as pessoas podem ouvir música brasileira, ter acesso principalmente à maior coleção de livros em português do México, que está inteiramente aberta e acessível ao público mexicano e ao público das universidades. E temos pérolas como, talvez, a maior coleção de vinis de MPB do México. Grandes preciosidades em vinil estão lá também acessíveis aos estudiosos e às pessoas que tem carinho pelo Brasil. O significado do nosso trabalho é justamente promover a nossa cultura, promover os negócios, facilitar o diálogo, porque somos países com imensas sensibilidades e aspirações em comum. De maneira que o trabalho aqui, nessa Embaixada, é extremamente gratificante porque se fundamenta no afeto, no carinho e no respeito, sobretudo, entre nossos povos, mas também entre nossos diplomatas, nossos políticos, nossos cientistas, que fazem com que haja já um acervo muito grande de realizações e um potencial extraordinário de aproximação. Isso, seguramente, será em benefício dos nossos países e de nossa região.
BF: Para finalizar, deseja tratar de algum assunto que considera relevante, mas que não foi contemplado ao longo da entrevista?
VEFC: Estamos também empenhados em reestabelecer os fluxos de visitantes brasileiros ao México e de visitantes mexicanos ao Brasil. No marco dessa reaproximação houve uma decisão de os dois países aplicarem vistos eletrônicos, que é uma coisa inovadora, sem precedente nem no México, nem no Brasil. A mim me parece um caminho muito promissor para que se reestabeleçam os fluxos de visitantes brasileiros ao México, que se reduziu infelizmente muito. Estávamos oscilando em torno de 300 mil a 350 mil visitantes brasileiros ao México antes da pandemia de COVID, mas esse fluxo se reduziu muito. Acreditamos que, com a próxima entrada em vigor do visto eletrônico, nós vamos poder novamente voltar aos volumes de intercambio de visitantes, que na minha opinião é um ingrediente muito importante de aproximação entre os dois países. Se Deus quiser, teremos novamente brasileiras e brasileiros vindo em número crescente aqui ao México e, da mesma forma, números crescentes de mexicanos visitando o nosso querido Brasil.
BF: Embaixador, grato pela entrevista! Foi muito generoso por parte de Vossa Excelência. Reitero meus agradecimentos em nome do Tecnológico de Monterrey, da Escuela de Ciencias Sociales y Gobierno e da Revista CONfines. Muito obrigado!
VEFC: Prazer, professor!










nueva página del texto (beta)


