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Investigación bibliotecológica

versión On-line ISSN 2448-8321versión impresa ISSN 0187-358X

Investig. bibl vol.39 no.104 Ciudad de México jul./sep. 2025  Epub 06-Abr-2026

https://doi.org/10.22201/iibi.24488321xe.2025.104.58985 

Artigos

Mediação implícita da informação: um diálogo com as tecnologias (2014-2023)

Mediación implícita de la información: un diálogo con las tecnologías (2014-2023)

Implicit Information Mediation: A Dialogue with Technologies (2014-2023)

Italo Teixeira Chaves* 
http://orcid.org/0000-0001-7351-9565

Gisele Rocha Côrtes* 
http://orcid.org/0000-0001-6843-4938

Marckson Roberto Ferreira de Sousa* 
http://orcid.org/0000-0003-2001-1631

* Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação, Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal da Paraíba, Brasil, italochaves55@hotmail.com, giselerochacortes@gmail.com, marckson.dci.ufpb@gmail.com


RESUMO

Esta pesquisa objetiva investigar possíveis relações teóricas e empíricas da mediação implícita da informação nos processos informacionais tecnológicos para evidenciar potenciais nichos de atuação para os profissionais da informação. Para tanto, utiliza-se uma metodologia exploratória e descritiva, fundamentada na pesquisa bibliográfica desenvolvida no Portal de Periódicos da CAPES, Base de Dados em Ciência da Informação e Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações, com recorte temporal dos últimos dez anos (2014-2023), em uma perspectiva qualitativa e aplicando a análise de conteúdo. Os resultados evidenciam três categorias que relacionam a mediação implícita com a atuação dos profissionais da informação, com processos de representação da informação e com redes sociais e algoritmos. Conclui-se que a mediação implícita da informação é um tema crescente e com fortes interseções com as tecnologias que expande as fronteiras da disciplina e agrega temas como dados, algoritmos e inteligência artificial.

Palavras-chave: Mediação implícita; Mediação da informação; Tecnologia de informação e comunicação; Ciência da informação

RESUMEN

El objetivo es investigar posibles relaciones teóricas y empíricas de la mediación implícita de la información en los procesos informacionales tecnológicos para destacar potenciales nichos de actuación para los profesionales de la información. Para ello, se parte de una metodología exploratoria y descriptiva, basada en la investigación bibliográfica desarrollada en el Portal de Revistas de CAPES, la Base de Datos en Ciencia de la Información y la Biblioteca Digital Brasileña de Tesis y Disertaciones, con un recorte temporal de los últimos diez años (2014-2023), observadas desde una perspectiva cualitativa y examinadas a través de un análisis de contenido. Los resultados destacan tres categorías que relacionan la mediación implícita con la actuación de los profesionales de la información, los procesos de representación de la información y las redes sociales y algoritmos. Se concluye que la mediación implícita de la información es un tema en crecimiento y con fuertes intersecciones con las tecnologías que expande las fronteras de la disciplina y le agrega temas como datos, algoritmos e inteligencia artificial.

Palabras clave: Mediación implícita; Mediación de la información; Tecnología de la información y la comunicación; Ciencia de la información

ABSTRACT

This study aims to investigate the possible theoretical and empirical relationships between the implicit mediation of information in technological information processes to highlight potential niches for information professionals. To this end, it uses an exploratory and descriptive methodology based on bibliographic research developed in the CAPES Journal Portal, the Information Science Database, and the Brazilian Digital Library of Theses and Dissertations, with a time frame of the last ten years (2014-2023), and observed from a qualitative perspective and examined through content analysis. The results emphasize three categories related to implicit mediation with the work of information professionals, information representation processes, and social networks and algorithms. We conclude that implicit mediation of information is a growing theme with strong intersections with technologies that expands the boundaries of the discipline and includes themes such as data, algorithms, and artificial intelligence.

Keywords: Implicit Mediation; Information Mediation; Information and Communication Technology; Information Science

INTRODUÇÃO

Mediação da informação é um tema cujas discussões estão em evidência na ciência da informação no Brasil. Isso ocorre, sobretudo, pela sua forte relação com a atuação de profissionais da informação, a exemplo de bibliotecários no contexto do serviço de referência em uma biblioteca, museólogos em setores de educação ao público e ação cultural ou arquivistas em visitas técnicas com usuários.

Os três exemplos citados possuem uma característica em comum: eles abarcam aspectos empíricos subsidiados pelas perspectivas teóricas da mediação explícita da informação, isto é, quando ocorre uma ação de interferência direta entre o profissional da informação e o sujeito informacional nas ambiências de um dispositivo informacional (Almeida Júnior, 2015: 25).

Na ciência da informação brasileira, as discussões sobre a compreensão de mediação da informação implícita e explícita iniciou com Almeida Júnior (2009: 91-92), as quais foram reformuladas e atualizadas pelo mesmo autor em 2015. Assim, o conceito norteador deste estudo é definido da seguinte maneira:

Toda ação de interferência -realizada em um processo, por um profissional da informação e na ambiência de equipamentos informacionais-, direta ou indireta; consciente ou inconsciente; singular ou plural; individual ou coletiva; visando a apropriação de informação que satisfaça, parcialmente e de maneira momentânea, uma necessidade informacional, gerando conflitos e novas necessidades informacionais (2015: 25).

Embora essas duas concepções de mediação possam ser percebidas como categorias analíticas na atuação dos profissionais da informação, essa percepção de mediação implícita da informação ainda é menor, ou mesmo realizada de modo inconsciente, conforme observado por Santos Neto (2014: 158), em uma pesquisa de mestrado que teve como público bibliotecários. Há, ademais, possibilidades da mediação implícita ligadas a tecnologias de informação e comunicação, uma vez que, na atualidade, tais recursos estão presentes em unidades de informação e auxiliam os processos mediacionais sem a presença dos sujeitos.

Nessa perspectiva, Nunes e Cavalcante (2017: 2) ressaltam a possibilidade de uma nova episteme mediacional na ciência da informação com o fim de fortalecer relações entre informações, sujeitos e cultura e para chamar atenção para observar a mediação em uma perspectiva sociocultural. Corroborando com os autores, Martins (2019: 152) elenca também aspectos como política, economia e cultura, vinculando a mediação à realidade social.

Desse modo, salienta-se a importância de se pensar a mediação da informação em diálogo com as tecnologias, visto que: 1) os sujeitos estão cada vez mais conectados; 2) há significativas transformações em instituições como bibliotecas, arquivos e museus agregando recursos tecnológicos no seu cotidiano; e 3) há uma crescente necessidade de atualização dos profissionais da informação para saberem manusear os aparatos tecnológicos.

Carvalho e Ortega (2024: 28) enfatizam os aspectos documentários presentes na mediação implícita da informação e destacam esse processo como eminentemente comunicativo. Nesse cenário de avanços tecnológicos, as questões documentárias de representação e organização estão sendo operacionalizadas por meio de sistemas de informação e são vistas pelos usuários em redes sociais, por exemplo, com diversos recursos interativos. Todavia, é preciso compreender que a informação que chega ao sujeito, mediada pelas tecnologias, passou antes por processos de mediação implícitas da informação.

Passados aproximadamente 10 anos desde a publicação da dissertação de Santos Neto, observa-se a maior atuação de profissionais da informação em contextos ligados à mediação implícita da informação, sobretudo em razão do avanço das tecnologias de informação e comunicação (TIC), as quais transformaram tanto os dispositivos informacionais quanto às práticas e necessidades informacionais dos sujeitos. Considerando essas mudanças, o presente estudo se orienta pela pergunta norteadora: de que maneira a mediação implícita da informação se relaciona com os processos informacionais atravessados pelas tecnologias de informação e comunicação?

Assim, delineou-se como objetivo geral investigar possíveis relações teóricas e empíricas da mediação implícita da informação nos processos informacionais e tecnológicos para evidenciar potenciais nichos de atuação para profissionais da informação.

A relevância da presente investigação está em propor discussões teóricas com base em teorias e práticas relacionadas à mediação implícita da informação, sua interseção com as tecnologias de informação e comunicação e na atuação de profissionais da informação nessa seara. Nesse sentido, destaca-se que as TIC têm imperado nos dispositivos informacionais, oportunizando projeções de projetos, ações e atividades, uma vez que a mediação passa a ocorrer no ciberespaço, muitas vezes sem a presença direta dos sujeitos.

METODOLOGIA

O presente estudo, de natureza básica, demarca-se como exploratório e descritivo conforme o objetivo proposto (Hernández Sampieri, Fernández Collado y Baptista Lucio, 2013: 101-2). É exploratório ao se aprofundar em determinada temática, às vezes, pouco explorada, neste caso, a mediação implícita da informação e uma busca de interseção deste tema com as tecnologias e a atuação dos profissionais da informação. É ainda descritiva por pretender evidenciar tais possibilidades teóricas e empíricas envolvendo mediação implícita da informação e as tecnologias.

Para tanto, utiliza-se a pesquisa bibliográfica em três bases de dados (Pinto e Cavalcante, 2015: 25): o Portal de Periódicos da CAPES, a Base de Dados em Ciência da Informação (Brapci) e a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD). Além disso, adotou-se como delimitação temporal desta investigação publicações entre 2014 e 2023, o que representa um recorte de publicações da última década. Desse modo, a pesquisa busca compreender o estado da arte dessa temática atendendo os apontamentos de Grant e Booth (2009), que já apontaram a um panorama de investigações e oportunidades de pesquisa.

Quanto aos filtros utilizados, em todas as bases foram considerados os últimos 10 anos. Ademais, no Portal de Periódicos da CAPES, consideraram-se ainda os estudos revisados por pares e de acesso aberto; na Brapci, apenas artigos de periódicos, excluindo artigos publicados em eventos; na BDTD, teses e dissertações no campo da ciência da informação e de acesso aberto.

Optou-se, para esse estudo, pela utilização de três termos de busca: a primeira é “mediação implícita da informação”, por ser a centralidade teórica e empírica do estudo; a segunda, “mediação da informação e tecnologia”, que, embora pareça mais geral, tem potencial de cruzar aspectos da mediação implícita com as tecnologias; e, por fim, “mediação implícita da informação e tecnologia”, como um buscador mais específico ao tema. Os resultados, coletados no 1 de julho de 2024, disponíveis em cada base foram sintetizados na Tabela 1.

Tabela 1 Estudos recuperados por base  

Base Termos de busca Recuperados Incluídos
Portal de Periódicos da CAPES “mediação implícita da informação” 7 2
“mediação da informação” AND “tecnologia” 52 0
“mediação implícita da informação” AND “tecnologia” 1 0
Brapci “mediação implícita da informação” 29 8
“mediação da informação” AND “tecnologia” 60 2
“mediação implícita da informação” AND “tecnologia” 3 0
BDTD “mediação implícita da informação” 7 1
“mediação da informação” AND “tecnologia” 38 2
“mediação implícita da informação” AND “tecnologia” 4 1
Total 16

Fonte: elaboração dos autores com os dados da pesquisa (2024)

Foram incluídas no corpus final deste estudo investigações teóricas e empíricas situadas no campo disciplinar da ciência da informação, as quais arrolam discussões sobre mediação da informação implícita, suas relações com as tecnologias e a atuação dos profissionais da informação. Foram julgados como critérios de exclusão artigos de outras áreas do conhecimento publicações em anais de eventos e artigos que discutiam mediação sem associação com as tecnologias.

Para fins de análise, consideraram-se sobretudo qualitativos envolvendo as pesquisas selecionadas (Hernández Sampieri, Fernández Collado y Baptista Lucio, 2013: 374). Ademais, utiliza-se a técnica de análise de conteúdo de Bardin (2011: 52) para realização de leitura flutuante, codificação, criação de categorias de análise e realização de inferências.

Após as leituras dos artigos, teses e dissertações selecionadas, definimos como categorias de análise: 1) atuação dos profissionais da informação na mediação da informação implícita, evidenciando de que maneira esses profissionais estão desenvolvendo atividades empíricas no âmbito da mediação da informação; 2) processos técnicos de representação da informação e a mediação implícita, com foco no que está sendo desenvolvido no tocante à catalogação e indexação e relacionando essas práticas com a mediação implícita da informação; e 3) redes sociais, algoritmos e mediação implícita, com um panorama mais atual de como a mediação implícita está sendo desenvolvida e considerando potencialidades das redes sociais e os impactos dos algoritmos.

RESULTADOS E DISCUSSÕES: EVIDÊNCIAS TEÓRICO-EMPÍRICAS DA INTERSEÇÃO ENTRE MEDIAÇÃO IMPLÍCITA DA INFORMAÇÃO E TECNOLOGIAS

A mediação da informação já se mostra como uma categoria consistente de estudos no escopo disciplinar da ciência da informação. Todavia, delimitações de investigações no contexto da mediação implícita ainda são reduzidas quando comparadas à mediação explícita. A maioria dos estudos aborda ações diretas com os sujeitos. Assim, direcionando o olhar deste estudo para a mediação implícita e as tecnologias, apresenta-se na Tabela 2 o corpus analisado.

Tabela 2 Corpus do estudo  

Título Autor e ano
“O caráter implícito da mediação da informação” Santos Neto e Almeida Júnior (2017)
“Abordagens conceituais e aplicativas da mediação nos serviços de informação” Silva e Farias (2017)
“Competências do bibliotecário: o exercício da mediação implícita e explícita na biblioteca universitária” Almeida, Farias e Farias (2018)
“Mediação da informação em redes sociais: um estudo sobre a interação dos usuários da Biblioteca Central UFPA no Facebook” Barros (2018)
“Usuários e públicos nas práticas de profissionais da informação e áreas correlatas” Rocha (2018)
“A atuação do bibliotecário na mediação implícita da informação em bibliotecas universitárias” Santos e Renault (2018)
“A representação temática e descritiva na perspectiva da mediação implícita da informação: abordagens nos estudos de pesquisadores brasileiros entre 2012 e 2017” Botelho (2019)
“Perspectivas em mediação da informação no contexto das tecnologias de informação e da comunicação em bibliotecas universitárias” Sousa e Almeida Júnior (2019)
“Mediação da informação e a proteção da privacidade e de dados sensíveis por bibliotecários” Vignoli et al. (2020)
“A mediação da informação e o papel do mediador: perfil e competências necessárias para uma atuação consciente” Brandão (2021)
“Objetos de fronteira: um diálogo entre a ciência da informação e a ciência de dados” Mello Filho e Araújo Júnior (2021)
“Mediação explícita e implícita: atividades, atributos e zonas de interseção para o alcance das dimensões da mediação da informação” Gomes, Reis e Jesus (2022)
“Mediação implícita da informação no âmbito da organização e representação da informação e do conhecimento: relações conceituais e tendências de pesquisa” Santos Neto (2022)
“Representação da informação e mediação implícita da informação: abordagens nos estudos de pesquisadores brasileiros entre 2012 e 2017” Botelho e Gomes (2023)
“Rastros na rede: as práticas de modulação algorítmica no controle e filtragem da informação no Facebook” Santana (2023)
“Mediação implícita da informação e os marcadores sociais da diferença: protagonismo e aspectos éticos na organização e representação da informação e do conhecimento” Santos Neto (2023)

Fonte: elaboração dos autores com os dados da pesquisa (2024)

O primeiro momento da análise buscou compreender o conteúdo disponível nos estudos e sua diversidade e consistiu na tabulação e representação das palavras-chave. Nessa etapa, obteve-se um total de 48 palavras, com a maior incidência da descrita mediação da informação (N= 11), mediação implícita (N= 4), biblioteca universitária (N= 3) e mediação implícita da informação (N= 3). As demais palavras apareceram apenas uma ou duas vezes. Para representar esse compilado de informação, foi desenvolvida uma nuvem de palavras, apresentada na Figura 1, com todas as palavras-chave identificadas nessa primeira análise.

Fonte: elaboração dos autores com os dados da pesquisa (2024)

Figura 1 Nuvem de palavras  

Após realizar a análise de conteúdo dos artigos selecionados, percebeu-se a existência de três categorias principais. A primeira delas versa sobre a atuação dos profissionais da informação como arquivistas, bibliotecários e museólogos, em unidades de informação, o que evidência, nesse primeiro contexto, as possibilidades da mediação implícita em uma perspectiva dialógica com as tecnologias. A segunda categoria foca nos processos técnicos de representação da informação, descritiva e temática, considerando nesse contexto a mediação implícita. Por fim, a terceira categoria pensa a mediação implícita no contexto das redes sociais, dados e algoritmos. Cada uma dessas categorias mencionadas será discutida na sequência.

Atuação dos profissionais da informação na mediação da informação implícita

A mediação da informação, alicerçada como uma das perspectivas teóricas e disciplinares da ciência da informação, está pautada em ações de intervenção e interferência, atualmente, em uma perspectiva pós-custodial, em que se enseja uma maior circulação e apropriação da informação (Santos Neto e Almeida Júnior, 2017: 254). Nesse cenário, o fortalecimento de tecnologias de informação e comunicação tem possibilitado ações de mediação da informação implícita, de modo que “existe uma diversidade de relações e cooperativismo nesse tipo de mediação, como a presença da informática e da tecnologia” (255), visto que é possível atender demandas dos usuários sem a sua presença.

Algumas competências são necessárias para que o profissional da informação atue de forma eficaz com a mediação implícita. Almeida, Farias e Farias (2018: 441) ressaltam as seguintes competências para desenvolver atividades de mediação implícita: conhecer e dominar a linguagem do usuário; dominar as fontes de informação; saber identificar e traduzir as necessidades informacionais; dominar recursos e ferramentas tecnológicas; e dominar códigos de classificação, além de outras competências que sejam desenvolvidas tendo em conta as necessidades dos usuários e o contexto em que se insere o profissional da informação.

Complementando esse pensamento, observa-se que “para o delineamento de um perfil proativo, dialógico e colaborativo é necessário um conjunto de saberes múltiplos, bem como o desenvolvimento de competências específicas que se voltam não somente para a informação” (Brandão, 2021: 102). Assim, destaca-se a importância de saber manusear as tecnologias, as quais estão cada vez mais presentes tanto nas unidades de informação quanto no cotidiano do usuário. Deter tais conhecimentos e implementá-los na prática do profissional de informação pode potencializar os aspectos que norteiam a mediação da informação, sobretudo a implícita, uma vez que pode não haver a presença dos usuários nesses processos.

Assim, salienta-se que a realização da mediação implícita pode variar conforme a atuação do profissional. Rocha (2018: 77) aponta que, na mediação implícita, a formação e desenvolvimento de acervos são realizadas pelo bibliotecário; a organização e gestão documentária são realizadas por arquivistas; processos de musealização, curadoria e exposição são desenvolvidas por museólogos; e, por fim, interface design e user experience são feitos por analistas de tecnologia da informação.

Outro aspecto importante que envolve a mediação implícita são as atividades de gestão das unidades de informação. Gomes, Reis e Jesus (2022: 9) destacam ações como a avaliação dos contextos e demandas, planejamento, implantação, avaliação da mediação da informação realizada; o planejamento e garantia da formação continuada dos mediadores da informação, ou seja, a capacitação profissional; e a realização e adoção dos estudos de usuários e suas necessidades, com reverberações, também, na mediação explícita e nas necessidades informacionais dos sujeitos.

Silva e Farias (2017: 121) destacam a mediação como um processo de estímulo criativo, que envolve aspectos como a estrutura e organização dos ambientes, as técnicas e tecnologias e a equipe. Outro ponto é a mediação no âmbito das fontes de informação, cujas autorias destacam a elaboração de produtos de informação, como guias, cartilhas e manuais. Assim, corroborando com o já discutido neste estudo, nota-se que a mediação “tomou grandes e novas proporções com o desenvolvimento tecnológico digital conquistando novas atribuições e aproximando-se mais da comunidade no sentido de constituir os usuários para além da presença física” (Silva e Farias, 2017: 117).

Nessa perspectiva, Santos e Renault (2018: 321) apontam a tomada de consciência do profissional da informação na mediação da informação, visto que “traz consequências na vida dos usuários e na rotina da [unidade de informação]. Assim, as ações de mediação implícita realizadas pelo profissional têm alto poder de transformação e mudança social”. Essas possibilidades de mudança se fortalecem e intensificam com as TIC, conforme exemplificam Souza e Almeida Júnior (2019: 114):

[...] a mediação da informação no contexto das tecnologias trouxe uma perspectiva muito importante para as bibliotecas universitárias. Essa interferência proposta pela mediação da informação, atualmente vem sendo realizada com o auxílio das TIC através de elementos da web, tais como: software, redes sociais, repositórios, bases de dados, serviço de referência virtual, entre outros [...].

Com a popularização das tecnologias, “criaram-se espaços colaborativos, ativos, dinâmicos de forma que os usuários tenham mais autonomia na recuperação, acesso e uso da informação” (Souza y Almeida Júnior, 2019: 115). Assim, ecologias informacionais complexas, em uma perspectiva omnichannel, têm feito usuários se apropriarem da informação desde o acesso a um site institucional até a redes sociais como TikTok e Instagram, que também figuram como uma possibilidade para mediar a informação.

Para encerrar esta subseção, ressalta-se a importância de se pensar na mediação implícita da informação de forma consciente e crítica e não como algo meramente técnico ou rotineiro em uma unidade de informação. Santos Neto (2023: 290) frisa que “o caráter implícito da mediação da informação precisa ser cada vez mais debatido e aprofundado, pois a dimensão social cognitiva da ação mediadora há que dialogar com sua dimensão técnica”.

Assim, é importante compreender que embora os processos tecnológicos maximizem a ação de interferência -mediação da informação-, também existem marcadores sociais da diferença que podem excluir parte dos sujeitos. Cabe ao profissional da informação uma vigilância, a partir dessa consciência, na sua atuação, para não perpetuar exclusões.

Processos técnicos de representação da informação e a mediação implícita

Os processos técnicos da informação, notados no ato de classificar, indexar, catalogar, documentar, entre outros, estão presentes na atuação dos profissionais da informação. Destaca-se, nesse sentido, o trabalho de doutoramento desenvolvido por Botelho (2019: 8), em que se observa a representação temática (indexação) e descritiva (catalogação), pela perspectiva da mediação implícita. Neste estudo, foram identificados 10 atributos de mediação implícita presentes no processamento técnico, a saber: gerenciamento da informação, intermediação documento-usuário, análise da informação, processamento de recursos informacionais, tratamento temático de informação fotográfica, tratamento de informação, tratamento temático dos documentos, controle da informação, produção da informação e descrição (151).

Na perspectiva de Botelho (2019), a representação da informação se configura em uma possibilidade de estabelecer diálogos entre o objeto representado e o usuário da informação. Posto isso, salienta-se que:

A representação da informação não toma o lugar do conteúdo expresso nesse objeto informacional, ela é uma mediação implícita que gera um dispositivo mediador capaz de promover o encontro do objeto informacional com o usuário da informação. Na perspectiva da mediação da informação, portanto, a representação da informação não substitui, mas se dedica a descrever elementos que identifiquem o objeto informacional [...] (111, grifo nosso).

Botelho e Gomes (2023: 379) ainda relacionam as ações de representação temática e descritiva com as cinco dimensões da mediação da informação -dialógica, estética, formativa, ética e política-. Na análise da literatura, percebem que, “mesmo existindo uma tendência para o reconhecimento da mediação implícita no âmbito desses estudos, tal reconhecimento ainda não está consolidado” (394).

Nesse mote, compreende-se que as tecnologias têm oportunizado um trabalho em rede em unidades de informação e formas complexas de realizar os processos técnicos, pensando na sua posterior recuperação. Contudo, essa mediação implícita, por meio da representação, ainda é percebida em uma perspectiva demasiada tecnicista, com baixa criticidade por parte dos profissionais da informação quanto a uma ação importante, sendo a representação da informação para futura recuperação por parte do usuário. Logo, embora as tecnologias favoreçam relações dialógicas entre profissionais da informação e usuário, ainda é preciso que este tome consciência para favorecer aqueles.

A representação da informação está envolta em conflitos, visto essa não ser uma prática neutra. Por isso mesmo, a mediação se faz presente nesses processos de forma implícita e pode ser vislumbrada na perspectiva dos processos, ferramentas, técnicas, metodologias e instrumentos ligados a essa prática (Santos Neto, 2022). Assim, as práticas que envolvem à organização e representação da informação são realizadas para sanar uma necessidade informacional. Portanto, o usuário está no centro dessas ações: “Nesse momento, o caráter implícito da [mediação da informação] alcança uma dimensão social cognitiva que ultrapassa a dimensão técnica” (80).

Redes sociais, algoritmos e mediação implícita

O primeiro estudo que demarca teorias envolvendo a mediação da informação em redes sociais no Brasil foi o de Barros (2018: 94), em uma pesquisa de mestrado desenvolvida na Universidade Federal do Pará. A pesquisa investigou a mediação da informação por meio da rede social Facebook, pelo perfil de uma biblioteca universitária.

Este foi um caminho para compreender a mediação implícita no âmbito das redes sociais é identificar as formas de interação possíveis, direta e indireta, entre usuários e unidades de informação. Barros (2018: 149) menciona aspectos do Facebook envolvendo comentários, curtidas, compartilhamentos e reações. Contudo, é importante destacar que algumas dessas características do Facebook também se fazem presentes em outras redes, tais como X, Instagram e TikTok. Logo, vislumbrar tais perspectivas é fundamental para se pensar a mediação, visto que ela será direcionada ao usuário presente nessas redes.

Com a iminência de direcionar o prisma da atuação para redes sociais, novas preocupações e problemáticas passam a se desenvolver e serem reconhecidas como concernentes à ciência da informação, como é o caso da proteção e privacidade de dados. Nesse contexto, Vignoli et al. (2020: 292) explicam que existem tantos dados pessoais quanto dados sensíveis. Os dados sensíveis “dissertam a respeito da vida privada, íntima e sigilosa de pessoas, instituições e objetos, fato que diferencia substancialmente dos dados pessoais”.

Embora existam legislações, como a Lei de Acesso à Informação e a Lei Geral de Proteção de Dados, as redes sociais, entre outras plataformas, que utilizam dados de navegação para predição de comportamentos dos usuários com vistas ao lucro. Diante dessa situação, há uma preocupação, tanto do Governo quanto da sociedade, para tais efeitos serem minimizados e as plataformas punidas. Assim, no que tange à atuação do bibliotecário e aos demais profissionais da informação:

O ato de mediar a informação é muito comum em bibliotecas e unidades de informação e a responsabilidade do bibliotecário em conhecer conjuntos legislativos e éticos a serem aplicados no seu trabalho tornam-se desafios aos profissionais que devem primar pelo acesso à informação de qualidade (Vignoli et al., 2020: 298).

O profissional da informação deve ser vigilante em sua atuação, uma vez que os sistemas de informação das unidades de informação representam verdadeiros bancos de dados pessoais. Tendo isso em mente, entende-se que esse tipo de dado “não deve, não pode e que naturalmente não necessita ser mediada, principalmente quando se trata de dados sensíveis” (Vignoli et al., 2020: 299). Não obstante, esses aparatos legais subsidiam uma mediação implícita da informação na preparação e cuidado com os dados pessoais e sensíveis.

A mediação implícita no âmbito das redes sociais ainda ganha uma nova possibilidade de ser observada por meio da mediação algorítmica. Santana (2023) assevera que as redes sociais estão envoltas em um capitalismo de plataforma que visa lucro. Por conseguinte, os algoritmos não são desenvolvidos em uma perspectiva de neutralidade. Pelo contrário, há consciência por parte dos programadores do que eles devem fazer. Nas redes sociais, os algoritmos são utilizados para “predizer conteúdos patrocinados e sugerir anúncios publicitários em troca de taxas por cliques ou simplesmente em contrapartida a financiamentos com motivos desconhecidos e duvidosos, desde econômicos a políticos” (50):

Após publicada, a informação sofre um processamento baseado em sistemas algorítmicos que lhe agregam valores, tais como a localização geográfica do autor e a velocidade de conexão à internet de quem receberá o conteúdo. Todo esse agregamento à informação possibilitará, enfim, oferecer ao receptor ou receptores da mensagem um conteúdo filtrado e personalizado, considerando os interesses e particularidades de cada usuário que faça parte do círculo de amizades do autor do conteúdo (51).

Essa compreensão a respeito das redes sociais como fenômenos presentes na ciência da informação e outros aspectos que têm sido agregados, como dados e algoritmos, demonstra que estudos envolvendo a mediação da informação estão expandindo suas fronteiras, em uma perspectiva dialógica e transdisciplinar:

Muitos estudos de objetos de fronteira relacionados com as práticas de informação também se relacionam a documentos, às tecnologias e aos sistemas, sobretudo como artefatos que ao serem tratados e organizados necessitam de linguagem própria para uma mediação qualificada que permita o estabelecimento das práticas de organização da informação e do conhecimento (Mello Filho y Araújo Júnior, 2021: 8).

A mediação da informação toma a centralidade ao fundamentar disciplinarmente na ciência da informação e permitir estabelecer relações dialógicas com outras áreas, neste caso, por intermédio das tecnologias. Embora se discorra aqui sobre um cenário de forte inserção tecnológica, Mello Filho e Araújo Júnior (2011: 11) indicam o papel da informação enquanto fenômeno social nessas fronteiras com novas áreas: “deve-se projetar um alinhamento das teorias científicas com as questões de caráter social da informação, que tanto podem atender ao sujeito individualmente quanto à coletividade”.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente investigação objetivou investigar possíveis relações teóricas e empíricas da mediação implícita da informação nos processos informacionais e tecnológicos e evidenciou potenciais nichos de atuação para profissionais da informação. Notadamente, percebem-se as unidades de informação como nicho de atuação capaz de desenvolver a mediação implícita da informação. Todavia, destaca-se a inconsciência da atuação relacionada à mediação implícita justamente pela não presença direta dos usuários.

Assim, compreende-se a necessidade de formações e capacitações que auxiliem os profissionais a terem consciência dos seus atos nesse tocante, além da responsabilidade social da mediação implícita da informação. É fundamental que o profissional tenha dimensão da mediação implícita da informação no contexto tecnológico, pois essas práticas ligadas à organização e representação da informação e do conhecimento fazem informação efetivamente chegar ao usuário final, com os devidos cuidados e precauções para evitar ruídos e falhas comunicacionais. Isso se dá porque o processo mediacional é fundamentalmente comunicativo seja de modo direto, com os sujeitos, ou indireto, mediado pelas tecnologias.

Estudos acerca de redes sociais, dados e algoritmos têm se mostrado como novas tendências de pesquisa no tocante à mediação implícita da informação, que possibilitam novas fronteiras transdisciplinares com a ciência de dados, por exemplo. Nesse contexto, a ciência da informação tem seu papel ressaltado tanto por compreender os processos informacionais relacionados à mediação e representação da informação como por estudar diretamente os usuários e modelos e práticas informacionais.

Embora se note um avanço a respeito da temática da mediação implícita da informação, percebe-se uma fragilidade quanto ao entendimento dessas práticas pelo profissional da informação, que indicam novos caminhos de pesquisa que: 1) explorem as formas de mediação da informação ligadas às tecnologias, por meio dos algoritmos, dados e redes sociais, entre outras ferramentas; e 2) busque compreender a percepção dos profissionais da informação, bem como conscientizá-los sobre a importância dessas práticas não apenas como técnica, mas como processo informacional com demarcada importância para uso, circulação e apropriação da informação.

Por fim, nota-se a importância de desenvolver competências informacionais voltada aos contextos digitais ligados às tecnologias. Tais competências são importantes tanto para os sujeitos quanto para os profissionais da informação, sobretudo pelo fato da sociedade estar cada vez mais conectada à web e os recursos digitais não somente oferecerem benefícios, mas também riscos, como desinformação, fake news, golpes e fraudes.

Pensar em uma agenda de atuação da mediação da informação implícita ligada às tecnologias e em favor das competências informacionais digitais emerge como uma necessidade contemporânea dos profissionais da informação.

REFERÊNCIAS

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Para citar este texto:

Chaves, Italo Teixeira, Gisele Rocha Côrtes e Marckson Roberto Ferreira de Sousa. 2025. “Mediação implícita da informação: um diálogo com as tecnologias (2014-2023)”. Investigación Bibliotecológica: archivonomía, bibliotecología e información 39 (104): 63-80. https://dx.doi.org/10.22201/iibi.24488321xe.2025.104.58985

Recebido: 12 de Novembro de 2024; Aceito: 21 de Abril de 2025

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